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sábado, novembro 27, 2010

Aparentemente a minha internet este fim-de-semana mantêm-se de pé tanto tempo quanto o badalo de um velho de 90 anos sem viagra.

...Ou menos.
Por algum motivo sobrenatural, este fim de semana(tecnicamente é desde sexta feira) fui abençoado com um wireless Idiota que cai a cada 3 minutos.
O que é óptimo, porque estou desde de manhã a tentar ter uma conversa no msn, fazer um post aqui na joça e ler blogs alheios, mas a mensagem que mais leio é “sem ligação”.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH.
Tinha um post mesmo giro para publicar, mas como esta coisa idiota nem me deixa carregar uma imagem sequer, parece que vai ter que esperar até eu ligar para a SAPO com uma ameaça Bombista.
Tenham um bom fim-de-semana, e não se preocupem que respondo aos vossos comments assim que os conseguir ler decentemente (e a uns que tinha lido decentemente mas tinha deixado pró dia seguinte e que deu nisto).
(para terem uma ideia da situação deprimente, este post foi feito no Word, e fiquei à espera que a internet ligasse para colar á pressa e publicar sem sequer editar grandes coisas (devia saber decor a porcaria dos códigos de tamanhos de letra, mas nãããão xD)

[A Ouvir: Run Away From Trouble-Frankmusik ]
[Humor: Hum… Hello? Furioso xD – o panda tirou folga]

quinta-feira, novembro 25, 2010

Uma imagem vale mais que mil palavras... e uma música vale mais que mil imagens

A Sara diz "And I don't feel like singing tonight, the same song"
E eu estou assim.
(adoro completamente esta música, e sim, hoje a música está lá mais para ser ouvida do que para servir de exemplo)
Podia escrever imensas coisas, mas hoje não me apetece escrever muito.
Estou apinhado de ideias, mas hoje não acho que ninguém mereça lê-las
Não estou com vontade de vos pedir comentários, ou que leiam, ou que façam o que quer que seja, porque honestamente hoje tenho a sensação que era o mesmo que pedir a um Dedal para me cozinhar uma mousse.
Não estou com um humor definido para o publicar aqui. deixo-vos com a imagem que preencheu a minha retina hoje... porque é por isto que gosto do outono.... e Porque como diz o Titulo, uma imagem vale mais que mil Palavras.


Não se preocupem que amanhã já estou outra vez tagarela... ou depois, depende de quanto tempo eu ache que devo ficar assim.
E tenho dito.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Já Dizia o anuncio do Sumol... sejam originais

Originalidade
nome feminino
1. qualidade de original
2. criatividade; inovação
3. singularidade
4. excentricidade, extravagância
(De original+-i-+-dade)

Sempre me considerei uma pessoa original, nem me vou por aqui com falsas modéstias. Não estou com isto a dizer que sou melhor que alguém. Mas gosto muito de poder fazer coisas diferentes que a maioria das pessoas simplesmente não faz, apenas para afirmar que é das pequenas diferenças que somos feitos.
Nem toda a gente é assim, há pessoas completamente formatadas que pensam e agem em massa, mesmo por predisposição, e só dou graças aos céus de não ter nascido assim.

Muitos esforçam-se para serem originais… o que nem sempre dá bom resultado. Olhem por exemplo os grupos sociais.
Tá muito na moda as pessoas serem alternativas, porque sai-se da corrente normal de pensamentos e actos e bablabla (e porque é uma desculpa para usar piercings e rastas vermelhas e dizer a toda a gente que o fazem porque “são alternativos”) mas na realidade as pessoas alternativas acabam por ser uma esécie de cópias umas das outras, porque por sair do mainstream acabam por se ajuntar e copiar comportamentos umas das outras, matando até grande parte do que era único. (óh prós góticos como exemplo. Caveirinhas, xadrez preto e muita maquilhagem, é tudo igual, na sua tentativa frustrada de ser diferente.)

O meu lema pessoal -que já disse a uma data de pessoas - é algo do género "vou tentar sempre fazer algo diferente. pode ficar uma bosta, mas pelo menos não há bosta igual"
Óh o meu blog por exemplo.
Desde que o criei que tinha a pancada de o tornar único. Comecei pela coisinha de assinar com os pandas, porque nunca tinha visto ninguém fazer algo do género… e passei pros looks, não só por gostar do lado estético da coisa, mas porque queria chamar a tenção dos leitores (e uma imagem diferente chama muito mais a atenção).
andei uns meses com um template que saquei dum site, mas ia tendo uma sincope quando descobri outro blog a usar o mesmíssimo template.
e quando vi isso fiquei acordado até às 4 da manhã a fazer o meu 1º template. que ficou horroroso BTW.
mas ficou diferente.
De certeza que ninguém tinha um igual pela net, porque o fiz eu e o usei só para mim.
E só isso dava me uma satisfação imensa de vir aqui ao blog, porque sabia que tinha feito alguma coisa verdadeiramente única (não sei se repararam que não disse que era lindo, só diferente xD)
E infelizmente a originalidade está a desaparecer.
Já ouvi muitos "colegas" bloggers queixarem-se de como há falta de imaginação na blogosfera ,e uns outro tantos que até tiveram o azar de serem copiados (Até já me dei ao trabalho há uns bons meses de me registar num site de copyright só pra evitar cá merdes com pessoas sem imaginação xD) e até eu já vi um post baseado num que eu fiz ainda foi só um mas pronto. não sou famoso não posso pedir muito mais.
Aqui há uns dois anos inscrevi-me num fórum (sim eu também andei nos fóruns) e havia por lá concursos de wallpapers, e signs e avatares e por aí - foi assim que aprendi a mexer no photoshop aliás - e houve uma fase em que apareciam pessoas que se limitavam a pegar no trabalho dos outros e copiar à descarada ou a pegar nesse mesmo trabalho, alterar ligeiramente e dizer que era um original.

E eu achava isso completamente idiota.
“E Porquê?” – perguntam vocês
“Porque perde a piada toda copiar qualquer coisa, seja de que forma for” – respondo eu.
A ideia de qualquer um dos casos é criar-se algo.
quer seja nos blogs, quer seja a fazer qualquer tipo de montagem.
E por muito difícil que seja de compreender, pegar em peças disto e daquilo para fazer outra coisa não é propriamente uma boa ideia.
Leiam o Frankenstein, e comprovam a minha teoria.
Acabamos por ter uma espécie de amostra deslavada do original.

Criar é uma das coisas mais priviligeadas que temos ligada à condição de ser humano. não percebo porque é que as pessoas não o sabem aproveitar muitas vezes.
O imaginar algo que não existe – não interessa o quê, um texto, uma música, uma imagem, algo que não haja no nosso universo de percepções. – O tentar e falhar em reproduzir o que apenas conhecemos intuitivamente, da nossa cabeça, até ao final quando conseguimos fazer exactamente o que imaginámos de uma maneira que talvez nem tenhamos pensado.

Acho que passo por esse processo de criação em cada post que faço, o que me leva a pensar onde e que está o gozo de pegar nalguma coisa que não é nossa, copiar parcial ou completamente e afirmar que é nossa? No fundo sabemos que não é.
E por mais sucesso que faça não é verdadeiramente nossa porque não passámos pelo processo de criação.

Será que anda a desaparecer a capacidade das pessoas para inovar? para serem bons por apenas serem diferentes?

Um exemplo disto são as versões.
No cinema e no mundo da música, as versões são uma coisa completamente normal. Pegar numa música ou num filme já existente, e entregá-lo a uma nova voz, ou a novos olhos (realizador) e cruzar os dedos para que tudo corra bem.
As versões são uma coisa muito difícil de classificar porque a meu ver, algumas versões conseguem ser muito mais originais que o tema original, porém o original tem sempre um maior impacto… o que não me deixa decidir qual é melhor no geral, tendo uma opinião diferente quase de caso para caso. Pelo menos a nível da musica, porque a nível dos filmes o original é quase quase quase sempre melhor.
Rara é a excepção.




Neste post as músicas são novamente um exemplo e não o assunto do post. (acho que ainda não fiz um post em que tenha usado uma música sem ser para exemplificar algo BTW xD) oiçam as duas e avaiem.
A 1ª (da apetitosa Cheryl Cole… beeewbs) foi editada 1ª que a 2ª (cantada pela Ingrid. se reconhecem a voz, é aquela que canta “I just wanna be okay, be okay, be okay), sendo por isso oficialmente a versão original… no entanto parece que a 2ª parece ter alguma coisa que não sei explicar. Parece sair mais naturalmente.
Alguém sabe porquê?
Porque a musica foi na verdade escrita (e/ou composta, não tenho a certeza) pela Ingrid, a 2ª cantora.
O que lhe parece dar uma maior naturalidade a cantar a música do que a Cheryl… e neste caso, qual das musicas deve ser considerada a original? Por um lado, a 1ª versão foi editada em 1º lugar cronologicamente, o que lhe dá a vantagem de tempo de existência maior.
Mas por outro lado, a 2ª versão é cantada pela compositora. Por quem efectivamente criou a música.

E vocês?
O que pensam?
Qual das duas versões da música é a mais original?
E qual deve ser considerada a “versão” ou o “cover”?
Porque acham que cada vez mais é difícil ver coisas originais seja a que nível for?
Já alguma vez foram plagiados em alguma coisa?
Já alguma vez copiaram alguém?
Versões no cinema e na música, sim ou não?
Uma coisa tem mais valor por ser diferente, ou preferem algo que se misture melhor a multidão?
É melhor uma coisa muito boa mas banal ou uma coisa razoável mas completamente única(sendo que talvez ganhe um pouco por ser diferente)?
Acham este blog - e o autor por arrasto – original? (se não acharem eu descubro onde vocês moram e dou-vos com uma soca de madeira na testa ^^)

[A Ouvir: Oh No! - Marina And The Diamonds]---> um bom exemplo de criatividade. muy buena
[Humor: Inspirado]

sábado, novembro 13, 2010

5 coisas quem me fazem gostar do tempo frio

Está frio.
contrariamente ao que seria de esperar, adoro o frio.
como no inicio do Verão, fiz este post, achei que era boa ideia fazer um post irmão, né?
  • Tempo de Cachecóis e golas alta, finally: Quem me conhece sabe que tenho uma pancada por cachecóis. para vós que não me conhecem, tenho mais de 30, and growing. o cachecol é a combinação perfeita de acessório e aquecimento, e bem, tenho pescoço... por isso há sempre a desculpa para os usar. no tempo quente andar de cachecol não é lá muito agradável xD.
  • Chuva: Okay estão a ver o clichÊ de gostar de estar deitadinho a ouvir a chuva... isso não é pra mim. gosto mesmo de andar à chuva, encharcar-me até ao osso e sentir-me gelado. de pisar as poças e de sentir o cheiro maravilhoso a terra molhada que a chuva deixa para trás. e depois de uma chuvada, uma muda de roupa seca e uma cama quente são o melhor que há.
  • O Dilema do Chocolate quente: Embora eu goste muito de doces, o meu maior sonho de consumo sempre foi deitar-me no sofá a ver um filme/série/ler/do whatever, enquanto estava enrolado nas mantas e a beber chocolate quente. e consegui sempre fazer tudo muito bem... menos a parte do chocolate quente... que saia sempre um liquido estranho nada apetecivel, espesso ou cheiroso como os das revistas e filmes. como eu sou uma criatura de objectivos fixos corri a net á procura de receitas... mas todas as que encontravam eram basicamente leite com chocolate em pó... que nem é preciso receita pra fazer, no outro dia peguei, fui ao supermercado e acabei por me aventurar... e a primeira taça de chocolate quente que fiz há umas semanas saiu com uma propriedade especial: capacidade de causar diabetes com mais de dois goles. demasiado de tudo, doce como o caraças. Hoje, quando vim do centro de saúde, consegui aperfeiçoar a receita. o resultado é o da foto acima.
e como no verão dei uma receita de granizado, no Outono/Inverno dou uma de chocolate quente:
  • Chocolate de culinária (ou preto, se gostarem de chocolate mais amargo)
  • Leite (magro ou meio gordo. gordo faz aquelas natas)
  • Leite condensado (eu e o leite condensado temos uma relação especial como ja devem ter reparado)
  • Numa panelinha pequena metam o leite. as dose recomendada (por experiência própria) é +- 120ml de leite por pessoa, mais que isso fica demasiado liquido, e menos que isso fica MUITO doce. antes de acender o lume, partam chocolate -se for daqueles que estão divididos por barrinhas e quadradinhos, recomendo uma barrinha por porção, no máximo uma e meia, mas fica ao vosso critério - e ralem, ou piquem, como vos der mais jeito. metam no leite e levem ao lume, muito baixinho.vão mexendo até não se verem pedacinhos de chocolate. não parem de mexer que à mínima aquilo queima-se (estão a falar com o pro de queimar coisas. já consegui queimar chá... sei bem do que falo). quando estiver quente podem por vários tipos de temperos ao vosso gosto. quem gosta de canela pode polvilhar um bocadinho, ou meter uma folha de hortelã para um gostinho a menta. eu meti raspa de limão para cortar o doce. por fim quando estiverem quase a tirar a mistura do lume, metam leite condensado para ficar mais espesso. duas colheres de sobremesa chegam perfeitamente, não se esqueçam que o chocolate já tem açucar. por fim é servir e aproveitar. foi o que eu fiz.
  • É mais fácil fazer coisas no frio: Okay, passo a explicar. experimentem no verão deitar-se no sofá a ler um livro. o calor não nos deixa concentrar por muito tempo. quem fala em ler um livro fala em qualquer coisa que requira alguma concentração, o calo torna-nos mais dispersos. se calhar é só de mim, mas é muito mais agradável fazer coisas que requerem concentração no frio. como por exemplo, ler ou escrever.
  • Saldos: vá, riam à vontade. mas as estações frias tem no meio o natal... e isso implica compras. e compras implicam gastar dinheiro. e com os saldos gasta-se menos. afinal estamos em crise ou não? (e claro que é sempre bom comprar coisas... mais baratas ainda é bem melhor)
Por falar em ler, queria partilhar convosco um blog que descobri ontem (e que já li todo). lembram-se de ter falado de segredos há uns tempos aqui no blog? este blog é isso mesmo. um blog de segredos. mandam para o e-mail lá facultado o vosso segredo e uma foto e eles publicam.-no. é tudo anónimo, nunca se sabe quem mandou o segredo e eles não o revelam... aconselho a irem ver, e se quiserem, a partilhar algum segredo. lá está tudo a explicar tudo melhor. aqui fica o endereço: http://shiuuuu.blogspot.com/ é de iniciativas destas que a blogosfera precisa cada vez mais.

Oh e por falar em escrever, comentai, vocês, preferem o Verão e a Primavera ou o Outono e o Inverno? (ou são como eu e só gostam das estações "completas" o Verão e o Inverno)quais são as coisas que mais gostam de fazer nas estações frias? gostam de chocolate quente? que tencionam fazer neste fim de semana frio(se calhar vão fazer o chocolate quente à la Ricardo xD)? Vá comentem que o Blog também vive disto! (e subscrever é uma coisa bónita sim?)

[A Ouvir: Keep This fire Burning - Robyn]
[Humor: Congelado ]

quarta-feira, setembro 15, 2010

Os amigos são o melhor do mundo... já os "amigos"...

Estou com saudades da Joana.
Okay isto é completamente ridículo, porque ela ainda não se foi embora.
Mas eu jà estou com saudades.
A Joana é uma grande grande grande amiga minha, conhecemo-nos desde a primária e damo-nos super bem (é das poucas pessoas que tem pachorra para me aturar) e gosto imenso dela e é melhor não começar a escrever muito ou vocês até choram aqui de emoção. xD
Sim, porque a Joana vai para Mirandela. Aka CU DE JUDAS.
E eu estou a entrar em colapso.
E a comer doces em doses industriais.
E a chorar que nem uma Maria madalena (e não tenho problemas nenhuns em admiti-lo) e a assoar-me a toalhas de banho e derivados (tudo o que me vem à mão serve).
E a panicar porque sou uma nódoa em Geografia e não faço ideia de onde é Mirandela.
E a panicar ainda mais quando vou ao Google maps e me deparo com isto
(a imagem é montagem, só dá pa pesquisar uma localidade de cada vez, mas eu colei os dois mapas para vocês terem a ideia, reparem nos dois "A" e tirem as conclusões) e vejo que são… muitos kms, e que mesmo que me quisesse por num comboio e chegar là, era altura d ir pa casa qd lá chegava.
E a desesperar pq ela n conhece là ninguém, e porque não sei onde é que ela vai ficar a morar.
E a deprimir porque por mais ridículo que pareça não sei se nos vamos ver antes de ela ir de viagem. E ainda mais por imaginar que vou fazer um drama enorme se me for despedir dela.
E a… “remorsar” (acto de sentir remorsos) porque de qualquer maneira devia estar feliz por ela em vez de ser um egoísta.
E a tremer com medo que nos afastemos e deixemos eventualmente de ser amigos (como aconteceu já com outras pessoas)
E o meu coração tá do tamanho da cabeça dum fósforo de tão apertado que está e só me apetece ouvir música fechado no quarto enquanto como chocolate e vejo TV sem prestar muita atenção ao que efectivamente se está a passar.

E pronto com esta merda toda não tenho tido cabeça para blogs, nem para comentar.
Nem para ler. Nem para escrever.

E o blog é meu, se quiser ter um breakdown emocional tenho.
Quem não gosta não comente.
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Bem e agora depois deste momento WTF em que vocês provavelmente ficaram “Okay… quem é essa “Joana”, e o que é que eu tenho que ver com isso”
E como falei em amizade e blablabla pus me a pensar numa coisa.
Conseguem-se definir com facilidade vários tipos de amigos.
E não me venham com coisas que eu sei que todos vocês têm umas denominações específicas para os diversos tipos… não têm? Ohn… se calhar sou só eu.
Bem eu definho três tipos gerais de amigos. Os amigos efectivos/amigões, os amiguinhos e os “amigos”
Os amigões são aqueles que nos podem dizer tudo. com quem temos confiança e nos sentimos á vontade. com quem partilhamos os segredos e a quem confiamos cegamente.
Os amiguinhos são amigos que são mais light, merecem um título especifico embora não se confie tanto neles, e só se tenham conversas mais ligeiras e menos pessoais...
Quanto aos “amigos”... esses dividem-se em:
  • Amigos por piedade - Okay é um bocadinho estranho chamá-los de “amigos” mas é efectivamente o que as pessoas fazem. Estão a ver aquela pessoa lesadinha que tem imensa dificuldade em fazer amigos, que é chatinha como o caraças e não tem conversas minimamente produtivas? Aquela pessoa que diz as piadas e se ri delas como se fossem o máximo…e que eventualmente nós nos rimos atrás só para não ser tão mau o momento? Pois infelizmente há muitas pessoas assim. E nós acabamos por os deixar seguir-nos fielmente e deixamo-los participar da nossa videca mais por pena que outra coisa… Deus sabe os pepinões que eu já engoli… a “Rafaela, a brasileira lerda” foi o exemplo mais marcante disso… Oh, as memórias…
  • Amigos adesivos – Tudo começa como uma boa amizade. E no momento seguinte ganhamos uma sombra. E depois evolui para uma simbiose em que não conseguimos estar sozinhos muito tempo sem sentirmos a presença sufocante da pessoa em questão. E depois por mais que lhes digamos que precisamos de um bocadinho de espaço… nada resulta. E vão là a casa sem serem convidados. E aparecem nas festas de anos sem lhes termos dito que elas iam existir…. E conhecem os nossos pais e vão lá a casa comer mesmo que nós os queiramos debaixo de um camião TIR. No fundo até são pessoas porreiras. Só não têm o a noção dos limites.
  • Amigos confessionário – Odeio que 80% dos contactos do msn me vejam como um destes. Há problema? Vamos vomitar tudo para cima do Ricardo. É assim que funciona um amigo confessionário. Ouve tooooodos os nossos problemas. E eventualmente pedimos-lhe conselhos. (okay risquem o eventualmente e ponham um sempre), mas é mais por educação. Não tencionamos mesmo seguir os conselhos do amigo confessionário. Depois quando acontece porcaria por não fazermos o que o amigo confessionário nos sugere… podemos sempre queixar-nos a ele. Ele está lá para ouvir.
  • Amigos consoladores – Okay, estão a ver aquela noção giríssima que se tem de que os amigos estão lá para os momentos difíceis? Pois eu acho que isso não é bem assim, mas pronto. Estes amigos no entanto levam isso muito à letra, e só estão lá para nós quando estamos mal. E a inicio isso pode parecer bastante agradável… mas quando começamos a somar as coisas e a reparar que eles só lá estão nas alturas más para nos dizer que gostam muito de nós… começamos a pensar se não gostam um bocadinho que seja de nos ver a sofrer.
  • Amigos políticos – Okay, toda a gente tem um pelo menos deste tipo. “Olááááá! Já não nos víamos há tanto tempoooo! Temos que combinar uma coisa qualquer!” “Ham… ok” e depois NUNCA mais se ouve nada deles, até os encontrarmos novamente de forma casual em qualquer sitio, e a cena deplorável se repetir. Como os políticos gostam imenso de fazer boa figura, de parecerem uns excelentes amigos, que querem saber de nós… quando se estão a marimbar em nós.
  • Amigos sazonais - são aqueles amigos que são uns porreiros, que são muito simpáticos e tal, mas com os quais só podemos contar em determinadas alturas do ano. Tenho uma data desses. Os de verão. Os das férias. Os das aulas. Só existem nessas alturas específicas. O que é bastante agradável.
  • Amigos Ocasionais – Bem esses já referi aqui. leiam e tirem as conclusões.
E vocês? têm muitos amiguinhos? e têm muitos "amigos"? conhecem mais alguma espécie de “amigos” a referir de que eu me tenha esquecido? Se se lembrarem, a comment box agradece ;)

PS: ao ver um trecho da gala da TVI reparei que ODEIO os morangos com açúcar ainda mais agora que estão a fazer uma cópia barata de Glee misturado com High school Musical. a sério.

[A Ouvir: Echo- incubus]
[Humor: Triste]

quinta-feira, setembro 09, 2010

Lá vem Setembro

Chegada a esta altura do ano a tv entope-nos com reportagens de criancinhas a regressar ás aulas, escolas fechadas e preços de manuais escolares.
E cheguei a uma conclusão extremamente importante e necessária para as vossas vidas:
  • Os putos de hoje em dia não sobreviviam 2 dias no nosso tempo de aulas (digamos os 90s para ser mais específico)
Okay, não havia Internet. os pcs que haviam na altura eram coisas que faziam mais barulho do que um aspirador actual, telemóveis? qué isso? só algumas pessoas da elite é que tinham. pessoas com "problemas de aprendizagem"? pois tá bem , no nosso tempo era tudo apelidado de preguiçosos - tirando as dislexias e problemas que são de facto coisas que dificultem a aprendizagem -e sinceramente continuo a achar que até é verdade, professores a andarem cos putos ao colo ? sim tá bem.
Não estou com isto a dizer que no meu tempo era tudo péssimo.
não era.
era bom, e mesmo n sendo nada de especial (eu tenho a noção que aquela ideia do antigo ser o melhor nem sempre se aplica) e a gente era feliz. não tínhamos necessidade do que não havia e acho que até acabamos por ser uma geraçãozita porreira.
as crianças de hoje em dia são super protegidas e mimadas e acabam por fazer o que lhes dá na gana, porque lhes permitem tudo.
depois admiram-se de haver aquelas cenas deploráveis de pitas atrasadas mentais á porrada com uma professora por causa de um telemóvel.

E pronto ao entrar por estas filosofias, acabei por pensar no meu próprio caso.
Digam-me o que disserem, para mim o dia mais importante ligado á minha educação escolar - a nível emocional pelo menos - foi o meu primeiro dia de aulas, os outros regressos às aulas são bons mas nunca ultrapassam aquela coisa que o 1º dia do 1º ano de escolaridade tem em nós, a ânsia de aprender (estamos basicamente em branco, sem conhecimentos nenhuns quase e queremos desesperadamente aprender)
Como é óbvio a certa altura dei por mim a pensar “eish… ainda há uns anos estava eu a ir ter o meu primeiro dia de aulas EVER”. Hoje fiz a conta… E já lá vão 14 anos (portanto em 1996).
Como me deu um ataque de semi nostalgia (uma coisa… pfuuu raríssima) peguei e fui ao “baú” e encontrei os meus livrinhos de 1º ano, muito velhinhos, todos lascados e cheios de autocolantes, tal como os deixei:

Cliquem para aumentar

E ao desfolhá-los lembrei-me do gozo que me dava aprender. E como tudo era novo e excitante. Como aprendíamos o mundo ao nosso redor de uma maneira mais… efusiva, como só os putos sabem fazer… e eventualmente lá me veio uma memória antiguinha no meio das páginas, uma memória impagável da minha maravilhosa experiencia de 1º dia de aulas. Que claro, como me mete ao barulho não podia ser uma coisa normal.
Posso não me lembrar de mais nada muito concreto do 1º ano (14 anos já é algum tempo pra eu me lembrar de tudo o que se passou) mas consigo sempre lembrar-me disto como se fosse ontem:
Era Setembro e estavam dezenas de putos á porta da escola primária dos brejos, e lá no meio rodeado de criacinhas assustadas agarradas ás mãos das mães, estava eu com os meus caracolitos semi loiros (eu em tempos fui loiro, mas ui, onde é que isso já anda) agarrado á mão da minha mãe que na altura estava prestes a ter um ataque de prantos (como aliás todas a mamãse e papás ali). E vieram duas professoras bonacheironas que disseram aos pais que eram horas. E a minha mãe pega em mim, e vai-me deixar na sala… errada.
Tive lá o dia todo na turma errada (e suspeito que no ano errado, mas já não me lembro mesmo) sem conhecer ninguém, e sem ninguém reparar em mim (nem quando fizeram a chamada e o meu nome não estava na listinha).
E no dia seguinte, a minha professora legítima - A querida dona Aline... que saudades da senhora - apanhou a minha mãe (com a quem já a tinha falado) e perguntou lhe se eu tinha estado doente ou assim, porque não me viu no dia anterior.

É por estas e por outras que vou precisar de terapia quando for velho.

Mas brincadeiras á parte, tenho saudades da primária.
Não por a matéria ser fácil, não por termos menos peso programático e menos pressão, mas pelas parvoíces que fazíamos.
Os casamentos no recreio. Brincar ao mc donalds com hambúrgueres de lama, dançar o é o bicho do iran costa (ok é super piroso mas na altura... dêem o desconto xD) ás navegantes da lua e ao dragon Ball no recreio (e ver a nossa coleguinha Rosa Maria a rachar a testa a tentar imitar uma dessas personagens xD).
E quem não fez nada do género foi concerteza uma criancinha extremamente infeliz.

E vocês? Guardam ainda alguma coisa (material, não são memórias) do vosso 1º ano? Ainda se lembram do vosso 1º dia de aulas?Ou de alguma coisa engraçada que tenha acontecido num regresso ás aulas? Alguém apanhou estes livros na primária para além de mim? Ainda mantém contacto com muitos amigos desse tempo ? Ansiosos pelas aulinhas xD? comentem o tema ;)

[a ouvir: Until you got love- Jon Maclaughlin] ----> nome mais complicado evah xD
[Humor: Nostálgico
]

sexta-feira, agosto 20, 2010

A noite ainda é um bébé... e eu já não tenho idade pra bebés?

Tenho uma espécie de necessidade intrínseca de sair.
Gosto de sair á noite, e nunca percebi muito bem porquê.
Tive a fase do “ah é porque me distraio”
A do “ah é porque posso ir dançar”
Houve uma outra fase (a mais recente) consideravelmente grande em que pensava que era “porque ia estar com os meus amigos”.
E em parte isso é tudo uma grande amálgama de verdades… mas às vezes sinto falta de mais.
É engraçado como pensamos nas coisas só porque sim.
Conhecer pessoas novas, ir a sítios novos e afastar-me desta rotina tóxica que se manifesta até nas saídas á noite.
Estive a pensar, e sempre que saio á noite eu:
  • Vou para a praia beber sempre. É alguma espécie de ritual, não sei bem porquê. Pego e vou com os amigos, abancamos na areia, abrimos uma ou duas garrafitas e falamos. E rimos. E divertimo-nos
  • Quando estou na praia a meio da conversa tenho sempre, mas é SEMPRE um ataque de nostalgia. Varia de dia para dia mas tenho sempre um, nem que seja um chilique d dez segundos de nostalgia pelo passado.
  • Encho os bolsos de areia e na manhã seguinte tenho o cabelo cheio de areia bem como os lençóis, talvez por estar aos saltos de um lado para o outro e depois me deitar.
  • Indigno-me sempre com os preços das bebidas nos bares, mas acabo por pagar 6 euros por um copito, beber e calar -.-
  • Como comida de barraca cachorro hambúrguer... pipocas, o que seja que saia de dentro de uma barraquinha ou de um carrinho de mão. nem me importo que seja extremamente puxado o preço, parece que começa a buzinar na minha cabeça um aviso “warning, warning ainda não comeste a tua comida super valorizada da noite”
  • Tento sempre tirar fotos, mas a minha noção de equilíbrio com as mãos morre passados dois copos de qualquer bebida que seja e dá sempre em alguma coisa estilo isto:
E não digo que não me divirta.
Nem ponho isso em causa.
Não é a primeira nem será a ultima vez que me apetece pegar e sair com a única pessoa que me compreende a 100%.
Eu.
Mas é uma espécie de ritual.
Uma espécie de comportamentos padrão que me habituei a fazer com os meus amigos.
E acho que estou a entrar numa espécie de ciclo em que beber significa apenas aquilo descrito acima
E gostava de pegar um dia e ir sair sozinho.
Assim só eu, entrar nos bares sem me preocupar que a A não gosta da música.
Beber um shot de absinto e cagar para o B não gostar de shots.
Poder andar de um lado para o outro sem me preocupar com os outros que me acompanham.
Não ter horários dependentes de ninguém mesmo.
Berrar as letras das músicas que eu conheço quando estão a tocar – okay eu faço isso – e não receber logo os olhares de “That’s so Ricardo
Afinal para quem é que eu estou a viver?
Sair sem depender dos outros para me darem um bolo. Não estou zangado com ninguém e nem me estou a rebelar contra os meus amigos, não os quero substituir.
Mas poh, será que estar só consigo mesmo só se pode realizar dentro de casa?
Isso é uma seca.
E é engraçado porque isso é completamente contra os padrões aceitáveis. Ir sair sozinho é um bocado esquisito a não ser que fosse para o engate.
Ai sim já ninguém ligava.
Mas se eu agora me virasse para os meus pais e dissesse “vou sair” e em resposta ao típico “com quem” lhes desse um “com ninguém. Sozinho” ia receber umas expressões preocupadas e um “o que é que se passa?” e ainda não sei porque raio é que se processa assim.

O que acham vocês? Gostam de sair á noite sozinhos (com encontros não conta, nem namorada/o )? Têm esta necessidade? Têm alguma espécie de "rotina" quando saem? Secalhar sou só eu que sou um enorme anormalão.

[a ouvir: California Gurls (passion pit remix)-Katy Perry]-----> este remix é tão apropriado a este post xD
[Humor: Inconformado
]

sexta-feira, agosto 06, 2010

I'm No backup Plan

Dizem que a idade nos muda.
Muito sinceramente nunca engoli essa.
Não acredito muito na capacidade de mudança do ser humano.
Okay as pessoas podem mudar de gostos e de amigos, de ambiente e de roupas, mas as pessoas não mudam de alma.
Não quero com isto dizer algo do género “as pessoas são uma merda”
apenas estou a afirmar que não acredito que uma pessoa mude de carácter por ficar mais velha.
Apenas amadurece o carácter com que veio ao mundo, com todos os seus defeitos e qualidades já embutidos.
Como tal, nunca mudei muito as minhas opiniões acerca de grande parte das coisas (pelo menos daquelas com as quais tenho uma visão directa , para poder formar uma opinião. Até hoje acho que deve ser nojento comer gafanhotos fritos, mas só posso saber isso se comer um… e não me apetece lá muito) , e com quase quase 21 anos em cima (faltam uns míseros 5 dias) posso dizer que tolero muitas coisas.

Mas e isto tudo porquê?

Porque vou falar duma coisa que por mais anos passados nunca consegui engolir (e que suspeito que nunca vá resultar comigo)

Amizades ocasionais.

Não estou a falar de amizades de verão - daquelas que duram um verão, com direito a juras de eternidade quando as férias acabam e a um esquecimento gradual até o completo afastamento de ambas as partes em 90% dos casos - acho isso um processo de amadurecimento e uma forma interessante de se conhecer pessoas (e se formos a ver só fazemos dessas amizades até certa idade… depois deixamos de nos fascinar por pessoas que sabemos que não vão mesmo fazer parte da nossa vida) . estou mesmo a falar de amizades que só existem quando somos precisos.
De certeza que já vos aconteceu um dia qualquer estarem muito bem e aquela pessoa com quem não falam há séculos aparecer do nada e dizer “ai queres vir á piscina?” ou “olha bora dar uma volta?” sempre com uma frase do estilo “já tenho saudades tudas” pelo meio, como se de um engodo se tratasse, uma manobra qualquer para nos fazerem sentir especial.

Até aqui tudo bem, mas sinceramente perde um bocadinho a piada toda quando nos apercebemos que fomos relegados a Backup plan.
Passamos a ser aquele cromo ou croma que está na lista dos contactos só para num caso de cataclismo social de não ter ninguém com quem passar umas horinhas se ligar - com uma amizade muito bonita, muito sóóólida e muito instantânea, que acaba mal arranjam novamente planos e nós voltamos á agenda ao lugar de backup plan - até à próxima emergência.
Porra eu não sou um back up plan.
Nunca fui e nunca hei de ser.

Isto talvez seja o meu egocentrismo leonino a falar,
talvez não,
mas a única certeza que tenho é que nunca lidei muito bem com essas situações.
Acho que um amigo está connosco porque gosta de estar connosco, não porque não tem com quem mais estar. que lhe apraz a nossa companhia e que pensa em nós primeiro e não como aquela camisola horrorosa que a tia avó Henriqueta nos deu no natal e que usamos quando não temos mais roupa à mão.
De inicio podia deixar-me enrolar nessas conversas, mas há já uns bons pares de anos que sei detectar essas conversas da treta a léguas.
E sabem que mais?
Sou bem capaz de recusar um convite se sequer suspeitar que fui despromovido a Backup plan, mesmo que esteja num tédio absoluto.
Se isto fosse um livro de auto ajuda podia dizer-se que estou a exercitar o meu amor próprio, mas como é a vida real, digo que estou a evitar fazer papel de otário.
E eu não quero.
Dispenso que me prometam amizades eternas só porque na altura não têm com quem ir á praia, ou que me digam que sou uma pessoa muito especial só para eu ir lá a casa fazer uma visitinha e ouvir as confissões amorosas que mais ninguém tem aparentemente pachorra para ouvir, ou fazerem-se de imensamente preocupados com a minha vida quando há meses não me dirigem palavra e agora só estão a falar porque não têm nada melhor para fazer e porque provavelmente sou a única pessoa online no msn xD.
Já cortei com muitos amigos ocasionais, e corto com muitos mais que me apareçam, porque não valem a pena.
Se querem ser meus amigos, sejam-no sempre.
Não só quando vos dá jeito.

Este post não se baseia em nenhum facto que tenha acontecido recentemente, e não estou com isto para aqui a vitimizar-me e a fazer-me coitadinho que só tem pessoas interesseiras á volta á espera para atacar.
Honestamente não é nada o meu estilo.
E irrita-me super profundamente quem se queixa de ser usado over and over again, e que acusam esses amigos ocasionais de serem uns monstros sem sentimentos e consideração pelos seus sentimentos.
Pois bem, uma pequena novidade:
“só se deixa usar quem quer”

e Vós caros leitores? tÊm muitos amigos ocasionais? reagem bem ou mal a isso? (conheço quem até fique feliz por ser... usado assim xD)
[a ouvir: Don't Stop The Music - Jamie Cullum] ----- > nem que eu me esfalfe todo eu vou ver o Jamie! Allgarve FTW
[Humor: muito muito cansado
]

terça-feira, julho 13, 2010

sim... mete os idolos... e é por estas e por outras que não me deviam deixar sozinho com um telemóvel nas mãos xD


Imaginem um balão.
Agora imaginem o balão a ser cheio mais e mais e mais.
Agora troquem o ar por ideias ou por pensamentos e o balão pela minha cabeça, e aqui me têm.
Estou em overload completo. Não, não estou deprimido. Não, não me sinto miserável. Apenas tenho tanta coisa a passar pela minha cabeça ao mesmo tempo que parece que estou a tentar tirar um elefante através dum funil xD.

para contradizer a tendência de overthinking fiz uma loucura...
Peguei e inscrevi-me nos ídolos.
e não, não estou a gozar.
por completamente ridículo que possa soar... estou com um formigueiro na barriga , estilo nervoso miudinho...
Okay estou completamente a ter um ataque de nervos porque não faço ideia do que hei de ir cantar (e ainda nem sei o dia nem nada dessas coisas xD Eu sou o máximo)
acho que no dia ou tenho uma síncope e não vou.... ou só tenho uma síncope... ou só não vou.
Seja o que Deus quiser xD
wish me luck
(Tou a prever um novo cromo pra Portugal)

[a ouvir: Taking Chances -versão Glee]-------------> ironia do destino começa a tocar isto depois d eu mandar a porra da sms xD
[Humor: maluco
]

quarta-feira, junho 30, 2010

Como as coisas mudam...

Ainda me lembro quando há uns valentes anos fizemos uma festinha de despedida na minha escola primária, um dia antes de começarem as férias grandes de verão. eu devia ter prai 7 anos se nao me engano, e curiosamente a coisa que me ficou mais marcada na cabeça foi a fita ENORME que eu fiz porque não queria sair da escola.
Eu sei Silly me xD.
a minha professora de educação musical - por acaso acho que foi a única professora primaria de quem eu nunca gostei efectivamente, lembro me que se chamava Leonor, era gorducha, usava óculos e era invulgarmente fria para a profissão - num raro momento de ternura ajoelhou-se ao pé de mi e perguntou-me o que se passava.
Eu no meio de imeeensos soluços lá lhe expliquei que não queria ir embora da escola.
Ela deu um sorrisinho e disse "Oh meu amor, para o ano há mais! não fiques assim".
E eu lembro me perfeitamente de enxugar o ranho com o braço e ainda a fungar perguntar meio reticente "...prometes?"
Não me lembro das dancinhas pirosas que muito provavelmente houveram. não me lembro dos doces, lembro-me só da minha angustia dilacerante xD.
Sei que passados os tres meses a escola continuou efectivamente lá. mas sei que andei anos e anos a odiar as férias de verão.

Só há uns aninhos é que percebi o porquê deste ódio. As minhas férias de verão eram geralmente passadas nas casas das minhas avós, em pontas opostas do país (uma mora perto de Amarante no norte, e a outra mora perto de Aljustrel no alentejo) e por muito que gostasse de lá estar (nem ponho isso em causa). nunca via os meus coleguinhas de escola. ficava exilado socialmente, e como criancinha pegajosa e sentimentalona que era isso custava-me imenso, porque queria estar com os meus amiguinhos e acabava numa terra onde conhecia uma mão cheia de pessoas.
okay e também era porque adorava a escola. ainda me lembro que ainda faltava um mês para as aulas começarem e eu já queria ter a mochila feita xD.
Quando entrei na pré adolescência (13/14 anos) ainda mais aumentou o meu ódio pelo verão, porque o meu Verão que consistia ficar trancado em casa (já não era só nas casas das minhas avós) a trabalhar para a engorda (no verão ganhava sempre uns dois ou três quilos... okay exagero, mas ficava sempre mais gordo) com a ocasional ida á praia com os meus pais que trabalhavam os dois mesmo no verão, por isso não havia cá grandes family times xD.
Acho que só +- a partir do secundário é que não sentia aquele ódio de morte ao verão, já me sabia bem aquele descanso da escola e já ia vendo mais os amigos e passando menos tempo com a família (embora as saídas á noite só tenham vindo séculos depois xD), Mas aquele drama todo do verão ser uma grande bodega acabou por se esvair aem fumaça.
E agora com quase 21 anos só peço para a porra das férias chegarem. já não aguento mais aulas entediantes em tempo de praia. Estou a entrar num overload tão grande que já não consigo pensar em nada e a minha vontade de marrar é tão grande quanto a que tenho de ter um filho pelo sovaco.
Mesmo sabendo que grande parte dos meus amigos vai estar ocupado com os trabalhos sazonais -quiçá eu também, a ver se me chamam de algum sítio né? - e que não vai ser como aqueles Verões em que não se fazia nenhum e se podia aproveitar cada momento de desocupação ao máximo, sempre não tenho que empilhar montes de matéria e ficar trancado numa sala de aulas bafientas com alguém com idade para ser meu progenitor e uma frustração pessoal maior que tudo em cima. (okay pronto não são todos os profs universitários que são uns frustrados, mas a maioria é xD)

Como as coisas mudam... né? xD
[a ouvir:
Okay, digam o que quiserem mas esta é pra mim das melhores covers desta música que já ouvi até hoje. genial.aconselho vivamente a ouvir até ao fim. Herbie Hancock you did it again.]
[Humor: Nostálgico]

segunda-feira, junho 21, 2010

Change

As pessoas mudam...
os tempos mudam...
A vida é um ciclo de mudanças imperceptíveis que nós só percebermos se as virmos acontecer aos outros.
Poderia ser completamente idealista e dizer que a mudança é aquilo que precisamos e que nos faz bem... Mas eu não gosto da mudança.

Okay talvez não deva ser tão extremista, mas acho que deu para perceber...
Nem todas as mudanças são boas...
mudar só porque sim é o mesmo que fingir que se mudou... ou seja mudar sem mudar, com todas as implicações estranhas que isso acarreta...

A mudança é crescimento, e dizem que crescer não é propriamente agradável, mas é necessário...e se por crescer eu deixar de considerar as pessoas mais importantes da minha vida importantes... isso é bom?
Não quero parar no tempo mas também não quero correr o risco de perder o meu "eu" que me levou (quase) 21 anos a construir. gosto de mim assim, mesmo sendo este pedaço de imperfeição com pernas desastrado e com tendências auto-destrutivas (ás vezes).
Chamem me infantil, mas a mudança dá-me MEDO.
Saltar para o desconhecido é bastante bonito na teoria, mas na prática dá sempre aquele friozinho na nuca e aquele amargo de boca.
Claro que precisamos de mudar, claro que não é possível crescer sem mudar, mas a mudança ás vezes dói.

Quero ter a certeza que quando me olho ao espelho reconheço o que vejo, não tendo necessariamente que gostar ou não.
Quero continuar este sentimentalão irremediável que faz dramas de tudo e mais alguma coisa,
Quero continuar a rir com facilidade extrema, continuar a não gostar de hipocrisias e não ser um mestre nessa arte... Gostava mesmo muito de continuar a fazer misturas culinárias provavelmente desaconselháveis do ponto de vista nutricional, de continuar a não saber deixar a esperança de lado quando obviamente não vai sair nada de bom daquela situação em particular... quero ser Naif e sarcástico até morrer, quero ser ácido só porque sim e não me preocupar com o que as pessoas dizem...

Dizem que querer é poder... veremos.

(edit: esqueci-me de bloquear os comments neste, fixed.)

[A ouvir : ... Baby one more time -Britney Spears]---->Sim e então?

[Humor: Sobrecarregado
]

terça-feira, junho 01, 2010

Os putos são putos, e mai' nada.

Bem como hoje é o dia da criança lembrei-me das 5 coisas que mais tenho saudades de quando era uma.
  1. Não ter completa noção das coisas - a sério tenho tantas saudades do tempo em que era inocente e tinha todas aquelas noções infantis das coisas tipo que os bebés vêm com a cegonha, ou que o dinheiro é uma coisa que os pais usam e que te dão ás vezes para comprares doces... era muito mais simples não se ter noções do que custa a ganhar o dinheiro ou de que não se deve confiar nas pessoas automaticamente.
  2. Não ter responsabilidades - Só haviam duas responsabilidades básicas quando eu era criança: Ser feliz e ter boas notas na escola... e eram as duas tão simples de cumprir. claro que não é assim linear mas tenho saudades de não me preocupar com as "coisas de crescidos" que agora me assombram. a vida de adulto é tão cheia de pressões... como por exemplo é descrito aqui
  3. Poder brincar - É das coisas que maissinto falta. pegar nuns bonecos e em 3 minutos estar num universo á parte... e rir e imaginar que os brinquedos falavam comigo, ou brincar ás casinhas... ou aos cafés (eu e a minha prima fazíamos tipo grandes feiras no quintal da minha avó xD), planear as historinhas de vida e os cenários e recriar tudo como se fosse um momento solene... tenho tanta saudade disso pah. (na fotinha estou eu e a minha prima nas nossas lindas figuras... acho que era um... restaurante? Ah e o mickey era o nosso pseudo filho xD)
  4. Querer "ser grande" - Eh pah como eu tenho saudades dos planos mirabolantes que fazia quando fosse grande. ia ter um cão e um gato, ser veterinário, ter um carro e uma mansão, uma piscina, e um quarto para cada amigo meu, tocar viola namorar com aquela miúda dos caracóis que morava na rua do lado e iamos todos ser felizes como um anúncio de margarina ou assim... escusado será dizer que me senti intrujado pelo universo quando me apercebi que não era bem assim. xD
  5. Acreditar -Um adulto que vê um ilusionista na rua pensa imediatamente que há uma explicação lógica para o truque executado. uma criança limita-se a espantar-se e acreditar. simples e ingénua acredita. tenho saudades disso. algures no processo de crescimento e amadurecimento aquela capacidade de crer em coisas simples e mágicas morre... e é um bocadinho triste. ainda me lembro de ter visto 500000 vezes o filme "Matilda espalha brasas" (em inglês "Matilda"), um filmezinho completamente brega e que eu ainda adoro sobre uma rapariguinha com poderes telepáticos :
    e depois passava horas a tentar fazer as coisas de casa mexerem-se só com o meu olhar e as minhas ordens (uma vez por causa do vento a porta mexeu-se e eu fiquei efectivamente convencido que tinha poderes telepáticos xD) . tenho muitas saudades de acreditar em magia... e em coisas que infelizmente sei que provavelmente não existem (mas eram bom que existissem)
Corro o risco de parecer um bocadinho cliché por ter um bocadinho de saudades de ser criança, mas nao me importo de afirmar isso mesmo, e por isso peço ás crianças deste planeta: Não queiram crescer depressa demais. aproveitem a dádiva que é a infancia pah! brinquem esfolem-se chorem baba e ranho pulem á corda joguem á carta... sejam Putos.

Feliz dia da criança ;P

[A ouvir : Showdown -Black Eyed Peas]

[Humor: Feliz]

quinta-feira, maio 27, 2010

Can't Single be happy?

A minha felicidade não depende da existência de uma outra pessoa na minha vida.
Sim isto parece uma daquelas frases que as solteironas desesperadas na casa dos 40 dizem para se sentirem melhores consigo mesmas por não terem arranjado um par de calças e estarem bem longe disso, mas não é este o caso.

Vivemos numa sociedade de aparências onde a imagem vende e onde toda a gente quer vender uma boa imagem de si mesmo.
Infelizmente muita gente pensa que para ter uma boa imagem é preciso arranjar namoro/casamento/noivado/whatever.
Embora seja muito agradável ter uma namorada e ter atenção e não sei quê de momento não procuro nada disso.

atenção não estou a criticar quem está numa relação - longe disso- isto é tipo um grito de "BASTA" áquela ideia idiota de que solteiro e encalhado é exactamente a mesma coisa .
Isto é completamente ridículo.
No outro dia o meu pai veio me com essas conversas (e eu na minha cabeça imaginei-me a esfolá-lo com uma calçadeira de madeira) o que me inspirou a falar sobre isto.
Vamos ás distinções
  • Uma pessoa encalhada está solteira mas quer arranjar alguém a todo o custo, conheço vários indivíduos assim, tipo não conseguem estar sozinhos, o que mostra realmente uma falta de autocnfiança assustadora, porque tenta preencher o vazio pessoal com um par de calças/rabo de saias. pra estas pessoas uma citação:
a partir do segundo que se procura ter alguém para completar o nosso vazio em vez de se procurar alguém porque isso nos fará mais felizes, qualquer possível relação que resulte daí perde todo o significado, porque procuramos uma "rolha" e não uma cara metade
  • Uma pessoa solteira pode ser simplesmente solteira por opção, ou por acaso, mas não sente necessidade de arranjar alguém só porque sim. Conhecem-se a si mesmos e sabem que uma relação não tem só que ver com as suas necessidades afectuosas, envolve também uma outra pessoa. podem ou não querer ter uma mas não se esbaldam a correr atrás de algo que pode nem ser saudável
Claro que adorarei quando encontrar a minha cara metade e blablabla, todas aquelas tretas pseudo melosas que fazem render os milhões de comédias românticas pelos cinemas deste mundo a fora, mas não é uma coisa que me preencha o pensamento por mais de duas horas por semana. (embora me custe a acreditar naquela treta de que de repente conheço uma mocita qualquer apaixono-me loucamente, faço uma data de merd* e no fim com um discurso emocional ela perdoa-me e fica tudo bem e ficamos felizes para sempre e blablabla)
Estou bem assim e não preciso de ter alguém colado a mim para me sentir melhor.
Não preciso de andar de mãos dadas com alguém para me sentir bem comigo mesmo.
Não preciso de mostrar que estou numa relação para me sentir completo.
Não quero ter que partilhar com outra pessoa o que penso, nem de ser controlado (mesmo que esse controlo venha da preocupação)
Não vou inventar uma relação fictícia para não admitir a (não tão) triste realidade:
ESTOU SOLTEIRO E NÃO ME IMPORTO PORRA!
Não dou a mínima para se toda a gente tem alguém, se não me apetece ter alguém agora não vale a pena torrar a mioleira com isso.
o que tiver que ser acaba por acontecer não é o que dizem?

Esta música é tipo a tradução de tudo o que eu estive a dizer aqui, oiçam e procurem a letra porque não quero estar a encher o post só com isso.

Já alguma vez vos rotularam de encalhados? estão solteiros ? se não, quando estavam estavam por opção ou por acaso? Comenteeem!

[A ouvir : Single - Natasha Bedingfield]
[Humor: Normal]

sexta-feira, maio 21, 2010

Eu NÃO vou, e tu?


A sério estou a um estalar de dedos de estrangular a próxima pessoa que me falar na m*** do Rock in Rio.

Não vou. Ponto final.

Tipo não sei qual é a informação escandalosamente traumática que não se consegue assimilar quando digo estas palavras porque toda a gente me pergunta com cara de choque ou pena “então porquê? Aquilo é fixe!”

  1. º só porque massas e massas têm vontade de ir ao RiR eu não tenho obrigatoriamente que ter essa mesma vontade caraças!
  2. º As bandas que vão actuar não me dizem nada na maioria portanto não me apetece raspar o meu bolso já de si vazio pra ir ver coisas que não me dizem nada (o cartaz este ano está… nem vou comentar).
  3. º Quase ninguém pode ir do meu grupo de amigos. Sem montes de gente não dá graça.
  4. º Já não há bilhetes FUCK IT. Nem que estivesse a pelar-me de vontade de ir a esta altura não há bilhetes pró único dia onde não me importava de ir
Não vou cortar os pulsos a ouvir músicas deprimentes e com muitíssima pena de mim mesmo por não poder ir ao Rock in Rio porque a vontade não é quase nenhuma.
Não vou pró meio da linha de comboios fazer greve de fome para a organização ter pena e me dar um bilhete vip.
Não vou ver os concertos na TV e imaginar que estou lá (nem há 4 anos que quis mesmo ir e não pude me pus a fazer essa figura triste… quanto mais agora xD)
Não percebo qual é o furor.

Se gostam das bandas vão se não gostam não vão… Imitem a dança do ventre da Shakira e a Hannah Montana, berrem ao som dos Xutos, saltem com os Muse, façam o pino a ouvir o Elton John... Sei lá.

E não isto não é indirecta pra ninguém, É no geral porque pra onde me viro é só no que me falam é no Rock in Rio… porra calem-se com isso um bocadinho, que eu já vomito Rock in Rio e nem vou.

[A ouvir : Cette nuit- Anggun ]
[Humor : Feliz]

segunda-feira, maio 17, 2010

Jump



Hoje saltei do comboio em andamento again- nada temam fieis leitores, não tenho tendencias suicidas, e espero sempre até o comboio ir (mais ou menos) devagar, outra das minhas pancadas que já me valeu muitos quase trambolhões xD - e acho que aqueles 5 segundos que estive no ar a levar com vento na cara e a ver o comboio continuar a andar enquanto aterrava de pé e continuava a andar como se fosse perfeitamente normal o que acabei de fazer foram os melhores 5 segundos do dia todo.

Aquela falsa ausência da gravidade e o vento a bater-me na fuça (tenho a sensação que engoli um mosquito mas nem reparei) deu me uma liberdade que não experimentava há uns dias. e dito isto fiquei com vontade de fazer para-quedismo.
Mas como tudo o que é bom eventualmente acaba mal bati com os pés no chão aquele gostinho na boca foi se á vida e voltei ao dia a dia... Meh...

E hoje não tenho inspiração para grandes textos, é só mesmo este micro-post.
Não vos acontece ás vezes um simples momento compensar um dia menos bom (não foi o caso por acaso) e sentirem-se automaticamente zen?

[A ouvir : Who Knew - P!nk ]
[Humor : Meh ]

quarta-feira, maio 12, 2010

Crises Narcisistas


ODEIO-TE
Odeio esse teu ar vago que recebo de manhã ainda ensonado
Não suporto os teus olhos sobre mim.
Odeio que me digas o quão imperfeito sou.
Odeio que tenhas sempre razão no que me mostras.
Que não me mostres só o que eu quero ver.
Canso-me de tentar perceber o porquê desta necessidade
mas no fim só sei que tenho de te ver todos os dias...
por mais que te odeie.
Estás sempre lá calmo mudo e certo...
tão certo que me agonias.
tão certo que me deitas abaixo quando me sinto óptimo,
(embora ás vezes me animes quando me mostras algo bom.)
tão certo que ao mesmo tempo que te quero estilhaçar, peço para trocar de lugar contigo.
tão certo que redefines a palavra certeza...
E tão depressa quanto te odeio, invejo-te exactamente pelos mesmos motivos.
invejo-te por não sentires pena de mim.
invejo-te por seres incapaz de sentir de todo.
Invejo-te por estares sempre lá. mesmo quando não te quero lá
Já perdi a conta ás vezes que te perguntei como é ser tu.
Tu nunca respondes...
E embora me aperceba o quão ridículo é tentar falar contigo, não o consigo evitar.
Talvez me tenha apaixonado por esse teu silencio cheio de significados...
e odeio-me cada vez mais por não poder trocar de lugar contigo...
quero estar nos teus sapatos,
poder olhar para ti quando me procuras meio sem vontade todas as manhãs
Talvez devesse parar de falar com o meu reflexo...
mas não hoje.



Este... pseudo poema é dedicado ao espelho da minha casa de banho.
Àquele espelho monstruoso que me faz sentir uma aberração desproporcional cada vez que acordo e vou lavar os dentes e a cara.
aliás é dedicado a todos os espelhos.
quantos de vocês acordam de manhã vão ao espelho e vêm exactamente aquilo que não querem ver? um total desalinho? não odeiam isso?
Eu pelo menos odeio.
Claro que o espelho não é um inimigo... também nos mostra coisas boas, depende de como acordarmos. por isso mesmo resolvi fazer-lhe um poema.
Também têm uma relação amor/ódio com o vosso espelho?
(ainda não faço ideia do que escrever sobre a avareza)


[A ouvir: We can Dance -Caravan Palace]
[Humor: indefinível
]

segunda-feira, abril 26, 2010

Fechado para férias

Façam um exercício mental comigo:
Imaginem uma piscina.
Não me importa o tamanho, a forma a cor dos azulejos ou se está num jardim de relva ou com chão de mármore polido. apenas vos peço que imaginem uma piscina.
Agora encham-na de água. não me importa se vêem a água azul transparente ou tingida de vermelha, quero apenas que deixem que um fio de água inunde a piscina até ela estar completamente cheia.
Quando a piscina se enche imaginem-se entrar na água e começar a boiar na água lentamente com suavidade, a sentir cada pulsar do coração como um tambor distante, deixar que os ouvidos se encham lentamente dum silencio acolhedor... e ficar ali. em suspenso. é isso que me apetece hoje: fechar para férias (eu tinha fechar o corpo para férias... mas soou muito "diário de uma prostituta descontente e mal paga" pra meter aqui xD).

Não ando infeliz (Estejam descansados que não ando com vontades de escrever coisas de escrever coisas deste género) nem quero morrer (a minha veia suicida deve ter nascido com defeito, porque não vejo grande piada nessa ideia xD), não quero entrar em estado vegetativo (Eh pah isso é daquelas coisas mais desagradáveis de se estar ever), não quero fugir dos problemas e não quero desaparecer. só quero ficar um dia inteiro em total estado zen.

Não sei se me faço entender. não quero racionalizar as coisas(Isso dá tanto trabalho e torna tudo TÃO MAIS CHATO!!! xD) nem resolver problemas antigos, apenas quero jogar tudo ao ar e deitar-me numa piscina de tamanho oceânico e deixar que o vento me faça percorre-la a flutuar duma ponta á outra como uma folha de uma qualquer árvore que decidiu fugir da segurança do galho.

Apetecia-me olhar pró céu e ver as formas das nuvens ou contar as estrelas e sentir aquela brisa quente de primavera que ultimamente anda a inundar o ar. como diriam algumas pessoas, quero entrar no nirvana (ou em nirvana, nunca soube bem como se define isto xD) mas sem o auxílio de substancias ilicitas claro xD. Podia dizer que quero uma massagem de pés... mas isso faz-me cócegas... e eu odeio cocegas. Talvez pudesse dizer que me apetecia uma caixa de gelado de dois litros e uma comédia barata... mas isso dá muito trabalho... Apenas quero que o corpo repouse um bocadinho destas mazelas... e que a mente se limpe deste "SMOG" mental que vem com o cansaço.
Mas muito provavelmente quando estiver no auge do relaxamento vou levar com um "Ricardo, veste-te e vai ás compras" Life's a Bitch xD
Tambem me apetecia muitos comments aqui, mas se estiverem todos como eu... deixem lá isso e vão descansar xD. (Será que alguem pensou q eu ia mesmo fechar aqui o meu antro pa obras? *risada maléfica* )

[A ouvir: Beyoncé-Sweet Dreams]

[Humor: Cansado]

sábado, março 27, 2010

Viva o msn

Hoje abri o messenger e fiz as contas, Chegando portanto à conclusão que isto é totalmente ridículo!
Tipo eu tinha 91 contactos no total (sim eu sou selectivo com as pessoas que adiciono e então?) mas desses 91, só falo com aproximadamente 35 contactos, e 5 contactos já não existiam, por isso tive que os eliminar.
Das 51 pessoas que restam , pelos nicks só reconheço prai 15.
ou seja... Ridículo.

O que me deixa na duvida de quem são as outras 36.
é engraçado a quantidade de entulho cibernético que se consegue juntar né?
É triste que as vezes adicionamos algumas pessoas que acabam por só falar connosco quando precisam de vomitar os problemas (sim eu tenho alguma espécie de aura de padre ou assim, porque toda a gente se vira para mim quando precisa de um ombro em que chorar e um par de orelhas pra ouvir, mas depois cagam-se completamente em mim quando as suas vidinhas vão maravilhosamente bem. adorável né?)
O que também é engraçado, é que é-me quase impossível apagar esses contactos. tenho sempre aquela ideia idiota que talvez um dia alguma dessas pessoas se lembre que quer efectivamente falar comigo sem qualquer tipo de interesse, uma conversita amigável e que magicamente passemos a ficar maravilhosamente amigos de novo. chamem me naive se quiserem, mas gosto de pensar que talvez hajam pessoas capazes de mudar xD
Tambem é interessante se pensarmos que muitas das vezes qe pensamos que uma pessoa está off ela pode ter-nos apenas bloqueado para não ter que nos falar.
Viva as maravilhas tecnológicas de hoje em dia, desde o unfriending (desaminganço) até aos bloqueios de contactos para evitar comunicar e passando pelas mensagens pessoais e estados a mandar boquinhas (a quem quer que seja)

[A ouvir : Hold On- Mr. Scruff ]
[Humor : preguiçoso ]
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