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quarta-feira, maio 12, 2010

Crises Narcisistas


ODEIO-TE
Odeio esse teu ar vago que recebo de manhã ainda ensonado
Não suporto os teus olhos sobre mim.
Odeio que me digas o quão imperfeito sou.
Odeio que tenhas sempre razão no que me mostras.
Que não me mostres só o que eu quero ver.
Canso-me de tentar perceber o porquê desta necessidade
mas no fim só sei que tenho de te ver todos os dias...
por mais que te odeie.
Estás sempre lá calmo mudo e certo...
tão certo que me agonias.
tão certo que me deitas abaixo quando me sinto óptimo,
(embora ás vezes me animes quando me mostras algo bom.)
tão certo que ao mesmo tempo que te quero estilhaçar, peço para trocar de lugar contigo.
tão certo que redefines a palavra certeza...
E tão depressa quanto te odeio, invejo-te exactamente pelos mesmos motivos.
invejo-te por não sentires pena de mim.
invejo-te por seres incapaz de sentir de todo.
Invejo-te por estares sempre lá. mesmo quando não te quero lá
Já perdi a conta ás vezes que te perguntei como é ser tu.
Tu nunca respondes...
E embora me aperceba o quão ridículo é tentar falar contigo, não o consigo evitar.
Talvez me tenha apaixonado por esse teu silencio cheio de significados...
e odeio-me cada vez mais por não poder trocar de lugar contigo...
quero estar nos teus sapatos,
poder olhar para ti quando me procuras meio sem vontade todas as manhãs
Talvez devesse parar de falar com o meu reflexo...
mas não hoje.



Este... pseudo poema é dedicado ao espelho da minha casa de banho.
Àquele espelho monstruoso que me faz sentir uma aberração desproporcional cada vez que acordo e vou lavar os dentes e a cara.
aliás é dedicado a todos os espelhos.
quantos de vocês acordam de manhã vão ao espelho e vêm exactamente aquilo que não querem ver? um total desalinho? não odeiam isso?
Eu pelo menos odeio.
Claro que o espelho não é um inimigo... também nos mostra coisas boas, depende de como acordarmos. por isso mesmo resolvi fazer-lhe um poema.
Também têm uma relação amor/ódio com o vosso espelho?
(ainda não faço ideia do que escrever sobre a avareza)


[A ouvir: We can Dance -Caravan Palace]
[Humor: indefinível
]

sábado, maio 01, 2010

Devia saber

Devia saber...
que não eras mais uma estranha
Devia sentir
fogo frio no teu olhar
Devia beijar...
Mas tua boca me arranha
e o teu beijo só me vai queimar

Pois nada é o que parece
Tu não dizes o que sentes,
E eu ergo os braços, brado aos céus
Os Deuses devem estar bem descontentes

Pois nada é o que parece
Tu não dizes o que sentes,
Dissolves-te em fantasias
E perdes a noção do quanto mentes

Devia saber
que não eras tão inocente
Devia fugir
do teu encanto macio
Devia escapar
começo a ficar demente!
e cada vez me sinto mais vazio...

Pois nada é o que parece
Tu não dizes o que sentes,
E eu ergo os braços, brado aos céus
Os Deuses devem estar bem descontentes

Pois nada é o que parece
Tu não dizes o que sentes,
Dissolves-te em fantasias
E perdes a noção do quanto mentes

Devia saber
ver mais que a tua Beleza
Devia tentar
dar ouvidos à razão
Devia querer
Fugir dessa incerteza
Mas Deixei-te partir meu coração

(Letra duma pseudo musica que escrevi aqui há um mes +-)

[A ouvir : Gravity-Pixie Lott ]
[Humor : Musical]

quarta-feira, abril 28, 2010

E a noite chegou.

Soberana do meu corpo ordenou que me deitasse na cama vazia e que deixasse o seu abraço impessoal acolher-me.
Ao fechar os olhos apenas vi o escuro e senti o burburinho típico do transito lá fora, numa tentativa falhada de embalo.
Os sonhos que me foram prometidos, fluidos e ininterruptos não se encontraram com as minhas pupilas dilatas, preferindo esconder as suas cores e brilhos no submundo da minha mente, aonde não tenho acesso.
Fechei os olhos uma e outra vez cada vez com mais força e cada vez com menos resultados. o sono não quer chegar, e acabo por me render áquele impasse extático de corpo dormente e olhos toldados. No tecto as sombras dançam influenciadas pelo piscar psicótico das luzes da cidade, e por incrível que pareça todo aquele barulho mudo deixa-me calmo.
Rendo-me por fim á insónia e ao luxo de não fazer nada... por escolha própria e não por imposição. escarnecendo dos que não o fazem por não se deixarem levar pela noite, presos á própria rotina Insípida.

[A ouvir: Beady Belle - Wounded Pride]
[Humor: Pacífico ]

segunda-feira, abril 26, 2010

Fechado para férias

Façam um exercício mental comigo:
Imaginem uma piscina.
Não me importa o tamanho, a forma a cor dos azulejos ou se está num jardim de relva ou com chão de mármore polido. apenas vos peço que imaginem uma piscina.
Agora encham-na de água. não me importa se vêem a água azul transparente ou tingida de vermelha, quero apenas que deixem que um fio de água inunde a piscina até ela estar completamente cheia.
Quando a piscina se enche imaginem-se entrar na água e começar a boiar na água lentamente com suavidade, a sentir cada pulsar do coração como um tambor distante, deixar que os ouvidos se encham lentamente dum silencio acolhedor... e ficar ali. em suspenso. é isso que me apetece hoje: fechar para férias (eu tinha fechar o corpo para férias... mas soou muito "diário de uma prostituta descontente e mal paga" pra meter aqui xD).

Não ando infeliz (Estejam descansados que não ando com vontades de escrever coisas de escrever coisas deste género) nem quero morrer (a minha veia suicida deve ter nascido com defeito, porque não vejo grande piada nessa ideia xD), não quero entrar em estado vegetativo (Eh pah isso é daquelas coisas mais desagradáveis de se estar ever), não quero fugir dos problemas e não quero desaparecer. só quero ficar um dia inteiro em total estado zen.

Não sei se me faço entender. não quero racionalizar as coisas(Isso dá tanto trabalho e torna tudo TÃO MAIS CHATO!!! xD) nem resolver problemas antigos, apenas quero jogar tudo ao ar e deitar-me numa piscina de tamanho oceânico e deixar que o vento me faça percorre-la a flutuar duma ponta á outra como uma folha de uma qualquer árvore que decidiu fugir da segurança do galho.

Apetecia-me olhar pró céu e ver as formas das nuvens ou contar as estrelas e sentir aquela brisa quente de primavera que ultimamente anda a inundar o ar. como diriam algumas pessoas, quero entrar no nirvana (ou em nirvana, nunca soube bem como se define isto xD) mas sem o auxílio de substancias ilicitas claro xD. Podia dizer que quero uma massagem de pés... mas isso faz-me cócegas... e eu odeio cocegas. Talvez pudesse dizer que me apetecia uma caixa de gelado de dois litros e uma comédia barata... mas isso dá muito trabalho... Apenas quero que o corpo repouse um bocadinho destas mazelas... e que a mente se limpe deste "SMOG" mental que vem com o cansaço.
Mas muito provavelmente quando estiver no auge do relaxamento vou levar com um "Ricardo, veste-te e vai ás compras" Life's a Bitch xD
Tambem me apetecia muitos comments aqui, mas se estiverem todos como eu... deixem lá isso e vão descansar xD. (Será que alguem pensou q eu ia mesmo fechar aqui o meu antro pa obras? *risada maléfica* )

[A ouvir: Beyoncé-Sweet Dreams]

[Humor: Cansado]

sábado, março 13, 2010

Asas

Okay são três da manhã e eu tou com insónias cronicas a sacar o videoclip da Gaga, a ver o que sai dali. na tv só dá aqueles programas idiotas do "quem quer liga e ganha" e do "toco no telefone com o cu e ainda me chamo de apresentadora" ... e não, nenhum destes programas tá a dar num canal porno, é mesmo na televisão publica (vida de pobre é lixada). Bem e apeteceu-me. pronto.

Está frio demais pra pensar
está frio de mais pra agir
E mesmo com tanto frio
Só me apetece fugir

Um gato passa na rua
perdido na escuridão
e de olhar preso na lua
Liberta-me o  coração

E como que por magia
meu corpo rasga-se em dois
Todo o mundo rodopia
deixo tudo pra depois

Pois essas asas dilaceram,
ferem queimam,
rasgam mordem,
E nem quando eu quero voar
as suas plumas me respondem

Abro a janela e salto
deixo o vento me envolver
Corre-me o sangue das veias
Deixo-me enlouquecer

A minha jornada termina
tão depressa como começou
Depressa volto á rotina
De não saber onde estou

A sinfonia de cores põe-me cego surdo e mudo

Enquanto que os cheiros do nada me mostram como o nada é tudo

[A ouvir : Nada ]
[Humor : Insómniático ]

domingo, fevereiro 21, 2010

Ás vezes...

Ás vezes Iludimo-nos. Olhamos para uma pessoa e vemos nela algo que não está lá. queremos crer nas mentiras que nos contam, a verdade é sempre mais difícil de enxergar do que uma boa mentira...
Ás vezes Dizemos ou fazemos coisas sem pensar, e sentimos uns remorsos enormes depois(outras vezes nem tanto)
Ás vezes confiamos demais naquelas pessoas que sabem como nos usar
Ás vezes confiamos de menos nas pessoas que confiam em nós
Ás vezes somos mal interpretados
Ás vezes interpretamos mal
Ás vezes subestimamo-nos
Ás vezes gabamo-nos
Ás vezes Deixamo-nos levar por coisas em que queremos acreditar sem buscar qualquer resposta além das nossas suposições
Ás vezes Rimos para manter longe a tristeza
Ás vezes Pensamos de mais.
Ás vezes Pensamos de menos.
Ás vezes somos bons sem querer
Ás vezes somos maus de propósito
Ás vezes perguntamo-nos porque estamos aqui...Depois abanamos a cabeça e afastamos os dramas
Ás vezes vemos inimigos onde não os há e amigamo-nos com inimigos (expressão nova xD)
Ás vezes erramos
Ás vezes acertamos
Mas somos sempre humanos.

[A ouvir: Like a star – Corinne Bailey Rae]
[Humor: Filosófico ]
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