Isto era para ser uma pergunta de fim de semana mas no domingo não tive tempo, por isso fica hoje a pergunta. A primeira impressão é a que fica? As vossas primeiras impressões sobre as pessoas costumam estar corretas?
Vá, agora vou tratar do almoço. fico à espera das vossas respostas.
Aqui há uns tempos, fui tomar um café com uma conhecida – chamemos-lhe E, e conversa puxa conversa, ela resolve contar que conheceu o homem dos sonhos dela. Lindo, simpático, atencioso, divertido, bom de cama… Ah, e casado.
A verdade é que há por aí muito mulherio* que, como a E, se contenta em ser “a outra”.
Não só se contentam como inevitavelmente arranjam todo rol de desculpas cliché: “Ah e tal, eles já tinham problemas na relação” – e dar umas quecas por fora é aparentemente terapêutico. A vagina da E tem que fazer parceria com o Dr. Phill, pelos vistos – “Ah e tal, eles vão-se separar”, “Ah e tal”, “Ah e tal”.
E às tantas uma pessoa fica sem perceber se “a outra” é muito sem carácter por fazer o que faz ou simplesmente muito burra para encarar a realidade.
Porque a verdade é esta:
”Ele” não está à espera do melhor momento.
“Ele” Não ama loucamente “a outra”. Senão, era promovida a oficial.
“Ele” não vai largar a mulher para ficar com a outra, em 98% dos casos – o que é de si uma boa percentagem de aviso. Se por acaso largar pior, porque quer dizer que se fez a uma faz a duas, e quando dá por ela, a outra está sozinha, chifrada e com má fama.
“Ele” tem pena de magoar a mulher com a separação, por isso é que não lhe diz? A sério? Tenho mesmo que explicar como é que isto é contraditório.
Mau negócio portanto.
Infelizmente, o mundo não está cheio de Mónicas Sintra - ou será Mónicas Sintras?... Mónica Sintras? Esta coisa de pluralizar as pessoas não é definitivamente o meu forte, continuemos – que coitaditas caem na lábia de um qualquer lobo mau que come a capuchinho vermelho a avozinha e o lenhador se a fome for muita, e quando confrontadas com a dura realidade acabam tudo e escrevem uma canção pimba.
E vocês?
O que acham das pessoas – homens e mulheres – que não se importam de ser o/a outro/a?
Acham que o amor justifica isto tudo, ou é uma cambada de tretas?
Vá, desenvolvam, chamem nomes se quiserem à E, que eu tenho quase a certeza que não vai ouvir nada de novo. PS: Eu escrevi este post há dois dias, mas o querido Blogger resolveu por bem pôr-me isto em rascunho em vez de publicar -_-
*Sim, também há muitos homens a ser o outro mas geralmente eles não romantizam nem justificam tanto estas coisas como elas, por isso nem achei nada interessante metê-los ao barulho.
Olá alcachofras! passaram bem as festas?
Eu passei.
Árvore desmanchada, prendas abertas, badaladas contadas, e pausa terminada, cá está o blog de volta ao ativo.
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Ora ando com uma ideia para um pequeno debate aqui no blog.
A amizade entre homem e mulher é possível ou é um mito?
Acham que há efectivamente amizade fraternal entre duas pessoas, ou é apenas uma desculpa para nos aproximarmos de alguém por quem estamos atraidos involuntariamente?
Não estou a dizer que todas as pessoas com as quais nos damos são reserva para marmelada, mas a verdade é que muita gente diz que eventualmente uma das partes vai acabar por se interessar pela outra, o que vai acabar por mandar a amizade às urtigas.
E verdade seja dita, todos vocês já tiveram de certeza um amigo/a pelo qual se apaixonaram eventualmente.
Acontece sempre, e nalguns casos torna-se uma situação constrangedora porque ao contrário de um estranho sem uma relação prévia com o qual se pode terminar um flirt e ignorar qualquer envolvimento, com um amigo é diferente.
Outros dizem que é perfeitamente possível que um homem e uma mulher convivam de forma continuada sem acabarem po se apaixonar ou se sentir atraidos. Afinal, nem toda a gente gosta de toda a gente.
E quando dois amigos se envolvem e dá errado? Acham que há remédio, ou a amizade está morta e enterrada?
Gostava de saber a vossa opinião, vá, entupam-me a caixa de comentários.
Já alguma vez se apaixonaram/enrolaram/whatever com um amigo?
Resultou bem?
O que acham sobre o tema?
Vá, desenvolvam, que eu respondo.
PS: não faço ideia quem sejam as pessoas da foto, nem me interessa.
PS2: Esta semana ainda, respondo aos comentários da época de natal.
Para quem não segue o facebook do blog, estou há 3/4 dias sem computador.
Como não gosto muito de escrever textos longos via tablet, tenho-me remetido ao desgraçado silêncio cibernético. O que para um tagarela crónico é, pardon my french um tédio de morte.
Quando eu era pequenino, perguntavam-me "e quando fores grande, que queres ser?".
E eu dizia " quero ser rico". Aparentemente ser rico não era resposta.
Acabei por me decidir por ser veterinário. Afinal, gostando eu dos bichinhos, pareceu-me a escolha lógica.... mas a lógica foi-se às urtigas quando vi o parto de uma vaca, do alto dos meus sete anos. Mais depressa congelaria o inverno , do que eu metia a mão nas intimidades da vaquiha mímosa.
Descartada essa possibilidade, quis ser as coisas mais mirabolantes, desde ladrão de bancos a psicoterapeuta - em minha defesa, eu lia coisas muito diversificadas.- mas obviamente, também passaram todas.
E cheguei aos 14, para escolher que área queria seguir dali em diante . "O que queres ser quando fores grande?"
Como se com 14 anos, tivesse espaço no cérebro que não fosse movido a hormonas, vaginas, pénis, coito, e todas aquelas palavras que nos faziam rir e corar com 14 anos.
Lá escolhi duma listinha, porque obviamente o nosso futuro tem que estar algures numa lista pré definida, ou não fará sentido.
Mais 4 anos e là vinha a bendita pergunta: "o que queres ser quando fores grande?".
Ora fouda-se, não se cansam de perguntar isso?
Tenho 18 anos, quero-me embebedar na areia e fazer mais sexo que um casal de coelhos em noite de lua cheia - 5 anos Depois acho que a ideia ainda é bastante apelativa. - mas tenho que escolher. Senão o mundo acaba, porque o meu eu adolescente não sabia para onde se virar, sei lá.
E queria ser jornalista.
E fui para engenheiro, escolha que se provou maior desastre do que a irmã do Ronaldo a escolher roupa.
Caguei-me naquilo ano e meio Depois, segui a minha vidinha e entretanto acho que fiquei "grande" (pelo menos cronológicamente).
E diz-se que as pessoas que não sabem o que querem da vida, são as mais interessantes.
Por isso devo assumir que mais interessante que eu não há.
Porque eu queria era ser rico, mas pelos vistos rico não dá, e "feliz" é resposta de miss.
Conheci em tempos uma rapariga, chamemos-lhe E.
A E era daquelas pessoas,aposto que conhecem o tipo. Aquelas que têm que mostrar constantemente que são felizes contentes e realizadas,e que fazem tudo incrivelmente bem.
Basicamente, aquelas pessoas a quem uma pessoa tem vontade de espancar com um saco cheio de tijolos, ou assim.
Conheci a E acabada de começar a namorar - há coisa de um mês mais ou menos - com um rapaz, o W.
E ela e o W eram almas gémeas - obviamente.
O W era o homem perfeito, lindo, maravilhoso que a entendia, que lhe dava presentes e orgasmos - havia alguma dúvida? - e a quem ela confiava tudo.
Eram 3546541654165164651 fotos no facebook de todos os ângulos que uma máquina fotográfica consegue captar quando segurada sobre a cabeça.
Era o passeio de barco com o W, era o presente que o W lhe deu, era a discussão que tiveram antes de acabarem a fazer as pazes nus ao pé da lareira.
Todos aqueles pormenores íntimos que qualquer pessoa quer saber estampados - aparentemente - na blogosfera portuguesa, e recheado dos comentários semi invejosos de algumas leitoras encalhadas que queriam um igual.
O própio W tinha uma conta no blogger exclusivamente para lhe comentar o blog e causar a muito boa gente vómitos e azia durante semanas.
Aquele mel todo incomodava-me.
Peço desculpa mas não acredito numa fase de lua de mel que dure mais de 4 meses.
É simplesmente contra natura.
Não sei porquê, há sempre a conversa das invejas e dores de cotovelo. Não percebo essa lógica porque não gosto de couve de Bruxelas cozida e nem por isso tenho inveja dela.
Como toda a bela história de amor, veio o contratempo.
A E foi passar uns tempos para a Inglaterra, acho que foi trabalhar ou assim, e andava desolada, porque já estavam juntos há coisa de um ano e tal.
E foram as despedidas e os abraços e toda a descrição melosa de como ia sentir saudades e reu peu peu pardais ao ninho.
Uma semana depois de estar lá enrolou-se com um inglês qualquer e o W passou à história.
Admito que até me ri um bocadinho quando aconteceu isto... okay, pronto, ri imenso, shame on me.
Eh pah, eu não sou uma pessoa particularmente romântica, mas não consigo deixar de achar que há qualquer coisa de errado nestes romances instantâneos, que se fazem à base de uns beijos na boca e de umas quecas regulares e passado um mês são considerados amor vitalício.
Parece que estamos num qualquer filme da disney em que a princesa e o principe se conhecem, e passada uma hora e meia se casam e vão viver para o palácio sem saberem mais nada um do outro para além do primeiro nome.
Casam-se e 4 meses depois já se separaram, por divergências inconciliáveis, porque a fada madrinha em vez de oferecer um cérebro capaz de avaliar relacionamentos oferece um vestido que muda de cor.
E vocês, o que acham do assunto?
Já conheceram alguma E?
Vá, toca acomentar ler subscrever e essas coisas todas!
Quando digo às pessoas que tenho medo de envelhecer, sei que ninguém me leva a sério.
Pensam que estou a falar da boca para fora, que é só mais uma piada – afinal, eu estou sempre a brincar – , riem-se e descartam-me, e a conversa fica por aí.
Mas mesmo que as conversas morram, o tempo continua a passar, e o meu medo não desaparece.
Não é nenhuma fobia que me consuma 24 horas por dia, nem nada que se pareça, mas eventualmente dou por mim a pensar nisso.
Qualquer dia vou de facto ser velho.
Isto pode parecer ridículo, afinal, vamos todos envelhecer, e eventualmente morrer, ciclo da vida, bla bla bla.
O que me assusta, não são as rugas, os cabelos brancos, o corpo decair e a beleza se esgotar (não estou a dizer que sou um Brad Pitt, mas também tenho a minha auto estima, né?), por mais sinistro que possa parecer.
Acho que não vou ser daqueles maluquinhos do botox, que fazem de tudo para parecer uns meses mais novos.
Posso ter os meus grandes momentos de futilidade, mas sei bem que a vida é mais que isso.
Também não acho que a vida acabe na 3ª idade, afinal, inventaram-se as vitaminas e o viagra para alguma coisa. Vejo muitos velhotes a fazerem mais coisas que eu e a viverem vidas muito felizes e contentes, nos seus bailaricos de domingo, e férias sénior pela europa fora.
No trabalho, já tenho uma “carteira de clientes”, uns quantos clientes que já vão de propósito à minha caixa, e falam comigo na rua, e gostam de mim.
E uma parte considerável dessas pessoas já passou os 70 anos.
E de vez em quando lá me dizem, pelo meio de sorrisos envergonhados – ou não, que isto há de tudo – como os filhos foram viver as vidas deles, e cuidar da própria família.
Mas não faz mal nenhum!
Vêm de visita no natal, na páscoa ou no verão, e entretanto passa-se a vida como se pode.
E quando se despedem, agradecem como podem a atenção que uma pessoa lhes dispensa enquanto os ajuda a arrumar as compras e lhes pergunta pela saúdinha.
E eu vejo como algumas delas estão sozinhas.
E é esse o meu medo.
O meu medo está – para além da óbvia proximidade da morte – na possibilidade da solidão.
Quando eu falo em solidão, 75% da população salta logo no comboio do romance e pensa que estou a dizer que tenho medo de encarquilhar e nunca encontrar a minha alma gémea, morrer velho e encalhado, mas não é nada disso.
Quando ficamos velhos, o mundo vira-nos as costas.
Podemos não reparar de princípio, mas acaba por assentar a ideia de que já não estamos novos, os amigos vão morrendo – e já não é propriamente visto como uma coisa inesperada – o mundo vai evoluindo muito depressa, passamos a ser “muito velhos para” tudo e mais alguma coisa, e as pessoas passam a encarar-nos como tal.
Olham-se os velhos como se tivessem peçonha, destratam-nos sem ocorrer que mais cedo ou mais tarde vão lá chegar.
Ninguém quer admitir, mas é essa a verdade.
É claro que é só uma face da moeda.
Eu sei que nem toda a terceira idade acaba sozinha e abandonada… mas é dessa possibilidade que tenho medo.
E vocês?
Têm medo de envelhecer?
De algum pormenor em particular, ou de todo o processo?
Acham que a terceira idade é tratada de forma adequada?
Ponderam muitas vezes como será a vossa velhice?
Comentem subscrevam, sigam, façam likes, essas coisas todas e mais algumas, que eu vou aproveitar a minha chuvada.
Era uma vez uma rapariga, que se embeiçou por um rapaz.
Aconteceu tudo por acaso, conheciam-se da escola (acho eu), eram relativamente amigos, e ela lá se apercebeu que gostava dele.
Uma coisa assim toda romântica, bonita e cor de rosinha, com flores e cheiro a rosas.
Um dia, a rapariga encheu-se de coragem, chegou-se ao rapaz e disse:
Pronto, Okay, talvez não tenha dito assim - se tivesse dito, talvez até tivesse melhor resultado - , deve ter dito "I labe iu".
O rapaz aparentemente não gostava dela, então deu-lhe a conhecida tirada do "és muito especial, mas somos só amigos".
A rapariga disse Ok.
E eu - ingénuo narrador - pensava que esta história ficasse por aqui, mas não.
A rapariga disse ok, porque no fundo sentia que se fosse mesmo boa amiga, mesmo uma companheiraça e uma grande confidente, o rapaz um dia a olhasse nos olhos e dissesse:
E fossem os dois dançar ao luar, comemorando o belo amor renascido, numa bela cena capaz de provocar vómitos à alma mais resistente, e fazer outras coisas menos próprias (que estou certo que vocês atingem sozinhos).
Não é preciso ir ao final da história para saber que isso correu de todas as maneiras menos da planeada.
O rapaz, convencido que a rapariga se contentava com o lugar de amiga (uma coisa muito plausível), começou a confidenciar-lhe a vida amorosa, as paixonites e os interesses românticos. Contou-lhe das namorada, pediu-lhe conselhos e ainda lhe pediu ajuda para escolher prendas às ditas.
E a rapariga sorria e apoiava, ainda presa naquele sonho fantástico, sem querer perceber - grande idiota - que às vezes "não" é mesmo "não".
E aos poucos e poucos a rapariga tornou-se uma má balada:
Uma canção da Adele, daquelas deprimentes - espera, isso são todas - que uma pessoa só tem vontade de desligar por já saber como acaba.
E passaram-se 5 anos.
Pelo que sei a rapariga continuou amiga do rapaz durante esse período, na esperança que algum dia ele se lembrasse de olhar para ela e ver o que "está a perder", por mais pessoas que a tenham aconselhado a esquecer essa ideia idiota, porque a vida não é uma comédia romântica, e muitas vezes quando uma pessoa não está interessada, não está mesmo interessada.
Criou um blog onde derrama as suas mágoas constantemente, e espera, passiva que a sua história de amor se desenrole, qual twilight... we all know where that's going to end, don't we?
E acredito que esta rapariga é só mais uma de tantas.
porque todos vocês de certeza já viram uma história destas.
Com outro rapaz e outra rapariga (talvez um deles tenha sido vocês), talvez com os papéis trocados, mas sempre com o mesmo final, não muito feliz.
E vocês?
Já viram muitas histórias dessas?
Tentaram interferir?
Já viveram alguma?
Não vos dá uma camada de nervos ver uma coisa destas?
Vá, toca a ler comentar e subscrever alcachofras!
Ainda aqui há umas semanas, uns ingleses, beberam uns iogurtes, deitaram os pacotes no chão do supermercado, e não os pagaram.
Quando foram alertados pelo segurança, e obrigados a pagar, fizeram um escândalo de todo o tamanho - a bifa ia batendo numa brasileira que estava na fila - , olharam para mim, cobertos de indignação e disseram “Nunca mais cá metemos os pés”.
E eu não sei, se calhar estavam à espera que eu rasgasse a camisa, e gritasse “NÃO, NÃO SE VÃO EMBORA, O NEGÓCIO VAI Á FALÊNCIA” enquanto chorava baba e ranho,ajoelhado a seus pés, em pleno supermercado, em vez de lhes responder “Okay, too bad, it’s 3,51€”.
Se calhar esperavam que eu seguisse a bela lógica de “o cliente tem sempre razão”.
Desde que me entendo por gente, ouço aqui e ali esta expressão, já bem antes de ter começado a trabalhar.
É uma espécie de sabedoria popular, passada de boca em boca e geração em geração, uma tradição bem enraizada.
Porque somos ensinados desde cedo a dar sempre razão ao cliente, porque... bem, porque sim.
Não sei que lógica é esta que faz com que o cliente deva ser automaticamente tratado como superior hierárquico, não, melhor, como um querido um membro da família a quem devemos lamber as botas e beijar o rabiosque, mesmo que esteja a ser um otário mal educado que não sabe ler etiquetas de preços.
Não percebo porque é que temos que ficar ali caladinhos, quais quengas assustadas com medo de não receber, e de língua travada sem largar um pio quando o adorado cliente nos tenta enxovalhar só porque teve que pagar o selo do carro com multa ou porque lhe veio o período, e lhe apetece descarregar.
E no fim, ainda temos que largar um belo sorriso, e agradecer do fundo do coração sermos mal tratados, porque afinal eles são clientes, e os clientes têm sempre razão.
Claro, acho muito bem que se trate os clientes bem. Quer dizer, ser moderadamente simpático, e fingir algum interesse (ninguém acredita mesmo que estamos todos interessados na vida da Dona Deolinda que tem artrite e compra alcachofras, pois não?)… são ossos do ofício, mas ficam-se por aí.
Quer tratamento especial?
Vá ao terapeuta.
Eu, como todos vocês, sou cliente e nessa condição digo:
Os clientes Às vezes são umas antas do caralho, e se têm alguma razão, enfiaram-na algures onde não brilha o sol.
Fiem-se muito nessa condição superior de cliente quando vêm á minha caixa que nem sabem como elas vos batem. Antas.
E vocês?
acham que o cliente tem sempre razão?
Vêm lógica nesta prática?
Quem já trabalho com atendimento ao publico, qual foi o pior cliente que já vos apareceu?
Vá, toca a comentar ler e subscrever. (estou há mais de uma semana sem folgar e ainda faltam 3 dias, por isso não se admirem deste blog andar completamente a meio gás alcachofras.)
Tenho uma data de familiares no facebook - não todos muito chegados - , e de vez em quando fazem lá algumas reuniões familiares, pelos lados do Alentejo, que depois publicitam pelo facebook com milhentas fotos e comentários.
Hoje vejo no feed de notícias um novo álbum de fotos, cheio de likes, intitulado "festa de finalistas da C".
Perdoai a minha mente limitada, mas demorei um bom bocado a associar o nome do álbum ás fotografias repletas de criancinhas de 4/5 anos vestidas de... Gatos.
Se calhar porque sempre me ocorreu que uma festa de finalistas envolvesse vestidos pirosos, fatinho e gravata, música pirosa, buffet, uma pista de dança, maquilhagem, dramas adolescentes e algum álcool à mistura.
Tendo em conta que a C é a minha prima - em 3º ou 4º grau, sei lá - que pelos vistos é finalista... Da creche, não poderia ter acertado mais ao lado.
Não sei, acho que no final da festinha, das canções e dos bolinhos, lhe deram um diploma em como estava apta a fazer a sesta sem fazer chichi na cama, e como consegue usar o penico sozinha, uma coisa digna de currículo.
Não estou aqui para falar mal da C - coitadinha da criança - nem dos pais, mas vamos combinar, que começa a ser um bocado cansativo este triste sistema de termos que festejar a banalidade como se fosse uma grande coisa.
São finalistas na creche, no 4º ano, no 9º ano, e no 12º.
Depois entram para a universidade, onde toda a gente se está a cagar para a banalidade e para o “participar é que conta”, e levam com a realidade nas ventas mais depressa que um TGV (a segunda dose de realidade vem depois da licenciatura, quando se juntarem às filas do desemprego, mesmo "dótores").
Incentiva-se estas crianças a esperarem que o mundo lhes dê uma ovação por dar um peidinho e as presenteie, não por serem as melhores, mas por serem “todas especiais”.
except when we're losers
Somos todos lindos especiais e fantásticos, e nascemos todos para ser médicos, advogados, e gajas boas, com uma casa nos subúrbios, um labrador, e uma piscina no jardim à nossa espera – sem mordomo ou criadagem, porque neste mundo toda a gente vai ser demasiado rica para ser serviçal.
Flashnews: não, não somos
Ainda falam da nossa geração “à rasca”, sem se aperceberem da enrascada em que andam a meter a próxima geração.
Já não se premeia a genialidade, a criatividade, ou a capacidade, ganha-se uma medalhinha por levantar as nalgas da cama e aparecer, porque no fim, “o que interessa é participar”, o que como toda a gente sabe, é exatamente como o mundo real funciona.
E vocês?
Acham que se celebra demasiado a mediocridade?
Vá, toca a ler, comentar e subscrever!
Visitem também a página do facebook - que é por lá que anda a conversa nestes dias sem posts - e votem no inquérito ao lado!
Este post era para ter saído ontem, mas acabei por não ter tempo
Perdoai-me minhas alcachofras.
Este Domingo, vi imensas reportagens nos telejornais sobre um aumento “impressionante” de “devotos” em Fátima por conta da celebração do dia de nossa Senhora de Fátima.
E não me surpreendeu minimamente saber que se venderam mais 6 toneladas de velas do que no ano anterior, ou que a praça encheu para ouvir a missa, porque em tempos de crise como o atual “nascem” devotos mais depressa que cogumelos na mata.
Toda esta fé, vem carregada de segundas, terceiras e quartas intenções, como se quanto mais se mostrarem interessados, mais depressa têm os pedidos atendidos, porque como toda a gente sabe, Deus nosso sinhori está sentado num cadeirão, rodeado dos santos, santas e derivados, a olhar para nós, qual Big Brother Celestial, à espera de escolher quem recebe o milagre da semana.
Decoram a bíblia – a Tora ou o Al Corão, não são esquisitos neste aspeto – e sofrem de acessos de crendice fervorosa e assustadora, que compensa todos os anos de indiferença, e acabam sempre a tentar converter toda a gente em redor, como se fizessem parte do falecido clube do livro, em que quando se convidavam X amigos a aderir, se ganhava uma cafeteira, ou uma máquina de fazer tostas mistas.
Claro que acredito que as pessoas se possam converter, mas não acredito minimamente que a fé venha de um momento de adversidade, já estive nalguns apertos em que acabei a rezar a algo em que não acredito, movido pela ansiedade ou pelo desespero, you name it, mas não senti de qualquer maneira a minha fé aumentar. Ficou exatamente no mesmo sítio paradinha, enquanto esperava por milagres que não vieram – e que honestamente nem acreditava muito que viessem.
E quem lucra com isto são os senhores que vendem velinhas em Fátima, que se estão a cagar para se as promessas são cumpridas ou não, e se há ou não milagres, porque quer aconteçam ou não, já lucraram mais 6 toneladas de velas que os “fiéis de algibeira” compraram.
E vocês?
Já alguma vez num momento de aflição deram por vós a pedir qualquer coisa ao Divino?
Conhecem muitas pessoas com fé de algibeira?
Já alguma vez alguém vos tentou converter a alguma religião em específico?
Enquanto pequeno fazia-me confusão ver os famosos nas revistas - sabem quais são, e todos já devem ter desfolhado pelo menos uma - e não perceber porque eram famosos.
Quer dizer, na minha mente prática o talento e a fama vinham por associação a qualquer tipo de talento ou aptidão extraordinária.
Bitch, I was wrong.
Não é preciso um átomo de talento em toda a estrutura corporal de uma vedeta.
Embora apreciado, o talento é claramente overrated, no que toca ao universo de gente famosa.
Não é preciso ser-se esperto, nem bonito, e – por chocante que possa parecer – também não é preciso ser-se interessante.
Desfolha-se uma revista cor-de-rosa – que eu apelido de revista castanha, if you catch my drift – e lá estão eles.
Os “nossos” famosos, desfilando em passadeiras vermelhas já encardidas e sem brilho.
Inaugurações de relógios, biberons, lingerie ou bolachas digestivas, a assanharem-se às câmaras por mais uma foto nas revistas.
Lendo as legendas vemos aPetra Fiorina*, renomada socialite, o Ambrósio Magalhães*, RP de um qualquer lounge bar em cascais, entre dezenas de “empresários”, “relaçõespúblicas”, “modelos” e “cantores”( e mais outros tantos títulos fictícios) que vão e vêm como pulgas num canil.
(acho que esta música descreve tudo)
As starlets dos reality shows, nos seus vestidos da Zara, com a sua maquilhagem da Sephora ou d’OBoticário, de braço dado com os novos moranguitos, nos seus modelitos H&M (alguns com duas linhas nariz acima) ainda ofuscados pelos holofotes da fama de 15 minutos – ou duma temporada, em tempo morangal – a exibirem todos sorrisos tão genuínos quanto os bronzeados de solário.
E todas estas figuras estão subtilmente – tanto quanto possível – a digladiarem-se por uma capa, ou um destaque, dispostos a fazer tudo por mais 5 minutos de fama. Dispostos a pagar paparazzi por “fotos exclusivas” – eu acho isto uma outra classe, ainda sou do tempo em que os paparazzi andavam atrás das pessoas, e não o contrário – a vomitar as agruras do quinquagésimo namoro falhado, a mostrar como aplicaram as novas mamas no Dr. Ângelo Rebelo, e como fazem shiatsu para manter a forma depois dos quarenta (que já passaram há 10 anos) – provavelmente na sala do pós-operatório do bom Dr. –, e entrevistas íntimas logo ao lado da secção do horóscopo e feng shui.
Para quem lê aquilo talvez passe toda uma sensação de glamour, que vos vou confidenciar, deve ser tão real quanto eu nasci ruivo.
Como se ser “famoso” seja só aquilo, de ir a festas e aparecer... well tecnicamente até é.
E semana após semana lá estão eles, em mais uma inauguração, na qual provavelmente pagam por tempo de antena, como boas celebridades de segunda que são, enquanto se fabrica a próxima fornada e os que perderam a piada desaparecem como fumaça.
Talvez por isto tudo que quando o Paulo Gonzo disse a um qualquer candidato dos ídolos que nunca “tinha tido tantas pessoas famosas à frente” que ele não era “famoso”, mas sim músico, me tenha dado vontade de lhe ir dar um abraço.
A sério.
*nomes fictícios, a título de exemplo, querem nomes verdadeiros, leiam as revistas da especialidade
Quem é que à última da hora nunca teve que se escapulir de um convite indesejado?
Uma festa de anos de alguém de quem nem gostamos muito, uma proposta de vela, you name it.
Por muita afinidade que se tenha com uma pessoa, nem sempre se pode dizer "Não me apetece ir apanhar uma seca do caraças, desculpa lá qualquer coisinha", porque por muito que as pessoas digam que não se importam e que preferem ouvir a verdade logo de chofre, isso é geralmente treta, ninguém gosta de levar uma nega
Aqui entram as desculpas, a escapatória mais prática e utilizada por toda a gente.
Antes de desenvolver...
Como toda a gente sabe, é muito feio e muito pouco ético usar desculpas, yada yada yada. devíamos todos conversar e dizer uns aos outros "tu és um tédio" quando nos apetece, porque assim é que se tem um mundo melhor e... who cares?
toda a gente já usou desculpas. se vêm aqui dar uma de psicólogo de esquina está ali a cruzinha, podem fechar, sim?
Ora , como gosto de ser útil, hoje lembrei me de fazer um countdown das 4 desculpas mais eficientes/utilizadas.
#4 - O teletransporte
exemplo:
"Iiiiih! não estou aí em baixo. estou no Alentejo"
It works. é só substituir "Alentejo" por qualquer outro sítio no globo.
Ninguém vai efectivamente verificar se estamos em casa... I hope.
Não é muito prática por termos que ficar efectivamente confinados ao conforto do lar... oh wait, that aint that bad.
#3 - Os visitantes fantasma
exemplo:
"Ah...desculpa F, não posso ir contigo e o teu namorado ao cinema, tenho aqui a minha avó..."
Quem já disse uma do género levante a mão! e quem já disse isso quando a família não está efectivamente lá, levante as duas!
A família é daquelas desculpas com as quais nunca se discute, porque... bem, são família.
Não importa o pequeno pormenor de provavelmente a avó estar a 100 km de distância a fazer caldeirada de borrego. Podemos sempre utilizar a velha máxima " a família está no coração" para apaziguar a consciência.
#2 - A vida académica/profissional
exemplo:
"tenho um exame, não dá :/ "
Acho que nunca cheguei a usar esta mas a verdade é que raramente falha.
Há sempre o risco de termos colegas em comum que deitem por terra o teste fictício ou a reunião de trabalho no dia seguinte. Fora esse handycap, nunca percebi porquê, mas toda a gente cai nesta num piscar de olhos.
# 1 - A doença fictícia
exemplo:
"estou de cama com uma gripe enorme, cof cof cof"
É de todas a menos provável a dar para o torto, I mean, quem é que vem ver se estamos mesmo doentes? pelo menos nunca ninguém me veio tirar a temperatura quando estava "com febre" porque não quis ir aos anos da irmã chata da L. e para as leitoras, há o bónus de dizerem "estou com o período" não há ninguém que queira sobreviver qe se arrisque a comprovar tal coisa. trust me.
Ora, claro, também há toda uma parafernália de desculpas esfarrapadas, aquelas que saem um bocadinho em cima do joelho, quando uma pessoa tem preguiça de usar uma das 4 magníficas acima, e acabamos por levar com coisas tão originais como deprimentes.
Desde "tenho uma unha encravada" a "o meu cão tem lombrigas", sentimo-nos especiais por despertar a veia literária do mentiroso amador que há em alguns de nós.
E vocês?
Para que situações usam desculpas?
Que desculpas usam quando se querem safar de alguma coisa?
Qual foi a desculpa esfarrapada mais engraçada que já receberam? e que já deram?
Vá, toca a comentar e a mostrar-me as vossas capacidades de inaptidão social, minhas alforrecas <3
Quem segue o blog desde o princípio praticamente, já sabem que eu tenho uma linda relação de amor não correspondido pela Guida (Margarida Menezes), a ex virgem, ex presidenta do ex clube das virgens.
Ora, ela tornou-se famosa por terras lusas, porque com 27 anos (ahm... a mim parece-me 30 e tal) ainda não tinha feito o amor, por estar encalhada opção. para mais detalhes sórdidos, clicai aqui.
Mais tarde, Quando eu já a tomava por aquisição dum qualquer convento no meio do monte, Eis que Guidinha reaparece, linda e loira - literalmente - e já desvirginizada, contando a sua linda experiência sexual com o príncipe dos olhos verdes, ou azuis (juro, não fui eu, até me dão arrepios só de por a hipótese) que depois de fazer o serviço lhe deu com os pés seguiu a vida dele, ficando os dois muito amigos. para lerem sobre como ela está disponível para amar (e como aumentou as mamas) podem ler o meu fofoartigo aqui.
Ora, a virgem que era notícia por ser virgem - não percebo porquê, com aquela fronha, para mim foi mais notícia quando deixou de ser virgem, mas pronto - eventualmente virou notícia por deixar de o ser.
Seria de esperar que se deixasse ficar por aqui, no anonimato a trabalhar num bar ou lá onde era, e deixasse de poluir terras Lusas com os seus lindos projectos... certo?
Naaah.
A Guidinha não se contenta e ficar no borralho, e de vez em quando aparecia com notícias relevantes para a sociedade mundial como aquela em que disse que gostava de ensinar umas coisinhas ao... João-qualquer-coisa-da-casa-dos-segredos-que-nunca-vi, porque ele era virgem e ela já não. (o que para mim foi interessante constatar foi como ela desceu de "príncipe alto dos olhos azuis" para "labrego com uma viola").
Pelos finais de 2011, li uma notícia dela, em que tinha um "novo projecto musical, muito alegre e divertido"
Eu tive medo.
Eu tinha razão para ter medo.
Aqui há coisa de 3/4 meses, ligo a TV e qual visão dos infernos, lá estava a Guidinha, loira e com uma tiara na cabeça - acho que apostou num look lunática fashion - a dizer ao Goucha, que desde piquena o seu maior sonho era ser "modelo, actriz cantora" porque "gostava muito do palco e de desfilar".
A Guidinha aparentemente arranjou um MAG - que era amigo dela e passo a citar "há muito tempo desde quando eu ainda era virgem, ah ah ah" - e vestiu-se de barbie - ou de boneca insuflável, not sure - , aparecendo para nos presentear com produções musicais - das quais ela faz a letra exclusivamente sozinha - ao mais alto nível, such as:
E devo dizer que até me caiu uma lágrima pelo olho direito abaixo, tamanha foi a emoção. Quando tiver filhos vou torturá-los com esta música quando não quiserem ir dormir, parentalidade no seu exponencial máximo.
Pensei que se ficasse por aqui, I mean, obviamente esta carreira musicar seria um flop desde o momento em que abriu a boca cheia de autotune em tempo de antena público.
Mas não. a virgem que já não é virgem, mas continua maluca, surpreendeu-me novamente, e começo a ponderar se não será aparentada das baratas que sobrevivem a tudo e mais alguma coisa, e iniciou a vida de cronista.
Hoje enquanto lia uma notícia no correio da manhã, aparece-me uma hiperligação com o seguinte título "
Ex-virgem narra medos ligados à sexualidade".
Well Done Guidinha, toda a gente sabe que ser cronista é o último recurso que as celebridades em queda apanham por cá.
O que me intriga nisto tudo, é porque carga D'água é que a lontra da "virgem que não é virgem" ainda é assunto? Mais ninguém foi virgem em Portugal sem ser ela?
É que ser virgem não é o mesmo que ser atleta profissional, ou apresentador de TV. Ou se é, ou não se é. Não existe ex virgem. se formos por ai, eu sou ex virgem. dêem-me tempo de antena para eu vos dizer como quando tinha 12 anos pensava que ter um orgasmo incluía passar por alucinações psicadélicas ao som da Macarena, e a seguir faço uma canção sobre como passar o fio dental.
Querem saber os medos dos virgens?
Elas têm medo que doa e não seja romântico, eles têm medo que seja muito rápido, de se irem abaixo e de que a respectiva não sinta nada.
Pronto Guidinha, podes voltar pro buraco de onde saíste há 4 anos atrás, até te lembrares de ir ao médico restaurar a perdida virgindade, reabrir o falecido clube das virgens - com as suas 33 membras - e esperar pelo novo príncipe de olho azul.
Depois avisa se algum imbecil cai no mesmo erro duas vezes sim?
E vocês?
Que celebridades conhecem que não percebam porque são famosas?
Gostam da Guidinha?
Enviem-lhe a vossa mensagem de apoio <3
PS: Não sei se esta semana há time machine, esqueci me que ontem era quinta e não fiz nada.
"Ai vida de cão!" diz um Zé Ninguém, exasperado com o preço da gasolina ou com mais uma mão cheia de rugas e cabelos brancos.
E di-lo vezes em vezes sem conta, como se fosse atribuir mais validade ao raciocínio, mas sinceramente, não percebo a analogia.
Eu quero uma vida de cão.
Não que queira necessariamente ter quatro patas, orelhas caídas e focinho molhado. Não que não goste de ver a cores e ter boa visão nocturna, mas acho que no final de contas, uma vida de cão é mais simples.
Os cães não mentem. Não têm que o fazer para agradar ninguém - porque não há círculos sociais no universo canino, não te vão julgar por seres um rafeiro, mais do que por teres imenso pedigree -, nem para subir na carreira porque os cães não trabalham - na sua maioria.
Os cães não têm crise da meia idade.nem se importam com as posses financeiras de ninguém. Não há tanto risco de trocarem a companheira por uma cadela mais nova, porque o pelo ficou grisalho
Ninguém quer saber se o vosso cão gosta de cães, cadelas, ou se organiza orgias no quintal com gatos e galinhas e as únicas dúvidas morais com que o amigo de quatro patas se debate envolvem "devia ter roído ou não aquilo" e "acho que o tapete foi uma má escolha para despejar o intestino"
Os cães não se preocupam com dietas ou com IMC. hell, they eat everything.
Os cães não falam mal uns dos outros pelas costas. os cães não falam, ponto.
E mesmo assim, o Zé ninguém continua, cospe as palavras como se de alguma maneira os pobres canídeos fossem responsáveis por alguma coisa terrível, um complô contra a humanidade que se esqueceram de publicar nos noticiários.
Como se fossem os cães a causar a crise no sector automóvel, ou pela criação de cartéis de droga.
Como se os cães e cadelas andassem a raptar pessoas para transplante de órgãos, ou para fazer empadas e vender.
Como se os desgraçados dos canídeos gerissem mal a economia mundial e levassem à falência famílias inteiras.
Porque seria impossível que nós, raça infinitamente superior, complexa e completa nos metessemos em tal engavelo de desigualdades, hipocrisias e duplos sentidos...
Verdade seja dita, quanto mais olho em volta, e mais vejo como nos tratamos todos abaixo de cão mais quero uma vida de cão...
Ai triste vida de Homem...
Todos os anos desde 2007, realiza-se por todo o mundo o movimento "earth hour" que incentiva a população e empresas a apagar todas as luzes durante 60 minutos (1 hora) pela luta contra o aquecimento global.
No ano passado, 135 países de todos os continentes participaram, contando com 1,8 Biliões de pessoas. Este ano realiza-se entre as 20:30 e as 21:30, hora local de cada país.
Na página oficial de portugal, aparece a informação de que 83 cidades e vilas vão participar na iniciativa.
Fiquei com vontade de participar.
E vocês?
Tencionam participar este ano?
Têm participado em anos anteriores?
Acham que faz alguma diferença?
Saibam mais sobre a iniciativa aqui, aqui, e aqui, e vá, não se esqueçam de ler, subscrever e comentar.
Gostávamos todos de ser especiais.
Mas a verdade, é que:
Não somos todos bonitos, por muitos beicinhos que façamos ao espelho, e fotos que postemos no facebook.
Nem somos todos engraçados, por mais piadas que contemos de manhã à noite.
Não somos todos boas pessoas, por mais esmolinhas que demos ao ceguinho nos semáforos.
Nem todos somos inteligentes,por mais Dostoievski que leiamos.
Nem todos somos interessantes, o que é uma óptima maneira de pedir para não partilhar demasiados aspectos triviais da vida de cada um,porque provavelmente ninguém quer saber.
Não temos todos estilo, por mais que queiramos acreditar nisso.
Nem todos temos o mesmo capital de interesse. Muitas pessoas são tão aborrecidas como tinta a secar numa tábua pendurada ao sol.
Nem toda a gente nasceu para se destacar numa multidão. 75% da população nasceu para se encaixar na multidão e no cenário e ficar lá, para ter um papel secundário.
São estas pequenas verdades que muita gente prefere ignorar, o que acaba por resultar em deprimentes tentativas de afirmação que dão para o torto nas mais variadas maneiras.
E é por isso que eu -e o meu dark side - gosto de ver quando uma dessas pessoas é confrontada com a realidade.
Quando se vê como efectivamente é, muitas vezes desinteressante, e vulgar.
Isto tudo porque hoje uma pessoa que se andou semanas a apregoar como muito talentosa me mostrou uma das coisas mais feiosecas que já vi nos últimos tempos. (euri muito)
Vocês que estão a ler, digam-me:
quantas pessoas conhecem que se acham interessantes?
E quantas dessas pessoas são efectivamente interessantes?
O que fazem quando encontram uma pessoa iludida?
Tentam trazê-la à realidade, ou têm medo de deixar a pessoa mal?
Vá, toca a ler, comentar subscrever, yada yada yada.
Às vezes a coisa melhor de ter um blog não passa por ter 500 comentários a concordar com o que dizemos ou a inflarem-nos o ego.
Ontem foi uma dessas vezes.
Cheguei do trabalho e li um e-mail em que me pediam para divulgar um vídeo para apoiar uma campanha.
Pode parecer imbecilidade, mas depois de me certificar que não se tratava de publicidade a uma linha de malas ou a um livro de auto ajuda, até me senti feliz por terem considerado que aqui o antro até poderia contribuir nalguma coisa.
Para quem vai preencher o IRS este ano, fiquem desde já a saber que podem contribuir com 0,5% do valor doando a uma qualquer ONG, que se não marcarem vai para o estado:
Não gastam dinheiro nenhum, e contribuem para alguma coisa.
Para mais informações sobre os médicos do mundo, vão ao site deles aqui
Experimentem expor um qualquer problema que possam ter.
Não precisa de ser nada alarmantemente grave, ou escabroso...mas vão ver como são bombardeados com sugestões de todos os lados.
Mesmo que não as peçam.
Afinal, na vida dos outros toda a gente tem um dizer, somos todos psicólogos de trazer por casa.
O que me leva a concluir que toda a gente pensa que sabe dar conselhos, o que não é uma coisa muito surpreendente, uma vez que 95% da população, no mínimo, tem vocação para treinador de bancada.
Flashnews: Não. Não sabem.
Saber criticar não é necessariamente o mesmo que ter um sentido critico apurado.
Podia parar o post aqui, e talvez até tivesse consistência suficiente para vos roubar alguns comentários, mas o que me chamou a atenção hoje, foi a moda do coaching.
Ora, muitas pessoas que gostam de lançar a sua posta de pescada sobre a vida de toda e qualquer pessoa, viram-se para o coaching (a versão rica dos workshops) .
Adoptam o título de love coaches, business coaches, fashion coaches e por aí fora (Há para todos os gostos, até coaches de sobrevivência num cenário pós apocaliptico de zombies – não, não inventei isto)
É uma coisa trendy, as (pseudo) celebridades Portuguesas provavelmente têm todas um ou dois coaches, a par do já rotineiro personal trainer, que lhes dizem como parecerem pessoas ligeiramente mais interessantes (falhando redondamente, na maioria dos casos)
E não há mesmo grande ciência nisto tudo.
Afinal, é só dizer a alguém disposto a pagar, o que deve fazer.
Hell, paguem-me 10 euros por semana, e eu digo que a moda das Uggs consegue transformar qualquer lady numa lontra, e que ver jovens com os fundilhos das calças nos joelhos tem tanto sex appeal como um orangotango de fralda.
Não acho que seja uma coisa particularmente má ou condenável – se ignorarmos a parte em que muitas pessoas aderem a isto mais por preguiça mental do que por outra coisa, e que isso vai totalmente contra a minha mentalidade DIY – , só não sei se ajudará tanto quanto isso em grande parte dos casos, para o suposto “desenvolvimento pessoal”.
Quer dizer, acho que aprender a sobreviver no meio da mata sem papel higiénico ou rede de telemóvel me vai ajudar a trabalhar num escritório por exemplo.
Talvez aprenda a reciclar relatórios da contabilidade.
E vocês?
Alguma coisa a comentar sobre o assunto?
Conhecem alguém que tenha recorrido a personal coaches?
Acham que dão resultados, ou varia de área para área?
Vá, toca a comentar, ler, subscrever e essas coisas todas.
Ah e eu vou tentar responder aos comentários em atraso esta semana. tenho tido umas semanas de loucos.
Para quem não sabe, Lloret del Mar (em Espanha) é um dos destinos mais populares - se não o mais popular - para as viagens de finalistas das escolas secundárias Portuguesas, e durante 10 dias aproximadamente recebe centenas de jovens de todos os pontos do país.
Acho que a ideia é dar umas semanas memoráveis aos alunos, deixá-los conhecer uma cultura diferente e todas aquelas tretas muito politicamente correctas, em que ninguém sem ser os professores acredita, embora para nós alunos Lloret fosse sempre associado a bebida e sexo fácil, e praia.
De há uns 5 anos para cá aproximadamente, essas viagens de finalistas começaram a ser notícia nos telejornais pelos piores motivos.
Alcoolizados os putos vandalizam a localidade, poluem as vias públicas, fazem toda uma panóplia de ilegalidades -conhecem a moda do balconing? teve grande popularidade nas viagens de finalistas dos últimos anos, e levou muitos miúdos para o hospital depois de se atirarem de varanda em varanda - e comportam-se como selvagens durante esses 10 dias.
Chegava a ser um bocado constrangedor ver aquilo nos telejornais.
Hoje no facebook alguém partilhou uma notícia referente a Lloret Del Mar.
Ora, os Espanhóis às tantas fartaram-se, e a câmara municipal local decidiu instaurar multas pesadas no que toca ao consumo excessivo de álcool e ao comportamento na via pública, passando pela prostituição (Se quiserem ler a notícia na íntegra, vão aqui ).
Agora vem a parte engraçada, vendo os comentários (num outro site que também partilhou a notícia), montanhas de pessoas ficaram muito indignadas com a atitude, acham que eles estão a fazer uma grande burrada e a arruinar as férias aos miúdos...
Ahm...então era para fazerem o quê? deixarem que lhes vandalizassem a casa só porque durante uma dúzia de dias lhes esvaziam o stock dos bares?
Vamos lá a ver.... eu vivo numa àrea altamente túristica na altura do Verão - Albufeira - E acho que eles deviam ter tomado essas medidas muito mais cedo, quer dizer, se eu que moro um bocado longe das ruas dos bares daqui levo umas quantas vezes com bandos de bêbedos à janela, para quem lá vive deve ser horrível levar com bandos de selvagens sem civismo a mijar no meio da rua e a vomitar-lhes à porta de casa...
Ninguém está a proibir os jovens Portugueses de irem a Lloret na viagem de finalistas, estão apenas a pedir-lhes limites, coisa que nunca matou ninguém.
Não é preciso transformar a cabeça num balão de hélio e o fígado numa destilaria para se divertirem.
Acho que hoje vou fazer dois posts (uai!).
E vocês?
Chegaram a ir a Lloret?
Acham que Lloret vai "morrer" com estas imposições?
Acham que se está a perder aos poucos o civismo?
O que pensam do assunto?
Vá, toca a ler, comentar, subscrever e essas coiss todas!