Se uma só imagem vale mais que mil palavras, aqui têm o que eu apreendo do dia da mulher.
Isto nao é machismo discriminação ou qualquer tipo de implicância descabida, é a mais pura - e triste - das verdades.
Deixou de se ver este dia como um dia de luta pelos direitos e pela igualdade e passou a ser uma fachada de ladies nights com bebida à borla, e pilas de borracha presas à cabeça por bandoletes.
Feliz dia das mulheres a vocês leitoras, e fia a pergunta:
E vocês?
Costumam festejar o dia de alguma maneira especial?
Acham que Está a perder o seu significado para as gerações mais novas?
Vá, comentem leiam subscrevam e essas coisas todas;)
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sexta-feira, março 08, 2013
sexta-feira, fevereiro 15, 2013
Queres casar comigo?
Quem se tiver aventurado pelo youtube em dia de São Valentim, deve ter reparado na invasão de "proposals" - em Português pedidos de casamento -que o dito sofreu.
É uma moda relativamente recente.
Um rapaz, uma rapariga, um grande amor... - tenhamos em atenção que uma grande parcela destes vídeos começam com estas exatas palavras. - eventualmente o tal rapaz (ou quem sabe a rapariga, sei lá, ninguém me explicou se havia algum protocolo no assunto)
Mas em vez de o fazer num jantar romântico, um passeio à beira mar ou num qualquer tipo de privacidade possível, resolve transformar um pedido de casamento num segmento de glee, com direito a coreografia, música do Bruno Mars fatos a condizer balões e pombos ou outros animais amestrados.
um autêntico overkill.
E a mulherada suspira e acha isto um must do romantismo moderno, enquanto eu continuo sem perceber porquê, e secretamente espero que algum dos vídeos acabe com o dito rapaz a levar uma lambada e um não, em vez de toda a baba e ranho em que invariavelmente acabam estes vídeos.
Não é tanto a coisa do pedido que eu não acho romântico - Não sou assim tão mau, vá - quer dizer, é toda aquela sensação de que é tudo muito encenado, um espetáculo armado para mostrar ao mundo em vez de se fazer uma memória digna de contar aos futuros netos.dá a sensação que estão a palpitar para que o pedido acabe para irem a correr estampar tudo nas redes sociais e esperar pelos likes e comentários melosos que obviamente vão chover.
Nunca por uma vez penso "quem me dera ser eu ali".
Chamem-me insensível, vá.
E vocês?
Seriam capazes de fazer um pedido de casamento gravado?
O que acham desta onda?
Que tal de Dia de São Valentim?
É uma moda relativamente recente.
Um rapaz, uma rapariga, um grande amor... - tenhamos em atenção que uma grande parcela destes vídeos começam com estas exatas palavras. - eventualmente o tal rapaz (ou quem sabe a rapariga, sei lá, ninguém me explicou se havia algum protocolo no assunto)
Mas em vez de o fazer num jantar romântico, um passeio à beira mar ou num qualquer tipo de privacidade possível, resolve transformar um pedido de casamento num segmento de glee, com direito a coreografia, música do Bruno Mars fatos a condizer balões e pombos ou outros animais amestrados.
um autêntico overkill.
E a mulherada suspira e acha isto um must do romantismo moderno, enquanto eu continuo sem perceber porquê, e secretamente espero que algum dos vídeos acabe com o dito rapaz a levar uma lambada e um não, em vez de toda a baba e ranho em que invariavelmente acabam estes vídeos.
Não é tanto a coisa do pedido que eu não acho romântico - Não sou assim tão mau, vá - quer dizer, é toda aquela sensação de que é tudo muito encenado, um espetáculo armado para mostrar ao mundo em vez de se fazer uma memória digna de contar aos futuros netos.dá a sensação que estão a palpitar para que o pedido acabe para irem a correr estampar tudo nas redes sociais e esperar pelos likes e comentários melosos que obviamente vão chover.
Nunca por uma vez penso "quem me dera ser eu ali".
Chamem-me insensível, vá.
E vocês?
Seriam capazes de fazer um pedido de casamento gravado?
O que acham desta onda?
Que tal de Dia de São Valentim?
sábado, outubro 27, 2012
E o blog faz hoje 3 anos
Olhando para trás acho piada à noção que tinha de ter um blog.
Quando aqui entrei, um completo outsider, que escrevia... bem, maioritariamente escrevia para mim, ninguém me lia, porque obviamente ninguém me conhecia.
E tinha a ideia inocente de que conseguiria facilmente escrever um post por dia.
Por essas contas, tendo já 1095 dias de existência, este deveria ser o 1095º post.Talvez lá tivesse chegado, há sempre os looks do dia, e os derivados, mas sabem que não é disso que estou a falar.
Quem diz que ter um blog é fácil, nunca teve um blog.
Não é complicado - pelo menos para mim - ter assunto.
Não é complicado expressar-me.
Não é complicado lidar com opiniões contrárias - eu pelo menos adoro um bom debate.
É mais complicado saber do que quero falar, quando quero falar de 5 coisas ao mesmo tempo... e quando a escolha é muito difícil, remeto-me ao silencio (o que é uma espécie de tortura pra mim, trust me.).
Durante estes 3 anos, conheci pessoas muito porreiras, e outras que... vá de retro! Poderia culpar a blogosfera, mas a culpa é das pessoas, que são assim onde quer que vão.
Vi muitos blogs morrerem, porque os donos não tinham o que dizer, ou não queriam dizer mais nada, e pensei sempre "não, o meu não vai pelo mesmo caminho".
E não foi.
Se em parte foi por gostar do que faço, outra grande parte devo-a a vocês, leitores.
A vocês que comentam, aos que me seguem no facebook, e aos que passam por cá todos os dias.
Continuem a ler-me, porque eu, não vou parar de escrever tão cedo.
Como já é da praxe, dei uma repaginada no visual, nada de mais, mas queria deixar aqui um grande obrigado.
Quando aqui entrei, um completo outsider, que escrevia... bem, maioritariamente escrevia para mim, ninguém me lia, porque obviamente ninguém me conhecia.
E tinha a ideia inocente de que conseguiria facilmente escrever um post por dia.
Por essas contas, tendo já 1095 dias de existência, este deveria ser o 1095º post.Talvez lá tivesse chegado, há sempre os looks do dia, e os derivados, mas sabem que não é disso que estou a falar.
Quem diz que ter um blog é fácil, nunca teve um blog.
Não é complicado - pelo menos para mim - ter assunto.
Não é complicado expressar-me.
Não é complicado lidar com opiniões contrárias - eu pelo menos adoro um bom debate.
É mais complicado saber do que quero falar, quando quero falar de 5 coisas ao mesmo tempo... e quando a escolha é muito difícil, remeto-me ao silencio (o que é uma espécie de tortura pra mim, trust me.).
Durante estes 3 anos, conheci pessoas muito porreiras, e outras que... vá de retro! Poderia culpar a blogosfera, mas a culpa é das pessoas, que são assim onde quer que vão.
Vi muitos blogs morrerem, porque os donos não tinham o que dizer, ou não queriam dizer mais nada, e pensei sempre "não, o meu não vai pelo mesmo caminho".
E não foi.
Se em parte foi por gostar do que faço, outra grande parte devo-a a vocês, leitores.
A vocês que comentam, aos que me seguem no facebook, e aos que passam por cá todos os dias.
Continuem a ler-me, porque eu, não vou parar de escrever tão cedo.
Como já é da praxe, dei uma repaginada no visual, nada de mais, mas queria deixar aqui um grande obrigado.
quarta-feira, abril 25, 2012
A avó e o 25 de Abril
Eu nem ia fazer nenhum post relativo ao 25 de Abril. Não tenho aspirações políticas de qualquer género, e sinceramente não é tema que me suscite especial atenção... mas a minha avó fez umas quadras, e eu até lhes achei piada, vamos lá tornar a avó famosa.
Para onde vai o nosso pais
caminhando sem direcção?
Comandados pela troika
com o seu egoísmo e maldade
Que apenas trocaram o nome
de fascismo por austeridade.
As fábricas tudo a fechar
O Governo não tem mão
Vai tudo para o desemprego
vê-se um futuro tão negro
para a nova geração.
Meu saudosomês de Abril
Cada vez é mais lembrado
Que depois de tanta luta
vem estes filhos da puta
Fazer voltar tudo ao passado.
Jovens tenham atenção
Lutem com a mão segura
Não deixem a reacção
formar nova ditadura.
Edeme Carolina aka avó do Ricardo aka awesome granny
E acho que foi tudo dito,né?
Pronto, bom feriado a quem diz respeito, e mais tarde faço outro post, ou não, sei lá.
Pronto, bom feriado a quem diz respeito, e mais tarde faço outro post, ou não, sei lá.
terça-feira, fevereiro 14, 2012
Dia de S. Valentim, um apelo ao corte de pulsos. (inclui uma super mega hiper deprimente playlist)
Hoje a senhora do escritório de contabilidade dos meus pais disse-me "olhe, não se esqueça da sua namorada, sim?" E passado todo aquele pequeno momento constrangedor de que a conversa que estávamos a ter não ter absolutamente nada a ver com isso, lembrei me que dia é hoje.
"pfff! claro que não me esqueço da minha namorada imaginária" disse eu muito feliz e sorridente enquanto também imaginariamente ia à tromba da mulher com espancando-a com o agrafador que estava em cima da secretária.
Não que me incomode muito não estar numa relação. Nunca penso nisso até chegar a este fatídico dia 14 de Fevereiro, que não só me alerta para os perigos da disfunção eréctil 8caso não saibam hoje é dia mundial disso), como faz o favor de subliminarmente me indicar que é uma vergonha estar encalhado... se bem que a pior parte disso é não receber chocolates, porque agora comia duas ou três caixas, easy peasy.
Efectivamente, o momento mais romântico que vou ter hoje à noite vai ser quando comer um pudim boca doce de morango enquanto vejo uma série enrolado no meu snuggie, com um barrete com renas na cabeça.
Enquanto sentia pena de mim mesmo por não ter uma caixa de milka para comer (eu ia dizer abocanhar, mas apercebi-me a tempo de que soaria mal) decidi que como prenda de dia de São valentim este ano, vos deixo aquelas canções motivadoras e nadinhas deprimentes, perfeitamente indicadas para se ouvir no dito "dia do romance". E são 14 porque hoje é dia14 e apeteceu-me.
quinta-feira, dezembro 29, 2011
Serei uma pessoa horrível por gostar mais do reveillon do que do Natal?
Esperemos que não.
É já depois de amanhã que vou beber o meu champagne (escrever isto da maneira finesse é muito melhor), correr albufeira, ver fogos de artifício, e por mais que saiba que é só uma noite num ano de 360 e picos dias não consigo deixar de andar aqui que nem posso.
Como não podia deixar de ser,
DEIXEI TUDO PARA A ÚLTIMA DA HORA.
É uma coisa muito Portuguesa, e muito minha. vou deixando andar e quando dou por mim, tenho uma data de coisas para tratar.
Quero que me digam:
É já depois de amanhã que vou beber o meu champagne (escrever isto da maneira finesse é muito melhor), correr albufeira, ver fogos de artifício, e por mais que saiba que é só uma noite num ano de 360 e picos dias não consigo deixar de andar aqui que nem posso.
Como não podia deixar de ser,
DEIXEI TUDO PARA A ÚLTIMA DA HORA.
É uma coisa muito Portuguesa, e muito minha. vou deixando andar e quando dou por mim, tenho uma data de coisas para tratar.
Quero que me digam:
Quais os vossos planos para o belo do Revelhão (ou reveillon)?
Sozinhos com o/a mais que tudo?
Com um bando de amigos?
Com a família?
Já têm tudo combinado?
Vão estrear a bela da cueca azul?
Vá, contem tudo, não me escondam nada!
segunda-feira, outubro 31, 2011
O Halloween é uma boa desculpa para mostrar as mamas
Antes de mais vou só dizer-vos algumas das muitas razões pelas quais acho o Halloween uma palhaçada por terras lusas:
Para começar eu acho irritante ter que levar com os pirralhos todos aqui do prédio vestidos de... tentativas falhadas de monstrengos, a virem-me cravar doces – amiguinhos, se eu tiver doces, não vos vou dar, comprem os vossos, calões dum raio – ou prometer travessuras.
Fui levar o lixo, e ia tendo uma sincope porque duas criancinhas de cabeleira me saltaram para cima aos berros (se eu tivesse o balde na mão provavelmente levavam com ele só à laia de reflexo)
Depois são sempre as mesmas fantasias. Vampiro zombie ou bruxa. Parece que as pessoas bloqueiam nestas 3 e é só o que se vê nas fotos temáticas. Um risquinho de sangue, umas olheiras fundas ou um chapéu bicudo e já está. Viva a originalidade.
Para finalizar,não é uma tradição a sério por estas bandas. Que me lembre na minha infância nunca se festejou o Halloween. Ouvia-se falar disso, que existia lá pelas américas e que tinha abóboras, mas só há coisa de 6/7 anos no máximo é que surgiu por cá a mania de festejar isto. Daqui a nada também começamos a festejar o dia de acção de graças como eles fazem lá, só porque sim.
quinta-feira, outubro 27, 2011
Parabéns, parabéns!
Parece que foi ontem, mas já faz dois anos.
Lembro-me perfeitamente de estar a falar com uma pessoa com a qual nem me dou de momento (too bad, so sad) .
A dada altura disse "Vou abrir um blog", e lembro-me perfeitamente de ela me ter dito "Ai, conhecendo-te como conheço, dois meses e cansas-te do blog"
Take that in your face bi-otch! 2 anos, e não me vou ficar por aqui.
Para os leitores que não têm blog é um bocadinho difícil explicar, não é como ter um filho (já li esta metáfora algures e achei completamente perturbador o exagero), mas é qualquer coisa bastante satisfatória. É um bocadinho de nós (eu não acredito naquela treta de "Ah e tal eu não sou a mesma pessoa no blog que na vida real". podem não se comportar da mesma maneira, mas alguma coisa têm que ter, ou então têm multiplas personalidades, e é bastante bom ver que 189 pessoas... vá "gostam" de mim.
Nunca pensei chegar aos 100 seguidores, quanto mais passar dos 150!
Como comemoração do marco, resolvi mudar o visual do blog, uma coisa mais simples com menos imagens e coisas para diminuir o loading.
Espero para o ano repetir o post (não literalmente claro) e espero que continuem a ler-me e a gostar aqui do meu cantinho.
Parabéns ao blog, a mim e a vocês, que me estão a ler, porque o blog não faria sentido sem vocês.
(ainda são capazes de receber outro post hoje, fiquem à espera.)
terça-feira, setembro 06, 2011
Dos Dias Mundiais (hoje é o do sexo)
Quando eu era piqueno, ouvia esta música tipo... milhões de vezes? - acho que perdi a minha capacidade argumentativa agora mesmo Sofia xD . Private Joke– e nunca percebi o quão badalhoca era a letra, ou o vídeo. Bons velhos tempos.
Ora pois bem, hoje é dia mundial do sexo.
E o dia mundial do sexo é um dia muito importante porque...
Porque...
Ahm... pensando bem, porque é que existe um dia mundial do sexo? Não é feriado, não ganhamos um subsidio para consumar o acto, as sex shops não fazem – acho eu – desconto especial com o cartão continente, e 80% das pessoas nem fazem ideia da existência deste dia.
O que me leva à pergunta abrangente:
Qual é a utilidade de tantos dias mundiais, internacionais e nacionais ? (e qual é a diferença entre mundial e internacional?)
Verdade seja dita, eles pululam nos calendários e fazem rodapé em vários telejornais, coroando a sua importância geral.
Percebo alguns dos dias, como por exemplo o Dia internacional para a Irradicação contra a pobreza (dia 17 de Outubro) ou o Dia da declaração Universal dos direitos do homem (dia 10 de Dezembro), que existem por uma causa e que têm como fim sensibilizar a população mundial para qualquer coisa. Mesmo que não o consigam, têm um dia no calendário, já não é mau.
No entanto, há uma penca de dias dedicados ás mais diversas coisas, que vão surgindo todos os anos e sendo extintos nem nos dando tempo de os percebermos.
De entre uma lista bastante grande, houveram alguns que me chamaram a atenção pela sua enorme utilidade e pelas infindáveis possibilidades de celebração dos mesmos:
Dia mundial da População(11 de Julho): Ahm... é só assim. Não especificam de que sítio é a população, por isso vou supor que seja de todo o mundo mesmo. E como é que se celebra isto? Vamos abraçando todas as pessoas que nos apareçam pela frente? Incentiva-se os jovens a engravidar as namoradas para fazer mais população? I don't get the point.
Dia Mundial do sono (21 de Março) já sei, aqui tomamos todos clorofórmio e dormimos. É uma espécie de protesto solidário pelas vítimas de insónia ou assim?
Dia Nacional dos Moinhos (7 de Abril) – Não, este sim devia ser um feriado. Depois juntávamo-nos todos em torno dos moinhos ainda em funcionamento em Portugal, e.... fazíamos todos farinha! Ou isso ou íamos ver moínhos de vento produzir electricidade. Duas propostas extremamente tentadoras.
Dia do Sol (3 de Maio) – Não, não é o Jornal “o Sol”. É o dia do sol. E eu proponho que se mude isto para o Verão, que uma pessoa merece celebrar este dia com um escaldão daqueles estilo lagosta demasiado cozida. (fiquei sem perceber se é mundial ou Nacional)
Dia mundial da Poupança (31 de Outubro): Tenho para mim, que este dia não é muito bem celebrado. é só vermos a crise.
Isto sem falar nos dias “repetidos”:
Ora bem, dia 22 de Março é Dia mundial da água. Okay, ainda bem, deve ser para consciencializar as pessoas quanto à poluição dos cursos de água e essas coisas todas.... mas depois na última semana de Setembro há o Dia Mundial do Mar. mas o mar é feito do quê? Água, certo? Então para quê mais esse dia? Já agora, façam também um dia Mundial das poças de água provenientes da chuva torrencial em Dezembro, afinal, também são água.
Eu – que não percebo nada da elaboração de calendários – acho que o principal interesse de se criar um dia mundial/nacional/whatever do que quer que seja, é que as pessoas... saibam que esse dia existe? E de preferência que sejam coisas importantes, tipo o Dia Mundial da Tolerância (16 Novembro). Que se for assim, daqui a nada temos o dia nacional da unha pequenina do pé esquerdo encravada, porque o primeiro ministro acordou com a unhaca torta.
Haja paciência.
[A ouvir: Don't let me Down - Leona Lewis]
quinta-feira, agosto 18, 2011
Quem é o animal?
Apareceu
nas redondezas de minha casa num verão.
Estava
muito magro, quase lhe conseguíamos contar as costelas a 2 metros de
distância.
O
pêlo castanho claro estava cheio de carraças e feridas no lombo, e
tinha bastante medo das pessoas.
De
inicio encolhia-se cada tentativa de aproximação, como se temesse
que lhe fossemos bater a cada estender de braços.
Comecei
a levar-lhe comida todos os dias. Primeiro um ossinho ocasional, e
quando dei por mim, acabei por ir mesmo de propósito às compras
para ele.
E
aos poucos ele começou a confiar em mim. Vivia num restaurante
abandonado a 10 metros de minha casa, por entre heras e arbustos, mas
como vivo num prédio, não o podia trazer comigo.
Cheguei
a ir às escondidas durante o inverno dar-lhe banho no chuveiro da
piscina. Se a senhora do condomínio sonhasse dava-me um tiro, mas o
que é verdade é que as carraças foram todas á vida e passado um
mês o tostão estava -relativamente - gordo e feliz.
Tornou-se
o meu cão, mesmo que eu não pudesse ter cães.
Alguns
dos meus vizinhos acabavam por também lhe dar comida, e a pouco e
pouco era uma espécie de mascote do prédio.
E
eu tornei-me o seu dono (em part time), mesmo que não lhe desse
casa.
E
fez parte da minha vida, seguia-me quando eu ia para a escola a pé,
ia passear comigo nas noites quentes de verão e lambia-me todo cada
vez que me ausentava por mais de dois dias.
Mas
obviamente que isto não ia durar indefinidamente. A dada altura o
tostão começou a ir dormir para cima dos carros dos meus vizinhos,
e a riscar as pinturas… e tivemos que o ir entregar a uma
instituição porque ele era muito grande para se ter em casa, e
ninguém das redondezas o quis.
E
este ano vão fazer 5 anos, e eu ainda sonho com o tostão
ocasionalmente.
Espero
que ele tenha conseguido uma boa família.
Espero
que ele ainda esteja vivo e de saúde a mordiscar os sapatos do
próximo dono.
Espero
que nunca mais lhe façam as maldades que lhe fizeram.
Espero
que os donos dele que o maltrataram e jogaram para as ruas tenham
tido imenso azar depois disso.
Eu sei que isto é um cliché completo, mas infelizmente repete-se todos os anos nestes meses de Verão, e eu acabo sempre por me perguntar "quem é o animal afinal?".
Apelo a todas as pessoas que ponderam abandonar os seus animais de
estimação agora na época de férias para não o fazerem, porque
não são bibelôs ou mobílias velhas. São parte da família.
A
Filipa partilhou num outro post sobre esta temática um link para a
associação onde faz voluntariado, deixo aqui o link para quem estiver interessado.
[A ouvir: Suck My Kiss - Ultraviolet Sound]
terça-feira, agosto 02, 2011
Aquela vez em que o Ricardo foi adoptado
Nota: Apeteceu-me falar deste assunto, e são capazes de ouvir falar dele mais uma vez por estes dias.
Desde que me conheço por gente, que tenho um cão de sonho. Gostava imenso de ter um cocker spaniel. Não me perguntem porquê, mas sempre achei graça àquela pelagem macia e Àquelas caídas. O que é verdade é que hoje podiam aparecer-me aí com uma ninhada inteira, que eu não os ia querer. Já estou muito bem servido.
E estou assim porque alguém não quis a manchinha.
Porque a manchinha não é de raça.
Ou porque a manchinha não tem pedigree, nem arvore genealógica confirmada.
Talvez porque é muito trapalhona e parte as coisas só a dar ao rabo de contente, ou talvez seja porque a manchinha era um cachorrinho que cabia na palma da mão, e acabou por crescer e ser uma matulona.
E os senhores que a abandonaram não entraram em pânico com medo que ela estivesse doente porque andou a comer bagas dum arbusto ao pé de casa e andava sem comer uma semana; não tiveram paciência para lhe ensinar truques e apreciar a maneira como ela os aprende rápido;
Não tiveram que tomar conta dela quando fez trovoada e ela ficou cheia de medo;
Não a levaram a passear para perceberem que podiam ganhar dinheiro se a metessem num circuito de corrida de cães.
Em suma, não tiveram um animal de estimação.
Tiveram um brinquedo que deitaram fora quando perdeu a graça.
Não se deram ao trabalho de tentar conhecê-la. E só ficaram a perder.
Porque a manchinha é muito melhor do que muita canalha que para aí anda. Porque ela me abraça todos os dias. Porque ela chora e entra em pânico quando eu desapareço (não estou a inventar). Porque ela sabe tão bem quando é que eu preciso de uma boa dose de atenção. Porque ela me dá uma amizade completamente limpa de interesses ou segundas intenções.
É caso para perguntar: quem é que foi o animal desta equação?
E enquanto eu estou a escrever este post, provavelmente meia dúzia de gatos e outra meia dúzia de cães foram abandonados num raio de 500 metros.
A vocês leitores que não têm animal de estimação e pensam arranjar um, Sigam o conselho da união zoófila, não comprem.
Adoptem.
Ou por outra, deixem que um animal vos adopte.
[A ouvir: Happy Hour - Cheryl Cole ]
domingo, junho 05, 2011
Perguntas de Fim de Semana XXIV
Em dia de Eleições em Portugal, temos umas perguntas temáticas (Oh a música não tem nada a ver com o post, era só para vos dar música e tal)
Costumam exercer o vosso direito/dever de voto?
Têm um partido político?
Hoje foram votar? se ainda não, pensam ir?
Em quem votaram? (se não se importarem de partilhar, claro)
Bom resto de fim de semana
Edit: Eu fui votar minhas gentes xD. logo a seguir a ter publicado o post.
Costumam exercer o vosso direito/dever de voto?
Têm um partido político?
Hoje foram votar? se ainda não, pensam ir?
Em quem votaram? (se não se importarem de partilhar, claro)
Bom resto de fim de semana
Edit: Eu fui votar minhas gentes xD. logo a seguir a ter publicado o post.
quarta-feira, junho 01, 2011
As lindas Histórias de infância do Ricardo
“Ai e tal, hoje é dia da criança” dizem vocês, leitores atentos aos dias do mês.
“…E?” – Respondo eu enquanto como uma bolacha e oiço música.
“Ah e tal, como pessoa espectacular e cheia de sabedoria, pensámos que podias partilhar connosco qualquer coisinha” dizem vocês com a bela da cara pedinchona.
“Ahm… Ok. O orgasmo do porco dura 30 minutos em média” – Digo eu enquanto coço a orelha esquerda (bendito carracedo)
*Rapariguinha de óculos redondos cai redonda no chão, e algumas famílias separam-se com esta informação extremamente interessante*
“Não totó, alguma coisa benita que nos ensine alguma coisa sobre a infância” – diz a leitora que vê constantemente filmes fetiche.
“Ah, ok” Diz o Ricardo, enquanto pensa que a infância é feita de diversas coisas para além de doces e cambalhotas e risadas e nhonhonho. Como tal o Ricardo resolve presentear os leitores queridos com:
Os traumas de infância do Ricardo:
O Ricardo tem a primeira experiência com uma profissional do sexo:
Idade: 5
Local: Rua de Madrid, á noitinha
Relato dos acontecimentos: o Ricardo estava no banco do passageiro, enquanto o sinal estava vermelho no semáforo, e do nada uma senhora badalhoca enfia-se dentro do vidro e começa-se a fazer ao meu pai.
Resultado: Ricardo fica aos berros por ver uma desconhecida de aspecto duvidoso a tentar a porta, enquanto tenta fechar o vidro e o pai se ri á brava com a cara de pânico.
O Ricardo avista um monstro:
Idade: 7
Local: Em casa
Relato dos acontecimentos: É assim, eu lia tudo o que era livros dos arrepios (Goosebumps em Inglês) e quando saiu a série de TV eu fui logo começar a ver. Para quem não sabe, os livros (e a sequente série, no video acima) são livros de terror para crianças. É um terror assim mais soft… o que não quer dizer nada porque com 7 anos tudo é assustador. Um dia fiquei em casa sozinho e comecei a ver um episódio dessa série. Quando acabou, ouvi uns barulhos debaixo da cama e liguei à minha mãe a dizer que tinha monstros debaixo de casa. Ela disse-me que não há monstros e nhanhanha… e eu desligo o telefone e tocam à campainha. Olho pelo olho de boi (aquela lente da porta que deixa ver as pessoas lá fora) e começo aos gritos e vou me esconder na dispensa.
Era o contabilista do meu pai, que era fanhoso e por isso tinha uma cicatriz na cara, para além de ser feio como tudo já de origem. Liguei à minha mãe em pânico a gritar que estava um monstro À porta e que me queria matar e não sei quê.
Resultado: até hoje (21 anos) quando vejo o homem na rua fico extremamente envergonhado com a linda figura que fiz.
O Ricardo teme a ira Divina
Idade: 8
Local: Casa da minha avó paterna
Relato do Acontecimento: A minha avó (de quem eu gosto imenso e nhenhenhe) é testemunha de Jeová. Como boa religiosa que é, desde sempre me tentou converter. Ora bem, qual a melhor maneira de gravar numa criança de oito anos uma mensagem religiosa? Medo.
Nunca contei isto aos meus pais, mas ainda me rio quando me lembro. Um dia qualquer tava eu com os meus amiguinhos, e eles trouxeram chouriço pró lanche. Eu comi um bocadinho mas nem gostei muito. À noitinha, depois de me falar de Deus e da bíblia e essas coisas todas, a minha avó resolveu falar do pecado do sangue. Para quem não sabe, as testemunhas de Jeová consideram pecado mortal ingerir sangue de qualquer maneira que seja… e o chouriço era de sangue. E como na altura o dia do juízo final estava à porta, a minha avó lembrou-me que eu devia arrepender-me sempre de comer sangue.
Resultado: Ricardo chora até às duas da manhã a rezar freneticamente e a pensar que vai arder no inferno ou qualquer coisa do género, e se não gostava de comida com sangue, depois disso nunca mais quis sentir sequer o cheiro.
O Ricardo é quase abandonado em Espanha:
Idade: 10
Local: Em Espanha (Duuuh)
Relato dos acontecimentos: depois de uma sessão de compras em Espanha, os meus pais entram no carro e eu fico cá fora, a despir o casaco. Meto o casaco lá dentro, e os meus pais arrancam a toda a velocidade, deixando-me numa rua qualquer de Sevilha onde não conhecia nada. Tive que ir a correr atrás deles quase 200 metros aos berros. E eles estavam tão determinados em abandonar-me ali que nunca pararam. Só quando uma espanhola apontou para a porta, prai 5 minutos depois (era eu a correr atrás dum carro, com perninhas curtinhas. É muito) é que eles repararam… que tinham deixado a porta aberta.
Resultado: nunca mais usei casaco em Sevilha. Ou se usei nunca mais o despi.
E podia perder-me aqui numa milena de acontecimentos do género, mas achei que estes chegavam para vos mostrar, queridos leitores, que a infância não são só rebuçados e dentes de leite e pais natais e alegria. Também são traumas que deixam uma pessoa com uma panóplia de parafusos a menos na cabeça.
E vocês?
De que acontecimentos traumáticos ou simplesmente engraçados de infância se lembram melhor?
Querem partilhar?
sexta-feira, maio 13, 2011
É sexta feira 13... let's get mystical, mysticaaal
Já tiveram um dia horrivel?
Assim tipo – a título de exemplo – Acordam de manhã, para tomar banho, acaba-se o gás a meio do banho. Atordoados pelo choque térmico dão uma cabeçada no armário da casa de banho, rasgam mas jeans a tirá-las do armário. Como se não bastasse apanham transito e ficam a meio da viagem porque se acaba a gasolina. Estão com pressa para chegar ao trabalho, mas no fim chegam uma hora mais cedo por terem o relógio na hora aniga. Ao saírem do trabalho atropelam um cão vadio e batem num caixote do lixo ao estacionar perto de casa. A luz vai-se abaixo, e depois para culminar, queimam o jantar.
Qualquer pessoa diria “que azar” ou “sorte do c*****”.
Eu queria saber (num dia tão conotado de “azarento” por montes de gente) era se vocês acreditam em azar e sorte.
Ok… eu não sou cristão. Nem todo o mundo é cristão. Então porque é que toda a gente considera este dia um dia de azar?
Eu acredito. Mas também não acredito. Quer dizer, tem que haver qualquer coisa que seja a origem daquelas coincidências mais ou menos felizes… mas não sei, ao mesmo tempo parece-me tudo demasiado aleatório, que vai contra aquela ideia de que nós fazemos o nosso próprio destino. Se há sorte, não depende só de nós.
Mas qual é verdadeiramente o papel da sorte e do azar? Acredito que haja sim sorte e azar. Acredito que possamos ter momentos em que as coisas se sucedem de modo menos bom, mas mais tarde acontece algo de melhor, como que para “equilibrar a balança” afinal o universo procura um equilíbrio constante, né?
E então entram as superstições.
As superstições que procuram atrair a sorte e afastar o azar.
Partir um espelho dá azar. Dizer “azar” dá azar, deve dizer-se “má sorte”, despejar sal afasta o dinheiro, e varrer os pés afasta o amor (ou qualquer coisa do género), bater na madeira para afastar a má sorte, não passar por baixo de escadas, evitar que um gato nos passe pela frente, mas atenção, só dá azar se passar da esquerda para a direita.
E depois há os amuletos, que entram no mais universo do misticismo. Arruda contra o mau-olhado, um… acho que se chama “olho de peixe” contra a inveja, e uma data de plantinhas e raminhos de ervas e pedras e perfuminhos e essências que têm alegadamente propriedades místicas.
Claro que também existem os amuletos próprios. Aquela pulseira de estimação, aquele fio, um dente de quando éramos crianças… supostamente um amuleto depende da fé que nele depositarmos.
E passamos para o universo das superstições, o engraçado é que há sempre explicações simples para todo um mito que se forma atrás de um número ou um qualquer acontecimento.
Alguém sabe porque é que a sexta feira 13 é dia de azar?
“A crença popular cristã professa que quando um dia 13 sucede numa sexta feira, é dia de grande azar. Há muitas explicações para isso. A mais forte delas, segundo o Guia dos Curiosos, seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.”
Ora bem… eu não me considero cristão, embora acredite que Cristo tenha existido… porque é que hei de pensar neste dia como dia de azar?
E partir um espelho, porque dá azar?
Segundo os antigos, o espelho reflectia uma parte da pessoa, parte da sua alma. Se o partirmos danificamos a alma e logo temos azar.
É engraçado descobrir as verdades por trás das superstições mais conhecidas.
E vocês?
Acreditam em sorte e azar?
Atribuem os dias verdadeiramente bons ou maus a sorte azar ou outro factor? ao acaso?
São pessoas supersticiosas?
Amuletos, acreditam que haja objectos que tragam boa sorte? Têm algum amuleto pessoal? Um objecto “de estimação”?
Superstições… têm alguma? Eu mesmo não acreditando, entro em todos os sítios com o pé direito. Eu sei, é ridículo xD.
Conhecem a explicação para alguma superstição famosa?
Vá, toca a ler comentar subscrever e gostar no facebook.
PS: os comments feitos desde dia 11 possivelmente foram à vida, não estranhem se não virem os vossos. Agradeçam ao blogger.
[A ouvir: Like The Sea-Alicia Keys]
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
O Ricardo e o divórcio
Nota não relacionada com o texto nº1: Como devem ter reparado, uma mão cheia de comments mais recentes desapareceram. Fui eu sem querer que os apaguei, porque ao experimentar uma coisa nova pró blog fiz a proeza de duplicar TODOS os comments, ou seja fiquei com 3000 e tal comentários e tive que andar a eliminar os duplicados. Por arrasto foi um comentário da Shell Maria, um da Ana e um da Inês sem querer (isto sem contar que tive que responder aos posts todos outra vez porque os meus também foram. Por isso não estranhem se tiverem feito um comment e eu não lhe responder. Posso tê-lo apagado sem querer. Se não for incomodo e o tiverem feito, agradecia que comentassem outra vez.
Nota não relacionada com o texto nº2: agradecia imenso que respondessem a uma votação que vou abrir ainda hoje e que vai estar mesmo ali ao lado, sobre comentários, preciso de saber a vossa opinião para saber se adopto um novo estilo de caixa de comentários mais abrangente. Agradecia a colaboração.
![]() |
| Podes ficar com as jóias, a casa, o carro, mas não ficas ca Bimbyyyy |
Ok, eu não resisti, achei completamente apropriado de uma forma retorcida. Para quem não sabe – e acredito que haja muita gente que nem faça ideia – O dia de São Valentim existe graças a um padre chamado Valentim na época dos Romanos, que fazia casamentos contra as proibições do imperador Cláudio II (que acreditava que sem família os jovens iriam mais depressa para a guerra. E casados tinham família… e pronto, percebem a ideia) e no dia 14 de Fevereiro de 270 decapitaram-no por isso mesmo (simpáticos huh?).
Pasmem-se alminhas que pensavam que era quando o cupido fazia anos (LOL)
É que de uma forma barbáricamente retardada, a ideia que há – mesmo depois de 1741 – é que um casamento é o passaporte para uma felicidade garantida, depois de uma bela festa, um vestido ridiculamente caro que nunca mais vai ser usado, e uma batelada de dinheiro para convidar aquela família que vemos uma vez por ano e que provavelmente nem conhecemos assim tão bem, e os amigos e conhecidos que trazem o seu “plus one” (or two) e fazem com que dê a impressão de que conhecemos 200 pessoas em vez das reais 50.
Mas e quando não é?
Sim, porque não é á toa que a taxa de divórcios tem vindo a escalar em velocidades perigosas ano após ano, por este mundo fora.
Não consigo acreditar naquela história de “até que a morte vos separe” porque a não ser que se tenha um enfarte fulminante na noite do casamento, é muito mais provável que se acabe mais cedo o “encanto” e o casamento vá para o espaço.
O casamento não vai tornar o entendimento mais ou menos fácil, bem como uma união de facto, ou o caso de viverem juntos.
Isso é história para boi dormir.
O grande problema está exactamente na romantização.
Como estamos numa sociedade tão individualista e apologista do sucesso pessoal numa base competitiva (nem vou referir os posts em que já falei disto, já foram uma penca deles), há uma pressa maior de se ser bem sucedido, e um medo de acabar sozinho (por ser de certa forma antagónico ao pretendido numa vida bem sucedida).
Uma pessoa bem sucedida tem que o ser a todos os níveis, amoroso incluído.
Esse desespero acaba por toldar o raciocínio a muitas alminhas, que pensam que sentir calores ao nível da virilha pelo namorico actual é o mesmo que encontrar o amor de uma vida, e então saltam desesperadamente etapas para o casamento de sonho.
O que estraga toda esta lógica com pouca lógica, é que para se fazer qualquer uma das coisas acima (viver juntos, casar ou ter uma união de facto) não basta uma paixão fulminante.
Isto não é um livro da Stephnie meyer, em que uns quantos “amo-te” dão direito a um casamento eterno. É uma coisa mais complexa. Quando as pessoas se casam devem ter em conta aquilo que sentem, avaliar se sentem algo suficientemente forte pelo outro para o deixarem entrar na sua vida de forma tão .
Obviamente que depois, 85% destes casamentos relâmpago – todos muito românticos, muito felizes, muito apaixonados e genuínos – acabam por nem durar dois anos (e isto sou eu a ser simpático) , e não é por falta de amor. É por inexistência do mesmo.
O amor é aquela coisa da tolerância e blablabla, e quando não suportamos todos os defeitos do outro, não há cá amor, por mais incrível que seja o sexo.
E então entra aqui (ou deveria) o divórcio.
E o que é engraçado, é que em pleno século XXI que é supostamente o da tolerância, ainda há muitos tabus a rondar o assunto.
O divórcio tem por base a separação do casal, é mais uma formalização do que outra coisa, é como eu lhe chamo “o break up dos adultos”.
Digo que é uma formalização, porque se analisarmos bem as coisas, é mais que óbvio que a separação não acontece de um dia para o outro e não é por artes mágicas que alguém se quer desagregar de alguém com quem partilhe a vida de forma tão directa. A separação já está lá quando se opta por tomar a medida mais drástica.
Sou total e completamente apologista do divórcio, desde que haja motivos para isso. Vamos ser realistas, há casamentos que não têm salvação por mais boa vontade que haja de ambas as partes.
Como por isto de maneira simples… Um casal é como um conjunto de engrenagens. Se não encaixarem uma na outra (isto soa tão, mas tão pornográfico) por mais que tentemos não e o mecanismo não vai funcionar.
Mas as pessoas têm muito medo, e então acomodam-se. Deixam andar, e vivem numa espécie de dormência afectiva que pode durar toda uma vida.
E usam exactamente os medos: medo de ficar sozinhas, medo de não encontrar mais ninguém, medo de recomeçar, medo de admitir que não conseguiram manter um casamento (por mais insustentável que este possa ser, e não estou aqui a falar daqueles casos de violência doméstica, isso é um caso que não vai de encontro ao que eu quero especificar)…. Ou então usam os filhos como desculpa.
E eu pergunto, mas e o que é que ganham com isto?
As crianças podem sofrer inicialmente num divórcio, mas habituam-se e até acabam por encarar na maioria dos casos a mudança como benéfica. Porque manter uma relação de fachada é muito mais doloroso para elas. Ser jogado no meio das brigas dos pais e achar que é normal é muito menos saudável do que a dor temporária que um divórcio lhes causará.
Quanto ao resto… mais vale só que mal acompanhado, digo eu. Nunca me divorciei, mas não vejo sentido em estar numa relação que não seja emocionalmente proveitosa para ambos (ai que frase tão finesse).
Claro que também há o outro reverso da moeda. Aquelas pessoas que pensam no divórcio como primeira instância para resolver qualquer discussão mais acalorada.
Não sei se conhecem algum caso, mas eu acho ridículo aquelas pessoas que se divorciam, e passado menos de 8 meses se voltam a casar e andam neste ciclo vezes e vezes sem conta, sem saber se querem carne ou peixe. Nunca percebi muito bem qual é a ideia. Um casamento/vida conjunta requer cedências, adaptação e alguma presistencia… pode parecer que me estou a contradizer mas é uma coisa completamente diferente, acima refiro-me àqueles casamentos que se arrastam e nunca desenvolvem por mais que se tente. Neste caso é mesmo falta de vontade de tentar ver outros pontos de vista e adaptar-se às opiniões do outro em alguns casos.
Casamento não é o mesmo que um namorico que se acaba quando já não há interesse. Temos de ter em conta que a nossa vida romântica não é a novela das 8 com uma paixão infinita e uma pessoa perfeita ao nosso lado, e que não é do pé pra mão que se encontra a alma gémea e se dá um passo tão importante como juntar os trapinhos, para depois se voltar atrás quando aquele encanto inicial se evapora.
É muito engraçado se compararmos. A geração dos nossos pais é a que tem sempre mais picuinhices com esse assunto, e a nossa geração usa o divórcio sem pensar muito se vale a pena, parece que ainda não se conseguiu chegar a um meio-termo geral.
Resumindo: Por mais drástica que seja esta solução, há muitos casos em que é a única volta a dar ao assunto porque arrastar uma vida de infelicidade não é solução para ninguém… no entanto há outros casos em que o divórcio é usado como ferramenta para fugir aos trabalhos que dá uma relação séria, o que acaba por distocer um bocado a ideia que se tem de relações sérias hoje em dia e da maneira de lidar com elas, que não é sempre a mais fácil.
E vocês?
São contra, ou a favor do divórcio?
Conhecem algum caso dos acima descritos?
Já passaram por tal coisa, ou alguém próximo passou por isso?
Acham que se banalizou muito a ideia de uma relação séria?
As pessoas estão a ficar tãtãs e não conseguem distinguir paixão de algo mais?
Vá, comentai, e subscrevei saxavor!
e se gostarem do dia (não é o meu caso, odeio, cambada de consumismo idiota associado a uma hipocrisia geral, mas prontes) Bom dia de S. Valentim.
[A ouvir: Yeah Yeah - Cheryl Coleft. Travis Mc. Coy]
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Saxavor de sorrirem!
ILENão sei se vocês sabem, mas há pessoas que não sabem ser felizes.
A felicidade – para mim pelo menos – sou um estado adquirível e volátil. (ainda sou da opinião que se alguém estiver sempre feliz deve ter tido um derrame cerebral, ou anda metido nas “dorgas”)
No entanto, existem mesmo pessoas que não conseguem atingir efectivamente esse patamar de felicidade ainda que temporária.
Podem chegar lá próximos, mas “morrem sempre na praia”.
Chamo-lhes os infelizes patológicos.
Tudo lhes corre mal e o mundo é uma amálgama de cinzento-escuro.
O infeliz patológico é perseguido por forças sobrenaturais que existem só para lges dificultar a vida e tornar tudo mais azedo e complicado do que efectivamente é.
E porquê?
Porque é que preferem estar nessa angustia? Não percebem o mal que fazem a vocês próprios e a quem vos rodeia?
Não se sentem corroídos por dentro ao invejar a felicidade alheia e maldizer tudo e todos, atirando sem alvo definido?
Afinal, todos nós temos aqueles dias horrorosos em que tudo nos corre mal, mas do que nos serve ficar mal dispostos? De que nos adianta reclamar com o mundo? Isso vai mudar alguma coisa? …Quer dizer… tecnicamente muda porque ficamos ainda mais mal dispostos, mas adiante.
A essas pessoas dedico esta música:
Aliás, dedico esta música a toda a gente que esteja a ler isto.
Afinal, andar sempre preocupados com os problemas que muitas vezes nem são assim tão graves, ou que mesmo sendo, não detemos a sua solução, só nos afasta das coisas boas da vida.
Afastamos os outros com uma cara sisuda e palavras amargas.
O que eu vos peço, a todos vocês é que hoje dêem um sorriso a um estranho, muito ao estilo da iniciativa das rádios portuguesas que hoje às 6 mobilizarrão todos os condutores a sorrirem aos “vizinhos” do carro ao lado.
E porquê?
Porque hoje é o dia mundial do sorriso.
E eu quero que a blogosfera sorria!
Afinal um sorriso é uma porta de entrada para coisas boas na nossa vida, e Às vezes os problemas toldam-nos demais para partilharmos uma das melhores coisas que podemos dar (e de graça, prós mais sovinas).
Hoje proponho até duas coisas:
Têm problemas que vos andem a moer?
Peguem num ou mais papelinhos, escrevam lá os problemas, dobrem e queimem. E durante o fim-de-semana não pensem neles.
Aproveitem para ir passear, namorar, ler um livro, estar com os amigos, ligar ao primo à tia e á mana que moram na outra ponta do país e falem com eles.
Muito provavelmente esses problemas continuarão lá no inicio da semana. Se não continuarem é porque não eram assim tão problemáticos quanto isso.
Aos autores desta internet. Por favor, deixem por um dia (pelo menos) os posts infelizes, os posts de queixas e ataques, os posts de lamurias sobre a vizinha do lado ou sobre a imbecilidade na TV. Por um dia TENTEM ficar felizes, aproveitar, que a vida são dois dias, e num deles é feriado.
Infelicidade só traz mais infelicidade, e uma cara feliz faz sempre melhor figura que umas trombas de todo o tamanho.
Sorrir não é difícil, nem se precisa dum curso.
Levantem os cantos da boca e sorriam (nem que achem que têm o sorriso mais pavoroso do mundo) e se quiserem partilhem o vosso sorriso com os vossos leitores.
FAÇAM DE TODOS OS DIAS UM DIA DO SORRISO!
E agora quero que partilhem comigo:
Já sorriram hoje?
O que acham que têm que vos faça sentirem se felizes?
o que vos fez sorrir ultimamente?
Porque acham que é mais difícil encontrar uma pessoa sorridente na rua?
Sorriem muito a estranhos? eu sim, devem pensar que sou algum tarado ou assim. as velhinhas até se agarram às malas ás vezes xD
[A ouvir: Fame < Infamy - Fall out Boy]
[Humor: Encorajado
]
A felicidade – para mim pelo menos – sou um estado adquirível e volátil. (ainda sou da opinião que se alguém estiver sempre feliz deve ter tido um derrame cerebral, ou anda metido nas “dorgas”)
No entanto, existem mesmo pessoas que não conseguem atingir efectivamente esse patamar de felicidade ainda que temporária.
Podem chegar lá próximos, mas “morrem sempre na praia”.
Chamo-lhes os infelizes patológicos.
Tudo lhes corre mal e o mundo é uma amálgama de cinzento-escuro.
O infeliz patológico é perseguido por forças sobrenaturais que existem só para lges dificultar a vida e tornar tudo mais azedo e complicado do que efectivamente é.
E porquê?
Porque é que preferem estar nessa angustia? Não percebem o mal que fazem a vocês próprios e a quem vos rodeia?
Não se sentem corroídos por dentro ao invejar a felicidade alheia e maldizer tudo e todos, atirando sem alvo definido?
Afinal, todos nós temos aqueles dias horrorosos em que tudo nos corre mal, mas do que nos serve ficar mal dispostos? De que nos adianta reclamar com o mundo? Isso vai mudar alguma coisa? …Quer dizer… tecnicamente muda porque ficamos ainda mais mal dispostos, mas adiante.
A essas pessoas dedico esta música:
Aliás, dedico esta música a toda a gente que esteja a ler isto.
Afinal, andar sempre preocupados com os problemas que muitas vezes nem são assim tão graves, ou que mesmo sendo, não detemos a sua solução, só nos afasta das coisas boas da vida.
Afastamos os outros com uma cara sisuda e palavras amargas.
O que eu vos peço, a todos vocês é que hoje dêem um sorriso a um estranho, muito ao estilo da iniciativa das rádios portuguesas que hoje às 6 mobilizarrão todos os condutores a sorrirem aos “vizinhos” do carro ao lado.
E porquê?
Porque hoje é o dia mundial do sorriso.
E eu quero que a blogosfera sorria!
Afinal um sorriso é uma porta de entrada para coisas boas na nossa vida, e Às vezes os problemas toldam-nos demais para partilharmos uma das melhores coisas que podemos dar (e de graça, prós mais sovinas).
Hoje proponho até duas coisas:
Têm problemas que vos andem a moer?
Peguem num ou mais papelinhos, escrevam lá os problemas, dobrem e queimem. E durante o fim-de-semana não pensem neles.
Aproveitem para ir passear, namorar, ler um livro, estar com os amigos, ligar ao primo à tia e á mana que moram na outra ponta do país e falem com eles.
Muito provavelmente esses problemas continuarão lá no inicio da semana. Se não continuarem é porque não eram assim tão problemáticos quanto isso.
Aos autores desta internet. Por favor, deixem por um dia (pelo menos) os posts infelizes, os posts de queixas e ataques, os posts de lamurias sobre a vizinha do lado ou sobre a imbecilidade na TV. Por um dia TENTEM ficar felizes, aproveitar, que a vida são dois dias, e num deles é feriado.
Infelicidade só traz mais infelicidade, e uma cara feliz faz sempre melhor figura que umas trombas de todo o tamanho.
Sorrir não é difícil, nem se precisa dum curso.
Levantem os cantos da boca e sorriam (nem que achem que têm o sorriso mais pavoroso do mundo) e se quiserem partilhem o vosso sorriso com os vossos leitores.
FAÇAM DE TODOS OS DIAS UM DIA DO SORRISO!
E agora quero que partilhem comigo:
Já sorriram hoje?
O que acham que têm que vos faça sentirem se felizes?
o que vos fez sorrir ultimamente?
Porque acham que é mais difícil encontrar uma pessoa sorridente na rua?
Sorriem muito a estranhos? eu sim, devem pensar que sou algum tarado ou assim. as velhinhas até se agarram às malas ás vezes xD
[A ouvir: Fame < Infamy - Fall out Boy]
[Humor: Encorajado
sexta-feira, dezembro 31, 2010
Não aos posts de reveillon?
Eu podia vir aqui com um enorme post filosófico para terminar bem 2010. mas não me apetece filosofar.
Podia falar sobre o ano novo e os planos que tenho para essa noite, mas provavelmente vocês não querem saber disso.
Podia vir aqui escrever uma wishlist de coisas que quero que aconteçam no ano que vem. mas muito honestamente enjoei-me até aos cabelos de wishlists blogosféricas.
Então lembrei-me
Coisas que nem com 1000 passagens de ano hei-de conseguir (e querer) mudar em mim:
mas não tenho.. gorros e chapéus nunca me seduziram muito.
E vocês?
Quais são as coisas que nunca hão de mudar em vocês (por vontade própria ou por incapacidade crónica)?
digam!
Qual é a vossa característica que esperam manter para sempre? (humor corrosivo pra mim)
E a de que se livravam mal soassem as 12 badaladas se pudessem? (permissividade em excesso pra mim)
Como amanhã não devo vir aqui olhem:
[A ouvir : Nada]
[Humor : Demasiado cansado para sequer meter aqui o panda]
Podia falar sobre o ano novo e os planos que tenho para essa noite, mas provavelmente vocês não querem saber disso.
Podia vir aqui escrever uma wishlist de coisas que quero que aconteçam no ano que vem. mas muito honestamente enjoei-me até aos cabelos de wishlists blogosféricas.
Então lembrei-me
Coisas que nem com 1000 passagens de ano hei-de conseguir (e querer) mudar em mim:
- Ter um óptimo timing - Consigo dizer a coisa certa no momento errado com uma fluidez impressionante.. é uma dádiva que poucos compreendem.
- Gostar de ser desagradável de vez em quando - O meu lema de vida é "quando toca a mim os outros não têm pena, porque hei eu de ter pena dos outros?" e tem resultado muito bem nestes últimos...10 anos vá (sim até deve ser menos, porque quando era criança não tinha lema de vida nenhum). e por isso não me poupo de dizer as coisas desagradáveis que penso quando me apetece. porque se eu não as digo, mais ninguém as diz.
- Fazer mistelas gastronómicas pouco aconselháveis - Salmão e compota de pêssego, bacon e gelado, batatas fritas e chocolate derretido, you name it. imensas vezes penso "eu gosto tanto disto... e daquilo... porque é que não hei-de gostar de uma mistura entre os dois?" e acaba quase sempre com um "Ai que nojo" da pessoa mais próxima, e uma possível reacção fisiológica que acaba comigo horas no WC.
- Ser estupidamente optimista- Eu irrito-me imenso comigo com isto. Pra mim tudo vai correr sempre bem. mesmo que esteja tudo a descambar, eu vejo uma luzinha no túnel.Querem um bom exemplo? tá a chover torrencialmente aqui em albufeira hoje. amanhã é passagem de ano. mas por alguma força sobrenatural continuo a pensar que amanhã vai tar um tempo óptimo. quando tenho tudo para pensar o contrário.
- Odiar Matar caracóis - Eu sei que não é minimamente lógico, mas não consigo matar caracóis. mato aranhas moscas melgas ratos baratas gafanhotos e tudo o mais que me apareça se tiver que ser, mas caracóis NÃO CONSIGO. evito ao máximo. não é por nojo nem nada, mas independentemente de pisar, esmagar ou fazer voar pela janela um caracol, eu sinto uma crise enorme de remorsos. e faço SEMPRE um minuto de silêncio. suspeito que fui um caracol noutra encarnação. mas é uma teoria sem comprovativo.
mas não tenho.. gorros e chapéus nunca me seduziram muito.
E vocês?
Quais são as coisas que nunca hão de mudar em vocês (por vontade própria ou por incapacidade crónica)?
digam!
Qual é a vossa característica que esperam manter para sempre? (humor corrosivo pra mim)
E a de que se livravam mal soassem as 12 badaladas se pudessem? (permissividade em excesso pra mim)
Como amanhã não devo vir aqui olhem:
tenham um bom reveillon, divirtam-se e olhem... vemo-nos (teoricamente lemo-nos) pro ano.E desculpem lá não vos ir ler os blogs, mas estou há 12 horas fora de casa com dor nos pés e rebentado porque 6 dessas horas foram passadas sentado num autocarro.
[A ouvir : Nada]
[Humor : Demasiado cansado para sequer meter aqui o panda]
sexta-feira, dezembro 24, 2010
All I want for christmas is...
O natal é amor.
É acordar com aquele pulsar de ansiedade dentro de nós sem explicação aparente.
é família.
É falar com aquelas pessoas com as quais nem sempre podermos falar.
é paz.
É partilha, não só material, sambem de alma, de sentimentos e de afectos.
é preguiça.
É não fazer nada porque não é necessário fazer mais do que aproveitar
é gula.
É comer as filhoses da avó e os sonhos da mãe, as rabanadas do pai e os bolos do tio.
é calma.
mas o Natal só é isso tudo se lhe atribuírem esse significado.
Talvez daí venha o significado da famosa frase "o Natal é quando o Homem quiser"
Desejo um bom natal a todos os leitores que o festejam, e ao que não o festejam, desejo um dia cheio de felicidade e amor. porque se o natal é quando o Homem quiser também o seu significado pode ser celebrado sem se celebrar efectivamente o natal.
A perguntas que vos deixo, neste caso perguntas de quadra são:
O que é que mais desejam este natal? não interessa se é sentimental ou materialmente, expressem-se.
lembram-se de qual foi a prenda que mais vos marcou até hoje?
... e a pior?
Peripécias de natal, algumas?
FELIZ: NATAL/HANNUKAH/RAMADÃO/FESTIVUS/O que quer que seja /DIA
Blog fechado para Natal
[A Ouvir: Badiu Si ... - Mayra Andrade]
[Humor : Cansado
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Ai as compras de natal
O natal é uma coisa muito linda e muito maravilhosa e blablabla. E é uma óptima desculpa para nos enfiarmos num shopping horas e horas.
Oh cmon, nem me venham com coisas. As prendas de natal não se materializam, e experimentem dar um beijinho e um abraço a alguém como prenda a ver o olhar fulminante que recebem em troca.
Ou se gasta algum, ou mais vale nem dar nada.
Eu gosto de ir às compras e acho que já disse isso umas quantas vezes (curiosamente o post mais lido de sempre deste blog até é o que fala de compras xD).
Mas no natal as compras são o meu pesadelo.
É assim, é o máximo comprar para mim.
Chamem me egocêntrico, mas é verdade… Porque eu sei do que gosto e não preciso de pedir opinião ou ter em conta opiniões de fora.
Mas no natal é exactamente ao contrário.
Tenho que pensar no que cada pessoa pensará ao abrir as prendas.
E é uma maravilha dar prendas a quem se gosta e blablabla, mas se pensarmos bem, quanto mais gostamos de alguém, mais difícil é escolher uma prenda decente.
“Ah mas conheces melhor as pessoas quando gostas delas”
Pois, tá bem, mas quanto mais gostas e conheces alguém, mais medo tens de fazer figurinha triste e dar uma prenda de merdum.
Ontem –dia 22 – fui às compras.
Fiquei lá 4 horas.
Seguidas.
Entrei 5 vezes nas mesmas lojas porque não sabia o que havia de comprar às pessoas a quem fui comprar prendas.
(os 3 do costume)
Enquanto estava por lá, comecei a fazer uma espécie de sistema de fases das compras de natal, tendo por base os três factores principais. Dinheiro excitação e tempo.
Enquanto o tempo aumenta, a excitação diminui exponencialmente, e o dinheiro diminui gradualmente.
Assim sendo, consegui dividir em 7 fases:
E todos os anos chego à fase 6.
Sim porque só me farto de shoppings depois dos saldos.
Sou uma pessoa com bons timings.
E vocês?
Passam por estas fases nas compras de natal?
Já compraram as prendas todas este natal?
Qual foi a pior prenda que já vos deram até hoje?
E a melhor?
Têm muitas pessoas extremamente difíceis de presentear (mais por serem esquisitas do que por gostarem muito delas?)?
Amanhã devo postar qqr coisa ou deixar agendado… mas senão for o caso:
Nota não relacionada com o texto: Eu bem gostaria de vos ter respondido aos comentários, e ir ler os blogs do costume.
Mas a minha net tem andado nojenta esta ultima semana.
Tipo de cair a cada dois minutos. Ou menos.
Fiz 3 chamadas à sapo. Numa delas Tive 22 minutos de conversa extremamente interessante com o senhor técnico da sapo. Acabo de desligar a merda da chamada e a net volta exactamente ao mesmo. A sorte é que faço os posts no Word, e depois é só colar e publicar. Por isso, não se sintam negligenciados. A culpa é do SAPO.
Bela prenda de natal Huh?
Por agora para alem de a net não estar boa, é natal, e não vou andar a comentar e a ler as coisas como deve ser, e compreendo que não me leiam nem comentem com tanta atenção
[A ouvir : Nada]
[Humor: Natalício]
Oh cmon, nem me venham com coisas. As prendas de natal não se materializam, e experimentem dar um beijinho e um abraço a alguém como prenda a ver o olhar fulminante que recebem em troca.
Ou se gasta algum, ou mais vale nem dar nada.
Eu gosto de ir às compras e acho que já disse isso umas quantas vezes (curiosamente o post mais lido de sempre deste blog até é o que fala de compras xD).
Mas no natal as compras são o meu pesadelo.
É assim, é o máximo comprar para mim.
Chamem me egocêntrico, mas é verdade… Porque eu sei do que gosto e não preciso de pedir opinião ou ter em conta opiniões de fora.
Mas no natal é exactamente ao contrário.
Tenho que pensar no que cada pessoa pensará ao abrir as prendas.
E é uma maravilha dar prendas a quem se gosta e blablabla, mas se pensarmos bem, quanto mais gostamos de alguém, mais difícil é escolher uma prenda decente.
“Ah mas conheces melhor as pessoas quando gostas delas”
Pois, tá bem, mas quanto mais gostas e conheces alguém, mais medo tens de fazer figurinha triste e dar uma prenda de merdum.
Ontem –dia 22 – fui às compras.
Fiquei lá 4 horas.
Seguidas.
Entrei 5 vezes nas mesmas lojas porque não sabia o que havia de comprar às pessoas a quem fui comprar prendas.
(os 3 do costume)
Enquanto estava por lá, comecei a fazer uma espécie de sistema de fases das compras de natal, tendo por base os três factores principais. Dinheiro excitação e tempo.
Enquanto o tempo aumenta, a excitação diminui exponencialmente, e o dinheiro diminui gradualmente.
Assim sendo, consegui dividir em 7 fases:
Pre Shopping (stage 1) - É tudo maravilhoso. A luzes, o barulho das máquinas registadoras, as montras, as pessoas às compras, os pais natais contratados.As possibilidades são infinitas, afinal o shopping tem milhentas lojas. Vamos com uma mão cheia de esperança e outra de fantasias inocentes. O nível de dinheiro ainda é alto e achamos (tsc tsc… que ingenuidade) que à primeira vamos encontrar as coisas todas que queremos, mesmo que não tenhamos nada pré planeado.
- O Deslumbramento da primeira compra (Stage 2) - podemos ir com uma lista de 45484654 coisas para comprar, mas mal temos na mão o primeiro saquinho de compras, tudo parece melhor. Entramos naquela ideia “se consegui encontrar isto tão rápido, vou conseguir comprar tudo num ápice”.
- O deslumbramento das montras (stage 3) – ainda estamos há pouco tempo (relativamente) no shopping, então as montras e as luzes e as decorações de natal e o escambau chamam mais a atenção. Ainda temos muito dinheiro no bolso (dentro dos limites do orçamento) por isso ainda há muito para ver e muitas possibilidades.
- O despertar da consciência comprológica (stage 4)– O deslumbramento chega ao fim. Lentamente começamos a aperceber-nos que estamos a ficar com menos dinheiro. E menos dinheiro implica menos opção de escolha. A adrenalina inicial já foi pró espaço. Já não é mal pensado querer ir o mais cedo possível para casa.
- A lenta e sólida Saturação (stage 5) – As compras já pesam mais que a carteira, que progressivamente se esvazia, E ainda falta uma data de coisas. Há imensas lojas, e as montras começam a parecer enjoativas. Os instintos homicidas começam a despontar e a vontade de ir pra casa aumenta...
- O desespero súbito (stage 6) –MONTRAS! MAIS MONTRAS! DEMASIADAS MONTRAS! O nosso cérebro deixa de conseguir processar tanta informação, e começamos a ver aquilo tudo como um borrão de luzes e gritinhos histéricos. Ainda nos falta a prenda para aquela pessoa mais difícil (para não dizer caprichosamente complicada) e o instinto já nos diz que vamos morrer antes de encontrar uma prenda que não produza um franzir de expressão.
- A Overdose (stage 7) –Entram na 1ª loja e compram a primeira coisa a que acham graça. Estão completamente nas tintas para se a pessoa chata e extremamente esquisita vai gostar ou não, querem é ir para casa. Saem de lá falidos e carregados que nem uns burros e provavelmente com aversão a shoppings para umas quantas semanas.
E todos os anos chego à fase 6.
Sim porque só me farto de shoppings depois dos saldos.
Sou uma pessoa com bons timings.
E vocês?
Passam por estas fases nas compras de natal?
Já compraram as prendas todas este natal?
Qual foi a pior prenda que já vos deram até hoje?
E a melhor?
Têm muitas pessoas extremamente difíceis de presentear (mais por serem esquisitas do que por gostarem muito delas?)?
Amanhã devo postar qqr coisa ou deixar agendado… mas senão for o caso:
FELIZ NATAL a todos os leitores. Que passem uns dias bons e com muitas gulodices e união e assim.
Nota não relacionada com o texto: Eu bem gostaria de vos ter respondido aos comentários, e ir ler os blogs do costume.
Mas a minha net tem andado nojenta esta ultima semana.
Tipo de cair a cada dois minutos. Ou menos.
Fiz 3 chamadas à sapo. Numa delas Tive 22 minutos de conversa extremamente interessante com o senhor técnico da sapo. Acabo de desligar a merda da chamada e a net volta exactamente ao mesmo. A sorte é que faço os posts no Word, e depois é só colar e publicar. Por isso, não se sintam negligenciados. A culpa é do SAPO.
Bela prenda de natal Huh?
Por agora para alem de a net não estar boa, é natal, e não vou andar a comentar e a ler as coisas como deve ser, e compreendo que não me leiam nem comentem com tanta atenção
[A ouvir : Nada]
[Humor: Natalício]
quarta-feira, dezembro 22, 2010
A árvore da Jessica - Desafio de Natal
Como a Jessica é uma querida, resolveu alinhar aqui no desafio de natal de mostrar a árvore de natal dela.
Pelos vistos é a única leitora que monta a árvore xD
Dêem uma olhadela carregando na miniatura abaixo que vale a pena (o twitpic mostra umas miniaturas ranhosas, mas a foto em si tá bem melhor).
Quem ainda estiver interessado em participar no desafio pode sempre fazer como a Jessica e deixar um comment com um link para uma foto da dita cuja.
E já que vão dar uma vista de olhos à arvore dela, leiam o blog dela aqui
Ai Jessica, só uma coisa, a tua Maria deve ter problemas em sentar-se, com o tamanho do menino jesus que pariu deve ter ficado com a Bacia num fanico xD
[A ouvir: Better in time - Leona Lewis]
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