Olá Alcachofras!
Como tendes passado?
"Ai mas não tinhas abandonado o blog?"
Não, simplesmente fiz uma pausa. Não achei necessário fazer um melodrama e dizer que me ia embora e nhenhenhe, porque isto não é uma novela das 8 e vocês têm mais que fazer. Hoje acordei e apercebi-me que, por mais deprimente que possa parece, tive saudades daqui.
"Então e porque não postaste mais vezes?"
Porque aconteceu a vida, e eu quis ir vivê-la em vez de escrever sobre ela.
"E agora?"
E agora deu me saudades, pronto.
Só pra saberem que não morri e que vou postar aqui e que os frigoríficos são frios por dentro.
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sábado, junho 08, 2013
Os 4 tipos de fotos que deviam pagar multa nas redes sociais
Olá, eu sou o Ricardo, e tenho um blog.
E um trabalho.
E uma vida.
E os dois últimos só roubam tempo ao primeiro.
Obrigado aos que continuam a seguir mesmo sem posts todos os dias…. ou semanas…. Ou meses (xD), giveaways ou derivados.
Agora ao que interessa:
Desde que alguém inventou o botãozinho do "enviar foto", té ao dia presente, as regulamentações relativas á poluição fotográfica nos nossos feeds de notícias das redes sociais estagnaram completamente.
Seja facebook, tumblr, instagram, ou hi5(ainda alguém usa esta rede zombificada?), todas as redes são inundadas diariamente por tipos especificos de fotos que não servem para mais do que encher o nosso horizonte visual de informação desnecessária.
Cá está o nosso belo top 4 de clichés fotográficos:
Se eu quisesse saber o que as outras pessoas comiam, virava nutricionista.
Não percebo muito bem qual é a fascinação maníaca de partilhar fotos do macarrão com salsicha num filtro “earlybird” com uma moldura desgastada como se estivessem a mostrar uma obra de arte digna do Louvre.
A não ser que uma pessoa esteja num país de 3º mundo, comer não é uma coisa assim tão fantástica, digo eu.
Está a chegar o Verão e ao contrário da maioria da população – que treme de medo das fotos nos fatos de banho depois de um inverno de alimentação digna dum urso polar pré hibernação – eu arrepio-me só de pensar nas fotografias dos pés na praia.
Não sei quem foi a pessoa que começou esta moda, mas espero que lhe caiam as unhas dos pés uma a uma, por ter proporcionado milhões de fotografias de unhas encravadas emolduradas por um mar mais ou menos azulado, alguma areia e umas pernas semi relaxadas, que querem demonstrar um “Ah e tal estou qui na praia enquanto vocês otários estão na internet” mas mostram um “Estou na praia mas não largo a merda do smartphone porque quero que vejam que vivo a vida muito intensamente”
A sério que não existe um sítio melhor para tirar uma foto do que num WC… público?
A sério?
Não bastando isso anda se arranja maneira de tirar uma fotografia a mostrar a câmara/telefone, as cabines das sanitas vandalizadas e o papel higiénico no chão?
Acho que Van Gogh está super arrependido no além, quem sabe se tivesse um smartphone, o autoretrato com a orelha cortada teria como plano de fundo uma latrina e um camponês a arrear o calhau. e toda a gente ia dar like naquilo.
E vocês?
Costumam encontrar muitas destas fotos nos vossos feeds sociais?
Há algum outro tipo que vos irrite particularmente?
Partilhem isso e as vossas opiniões na caixa de comentários, prometo que o bolor que lá está não é particularmente tóxico.
E um trabalho.
E uma vida.
E os dois últimos só roubam tempo ao primeiro.
Obrigado aos que continuam a seguir mesmo sem posts todos os dias…. ou semanas…. Ou meses (xD), giveaways ou derivados.
Agora ao que interessa:
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Desde que alguém inventou o botãozinho do "enviar foto", té ao dia presente, as regulamentações relativas á poluição fotográfica nos nossos feeds de notícias das redes sociais estagnaram completamente.
Seja facebook, tumblr, instagram, ou hi5(ainda alguém usa esta rede zombificada?), todas as redes são inundadas diariamente por tipos especificos de fotos que não servem para mais do que encher o nosso horizonte visual de informação desnecessária.
Cá está o nosso belo top 4 de clichés fotográficos:
Fotos de comida:
Se eu quisesse saber o que as outras pessoas comiam, virava nutricionista.
Não percebo muito bem qual é a fascinação maníaca de partilhar fotos do macarrão com salsicha num filtro “earlybird” com uma moldura desgastada como se estivessem a mostrar uma obra de arte digna do Louvre.
A não ser que uma pessoa esteja num país de 3º mundo, comer não é uma coisa assim tão fantástica, digo eu.
Fotos de pés na praia:
Está a chegar o Verão e ao contrário da maioria da população – que treme de medo das fotos nos fatos de banho depois de um inverno de alimentação digna dum urso polar pré hibernação – eu arrepio-me só de pensar nas fotografias dos pés na praia.
Não sei quem foi a pessoa que começou esta moda, mas espero que lhe caiam as unhas dos pés uma a uma, por ter proporcionado milhões de fotografias de unhas encravadas emolduradas por um mar mais ou menos azulado, alguma areia e umas pernas semi relaxadas, que querem demonstrar um “Ah e tal estou qui na praia enquanto vocês otários estão na internet” mas mostram um “Estou na praia mas não largo a merda do smartphone porque quero que vejam que vivo a vida muito intensamente”
Fotos No espelho:
A sério que não existe um sítio melhor para tirar uma foto do que num WC… público?
A sério?
Não bastando isso anda se arranja maneira de tirar uma fotografia a mostrar a câmara/telefone, as cabines das sanitas vandalizadas e o papel higiénico no chão?
Acho que Van Gogh está super arrependido no além, quem sabe se tivesse um smartphone, o autoretrato com a orelha cortada teria como plano de fundo uma latrina e um camponês a arrear o calhau. e toda a gente ia dar like naquilo.
Fotos de unhas:
Algures pelo mar de “tendências” que afogaram as redes
sociais, a “nail art” ´é aquela que aparentemente nunca vai desaparecer da minha
vida sem deixar rasto, porque pelos vistos pintar o super mário nas unhas de
gel não é idiota. É original. E com isto, milhares de gajas tiram fotos com essa
posição estranha com as mãos que mais parece – citando uma amiga – uma
atrofiação muscular por falta de cálcio, porque acham bonito partilhar as
pinturas rupestres que levam nas unhacas.
Já percebemos que levam mais tempo a pintar as unhas o
que a lavar os dentes meninas.
Agora por favor, arranjem outra parte do corpo para tirar
fotografias (que não os pés, na praia).
E vocês?
Costumam encontrar muitas destas fotos nos vossos feeds sociais?
Há algum outro tipo que vos irrite particularmente?
Partilhem isso e as vossas opiniões na caixa de comentários, prometo que o bolor que lá está não é particularmente tóxico.
terça-feira, abril 30, 2013
Como eu me sinto:
Quando vejo o meu extrato bancário no fim do mês:
Quando vou a uma pastelaria e alguém leva o bolo que eu queria:
Acho que muitas velhinhas que levaram para casa o ultimo queque sentiram um arrepio na espinha á custa do meu olho gordo.
No primeiro dia de praia:
(Ajuda o facto de eu comer que nem uma morsa durante o Inverno)
Quando me apercebo que me esqueci da carteira em casa, e estou na caixa do supermercado:
Quando o computador desliga antes de gravar um projeto de muitas horas:
E pronto, é isto, basicamente.
Quando vou a uma pastelaria e alguém leva o bolo que eu queria:
Acho que muitas velhinhas que levaram para casa o ultimo queque sentiram um arrepio na espinha á custa do meu olho gordo.
No primeiro dia de praia:
(Ajuda o facto de eu comer que nem uma morsa durante o Inverno)
Quando me apercebo que me esqueci da carteira em casa, e estou na caixa do supermercado:
Quando o computador desliga antes de gravar um projeto de muitas horas:
E pronto, é isto, basicamente.
sexta-feira, março 15, 2013
O drama da roupa cara de Favelada
Num site de reclamações dos direitos do consumidor, deparo-me com a seguinte pérola:
Quer dizer que eu devia ter processado o Mc Donalds por o Manzarra ter usado uma t-shirt igual a uma minha num anúncio a hambúrgueres em promoção?
A sério?
A sério Internet, só me mostras coisas fantásticas.
Querem ler o original?
Vão aqui.
E já sabem, façam valer os vossos direitos. cada vez que virem a Rita Pereira com aquela blusa que compraram nos saldos da Bershka, vão logo à DECO.
Minha esposa comprou um vestido novo para usar no Natal na Planet, e hoje na propaganda da novela das 9 da rede Globo apareceu o dia inteiro uma mulher que faz papel pobre, mora na favela, que esta usando exatamente o mesmo vestido.Também toda a gente sabe que as novelas da Globo se prezam por terem favelas ricas e evoluídas, deviam estar orgulhosos pessoas!
Agora minha esposa nao quer mais usar esse vestido, e mais nenhuma roupa da planet, porque os amigos e colegas estao tirando sarro e fazendo gozacoes.Ahm... se fosse eu também ia gozar até à morte com ela, just sayin'.
Sentimo-nos totalmente prejudicado, e quero a devolucao do dinheiro gastado, pois nao adianta trocar por outra roupa e depois essa mesma aparecer na novela de novo.Espera... Ahn?
Quer dizer que eu devia ter processado o Mc Donalds por o Manzarra ter usado uma t-shirt igual a uma minha num anúncio a hambúrgueres em promoção?
A sério?
A sério Internet, só me mostras coisas fantásticas.
Querem ler o original?
Vão aqui.
E já sabem, façam valer os vossos direitos. cada vez que virem a Rita Pereira com aquela blusa que compraram nos saldos da Bershka, vão logo à DECO.
sábado, fevereiro 16, 2013
5 coisas que todos os pais fazem no facebook (provavelmente)
Filho, como é que se faz um facebook?
Com esta frase só podemos aceitar calmamente a entrada permanente da inclusão virtual em nossas casas, enquanto nos benzemos e esperamos pelo melhor.
Ter uma ou mais entidades parentais na lista de amigos não é necessariamente uma tortura ou uma cruz a carregar, mas pode levar a situações… interessantes.
Afinal, pais são pais, dentro ou fora de um computador:
Deixo-vos a batata quente:
Com esta frase só podemos aceitar calmamente a entrada permanente da inclusão virtual em nossas casas, enquanto nos benzemos e esperamos pelo melhor.
Ter uma ou mais entidades parentais na lista de amigos não é necessariamente uma tortura ou uma cruz a carregar, mas pode levar a situações… interessantes.
Afinal, pais são pais, dentro ou fora de um computador:
- “Supervisão” Parental – Em tempos o facebook era a terra de ninguém. Mudar de relacionamento. Deixar de falar à prima chata. Falar mal do jantar num status – nunca façam isso, se têm amor à vida. Mal os pais entrarem no facebook, eles vêm tudo.
- A foto de perfil enganosa – Sabem quando têm uma fotografia em que ficaram mesmo bem, e resolvem usar essa foto como identificação em todos os sites? Os pais funcionam sob a mesma lógica. Há é a possibilidade de essa dita fotografia ter 20 ou mais anos.
- O tagging indesejado – Algures, numa gaveta, ou num armário da sala de estar, pelo meio de diversos momentos capturados em câmara, está alguma fotografia embaraçosa vossa. Provavelmente estão nus dentro de um balde, ou com uma fralda na cabeça, ou qualquer coisa assim. Se antes da inclusão parental, essas fotografias serviam para fazer as delícias dos jantares de família, com um pai no facebook há sempre o Risco de uma dessas aparecer na vossa timeline, para deleite dos vossos amigos. Deus sabe as fotografias que eu tive que interditar cá em casa a envolverem genitália exposta e rabinhos assados.
- Partilha compulsiva – Piadas, música, frases sentimentais, imagens de animais bebés, sapatos, carros, vocês escolhem, os pais partilham tudo. Frisemos o TUDO. Acho que vêm tudo com um entusiasmo diferente, ou qualquer coisa do género, sei lá, perguntem ao Dr. Phill. Eu nem sabia que se podia ter o facebook temporariamente bloqueado por spam até ter acontecido cá em casa, só para termos uma ideia.
- Pais populares – Não percebo muito bem como, mas a maioria de pais que vejo no facebook têm imensos amigos – tipo o dobro dos filhos. Oh, espera, percebo. Eles adicionam toda e qualquer pessoa com a qual já tenham interagido. Senhora da padaria? Adicionada. Empregado da drogaria? Adicionado. Arrumador de carros do shopping? Ad…. Okay, esse deve ter vendido o telemóvel para comprar heroína, senão também ia. Isto acaba por dar origem a toda uma onda interminável de pedidos indesejados de amizade.
Deixo-vos a batata quente:
E vocês?
Os vossos pais têm facebook?
Fazem alguma destas coisas? Todas (esperemos que não né)
Que outras coisas podia ter metido na lista?
Vá, toca a ler comentar e subscrever pessoas!
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Queres casar comigo?
Quem se tiver aventurado pelo youtube em dia de São Valentim, deve ter reparado na invasão de "proposals" - em Português pedidos de casamento -que o dito sofreu.
É uma moda relativamente recente.
Um rapaz, uma rapariga, um grande amor... - tenhamos em atenção que uma grande parcela destes vídeos começam com estas exatas palavras. - eventualmente o tal rapaz (ou quem sabe a rapariga, sei lá, ninguém me explicou se havia algum protocolo no assunto)
Mas em vez de o fazer num jantar romântico, um passeio à beira mar ou num qualquer tipo de privacidade possível, resolve transformar um pedido de casamento num segmento de glee, com direito a coreografia, música do Bruno Mars fatos a condizer balões e pombos ou outros animais amestrados.
um autêntico overkill.
E a mulherada suspira e acha isto um must do romantismo moderno, enquanto eu continuo sem perceber porquê, e secretamente espero que algum dos vídeos acabe com o dito rapaz a levar uma lambada e um não, em vez de toda a baba e ranho em que invariavelmente acabam estes vídeos.
Não é tanto a coisa do pedido que eu não acho romântico - Não sou assim tão mau, vá - quer dizer, é toda aquela sensação de que é tudo muito encenado, um espetáculo armado para mostrar ao mundo em vez de se fazer uma memória digna de contar aos futuros netos.dá a sensação que estão a palpitar para que o pedido acabe para irem a correr estampar tudo nas redes sociais e esperar pelos likes e comentários melosos que obviamente vão chover.
Nunca por uma vez penso "quem me dera ser eu ali".
Chamem-me insensível, vá.
E vocês?
Seriam capazes de fazer um pedido de casamento gravado?
O que acham desta onda?
Que tal de Dia de São Valentim?
É uma moda relativamente recente.
Um rapaz, uma rapariga, um grande amor... - tenhamos em atenção que uma grande parcela destes vídeos começam com estas exatas palavras. - eventualmente o tal rapaz (ou quem sabe a rapariga, sei lá, ninguém me explicou se havia algum protocolo no assunto)
Mas em vez de o fazer num jantar romântico, um passeio à beira mar ou num qualquer tipo de privacidade possível, resolve transformar um pedido de casamento num segmento de glee, com direito a coreografia, música do Bruno Mars fatos a condizer balões e pombos ou outros animais amestrados.
um autêntico overkill.
E a mulherada suspira e acha isto um must do romantismo moderno, enquanto eu continuo sem perceber porquê, e secretamente espero que algum dos vídeos acabe com o dito rapaz a levar uma lambada e um não, em vez de toda a baba e ranho em que invariavelmente acabam estes vídeos.
Não é tanto a coisa do pedido que eu não acho romântico - Não sou assim tão mau, vá - quer dizer, é toda aquela sensação de que é tudo muito encenado, um espetáculo armado para mostrar ao mundo em vez de se fazer uma memória digna de contar aos futuros netos.dá a sensação que estão a palpitar para que o pedido acabe para irem a correr estampar tudo nas redes sociais e esperar pelos likes e comentários melosos que obviamente vão chover.
Nunca por uma vez penso "quem me dera ser eu ali".
Chamem-me insensível, vá.
E vocês?
Seriam capazes de fazer um pedido de casamento gravado?
O que acham desta onda?
Que tal de Dia de São Valentim?
quinta-feira, janeiro 10, 2013
As polémicas e a Blogosfera.
Já ando nisto há uns anos, e cada vez mais me convenço de que a blogosfera parece um gigantesco cabeleireiro, à espera de uma coscuvilhice qualquer para dissecar até à exaustão enquanto se retocam as raízes e se faz o bigode.
Diz que desta vez mete uma miúda qualquer, num vídeo qualquer a falar duma mala da Chanel.
Uns indignam-se e chamam-lhe nomes, outros dão-lhe razão e elogiam-na, outros gozam com a futilidade do assunto.
Toda a gente diz que não quer saber, mas toda a gente vai eventualmente falar do assunto como se fosse um grande acontecimento.
E eu podia fazer qualquer uma das três, mas não passa de uma miúda qualquer, num vídeo qualquer, a falar duma mala da Chanel ( que só por acaso é um dos seus objectivos pessoais de 2013).
Não vejo onde está todo o interesse.
Tal e qual os mexericos de cabeleireiro, daqui a uma semana morreu o assunto e já está tudo à espera do novo mexerico.
Diz que desta vez mete uma miúda qualquer, num vídeo qualquer a falar duma mala da Chanel.
Uns indignam-se e chamam-lhe nomes, outros dão-lhe razão e elogiam-na, outros gozam com a futilidade do assunto.
Toda a gente diz que não quer saber, mas toda a gente vai eventualmente falar do assunto como se fosse um grande acontecimento.
E eu podia fazer qualquer uma das três, mas não passa de uma miúda qualquer, num vídeo qualquer, a falar duma mala da Chanel ( que só por acaso é um dos seus objectivos pessoais de 2013).
Não vejo onde está todo o interesse.
Tal e qual os mexericos de cabeleireiro, daqui a uma semana morreu o assunto e já está tudo à espera do novo mexerico.
sexta-feira, dezembro 21, 2012
Vou à DECO reclamar contra o fim do mundo.
Uma pessoa reserva lugares vip no telhado do condomínio, fantasia sobre o acontecimento, planeja o autefite, paga 40 euros por um corte de cabelo da elite, faz a barba, compra uma garrafa de champanhe, olha pro céu...
E nada!
Isto não passa de uma grande palhaçada.
Não há respeito pelo consumidor!
Nem uns míseros fogos de artifício, nem um strip da linda Reis, nem nada de remotamente memorável.
Já não bastando os fiascos de 2000 e 2001, uma pessoa ainda fica com mais esta desilusão no currículo.
Daqui a nada sobrevivi a mais fins do mundo do que o Tom cruise deu corridas em camara lenta ao longo da carreira.
E isto é um grande desgaste emocional!
Estou a começar a pensar que este Natal nem vou ter energia para comer o bacalhau - no pun intended - ou abrir as prendas.
Estava à espera de um apocalipse zombie, um tsunamezinho, uma invasão Alien, mas não.
E eu pergunto:
Como ficamos nós, público que queria partilhar o fim do mundo pelo instagram?
Como tal quero processar a organização do evento, e pedir um reembolso.
Já tentei entrar em contacto com os senhores dos vouchers, que vendiam packs de "apocalipse aventura", mas a empresa faliu, fechou os escritórios e não há maneira de entrar em contacto com a administração do evento.
O meu advogado vai entrar em contacto com a DECO para saber quais as medidas a tomar.
Se quiserem entrar num processo judicial e pedir uma indemnização choruda, podem partilhar aqui na caixa de comentários.
E nada!
Isto não passa de uma grande palhaçada.
Não há respeito pelo consumidor!
Nem uns míseros fogos de artifício, nem um strip da linda Reis, nem nada de remotamente memorável.
Já não bastando os fiascos de 2000 e 2001, uma pessoa ainda fica com mais esta desilusão no currículo.
Daqui a nada sobrevivi a mais fins do mundo do que o Tom cruise deu corridas em camara lenta ao longo da carreira.
E isto é um grande desgaste emocional!
Estou a começar a pensar que este Natal nem vou ter energia para comer o bacalhau - no pun intended - ou abrir as prendas.
Estava à espera de um apocalipse zombie, um tsunamezinho, uma invasão Alien, mas não.
E eu pergunto:
Como ficamos nós, público que queria partilhar o fim do mundo pelo instagram?
- Nós, apreciadores de entretenimento gratuito?
- Nós que queríamos mudar o estado civil 3 vezes no facebook antes de merrer?
- Nós, que queríamos pilhar umas quantas lojas no meio da confusão?
- Nós que queríamos surfar no tsunami?
- Nós que queríamos ver a Carolina Patrocínio ser arrastada para o inferno onde teria que comer uvas com pele e descascar laranjas por toda a eternidade?
Estão felizes pessoas da organização?
Têm noção que destruiram muitos sonhos?
Como tal quero processar a organização do evento, e pedir um reembolso.
Já tentei entrar em contacto com os senhores dos vouchers, que vendiam packs de "apocalipse aventura", mas a empresa faliu, fechou os escritórios e não há maneira de entrar em contacto com a administração do evento.
O meu advogado vai entrar em contacto com a DECO para saber quais as medidas a tomar.
Se quiserem entrar num processo judicial e pedir uma indemnização choruda, podem partilhar aqui na caixa de comentários.
Vá, agora a sério, como foi o vosso fim do mundo?
Toca a comentar, ler subscrever gostar e essas coisas todas.
No mínimo riam-se com o post, tá?
segunda-feira, dezembro 10, 2012
Longa vida aos seguranças de supermercado
Como eu morro de saudades do meu pczico, shuif...
No outro dia, estava eu na caixa, quando passsa um dos seguranças do estabelecimento, a correr desenfreadamente.
"Cagari, cagarou" pensei eu alegremente enquanto registava dois quilos e quatrocentas de couve lombarda.
Passados uns minutos, sobe a escada, com dois rapazotes pelo colarinho, um com um capacete de mota em punho e outro com uma mochila.
Passados dois segundos, materializa-se outro segurança, e junta-se ao grupo de peito feito.
Parecia uma cena dum filme do steven seagal, em que o homem se prepara para dar um enxerto de porrada aos traficantes de droga maléficos.
Trancaram-se os quatro numa salinha, e eu honestamente só pensava que devia ser qualquer coisa grave.
Passou meia hora, e eles lá trancados.
quase uma hora Depois, pedem-me em tom solene para chamar duas funcionárias da administração, e eu - bom leitor de policiais que sou - só pensava: "se calhar violaram a senhora dos recursos humanos, cortaram-lhe a cabeça e roubaram-lhe as chaves do carro"
Saem todos da sala, abruptamente, uma hora e pouco depois, e os rapazes, claramente nervosos, vêm á minha caixa.
Triunfantemente os seguranças olham, como se tivessem capturado os cabecilhas da al Qaeda.
E todo este drama digno do Kiefer sutherland, por causa de uma caixa de preservativos de 8€
Não querendo ofender possíveis leitores na profissão, tenho para mim que muitas vezes ter um segurança num centro comercial é o mesmo que ter uma jarra, ou um cão de louça.
Não a nível estético tanto quanto nível utilitário.
Vá, chamem-me nomes.
No outro dia, estava eu na caixa, quando passsa um dos seguranças do estabelecimento, a correr desenfreadamente.
"Cagari, cagarou" pensei eu alegremente enquanto registava dois quilos e quatrocentas de couve lombarda.
Passados uns minutos, sobe a escada, com dois rapazotes pelo colarinho, um com um capacete de mota em punho e outro com uma mochila.
Passados dois segundos, materializa-se outro segurança, e junta-se ao grupo de peito feito.
Parecia uma cena dum filme do steven seagal, em que o homem se prepara para dar um enxerto de porrada aos traficantes de droga maléficos.
Trancaram-se os quatro numa salinha, e eu honestamente só pensava que devia ser qualquer coisa grave.
Passou meia hora, e eles lá trancados.
quase uma hora Depois, pedem-me em tom solene para chamar duas funcionárias da administração, e eu - bom leitor de policiais que sou - só pensava: "se calhar violaram a senhora dos recursos humanos, cortaram-lhe a cabeça e roubaram-lhe as chaves do carro"
Saem todos da sala, abruptamente, uma hora e pouco depois, e os rapazes, claramente nervosos, vêm á minha caixa.
Triunfantemente os seguranças olham, como se tivessem capturado os cabecilhas da al Qaeda.
E todo este drama digno do Kiefer sutherland, por causa de uma caixa de preservativos de 8€
Não querendo ofender possíveis leitores na profissão, tenho para mim que muitas vezes ter um segurança num centro comercial é o mesmo que ter uma jarra, ou um cão de louça.
Não a nível estético tanto quanto nível utilitário.
Vá, chamem-me nomes.
quarta-feira, novembro 28, 2012
Quando eu for grande
Para quem não segue o facebook do blog, estou há 3/4 dias sem computador.
Como não gosto muito de escrever textos longos via tablet, tenho-me remetido ao desgraçado silêncio cibernético. O que para um tagarela crónico é, pardon my french um tédio de morte.
Quando eu era pequenino, perguntavam-me "e quando fores grande, que queres ser?".
E eu dizia " quero ser rico". Aparentemente ser rico não era resposta.
Acabei por me decidir por ser veterinário. Afinal, gostando eu dos bichinhos, pareceu-me a escolha lógica.... mas a lógica foi-se às urtigas quando vi o parto de uma vaca, do alto dos meus sete anos. Mais depressa congelaria o inverno , do que eu metia a mão nas intimidades da vaquiha mímosa.
Descartada essa possibilidade, quis ser as coisas mais mirabolantes, desde ladrão de bancos a psicoterapeuta - em minha defesa, eu lia coisas muito diversificadas.- mas obviamente, também passaram todas.
E cheguei aos 14, para escolher que área queria seguir dali em diante . "O que queres ser quando fores grande?"
Como se com 14 anos, tivesse espaço no cérebro que não fosse movido a hormonas, vaginas, pénis, coito, e todas aquelas palavras que nos faziam rir e corar com 14 anos.
Lá escolhi duma listinha, porque obviamente o nosso futuro tem que estar algures numa lista pré definida, ou não fará sentido.
Mais 4 anos e là vinha a bendita pergunta: "o que queres ser quando fores grande?".
Ora fouda-se, não se cansam de perguntar isso?
Tenho 18 anos, quero-me embebedar na areia e fazer mais sexo que um casal de coelhos em noite de lua cheia - 5 anos Depois acho que a ideia ainda é bastante apelativa. - mas tenho que escolher. Senão o mundo acaba, porque o meu eu adolescente não sabia para onde se virar, sei lá.
E queria ser jornalista.
E fui para engenheiro, escolha que se provou maior desastre do que a irmã do Ronaldo a escolher roupa.
Caguei-me naquilo ano e meio Depois, segui a minha vidinha e entretanto acho que fiquei "grande" (pelo menos cronológicamente).
E diz-se que as pessoas que não sabem o que querem da vida, são as mais interessantes.
Por isso devo assumir que mais interessante que eu não há.
Porque eu queria era ser rico, mas pelos vistos rico não dá, e "feliz" é resposta de miss.
Como não gosto muito de escrever textos longos via tablet, tenho-me remetido ao desgraçado silêncio cibernético. O que para um tagarela crónico é, pardon my french um tédio de morte.
Quando eu era pequenino, perguntavam-me "e quando fores grande, que queres ser?".
E eu dizia " quero ser rico". Aparentemente ser rico não era resposta.
Acabei por me decidir por ser veterinário. Afinal, gostando eu dos bichinhos, pareceu-me a escolha lógica.... mas a lógica foi-se às urtigas quando vi o parto de uma vaca, do alto dos meus sete anos. Mais depressa congelaria o inverno , do que eu metia a mão nas intimidades da vaquiha mímosa.
Descartada essa possibilidade, quis ser as coisas mais mirabolantes, desde ladrão de bancos a psicoterapeuta - em minha defesa, eu lia coisas muito diversificadas.- mas obviamente, também passaram todas.
E cheguei aos 14, para escolher que área queria seguir dali em diante . "O que queres ser quando fores grande?"
Como se com 14 anos, tivesse espaço no cérebro que não fosse movido a hormonas, vaginas, pénis, coito, e todas aquelas palavras que nos faziam rir e corar com 14 anos.
Lá escolhi duma listinha, porque obviamente o nosso futuro tem que estar algures numa lista pré definida, ou não fará sentido.
Mais 4 anos e là vinha a bendita pergunta: "o que queres ser quando fores grande?".
Ora fouda-se, não se cansam de perguntar isso?
Tenho 18 anos, quero-me embebedar na areia e fazer mais sexo que um casal de coelhos em noite de lua cheia - 5 anos Depois acho que a ideia ainda é bastante apelativa. - mas tenho que escolher. Senão o mundo acaba, porque o meu eu adolescente não sabia para onde se virar, sei lá.
E queria ser jornalista.
E fui para engenheiro, escolha que se provou maior desastre do que a irmã do Ronaldo a escolher roupa.
Caguei-me naquilo ano e meio Depois, segui a minha vidinha e entretanto acho que fiquei "grande" (pelo menos cronológicamente).
E diz-se que as pessoas que não sabem o que querem da vida, são as mais interessantes.
Por isso devo assumir que mais interessante que eu não há.
Porque eu queria era ser rico, mas pelos vistos rico não dá, e "feliz" é resposta de miss.
terça-feira, novembro 20, 2012
Delta o Quê?
Antes de mais nada:
Feliz Dia Nacional do Pijama!
Vamos celebrar efusivamente este dia tão importante para o país, ficando todos em casa de pijama a enfardar bolachas, nutella e café com leite e a ver os programas da tarde?
Não?
E ir trabalhar por mim?
Também não?
Porra, nunca querem fazer nada vocês!
_____________________________________________________________
Passando à frente.
Juntei-me - por arrasto - esta semana à crescente parcela da população que tem uma máquina de café toda pipi.
A minha mãe pelo contrário, pobre criatura caféinómaniaca, sonhava com uma há imenso tempo, já desde que o amigo George Clooney se lembrou de vir para Portugal fazer publicidade à famigerada Nespresso e se seguiram todas as primas tias e afilhadas da dita cuja.
Esta semana no Alentejo, pelo meio de muitos suspiros, flirts e fungadelas, lá trouxe a minha mãe debaixo do braço uma Delta Q (igual à da foto), que já ocupa espaço de destaque na cozinha, onde é alvo de adoração incondicional.
Continuo sem perceber todo este fascínio que agora aí anda com as máquinas de café ,que em vez de café em pó leva cápsulas (oh, as cápsulas).
Se calhar porque não gosto de café, ou se calhar porque quando olho para as máquinas de café, me parecem todas fritadeiras de última geração sei lá.
Acho que parte de todo o allure está na publicidade.
Quer dizer, tantas publicidades uma pessoa vê meses a fio de máquinas em salas impecavelmente decoradas, com manequins jeitosas - ou com o George Clooney( Se calhar deviam contratar outra pessoa mais jeitosa do que o Bruno Nogueira para promover o café da Delta, já agora) - a carregarem no botão, tirando um expresso digno de um "hmmmmmmmm" orgásmico, enquanto passam a imagem do café cheio de espuma numa chávena toda XPTO - que já agora não vem dentro da caixa da máquina e custa 30 euros cada 4 chávenas - que eventualmente, mesmo não bebendo café, uma pessoa fica a morrer de curiosidade de tirar um café na bendita máquina.
E se querem que vos diga, a publicidade é uma grande aldrabice.
Fui comprar as cápsulas - o grande argumento de que "sai mais barato que ir a um café e nhenhenhenhenhe - ao supermercado, meti a água, liguei à corrente e esperei que a luz ficasse verde.
Nervosamente carreguei no botãozinho, à espera de uma experiência que mudasse a minha interpretação da vida ....
E saiu café!
Em vez de uma música de fundo sensualona, houve um BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e a chávena encheu-se de café.
Não houve câmara lenta.
Não houve espuma de 3 centímetros, nem aquele pingo final em que o café salta para o lado e nos promete que o dia vai ser uma maravilha.
Fez exatamente o mesmo que uma cafeteira do Lidl que tive cá em casa há uns 6 anos.
Segundo a minha mãe disse, com um brilho nos olhos que me faz ter medo de qualquer dia ser vendido para o mercado sexual para ela comprar cápsulas, o café é muito bom, mas fiquei com a sensação de que sei como se sente uma virgem que vai para a cama com um senhor com ejaculação precoce.
My heart is broken, alcachofras.
Feliz Dia Nacional do Pijama!
Vamos celebrar efusivamente este dia tão importante para o país, ficando todos em casa de pijama a enfardar bolachas, nutella e café com leite e a ver os programas da tarde?
Não?
Também não?
Porra, nunca querem fazer nada vocês!
_____________________________________________________________
Passando à frente.
Juntei-me - por arrasto - esta semana à crescente parcela da população que tem uma máquina de café toda pipi.
A minha mãe pelo contrário, pobre criatura caféinómaniaca, sonhava com uma há imenso tempo, já desde que o amigo George Clooney se lembrou de vir para Portugal fazer publicidade à famigerada Nespresso e se seguiram todas as primas tias e afilhadas da dita cuja.
Esta semana no Alentejo, pelo meio de muitos suspiros, flirts e fungadelas, lá trouxe a minha mãe debaixo do braço uma Delta Q (igual à da foto), que já ocupa espaço de destaque na cozinha, onde é alvo de adoração incondicional.
Continuo sem perceber todo este fascínio que agora aí anda com as máquinas de café ,que em vez de café em pó leva cápsulas (oh, as cápsulas).
Se calhar porque não gosto de café, ou se calhar porque quando olho para as máquinas de café, me parecem todas fritadeiras de última geração sei lá.
Acho que parte de todo o allure está na publicidade.
Quer dizer, tantas publicidades uma pessoa vê meses a fio de máquinas em salas impecavelmente decoradas, com manequins jeitosas - ou com o George Clooney( Se calhar deviam contratar outra pessoa mais jeitosa do que o Bruno Nogueira para promover o café da Delta, já agora) - a carregarem no botão, tirando um expresso digno de um "hmmmmmmmm" orgásmico, enquanto passam a imagem do café cheio de espuma numa chávena toda XPTO - que já agora não vem dentro da caixa da máquina e custa 30 euros cada 4 chávenas - que eventualmente, mesmo não bebendo café, uma pessoa fica a morrer de curiosidade de tirar um café na bendita máquina.
E se querem que vos diga, a publicidade é uma grande aldrabice.
Fui comprar as cápsulas - o grande argumento de que "sai mais barato que ir a um café e nhenhenhenhenhe - ao supermercado, meti a água, liguei à corrente e esperei que a luz ficasse verde.
Nervosamente carreguei no botãozinho, à espera de uma experiência que mudasse a minha interpretação da vida ....
E saiu café!
Em vez de uma música de fundo sensualona, houve um BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e a chávena encheu-se de café.
Não houve câmara lenta.
Não houve espuma de 3 centímetros, nem aquele pingo final em que o café salta para o lado e nos promete que o dia vai ser uma maravilha.
Fez exatamente o mesmo que uma cafeteira do Lidl que tive cá em casa há uns 6 anos.
Segundo a minha mãe disse, com um brilho nos olhos que me faz ter medo de qualquer dia ser vendido para o mercado sexual para ela comprar cápsulas, o café é muito bom, mas fiquei com a sensação de que sei como se sente uma virgem que vai para a cama com um senhor com ejaculação precoce.
My heart is broken, alcachofras.
quarta-feira, outubro 31, 2012
Momentos Uáte da Faque VIII
E a crise continua lá fora... mas só a monetária, porque em matéria de notícias assustadoramente idiotas, a crise nunca chega.
Para quem não tem vivido debaixo de um pedregulho nos últimos 5 dias, o Furacão Sandy atingiu esta semana os Estados Unidos, passando por New york, e New Jersey, sem destino certo para o seu rasto de destruição.
E pelo meio de notícias trágicas de pessoas mortas e casas destruídas e todas aquelas coisas muito típicas de uma catástrofe, heis que saída dos escombros,vemos a bela atriz brasileira, Nana Gouvêa:
Não, isto deve ser photoshop... Claro, é photoshop!
Bem, depois de ver mais meia dúzia de fotos do gênero em que a querida posa em cima de carros escangalhados, àrvores caídas e estradas cheias de entulho, assimilo que é verdade.
Imagino que devam dar uma bela fotografia de facebook.
Mas a cereja em cima do bolo vem com a profunda entrevista que Nana Dá:
No, really?
...Oh... acho que acabei de perceber para quê o vinho!
A parte mais tocante de toda esta entrevista é que nem uma vez a moça falou dos 30 mortos, ou lá da destruição que andou a fotografar com o marido.
Ou o homem é muito bom de cama, ou o furacão varreu lhe o juízo.
Ou os dois, sei lá.
Para quem não tem vivido debaixo de um pedregulho nos últimos 5 dias, o Furacão Sandy atingiu esta semana os Estados Unidos, passando por New york, e New Jersey, sem destino certo para o seu rasto de destruição.
E pelo meio de notícias trágicas de pessoas mortas e casas destruídas e todas aquelas coisas muito típicas de uma catástrofe, heis que saída dos escombros,vemos a bela atriz brasileira, Nana Gouvêa:
Não, isto deve ser photoshop... Claro, é photoshop!
Bem, depois de ver mais meia dúzia de fotos do gênero em que a querida posa em cima de carros escangalhados, àrvores caídas e estradas cheias de entulho, assimilo que é verdade.
Imagino que devam dar uma bela fotografia de facebook.
Mas a cereja em cima do bolo vem com a profunda entrevista que Nana Dá:
Mesmo presa dentro do apartamento com o marido, Nana disse que não sente tédio. Pelo contrário, tem aproveitado os momentos a sós com ele para namorar muito... Sim, num furacão, uma pessoa sente imenso tédio trancada em casa. Não haja dúvida.
"O furacão nos aproximou muito mais do que se fosse uma viagem comum com tempo normal e tenho que confessar que adoro hurricanes (furacões)!Vá, vamos lá dizer que somos poliglotas Nana. Qual a melhor maneira? dizer a palavra furacão e depois dizer hurricanes. só para mostrar que além de linda - E por acaso a moça é mesmo muito jeitosa - e diva, Nana fala inglês.
Nunca temos esse tempo todo pra ficar juntinhos e temos realmente passado a maior parte do tempo na cama! Só saí de casa para ir à academia e hoje, quarta, 30, só deixei o apartamento para fazer essas fotos.Ou seja, só saiu de casa para tirar as fotos e para ir ao ginásio... propósitos dignos para se ignorar a advertência da proteção civil lá da zona, não haja dúvida.
Esse é o segundo furacão presenciado por Nana (...) "O primeiro foi o Irene, justamente quando eu Carlos estávamos começando a nossa relação e era a minha primeira viagem a Nova York para ficar com ele durante uma semana aqui. Passamos a nossa primeira semana juntos trancados no apartamento dele, assistindo filmes, eu cozinhando e, claro, foi uma delícia de lua de mel".Eu quero comentar, juro que quero, mas o que é que posso dizer?
No, really?
Eu amo passar por hurricanes com meu amor! É muito romântico e hoje vou abrir uma garrafa de vinho", disse Nana ao EGO.Bem, se calhar sou eu que já estou desatualizado nestas coisas de romance... mas fouda-se, um furacão que mata pessoas e destrói cidades consegue ser uma lua de mel deliciosa? Só eu é que estaria cagado de medo a pensar que as janelas não iam rebentar, se o telhado não ia saltar, e se não vinha um tsunami de 8 metros costa fora?
...Oh... acho que acabei de perceber para quê o vinho!
A parte mais tocante de toda esta entrevista é que nem uma vez a moça falou dos 30 mortos, ou lá da destruição que andou a fotografar com o marido.
Ou o homem é muito bom de cama, ou o furacão varreu lhe o juízo.
Ou os dois, sei lá.
quarta-feira, outubro 10, 2012
Ainda mais momentos socialmente constrangedores
Sabem aquele momento?
Aquele momento em que pensam "isto está mesmo a acontecer?"
Chamo a isso momento socialmente constrangedor, aquele momento digno de uma qualquer comédia rasca, em que não se sabe como reagir.
Sabem, aquele momento...:

Algum dos acima?
Até amanhã alcachofras!
Aquele momento em que pensam "isto está mesmo a acontecer?"
Chamo a isso momento socialmente constrangedor, aquele momento digno de uma qualquer comédia rasca, em que não se sabe como reagir.
Sabem, aquele momento...:
- ...Em que alguém está a falar contigo, começa a tocar o telefone... - ... mas a pessoa continua a falar e ignora o telefone que toca meia hora seguida. Serei só eu a querer bradar aos céus "ATENDE A MERDA DO TELEMÓVEL! I CAN'T FOCUS!" ?
- ...Em que apanhas uma pessoa a mentir... - ... mas não podes dizer nada, ou porque é segredo, ou tens rabo preso, whatever. Eu geralmente engasgo completamente nessas ocasiões.
- ... Em que compras uma prenda super cara a alguém... - e recebes em troca alguma coisa saída diretamente da loja dos chineses, ou da loja de conveniência da bomba de gasolina. Está a chegar o natal... trust me, vai acontecer.
- ... Em que estreias uma peça de roupa ... - vais sair e esbarras com pelo menos 5 pessoas exatamente com a mesma coisa vestida. tecnicamente essa não é a parte constrangedora. a parte constrangedora é que em vez de ignorar, as pessoas ficam todas a olhar fixamente pra nós.
- ...Em que levas com um "Ainda não viste esse filme?"... - ... Como se tivesses atropelado a tua avó e largado o corpo na berma da autoestrada. Oh maniazinha irritante.
- ...Em que estás a falar mal de alguém.... - ... e essa pessoa surge atrás de ti, vinda do escafundó dos infernos, e depois há aquele momento de silêncio em que ninguém diz nada.
- ...Em que te estão a cantar os parabéns... - ... Não há quem não se sinta ligeiramente desconfortável quando lhe cantam os parabéns. uma pessoa nunca sabe se há de se calar, de bater palmas, de cantar em conjunto ou se fica simplesmente a olhar e a contar os minutos para aquilo acabar e soprar as velas.
- ...Em que te apercebes que a pessoa a quem te andas a atirar ... - ... é comprometida(o). pelo menos para mim isso é um grande turn off.
- ...Em que perdes peso ... - ... e te perguntam se estás mais gordo/a. isto não me pode acontecer só a mim, pois não?
- ...Em que alguém acena na rua... - ... mas não é para ti, e só te apercebes quando já fizeste adeus de volta. há sempre a técnica de "estava-me simplesmente a espreguiçar"
- ...Em que te apercebes que as pessoas na rua não olham para ti porque estás bonito/a... - ... mas sim porque tens a braguilha aberta.

Algum dos acima?
Até amanhã alcachofras!
quarta-feira, outubro 03, 2012
Ninguém quer ser gordo*
Não é uma afirmação simpática, ou bonita, mas é a mais transparente das verdades.
Ao contrário da magreza, ou dos músculos, que nem toda a gente quer alcançar (pasmem-se, nem toda a gente quer ser magra, tonificada ou musculada) não conheci, até à presente data, uma única pessoa que de sã consciência me tenha dito “eu cá quero é ficar gordo(a)”.
Não acho que tenha tanto a ver com os benditos padrões de beleza, como se quer fazer parecer pelos feios deste mundo.
Porque ser gordo não quer dizer ser feio.
Não, o grande problema de ser gordo é, acima de tudo, não ser prático.
Afinal, vivemos num mundo formatado para pessoas médias, e ter um corpo que não caiba num carro, num avião ou num par de calças é uma coisa que obviamente ninguém quer.
Não estou a dizer que os gordos são aberrações da natureza, que os odeio ou que tenho qualquer tipo de repulsa por eles .
Não estou a dizer que por ser magro sou melhor que qualquer gordo, Isto não é uma das teorias MargaridóRebeloPintónicas, de que as gordas têm sorte porque podem dar peidos e mijar em pé sem se preocuparem, e que a boazona magra é que sofre.
Não estou a dizer que os gordos não são gente, e por serem gordos são cidadãos de segunda.
Estou a dizer que Ninguém quer ser gordo.
E ninguém quer ser gordo porque um gordo é "cheiinho", "rechonchudo", "forte" - aparentemente ganhar 20 quilos concede a um indivíduo mais força - ,you name it, tudo menos a palavra começada por “g”, que continua conotada como um grande insulto (embora sempre se refiram a magros como magros.)
Porque em pleno século XXI, o gordo é tabu.
Um tabu que se trata de 3 formas diferentes.
Ou se ridiculariza - idiota do gordo - , Ou se beatifica - coitadinho do gordo -, Ou se ignora - gordo? não, forte.
E há toda uma cambada de cínicos pelo mundo fora a tentar disfarçar este facto.
Cínicos que do alto da sua magreza tomam as dores dos gordos, como se percebessem alguma coisa do que eles passam – É a mesma coisa que eu agora debitar sobre os sofrimentos das grávidas, get the point?
Cínicos que dentro das suas skinny jeans debitam sobre como “a beleza existem em todos os tamanhos”, para cinco minutos depois debitarem no facebook sobre o pneu da celebridade de eleição.
Cínicos que chamam a esta sociedade preconceituosa e superficial mas que nunca se sentiriam atraídas por uma pessoa que vestisse mais que o XL.
E com isto tudo não estou a pedir aos gordos deste país para se inscreverem no ginásio ou se cobrirem com uma burka, se jogarem da ponte ou desenvolverem um distúrbio alimentar.
Não estou a dizer também aos magros deste país que se sintam bem só porque são magros.
Só peço aos cínicos que se parem com as doses maciças de politicamente correto e aceitem o facto de que ninguém quer ser gordo.
*Claro, que ser gordo é uma coisa muito subjectiva, interpretem como quiserem alcachofras.
Ao contrário da magreza, ou dos músculos, que nem toda a gente quer alcançar (pasmem-se, nem toda a gente quer ser magra, tonificada ou musculada) não conheci, até à presente data, uma única pessoa que de sã consciência me tenha dito “eu cá quero é ficar gordo(a)”.
Não acho que tenha tanto a ver com os benditos padrões de beleza, como se quer fazer parecer pelos feios deste mundo.
Porque ser gordo não quer dizer ser feio.
Não, o grande problema de ser gordo é, acima de tudo, não ser prático.
Afinal, vivemos num mundo formatado para pessoas médias, e ter um corpo que não caiba num carro, num avião ou num par de calças é uma coisa que obviamente ninguém quer.
Não estou a dizer que os gordos são aberrações da natureza, que os odeio ou que tenho qualquer tipo de repulsa por eles .
Não estou a dizer que por ser magro sou melhor que qualquer gordo, Isto não é uma das teorias MargaridóRebeloPintónicas, de que as gordas têm sorte porque podem dar peidos e mijar em pé sem se preocuparem, e que a boazona magra é que sofre.
Não estou a dizer que os gordos não são gente, e por serem gordos são cidadãos de segunda.
Estou a dizer que Ninguém quer ser gordo.
E ninguém quer ser gordo porque um gordo é "cheiinho", "rechonchudo", "forte" - aparentemente ganhar 20 quilos concede a um indivíduo mais força - ,you name it, tudo menos a palavra começada por “g”, que continua conotada como um grande insulto (embora sempre se refiram a magros como magros.)
Porque em pleno século XXI, o gordo é tabu.
Um tabu que se trata de 3 formas diferentes.
Ou se ridiculariza - idiota do gordo - , Ou se beatifica - coitadinho do gordo -, Ou se ignora - gordo? não, forte.
E há toda uma cambada de cínicos pelo mundo fora a tentar disfarçar este facto.
Cínicos que do alto da sua magreza tomam as dores dos gordos, como se percebessem alguma coisa do que eles passam – É a mesma coisa que eu agora debitar sobre os sofrimentos das grávidas, get the point?
Cínicos que dentro das suas skinny jeans debitam sobre como “a beleza existem em todos os tamanhos”, para cinco minutos depois debitarem no facebook sobre o pneu da celebridade de eleição.
Cínicos que chamam a esta sociedade preconceituosa e superficial mas que nunca se sentiriam atraídas por uma pessoa que vestisse mais que o XL.
E com isto tudo não estou a pedir aos gordos deste país para se inscreverem no ginásio ou se cobrirem com uma burka, se jogarem da ponte ou desenvolverem um distúrbio alimentar.
Não estou a dizer também aos magros deste país que se sintam bem só porque são magros.
Só peço aos cínicos que se parem com as doses maciças de politicamente correto e aceitem o facto de que ninguém quer ser gordo.
*Claro, que ser gordo é uma coisa muito subjectiva, interpretem como quiserem alcachofras.
segunda-feira, outubro 01, 2012
Resumindo o meu dia:
Se não conhecem esta série, deviam dar um olhinho, really funny.
Summer Heights High
Se não conhecem esta série, deviam dar um olhinho, really funny.
Summer Heights High
quarta-feira, setembro 26, 2012
O Cliente tem sempre razão
Ainda aqui há umas semanas, uns ingleses, beberam uns iogurtes, deitaram os pacotes no chão do supermercado, e não os pagaram.
Quando foram alertados pelo segurança, e obrigados a pagar, fizeram um escândalo de todo o tamanho - a bifa ia batendo numa brasileira que estava na fila - , olharam para mim, cobertos de indignação e disseram “Nunca mais cá metemos os pés”.
E eu não sei, se calhar estavam à espera que eu rasgasse a camisa, e gritasse “NÃO, NÃO SE VÃO EMBORA, O NEGÓCIO VAI Á FALÊNCIA” enquanto chorava baba e ranho,ajoelhado a seus pés, em pleno supermercado, em vez de lhes responder “Okay, too bad, it’s 3,51€”.
Se calhar esperavam que eu seguisse a bela lógica de “o cliente tem sempre razão”.
Desde que me entendo por gente, ouço aqui e ali esta expressão, já bem antes de ter começado a trabalhar.
É uma espécie de sabedoria popular, passada de boca em boca e geração em geração, uma tradição bem enraizada.
Porque somos ensinados desde cedo a dar sempre razão ao cliente, porque... bem, porque sim.
Não sei que lógica é esta que faz com que o cliente deva ser automaticamente tratado como superior hierárquico, não, melhor, como um querido um membro da família a quem devemos lamber as botas e beijar o rabiosque, mesmo que esteja a ser um otário mal educado que não sabe ler etiquetas de preços.
Não percebo porque é que temos que ficar ali caladinhos, quais quengas assustadas com medo de não receber, e de língua travada sem largar um pio quando o adorado cliente nos tenta enxovalhar só porque teve que pagar o selo do carro com multa ou porque lhe veio o período, e lhe apetece descarregar.
E no fim, ainda temos que largar um belo sorriso, e agradecer do fundo do coração sermos mal tratados, porque afinal eles são clientes, e os clientes têm sempre razão.
Claro, acho muito bem que se trate os clientes bem. Quer dizer, ser moderadamente simpático, e fingir algum interesse (ninguém acredita mesmo que estamos todos interessados na vida da Dona Deolinda que tem artrite e compra alcachofras, pois não?)… são ossos do ofício, mas ficam-se por aí.
Quer tratamento especial?
Vá ao terapeuta.
Eu, como todos vocês, sou cliente e nessa condição digo:
Fiem-se muito nessa condição superior de cliente quando vêm á minha caixa que nem sabem como elas vos batem. Antas.
Quando foram alertados pelo segurança, e obrigados a pagar, fizeram um escândalo de todo o tamanho - a bifa ia batendo numa brasileira que estava na fila - , olharam para mim, cobertos de indignação e disseram “Nunca mais cá metemos os pés”.
E eu não sei, se calhar estavam à espera que eu rasgasse a camisa, e gritasse “NÃO, NÃO SE VÃO EMBORA, O NEGÓCIO VAI Á FALÊNCIA” enquanto chorava baba e ranho,ajoelhado a seus pés, em pleno supermercado, em vez de lhes responder “Okay, too bad, it’s 3,51€”.
Se calhar esperavam que eu seguisse a bela lógica de “o cliente tem sempre razão”.
Desde que me entendo por gente, ouço aqui e ali esta expressão, já bem antes de ter começado a trabalhar.
É uma espécie de sabedoria popular, passada de boca em boca e geração em geração, uma tradição bem enraizada.
Porque somos ensinados desde cedo a dar sempre razão ao cliente, porque... bem, porque sim.
Não sei que lógica é esta que faz com que o cliente deva ser automaticamente tratado como superior hierárquico, não, melhor, como um querido um membro da família a quem devemos lamber as botas e beijar o rabiosque, mesmo que esteja a ser um otário mal educado que não sabe ler etiquetas de preços.
Não percebo porque é que temos que ficar ali caladinhos, quais quengas assustadas com medo de não receber, e de língua travada sem largar um pio quando o adorado cliente nos tenta enxovalhar só porque teve que pagar o selo do carro com multa ou porque lhe veio o período, e lhe apetece descarregar.
E no fim, ainda temos que largar um belo sorriso, e agradecer do fundo do coração sermos mal tratados, porque afinal eles são clientes, e os clientes têm sempre razão.
Claro, acho muito bem que se trate os clientes bem. Quer dizer, ser moderadamente simpático, e fingir algum interesse (ninguém acredita mesmo que estamos todos interessados na vida da Dona Deolinda que tem artrite e compra alcachofras, pois não?)… são ossos do ofício, mas ficam-se por aí.
Quer tratamento especial?
Vá ao terapeuta.
Eu, como todos vocês, sou cliente e nessa condição digo:
Os clientes Às vezes são umas antas do caralho, e se têm alguma razão, enfiaram-na algures onde não brilha o sol.
Fiem-se muito nessa condição superior de cliente quando vêm á minha caixa que nem sabem como elas vos batem. Antas.
E vocês?
acham que o cliente tem sempre razão?
Vêm lógica nesta prática?
Quem já trabalho com atendimento ao publico, qual foi o pior cliente que já vos apareceu?
Vá, toca a comentar ler e subscrever. (estou há mais de uma semana sem folgar e ainda faltam 3 dias, por isso não se admirem deste blog andar completamente a meio gás alcachofras.)
segunda-feira, setembro 17, 2012
Serei Anti-social? Ricardo esclarece.
Está muito na moda ser antisocial.
É isso e ter depressões.
Sei lá, se calhar é por sair mais barato que comprar umas Jeffrey Campbell ou um iphone 5.
Para ajudar as alminhas indecisas que se perguntam sobre se estarão socialmente aptas, o Ricardo deixa aqui uma lista de FAQ(frequently asked questions) sobre o assunto:
Mas como a internet é uma aldeia global, e passas lá muito tempo, pode-se dizer que és um turista em part time, tal como provavelmente quase toda a gente que estiver a ler isto.
Bem vindo ao século XXI.
Nem percebo porque é que há aquela ideia imbecil de que porque se partilha um local de trabalho, se tem que formar alguma espécie de elo emocional.
Não sobrevivemos a nenhum ataque terrorista. Só trabalhamos no mesmo sítio, e infelizmente muitas vezes alguns colegas são simplesmente demasiado imbecis.
É só seguir a linha de pensamento acima.
Comer churrasquinho barato e ouvir a Ana da contabilidade dizer como ainda tem dores da cesariana? Rir das piadas do chefe? Thanks but no thanks.
Os vizinhos são chatos, coscuvilheiros e geralmente têm gostos duvidosos para músicas – eu próprio tenho uma alminha que de vez em quando põe maratonas de Jennifer Lopez a tocar tão alto que eu consigo ouvir. Eu moro no 4º andar. A alminha mora no 2º. – porque haveríamos de nos dar com eles?
Estás com elas?
Têm gostos em comum para além dos likes via facebook?
Então qual é a dúvida mesmo? Fazes parte de 85% da população Portuguesa, não és antissocial, só aceitas demasiados pedidos de amizade.
Provavelmente os teus sábados à noite com os amigos são um verdadeiro tédio. That’s all.
Estás só desesperada/o.
Se tens menos de 25 anos, ainda vais a tempo, I guess.
Se tens mais de 25 anos… well, ouvi dizer que os conventos agora têm bom serviço de wireless.
A não ser que antisocial agora seja sinónimo de stalker.
Se chegares a falar com ele, não lhe digas isso, ou ganhas um par de patins e uma ordem de restrição.
Não, quer dizer, acho que fazes interações sociais com os gatos, né?
Não digas é isso às pessoas.
Já agora, relativamente À casa dos segredos:
Muito obrigada pela oferta aliciante pessoas do facebook e dos blogs, mas se quiser desenvolver lesões cerebrais bato com a cabeça na parede até ver estrelas. (ou leio os posts da minha amiga facebookiana que pensa que é manicure)
Oh carneirada irritante.
É isso e ter depressões.
Sei lá, se calhar é por sair mais barato que comprar umas Jeffrey Campbell ou um iphone 5.
Passo muitas horas na internet. Serei anti-social?Segundo a tua avó e a tua mãe provavelmente sim.
Mas como a internet é uma aldeia global, e passas lá muito tempo, pode-se dizer que és um turista em part time, tal como provavelmente quase toda a gente que estiver a ler isto.
Bem vindo ao século XXI.
Não gosto dos meus colegas de curso/trabalho. Serei anti-social?Não.
Nem percebo porque é que há aquela ideia imbecil de que porque se partilha um local de trabalho, se tem que formar alguma espécie de elo emocional.
Não sobrevivemos a nenhum ataque terrorista. Só trabalhamos no mesmo sítio, e infelizmente muitas vezes alguns colegas são simplesmente demasiado imbecis.
Nunca vou aos jantares da empresa/de curso. Serei anti social?Não.
É só seguir a linha de pensamento acima.
Comer churrasquinho barato e ouvir a Ana da contabilidade dizer como ainda tem dores da cesariana? Rir das piadas do chefe? Thanks but no thanks.
Não gosto de interagir com os meus vizinhos. Sou anti-social?Não.
Os vizinhos são chatos, coscuvilheiros e geralmente têm gostos duvidosos para músicas – eu próprio tenho uma alminha que de vez em quando põe maratonas de Jennifer Lopez a tocar tão alto que eu consigo ouvir. Eu moro no 4º andar. A alminha mora no 2º. – porque haveríamos de nos dar com eles?
Não gosto de quase ninguém dos meus contactos do facebook. Serei Anti-social?Falas com alguma dessas pessoas na vida real?
Estás com elas?
Têm gostos em comum para além dos likes via facebook?
Então qual é a dúvida mesmo? Fazes parte de 85% da população Portuguesa, não és antissocial, só aceitas demasiados pedidos de amizade.
Muitas vezes prefiro ficar a ler um livro em casa, a sair num sábado À noite. Serei anti-social?Não.
Provavelmente os teus sábados à noite com os amigos são um verdadeiro tédio. That’s all.
Nunca fui beijada/o nem tenho namorado/a, por mais que tente arranjar um/a. Serei anti-social?Não.
Estás só desesperada/o.
Se tens menos de 25 anos, ainda vais a tempo, I guess.
Se tens mais de 25 anos… well, ouvi dizer que os conventos agora têm bom serviço de wireless.
Conheço um rapaz e embora nunca nos tenhamos falado, estou loucamente apaixonada por ele. Sei que autocarro ele apanha, onde ele estuda, vou ao facebook dele e até sei os horários dele, No entanto nunca tenho coragem para lhe falar. Sou anti social?Não filha.
A não ser que antisocial agora seja sinónimo de stalker.
Se chegares a falar com ele, não lhe digas isso, ou ganhas um par de patins e uma ordem de restrição.
Eu rapto os gatos da vizinhança, empalho-os e tenho relações sexuais com eles. Sou anti-social?Ahm…
Não, quer dizer, acho que fazes interações sociais com os gatos, né?
Não digas é isso às pessoas.
Já agora, relativamente À casa dos segredos:
Muito obrigada pela oferta aliciante pessoas do facebook e dos blogs, mas se quiser desenvolver lesões cerebrais bato com a cabeça na parede até ver estrelas. (ou leio os posts da minha amiga facebookiana que pensa que é manicure)
Oh carneirada irritante.
quinta-feira, setembro 13, 2012
Do baby talk
É coisa que nunca entendi, porque não me acontece.
Na presença de uma criança de colo, vulgo bebé, é ver os QI's das pessoas descerem 30 a 50 valores em 3 segundos, e sou transportado para um mau filme do Jim Carrey, sem pipocas ou direito a intervalo.
Não me interpretem mal, Eu gosto de crianças, razoavelmente, e pelo que me dizem até tenho certo jeito com os putos, mas nunca vi grande piada em incorporar - qual possessão demoníaca - falas estranhas, grunhidos e bilubilus, como se não houvesse amanhã.
Uma pessoa vai na rua, passa um bebé, e tão certo como a água ser molhada, alguém vai saltar na frente do carrinho, fazer caretas, piscar o olho, e fazer o velho truque do cucu -como se as crianças fossem todas retardadas e não percebessem que atrás das mãos fechadas está a vossa fronha sorridente.
A situação ainda se torna mais constrangedora quando vamos na rua, e não há como escapar a uma sessão de "ai que coija maix bunhiiita, buxexinhax tão gaaaandes" (porque obviamente, as crianças só nos vão perceber se falarmos assim, e muito devagar, e a abrir muito os olhos, como toda a gente sabe), Por parte do nosso acompanhante - e a vontade que dá de espetar uma naifada, hein?
Sim, porque é dos momentos mais constrangedores possíveis de conceber. Uma pessoa não pode dizer "despacha-te" porque vai imediatamente ser rotulada de "pessoa insensível que odeia crianças", mas se ficar muito tempo a olhar, passa a ser "a pessoa sinistra que está a olhar demasiado para a criancinha".
Seriously.
E por muito que me fascine todo o vasto leque de afetados pelo babytalk, que têm de soltar a sua faceta Xana toctoc em plena calçada, os pais não se lhes ficam atrás.
Não bastando um adulto descontrolado e mentalmente debilitado - temporariamente - juntam-se o pai, a mãe, a avó, o avô e toda uma panóplia de pessoas em roda da criança, a guinchar, gurgulhar, saltar e cantarolar, em vozes apalermadas, num quase ritual tribal, temperado por intensa partilha de informações extremamente interessantes, desde a quantidade de vezes que a criança mama, até a quantas vezes se borra, e elogios exagerados de como o rebento é "a cara do pai" ou whatever.
Aparentemente, só a mim é que me passa pela cabeça que alguma daquelas velhinhas amorosas com cheiro a naftalina e dentes postiços, poderá querer raptar-lhes o filho, para substituir a Esmeralda, gata siamesa empalhada em cima da lareira, que morreu por comer quiche fora do prazo.
Na presença de uma criança de colo, vulgo bebé, é ver os QI's das pessoas descerem 30 a 50 valores em 3 segundos, e sou transportado para um mau filme do Jim Carrey, sem pipocas ou direito a intervalo.
Não me interpretem mal, Eu gosto de crianças, razoavelmente, e pelo que me dizem até tenho certo jeito com os putos, mas nunca vi grande piada em incorporar - qual possessão demoníaca - falas estranhas, grunhidos e bilubilus, como se não houvesse amanhã.
Uma pessoa vai na rua, passa um bebé, e tão certo como a água ser molhada, alguém vai saltar na frente do carrinho, fazer caretas, piscar o olho, e fazer o velho truque do cucu -como se as crianças fossem todas retardadas e não percebessem que atrás das mãos fechadas está a vossa fronha sorridente.
A situação ainda se torna mais constrangedora quando vamos na rua, e não há como escapar a uma sessão de "ai que coija maix bunhiiita, buxexinhax tão gaaaandes" (porque obviamente, as crianças só nos vão perceber se falarmos assim, e muito devagar, e a abrir muito os olhos, como toda a gente sabe), Por parte do nosso acompanhante - e a vontade que dá de espetar uma naifada, hein?
Sim, porque é dos momentos mais constrangedores possíveis de conceber. Uma pessoa não pode dizer "despacha-te" porque vai imediatamente ser rotulada de "pessoa insensível que odeia crianças", mas se ficar muito tempo a olhar, passa a ser "a pessoa sinistra que está a olhar demasiado para a criancinha".
Seriously.
E por muito que me fascine todo o vasto leque de afetados pelo babytalk, que têm de soltar a sua faceta Xana toctoc em plena calçada, os pais não se lhes ficam atrás.
Não bastando um adulto descontrolado e mentalmente debilitado - temporariamente - juntam-se o pai, a mãe, a avó, o avô e toda uma panóplia de pessoas em roda da criança, a guinchar, gurgulhar, saltar e cantarolar, em vozes apalermadas, num quase ritual tribal, temperado por intensa partilha de informações extremamente interessantes, desde a quantidade de vezes que a criança mama, até a quantas vezes se borra, e elogios exagerados de como o rebento é "a cara do pai" ou whatever.
Aparentemente, só a mim é que me passa pela cabeça que alguma daquelas velhinhas amorosas com cheiro a naftalina e dentes postiços, poderá querer raptar-lhes o filho, para substituir a Esmeralda, gata siamesa empalhada em cima da lareira, que morreu por comer quiche fora do prazo.
domingo, setembro 09, 2012
Diorama de um sábado à noite
Ora, isto, é um bar, visto de cima - eu sei, terei algum futuro em arquitetura someday
Agora quero que vocês adivinhem onde é que eu acabo sempre.
Dica: Estou como esta alminha
Agora quero que vocês adivinhem onde é que eu acabo sempre.
Dica: Estou como esta alminha
terça-feira, agosto 28, 2012
Momentos Uáte da Faque VII
Okay, hoje estava a navegar pela internet (por um site que me mostraram ónte), e fui dar a uma coisa que achei tão ridiculamente engraçada que não resisti.
Alguns de vós, pequenas alcachofras, são - como eu - bloggers.
Não interessa a que título, se profissional ou amadoramente, têm o vosso cantinho e tals.
Ora, vós, alcachofra que não tendes blogue, tendes aqui uma grande oportunidade de negócio:
Um blog para oferta!
Sim, uma querida blogger resolveu que não queria mais o seu blog e presenteou-nos com a seguinte oferta:
I mean, quem é que não sonha em ter logo de chapa 127 seguidores que não sabem que somos nóses, que não nos conhecem nem sabem os nossos interesses, E um email pronto? Eu confesso que fiquei tentado a participar... pelo menos até continuar a ler.
Ahn?
Espera, ai está a vender o blog?!
Ela está a leiloar o blog.
Então vejamos, a alminha está a oferecer-nos para venda, um blog, que podemos criar de graça, um facebook, que podemos criar de graça, e um e-mail, que podemos incrivelmente criar também de graça.
E tudo isto pelo preço base de 60 reais (mais ou menos 25 aérios).
Vão já a correr!
Pode ser que ainda apanhem esta maravilhosa oportunidade aqui!
Haja lata neste mundo.
(será que alguém lhe mandou uma oferta?)
Alguns de vós, pequenas alcachofras, são - como eu - bloggers.
Não interessa a que título, se profissional ou amadoramente, têm o vosso cantinho e tals.
Ora, vós, alcachofra que não tendes blogue, tendes aqui uma grande oportunidade de negócio:
Um blog para oferta!
Sim, uma querida blogger resolveu que não queria mais o seu blog e presenteou-nos com a seguinte oferta:
Tá afim de ser a dona deste blog "Garota Pomposa"? O blog tem:Uma pessoa lê isto e fica logo em histeria completa.
127 seguidores
barra de ferramenta "Cat Us"
LinkWhitin
facebook com mais de 210 amigos
e e-mail pronto?
I mean, quem é que não sonha em ter logo de chapa 127 seguidores que não sabem que somos nóses, que não nos conhecem nem sabem os nossos interesses, E um email pronto? Eu confesso que fiquei tentado a participar... pelo menos até continuar a ler.
Então é simples:...
Preencha o formulário abaixo com seus dados corretos;
Dê um lance acima de R$60,00 ( dê o lance apenas se você puder pagá-lo - o valor é à vista através de depósito bancário)
Ahn?
Espera, ai está a vender o blog?!
OBS: Os lances poderão ser dados de hoje, dia 24/02, até o dia 01/02. O maior lance leva o blog (lembre-se NÃO É SORTEIO, você pagará pelo lance dado).NONONONONO.
Ninguém saberá qual foi seu lance, apenas eu;
Dê um lance que realmente você ache justo e possa pagar, talvez você dê o lance de R$100,00 e a pessoa que deu o lance de R$101,00 leva o blog. Então pense bem.
Ela está a leiloar o blog.
Então vejamos, a alminha está a oferecer-nos para venda, um blog, que podemos criar de graça, um facebook, que podemos criar de graça, e um e-mail, que podemos incrivelmente criar também de graça.
E tudo isto pelo preço base de 60 reais (mais ou menos 25 aérios).
Vão já a correr!
Pode ser que ainda apanhem esta maravilhosa oportunidade aqui!
Haja lata neste mundo.
(será que alguém lhe mandou uma oferta?)
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