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sexta-feira, novembro 25, 2011

Coisas da minha avó

Eu gosto muito de ambas as minhas avós e aquela conversa toda, mas sempre que vou à terrinha ver a avó (a materna, que mora mais perto) levo com uma boa dose de "as conversas da avó", que basicamente se resumem a:

  • Constatações sobre peso - "Ai filho, estás gordo que nem um leitão" ou "Ai não comes nada em casa, jesus tás um esqueleto" (e sim, são duas citações literais) é o que não pode faltar. Acho que nunca estou no peso ideal para a minha avó. Ora me diz que pareço um barril, ora me enche o prato com comida para 3 pessoas, e ai de mim que não coma tudo.
  • Bela perna/Belo cu/ Bela qualquer parte do corpo - o que leva sempre a apalpões quando eu menos estou à espera, a isto se chama confiança familiar... ou qualquer coisa a roçar a badalhoquice.
  • Faz lá uma massagem à avó - outra que não falha. Eu meto os pés dentro de casa e quando dou por ela lá estou eu a esfregar-lhe as costas. e depois é um bocadinho como tentar acertar na temperatura dum chuveiro avariado. ora estou a "apertar à bruta", ora nem se sente nada. Quando dou por ela lá estou eu com meia tonelada de cremes a cheirar lavanda ou a outra merda qualquer que cheira basicamente a velha.
  • Comparações cas primas - Eu tenho... sei lá 500 primas? e cada vez que lá vou levo com o role de coisas que as primas fazem e eu não. é a X que já casou, a Y que comprou um carro a Z que foi viver pra sei lá eu onde... nunca acabam as comparações. Óptimo para a autoestima. 
  • Constatações sobre moda - Acham que o Ricardo é um fashionista? Pois, a minha avó ainda é melhor. "Ai com esse cabelo pareces um drogado" "Ai essa pulseira é à arrumador de carros" "Ai esse casaco é de velho" fazem parte dos grandes hits da dona Edeme. é curiosa a obsessão da mulher em que tudo o que eu uso que ela não gosta é "de drogado". Uma vez disse lhe ao telefone que tinha feito uma tatuagem no braço ao que ela respondeu "cala-te. tás a falar a sério? levas uma chapada nas trombas". portanto, nada de tattoos.
  • Ai filho, és tão parecido com o Micael Carreira - Ou com o Leandro, ou com um qualquer cantor pimba estilo tony carreira que apareça na TV. TODAS as vezes que lá vou é isto. O pior é que quando eu me começo a rir e a dizer que tem tudo a ver, ela me manda o olhar assassino e diz logo "pff, mais querias tu! eles são muito jeitosos", ou qualquer coisa do género.
E podia continuar aqui com uma lista do tamanho do blog todo, mas honestamente não me estou a lembrar de mais coisas de momento - tenho a certeza de que quando publicar isto me vem mais qualquer coisa, mas que se lixe.
Gosto muito de ir lá à aldeia matar as saudades, e confesso que já estou um bocadinho ansioso, mas ao mesmo tempo até já tenho medo que vai sair dali. tendo em conta que da última vez que lá fui e levei um macacão ela me disse que eu parecia o avô cantigas.
Ódepois perguntam-se como é que eu acabei assim.
É genético.




sábado, novembro 05, 2011

A adorável Dislexia do Ricardo

É inverno e eu já começo a sentir algum friozinho.
a minha mãe é muito dotada com as agulhas de crochê e já me fez uns dois ou três cachecóis todos pipis que uso bastante, por isso anteontem, pensei abusar mais um bocadinho dos seus talentos de costureira:

Ricardo : Mãe, tens aí lã?
Mãe do Ricardo: Tenho dois novelos cinzentos e um vermelho, porquê? 
Ricardo: Podias-me fazer uns minetes*!
Mãe do Ricardo: ... Desculpa?
*Silêncio*
Ricardo: MITENES! MITENES**!
Mãe do Ricardo:

Ricardo:

Moral da história:
A minha mãe não sabe fazer luvas sem dedos, eu não uso mais a palavra "M" para não me enganar, e mesmo assim a minha mãe de vez em quando vem gozar comigo aleatoriamente porque se lembra.
Viva os belos momentos em família.

* - Esta palavra para quem não sabe ou não mora em Portugal, é gíria para sexo oral feito a uma mulher.
** - Esta palavra é o mesmo que "luvas sem dedos", como podem ver na imagem abaixo.


E vocês?
Há alguma palavra que digam sempre mal?
Alguma situação maravilhosamente constrangedora do género que queiram partilhar?(vá lá?;-;)
Comentem leiam  e subscrevam!
[A ouvir: Saturday Night -Whigfield]
[Humor: Divertido]

quarta-feira, novembro 02, 2011

A arte de bem Procrastinar

É uma coisa inexplicável, que não falha em acontecer.
Começa tudo com qualquer coisa que eu tenha por fazer. 
Arrumar o quarto, dar um banho à cadela, pôr a roupa a lavar, responder aos comentários do blog, escolham vocês, a oferta nunca mais acaba, afinal temos todos que fazer nas nossas videcas.
O que se passa pode ser resumido num esquema muito elucidativo:
Eu devia estar a fazer isto.
Eu pondero as melhores formas de o fazer
Eu acabo a fazer isto
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quinta-feira, outubro 27, 2011

Post sem nome, porque não precisa


Lembro-me com facilidade de vários episódios da minha infância, mas houve um que sempre revi com maior clareza.
Quando tinha 7 anos o meu pai trabalhava num restaurante perto duma villa residencial, e eu ia de vez em quando para lá para o restaurante, porque era amigo dos filhos dos colegas e dos patrões, que deviam ter a mesma idade que eu.
Dava-me particularmente bem com o filho do cozinheiro e a filha do patrão (não me lembro do nome deles, nunca mais os vi desde essa altura, por isso passam a Ser a M. e o F.) , e quando lá ia acabávamos sempre a fazer alguma asneirada.
Uma tarde qualquer, a M. convidou-me para ir para casa dela, e convidou-me em frente ao F. quando estávamos a ir os dois para casa dela, ela disse que não queria que o F fosse porque decidiu nesse dia que não gostava dele, e eu com o meu cérebro de pirralho só consegui tomar uma decisão:
"Se não és amiga do F também não és minha amiga".
Assim, a seco, sem ponderar o peso do que estava a dizer. afinal era perfeitamente legítimo querer que os meus amigos fossem amigos entre si, e a negociação não era o meu forte na altura.
Nesse dia a M acabou por ceder e no fim já éramos todos muito amiguinhos, como deve ser qualquer bando de crianças que se junte por mais de 5 minutos.
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terça-feira, outubro 25, 2011

As bolas do Ricardo


Parecendo que não, tenho-lhes um carinho especial.
Guardo-as numa (okay, em várias) caixinhas, num armário praticamente vazio, e embrulhadas em jornal velho para não se riscarem, amassarem ou partirem.
Limpo-as sempre antes de as usar, e sou capaz de ficar a olhar para elas horas com imenso orgulho e satisfação, porque tenho a certeza que não devem haver umas bolas tão bem cuidadas como as minhas por aí.

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quarta-feira, outubro 19, 2011

A linda história de amor do Ricardo

Todas as noites é a mesma coisa.
Deito-me e fecho os olhos, a pensar que é desta que vou ter uma bela noite de repouso com o barulho do trânsito como trilha sonora... mas lá vens tu para cima de mim.
Tento cobrir-me com os lençóis e fingir que estou a dormir, mas não resulta, esgueiras-te sempre para dentro dos meus lençóis e vá de me dar dentadas no pernil.
Eu bem te enxoto, mas por mais que tente não me consigo livrar de ti a soprares-me nos ouvidos e a brincares com a minha paciência.
Por mais que reclame e te diga para te ires embora, não interessa, és persistente e continuas a rondar-me.
Acabo sempre por te dar umas quantas chapadas, mas tu, sacana, safas-te sempre e continuas pela noite fora.
Eu queria que tivéssemos uma relação normal, mas para ti eu só existo à noite, quando tu preferes aproveitar-te de mim...e assim não dá.
Ando cansado e dorido, cheio de marcas dos teus "chupões" pelas pernas, braços e pescoço.
Ontem não dormi nada de jeito, ando com umas olheiras pavorosas e a começar a pensar seriamente em tomar qualquer coisa para dormir, porque hoje cheira-me que vá pelo mesmo caminho.
Estou portanto a terminar a relação contigo. estás a dar cabo de mim e não há volta a dar à coisa.
Nem adianta fazeres como às vezes e trazeres uma amiga para juntar à festa, porque "quanto mais melhor" não serve comigo.
Nem faço ideia de se me lês, mas presumo que sim, por isso faz-me um favor e não voltes a incomodar-me, não me faças recorrer a medidas drásticas.
..Mosquito do caraças!

[A ouvir: Buy my love- Wynter Gordon]
[Humor: Podre]

sexta-feira, setembro 30, 2011

O vídeo caseiro do Ricardo


Infelizmente ficou sem som, o que não diminui a minha sexynesse, nem me tira expressividade nos momentos de maior acção.
Tenho medo do que vocezes leitores que vieram a correr ver isto pensaram.
Shame on you!
É por isto que eu adoro a minha manchinha <3

[A ouvir: muitas coisas]
[Humor: Inspirado]

quinta-feira, setembro 29, 2011

Ricardo, a pessoa saudável


Uma pessoa olha-se ao espelho e não gosta particularmente do que vê, aquela pequenita barriguinha está ali a estragar o esquema todo.
Uma pessoa não está propriamente gorda, só está a desenvolver aquela curva da felicidade que não é nada feliz.
Uma pessoa quer ficar em forma - e não, uma pessoa não tem ambições de ter um six pack -  e tem a noção que não é com mines e couratos que se vai ao sítio.
Uma pessoa tenta fazer um bocadinho de exercício, e chega a um acordo mental de fazer 2 quilómetros e qualquer coisa diários de caminhada (okay, não é quase nada, mas uma pessoa tenta), e a promessa de tentar fazer jogging num futuro próximo.
Uma pessoa faz montes de refeições ao dia, porque diz que faz bem.
Uma pessoa não come doces, porque os doces engordam e porque realmente não fazem assim tanta falta quanto isso.
Uma pessoa não come quase pão, porque nunca ligou muito ao pão e o pão enche uma pessoa até mais não.
Uma pessoa come mais legumes, porque sim.
Uma pessoa deixa de comer comida pré preparada, porque aquilo é só conservantes.
Uma pessoa bebe mais água, afinal os líquidos são essenciais.
Uma pessoa não come fritos.
O que acaba por acontecer, é que uma pessoa chega ao fim do dia com uma larica de Mula, vai para trás do fogão, estrela um ovo, frita uns nacos de linguiça e come tudo com uma torradinha e um chá (com açúcar como manda a lei.), alapado no sofá a ver TV sem mexer mais músculos para além dos mandibulares.
Uma pessoa não se sente nada saudável, sente-se inchada como um balão ( e isto não vai lá com Activia).
Nota de leitura: Trocar "uma pessoa" por "o Ricardo"

[A ouvir: Tell It to my heart - Taylor Dayne]
[Humor: Calorento]

sábado, setembro 24, 2011

Cupcakes, vão à merda

Não sou particularmente fã de cupcakes, É uma coisa completamente sobrevalorizada, que apareceu em terras lusas do nada, a par com a power balance e os ténis modeladores de rabos (nem há comentário possível), umas meras madalenas de variados sabores com creme por cima a enfeitar, que se comem em dentada e meia e custam  o mesmo que dois pastéis de nata (ou mais).
Dito isto, não é coisa que me faça especial gula no dia a dia, e não costumo ter súbitos ataques de gula por eles como tenho por batatas fritas, chocolate ou atum em lata (sou uma pessoa de gostos abrangentes, Ok?)
Mas a verdade, é que os sacaninhas dos cupcakes são uma sobremesa apelativa, São bonitos de ver, com aquelas cores, e os papelinhos semi transparentes a embrulhar e o creme todo muito enfeitado com confettis ou pedacinhos de coisas comestíveis.
Por isso mesmo - e porque sou um grande adepto do "faz tu mesmo" -, resolvi fazer cupcakes em casa.
Ainal já fiz crepes, panquecas, farturas, bolos com e sem cobertura, queijadas e uma catrefada de doçaria cá em casa, e tudo tão bom ou melhor que muitas pastelarias onde se vai. Não há dificuldade nenhuma em fazer uns bolos barrados a creme, certo?
Nope.
Errado.

A ideia original era fazer uns belos red velvet cupcakes, como na foto acima (porque eu não queria entrar no mundo dos bolinhos paniscas pela porta da frente, não, tinha que ser logo em grande, com corantes e essência de baunilha à mistura)
O que acabou por se passar cronologicamente foi aproximadamente o seguinte
Aos 15 minutos de receita decorridos, fiquei completamente esperançoso. afinal a receita era super simples, e com dez minutos tinha 12 cupcakes no forno, e snap snap, picture time.
30 minutos depois, já me doía ligeiramente o braço de bater tanto a massa, mas pensava que a massa estava mesmo apetecível, okay, muito líquida, mas se calhar isso é normal quer dizer, ainda vai ficar tudo muito pipi até porque estava a seguir a receita à risca.
No entanto, 40 minutos de  mistelas depois comecei a ponderar que era efectivamente estranho usar vinagre numa receita de queques de chocolate... e a massa já estava a fazer bolhas sozinha (e a receita não me dizia nada sobre o assunto), não sei, tive um mau feeling.
Uma hora depois, já tinha uma taça quase cheia, de massa cor de rosa que parecia vomitado de alguém que bebeu sumo de groselha, e só me cheirava a vinagre.
quando acabei de fazer a massa e passei a enformar, tive uma epifania quanto a barrar umas formas de alumínio e meter lá para dentro a massa, podia ser que afinal nem tudo estivesse perdido.
Long story short, os cupcakes que eram para ser 12 acabaram quase 25, e eu ainda tenho os dedos vermelhos do corante.
Fazer a cobertura também foi bonito. diziam para "fazer o açúcar em ponto de fio"
Ao que eu respondi "estamos a cozinhar, ou a costurar?"
e acabei por me queimar, porque em vez de fios fiz uma espuma super rápida a solidificar que atingiu metade das panelas da cozinha quando a misturei na batedeira com as claras batidas, porque aparentemente enrijeceu muito depressa e fez pequenos pedacinhos de caramelo.
No fim, em vez de ficar com umas coisas todas apetitosas como na foto acima, fiquei com:

Uns cupcakes pigmeus da altura do meu dedo mindinho que não sabem lá muito a nada em especial, castanhos por fora e avermelhados por dentro, cobertos com uma espuma maravilhosa e leve que parece cocó de gaivota, mas sabe a pirulitos. Ah, e acho que vou ter um desarranjo intestinal de ter comido um enquanto ainda estava quente, I can feel it crawling in my belly..
Por isso:
Cupcakes, vão à merda!


sábado, setembro 10, 2011

A vida duma alminha poupadora


Já falei há uns meses atrás das compras á pobre (podem clicar e dar uma olhadela), e isso leva de uma maneira ou de outra a uma característica eximiamente desenvolvida.
É algo de que não me orgulho particularmente, (embora também não tenha muita vergonha sejamos honestos):
O raciocínio de pobre
Não sou uma pessoa endinheirada e embora não me tenha faltado nada até à data, sei bem o que custa a ganhar uma meia dúzia de Euros, e isso reflecte-se em várias acções do dia a dia.
  • A comparação de preços – Sim, eu faço comparação de preços. Matem-me já. Pelo amor de Deus ás vezes um chourição da Nobre custa mais 3 euros que um de marca branca, e é a mesma merdunfa sem tirar nem por. Estamos numa recessão. Se for à falência não vai ser por comprar enchidos caros.
  • De graça é sempre bom – Há quem diga “as melhores coisas do mundo são de graça” e eu digo “e ainda são melhores exactamente por serem de graça”. Eu não preciso particularmente de umas palmilhas ortopédicas, mas se estiverem a oferecer, não digo que não. Sabe-se lá o que o futuro reserva. (ou seja, sou daquelas pessoas super fáceis de levar com roofies na bebida, porque aceito todas as que me oferecerem. As long as I don't have to pay)
  • Faz-me comichão a sobrevalorização – Quando vou ás compras (online ou offline) pareço aquelas velhas reformadas que regateiam tudo o que compram. Aqui há uns tempos vi uma camisola de gola alta a 145€, duma marca qualquer. Era uma camisola lisa, com a marca no peito, e sem mais nada. A empregada da loja disse-me muito educadinha “Ah e tal, é 30% cachemira”... mas eu olhava e só via uma camisola lisa, sem grande graça – muito parecida a uma que tinha em casa – e a custar mais ou menos o mesmo que toda a roupa que eu tinha actualmente vestida, e dei por mim a dizer “E os outros 70% são o quê? Ouro?” (yes, I know, totally charming)
  • Ricardo, o amigo dos talões – E dos cheques prenda, e dos descontos por cartão. Acho que tenho cartões para tudo e mais alguma coisa, o que torna interessante encontrar o cartão certo com uma fila de 20 pessoas atrás de mim. Não me interessa. A carteira agradece.
  • Prendas? Por acaso chamo-me são Nicolau? - Estão a ver aquela pessoa fofinha que vai ás festas de anos e não dá prendas? Ahm... esse podia muito bem ser eu. Em minha defesa, eu durante uns largos anos comprava prendas aos meus amigos todos... mas nunca ninguém retribuía nos meus anos. Então se querem prendas, peçam a outra pessoa, que eu não sou pai de ninguém.

E isto sem falar na minha tara por pechinchas, que é totalmente perturbadora, quando vejo daqueles estandartes com “tudo a 1 euro” lá vou eu ver, mesmo que sejam embalagens sacos de lixo, sei lá, é desconto, é apelativo.

E com estas manias e outras, ganhei aos 9 anos a alcunha familiar de tio patinhas, não sei muito bem porquê.
Pessoas maledicentes.
Tsc tsc.

E vocês?
Já fizeram alguma destas?
Têm manias do género, ou sou só eu?.
Toca a comentar ler e subscrever, bom fim de semana.
[A ouvir: Good Intent - Kimbra]
[Humor: Feliz]

quinta-feira, agosto 25, 2011

Aquela vez em que o Ricardo pediu um orgão sexual numa gelataria



Quando tinha 16 anos, fui a Genebra, na suíça com alguns amigos.
Foi uma viagem bestial da qual ainda tenho uma tonelada de recordações, e que repetia se pudesse.
Em Genebra, falam Francês. 
E desenganem-se se pensam que têm a sorte de encontrar pessoas dispostas a desenrascar no Inglês, ou é franciu ou desemmerdem-se.
Ora bem, o meu francês falado é alguma coisa tipo “mim tarzan, tu bota”, o que tornou toda a tarefa de tentar explicar coisas ás meninas das lojas, quando se tratava de embrulhar para presente, uma autêntica odisseia.
Uma noite fomos todos comer gelados – e beber umas cervejas para quem quis – a uma gelataria toda pipi. Sentámo-nos na esplanada e foram pedindo. Eu armado em génio resolvi ir pedir ao balcão, em vez de deixar que alguém pedisse por mim, e o senhor, todo fardado e muito formal pergunta-me o que é que eu ia querer.
E alguém se esqueceu de me avisar que os gelados tinham um catálogo no balcão, por isso, depois de 10 minutos a tentar adivinhar que sabores teriam os gelados pelas cores, acabei por dizer alguma coisa como “deus bulls de gelé de maracujé et un de gelé de framboase en cône” (que depois de pesquisa passadas uns dias vim a concluir que pedi bolas de geleia numa con*, sem saber. Yay to me).
O homenzinho fez a cara mais perplexa do planeta, e com gestos e apontares de dedos fomos lá.
Acabo de pagar, e o senhor a dar-me o troco, “então muito obrigado, tenham uma boa estadia” num português perfeito, com o maior sorriso sacana possível.
Esqueci-me de dizer que Genebra tem Portugueses em todas as esquinas? Pois, mas tem.

Houve muitas outras situações em que apanhei vergonhas, mas esta tem um lugarzinho especial no meu coração.
Apanhar uma vergonha é uma coisa quase mágica. Não sabemos muito bem como reagir e geralmente fazemos as coisas mais idiotas nesses momentos, rimos demasiado, fingimos que não queremos saber e mudamos de assunto, trancamos nos no WC... sei lá, uma data de coisas.
E vocês?
O que é que vos faz passar vergonha?
Qual é que foi a maior vergonha que já apanharam (ou aquela a que acharam mais graça depois)?
Como é que reagem a uma vergonha daquelas?
Partilhai, e comentai, e subscrevei, e gostai no feicebuque tá bem?

[A ouvir: Rock the Roll - Jennifer Love Hewitt ]
[Humor: Nostálgico]

quarta-feira, agosto 17, 2011

O verdadeiro GPS humano

A pergunta

A resposta

Por favor, não me venham pedir indicações.
É uma espécie de atracção quase magnética que eu tenho por turistas perdidos, nunca consegui decifrar porquê. Já me disseram que é porque tenho cara de gajo porreiro, e porque tenho cara de boa pessoa (pessoas simpáticas).
Claro que recebi esses elogios todos antes de dar as ditas indicações, porque tenho quase a certeza que depois me rogaram pragas indefinidamente enquanto davam voltas e voltas às rotundas de Albufeira.
Não é por má vontade nem por gozo (sim, porque há muitos conhecidos meus que dão informações erradas de propósito). É mesmo porque sou pior que uma ovelha cega.
Para começar fico extremamente nervoso – não no sentido de mandar as pessoas a sítios feios, é mais um nervoso “Acho que vou dizer merda” - e uso muito as expressões “é já ali” ou “vá sempre em frente”. E eu bem tento explicar bem as coisas. Mas nunca passa de tentativas, que reparo estarem totalmente erradas (como já me aconteceu mandar uma pessoa na direcção oposta à praia, e só me aperceber meia hora depois)
Até já cheguei a simular sotaques para dizer “não sou de cá, não sei” a ver se as pessoas deixam de vir, mas não. Acho que é karma.

Acho que já desde pequeno tenho um grande sentido de orientação (vide imagens para comprovar)
É engraçado como Eu sei apontar num mapa aonde fica Beijing ou o Cairo, mas como até há dois anos atrás pensava que Setúbal ficava no Alentejo e que Tavira era ao pé de Sintra.

Lembro-me perfeitamente de ir no carro para o Alentejo, nas férias de Páscoa e virar-me para os meus pais com os olhos a brilhar e perguntar “Já chegamos ao Alentejo” quando estávamos perto de Beja. E quando eles respondiam “já estamos no Alentejo” eu muito indignado dizia “Não, ao Alentejo da avó!” Daí já dava para ver o quão promissor seria o meu futuro no que toca a orientação geográfica.
Por exemplo, vivo na minha casa actual há 11 anos, e a grande referência que tinha para dizer às pessoas onde vivia era.... o circo. Durante anos o circo fazia os espectáculos de verão a 10 metros de minha casa, por isso sempre conseguia explicar onde morava. O que foi agradável, porque o circo deixou de vir para aqui e demorei quase dois anos a achar um novo ponto de referência.
Não é que tenha um sentido de orientação muito má, eu sei ir dar aos sítios... eventualmente. Posso andar às voltas e ler plaquinhas e ir ao google maps, mas acabo por ir dar ao destino (como quando vim para casa no 1º dia depois da universidade e não conhecia faro e fiz um desvio de 2 quilómetros para a estação que estava a 500 metros da paragem de onde tinha saído).
Mas isto serve para mim, não serve para os senhores turistas que querem ir para a praia do não sei quantos (eu sei lá os nomes das praias) e querem saber o caminho mais longo.
Se me virem perto da estrada não se admirem se vos responder “No hablo Português”, sou eu a tentar poupar-vos o trabalho.
E também o giro das férias é descobrirmos por nós mesmos, mexam o cu e procurem.

E vocês?
Perdem-se com muita facilidade?
Quando vão de férias dispensam o GPS e pedem indicações?
Vá toca a comentar, ler subscrever e gostar no facebook.
Ah, e não se esqueçam de votar.

[A ouvir: Lean On me - Bill Withers]
[Humor: Preguiçoso]

quarta-feira, agosto 10, 2011

Ricardo, aquela pessoa sempre fresca, como uma alface do pingo doce


Se quiserem ter uma linda imagem mental, é imaginar o Ricardo a vestir-se ao som disto.
Ou a despir-se, já aconteceram as duas..

Daqui a nada faço anos, e lembrei-me de um episódio que de certa forma se relaciona.
Durante 3 meses fiz tratamento no centro de saúde com uma enfermeira, na altura do meu pós operatório, e a senhora, muito simpática e bem disposta perguntava-me a toda a hora “como vai a escolinha?” e “estás em que área?” e uma data de outras perguntas cheias de boas intenções, que a dada altura me começaram a cheirar a esturro.
Um dia qualquer virei-me para ela já a prever a resposta e perguntei com a cara mais séria que consegui exibir “Quantos anos acha que eu tenho?”, ao que ela muito pensativa se vira para mim e diz “praí 17 né?”.
Tinha 21.
Só tenho a dizer que foi impagável ver a cara da mulher, que até corou e me pediu desculpa, como se me tivesse ofendido de morte.
E situações destas são uma constante na minha vida.
Uma vez uma senhora de idade já avançada da aldeia da minha avó viu-me na rua, “Ai tão grande que ele está! Já estás em que ano filho? No 8º?” Tinha acabado de entrar na universidade.

Durante aproximadamente metade da minha vida, quis – como todas as crianças – parecer mais velho. As minhas ambições caíram por terra com uma velocidade catastrófica. Queria entrar à força no mundo dos crescidos mas era sempre visto como um “puto”.
E, o que foi inicialmente um belo golpe à minha puberdade mal assimilada, começou a tornar-se a pouco e pouco em algo divertido.
Porque ninguém nos previne quanto às caras das pessoas que apercebem que disseram uma burrada, ou aos pedidos de desculpas mais idiotas de sempre.
Acho que tenho aquela coisa do “espírito jovem”. Estou-me sempre a rir, não consigo queixar-me muito tempo seguido e não me zango com as pessoas, sei lá, não é nada científico, mas é a relação mais plausível que encontrei até agora.
E verdade seja dita se houve uma altura em que isto me incomodava, agora acho o máximo, e só espero continuar sempre a parecer 4/5 anos mais novo, que há por aí quem vá á faca por nascer com “maus genes”.

E vocês?
Já vos aconteceu alguma coisa do género?
Toca a comentar ler e subscrever ;)

[A ouvir: Moves like Jagger - Maroon 5  & Christina Aguilera]
[Humor: Calorento]

terça-feira, agosto 02, 2011

Aquela vez em que o Ricardo foi adoptado

Nota: Apeteceu-me falar deste assunto, e são capazes de ouvir falar dele mais uma vez por estes dias.
Desde que me conheço por gente, que tenho um cão de sonho. Gostava imenso de ter um cocker spaniel. Não me perguntem porquê, mas sempre achei graça àquela pelagem macia e Àquelas caídas. O que é verdade é que hoje podiam aparecer-me aí com uma ninhada inteira, que eu não os ia querer. Já estou muito bem servido.
E estou assim porque alguém não quis a manchinha.
Porque a manchinha não é de raça.
Ou porque a manchinha não tem pedigree, nem arvore genealógica confirmada.
Talvez porque é muito trapalhona e parte as coisas só a dar ao rabo de contente, ou talvez seja porque a manchinha era um cachorrinho que cabia na palma da mão, e acabou por crescer e ser uma matulona.

E os senhores que a abandonaram não entraram em pânico com medo que ela estivesse doente porque andou a comer bagas dum arbusto ao pé de casa e andava sem comer uma semana; não tiveram paciência para lhe ensinar truques e apreciar a maneira como ela os aprende rápido;
Não tiveram que tomar conta dela quando fez trovoada e ela ficou cheia de medo;
Não a levaram a passear para perceberem que podiam ganhar dinheiro se a metessem num circuito de corrida de cães.
Em suma, não tiveram um animal de estimação.

Tiveram um brinquedo que deitaram fora quando perdeu a graça.
Não se deram ao trabalho de tentar conhecê-la. E só ficaram a perder.
Porque a manchinha é muito melhor do que muita canalha que para aí anda. Porque ela me abraça todos os dias. Porque ela chora e entra em pânico quando eu desapareço (não estou a inventar). Porque ela sabe tão bem quando é que eu preciso de uma boa dose de atenção. Porque ela me dá uma amizade completamente limpa de interesses ou segundas intenções.

É caso para perguntar: quem é que foi o animal desta equação?
E enquanto eu estou a escrever este post, provavelmente meia dúzia de gatos e outra meia dúzia de cães foram abandonados num raio de 500 metros.
A vocês leitores que não têm animal de estimação e pensam arranjar um, Sigam o conselho da união zoófila, não comprem. 
Adoptem.
Ou por outra, deixem que um animal vos adopte.

[A ouvir: Happy Hour - Cheryl Cole ]
[Humor: Nostálgico]

quarta-feira, julho 20, 2011

Psycho Ex: O post (Parte II - E última)

No último episódio:
Ricardo conhece M e envolve-se com ela. As coisas dão para o torto e Ricardo acaba com M (sempre quis fazer um post começar assim).

O depois:
Pedi-lhe um tempo, porque nós estávamos sempre todos juntos todos os dias, então pedi-lhe uns dias de “espaço”. Chamem-me o que quiserem, mas não acho boa ideia uma pessoa retomar o contacto como se nada fosse meia hora depois de levar um par de patins. Mas não. Ela insistiu, e disse que queria que continuasse tudo como dantes. E eu por pena, ou culpa cedi.
E ela começou a estar ainda mais colada em mim do que antes de namorarmos. O que a dada altura começou a ser sufocante. Acho que ela estava convencida que o contacto exaustivo nos ia fazer reaproximarmo-nos.
Isso e fazer um blog para me dedicar poemas dia sim dia não.
Passados uns tempos, fui tomar café com uma amiga. Tive a grande sorte (ou será azar?) de a M me ter visto com ela na rua. Então a M arranjou um namorado. Eu – alminha crédula – nem achei nada estranho a rapidez com que a moça pescou um pretendente, e juro que pensei “Louvado seja o senhor”, porque já era chato eu sentar-me no comboio e a M aparecer e alapar-se ao meu lado com a S… quando morava a meia hora da universidade. Acho que até fui tão óbvio com o meu alívio que lhe fui dar os parabéns. Mais tarde é que percebi que era um “namorado de fazer ciúmes”, porque o moço em questão nem sabia que namorava com ela. O que me deve ter deixado com a maior cara de otário de sempre.
Obviamente que todas estas tentativas desesperadas de chamar a atenção não deram em nada, e eu continuei a minha vidinha sem ter quaisquer intenções de reatar o namoro com a M.
Logo, a M ligou o modo “exterminador implacável”. E qual foi a melhor maneira que ela arranjou? Ciberbullying.
Acho que era para eu me ter sentido mal e com remorsos ou assim… mas não. Aliás, a dada altura até já me dava vontade de rir. O blog dela de um dia para o outro, tornou-se um blog de ódio ao Ricardo. Era o Ricardo que era um canalha, o Ricardo que tinha um caso gay com o tal amigo (adorei), o Ricardo que era um utilizador de mulheres, era um festim, e eu era sempre o prato principal.
Como se não bastasse isso, ela ainda se dava ao trabalho de comentar em anónimo esses posts. O que era um rol de insultos todos proferidos por ela, mas com nomes diferentes.
Na altura lembro-me de a ter confrontado uma ou duas vezes, porque ainda nos falávamos como se não fosse nada, e ela agia como se não fosse nada com ela.
E depois ela resolveu cortar comigo.
Mas obviamente que não me podia fazer o favor de um dia se evaporar na atmosfera e deixar de me falar, como eu já tanto sonhava.
Tinha que ter a sensação que no fim de contas, quem tinha sido rejeitado era eu.
Maneira de o fazer?
Escreveu-me uma carta (que me entregou em mãos uma bela manhã)… em que me acusava de a ter andado a investigar e a remexer no passado dela, e que ela tinha provas. (será que ela descobriu a fatídica ida à wikipedia?). Como eu tenho muita paciência para que me acusem de coisas que não fiz, mandei-a ao caralhete, e deixei de lhe falar completamente.
E devia ter acabado aqui, ela ia à vida dela, eu ficava na minha e daqui a uns anos descobria que ela tava casada e tinha uma penca de filhos rechonchudos e ficava feliz por ela.
Mas não.
O corte total de contacto pelos vistos não era uma opção.
E como viu que o blog dela não estava a fazer grande coisa na cruzada de me infernizar a mioleira… virou-se para o meu.
Comecei a receber tipo 5/6 comentários anónimos por dia, todos cheios de lindos insultos e ameaças e coisas que só serviram para corroborar a minha decisão de não lhe dirigir palavra.
A dada altura cansei-me e comecei a moderar os comentários... O que não serviu de nada, e acabei por tirar a opção de comentar em anónimo, a ver se a moça arranjava o que fazer.
E arranjou.
Começou a ler o meu blog (de maneira quase fanática), e a ver mensagens subliminares em todos os posts que eu fazia. Se eu falava de sabonete, ela dizia que eu falava de sabonete porque era o que ela gostava, se eu falava de equideos, ela dizia que era porque ela era uma burra e eu me lembrava dela.
Sempre com associações que não lembram ao menino Jesus.
E um dia lembrou-se de me começar a acusar de tudo o que lhe acontecia. Invadia-lhe as contas de e-mail, Partilhava fotos dela em sites de encontro e em chatrooms, invadia lhe o msn e o da amiga, Metia-lhe fotos nos sites de encontros, sei lá mais o quê, até disse que ia à polícia porque eu tinha feito não sei o quê. Tenho a sensação que a dada altura eu até já tinha culpa se a M tivesse candidíase vaginal..
No entanto continuávamos a frequentar a mesma cidade e a mesma universidade, e cada vez que me viam na rua baixavam os olhos para o chão e fugiam ela e a S. chegou ao cúmulo de andarem atrás de mim às risadinhas num shopping, porque pensaram que eu não as via saltitar para dentro das lojas como se estivessem a brincar às escondidas.
A dada altura enjoei-me disso tudo, já não achava piada a ver como a M esperneava por atenção post atrás de post, e estive um bom tempo sem por a vista em cima de qualquer post do blog dela, ou sem saber se tinha mudado de planeta. E fui sabendo cada vez menos dela.
E nem me fazia falta.
E alguns amigos dentro da história de vez em quando diziam-me que ela tinha feito outro post “daqueles”, mas não passávamos muito mais daí… isto mais de um ano depois de eu lhe ter dado com os pés. Uma coisa perfeitamente normal.
O que é verdade, é que a M está completamente convencida que eu perdi a melhor gaija à face do planeta, e que estou a sofrer imenso por culpa do karma, de todas as coisas más que lhe fiz. Não sei muito bem porquê, mas pronto.
Só sei que aqui há coisa de uns…3/4 meses começou a aparecer-me uma sugestão de amigo, para um tal John, no belo feicebuque. E eu achei estranho, porque não conheço nenhum John e a miniatura em questão não tinha nenhum amigo em comum comigo. Acabei por ir à página desse tal John E qual não foi o meu espanto quando vi que era o John Mayer (cantor), e que pelos vistos o John Mayer está noivo da M. e fala português.
Como podem ver, perdi-a, mas foi para uma pessoa famosa.
I rest my case.

Pronto, acho que foi a 2ª vez que referi a M desde que este blog existe... e vai ser a última, porque foi mais dentro do tema do tal post do Dexter que referi anteriormente do que outra coisa... e porque não há mais nada a dizer? Espero que seja muito feliz e essas coisas todas, a uma distância bem segura de mim.
E vocês?
Ex malucos,  tiveram algum?
Alguma coisa a comentar, já sabem, a caixinha de comentários é amiga.
Toca a subscrever e a gostar no feicebuque e essas coisas todas.
Mais tarde venho responder aos comentários todos, que ainda estou aqui de volta da gripe.

[A ouvir: Some Girls- Rachel Stevens]
[Humor: Divertido]

terça-feira, julho 19, 2011

Psycho Ex: O post (Parte I)

Aqui há uns dias o Dexter fez este post.
E na minha cabeça começou-se looogo a formar uma ideia.
Não vou dizer que estive horas a ponderar porque não estive.
Verdade seja dita, já falei da Dona Apolónia (a velha maluca do comboio) e a ligação que tenho com a mulher actualmente é tanta como a que tenho com a figura abordada no post em questão. Como o texto saiu mais comprido do que eu pensava , dividi em dois, Não estou à espera de grandes comentários, mas olha cá vai:

Eu já tive umas quantas namoradas. E a verdade é que acabando eu com elas ou elas comigo, mantemos todos relações casuais. Cumprimentamo-nos e falamos bem uns com os outros. Isto foi com toda a gente… menos com a M. outra prova de que atraio gente doida.

O antes:
Conheci a M (letra aleatória) na universidade, por um qualquer acaso (okay, foi mais por uma amiga dela, a S). Não foi uma daquelas historietas de química instantânea e de olhar para ela e lhe querer saltar para a cueca cada vez que ela abria a boca.
Engracei com ela, pronto.
Na altura em que a conheci, das primeiras coisas que me disse foi que estava numa relação há coisa de dois anos praí, nem sei bem precisar, e pronto ficámo-nos por aí, como disse na altura não pensei nela como interesse romântico, não foi um amor à primeira vista. Nem acredito nessas coisas. Ficámos amigos e passámos a conviver quase diariamente. 
Certo dia, estávamos todos na biblioteca e estavam a M e a S a ver um videoclip (abaixo).
Comentei qualquer coisa como “aff essa musica enjoa-me” ou “esse vídeo dá-me caganeira” sei lá, qualquer coisa assim. Só sei que as moças ficaram assim muito brancas e a olhar para mim estupefactas (É nestas alturas que eu penso que a minha intuição para as pessoas que nunca me falha deu um epic fail de todo o tamanho). E então passadas umas horas, vieram as duas dizer-me em jeito de confidência que a M namorava com o vocalista da Banda., portanto um tal de Darren Hayes, que tem agora perto dos 40 anos.
Pediram sigilo a mim e ao meu amigo porque era segredo e só elas é que sabiam, e o assunto morreu aí. Continuei a falar com a M e a S normalmente e de vez em quando falávamos por msn. A dada altura, lembro-me de lhe ter dito uma piada mais badalhoca, mas lhe ter dito “vá que és uma mulher comprometida, não sou um destruidor de lares” e ri-me, porque era só uma piada. Na semana seguinte, a moça aparece-me com uns óculos escuros enormes… e de repente fomos transportados para uma qualquer novela da TVI. O tal Darren tinha contratado um detective privado para a seguir. Ai esperem, para a seguir e pelo caminho a nós também. Passado um bocado já o detective tinha fotos minhas da M da S e de um amigo meu da altura, e estavam a fazer um filme de todo o tamanho. Como é que ela descobriu? Conseguiu adivinhar a password do email do namorado, e entrou lá dentro. O que é verdade é que dessas tais fotos e desses tais emails ao tal detective nem vê-las. Disse que sem querer apagou aquilo tudo directamente sem ir parar ao lixo do email. Para terminar a novela em beleza, tinha descoberto que o homem estava a traí-la com a ex mulher. E terminaram tudo e renheunheu e a M fica miraculosamente disponível dum dia para o outro (novamente, muito obrigado senhora intuição pelos magníficos serviços prestados). Depois disso acabei por me aproximar dela, e começámos a namorar, mesmo depois daquelas conversas todas do “leva o tempo que quiseres, não quero pressionar”.
O durante:
namorámos por coisa de um mês ou mês e meio, não tenho assim grande coisa a dizer. Foi bom, e foi mau. Um dois em um.
Não éramos muito compatíveis, mas verdade seja dita, nem é grande surpresa, tendo em conta que não nos conhecíamos de lado nenhum e que nem o chegámos a fazer antes de nos envolvermos.
A dada altura lembro-me de termos tido uma conversa qualquer sobre música, e ela passou-me uma música qualquer do “Ex namorado”. E a minha curiosidade levou-me a ir à wikipedia pesquisar o homenzinho. E depois descobri que não só ele era casado desde 2006 como era casado com um homenzinho qualquer. Ham… okay, eu lembro-me de me ter começado a rir imenso quando li aquilo. Quando a confrontei, recebi uma linda resposta de que ainda me lembro  M:“Ah, esse é o irmão dele” Eu: “Ahm?” M:”Pois, eles têm o mesmo nome. E são muito parecidos. O Darren teve problemas cardíacos e o irmão era parecido e tinha a voz parecida, então os da editora substituíram-no” Eu: “….”
E pronto. A partir daqui começou a descambar.
Primeiro era modelo fotográfica, chegou ao cumulo de me mostrar uma foto da mia Krishner e dizer que era ela. Depois quando sentiu que corria o risco de se descobrir que era tão modelo quanto eu serralheiro, o fotógrafo quis tirar-lhe fotos nua, e ela deixou o trabalho de modelo.
A dada altura, ela e a S tinham falado com o Robert pattinson, e ele era para vir aqui a Portugal de propósito para as conhecer, e conheceram no porque ele tinha ejaculação (nem perguntem).
E depois esteve grávida por um dia. E a criança imaginária ia nascendo já órfã quando a S me disse que ela tava grávida (tenho um coração frágil tsá?).  E pronto, resolvi acabar, que sempre era melhor ideia do que continuar a namorar com a M só porque sim, não funciono assim.
E podíamos ficar-nos por aqui, mas começa tudo a melhorar depois de eu acabar com ela.

(Continua)

sexta-feira, julho 15, 2011

As televendas e eu

Quando eu tinha 8 anos, eu acordava às 5 e meia da manhã nas férias para ver as televendas. Depois voltava a dormir até às oito, quando satisfazia a minha curiosidade em produtos extremamente úteis.
Até hoje continuo a ter nas televendas uma memória de infância das mais queridas, nunca percebi porquê.

Havia toda aquela dobragem feita em cima do joelho em que a senhora loira era dobrada por uma voz provavelmente 30 anos mais velha que ela, e aquele excesso de excitação a descrever um aspirador de carpetes com mostrador de metereologia, sei lá era qualquer coisa naquilo tudo que me deixava fascinado por meia hora a ver anúncios às mais variadas coisas que sabia que nunca ia comprar.
Mas isso durou até eu ter para aí 9 anos e começar a ter a noção de que os antes e depois deviam ser manipulados, e de que provavelmente os produtos não eram tão bons quanto eles nos queriam dar a entender. Continuava a ver esporadicamente mas já sem aquela ilusão de que as televendas só mostravam coisas fantásticas.

E depois o meu pai começou a ver as televendas quando eu já tinha 14 anos.

E aí aquele mundo de fantasia entrava em nossa casa da maneira mais inesperada.
Okay, reformulemos.
E aí, o meu pai comprava aquele mundo de fantasia e trazia-o para casa.

O meu pai - a mesma alminha que comprou a powerbalance - como bom espectador que é, focava-se nos aparelhos de exercício.
E a politica do meu pai era “comprar e depois dizer que é tudo uma intrujice quando já não se pode devolver”.
Isto acontecia sempre, porque obviamente, os resultados efectivos, não eram nem uma décima dos publicitados. E é obvio que não podíamos ficar com uns abdominais que parecem um ralador de queijo a usar uma cinta à barriga, sem fazer mais nada.
E eu era a única alminha que lhe dizia que era deitar dinheiro fora. Por causa disso, ele deixou de comprar coisas enquanto eu estava em casa. Sempre que íamos ao Alentejo, lá estava um novo mono a um canto da casa.
Começou por uma coisa daquelas que faziam a barriga tremer, presa a um cinto? Se não estão a perceber do que estou a falar, vejam o vídeo abaixo.
Bem, começou por ser um, e depois já eram três diferentes.
Ora bem, aquela merda dá choques.
E não são choques agradáveis, é como se tivesses uma tomada ligada ao umbigo.
E depois passou para uma passadeira que usou meia dúzia de vezes, depois de dizer que aquilo não dava jeito nenhum. Eu como bom atleta de sofá que sou, nem me cheguei perto daquilo. Para além de achar deprimente correr virado para a parede.
Quando se livrou da passadeira (eu até tive medo de perguntar o que foi que ele lhe fez), comprou o fantástico ab king pro, aquela coisa que parece uma cadeira para fazer abdominais. E usou-a 4 vezes. Está algures atravancado numa caixa de cartão.
E comprou mais uma dúzia de coisas que não lembram ao diabo.
De momento temos uma linda bicicleta estática que está para ali a ganhar mofo, porque nunca é usada… para não se estragar.
E algures no meio disso tudo, eu comecei a perceber que as televendas só são bonitas, enquanto ninguém cá de casa se lembrar de encomendar coisas de lá.

E vocês? 
Alguma vez compraram alguma coisa das televendas? 
ficaram satisfeitos com a compra, ou era uma intrujice?
Vá, toca a comentar, ler e subscrever!
[A ouvir: Here's to you - Brooke Fraser]
[Humor: Calorento]

quarta-feira, julho 13, 2011

A amnésia alcoólica e o Ricardo

Aqui há uns bons meses, fui sair à noite.
Foi uma noite normalzinha.
Fomos para a praia e emborcamos uma garrafa de vodka e uns sminorfs e depois eu – que já sou naturalmente eléctrico – quis ir para os bares dançar. E depois bebi… uns quantos shots. E depois eram 3 e tal da manhã e fomos para casa e fui dormir o meu abençoado sono de beleza sem ressaca extra.
Ou pelo menos eu pensava que tinha sido só isso.
No dia seguinte acordo normalmente – uma maravilhosa bênção genética, eu NUNCA fico com ressaca – vou comer os meus cereais e ver-me ao espelho… e reparo que estou sem uma meia.
Não há problema afinal eram meias dos chineses.
Por algum motivo estranho, reparo que tenho os boxers ao contrário… se calhar foi quando fui à casa de banho antes de ir dormir?
As coisas começam a ficar literalmente bizarras quando reparo que tenho tipo 50 panfletos publicitários de vários bares (alguns dos quais mastigados) dentro dos bolsos da camisa, do colete e das calças. E areia. Muita areia em todo o quarto.
Dava para abrir uma praia privativa com aquela areia toda.
Ahm, deve ter sido quando fiz o pino na praia.
Resolvo não pensar mais no assunto, é tudo perfeitamente normal deve ser do sono.
Cada vez que tusso sinto sabor a uma bebida diferente. E tusso tipo muitas vezes naquele dia.
Ligo o computador… e começo a ver fotografias com tags minhas por todo o facebook.
E não fui eu que as pus.
Fico meia hora a olhar para aquelas fotos e reparo que não estive em nenhum daqueles sítios na noite passada. Devem ser fotos antigas… mas a data coincide.
Ligo o msn e os amigos vêm falar comigo “Porra ontem tavas maluco pra que é que te foste abraçar áquela gaja?”
“O quê?”
“Tu foste comer aquela relva? Os cães mijam ali!”
“… Relva?”
E então atinge-me na cara, uma chapada sem luva e com cheiro a cachaça.
Oh porra.
Deu-me uma branca alcoólica.
O meu cérebro achou por bem fazer um pequeno resumo da noite, assim como nos filmes, fez uma edição e eu fiquei sem as quase duas horas de cenas extra, algures no meio de sair do 2º bar em que estivemos e entrar no carro da boleia com a Joana para ir para casa.
E começo a ter pequenos flashes. Lembro-me de reagir exageradamente cada vez que começava a tocar I Gotta feeling dos black eyed peas (reagir exageradamente quer dizer entrar com placagem em cada estabelecimento em que essa musica tocasse.
Também me lembro de me ter deitado no chão a rir… okay, foi mais na estrada. Detalhes.
Por mais que tentasse, o resto era inexistente.
Tive que ouvir os relatos.
E pelos vistos eu ia falar com toda a gente na rua, e abracei-me a uma turista de quem não me lembro. E trocámos números de telefone, mas eu nem devo ter conseguido carregar no “guardar”. E afinal gastei 30 euros em shots. E dancei em cima dumas colunas dum bar qualquer. E fui-me por a conversar com os senhores GNR quase às 4 da manhã, a falar de como é uma discriminação que a Igreja católica não tem santos em cadeiras de rodas, ou simplesmente feios (desta parte eu lembro-me).
E sei que me vieram pedir erva e mortalhas a noite toda, é oficial, tenho mesmo cara de drogado.
E já se passaram quase 8 meses, e eu não consigo lembrar-me do que se passou entre a saída daquele bar, até á entrada no carro. Só sei que consegui pelo caminho andar com um barril de cerveja nas mãos.

E vocês?
Já tiveram muitas brancas alcoólicas?
Quais as consequências mais memoráveis dessas "amnésias"?
beijaram alguém que não deviam?
apanharam boleia para uma casa desconhecida?
alguma coisa engraçada?
Conseguem lembrar-se depois?
Vá, toca a ler e comentar e essas coisas todas

[A ouvir: Eyes Forward - Shawn McDonald]
[Humor: Divertido]

segunda-feira, julho 11, 2011

Aquela vez em que o Ricardo ficou traumatizado com um concurso escolar

Sempre fui um bocado rato de biblioteca.
Ahm… pronto, sempre fui muito rato de biblioteca.
Ainda há pouco tempo quando estudava para exames, tinha conservada aquela mania adorável de encher cadernos com resumos da matéria escritos à mão (se bem que na área em que estava aquilo servia-me de tanto como se passasse à mão a bíblia toda), e sempre fui aquele aluno irritantemente participativo, que no fim das aulas perguntava sempre “não há trabalhos de casa?”e que era assim um fuzilamento com o olhar.
Há 7 anos, nos meus belos 14 aninhos de vida, a minha escola da altura resolveu fazer um concurso de ortografia e língua portuguesa, a nível intra-escolar.
Eu como bom rato de biblioteca fui logo inscrever-me, seguido por uma ou duas alminhas da minha turma que foram forçadas a inscrever-se para serem forçadas a estudar português e assim melhorar a nota.
E pronto, lá fui eu ao concurso, que consistia em soletrar palavras caras, escrever e corrigir textos e coisas assim do género.
Passadas umas duas semanas do concurso ter começado, foi anunciado o vencedor.
Eu.
Okay, obviamente que eu fiquei todo orgulhoso – afinal ganhei dentro da escola toda, aquilo ainda foram uns quantos participantes – e lá fui eu receber o diplomazinho (que se encontra agora em parte incerta), e o prémio.
Eu raramente me inscrevo em concursos pelo prémio… é mais pela coisa de poder ganhar. Desta vez não foi diferente e eu nem estava à espera de um prémio, pensei que fosse ganhar uma enciclopédia, ou um dicionário.
Vou á sala da directora da escola… e a mulher dá me um embrulho – desalentadoramente pequeno – que eu abro ansiosamente.
Era um livro.
E podia ficar por aqui a história, e nem havia grande conversa, afinal fazia sentido darem um livro, sendo um concurso de língua portuguesa.
Mas não.
A minha escola resolveu traumatizar um aluno de forma subtil
O título do livro era “sobrei da história dos meus pais?” (imagem da capa aí ao lado)
A sério?
Não tinham um livro um bocadinho mais… alegre? Motivador? Não deprimente?
Não, vamos dar a uma criancinha um livro sobre divórcio e abandono paternal.
Vamos sugerir ao jovem que se calhar ele se devia atirar da janela porque foi o fruto dum preservativo roto.
Lembro-me vagamente de ter feito o sorriso mais amarelo possível, porque a bácora da directora olhava para mim como se me tivesse dado uma viagem á serra da estrela e não um livro que deve custar 7€.
Coincidência ou não, quando ganhei o livro, os meus pais andavam numa fase de imensas discussões, para as quais eu era arrastado, e eu, como bom pré adolescente influenciável que era, peguei no livro e meti-o atafulhado numa prateleira sem nunca lhe tocar. as unicas palavras que  li para além do título foram as da dedicatória no interior. 
primeiro traumatizam-me e depois elogiam-me. nicely done.
Acho que depois disso nunca mais participei em nenhum concurso escolar sem ser os que eram de presença obrigatória.
Obrigado escola Diamantina negrão, conseguiram formar mais um jovem traumatizado.
Depois mando a conta do psicólogo, quando lá for.

Isto veio a propósito do concurso literário em que me inscrevi. podem ir aqui ler e votar no botãozinho vermelho "VOTAR" se gostarem. Vá, não vos custa nada pois não? 

Já respondi aos comments todos das semanas anteriores, toca a ler subscrever (era giro chegar ao dia dos meus anos com 200 seguidores, é de hoje a um mês) e comentar e essas coisas todas. ah e votem. 

[A ouvir: Lovedrunk - Anouk]
[Humor: Divertido]

terça-feira, julho 05, 2011

Aquela vez em que o Ricardo quis dizer imensos palavrões num título dum post, mas não disse

Bip Bip Biiiiiip
O despertador toca antes da hora. Já não consigo voltar a dormir, o que é óptimo depois de uma maravilhosa noite de insónias a ver filmes de terror baratos na tv até Às quatro da manhã. Que se lixe, vamos à vidinha. Vou para entrar na casa de banho, mas vejo que alguém já fez o favor de ma “ambientar” com odor de esgoto silvestre. Faço um exercício de respiração digno de um qualquer mergulhador profissional e lavo os dentes a suster o fôlego. Fico ligeiramente arroxeado, mas isso só destaca o meu sorriso colgate e os possíveis cortes da barba. Saio a correr da casa de banho, e quando vou no elevador reparo que o meu cabelo parece uma versão económica do songoku - o meu cabelo tem vida própria – Faço o melhor que posso com as mãos enquanto abotoo a braguilha que vinha aberta desde que saí casa...realmente achei estranho a vizinha do segundo andar mandar um sorrisinho quando está sempre de trombas.
Tenho que ir a pé porque por alguma piada kármica o meu pai apanhou uma bela constipação, e não me empresta o carro nem por nada. Oh well, ao menos trabalho para o bronze… á trolha.
Quase sou atropelado a passar a estrada porque uma querida qualquer achou que era boa ideia retocar o batom enquanto conduzia o belo do Mercedes.
O mundo parece-me ligeiramente desfocado, e só quando estou a mais de 3 kms de casa é que me lembro que deixei os óculos algures na secretária. Será que pode ficar melhor? Pode.
Como num passe de mágica prendo as jeans a uma vedação pelo caminho e ouço um *crrrrrrekkkk*. Ganhei um buraquinho extra… bem, pelo menos os buracos nas jeans andam na moda ultimamente.
Respiro fundo e conto até dez. não faz o truque. Conto até mil. Quando vou nos 50, pára um carro para me pedir informações. Eu devia andar com uma plaquinha na testa a dizer “sem sentido de orientação” ou qualquer coisa do género, mas ponho a minha cara mais simpática possível e lá dou as indicações o melhor que posso, com a sensação que o casal muito simpático naquela carrinha branca, vai acabar por ir dar ao centro de saúde, em vez do mc donalds.
O resto da manhã é passado numa espécie de pausa comatosa de funções cerebrais, porque o meu cérebro não está muito capaz de desempenhar funções.
A minha amorosinha manchinha – cadela – lembra-se de me dar um abraço, com o patedo cheio de cocó, e suja-me a camisola branca acabadinha de estrear. Para melhorar à história tive que voltar para casa a pé com a merda da blusa toda cagada e toda a gente a olhar para mim estilo “ó tadinho do ciganinho”.
Bem, tecnicamente isto ainda pode piorar, coisa que eu não acredito, mas pronto, o cosmos não tem nada melhor que fazer.
Passo por uma farmácia.
Bem, já que ando a fazer uma alimentação bastante mais saudável, vamos a ver quanto peso perdi.
… Esta balança deve estar ligeiramente avariada…
… ok, que se lixe a dieta saudável. Vou comer um bolo de chocolate e leite condensado com milkshake de morango. Dirijo-me ao supermercado mais próximo, junto as coisinhas todas, e quando estou na caixa lembro-me que o cartão de crédito está há quase um mês em paradeiro desconhecido, pego nas compras, e sob um olhar atento de todos os clientes do supermercado, vou guardar as comprinhas e volto para casa ligeiramente humilhado.
Quando chego a casa á tarde, cansado e sem paciência, reparo que toda a gente está com vontade de me lixar o juizo.
tenho que ouvir as intermináveis queixas da gripe e de mais cinquenta mil coisas que sinceramente já nem oiço (o meu pai ainda nem tem 50 anos feitos, mas fala como se tivesse 100. Já a minha mãe, dá-me mais trabalho que eu a ela).
sento-me na cama e ligo a tv, que demora aproximadamente 40 minutos a ligar. está quase velha suficiente para ser vintage. Ao menos isso. Quando liga, a imagem está torta e a tv decide desligar sozinha e voltar a ligar, ou seja, mais quarenta minutos de espera.  Sento-me em frente ao pc e reparo que não estou a apanhar net. Quando reparo isso são nove da noite. Só há 5 minutos atrás é que a consegui ligar.

E com estas coisas todas, posso dizer honestamente, que por muito adepto que seja da relativização, hoje tive um dia da merda.
Alguém me dá um sex on the beach e um chocolate?

E vocês?
Ainda se lembram de como foi a ultima vez que tiveram um dia "daqueles"?
Sugestões para não pegar fogo ao carro do vizinho do andar de cima porque ele tem a aparelhagem a bombar na kizomba?
Toca a ler comentar e subscrever minhas gentes! e escusado será dizer que não tenho qualquer ponta de inspiração para vos responder hoje aos comments, não me batam... senão eu pego na faca da cozinha e temos molho. xD

[A ouvir: New York, New York - DJ cam Quartet]
[Humor: Stressado]
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