Olá Alcachofras!
Como tendes passado?
"Ai mas não tinhas abandonado o blog?"
Não, simplesmente fiz uma pausa. Não achei necessário fazer um melodrama e dizer que me ia embora e nhenhenhe, porque isto não é uma novela das 8 e vocês têm mais que fazer. Hoje acordei e apercebi-me que, por mais deprimente que possa parece, tive saudades daqui.
"Então e porque não postaste mais vezes?"
Porque aconteceu a vida, e eu quis ir vivê-la em vez de escrever sobre ela.
"E agora?"
E agora deu me saudades, pronto.
Só pra saberem que não morri e que vou postar aqui e que os frigoríficos são frios por dentro.
terça-feira, junho 11, 2013
Primeiras impressões
Isto era para ser uma pergunta de fim de semana mas no domingo não tive tempo, por isso fica hoje a pergunta.
A primeira impressão é a que fica?
As vossas primeiras impressões sobre as pessoas costumam estar corretas?
Vá, agora vou tratar do almoço. fico à espera das vossas respostas.
A primeira impressão é a que fica?
As vossas primeiras impressões sobre as pessoas costumam estar corretas?
Vá, agora vou tratar do almoço. fico à espera das vossas respostas.
sábado, junho 08, 2013
Os 4 tipos de fotos que deviam pagar multa nas redes sociais
Olá, eu sou o Ricardo, e tenho um blog.
E um trabalho.
E uma vida.
E os dois últimos só roubam tempo ao primeiro.
Obrigado aos que continuam a seguir mesmo sem posts todos os dias…. ou semanas…. Ou meses (xD), giveaways ou derivados.
Agora ao que interessa:
Desde que alguém inventou o botãozinho do "enviar foto", té ao dia presente, as regulamentações relativas á poluição fotográfica nos nossos feeds de notícias das redes sociais estagnaram completamente.
Seja facebook, tumblr, instagram, ou hi5(ainda alguém usa esta rede zombificada?), todas as redes são inundadas diariamente por tipos especificos de fotos que não servem para mais do que encher o nosso horizonte visual de informação desnecessária.
Cá está o nosso belo top 4 de clichés fotográficos:
Se eu quisesse saber o que as outras pessoas comiam, virava nutricionista.
Não percebo muito bem qual é a fascinação maníaca de partilhar fotos do macarrão com salsicha num filtro “earlybird” com uma moldura desgastada como se estivessem a mostrar uma obra de arte digna do Louvre.
A não ser que uma pessoa esteja num país de 3º mundo, comer não é uma coisa assim tão fantástica, digo eu.
Está a chegar o Verão e ao contrário da maioria da população – que treme de medo das fotos nos fatos de banho depois de um inverno de alimentação digna dum urso polar pré hibernação – eu arrepio-me só de pensar nas fotografias dos pés na praia.
Não sei quem foi a pessoa que começou esta moda, mas espero que lhe caiam as unhas dos pés uma a uma, por ter proporcionado milhões de fotografias de unhas encravadas emolduradas por um mar mais ou menos azulado, alguma areia e umas pernas semi relaxadas, que querem demonstrar um “Ah e tal estou qui na praia enquanto vocês otários estão na internet” mas mostram um “Estou na praia mas não largo a merda do smartphone porque quero que vejam que vivo a vida muito intensamente”
A sério que não existe um sítio melhor para tirar uma foto do que num WC… público?
A sério?
Não bastando isso anda se arranja maneira de tirar uma fotografia a mostrar a câmara/telefone, as cabines das sanitas vandalizadas e o papel higiénico no chão?
Acho que Van Gogh está super arrependido no além, quem sabe se tivesse um smartphone, o autoretrato com a orelha cortada teria como plano de fundo uma latrina e um camponês a arrear o calhau. e toda a gente ia dar like naquilo.
E vocês?
Costumam encontrar muitas destas fotos nos vossos feeds sociais?
Há algum outro tipo que vos irrite particularmente?
Partilhem isso e as vossas opiniões na caixa de comentários, prometo que o bolor que lá está não é particularmente tóxico.
E um trabalho.
E uma vida.
E os dois últimos só roubam tempo ao primeiro.
Obrigado aos que continuam a seguir mesmo sem posts todos os dias…. ou semanas…. Ou meses (xD), giveaways ou derivados.
Agora ao que interessa:
______________________________________________________________________
Desde que alguém inventou o botãozinho do "enviar foto", té ao dia presente, as regulamentações relativas á poluição fotográfica nos nossos feeds de notícias das redes sociais estagnaram completamente.
Seja facebook, tumblr, instagram, ou hi5(ainda alguém usa esta rede zombificada?), todas as redes são inundadas diariamente por tipos especificos de fotos que não servem para mais do que encher o nosso horizonte visual de informação desnecessária.
Cá está o nosso belo top 4 de clichés fotográficos:
Fotos de comida:
Se eu quisesse saber o que as outras pessoas comiam, virava nutricionista.
Não percebo muito bem qual é a fascinação maníaca de partilhar fotos do macarrão com salsicha num filtro “earlybird” com uma moldura desgastada como se estivessem a mostrar uma obra de arte digna do Louvre.
A não ser que uma pessoa esteja num país de 3º mundo, comer não é uma coisa assim tão fantástica, digo eu.
Fotos de pés na praia:
Está a chegar o Verão e ao contrário da maioria da população – que treme de medo das fotos nos fatos de banho depois de um inverno de alimentação digna dum urso polar pré hibernação – eu arrepio-me só de pensar nas fotografias dos pés na praia.
Não sei quem foi a pessoa que começou esta moda, mas espero que lhe caiam as unhas dos pés uma a uma, por ter proporcionado milhões de fotografias de unhas encravadas emolduradas por um mar mais ou menos azulado, alguma areia e umas pernas semi relaxadas, que querem demonstrar um “Ah e tal estou qui na praia enquanto vocês otários estão na internet” mas mostram um “Estou na praia mas não largo a merda do smartphone porque quero que vejam que vivo a vida muito intensamente”
Fotos No espelho:
A sério que não existe um sítio melhor para tirar uma foto do que num WC… público?
A sério?
Não bastando isso anda se arranja maneira de tirar uma fotografia a mostrar a câmara/telefone, as cabines das sanitas vandalizadas e o papel higiénico no chão?
Acho que Van Gogh está super arrependido no além, quem sabe se tivesse um smartphone, o autoretrato com a orelha cortada teria como plano de fundo uma latrina e um camponês a arrear o calhau. e toda a gente ia dar like naquilo.
Fotos de unhas:
Algures pelo mar de “tendências” que afogaram as redes
sociais, a “nail art” ´é aquela que aparentemente nunca vai desaparecer da minha
vida sem deixar rasto, porque pelos vistos pintar o super mário nas unhas de
gel não é idiota. É original. E com isto, milhares de gajas tiram fotos com essa
posição estranha com as mãos que mais parece – citando uma amiga – uma
atrofiação muscular por falta de cálcio, porque acham bonito partilhar as
pinturas rupestres que levam nas unhacas.
Já percebemos que levam mais tempo a pintar as unhas o
que a lavar os dentes meninas.
Agora por favor, arranjem outra parte do corpo para tirar
fotografias (que não os pés, na praia).
E vocês?
Costumam encontrar muitas destas fotos nos vossos feeds sociais?
Há algum outro tipo que vos irrite particularmente?
Partilhem isso e as vossas opiniões na caixa de comentários, prometo que o bolor que lá está não é particularmente tóxico.
terça-feira, abril 30, 2013
Como eu me sinto:
Quando vejo o meu extrato bancário no fim do mês:
Quando vou a uma pastelaria e alguém leva o bolo que eu queria:
Acho que muitas velhinhas que levaram para casa o ultimo queque sentiram um arrepio na espinha á custa do meu olho gordo.
No primeiro dia de praia:
(Ajuda o facto de eu comer que nem uma morsa durante o Inverno)
Quando me apercebo que me esqueci da carteira em casa, e estou na caixa do supermercado:
Quando o computador desliga antes de gravar um projeto de muitas horas:
E pronto, é isto, basicamente.
Quando vou a uma pastelaria e alguém leva o bolo que eu queria:
Acho que muitas velhinhas que levaram para casa o ultimo queque sentiram um arrepio na espinha á custa do meu olho gordo.
No primeiro dia de praia:
(Ajuda o facto de eu comer que nem uma morsa durante o Inverno)
Quando me apercebo que me esqueci da carteira em casa, e estou na caixa do supermercado:
Quando o computador desliga antes de gravar um projeto de muitas horas:
E pronto, é isto, basicamente.
sexta-feira, março 15, 2013
Os 6... Tipos de amigos que já tiveste (ou vais ter)
Durante a vida, vais conhecer centenas de pessoas, e fazer alguns amigos. Pelo meio de todos os amigos que tens, já tiveste, ou vais ter, estes 6 vão aparecer inevitavelmente:
O popular - Vais a uma festa com ele, conhece toda a gente. vais ao facebook dele, aparece em 5564654654 fotos com pessoas diferentes. É o verdadeiro animal social, e tu és só mais um dos seus muitos e muitos amigos. Tem sempre assunto e apresenta-te sempre gente nova. Pode ser um bocado exaustivo quando queres relaxar e fazer qualquer coisa mais low profile e tens que ser apresentado a 35746531684 conhecidos pelo caminho, quer queiras, quer não.
O "pudico" - No geral é muito boa pessoa e bom ouvinte, mas muito caladinho, e ligeiramente conservador - Deus me livre de dizer piadas porcas em frente da peça. No entanto, pela calada é o pior do grupo, o que acaba por ser surpreendente.
O divertido - Não consegues estar com ele sem te sentires bem, porque para ele a vida é um parque de diversões. Está sempre a fazer piadas, chega a ser irritantemente energético. Se não tens um, tens que arranjar. Pode não ser o melhor para conversas profundas, ou divagações filosóficas, mas é o melhor para te tirar a cabeça dos problemas, naqueles dias cinzentos.
O sem noção - Há alguma coisa primitiva em ter um amigo meio idiota. Isto pode parecer desagradável, e até mauzinho, mas não deixa de ser verdade, porque toda a gente que conheço já teve um. A coisa com os sem noção é que tentam demasiado. tentam demasiado inserir-se no grupo, ser divertidos, bons conselheiros ou interessantes, e falham miseravelmente, porque são um bocado descompensados. Gostas deles exatamente por serem assim, porque no fundo se preocupam mais contigo que muitos dos outros amigos... por outro lado podem ser igualmente frustrantes porque não percebem quando devem parar.
O venenoso - Uma pessoa costuma ter em média 3-5 melhores amigos (eu tenho 5 ou 6 ), e geralmente odeia uma pessoa no seu grupo social. Este parece detestar todo o seu grupo social. Está sempre a par sobre tudo o que se passa à sua volta, e sempre pronto a criticar (coisa que faz como ninguém), é bom para o ocasional café ou para a esporádica sessão de fofoquice , mas pouco mais que isso. Não é daquele tipo de amigos com os quais queiras estar muitas vezes seguidas, é demasiado ácido.- e já tive tantos amigOs quanto amigAs destas.
O chato - Sabes o tipo e de certeza já tiveste a tua conta de amigos chatos. Gostam muito de falar sobre si mesmos, mas quase nunca de uma maneira divertida, o que geralmente implica expor-te a todo o tipo de problemas aborrecidos que possam ter. Tu até gostas de ajudar e preocupas-te com eles na medida dos possíveis, mas são exatamente como o absinto, só podes tomar um shot ou dois de vez em quando, ou rebenta-te o fígado.
PS: Estão todos descritos no masculino por ser uma generalização, só para ficar explicito aqui.
O popular - Vais a uma festa com ele, conhece toda a gente. vais ao facebook dele, aparece em 5564654654 fotos com pessoas diferentes. É o verdadeiro animal social, e tu és só mais um dos seus muitos e muitos amigos. Tem sempre assunto e apresenta-te sempre gente nova. Pode ser um bocado exaustivo quando queres relaxar e fazer qualquer coisa mais low profile e tens que ser apresentado a 35746531684 conhecidos pelo caminho, quer queiras, quer não.
O "pudico" - No geral é muito boa pessoa e bom ouvinte, mas muito caladinho, e ligeiramente conservador - Deus me livre de dizer piadas porcas em frente da peça. No entanto, pela calada é o pior do grupo, o que acaba por ser surpreendente.
O divertido - Não consegues estar com ele sem te sentires bem, porque para ele a vida é um parque de diversões. Está sempre a fazer piadas, chega a ser irritantemente energético. Se não tens um, tens que arranjar. Pode não ser o melhor para conversas profundas, ou divagações filosóficas, mas é o melhor para te tirar a cabeça dos problemas, naqueles dias cinzentos.
O sem noção - Há alguma coisa primitiva em ter um amigo meio idiota. Isto pode parecer desagradável, e até mauzinho, mas não deixa de ser verdade, porque toda a gente que conheço já teve um. A coisa com os sem noção é que tentam demasiado. tentam demasiado inserir-se no grupo, ser divertidos, bons conselheiros ou interessantes, e falham miseravelmente, porque são um bocado descompensados. Gostas deles exatamente por serem assim, porque no fundo se preocupam mais contigo que muitos dos outros amigos... por outro lado podem ser igualmente frustrantes porque não percebem quando devem parar.
O venenoso - Uma pessoa costuma ter em média 3-5 melhores amigos (eu tenho 5 ou 6 ), e geralmente odeia uma pessoa no seu grupo social. Este parece detestar todo o seu grupo social. Está sempre a par sobre tudo o que se passa à sua volta, e sempre pronto a criticar (coisa que faz como ninguém), é bom para o ocasional café ou para a esporádica sessão de fofoquice , mas pouco mais que isso. Não é daquele tipo de amigos com os quais queiras estar muitas vezes seguidas, é demasiado ácido.- e já tive tantos amigOs quanto amigAs destas.
O chato - Sabes o tipo e de certeza já tiveste a tua conta de amigos chatos. Gostam muito de falar sobre si mesmos, mas quase nunca de uma maneira divertida, o que geralmente implica expor-te a todo o tipo de problemas aborrecidos que possam ter. Tu até gostas de ajudar e preocupas-te com eles na medida dos possíveis, mas são exatamente como o absinto, só podes tomar um shot ou dois de vez em quando, ou rebenta-te o fígado.
PS: Estão todos descritos no masculino por ser uma generalização, só para ficar explicito aqui.
E vocês?
Já tiveram algum destes amigos descritos acima?
Se sim, ainda mantém contacto com algum desses?
Enquadram-se nalguma destas categorias? QUAL?
Vá, toca a comentar, subscrever ler e essas coisas todas. até amanhã respondo aos comentários em atraso.
O drama da roupa cara de Favelada
Num site de reclamações dos direitos do consumidor, deparo-me com a seguinte pérola:
Quer dizer que eu devia ter processado o Mc Donalds por o Manzarra ter usado uma t-shirt igual a uma minha num anúncio a hambúrgueres em promoção?
A sério?
A sério Internet, só me mostras coisas fantásticas.
Querem ler o original?
Vão aqui.
E já sabem, façam valer os vossos direitos. cada vez que virem a Rita Pereira com aquela blusa que compraram nos saldos da Bershka, vão logo à DECO.
Minha esposa comprou um vestido novo para usar no Natal na Planet, e hoje na propaganda da novela das 9 da rede Globo apareceu o dia inteiro uma mulher que faz papel pobre, mora na favela, que esta usando exatamente o mesmo vestido.Também toda a gente sabe que as novelas da Globo se prezam por terem favelas ricas e evoluídas, deviam estar orgulhosos pessoas!
Agora minha esposa nao quer mais usar esse vestido, e mais nenhuma roupa da planet, porque os amigos e colegas estao tirando sarro e fazendo gozacoes.Ahm... se fosse eu também ia gozar até à morte com ela, just sayin'.
Sentimo-nos totalmente prejudicado, e quero a devolucao do dinheiro gastado, pois nao adianta trocar por outra roupa e depois essa mesma aparecer na novela de novo.Espera... Ahn?
Quer dizer que eu devia ter processado o Mc Donalds por o Manzarra ter usado uma t-shirt igual a uma minha num anúncio a hambúrgueres em promoção?
A sério?
A sério Internet, só me mostras coisas fantásticas.
Querem ler o original?
Vão aqui.
E já sabem, façam valer os vossos direitos. cada vez que virem a Rita Pereira com aquela blusa que compraram nos saldos da Bershka, vão logo à DECO.
sexta-feira, março 08, 2013
Dia da Mulher
Se uma só imagem vale mais que mil palavras, aqui têm o que eu apreendo do dia da mulher.
Isto nao é machismo discriminação ou qualquer tipo de implicância descabida, é a mais pura - e triste - das verdades.
Deixou de se ver este dia como um dia de luta pelos direitos e pela igualdade e passou a ser uma fachada de ladies nights com bebida à borla, e pilas de borracha presas à cabeça por bandoletes.
Feliz dia das mulheres a vocês leitoras, e fia a pergunta:
E vocês?
Costumam festejar o dia de alguma maneira especial?
Acham que Está a perder o seu significado para as gerações mais novas?
Vá, comentem leiam subscrevam e essas coisas todas;)
Isto nao é machismo discriminação ou qualquer tipo de implicância descabida, é a mais pura - e triste - das verdades.
Deixou de se ver este dia como um dia de luta pelos direitos e pela igualdade e passou a ser uma fachada de ladies nights com bebida à borla, e pilas de borracha presas à cabeça por bandoletes.
Feliz dia das mulheres a vocês leitoras, e fia a pergunta:
E vocês?
Costumam festejar o dia de alguma maneira especial?
Acham que Está a perder o seu significado para as gerações mais novas?
Vá, comentem leiam subscrevam e essas coisas todas;)
terça-feira, março 05, 2013
O meu festival
Por estes facebook fora já se começam a ler as primeiras notícias sobre festivais.
Ano após ano vêm os benditos festivais.
Há os de verão, os da primavera e até os de inverno, e mesmo com toda esta escolha, é muito raro haver artistas que eu goste.
Para ajudar á festa ainda tenho imenso azar com os ditos festivais, quando calho a gostar de alguém no cartaz.
Ou tenho tempo e não tenho dinheiro, ou tenho dinheiro e não tenho tempo ou tenho tempo e dinheiro mas não tenho companhia
Resultado: já nem me dou ao trabalho de ir ver os cartazes porque já sei que não vou.
Hoje enquanto estava ouvir musica, lembrei-m de vos deixar o desafio.
Se pudessem criar um festival de música, quais os artistas que punham no cartaz?
Vamo lá a ver como seria o meu festival, se eu fosse multimilionário
Natasha Bedingfield
Tirando uma ou duas músicas que foram aterrar em anúncios de shampô ou bandas sonoras de filmes, cá em Portugal esta artista é praticamente inexistente, e não percebo porquê.
Adoro as músicas dela. São despretensiosas positivas e divertidas, na sua maioria.
Kimbra
Super talentosa, super desconhecida. Devia andar a mostrar as mamas para vender cds ou assim.
Maroon 5
Acho que de toda a gente que escolhi, só eles é que já cá vieram num festival de Verão ou whatever, eu estava a trabalhar e a pensar em cortar os pulsos nesse dia porque não fui. lembro-me sempre ds sábias palavras do Manuel Moura dos Santos em 2001 "pff, castanho 5, essa banda é uma modinha, não vai dar em nada". Sempre certo filho, sempre certo.
Dia 2
Babasónicos
"Ah e tal, bandas espanholas e nada Português?"
Calou!
Gosto e pronto.
MUTEMATH
Estes meninos tiveram a sorte (ou o azar?) uma música para um filme da saga do crepusculo, então o pitedo todo andou histérico por eles durante uns meses, até voltarem as orelhas para a Taylor Swift e a Nicki Minaj e assim.
Marina and the Diamonds
Já a puseram a fazer a abertura dos concertos da Katy Perry.
Ela resolveu não processar.
Se fosse eu processava.
Anyway, não é à toa que foi nº 1 no top de vendas da Inglaterra não sei quantos meses seguidos.
Gotye
Se alguém na plateia tiver o azar de pedir para cantar a "somebody that I used to know", tenho snipers prontos a disparar. just sayin'
Mark Ronson
Este gajo produz, compõe, toca guitarra e dá espetáculos brutais.
Não é preciso saberem mais nada.
KT Tunstall
Não percebo como é que esgotam a porcaria do coliseu para ir ver o Justin Bieber, mas nunca pensaram em trazer cá a KT. Deviam ter vergonha pessoas das organizações.
E não, não há música eletrónica nem DJs.
Querem ouvi batucadas, vão às discotecas.
Ano após ano vêm os benditos festivais.
Há os de verão, os da primavera e até os de inverno, e mesmo com toda esta escolha, é muito raro haver artistas que eu goste.
Para ajudar á festa ainda tenho imenso azar com os ditos festivais, quando calho a gostar de alguém no cartaz.
Ou tenho tempo e não tenho dinheiro, ou tenho dinheiro e não tenho tempo ou tenho tempo e dinheiro mas não tenho companhia
Resultado: já nem me dou ao trabalho de ir ver os cartazes porque já sei que não vou.
Hoje enquanto estava ouvir musica, lembrei-m de vos deixar o desafio.
Se pudessem criar um festival de música, quais os artistas que punham no cartaz?
Vamo lá a ver como seria o meu festival, se eu fosse multimilionário
Dia 1
Natasha Bedingfield
Tirando uma ou duas músicas que foram aterrar em anúncios de shampô ou bandas sonoras de filmes, cá em Portugal esta artista é praticamente inexistente, e não percebo porquê.
Adoro as músicas dela. São despretensiosas positivas e divertidas, na sua maioria.
Kimbra
Super talentosa, super desconhecida. Devia andar a mostrar as mamas para vender cds ou assim.
Maroon 5
Acho que de toda a gente que escolhi, só eles é que já cá vieram num festival de Verão ou whatever, eu estava a trabalhar e a pensar em cortar os pulsos nesse dia porque não fui. lembro-me sempre ds sábias palavras do Manuel Moura dos Santos em 2001 "pff, castanho 5, essa banda é uma modinha, não vai dar em nada". Sempre certo filho, sempre certo.
Dia 2
Babasónicos
"Ah e tal, bandas espanholas e nada Português?"
Calou!
Gosto e pronto.
MUTEMATH
Estes meninos tiveram a sorte (ou o azar?) uma música para um filme da saga do crepusculo, então o pitedo todo andou histérico por eles durante uns meses, até voltarem as orelhas para a Taylor Swift e a Nicki Minaj e assim.
Marina and the Diamonds
Já a puseram a fazer a abertura dos concertos da Katy Perry.
Ela resolveu não processar.
Se fosse eu processava.
Anyway, não é à toa que foi nº 1 no top de vendas da Inglaterra não sei quantos meses seguidos.
Dia 3
Gotye
Se alguém na plateia tiver o azar de pedir para cantar a "somebody that I used to know", tenho snipers prontos a disparar. just sayin'
Mark Ronson
Este gajo produz, compõe, toca guitarra e dá espetáculos brutais.
Não é preciso saberem mais nada.
KT Tunstall
Não percebo como é que esgotam a porcaria do coliseu para ir ver o Justin Bieber, mas nunca pensaram em trazer cá a KT. Deviam ter vergonha pessoas das organizações.
E não, não há música eletrónica nem DJs.
Querem ouvi batucadas, vão às discotecas.
Acham que alguém pagava para ir ver este cartaz, ou ia ter que pagar aos artistas em skittles e água das pedras?
Se pudessem fazer um festival , que artistas convidavam - vivos e tal, não vamos convidar o james morrison da campa - , e porquê?
Respondam na comment box, ou façam um post em resposta no vosso blog, é como preferirem.
sexta-feira, março 01, 2013
O open day do Ricardo
Se não andam a viver debaixo de uma pedra sem TV nem wi-fi, já devem ter visto uma data de reportagens sobre os famosos open days da emirates airlines, que começaram a causar concentrações em massa algures no ano passado e não têm parado desde então, sem que eu pessoalmente tenha percebido porquê.
Aqui há uns tempos, durante um café, uma amiga minha perguntou-me se queria ir com ela a um open day que ia acontecer cá no Sul, e eu disse imediatamente que sim, que ia dar um bom texto pro blog – Eu sei, é um bocado deprimente, gozem comigo, I don’t care.
Em vez disso dão a cada um flier e uma cadeirinha, e passam duas horas a mostrar vídeos promocionais da companhia com lindas hospedeiras muito felizes e contentes com tudo e mais alguma coisa, e um hospedeiro careca (a sério), e a falar da vida diária, costumes e tradições do Dubai, – Curiosamente naquela sala, ninguém ficou preocupado quando se falou do pormenor da comida ser cara, mas ia havendo uma apoplexia geral quando se disse que era preciso pagar uma licença para consumir álcool. Really. – e claro, do trabalho em si.
Depois disto tudo, ficámos 3 horas numa fila mais lenta que a da segurança social, para entregar um bendito currículo, e falar minuto e meio com a entrevistadora, que muito simpaticamente nos diz que "mais tarde contacta se for seleccionado".
Acabei por sair de lá exatamente como entrei, sem perceber qual o fascínio por esta companhia aérea em particular, e com imensa pena daqueles desgraçados que vieram da outra ponta do país gastar um dia inteiro para entregar um currículo, quando essas coisas geralmente se podem fazer via e-mail, com o mesmo resultado final, menos as dores de pernas e a obrigação de usar gravata.
Aqui há uns tempos, durante um café, uma amiga minha perguntou-me se queria ir com ela a um open day que ia acontecer cá no Sul, e eu disse imediatamente que sim, que ia dar um bom texto pro blog – Eu sei, é um bocado deprimente, gozem comigo, I don’t care.
Sim, porque sejamos honestos, ir para o Dubai ver camelos areia e calor insuportável, tudo a preços extravagantes não é propriamente o sonho da minha vida.
Antes que desse por ela, Lá estava eu, ás oito da manhã , todo engravatado, num lobbie de hotel que mais parecia um anúncio ao el corte inglés, apinhado de rapazes e raparigas, todos à espera de causar uma excelente impressão com roupa claramente comprada na semana anterior nos saldos da zara – Ou da primark, I don’t judge.
Enquanto ouvia pequenos chiliques com comprimentos da saia, das unhas de gel, do cabelo, cores da gravata e tamanhos de currículos, começava lentamente a assentar algures no meu cérebro que não ia provavelmente haver um qualquer acontecimento extraordinariamente interessante que justificasse arrastar-me da cama às seis e meia da manhã para fazer a barba e fazer o nó à gravata.
Claro, quase para me contrariar do elevador emerge um mulherão (literal e figurativamente) digno de uma capa de revista, muito sorridente que nos pede, o rebanho em business attire para a seguir ao primeiro andar onde finalmente começaria o open day.
Por esta altura eu já estava com fome e esperava sinceramente que começassem a disparar fogos de artifício e a distribuir gift bags depois do tédio que tinha sido a espera - mal sabia eu - , ou a despachar as “entrevistas” que fantasiei na minha cabeça.
Em vez disso dão a cada um flier e uma cadeirinha, e passam duas horas a mostrar vídeos promocionais da companhia com lindas hospedeiras muito felizes e contentes com tudo e mais alguma coisa, e um hospedeiro careca (a sério), e a falar da vida diária, costumes e tradições do Dubai, – Curiosamente naquela sala, ninguém ficou preocupado quando se falou do pormenor da comida ser cara, mas ia havendo uma apoplexia geral quando se disse que era preciso pagar uma licença para consumir álcool. Really. – e claro, do trabalho em si.
Depois disto tudo, ficámos 3 horas numa fila mais lenta que a da segurança social, para entregar um bendito currículo, e falar minuto e meio com a entrevistadora, que muito simpaticamente nos diz que "mais tarde contacta se for seleccionado".Acabei por sair de lá exatamente como entrei, sem perceber qual o fascínio por esta companhia aérea em particular, e com imensa pena daqueles desgraçados que vieram da outra ponta do país gastar um dia inteiro para entregar um currículo, quando essas coisas geralmente se podem fazer via e-mail, com o mesmo resultado final, menos as dores de pernas e a obrigação de usar gravata.
domingo, fevereiro 24, 2013
A outra
Aqui há uns tempos, fui tomar um café com uma conhecida – chamemos-lhe E, e conversa puxa conversa, ela resolve contar que conheceu o homem dos sonhos dela. Lindo, simpático, atencioso, divertido, bom de cama… Ah, e casado.
A verdade é que há por aí muito mulherio* que, como a E, se contenta em ser “a outra”.
Não só se contentam como inevitavelmente arranjam todo rol de desculpas cliché:
“Ah e tal, eles já tinham problemas na relação” – e dar umas quecas por fora é aparentemente terapêutico. A vagina da E tem que fazer parceria com o Dr. Phill, pelos vistos – “Ah e tal, eles vão-se separar”, “Ah e tal”, “Ah e tal”.
E às tantas uma pessoa fica sem perceber se “a outra” é muito sem carácter por fazer o que faz ou simplesmente muito burra para encarar a realidade.
Porque a verdade é esta:
”Ele” não está à espera do melhor momento.
“Ele” Não ama loucamente “a outra”. Senão, era promovida a oficial.
“Ele” não vai largar a mulher para ficar com a outra, em 98% dos casos – o que é de si uma boa percentagem de aviso. Se por acaso largar pior, porque quer dizer que se fez a uma faz a duas, e quando dá por ela, a outra está sozinha, chifrada e com má fama.
“Ele” tem pena de magoar a mulher com a separação, por isso é que não lhe diz? A sério? Tenho mesmo que explicar como é que isto é contraditório.
Mau negócio portanto.
Infelizmente, o mundo não está cheio de Mónicas Sintra - ou será Mónicas Sintras?... Mónica Sintras? Esta coisa de pluralizar as pessoas não é definitivamente o meu forte, continuemos – que coitaditas caem na lábia de um qualquer lobo mau que come a capuchinho vermelho a avozinha e o lenhador se a fome for muita, e quando confrontadas com a dura realidade acabam tudo e escrevem uma canção pimba.
E vocês?
O que acham das pessoas – homens e mulheres – que não se importam de ser o/a outro/a?
Acham que o amor justifica isto tudo, ou é uma cambada de tretas?
Vá, desenvolvam, chamem nomes se quiserem à E, que eu tenho quase a certeza que não vai ouvir nada de novo.
PS: Eu escrevi este post há dois dias, mas o querido Blogger resolveu por bem pôr-me isto em rascunho em vez de publicar -_-
A verdade é que há por aí muito mulherio* que, como a E, se contenta em ser “a outra”.
Não só se contentam como inevitavelmente arranjam todo rol de desculpas cliché:
“Ah e tal, eles já tinham problemas na relação” – e dar umas quecas por fora é aparentemente terapêutico. A vagina da E tem que fazer parceria com o Dr. Phill, pelos vistos – “Ah e tal, eles vão-se separar”, “Ah e tal”, “Ah e tal”.
E às tantas uma pessoa fica sem perceber se “a outra” é muito sem carácter por fazer o que faz ou simplesmente muito burra para encarar a realidade.
Porque a verdade é esta:
”Ele” não está à espera do melhor momento.
“Ele” Não ama loucamente “a outra”. Senão, era promovida a oficial.
“Ele” não vai largar a mulher para ficar com a outra, em 98% dos casos – o que é de si uma boa percentagem de aviso. Se por acaso largar pior, porque quer dizer que se fez a uma faz a duas, e quando dá por ela, a outra está sozinha, chifrada e com má fama.
“Ele” tem pena de magoar a mulher com a separação, por isso é que não lhe diz? A sério? Tenho mesmo que explicar como é que isto é contraditório.
Mau negócio portanto.
Infelizmente, o mundo não está cheio de Mónicas Sintra - ou será Mónicas Sintras?... Mónica Sintras? Esta coisa de pluralizar as pessoas não é definitivamente o meu forte, continuemos – que coitaditas caem na lábia de um qualquer lobo mau que come a capuchinho vermelho a avozinha e o lenhador se a fome for muita, e quando confrontadas com a dura realidade acabam tudo e escrevem uma canção pimba.
E vocês?
O que acham das pessoas – homens e mulheres – que não se importam de ser o/a outro/a?
Acham que o amor justifica isto tudo, ou é uma cambada de tretas?
Vá, desenvolvam, chamem nomes se quiserem à E, que eu tenho quase a certeza que não vai ouvir nada de novo.
PS: Eu escrevi este post há dois dias, mas o querido Blogger resolveu por bem pôr-me isto em rascunho em vez de publicar -_-
*Sim, também há muitos homens a ser o outro mas geralmente eles não romantizam nem justificam tanto estas coisas como elas, por isso nem achei nada interessante metê-los ao barulho.
sábado, fevereiro 16, 2013
5 coisas que todos os pais fazem no facebook (provavelmente)
Filho, como é que se faz um facebook?
Com esta frase só podemos aceitar calmamente a entrada permanente da inclusão virtual em nossas casas, enquanto nos benzemos e esperamos pelo melhor.
Ter uma ou mais entidades parentais na lista de amigos não é necessariamente uma tortura ou uma cruz a carregar, mas pode levar a situações… interessantes.
Afinal, pais são pais, dentro ou fora de um computador:
Deixo-vos a batata quente:
Com esta frase só podemos aceitar calmamente a entrada permanente da inclusão virtual em nossas casas, enquanto nos benzemos e esperamos pelo melhor.
Ter uma ou mais entidades parentais na lista de amigos não é necessariamente uma tortura ou uma cruz a carregar, mas pode levar a situações… interessantes.
Afinal, pais são pais, dentro ou fora de um computador:
- “Supervisão” Parental – Em tempos o facebook era a terra de ninguém. Mudar de relacionamento. Deixar de falar à prima chata. Falar mal do jantar num status – nunca façam isso, se têm amor à vida. Mal os pais entrarem no facebook, eles vêm tudo.
- A foto de perfil enganosa – Sabem quando têm uma fotografia em que ficaram mesmo bem, e resolvem usar essa foto como identificação em todos os sites? Os pais funcionam sob a mesma lógica. Há é a possibilidade de essa dita fotografia ter 20 ou mais anos.
- O tagging indesejado – Algures, numa gaveta, ou num armário da sala de estar, pelo meio de diversos momentos capturados em câmara, está alguma fotografia embaraçosa vossa. Provavelmente estão nus dentro de um balde, ou com uma fralda na cabeça, ou qualquer coisa assim. Se antes da inclusão parental, essas fotografias serviam para fazer as delícias dos jantares de família, com um pai no facebook há sempre o Risco de uma dessas aparecer na vossa timeline, para deleite dos vossos amigos. Deus sabe as fotografias que eu tive que interditar cá em casa a envolverem genitália exposta e rabinhos assados.
- Partilha compulsiva – Piadas, música, frases sentimentais, imagens de animais bebés, sapatos, carros, vocês escolhem, os pais partilham tudo. Frisemos o TUDO. Acho que vêm tudo com um entusiasmo diferente, ou qualquer coisa do género, sei lá, perguntem ao Dr. Phill. Eu nem sabia que se podia ter o facebook temporariamente bloqueado por spam até ter acontecido cá em casa, só para termos uma ideia.
- Pais populares – Não percebo muito bem como, mas a maioria de pais que vejo no facebook têm imensos amigos – tipo o dobro dos filhos. Oh, espera, percebo. Eles adicionam toda e qualquer pessoa com a qual já tenham interagido. Senhora da padaria? Adicionada. Empregado da drogaria? Adicionado. Arrumador de carros do shopping? Ad…. Okay, esse deve ter vendido o telemóvel para comprar heroína, senão também ia. Isto acaba por dar origem a toda uma onda interminável de pedidos indesejados de amizade.
Deixo-vos a batata quente:
E vocês?
Os vossos pais têm facebook?
Fazem alguma destas coisas? Todas (esperemos que não né)
Que outras coisas podia ter metido na lista?
Vá, toca a ler comentar e subscrever pessoas!
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Queres casar comigo?
Quem se tiver aventurado pelo youtube em dia de São Valentim, deve ter reparado na invasão de "proposals" - em Português pedidos de casamento -que o dito sofreu.
É uma moda relativamente recente.
Um rapaz, uma rapariga, um grande amor... - tenhamos em atenção que uma grande parcela destes vídeos começam com estas exatas palavras. - eventualmente o tal rapaz (ou quem sabe a rapariga, sei lá, ninguém me explicou se havia algum protocolo no assunto)
Mas em vez de o fazer num jantar romântico, um passeio à beira mar ou num qualquer tipo de privacidade possível, resolve transformar um pedido de casamento num segmento de glee, com direito a coreografia, música do Bruno Mars fatos a condizer balões e pombos ou outros animais amestrados.
um autêntico overkill.
E a mulherada suspira e acha isto um must do romantismo moderno, enquanto eu continuo sem perceber porquê, e secretamente espero que algum dos vídeos acabe com o dito rapaz a levar uma lambada e um não, em vez de toda a baba e ranho em que invariavelmente acabam estes vídeos.
Não é tanto a coisa do pedido que eu não acho romântico - Não sou assim tão mau, vá - quer dizer, é toda aquela sensação de que é tudo muito encenado, um espetáculo armado para mostrar ao mundo em vez de se fazer uma memória digna de contar aos futuros netos.dá a sensação que estão a palpitar para que o pedido acabe para irem a correr estampar tudo nas redes sociais e esperar pelos likes e comentários melosos que obviamente vão chover.
Nunca por uma vez penso "quem me dera ser eu ali".
Chamem-me insensível, vá.
E vocês?
Seriam capazes de fazer um pedido de casamento gravado?
O que acham desta onda?
Que tal de Dia de São Valentim?
É uma moda relativamente recente.
Um rapaz, uma rapariga, um grande amor... - tenhamos em atenção que uma grande parcela destes vídeos começam com estas exatas palavras. - eventualmente o tal rapaz (ou quem sabe a rapariga, sei lá, ninguém me explicou se havia algum protocolo no assunto)
Mas em vez de o fazer num jantar romântico, um passeio à beira mar ou num qualquer tipo de privacidade possível, resolve transformar um pedido de casamento num segmento de glee, com direito a coreografia, música do Bruno Mars fatos a condizer balões e pombos ou outros animais amestrados.
um autêntico overkill.
E a mulherada suspira e acha isto um must do romantismo moderno, enquanto eu continuo sem perceber porquê, e secretamente espero que algum dos vídeos acabe com o dito rapaz a levar uma lambada e um não, em vez de toda a baba e ranho em que invariavelmente acabam estes vídeos.
Não é tanto a coisa do pedido que eu não acho romântico - Não sou assim tão mau, vá - quer dizer, é toda aquela sensação de que é tudo muito encenado, um espetáculo armado para mostrar ao mundo em vez de se fazer uma memória digna de contar aos futuros netos.dá a sensação que estão a palpitar para que o pedido acabe para irem a correr estampar tudo nas redes sociais e esperar pelos likes e comentários melosos que obviamente vão chover.
Nunca por uma vez penso "quem me dera ser eu ali".
Chamem-me insensível, vá.
E vocês?
Seriam capazes de fazer um pedido de casamento gravado?
O que acham desta onda?
Que tal de Dia de São Valentim?
domingo, fevereiro 10, 2013
Só assim tipo... coiso.
Lembrai-vos de mim alcachofras?
Pois, a modos que tenho andado desaparecido.
A minha avó teve uns problemas de saúde e andou pelo hospital, e estas coisas drenam a vontade de tudo honestamente.
Eu em vez de vir práqui dramatizar com coitadismos eencher-vos o juízo com os meus problemas, preferi tirar umas férias do blog.
Agora que as coisas já estão melhorzicas fiquem à espera de posts fresquinhos.
Isto é só pra vocezes não pensarem que pisei uma mina terrestre a caminho do trabalho ou assim.
Pois, a modos que tenho andado desaparecido.
A minha avó teve uns problemas de saúde e andou pelo hospital, e estas coisas drenam a vontade de tudo honestamente.
Eu em vez de vir práqui dramatizar com coitadismos eencher-vos o juízo com os meus problemas, preferi tirar umas férias do blog.
Isto é só pra vocezes não pensarem que pisei uma mina terrestre a caminho do trabalho ou assim.
quinta-feira, janeiro 10, 2013
As polémicas e a Blogosfera.
Já ando nisto há uns anos, e cada vez mais me convenço de que a blogosfera parece um gigantesco cabeleireiro, à espera de uma coscuvilhice qualquer para dissecar até à exaustão enquanto se retocam as raízes e se faz o bigode.
Diz que desta vez mete uma miúda qualquer, num vídeo qualquer a falar duma mala da Chanel.
Uns indignam-se e chamam-lhe nomes, outros dão-lhe razão e elogiam-na, outros gozam com a futilidade do assunto.
Toda a gente diz que não quer saber, mas toda a gente vai eventualmente falar do assunto como se fosse um grande acontecimento.
E eu podia fazer qualquer uma das três, mas não passa de uma miúda qualquer, num vídeo qualquer, a falar duma mala da Chanel ( que só por acaso é um dos seus objectivos pessoais de 2013).
Não vejo onde está todo o interesse.
Tal e qual os mexericos de cabeleireiro, daqui a uma semana morreu o assunto e já está tudo à espera do novo mexerico.
Diz que desta vez mete uma miúda qualquer, num vídeo qualquer a falar duma mala da Chanel.
Uns indignam-se e chamam-lhe nomes, outros dão-lhe razão e elogiam-na, outros gozam com a futilidade do assunto.
Toda a gente diz que não quer saber, mas toda a gente vai eventualmente falar do assunto como se fosse um grande acontecimento.
E eu podia fazer qualquer uma das três, mas não passa de uma miúda qualquer, num vídeo qualquer, a falar duma mala da Chanel ( que só por acaso é um dos seus objectivos pessoais de 2013).
Não vejo onde está todo o interesse.
Tal e qual os mexericos de cabeleireiro, daqui a uma semana morreu o assunto e já está tudo à espera do novo mexerico.
terça-feira, janeiro 08, 2013
Apenas amigos? [debate]
Olá alcachofras! passaram bem as festas?
Eu passei.
Árvore desmanchada, prendas abertas, badaladas contadas, e pausa terminada, cá está o blog de volta ao ativo.
___________________________________________
Ora ando com uma ideia para um pequeno debate aqui no blog.
A amizade entre homem e mulher é possível ou é um mito?
Acham que há efectivamente amizade fraternal entre duas pessoas, ou é apenas uma desculpa para nos aproximarmos de alguém por quem estamos atraidos involuntariamente?
Não estou a dizer que todas as pessoas com as quais nos damos são reserva para marmelada, mas a verdade é que muita gente diz que eventualmente uma das partes vai acabar por se interessar pela outra, o que vai acabar por mandar a amizade às urtigas.
E verdade seja dita, todos vocês já tiveram de certeza um amigo/a pelo qual se apaixonaram eventualmente.
Acontece sempre, e nalguns casos torna-se uma situação constrangedora porque ao contrário de um estranho sem uma relação prévia com o qual se pode terminar um flirt e ignorar qualquer envolvimento, com um amigo é diferente.
Outros dizem que é perfeitamente possível que um homem e uma mulher convivam de forma continuada sem acabarem po se apaixonar ou se sentir atraidos. Afinal, nem toda a gente gosta de toda a gente.
E quando dois amigos se envolvem e dá errado? Acham que há remédio, ou a amizade está morta e enterrada?
Gostava de saber a vossa opinião, vá, entupam-me a caixa de comentários.
PS: não faço ideia quem sejam as pessoas da foto, nem me interessa.
PS2: Esta semana ainda, respondo aos comentários da época de natal.
Eu passei.
Árvore desmanchada, prendas abertas, badaladas contadas, e pausa terminada, cá está o blog de volta ao ativo.
___________________________________________
Ora ando com uma ideia para um pequeno debate aqui no blog.
A amizade entre homem e mulher é possível ou é um mito?
Acham que há efectivamente amizade fraternal entre duas pessoas, ou é apenas uma desculpa para nos aproximarmos de alguém por quem estamos atraidos involuntariamente?
Não estou a dizer que todas as pessoas com as quais nos damos são reserva para marmelada, mas a verdade é que muita gente diz que eventualmente uma das partes vai acabar por se interessar pela outra, o que vai acabar por mandar a amizade às urtigas.
E verdade seja dita, todos vocês já tiveram de certeza um amigo/a pelo qual se apaixonaram eventualmente.
Acontece sempre, e nalguns casos torna-se uma situação constrangedora porque ao contrário de um estranho sem uma relação prévia com o qual se pode terminar um flirt e ignorar qualquer envolvimento, com um amigo é diferente.
Outros dizem que é perfeitamente possível que um homem e uma mulher convivam de forma continuada sem acabarem po se apaixonar ou se sentir atraidos. Afinal, nem toda a gente gosta de toda a gente.
E quando dois amigos se envolvem e dá errado? Acham que há remédio, ou a amizade está morta e enterrada?
Já alguma vez se apaixonaram/enrolaram/whatever com um amigo?
Resultou bem?
O que acham sobre o tema?
Vá, desenvolvam, que eu respondo.
PS: não faço ideia quem sejam as pessoas da foto, nem me interessa.
PS2: Esta semana ainda, respondo aos comentários da época de natal.
segunda-feira, dezembro 24, 2012
Feliz Natal
Tecnicamente é só isso.
Feliz Natal aos leitores que me acompanham desde o início, aos que só começaram a ler há meia dúzia de dias, aos que só passam ocasionalmente e aos que passam mas não gostam.
Divirtam-se e aproveitem, que eu vou aproveitar as minhas gulodices e derivados.
Logo volto aqui ao blog depois desta época, porque como já devem ter percebido fico super ultra mega não produtivo por estes dias.
Feliz Natal aos leitores que me acompanham desde o início, aos que só começaram a ler há meia dúzia de dias, aos que só passam ocasionalmente e aos que passam mas não gostam.
Divirtam-se e aproveitem, que eu vou aproveitar as minhas gulodices e derivados.
Logo volto aqui ao blog depois desta época, porque como já devem ter percebido fico super ultra mega não produtivo por estes dias.
sexta-feira, dezembro 21, 2012
Vou à DECO reclamar contra o fim do mundo.
Uma pessoa reserva lugares vip no telhado do condomínio, fantasia sobre o acontecimento, planeja o autefite, paga 40 euros por um corte de cabelo da elite, faz a barba, compra uma garrafa de champanhe, olha pro céu...
E nada!
Isto não passa de uma grande palhaçada.
Não há respeito pelo consumidor!
Nem uns míseros fogos de artifício, nem um strip da linda Reis, nem nada de remotamente memorável.
Já não bastando os fiascos de 2000 e 2001, uma pessoa ainda fica com mais esta desilusão no currículo.
Daqui a nada sobrevivi a mais fins do mundo do que o Tom cruise deu corridas em camara lenta ao longo da carreira.
E isto é um grande desgaste emocional!
Estou a começar a pensar que este Natal nem vou ter energia para comer o bacalhau - no pun intended - ou abrir as prendas.
Estava à espera de um apocalipse zombie, um tsunamezinho, uma invasão Alien, mas não.
E eu pergunto:
Como ficamos nós, público que queria partilhar o fim do mundo pelo instagram?
Como tal quero processar a organização do evento, e pedir um reembolso.
Já tentei entrar em contacto com os senhores dos vouchers, que vendiam packs de "apocalipse aventura", mas a empresa faliu, fechou os escritórios e não há maneira de entrar em contacto com a administração do evento.
O meu advogado vai entrar em contacto com a DECO para saber quais as medidas a tomar.
Se quiserem entrar num processo judicial e pedir uma indemnização choruda, podem partilhar aqui na caixa de comentários.
E nada!
Isto não passa de uma grande palhaçada.
Não há respeito pelo consumidor!
Nem uns míseros fogos de artifício, nem um strip da linda Reis, nem nada de remotamente memorável.
Já não bastando os fiascos de 2000 e 2001, uma pessoa ainda fica com mais esta desilusão no currículo.
Daqui a nada sobrevivi a mais fins do mundo do que o Tom cruise deu corridas em camara lenta ao longo da carreira.
E isto é um grande desgaste emocional!
Estou a começar a pensar que este Natal nem vou ter energia para comer o bacalhau - no pun intended - ou abrir as prendas.
Estava à espera de um apocalipse zombie, um tsunamezinho, uma invasão Alien, mas não.
E eu pergunto:
Como ficamos nós, público que queria partilhar o fim do mundo pelo instagram?
- Nós, apreciadores de entretenimento gratuito?
- Nós que queríamos mudar o estado civil 3 vezes no facebook antes de merrer?
- Nós, que queríamos pilhar umas quantas lojas no meio da confusão?
- Nós que queríamos surfar no tsunami?
- Nós que queríamos ver a Carolina Patrocínio ser arrastada para o inferno onde teria que comer uvas com pele e descascar laranjas por toda a eternidade?
Estão felizes pessoas da organização?
Têm noção que destruiram muitos sonhos?
Como tal quero processar a organização do evento, e pedir um reembolso.
Já tentei entrar em contacto com os senhores dos vouchers, que vendiam packs de "apocalipse aventura", mas a empresa faliu, fechou os escritórios e não há maneira de entrar em contacto com a administração do evento.
O meu advogado vai entrar em contacto com a DECO para saber quais as medidas a tomar.
Se quiserem entrar num processo judicial e pedir uma indemnização choruda, podem partilhar aqui na caixa de comentários.
Vá, agora a sério, como foi o vosso fim do mundo?
Toca a comentar, ler subscrever gostar e essas coisas todas.
No mínimo riam-se com o post, tá?
segunda-feira, dezembro 10, 2012
Longa vida aos seguranças de supermercado
Como eu morro de saudades do meu pczico, shuif...
No outro dia, estava eu na caixa, quando passsa um dos seguranças do estabelecimento, a correr desenfreadamente.
"Cagari, cagarou" pensei eu alegremente enquanto registava dois quilos e quatrocentas de couve lombarda.
Passados uns minutos, sobe a escada, com dois rapazotes pelo colarinho, um com um capacete de mota em punho e outro com uma mochila.
Passados dois segundos, materializa-se outro segurança, e junta-se ao grupo de peito feito.
Parecia uma cena dum filme do steven seagal, em que o homem se prepara para dar um enxerto de porrada aos traficantes de droga maléficos.
Trancaram-se os quatro numa salinha, e eu honestamente só pensava que devia ser qualquer coisa grave.
Passou meia hora, e eles lá trancados.
quase uma hora Depois, pedem-me em tom solene para chamar duas funcionárias da administração, e eu - bom leitor de policiais que sou - só pensava: "se calhar violaram a senhora dos recursos humanos, cortaram-lhe a cabeça e roubaram-lhe as chaves do carro"
Saem todos da sala, abruptamente, uma hora e pouco depois, e os rapazes, claramente nervosos, vêm á minha caixa.
Triunfantemente os seguranças olham, como se tivessem capturado os cabecilhas da al Qaeda.
E todo este drama digno do Kiefer sutherland, por causa de uma caixa de preservativos de 8€
Não querendo ofender possíveis leitores na profissão, tenho para mim que muitas vezes ter um segurança num centro comercial é o mesmo que ter uma jarra, ou um cão de louça.
Não a nível estético tanto quanto nível utilitário.
Vá, chamem-me nomes.
No outro dia, estava eu na caixa, quando passsa um dos seguranças do estabelecimento, a correr desenfreadamente.
"Cagari, cagarou" pensei eu alegremente enquanto registava dois quilos e quatrocentas de couve lombarda.
Passados uns minutos, sobe a escada, com dois rapazotes pelo colarinho, um com um capacete de mota em punho e outro com uma mochila.
Passados dois segundos, materializa-se outro segurança, e junta-se ao grupo de peito feito.
Parecia uma cena dum filme do steven seagal, em que o homem se prepara para dar um enxerto de porrada aos traficantes de droga maléficos.
Trancaram-se os quatro numa salinha, e eu honestamente só pensava que devia ser qualquer coisa grave.
Passou meia hora, e eles lá trancados.
quase uma hora Depois, pedem-me em tom solene para chamar duas funcionárias da administração, e eu - bom leitor de policiais que sou - só pensava: "se calhar violaram a senhora dos recursos humanos, cortaram-lhe a cabeça e roubaram-lhe as chaves do carro"
Saem todos da sala, abruptamente, uma hora e pouco depois, e os rapazes, claramente nervosos, vêm á minha caixa.
Triunfantemente os seguranças olham, como se tivessem capturado os cabecilhas da al Qaeda.
E todo este drama digno do Kiefer sutherland, por causa de uma caixa de preservativos de 8€
Não querendo ofender possíveis leitores na profissão, tenho para mim que muitas vezes ter um segurança num centro comercial é o mesmo que ter uma jarra, ou um cão de louça.
Não a nível estético tanto quanto nível utilitário.
Vá, chamem-me nomes.
quarta-feira, novembro 28, 2012
Quando eu for grande
Para quem não segue o facebook do blog, estou há 3/4 dias sem computador.
Como não gosto muito de escrever textos longos via tablet, tenho-me remetido ao desgraçado silêncio cibernético. O que para um tagarela crónico é, pardon my french um tédio de morte.
Quando eu era pequenino, perguntavam-me "e quando fores grande, que queres ser?".
E eu dizia " quero ser rico". Aparentemente ser rico não era resposta.
Acabei por me decidir por ser veterinário. Afinal, gostando eu dos bichinhos, pareceu-me a escolha lógica.... mas a lógica foi-se às urtigas quando vi o parto de uma vaca, do alto dos meus sete anos. Mais depressa congelaria o inverno , do que eu metia a mão nas intimidades da vaquiha mímosa.
Descartada essa possibilidade, quis ser as coisas mais mirabolantes, desde ladrão de bancos a psicoterapeuta - em minha defesa, eu lia coisas muito diversificadas.- mas obviamente, também passaram todas.
E cheguei aos 14, para escolher que área queria seguir dali em diante . "O que queres ser quando fores grande?"
Como se com 14 anos, tivesse espaço no cérebro que não fosse movido a hormonas, vaginas, pénis, coito, e todas aquelas palavras que nos faziam rir e corar com 14 anos.
Lá escolhi duma listinha, porque obviamente o nosso futuro tem que estar algures numa lista pré definida, ou não fará sentido.
Mais 4 anos e là vinha a bendita pergunta: "o que queres ser quando fores grande?".
Ora fouda-se, não se cansam de perguntar isso?
Tenho 18 anos, quero-me embebedar na areia e fazer mais sexo que um casal de coelhos em noite de lua cheia - 5 anos Depois acho que a ideia ainda é bastante apelativa. - mas tenho que escolher. Senão o mundo acaba, porque o meu eu adolescente não sabia para onde se virar, sei lá.
E queria ser jornalista.
E fui para engenheiro, escolha que se provou maior desastre do que a irmã do Ronaldo a escolher roupa.
Caguei-me naquilo ano e meio Depois, segui a minha vidinha e entretanto acho que fiquei "grande" (pelo menos cronológicamente).
E diz-se que as pessoas que não sabem o que querem da vida, são as mais interessantes.
Por isso devo assumir que mais interessante que eu não há.
Porque eu queria era ser rico, mas pelos vistos rico não dá, e "feliz" é resposta de miss.
Como não gosto muito de escrever textos longos via tablet, tenho-me remetido ao desgraçado silêncio cibernético. O que para um tagarela crónico é, pardon my french um tédio de morte.
Quando eu era pequenino, perguntavam-me "e quando fores grande, que queres ser?".
E eu dizia " quero ser rico". Aparentemente ser rico não era resposta.
Acabei por me decidir por ser veterinário. Afinal, gostando eu dos bichinhos, pareceu-me a escolha lógica.... mas a lógica foi-se às urtigas quando vi o parto de uma vaca, do alto dos meus sete anos. Mais depressa congelaria o inverno , do que eu metia a mão nas intimidades da vaquiha mímosa.
Descartada essa possibilidade, quis ser as coisas mais mirabolantes, desde ladrão de bancos a psicoterapeuta - em minha defesa, eu lia coisas muito diversificadas.- mas obviamente, também passaram todas.
E cheguei aos 14, para escolher que área queria seguir dali em diante . "O que queres ser quando fores grande?"
Como se com 14 anos, tivesse espaço no cérebro que não fosse movido a hormonas, vaginas, pénis, coito, e todas aquelas palavras que nos faziam rir e corar com 14 anos.
Lá escolhi duma listinha, porque obviamente o nosso futuro tem que estar algures numa lista pré definida, ou não fará sentido.
Mais 4 anos e là vinha a bendita pergunta: "o que queres ser quando fores grande?".
Ora fouda-se, não se cansam de perguntar isso?
Tenho 18 anos, quero-me embebedar na areia e fazer mais sexo que um casal de coelhos em noite de lua cheia - 5 anos Depois acho que a ideia ainda é bastante apelativa. - mas tenho que escolher. Senão o mundo acaba, porque o meu eu adolescente não sabia para onde se virar, sei lá.
E queria ser jornalista.
E fui para engenheiro, escolha que se provou maior desastre do que a irmã do Ronaldo a escolher roupa.
Caguei-me naquilo ano e meio Depois, segui a minha vidinha e entretanto acho que fiquei "grande" (pelo menos cronológicamente).
E diz-se que as pessoas que não sabem o que querem da vida, são as mais interessantes.
Por isso devo assumir que mais interessante que eu não há.
Porque eu queria era ser rico, mas pelos vistos rico não dá, e "feliz" é resposta de miss.
quinta-feira, novembro 22, 2012
E viveram felizes para sempre... ou sei lá, durante mês e meio
Conheci em tempos uma rapariga, chamemos-lhe E.
A E era daquelas pessoas,aposto que conhecem o tipo. Aquelas que têm que mostrar constantemente que são felizes contentes e realizadas,e que fazem tudo incrivelmente bem.
Basicamente, aquelas pessoas a quem uma pessoa tem vontade de espancar com um saco cheio de tijolos, ou assim.
Conheci a E acabada de começar a namorar - há coisa de um mês mais ou menos - com um rapaz, o W.
E ela e o W eram almas gémeas - obviamente.
O W era o homem perfeito, lindo, maravilhoso que a entendia, que lhe dava presentes e orgasmos - havia alguma dúvida? - e a quem ela confiava tudo.
Eram 3546541654165164651 fotos no facebook de todos os ângulos que uma máquina fotográfica consegue captar quando segurada sobre a cabeça.
Era o passeio de barco com o W, era o presente que o W lhe deu, era a discussão que tiveram antes de acabarem a fazer as pazes nus ao pé da lareira.
Todos aqueles pormenores íntimos que qualquer pessoa quer saber estampados - aparentemente - na blogosfera portuguesa, e recheado dos comentários semi invejosos de algumas leitoras encalhadas que queriam um igual.
O própio W tinha uma conta no blogger exclusivamente para lhe comentar o blog e causar a muito boa gente vómitos e azia durante semanas.
Aquele mel todo incomodava-me.
Peço desculpa mas não acredito numa fase de lua de mel que dure mais de 4 meses.
É simplesmente contra natura.
Não sei porquê, há sempre a conversa das invejas e dores de cotovelo. Não percebo essa lógica porque não gosto de couve de Bruxelas cozida e nem por isso tenho inveja dela.
Como toda a bela história de amor, veio o contratempo.
A E foi passar uns tempos para a Inglaterra, acho que foi trabalhar ou assim, e andava desolada, porque já estavam juntos há coisa de um ano e tal.
E foram as despedidas e os abraços e toda a descrição melosa de como ia sentir saudades e reu peu peu pardais ao ninho.
Uma semana depois de estar lá enrolou-se com um inglês qualquer e o W passou à história.
Admito que até me ri um bocadinho quando aconteceu isto... okay, pronto, ri imenso, shame on me.
Eh pah, eu não sou uma pessoa particularmente romântica, mas não consigo deixar de achar que há qualquer coisa de errado nestes romances instantâneos, que se fazem à base de uns beijos na boca e de umas quecas regulares e passado um mês são considerados amor vitalício.
Parece que estamos num qualquer filme da disney em que a princesa e o principe se conhecem, e passada uma hora e meia se casam e vão viver para o palácio sem saberem mais nada um do outro para além do primeiro nome.
Casam-se e 4 meses depois já se separaram, por divergências inconciliáveis, porque a fada madrinha em vez de oferecer um cérebro capaz de avaliar relacionamentos oferece um vestido que muda de cor.
E vocês, o que acham do assunto?
Já conheceram alguma E?
Vá, toca acomentar ler subscrever e essas coisas todas!
A E era daquelas pessoas,aposto que conhecem o tipo. Aquelas que têm que mostrar constantemente que são felizes contentes e realizadas,e que fazem tudo incrivelmente bem.
Basicamente, aquelas pessoas a quem uma pessoa tem vontade de espancar com um saco cheio de tijolos, ou assim.
Conheci a E acabada de começar a namorar - há coisa de um mês mais ou menos - com um rapaz, o W.
E ela e o W eram almas gémeas - obviamente.
O W era o homem perfeito, lindo, maravilhoso que a entendia, que lhe dava presentes e orgasmos - havia alguma dúvida? - e a quem ela confiava tudo.
Eram 3546541654165164651 fotos no facebook de todos os ângulos que uma máquina fotográfica consegue captar quando segurada sobre a cabeça.
Era o passeio de barco com o W, era o presente que o W lhe deu, era a discussão que tiveram antes de acabarem a fazer as pazes nus ao pé da lareira.
Todos aqueles pormenores íntimos que qualquer pessoa quer saber estampados - aparentemente - na blogosfera portuguesa, e recheado dos comentários semi invejosos de algumas leitoras encalhadas que queriam um igual.
O própio W tinha uma conta no blogger exclusivamente para lhe comentar o blog e causar a muito boa gente vómitos e azia durante semanas.
Aquele mel todo incomodava-me.
Peço desculpa mas não acredito numa fase de lua de mel que dure mais de 4 meses.
É simplesmente contra natura.
Não sei porquê, há sempre a conversa das invejas e dores de cotovelo. Não percebo essa lógica porque não gosto de couve de Bruxelas cozida e nem por isso tenho inveja dela.
Como toda a bela história de amor, veio o contratempo.
A E foi passar uns tempos para a Inglaterra, acho que foi trabalhar ou assim, e andava desolada, porque já estavam juntos há coisa de um ano e tal.
E foram as despedidas e os abraços e toda a descrição melosa de como ia sentir saudades e reu peu peu pardais ao ninho.
Uma semana depois de estar lá enrolou-se com um inglês qualquer e o W passou à história.
Admito que até me ri um bocadinho quando aconteceu isto... okay, pronto, ri imenso, shame on me.
Eh pah, eu não sou uma pessoa particularmente romântica, mas não consigo deixar de achar que há qualquer coisa de errado nestes romances instantâneos, que se fazem à base de uns beijos na boca e de umas quecas regulares e passado um mês são considerados amor vitalício.
Parece que estamos num qualquer filme da disney em que a princesa e o principe se conhecem, e passada uma hora e meia se casam e vão viver para o palácio sem saberem mais nada um do outro para além do primeiro nome.
Casam-se e 4 meses depois já se separaram, por divergências inconciliáveis, porque a fada madrinha em vez de oferecer um cérebro capaz de avaliar relacionamentos oferece um vestido que muda de cor.
E vocês, o que acham do assunto?
Já conheceram alguma E?
Vá, toca acomentar ler subscrever e essas coisas todas!
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