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domingo, fevereiro 10, 2013

Só assim tipo... coiso.

Lembrai-vos de mim alcachofras?
Pois, a modos que tenho andado desaparecido.
A minha avó teve uns problemas de saúde e andou pelo hospital, e estas coisas drenam a vontade de tudo honestamente.
Eu em vez de vir práqui dramatizar com coitadismos eencher-vos o juízo com os meus problemas, preferi tirar umas férias do blog.
Agora que as coisas já estão melhorzicas fiquem à espera de posts fresquinhos.
Isto é só pra vocezes não pensarem que pisei uma mina terrestre a caminho do trabalho ou assim.

terça-feira, outubro 16, 2012

[aviso]

Ora bem, como devem ter reparado, de há uns tempos para cá não tenho respondido aos vossos comentários.
Aliás, nestes últimos tempos nem tenho tido cabeça para postar muito. O trabalho rouba mais do que tempo, a disposição.
Sei lá, Às tantas já me sinto com peso na consciência para com vocês, que me têm lido e comentado desde sempre.
Inicialmente ia adiando, deixava para o fim da semana, e respondia a tudo de uma vez, mas eventualmente acumularam-se tantos comentários que só a ideia de tentar responder a mais de 3 meses em atraso, até me dava arrepios.
Passado um bom tempo sem responder, cheguei à conclusão que já tenho saudades de interagir mais e portanto vou voltar a responder aos vossos comentários.
Isto é meramente informativo, só para os leitores e comentadores do blog.
Desculpem lá qualquer coisinha
Mais logo talvez poste alguma coisa, who knows.

quarta-feira, agosto 01, 2012

Crónica de um gajo porreiro

"És um gajo porreiro"
Já perdi a conta às vezes que me disseram isto.
Como se fosse uma grande honra, um elogio incomensurável - que de inicio ingenuamente pensei ser - ... Afinal, quem é que não gosta de um gajo porreiro?
É o pináculo da amizade, ser-se um gajo porreiro.
E todo inchado lá deixava que me chamassem de gajo porreiro, porque o sacana do ego não se importava com elogios.
Afinal quem é que não gosta?
E o gajo porreiro vive na sua ilusão de porreirice, rodeado de amigos, a receber como elogio a maior faca de dois gumes que o calão já inventou.
Sim, porque eventualmente todo e qualquer gajo percebe (como eu percebi), que ser um gajo porreiro não é tão porreiro quanto isso.

Porquê?

Porque o gajo porreiro está lá..
É esse o seu papel, desempenhado de sorriso em riste, muita paciência e melhor ouvido que os gajos "não porreiros".
Um gajo porreiro para ouvir os dramas com o/a namorado/a.
Um gajo porreiro para confortar nas discussões com os pais.
Um gajo porreiro que pague uma cerveja.
Um gajo porreiro para dar conselhos.
Um gajo porreiro que queira saber das lombrigas do gato.
Um gajo porreiro para afastar os nervos, antes de uma entrevista de trabalho.


E ser um gajo porreiro é um bocado como um remédio para a dor de barriga. Por muito bom que seja só nos lembramos dele quando estamos com o estômago num oito.
Os problemas passam, as pessoas seguem a sua vidinha, e o gajo porreiro já não é preciso, então volta pro cantinho dele, lembrado numa ocasião de necessidade vindoura.

Eventualmente o gajo porreiro farta-se de ser porreiro para toda a gente.
Ganha-se um faro para quem não vale a pena, e eventualmente o gajo porreiro passa a ser visto como um iceberg.
E um gajo porreiro até gosta de ser um iceberg de vez em quando.

sábado, junho 16, 2012

Isto os dias andam muito curtos, né?

É que 24 horas não chegam pra nada!
tenho prai 5/6 temas que quero desenvolver em posts e nunca passam dos rascunhos porque não arranjo maneira de os acabar.
Como até já estou com peso na consciência vim aqui só dizer isto, e já agora, abri - mais - uma votação e gostava que todos vocês respondessem.

Bom restinho de fim de semana, e boa sorte a quem anda com exames!
Espero que as vossas 24 horas durem mais que as minhas!
Como este post não tem direito a comentários, podem sempre...

sexta-feira, junho 01, 2012

Maroon 5, não foi desta

Acho que foi a única vez que me apeteceu mesmo ir ao Rock In Rio e não fui.
E não, não era pelo Stevie Wonder - pasmem-se, não sou fã do senhor desde os 5 anos como toda a gente aparentemente é. - nem pelos Metallica, nem pelos Linkin Park.
Noes.
Era pelos meus Maroon 5, que sigo obsessivamente desde que apareceram em 2002, na mesma altura que a avantesma do Manuel Moura dos Santos disse alguma coisa como "esses, pff, os "castanho 5" " a um concorrente qualquer dos ídolos. 10 anos depois ainda cá andam.
E agora é deprimente ver as reportagens todas em direto e pensar que não me importava nada de lá estar.
Em vez disso tenho que me contentar com ouvir os CDS todos como forma de genérico.


Vou só ali enfiar a cabeça no forno.

sábado, maio 19, 2012

Os ídolos que vão às couves

Que hoje vou ver isto.

quarta-feira, maio 02, 2012

Bai Bai Rotina

A rotina estava a começar a enjoar-me por andar sempre Às voltas.
Fui sair, levei as chaves e a carteira, deitei fora o aborrecimento e o blog ficou aqui a descansar.
Descobri que gosto mais do cheiro de tabaco do que devia, tendo em conta que não fumo.
Descobri que sou melhor pessoa do que tinha a sensação, e que perdoar não é para mim um exercício tanto como uma necessidade.
E é só.
Para não pensarem que morri e estou algures numa valeta.
É provavel que voltemos à "programação" normal nestes dias próximos.

sábado, abril 07, 2012

Está-me a irritar andar sem tempo

Sem tempo pra actualizar o blog, Sem tempo de responder aos comentários, Sem tempo para ir comentar os vossos blogs, Sem tempo para acabar as 1500 coisas que comecei a fazer...
Páscoa, vai-te já embora que não deixas saudades nenhumas.

A ver se hoje posto alguma coisa de jeito.

sábado, janeiro 21, 2012

É bom que a noite hoje seja boa.

Porque eu estou a precisar.
Hoje tive que me despedir da Manchinha.
Não se assustem, não a abandonei nem a levei para um canil, foi para casa dos meus avós no Alentejo porque infelizmente devido ás mudanças fiquei sem sítio para a ter.
Sei perfeitamente que ela vai ser bem tratada e aquelas coisas todas, mas não deixou de ganir que nem uma desalmada mal eu virei as costas para me ir embora.
Vim a viagem de volta quase toda a fungar e a pensar em outras coisas para não ficar à beira dum ataque de nervos.
Cada vez mais juro que não percebo os idiotas que se cansam dos cães e os deixam à berma da estrada e aceleram o carro.

Okay, eu sei que é só uma horinha de viagem, nem é assim tão longe, mas custou como tudo, gosto mais da minha cadela do que de muitas pessoas que conheço, e já estou com saudades dela.

Peço imensa desculpa, tenho uns quantos posts quase preparados, mas não estou com cabeça.
Hoje à noite vai haver farra, e é bom que seja da boa, porque estou mesmo a precisar.
Bom fim de semana.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Crise No Mas.

Corro o risco de me estar a repetir porque tenho a sensação de já ter dito isto no principio do ano, mas de qualquer das maneiras torno a dizer.
Estou completamente enjoado da crise.
Andamos quase todos numa fase de apertos (uns mais que outros), por exemplo mesmo que não esteja a passar fome tenho cortado em muitas coisas simples que agora não faço porque não há dinheiro. fazer o quê? queixar-me? e desde quando é que isso me ajuda a ficar com mais dinheiro? Não, o que não impede a crise de ser o tema principal na cabeça das pessoas.
É o tema de conversa de toda a gente, parece que Portugal estacou em frente à TV para ver tudo ruir em vez de mexer o cagueiro e fazer qualquer coisa.
Cansa-me chegar a casa e ver a apresentadora do telejornal no seu conjunto saia-casaco Gucci a dizer que o país está em categoria lixo (quando eu sinceramente acho que está mais na categoria "merda" de momento mas pronto).
Cansa-me fazerem 300 reportagens com pensionistas chatas a queixarem-se de que a refoma mal dá para os medicamentos todos (quando eu já ouvia essa conversa desde antes da crise).
Irrita-me que a crise seja desculpa para tudo o que corre mal na vida das pessoas, porque é mais fácil justificar a maioria dos fracassos que já vinham a preparar-se antes da dita cuja com uma coisa que os "ricos e poderosos" é que têm culpa.
portanto:
Como podem ver em cima, adicionei mais um selo ao header do blog.
Recuso-me a falar aqui de economia, a discutir cortes aqui e acolá. acho que vocês leitores não querem abrir o browser e levar com mais uma posta de pescada sobre um tema tão deprimente e sobre-falado.
A ideia disto não era partilhar mas pensei "meh, porque não?".
Quem estiver farto de ouvir toda a gente dizer que sabe a origem da crise, Quem acha que falar no assunto todo o dia não ajuda a resolver, quem está completamente saturado de conversas derrotistas, austeridades, Moodys, G20, G5, G2, Troikas e baldroikas, pobrezas (de espírito maioritariamente), cole no blog. quem não quiser não cole, só pus aqui o selo para fazer imagem pro post.

E vocês?
O que é que vos irrita mais em toda esta situação de crise?
Acham que as pessoas se apoiam um bocado na ideia da crise para se esforçarem menos?
Não se esqueçam, subscrevam, comentem, gostem no facebook e essas coisas todas ;)
[A ouvir: Music -September]
[Humor: Meh]

quinta-feira, setembro 15, 2011

Não gosto de dias maus



Aqueles dias em que tudo parece cinzento, pesado, monótono.
Fico sempre com a sensação que acordei e pus os óculos errados, ou então penso que me enganei no planeta.
Não me preocupo com questões existenciais, afinal sei sem sombra de dúvidas que existo.
Sinto sempre umas saudades imensas de casa, e isto não faz sentido absolutamente nenhum porque estou efectivamente em casa.
Parece-me cada vez mais - nos meus poucos dias maus - que não sou de cá.
E é cansativo. como se tivesse andado muito tempo à chuva e de repente todo o meu corpo pesasse mais meia tonelada.
Não sei muito bem o que quero.
Só sei que quero ficar sozinho e em silêncio metade do dia, e na outra metade quero ver gente (consistência semi depressiva portanto)
Deixo andar. sento-me no sofá e vejo a parede. leio, e fujo para a minha casa fictícia num outro planeta qualquer do qual vim provavelmente.
Talvez em pensamento consiga querer algo que efectivamente quero.
Quero cumprir planos que ainda nem fiz, e acreditar em coisas inacreditáveis.
Não deve fazer sentido, mas posso afirmar-vos com certeza que sentido não é uma coisa que tenha para dar e vender neste momento.

E por estas e por outras é que não gosto de dias maus.

segunda-feira, abril 11, 2011

Às gajas da minha vida.

Ontem à noite adormeci a pensar em escrever este post.
Não sou uma pessoa muito propensa a falar dos meus sentimentos e tal, aborrece-me e nunca sei bem o que fazer e acabo por dar origem a momentos constrangedores.
Não sou daquelas pessoas que andam sempre com aquelas fontes inesgotáveis de abraços e que tá sempre a dizer “gosto muito de ti”. Prefiro mostrar, e conto sempre com a percepção dos que me rodeiam para perceberem que eu gosto deles ou não.

Este fim de semana foi uma pequena fatiazinha de inferno, não porque me tenha acontecido algo de verdadeiramente mau ou muito grave, mais por uma data de pequenas coisinhas que se juntaram e me deitaram os ânimos de rojo.
E pus-me a pensar – em estilo de terapia – que sou um gajo com sorte. Afinal tenho uma data de gajas cinco estrelas para quem me virar.

Por isso este post é para elas, assim só pa me assegurar que percebem que são muito especiais, cada uma à sua maneira.

Nota1: Não vou contar com a minha mãe nesta lista, porque pronto é toda uma outra categoria, e porque já lhe digo muitas vezes por semana que gosto munto dela e não me quero pôr aqui a falar de família e porque toda a gente sabe que a minha mãe é a mais melhor boa porque é minha mãe, e chega desta conversa.

E sim, estou muito lamechas hoje, e sim ODEIO estar assim, mas que se lixe, o pardieiro é meu e eu escrevo o que me apetece xD:
  • À Sara – já devem ter visto aqui uma ou duas ou 50 referencias a ela espalhadas pelos posts que escrevo. E à Sara, porque ela não deve ter muito bem a noção do apoio que tem sido para mim nestes últimos tempos, porque me anima, e porque é uma pessoa muito especial. E porque já não me consigo imaginar a estar uma semana sem falar com ela. E pronto tas lixada, tens aqui um feio gordo chato e mau que gosta muito de ti, que se há de fazer?
  • À Joana – Porque conheço a Joana desde sempre e já é como um prolongamento de mim de uma maneira não kinky, porque nos entendemos mesmo sem dizer uma palavra e temos uma cumplicidade que muita gente vive uma vida inteira sem encontrar. E porque tem paciência para me aturar quando eu sei que estou completamente intragável, e porque fica a falar comigo até Às duas da manhã mesmo tendo aulas às 8 e tal no dia a seguir, e porque já vivemos muitas coisas juntas, e porque é uma ranhosa que está lá no cu de judas e já faz aqui imensa falta. E prontes, coise.
  • À Anita dos Limões – Porque me dá sempre conselhos, e nunca se esqueceu de mim. E porque falamos de tudo. E porque é uma maluca como eu. E porque é toda cheia de cerimónias mesmo quando não é preciso, e porque me trata como um igual…. E já agora, porque faz uns folares muito bons e já se aproxima a pascoa e mandar um praqui não era nada má ideia (LOL)
  • À cruz/Paula – Porque há 3 anos mais coisa menos coisa que começámos a falar, e tu de certeza que pensavas que eu era meio avariado dos miolos… e depois ficaste com essa certeza.
  • À Dizoca – Porque nós vamos fugir numa carroça de burros para a Roménia onde nos vamos casar e ter muitas criancinhas que vão aprender a falar português através dos cds do Tony Carreira. E porque ela me faz rir, e porque é uma badalhoca, e porque ela e eu somos os dois uns rebeldes progressistas que queremos tomar de assalto fóruns e pilhar e matar criaturas Shakirófilas (she knows what I mean).
  • À Sándra/Satella – Porque não nos falamos assim há tanto tempo quanto isso, mas mesmo assim consegues despertar em mim uma capacidade aparvalhadora imensa. E porque umas quantas vezes me ensinou palavras em chinês, mesmo que eu já não me lembre de nenhuma. E porque sim.
E podia-me ficar por aqui, mas ainda há mais dois grupos.
  • Às minhas leitoras – Porque elas (juntamente com os leitores, não se ofendam, mas pelo titulo obviamente que me refiro a elas)  dão propósito ao meu blog. porque graças a elas é que ele sobrevive e que aumenta de dia para dia o nº de visitas, e porque sem elas isto perdia um bocado a graça. Sim, porque eu não acredito no conceito de escrever um blog para o ar.  
  • Às minhas comentadoras – Porque vocês para além de lerem, perdem um tempinho para virem deixar a vossa marquinha. E é um outro estimulo, porque me estimulam a escrever sempre mais,  a pensar em coisas melhores, mesmo quando não tenho paciência para mais nada, só para ver as reacções que vos causo. Não vos refiro todas né, mas vocês sabem quem são, InÊs, BSL, Miss B, Sofia… e a lista continuava, mas a minha hora de almoço está prestes a acabar xD


Dizem que por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher. Bem não sei quando aos homens grandes, mas eu sou um homem médio e tenho estas todas, por isso vão à fava grandes homens.

Agora vocês:
Quando é que foi a ultima vez que disseram às pessoas importantes da vossa vida o quão importantes elas são?
Deixo aqui um desafio a todos os leitores e leitoras que tenham um blog:
Dediquem um post às mulheres (eles) e aos homens (elas) (ou se quiserem troquem) das vossas vidas! vá, quero ver essas palavras a fluírem, vão ver que alegram o dia de alguém.

[A ouvir: Heaven Has to Wait - Rachel Stevens]
[Humor: Lamechas]

quinta-feira, março 03, 2011

Perseguir reflexos não resulta em nada

Cansa procurar o sentido da vida.
O pote de ouro atrás do arco íris perde o apelo quando o arco íris começa a dar curvas e voltas.
Cansa porque não há direcções a seguir,
Cansa porque estamos sozinhos na busca do nosso próprio sentido.
Depender dos outros tira-nos esse sentido, descobrimos isso quando os outros não estão lá.
E cansa Porque as perguntas que fazemos não têm resposta.
Os porquês que largamos ao vento voltam para trás, ampliados pela falta de resposta.
Ele muda e transfigura-se consoante a sua vontade, camufla-se de nós, 
e confunde-nos com pistas falsas,
Numa altura da vida está em nós. 
depois passa para os outros,
Depois é o que esses outros pensam de nós, e o que nós pensamos dos outros.
Depois é o que nós pensamos de nós...
E quando damos por ela voltámos ao inicio com milhares de perguntas sem resposta, e sem rumo para uma busca sem fim 
E eu cansei-me de o procurar.
Vou parar de procurar... pelo menos hoje.
Por mais que odeie admiti-lo, deixar-me estar, observar as coisas a acontecer é muito mais prático... 
e verdade seja dita, sempre fui um excelente observador.
Talvez sem intervir nas coisas, descubra aquilo que procuro, 
ou pelo menos descubra aquilo que procuro procurar.
_______________________________________________________
Dia sem baterias... Hoje estou num.

Vou vegetar para o sofá, visto que a música me está a irritar, não me apetece ler e não me apetece falar com ninguém.
E vocês? o que fizeram da última vez que tiveram um?
Costumam acordar ou ficar muitas vezes assim?
Vá, comentem, leiam, subscrevam e gostem no facebook.

[A ouvir: Chasing Rainbows - Freddy McQuinn]
[Humor: Esgotado]

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Nostalgia

Nota não relacionada com o texto: Resolvi fazer uma página do facebook pró blog, mas como tenho imensa sorte, o widget não funciona, por isso a quem tiver facebook e quiser fazer “like” deste blog, vá aqui ;)


Ok, eu adoro esta música, mas resolvi usá-la mais por uma parte especifica da letra, do que pela mensagem no geral, que hoje não estou com vontade de falar de amores e desamores e é disso que ela fala.
A parte da música que queria mostrar era:
So long my love sick youngsters,
goodbye my use to be friends.
I remember each vacation,
each day we wasted,
it felt so different then.
e é exactamente sobre isto que queria falar.
Nostalgia.
Eu sou uma pessoa com tendência a ter enormes ataques de nostalgia (embora não seja uma pessoa triste, fico facilmente melancólico e com isso vem a nostalgia em doses cavalares).
É engraçado porque basta uma pequena coisa para despoletar um enorme jorro de recordações, e só passado imenso tempo param, quando já estou cansado de me lembrar do que já foi e de o comparar com o que ainda é.
Nunca ao passarem em algum sítio, algum cheiro, ou ruído, ou uma imagem específica vos transportou para as vossas recordações?
Todos os verões, sempre que passo numa loja qualquer que seja frequentada por turistas daqueles que se banham – literalmente – em protector solar, sou imediatamente arrastado de volta aos meus 7 anos.
Vivo desde pequeno numa cidade costeira, e todos os verões ia com a minha mãe (e umas poucas vezes com o meu pai) para a praia, que ainda ficava a aproximadamente 3/4 quilómetros de minha casa, e não tendo carro, íamos a pé pelas ruelas, e parávamos em imensas lojinhas de artesanato, ou a comer gelados, ou sentávamo-nos nos bancos que ficavam em pequenos parquinhos pelo caminho.
E por mais distraído que esteja na altura, sempre que passo por esse cheiro lembro-me.
E fica sempre aquela sensação que é um bocadinho complicada de passar para palavras, porque não é um sentimento fixo, e nem sempre se sente da mesma maneira.
Fica-se com aquele sorriso distante na cara, e uma certa apreensão, como se provássemos um doce que não sabemos como saborear, sendo por isso difícil decidir se gostamos ou não dele.
Quantas vezes já abriram um álbum de fotografias, olharam para alguma em específico e se lembraram exactamente de tudo o que se passou naquele momento em que a foto foi tirada, e acabam por ter um flashback momentâneo?
Ainda na semana passada falei sobre como as pessoas conseguem morrer para nós, sem que nos apercebamos… e quando elas não morrem?
O que é comum em todos os acessos de nostalgia é aquela sensação de que alguma coisa parecia diferente na altura.
Não pior, não melhor, apenas diferente.
O gelado que comia parecia-me mais doce, mais frio.
As cores eram mais vivas, e tudo era maior.
Na altura em que tiramos fotos com antigos amigos, a ligação que partilhamos era quase inquebrável, as promessas infindáveis, e todo o tempo do mundo esperava por nós.
Ao olharmos agora para essa mesma foto reparamos que muitas vezes já nem conhecemos as “versões actuais” das pessoas que habitam essa fotografia, mas ainda assim não deixamos de nos sentir qualquer coisa, mesmo sabendo que nem tínhamos assim tantas coisas em comum, nem nos conhecíamos tão bem, e que nem estávamos muito interessados em tentar fazê-lo.

E de vez em quando ela volta, sem aviso ou motivo, e damos por nós a pensar no que terá mudado, para além de nós mesmos, porque embora pareça simples, nessas alturas não encontramos nenhuma resposta plausível para esta pergunta.

Ficam facilmente nostálgicos?
O que vos costuma causar esse sentimento?
O que acham que muda para além de nós próprios?
Acham que há uma “boa” e uma “má” nostalgia? assim ao estilo de se ficar triste ou feliz consoante?
Não têm nenhum cheiro “de estimação”? e um som? um cenário? um sabor?
Comentem o assunto, leiam, "laikem" e subscrevam!

[A ouvir: All the boys - Keri Hilson]
[Humor: Ahm... Nostálgico né? xD]

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Alguma vez mataram alguém?

Eu tive um amigo, chamemos-lhe J, e passados uns quantos anos de convivência acabamos por nos afastar, por diversos factores (que agora não vêm ao caso), até que a dada altura acabei por me “desamigar” – esclareçam aqui esse termo - dele por, não o considerar assim tão amigo quanto isso, e pela distancia, e por todos os factores dos quais (não) falei acima.
Aqui há uns dias estava a ver TV, e por causa de uma expressão qualquer que disseram na altura, lembrei-me dele (Sabem, quando alguma coisa fica para sempre associada a alguém, não importa quanto tempo se passe?)

E então aconteceu-me a coisa mais estranha.
Sabem aquela sensação de quando vão dizer alguma coisa, mas se esquecem do quê?
Eu não me lembrava dele.
E fiquei aproximadamente 5 minutos congelado a olhar para a televisão sem ver efectivamente nada do que se estava a passar, enquanto percorria as minhas memórias a tentar dar sentido À tal frase que associei àquela pessoa… mas não consegui.
Quer dizer, eu lembrava-me dele, eu sei que o J existiu e que nos demos relativamente bem, mas não me lembrava dele como uma pessoa.
Lembrava-me dele como me lembro do sofá da casa da minha avó, aquele que ela tinha quando eu tinha 8 anos.
É uma espécie de ideia base, uma vaga memória ou uma referência de algo que esteve lá, mas já não está.
Não me lembrava de como era a voz dele, De se ria alto ou baixo, De se dava gargalhadas, de se tinha os olhos castanhos pretos verdes ou azuis, de se era crava ou se cantava bem.
No lugar onde esteve um dia uma pessoa no meu cérebro, formou-se um borrão impreciso (muito ao estilo da imagem ao lado). Uma mescla indefinida de uma existência que já não existe para mim.
Já não era uma pessoa.
Já não era, simplesmente mais do que uma sombra a preencher as réplicas dos cenários onde o verdadeiro J um dia esteve dentro da minha cabeça.
É uma situação complicada de descrever, que sinceramente não tem nenhuma carga emocional, a não ser a frustração com que fiquei por não me conseguir lembrar de porque é que fiz a associação entre aquela frase e aquela pessoa que não passa afinal de um estranho que num outro tempo acabei por conhecer.
Até comentei com a Cruz que é muito raro isto me acontecer.
Sabem como em todos os filmes, novelas, livros e por aí com carga emocional em que morre alguém, há quase sempre aquele típico comentário”O *nome do personagem morto* estará sempre vivo enquanto te lembrares dele” ?
Acabei por perceber finalmente o que quer isso dizer.
E nessa altura soube que matei o J.
Não foi preciso dar-lhe um tiro, atropelá-lo, ou desejar que ele morresse com todas as forças dentro de mim.
Não houve armas.
Não houve sangue.
Não houve velório.
Não houve lágrimas.
Mas houve uma morte.
Não o matei deliberadamente (acho eu) nem de forma brusca e enraivecida.
Deixei que a sua memória morresse no meu interior até se tornar numa mera referência na minha cabeça.
E o que me fez mais confusão no meio disto tudo foi pensar que não senti nada ao aperceber-me disto.
Não senti nada.
E quanto mais pensei no assunto, mais percebo que como o J, tenho umas outras tantas “sombras” a vaguear pela minha memória, por exemplo:
Tenho a B, a minha maior crush de verão dos últimos 4 anos +-, sei que era morena, e lembro-me que usava muito perfume e que tinha a pele extremamente macia – Não sei o que vos passou pela cabeça mas eu passava-lhe imensas vezes o bronzeador – , mas não me lembro de mais grande coisa.
Ou a Daniela (Ok eu tinha de dizer este nome porque prontes) que foi a minha melhor amiga dos 10 aos… 12 anos +- e só me lembro que tinha a cara muito redonda e usava trança.
Ou do F, que ia lá à minha casa imensas vezes e com o qual fiz o primeiro acto de vandalismo (que envolvia um pedregulho maior que a minha cabeça e um carro. Não foi bonito, vos asseguro), e só sei que ele usava óculos redondos.
Não é preciso odiar alguém para que essa pessoa morra para nós.
Eu não odiava nenhuma destas pessoas (até gostava imeeeenso da B), mas elas morreram todas uma a uma “pelas minhas mãos” e sem grande coisa que eu pudesse fazer, até serem apenas silhuetas do que foram ou representaram para mim.

E eu pergunto-vos:
Já “mataram” alguém?
O que acham que é preciso para que tal aconteça?
Conseguem dar outro ponto de vista nesta sensação tão estranha? Ou interpretam isto de uma outra forma?
Alguma vez reencontraram alguma pessoa que tenham “matado”?
Se sim, qual é a sensação (nunca me aconteceu)?
Digam o que acham do assunto, subscrevam, e leiam ;)
Ah e não se esqueçam da votaçããão!

[A Ouvir: Drive -Dana Fuchs]
[Humor: Pensativo]

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Partilhas musicais

Estas ultimas semanas ando nas redescobertas musicais.
Juntando a isso que me aborrece de momento estar com grandes testamentos e receber as mesmas, Agora queria algo diferente.
Ando a viajar pela minha curta vidinha musical, e a ouvir novamente aquelas músicas que ouvia há 10 anos (o que até nem foi há tanto tempo assim, mas para mim já é uma meia vida)

E com 10 anos eu ouvia isto:



E é engraçado, porque mesmo com 10 anos em cima, não acho que esteja assim tão pirosa como isso. Claro que isto se calhar tem a ver com o facto de eu ser um bocadinho facilmente nostalgico... ou então foi porque sempre tive um gosto impecável *cof cof*.
Agora queria uma coisa mais interactiva
Partilhem aqui:
Uma música que vos tenha marcado há dez anos atrás.
E uma música que vos tenha marcado quando tinham 10 anos.
E uma música que vos tenha marcado mais recentemente... quando estavam nessa faixa etária.
Não interessa se acham que é mega pirosa, ou se agora odeiam, o que era giro era compararem, os vossos gostos actuais e os antigos.
E eu depois pego nas musicas q gostar e ponho-as na página das músicas, que anda às moscas xD

[A ouvir: Keke Palmer - Edit (You out my life) ]
[Humor: Nostálgico]

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Das Rotinas

Viver num loop infernal chamado simpaticamente de "rotina" queima-me por dentro.
Inspirar todos os dias pequenos goles de mesmice é feito de maneira quase automática 
E a dada altura deixamos de pensar nas possibilidades para além das que fazemos de costume.
A rotina mata-nos lentamente, e nós estamos bem com isso.

Eu sei que há quem ache que a rotina é uma coisa fundamental, e que o ser humano se apega a ela por ter uma noção de estabilidade maior quando sabe como se vai processar o dia.
E em parte eu até entendo o ponto de vista, faz sentido, não ter que me preocupar com todos os detalhes do dia a dia por já saber que vou proceder de forma A, B ou C assim de maneira intuitiva. Não vou acordar de manhã e pensar o que vou cozinhar para o pequeno almoço (ok no meu caso não penso mesmo porque não tomo pequeno almoço) porque já estou habituado a fazer omeletas com fiambre (ok primeiro exemplo que me ocorreu).

Mas isso não funciona comigo.
Não sou pessoa de me acomodar.
Não gosto de estar parado.
E colar-me a uma rotina aborrecida é o mesmo que estar parado.
Aliás, é pior.
Sinto-me uma marioneta presa numas mãos enormes invisíveis e controladoras, que me ofuscam os pensamentos e me pré-programam, como se por muita vontade própria que exerça no meu dia-a-dia, não me vá servir de nada porque sei que não vou sair do lugar.

A rotina está lá, na vida de toda a gente, e manifesta-se sempre da mesma forma, é basicamente como o barulho do transito. Pode fazer um bocado de impressão inicialmente, mas mal nos habituamos a ele deixamos de o ouvir completamente.

O que para muitos é um apoio e uma certa segurança, para mim é no entanto um obstáculo.
Eu entendo perfeitamente que a rotina é necessária e blablabla, mas embora tenha todas essas noções só consigo coexistir com ela se sentir que estou a fazer algo de útil ou preze roso (ou os dois ao mesmo tempo).
Caso contrário é basicamente como se me mostrassem uma paisagem magnífica mas me mantivessem preso num labirinto de vidro.
Vejo tudo, e fico com vontade de explorar todos os recantos dessa tal paisagem, mas acabo por só poder seguir os caminhos que o labirinto me permitir.

E eu ODEIO essa sensação de impotência.

A rotina está lá, e por vezes estorva-nos.
Porque temos o dia planejado para acontecer de determinada forma não temos espaço para os fantásticos imprevistos que podem resultar em qualquer coisa fortuita.

Nunca vos apeteceu ser uma outra pessoa?
Não falo no sentido figurativo, em mudanças de atitude e de forma de encarar a vida, e de crescimentos e blablabla, que resultam em encararmo-nos como pessoas diferentes após essas mudanças.
Falo do sentido literal. De experimentar uma outra vida que não a vossa, nem que por um dia?
Ver o mundo com outros olhos, não lidar com os nossos problemas, ou com a falta dele.
Não lidar com a nossa vida, pelo menos durante um curto período de tempo.
Eu já tive essa vontade umas quantas vezes.
Gostava de acordar um dia e ser piloto de aviões, por exemplo.
E depois ir-me deitar e voltar ao dia a dia costumeiro.
Só para ter a noção de como era. Só para não ver sempre as mesmas caras, ter as mesmas conversas, ler as mesmas coisas, ver os mesmos programas, e repetir isto tudo dia após dia após dia.

Ou então acordar um dia como outra pessoa qualquer e mandar toda a gente com quem não engraço à merda. Vá riam-se, mas obviamente que não vou mandar toda a gente que não caiu nas minhas graças à merda num dia normal.

Posso contemplar uma ou duas alminhas sortudas com essa glamouroso deleite, mas se fosse a toda a gente ficava logo sem voz quando chegasse a um quarto da lista. Se fosse outra pessoa qualquer não havia problemas, pelo menos pra mim.

Não estou com isto a entrar numa onda de “Ai odeio a minha vida e vou-me queixar disto aqui no blog, qual consultório sentimental”, é mais numa de “Queria que acontecesse alguma coisa de interessante na minha vida” aka “Estou entediado de morte com a minha vida ultimamente”, Ah e juntem a isto um “estou a chocar uma constipação maravilhosa” e têm a situação actual por estas bandas.

E vocês?
Como lidam com a rotina?
E como a quebram?
Gostam de imprevistos ou preferem saber como se vai processar tudo no vosso dia?
Já tinham pensado ser um outro alguém ou só esta mente demente é que pensou nisso?
Se pensaram, que lugar gostavam de ocupar por um dia?
Já abdicaram de muitas coisas em prol das rotinas?

PS: eu era para responder aos comments todos hoje, mas deu-me a preguiçaç. não me odeiem muito xD


[A Ouvir: As Horas-Marjorie Estiano]

[Humor: Bored]

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Day off

Hoje a minha avó Edeme Faz anos(eu dizia que eram entre os 69 e os 73, mas no fim são 67).
Eu ainda nunca desejei parabéns a ninguém da minha família via blog, e nem vai ser agora que vou começar a fazer

À minha família dou os parabéns ou por chamadas telefónicas intermináveis ou ao vivo, ou até em sms, por coisas que sei que eles vão de certeza ver ou ouvir, ou sentir.
deixo os sentimentalismos blogosféricos para todos os outros.

Eu vou pegar no carro e na minha mãe e vamos passar o dia no Alentejo. vou lhe dar uma beijoca de parabéns e ouvir um belo "Ai filho, tás tão magrinho, não andas a comer nada" mal me ponha as vistas em cima, comer um bolo daqueles cheios de creme e uma data de porcarias, e ajudá-la a limpar a casa de banho.
Sou mesmo o netinho de sonho... ou não.

Por isso não esperem um post, nem respostas aos comments hoje .
A ideia deste post era sugerir-vos que dêem um beijinho aos vossos familiares.
Não vos custa nada e vão ver que o dia vos corre melhor.

PS: Para quem estiver interessado, a Claudjinha ontem sugeriu que eu lhe mandasse os posts via e-mail. então eu que sou uma pessoa extremamente querida, fui à procura de como se deixava as pessoas subscrever o blog via e-mail. e aí têm em cima dos posts uma caixinha onde inserem o mail, e recebem automaticamente as postagens todas as vezes que forem publicadas.

[A ouvir: Que Pena (Ela já Não Gosta mais de Mim)-Jorge Ben]
[Humor: Feliz]

sexta-feira, dezembro 10, 2010

O universo de Dor contido numa caixa da movilflor

Hoje foi dia de bricolage e construção aqui por estas bandas.
Depois de um dia inteiro de bricolage com os papás, a hipótese de pegar num isqueiro e incendiar a árvore de natal parece bastante apaziguadora para a mente.
A sério.

Acho que já tinha referido por alto estes maravilhosos momentos familiares neste post
Mas como eu sou uma
pessoa boazinha (NOT), resolvi explicar-vos no que consiste um dia de Bricolage com a Família do Ricardo.
O dia de bricolage hoje durou 10 horinhas mais coisa menos coisa.
De fácil montagem:

Num dia de Bricolage é basicamente assim que as coisas se processam:
Pais compram a Mesa “rainha Sofia com rebicoques vermelhos e um aileron central de fácil montagem”
Pais descarregam a mesa dent
ro da caixinha e dizem: “vamos montar esta mesa”
Ricardo abre a caixa e tem uma síncope quando vê as 555 peças sem contar com os parafusos e as porcas, e com a lixa para melhorar o polimento lateral.
Ou seja, a mesa rainha Sofia só fica montada 5 horas depois. Mesmo que na embalagem diga que demora 10 minutos a montar.É adorável como em vez de simplificarem, eles parecem fazer as instruções difíceis de propósito para despertarem o psicopata dentro de mim.
Ele são peças B1 B2 B3 B
4 B5 e a B 5.5 que é uma peça que encaixa na D9 que encaixa na A2. Aff…
“ISSO NÃO É ASSIM”

Os meus pais são as duas criaturas mais prestáveis que existem à face do planeta. Principalmente quando eu quero que me desamparem a loja.
Depois do choque de organizar as peças todas da mesa rainha Sofia, começo a montar como diz nas instruções. Mal encaixo duas peças lá aparece um deles a berrar comigo porque estou a montar aquilo tudo mal e a querer rectificar.
Depois de montes de berros e insult
os (ah, a harmonia familiar) apercebem-se que estão a ver as instruções ao contrário e que eu estou a fazer bem.
Organização, organização, organização.
Estão a ver aquela caixa de ferramentas?
Eu chamo-lhe o “vórtex de inutilidades”.
Esta caixa tem uma peculiaridade.
Por algum motivo sobrenatural, eu chego a arrumar 5 vezes esta caixa de ferramentas ao longo da utilização. Mas se a fecho e volto a abrir, está numa bagunça (suspeito que tenha a mãozinha santa do meu pai metida ao barulho por uma ou duas vezes, mas não consegui apanhá-lo no acto de desarrumação, por assumo que seja um poltergeist que vive lá dentro).
E o meu pai tem 6 caixas de ferramentas nesta linda figura. O que deveria ser um simples “passa-me a chave de fendas” torna-se num capítulo alternativo das crónicas de nárnia (tipo que eles vão dar a nárnia por abrir o armário), em que descobrimos tudo e mais alguma coisa, desde pastilhas, a preservativos velhos (true story) ou palminhas de sapato.
E quando estamos quase a arrancar os cabelos de frustração, a m*rd@ da chave de fendas aparece do nada.
“Onde é que estááááá…”
Esta frase ecoa nos meus ouvidos livremente durante os dias de bricolage e construção. 90% das vezes sou eu a montar as coisas, mas os meus pais é que andam furiosos á procura das coisas. Ou do lápis que têm no bolso das calças. Ou do telemóvel que está á frente deles na mesa, ou da porra do martelo que acabaram de arrumar na caixa.
Momentos Zen
Eu sou uma pessoa extremamente paciente.
Aguento muuuuito bem as coisas, mas para tal tenho que fazer a minha terapia auto prescrita.
Eu sei que sou uma pessoa horrível, mas dependendo do dia – porque há dias em que a minha mãe está insuportável, e outros em que é o meu pai. E outros em que são os dois - imagino que em vez de estar a aparafusar uma porca estou a sufocar a minha mãe com a chave-inglesa, e em vez de martelar o prego imagino que é o meu pai. Parece muito cruel, mas ajuda a não efectuar mesmo as acções.

Por fim, a mesa está montada. Eu esfolei-me a montar aquilo, martelei um dedo e tive quebra de tensão desmaiando e batendo com a testa no pé da mesa. Estou todo partido, mas mal me sento no sofá só oiço:
“Ai estou super cansado/a”
Mesmo que só tenham passado as ferramentas, ou aberto a caixa, os meus pais estão sempre podres de cansados. Claro que há vezes em que fazem mesmo muita coisa e têm motivos para ficar cansados.
Mas isso é só 40% das vezes.

No fim do dia de bricolage, acabamos os três de trombas, cansados, mas com uma maravilhosa mesa rainha Sofia com rebicoques vermelhos e um aileron central no centro da sala de jantar.

E vocês?
Algum ritual familiar adorável a partilhar?
Alguma coisa que adorem tanto fazer como eu adoro a bricolage em família?

PS: Serei eu a única pessoa que ficou com uma espécie de medo dos fãs da Lady Gaga? assim daqueles com as perucas e os batons e o glitter? fui? oh, ok.

[A Ouvir: You didn't-Shayna Steele]
[Humor: Psicótico]

quinta-feira, dezembro 02, 2010

O Natal é quando um Homem quiser... e se um cão quiser, já não é natal?

Este Feriado que passou foi basicamente dividido em duas grandes fases. a 1ª, uma excitante manhã de bricolage com o meu pai, que envolveu cimento muita chuva, frio e palavrões. a verdadeira mistura da qual os sonhos são feitos... ou não.
A segunda metade foi passada literalmente a vegetar no sofá e a babar as almofadas da sala. um feriado extremamente interessante e cheio de adrenalina que misturou a sensualidade dum trolha e o sexappeal dum reformado.
Para dar um certo colorido às coisas, a minha net andou outra vez possuída por alguma criatura do demo (pelo menos consegui mandar as coisas que tinha em atraso, pelo meio das quebras de linha que só pararam lá pra meia noite. escusado será dizer que nem quis meter os pés no blog.
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Como já é Dezembro achei que o blog precisava de um novo visual. como não queria nada muito pesado, virei-me pras bolas de natal.
e então lá fiz isto.
tem uma data de ligações, descubram-nas xD.
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Agora hoje era para vir fazer um post extremamente interessante.
mas depois aconteceu uma coisa muito gira, e então gramam com isto.
Eu desde pequeno que tenho a pancada pelos animaizinhos (do género de ir fazer festinhas a um cão a espumar da boca e só depois me lembrar que aquela espuma podia ser raiva ou assim... mas suspeito que o bicho tinha mais medo que eu o mordesse que o contrário xD).
E Nunca pude ter um cão em casa... até há uns 5 meses +- que foi quando adoptei o Lee (ou Li, nunca me preocupei em como se escreve e o bicho não tem documentos).
Conheçam o Lee... ou Li.
Agora é aquela parte em que vocês pensam "Oh Deus, mais um post a elogiar o bichinho de estimação"
Oh não.
O Lee - como não podia deixar de ser - não é um cão muito normal.
O Lee cheira os pipis e as Lolós às pessoas todas (pervertido)
O Lee não suporta pessoas em cima de uma Bicicleta (acho que não gosta é de bicicletas) por isso Loira, nada de vir fazer BTT pra estas zonas xD
O Lee tem tracção ás quatro rodas e uma vez ia me deslocando o ombro porque por algum motivo estranho resolveu perseguir um rebanho de ovelhas, e esqueceu-se que eu estava na outra ponta da trela.
O Lee faz tanta força a puxar a trela que já chegou a dar um arroto da força que fez - oh sim, tenho um cão que arrota. que must.
o Lee deve cagar umas 50 vezes ao dia 1 kg de cada vez. Não lhe interessa onde está... e eu é que costumo limpar quase sempre.
E hoje o Lee conseguiu-se escapulir do nada.
E eu passei-me
passei-me primeiro porque ele fez um belo servicinho e depois é que fugiu. O que quer dizer que aina tive que limpar aquele presentinho.
E depois porque como o Lee é esgroviado e não sabe andar, só correr, pensei em aproximadamente 500000 maneiras de como ele ia morrer atropelado por um camião tir, ou de como os Drogados que vivem ali numa casa abandonada, iam fazer Guisado de Lee.
E foi assim um maravilhoso drama.
e já estava a pensar vir aqui pro blog fazer um daqueles posts "se encontrar é favor devolver, mesmo que faltem peças".
E depois de 2 horas de preocupação, o Lee salta-me pra cima com um cagalhoto colado ás costas.
E eu começo a pensar que o meu cão tem uma espécie de fetiche qualquer bizarro...
Escusado será dizer que a ideia pro Post se foi á vida... logo escrevo amanhã.
No entretanto... Alguém me quer ajudar a lavar o Lee? xD

Mesmo que não tenha grande assunto podem sempre comentar o novo Look. Gostam? Não Gostam? vá comentai qualquer coisa. falem mal dos vossos animais de estimação que eu não repreendo. por agora lá vou eu responder aos comments em atraso.
Ai a minha vida...

[A Ouvir: Insomniatic -Aly&AJ ]
[Humor: Aliviado]
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