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sábado, junho 08, 2013

Os 4 tipos de fotos que deviam pagar multa nas redes sociais

Olá, eu sou o Ricardo, e tenho um blog.
E um trabalho.
E uma vida.
E os dois últimos só roubam tempo ao primeiro.
Obrigado aos que continuam a seguir mesmo sem posts todos os dias…. ou semanas…. Ou meses (xD), giveaways ou derivados.

Agora ao que interessa:

______________________________________________________________________

Desde que alguém inventou o botãozinho do "enviar foto", té ao dia presente, as regulamentações relativas á poluição fotográfica nos nossos feeds de notícias das redes sociais estagnaram completamente.
Seja facebook, tumblr, instagram, ou hi5(ainda alguém usa esta rede zombificada?), todas as redes são inundadas diariamente por tipos especificos de fotos que não servem para mais do que encher o nosso horizonte visual de informação desnecessária.
Cá está o nosso belo top 4 de clichés fotográficos:



Fotos de comida:


Se eu quisesse saber o que as outras pessoas comiam, virava nutricionista.
Não percebo muito bem qual é a fascinação maníaca de partilhar fotos do macarrão com salsicha num filtro “earlybird” com uma moldura desgastada como se estivessem a mostrar uma obra de arte digna do Louvre.
A não ser que uma pessoa esteja num país de 3º mundo, comer não é uma coisa assim tão fantástica, digo eu.

Fotos de pés na praia:




Está a chegar o Verão e ao contrário da maioria da população – que treme de medo das fotos nos fatos de banho depois de um inverno de alimentação digna dum urso polar pré hibernação – eu arrepio-me só de pensar nas fotografias dos pés na praia.
Não sei quem foi a pessoa que começou esta moda, mas espero que lhe caiam as unhas dos pés uma a uma, por ter proporcionado milhões de fotografias de unhas encravadas emolduradas por um mar mais ou menos azulado, alguma areia e umas pernas semi relaxadas, que querem demonstrar um “Ah e tal estou qui na praia enquanto vocês otários estão na internet” mas mostram um “Estou na praia mas não largo a merda do smartphone porque quero que vejam que vivo a vida muito intensamente”


Fotos No espelho:




A sério que não existe um sítio melhor para tirar uma foto do que num WC… público?
A sério?
Não bastando isso anda se arranja maneira de tirar uma fotografia a mostrar a câmara/telefone, as cabines das sanitas vandalizadas e o papel higiénico no chão?
Acho que Van Gogh está super arrependido no além, quem sabe se tivesse um smartphone, o autoretrato com a orelha cortada teria como plano de fundo uma latrina e um camponês a arrear o calhau. e toda a gente ia dar like naquilo.

Fotos de unhas:




Algures pelo mar de “tendências” que afogaram as redes sociais, a “nail art” ´é aquela que aparentemente nunca vai desaparecer da minha vida sem deixar rasto, porque pelos vistos pintar o super mário nas unhas de gel não é idiota. É original. E com isto, milhares de gajas tiram fotos com essa posição estranha com as mãos que mais parece – citando uma amiga – uma atrofiação muscular por falta de cálcio, porque acham bonito partilhar as pinturas rupestres que levam nas unhacas.
Já percebemos que levam mais tempo a pintar as unhas o que a lavar os dentes meninas.
Agora por favor, arranjem outra parte do corpo para tirar fotografias (que não os pés, na praia).


E vocês?
Costumam encontrar muitas destas fotos nos vossos feeds sociais?
Há algum outro tipo que vos irrite particularmente?
Partilhem isso e as vossas opiniões na caixa de comentários, prometo que o bolor que lá está não é particularmente tóxico.

sábado, fevereiro 16, 2013

5 coisas que todos os pais fazem no facebook (provavelmente)

Filho, como é que se faz um facebook?
Com esta frase só podemos aceitar calmamente a entrada permanente da inclusão virtual em nossas casas, enquanto nos benzemos e esperamos pelo melhor.
Ter uma ou mais entidades parentais na lista de amigos não é necessariamente uma tortura ou uma cruz a carregar, mas pode levar a situações… interessantes.
Afinal, pais são pais, dentro ou fora de um computador:

  • “Supervisão” Parental – Em tempos o facebook era a terra de ninguém. Mudar de relacionamento. Deixar de falar à prima chata. Falar mal do jantar num status – nunca façam isso, se têm amor à vida. Mal os pais entrarem no facebook, eles vêm tudo.
  • A foto de perfil enganosa – Sabem quando têm uma fotografia em que ficaram mesmo bem, e resolvem usar essa foto como identificação em todos os sites? Os pais funcionam sob a mesma lógica. Há é a possibilidade de essa dita fotografia ter 20 ou mais anos.
  • O tagging indesejado – Algures, numa gaveta, ou num armário da sala de estar, pelo meio de diversos momentos capturados em câmara, está alguma fotografia embaraçosa vossa. Provavelmente estão nus dentro de um balde, ou com uma fralda na cabeça, ou qualquer coisa assim. Se antes da inclusão parental, essas fotografias serviam para fazer as delícias dos jantares de família, com um pai no facebook há sempre o Risco de uma dessas aparecer na vossa timeline, para deleite dos vossos amigos. Deus sabe as fotografias que eu tive que interditar cá em casa a envolverem genitália exposta e rabinhos assados.
  • Partilha compulsiva – Piadas, música, frases sentimentais, imagens de animais bebés, sapatos, carros, vocês escolhem, os pais partilham tudo. Frisemos o TUDO. Acho que vêm tudo com um entusiasmo diferente, ou qualquer coisa do género, sei lá, perguntem ao Dr. Phill. Eu nem sabia que se podia ter o facebook temporariamente bloqueado por spam até ter acontecido cá em casa, só para termos uma ideia.
  • Pais populares – Não percebo muito bem como, mas a maioria de pais que vejo no facebook têm imensos amigos – tipo o dobro dos filhos. Oh, espera, percebo. Eles adicionam toda e qualquer pessoa com a qual já tenham interagido. Senhora da padaria? Adicionada. Empregado da drogaria? Adicionado. Arrumador de carros do shopping? Ad…. Okay, esse deve ter vendido o telemóvel para comprar heroína, senão também ia. Isto acaba por dar origem a toda uma onda interminável de pedidos indesejados de amizade.
Não sendo obrigatórios, como o titulo indica, estes são acontecimentos que podem ocorrer no advento de uma entidade parental frequentante do facebook. Não aconselhável a sobredosagem, e em caso de persistência nos sintomas, contacte o seu médico de família, ou a sua entidade fornecedora de internet.
Deixo-vos a batata quente:
E vocês?
Os vossos pais têm facebook?
Fazem alguma destas coisas? Todas (esperemos que não né)
Que outras coisas podia ter metido na lista?
Vá, toca a ler comentar e subscrever pessoas!

terça-feira, agosto 21, 2012

A odisseia do android PT. I


Ora, comprei um tablet como prenda de anos - não não vou postar mil fotos do bicho nem fazer muita inveja... principalmente porque estou com muita preguiça para tal - e queria que vocês, piquenas alforrecas me dissessem: que aplicações me recomendam para baixar?
O famigerado angry birds? (não lhe acho assim tanta piada como isso)
O instagram?
Algum outro que eu desconheça e que seja muito trendy?
Vá, comentai, que eu logo posto qualquer coisa de jeito...

quinta-feira, agosto 09, 2012

Enciclopédia absolutamente didática de Redes sociais e derivados

Bem, andei a rondar vários temas, mas hoje a inspiração abateu-se sobre mim, qual raio, para vir falar das nossas queridas amigas redes sociais.
Andei a sondar as redes sociais mais faladas ultimamente e como quero prestar mais um serviço público, deixo-vos a linda e maravilhástica enciclopédia absolutamente didática de redes sociais e derivados (EADRS), muito mais informativa que a wikipedia - óh Ricardo, alma caridosa! ubrigado! , dizem vocezes e começam avidamente a ler:



Facebook
s. m.
1. MMORPG onde o objectivo é conseguir o máximo de amigos possíveis. diz-se que quem atingir o número máximo descobre o verdadeiro significado da vida.
2. Local onde uma generosa percentagem das pessoas está à procura de atenção - traduzida por likes.
3. Rede social de que TODA a gente fala incrivelmente mal, mas que toda a gente frequenta o máximo de tempo possível.
4. 
(o blog também tem uma página no facebook. shame on me)


Twitter
(do pardalês "piu")
s. m.
1. Rede social onde não se pode falar demasiado.
2. Porque só há 140 caracteres dispon.
3. íveis.


Tumblr
s.
1. Rede social onde a comunicação é feita através de gifs animados, re-partilhados até à exaustão.
2. Maneira prática de queimar 2 horas sem qualquer tipo de produtividade cerebral.


Youtube
s. m.
1.Rede social onde podemos ver um gato tocar piano, uma laranja falante ou uma rapariga a "tocar guitarra" com a vagina.
2. Prova viva de que até um macaco sabe operar uma webcam - e que nem por isso o deveria fazer.
3. Local de nascimento de Justin Bieber e Rebecca Black .


Lookbook.nu
s. m.
1. Rede social onde toda a gente é modelo.
2. Rede social onde toda a gente é féshion.
3. Rede social onde 1. e 2. nem sempre são verdade.


Fashiolista

(comp. féshion + lista)
s. f.
1. Rede social onde se partilham peças de vestuário
2. Forma de culto ao consumismo.
3. A lista de coisas que nunca ninguém compra.


Instagram
(do latim fotografium instantanium idioticun)
s. m.
1.Local na Internet onde se partilham em dose industrial as fotos mais desinteressantes já imaginadas.
2.Atentado ao conceito de "foto vintage"
3. Aglomerado de banalidade fotográfica, composto por Xícaras de chá meio bebidas, torradas queimadas, gavetas de lingerie, pés descalços ou com meias,com molduras e filtros a condizer.


Hi5

s. m.
1. Local na Internet onde pré adolescentes espevitadas e pedófilos cibernéticos com fotos de jovens nipónicos trocam correspondência.
2. Uma rede social fantasma.
3. Em tempos já foi fixe.

E vós, caras alcachofras? Algo a dizer?
Que redes sociais fazem falta à EADRS?
vá, toca a comentar, seguir, nhenhenhe, que eu vou dormir.

sábado, julho 28, 2012

Alguém fala Portuñol?

O facebook tem de entre muitas informações - extremamente relevantes - que podemos partilhar com o mundo, uma aba para os idiomas que dominamos.

Eu como bom noob que sou, com 2/3 anos de facebook nunca me lembrei de preencher isto até hoje.

Ora isto não é nenhuma inovação, nem nada de por aí além, mas a verdade é que há por aí muito poliglota por este facebook fora.

Em vez de um quadro informativo de... línguas que falamos, (no meu caso "Português" e "English"),
Para começar bem a história, há todo um rol de idiomas fantásticos que milhares de pessoas espetam na página, dignos de currículo, como é óbvio.

De entre esses destaco o "Toda Language (idioma toda)" que suponho ser uma grande salganhada.
Como o básico Português é uma seca, temos o portuñol - aquela mistura triste de português e espanhol que toda a gente insiste em falar, em que em vez de "desayuno" dizem "pequenho almuezo", e em vez de "tarjeta" dizem "cartón", com um grande orgulho - o madeirense e o açoriano - que eu não sei como se escreve, por isso não vou arriscar. a ver se pergunto a algum entendido.
para quando o alentejano, hein? sou fluente!

Depois temos aqueles casos fantásticos de pessoas que não percebem muitas línguas, mas se sentem mal com uma lista pequena, e afirmem falar espanhol, spanish e español, tudo de uma assentada, que dá logo todo um toque de sofisticação, como dá o pormenor de afirmar que se fala inglês britânico, inglês americano, irlandês e inglês canadiano - até me deleito com a visualização mental dos diferentes sotaques.

E vamos tentar não falar daqueles nerds que metem "Na'vi Language".
it's too depressing. 

E vocês?
Que línguas dominam? não tantas como o senhor de baixo, aposto.

terça-feira, julho 10, 2012

Aceitar pedido de amizade?

O Facebook gira à volta de amigos.
Nem vou tocar naquele ponto de “tenho X amigos no facebook e Y na vida real” A verdade é que há aqueles 3 amigos que toda a gente tem no facebook - embora haja muitos mais
Muda o nome, e a pessoa, mas a história é a mesma.
  • O ex colega de escola esquisito – aquela pessoa que andou na escola convosco há um bom par de anos, do qual não sabiam absolutamente nada, que de um dia para o outro vos descobre no facebook, vos adiciona e vos relembra coisas deprimentes da vossa infância/adolescência, até se aborrecer.
  • O conhecido – Aquela pessoa que conhecem de vista, de forma superficial, com a qual nunca efectivamente se relacionaram, que vos adiciona e até é capaz de “gostar” das vossas publicações no facebook, mas na vida real não vos fala? Isn’t it lovely?
  • O amigo dos jogos – Ele não fala. Ele não faz likes. Ele não faz mais nada a não ser entupir-vos com pedidos de jogos de todo e qualquer formato.

Se fosse na vida real de certeza que ninguém se dava com estas pessoas, mas na internet aparentemente não há toda aquela filtragem que existe na vida real para se acrescentar a alguém o sufixo de “amigo”, e amigo é qualquer alminha que te faça um pedido de amizade.

A melhor prova disso é a bela ferramenta que o facebook para lá tem chamada friend finder.
Caso não tenhamos o contacto de alguém que queiramos adicionar, podemos pedir ao amigo facebook para nos mostrar uma lista de pessoas que “podem ser nossas amigas”

Ora, segundo o facebook, só porque eu conheço a Maria, que mora na casa ao lado da minha, e a Maria conhece o José, que vive na Austrália e que eu nunca vi mais gordo, nós os dois deveríamos ser amigos, porque conhecemos a Maria, porque obviamente toda a gente com amigos em comum é amiga por arrasto.
Outro critério bonito é o da zona de origem, que torna automaticamente todas as pessoas que tiverem nascido na minha terra natal aptas a serem minhas amigas, o que faz completo e total sentido.
Isto sem falar nas vezes que me sugerem pessoas só porque usam as mesmas apps que eu, ou porque leram os mesmos artigos que eu nos jornais… é a mesma coisa que eu pagar uma cerveja ao primeiro homenzinho que apanhar a comprar a mesma espuma de barbear que eu.

Isto porque o facebook é uma aplicação da paz e do amor que nos quer a todos de mãos dadas a partilhar status e a jogar ao farmville e ao sims social, enquanto trocamos likes ♥.
 
Ai que lindo, até parece uma canção do John Lennon.

Vá pessoas, que coisas acham que só acontecem no facebook?
Que outros amigos toda a gente tem no facebook?
Que outros tipos de amigos têm no facebook que não teriam na vida real?
Toca a ler comentar subscrever e votar na enquete aqui ao lado!

sábado, maio 12, 2012

.com?

Okay, isto não é um post normal.
Aqui há coisa de um mês que ando com a ideia de comprar um domínio personalizado - qualquercoisa.com/pt/whatever - porque nem é um investimento muito elevado fazendo bem as contas.
Mas como nunca fiz nada do género, queria deixar a pergunta a alguma alminha que passe por aqui e tenha um domínio personalizado.
Como fizeram a escolha do serviço alojador?
Qual é o melhor? (menos erros/ melhor preço, etc)
E pronto, tenho a sensação que ninguém vai comentar isto, mas pelo menos perguntei.
Mais logo vem aí um post fresquinho.

quarta-feira, março 28, 2012

Factos desagradáveis mas verídicos sobre o facebook #5

Ninguém fica bem nas fotos de casa de banho.
Não vou pensar no detalhe de isto ser um WC público.
Recuso-me
Eventualmente, a passear pelo facebook - que infelizmente não detém direitos de exclusividade sobre tal tendência - deparo-me com uma foto de uma qualquer alminha, a fazer poses, encostada ao armário do WC, ou às cortinas em resina do Polivan (ou poliban, not sure), ou em cima do bidé, com cara de coisinha sexy a tirar fotos de câmara apontada ao espelho - Ignoremos o detalhe de que tirar fotos apontadas a um espelho é deprimente e roça mesmo muito de perto o ridículo - ou vistas de cima.

Tenho a certeza de que qualquer coisa que me escapa no allure de tirar fotos no WC com pelo menos mais 3 divisões existentes na casa. 
Será que há alguma mensagem subliminar que eu devia captar para além do "olhem para as minhas mamas/abdominais, uh e já agora, os azulejos da casa de banho são qualquer coisa né?"


Não sei que detalhe me fascina mais...
you choose
Quer-se dizer, podem ser lindos, ter um corpo de capa de revista, vestir lingerie victoria Secrets, e photoshopar à vontade para parecerem aparições divinas, mas se eu vejo uma sanita na foto ou tenho a noção de que estão na divisão da casa que liga directamente aos esgotos, fico logo sem vontade de ver mais. 
Tirar fotografias na casa de banho é IMBECIL e toda a gente que faz tal coisa deveria levar uma multa e ser banida da Internet, só para prevenir contágio.


E vocês?
Alguma vez apanharam com fotos de casa de banho?
E... alguma vez... tiraram uma?
Que outros tipos de fotos as redes sociais vos tiram do sério?
Vá, toca a ler comentar subscrever e essas coisas todas!

segunda-feira, março 19, 2012

Factos desagradáveis mas verídicos sobre o facebook #4

Das 100 pessoas que vos dão os parabéns no facebook, aproximadamente 10 sabem mesmo quando é o vosso aniversário.


Hoje no facebook dei de caras com uma postagem estilo "obrigado a todos os que se lembraram de que eu fiz anos" que eu subentendi mais como "quem não se lembrou da minha pessoa, diga qualquer coisica" e não resisti.
Aqui há coisa de 10 anos comprei a minha primeira agenda.
Com a pancada da novidade, apontei nessa agenda as datas de aniversário dos amigos mais próximos... e até hoje não me esqueci, mesmo dos com os quais já não me dou.
Agora com o facebook o trabalho foi cortado para um terço.

Nobody actually cares.
Ninguém se precisa de lembrar das datas de ninguém, o facebook faz isso por nós.
Aparece a caixinha no canto superior a avisar que dia tal tem um aniversário dum amigo qualquer.
Depois podemos colar um "parabéééns :)" muito desmaiado e original no mural de uma avantesma qualquer que nos interesse tanto como o Joanete da nossa Tia-avó Inácia.
E fazemos logo boa figura porque "nos lembrámos", quando tecnicamente não nos lembrámos de nada, nem tão pouco quisemos saber.
Esta semana 4 amizades minhas do facebook faziam anos, e eu como grande cabrãozinho (às vezes) que sou não lhes dei os parabéns, pelo simples motivo de não me dirigirem palavra há mais de um ano, e de me estar literalmente a borrifar para fazer boa figura a pessoas que se me virem na rua nem me vão falar.


Podem fazer o teste.
Mudem a data do vosso aniversário no facebook para... amanhã, vá.
Provavelmente vão chover mensagens de parabéns de amiguicos e amiguicas que ligam o pc e reparam no aviso e deixam a mensagem da praxe.
E provavelmente muitos deles nem vão reparar que no ano passado fizeram anos num dia diferente.


E vocês?
Concordam, discordam?
Vá, confessem, lembram-se do aniversário dos contactos todos do facebook?
Dão parabéns a todos?
Vá, toca a ler, comentar e subscrever!

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Só agora é que reparei...

Que a página de facebook do blog fez um ano este mês de fevereiro (dia 15, para ser mais exacto)
Um ano a poluir mais um bocadinho a internet, huh?
Por isso:
E já agora, para quem tem páginas do blog no facebook, a partir de dia30 de Março, muda o look para a cronologia/timeline.
Vá, a ver se chegamos aos 100, ou aos 200 ou assim.
E mais logo, post novo!
PS: post com comentários bloqueados, não é necessário.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Factos desagradáveis mas verídicos sobre o facebook #3

Não são as pessoas inteligentes e sensíveis que entopem o mural com citações e mensagens de amor. 
são as chatas.
Ainda não percebi muito bem o fascínio das pessoas de passarem horas seguidas a partilhar citações em forma de imagens pirosas com um mau lettering via facebook.
Acho que a ideia que se quer passar é que são pessoas ligadas ao seu "eu filosófico"... Ahm, nem por isso.
O que passa é mais "pessoas ligadas à internet e às paginas de citações, que gostam de carregar no botão share compulsivamente".

Meus amores facebookianos:
Não, não estão a contribuir para tornar um mundo melhor através de citações de outrem.
Não estão a fazer as vossas vidas mais ricas.
Não estão a fazer com que os vossos amigos do facebook se tornem melhores.
Estão a poluir murais de pessoas como eu que não querem saber

É quase tão irritante abrir a bendita página do facebook para descobrir que a Joaquina Ingrácia partilhou 50 frases sobre a importância da vida de um ponto de vista irónico, como levar com 1000 posts de "anéis dos signos" e "cores dos signos" e "beijo dos signos" que andam a infectar o facebook ainda mais depressa que o quase defunto farmville.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Factos desagradáveis mas verídicos sobre o facebook #2

QUALQUER mudança de status de relacionamento recebe sempre uns quantos likes aleatórios.
         Como sabemos todos, o facebook funciona um bocadinho como uma aldeia, através do "diz que disse" ou adaptando do "diz que postou...". Partilhamos todos uma data de coisas, vídeos, músicas, notícias imagens, e por aí adiante, mas nunca vi nada que atraisse tanto as atenções como uma mudança de estado civil online.
          É verdade, podem experimentar por vocês mesmos.
Mudem o vosso status e esperem... 15 minutos. depois contem os likes. Eles vão estar lá, mesmo que vocês mudem de estado para "viúvo/a", é extraordinário a rapidez com que as pessoas reagem a isso. Aliás, até aposto convosco que se voltassem a mudar o status, iam ganhar mais likes de seguida.
          E antes que me comecem a dar lições de moral e a dizer "Ah e tal, as pessoas ficam felizes por nós"... bullshit. Se ficarem muito felizes ligam, mandam sms, falam pelo msn, dizem qualquer coisa. não fazem um "like" igual ao que fizeram ao vídeo do gato a tocar piano. Acredito muito mais facilmente que é cusquice, ou ao não ter nada de melhor que fazer (porque em grande parte dos casos, as pessoas que "gostam" dos nossos estados civis até são aquelas com as quais não temos grande contacto).
Não acho nada de mal, acho... engraçado, parece que temos uma patrulha dos relacionamentos infiltrada por entre os amigos de toda a gente com conta de facebook , que está sempre á espera que alguém passe de "solteiro" para "é complicado" ou de "numa relação" para "solteiro", para entupir aquilo com likes.
E não, não me aconteceu nada disto recentemente, só me ocorreu.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Factos desagradáveis mas verídicos sobre o facebook #1

Ninguém tem mais de 100 amigos na vida real.
Não é preciso uma pessoa ser anti-social, ou odiar o mundo, mas verdade seja dita, ninguém se dá com mais do que vá 40 pessoas ao mesmo tempo (e isto já é esticar a corda para o máximo) e definitivamente não é amigo dessas 40 pessoas.
Pelo menos as pessoas normais não são.
Quando paro no Facebook duma daquelas pessoas que têm 500 e tal amigos, dá-me sempre a distinta sensação que estou perante um caso de adicionamento compulsivo.
Estão a ver aquela pessoa chata que vocês não conhecem de lado nenhum mas insiste em vos mandar convites de amizade?
Se calhar quer fazer de vocês o amigo nº 500.
Acho que as pessoas pensam que o facebook é um MMORPG (Massive Multiplayer Online Role Play Game) em que o objectivo é avançar de níveis coleccionando amiguinhos e partilhando status. Acho que ao nível 100 se ganham asas no rabo, ou uma Bimby, ainda não percebi.
Se for, estou lixado, que ainda não passei os 95 amigos (nem tenciono)

E vocês?
Concordam?
Que outros factos desagradáveis mas verídicos conhecem sobre a nossa querida rede social?
Não adoram a facilidade com que eu invento rúbricas?
Vá, toca  a ler subscrever comentar e gostar no facebook do blog!

[A ouvir: Until I Die -September]
[Humor: Friorento]

quarta-feira, setembro 28, 2011

As subtilezas do msn Pt.V

O msn é basicamente uma forma simplificada de socializar, como todos nós sabemos.
No role de menus e opções personalizáveis, há uma que uso de vez em quando e que acho ser bastante mais avançada do que a chamada “vida real”, dando até muito jeito em várias ocasiões

O Bloqueio

Está presente em qualquer versão de software de troca de mensagens instantâneas (desde o msn até ao skype), com um pequeno click temos uma pessoa ostracizada num instante, sem conversas desagradáveis e dramas desnecessários. Com um click obtemos um repouso anti-social forçado em menos de nada.
É afinal de contas uma coisa perfeitamente legítima. Às vezes precisamos de tirar uma folga de algumas pessoas. Não por estarmos chateados zangados ou magoados, mas pelo simples motivo de que a pessoa A ou B por muito amiga que seja é chata como tudo, e mói-nos o juízo a toda a hora.
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sexta-feira, agosto 19, 2011

Não colem no mural, não façam like, não poluam o facebook

Aviso parental: este post deveria conter palavrões comó caralhete, mas não contém. O que não me impede de os imaginar, por isso se sois facilmente impressionáveis, fechai a janela.
O facebook tem coisas muito boas. Nem sou hipócrita para passar lá horas e depois dizer aqui “ah e tal o facebook é uma merdunfa e só me arrependo de ter uma conta e nhenhenhe”, quando o problema está mais nas pessoas. 
As pessoas que se lembram de fazer coisas idiotas para passar o tempo, ou como eu gosto de dizer, poluição de redes sociais.
Por favor cola no teu mural:
Ultimamente há uma nova moda, a das mensagens em corrente por tudo quanto é rede social.
Não sei muito bem de onde é que isso surgiu, mas algures no mar de utilizadores responsáveis, uma alminha pensou “Ai pah, já cocei muito a micose... que mais há para inventar? AH já sei! Vou fazer uma mensagem aleatória e dizer aos utilizadores para colarem nos murais”. E infelizmente pegou. Não sei muito bem qual é o propósito, mas pegou. 
Há uns dias estava eu no meu facebook, quando vejo a seguinte mensagem: 
Se gostas de não sei quê e não sei das quantas e segues os teus sonhos (peço desculpa por
não ter decorado tal chorrilho de idiotices)
cola isto no teu moral.”
E eu nem tive tempo de ficar perturbado como deve ser, porque mais 3 pessoas colaram a mesma mensagem. Ora bem, ou estamos numa era de interacção social tão avançada que as pessoas pegam e colam coisas à moral (nem sei como) ou então as pessoas estão tão desocupadas e são tão inteligentes que nem se preocupam em corrigir uma porcaria dum erro básico que uma criança retardada com a quarta
classe consegue detectar.
E irrita, porque este é só um exemplo, há muitos mais e piores.
Eventos espectacularmente inúteis
A sério, quem é que teve a brilhante ideia de criar eventos como “Mandar a Moodys à merda”? É preciso marcar? Ou então “vamos fazer justiça pelo cão queimado” que é por causa dum cão que foi queimado vivo pelo dono (tadito). Mas e depois no dia faz se o quê? 
NA-DA.
Então qual é o propósito? É a mesma coisa que eu agora organizar uma colheita de gambozinos, o resultado é exactamente o mesmo. Eu sei que às vezes a intenção é bonita e nhenhenhe, mas é um bocadinho
como os abaixo assinados, servem só em teoria, na prática raramente fazem alguma coisa.
Não vamos pagar!
É oficial , foi visto na TV , o Facebook vai começar a cobrar este Verão . Se copiares e colares isto no teu mural , o teu ícone ficará azul e o Facebook estará livre para ti . Por favor passa esta mensagem.”
(isto foi copiado dum post duma amiga minha de quem eu até gosto muito)
Ora bem minhas grandes bestas... a porra do facebook não vai cobrar porra nenhuma que caralh*! De mÊs a mês alguma pessoa lembra-se de partilhar esta pérola de sabedoria popular. Já li isto sobre o hi5, sobre o orkut, sobre o hotmail, sobre o msn, sobre o gmail, sobre o facebook, e as pessoas não deixam de ser otárias para pensarem “ah, o melhor é pegar nisto e colar, sabe-se lá se eles não cobram”. NÃO SEJAM AVANTESMAS.
Gostem,
é por uma causa!

Se alguma vez conheceram alguém que mereça uma chapada, façam “gosto” “
Okay, eu sei que não é assim, mas a versão original é enorme e eu não me lembro. Mas de qualquer maneira... se conhecem pessoas que merecem chapadas... têm mãozinhas certo? Então, dêem vocês mesmos? Ou acham o quê? Que a pessoa em questão vai ler o vosso status e vai pensar“eh pah, realmente mereço uma chapada, vou ali dar com um cinto nas costas até ficar em sangue, como penitência” Tá bem -.-
Amigos
“porque Sim”
Há uns meses uma rapariga que eu não via há 8 anos adicionou-me no facebook como amigo. Nunca me dirigiu a palavra para nada, e estão muito enganados se eu vou andar atrás duma pessoa da qual mal me lembro. No outro dia vi-a na rua e ela viu-me a mim, e nem um olá. Serei eu a ver toda a estranheza de critérios naquele pedido de amizade?
Parece que nos pedem amizade só para aumentar o nº de amiguicos na conta, como se fosse uma competição. Ganha-se o quê de prémio? Uma vida social a sério?
E era de esperar que estas coisas fossem feitas mais pelas camadas mais novas, porque já se sabe como os teenagers são todos influenciáveis, mas não.
Por isso olha, colem isto no vosso mUral (graças ao senhor ainda escrevo
como deve ser):Pessoa, tu que coças a micose e não sabes o que fazer, vai ler o blog do Ricardo, que é um gajo porreiro. Faz “like” e ganhas um neurónio, ou uma couve pro farmville.

Vão ver como vai ser um sucesso.

[A ouvir: On and On -Agnes]
[Humor: Stressado]

quarta-feira, agosto 03, 2011

Guia de Introdução aos anónimos

Definir o que é um anónimo devia à partida ser fácil.

Mas na blogosfera não é tão linear, visto que os anónimos se dividem em nuances mais ou menos hierarquizadas.
Há sempre aquele pormenor, a eterna duvida: será um nickname o equivalente a um anónimo? Eu acho que de certa forma é. Mas compreendo. Pode ter vários motivos e não acho nada de por ai alem. Mais ou menos 90% dos blogs que leio não têm os nomes verdadeiros nas postagens.
Os anónimos aparecem quando os deixamos.
Partilhamos uma opinião e eles entram nas nossas vidas (ou nos nossos blogs, há quem tenha dificuldade em distinguir) cheios de opiniões e conselhos.
E embora os anónimos que não deveriam ser mais do que pessoas sem conta no serviço de blogging dividem-se aqui em três grandes grupos.
1.       Anónimos clássicos – São basicamente as pessoas sem conta, em pequena quantidade, mas existem. Comentam as coisas com cabeça tronco e membros concordando ou discordando dos temas abordados. São uma mais valia na caixa de comentários porque acrescentam sempre qualquer coisa ao tema.
2.       Anónimos Trolls – divertem-se a insultar o autor. Estou sempre a apanhar disso por diversos blogs onde passo. Podem ser ofensas mais leves que acabam por soar a brincadeira, ou coisas que denotam a felicidade de espírito de tais pessoas. São em muito grande número infelizmente.
3.       Anónimos desanónimos – Com uma conta de blog, acaba por se criar uma pequena reputação. E há pessoas que têm medo de danificar essa reputação, então saem da sua conta oficial, inventam um nome e dizem o que lhes apetece. Não é preciso explicar que geralmente os comentários feitos desta forma servem para descarregar qualquer coisa que não podem dizer com a “identidade oficial” e já disse aqui há uns dias num blog, voltando a dizer aqui, acho isso uma mal formação e uma falta de carácter do caraças.

Como os 2 últimos grupos de anónimos são numa escala muito elevada, caímos um bocadinho no erro de pensar que os anónimos são todos uns infelizes que precisam de se entreter com a própria genitália, quando na verdade nem todos os anónimos são maus, e cheios de criticas destrutivas.

E às vezes ficamos todos a perder porque algumas pessoas da blogosfera gostam de ter múltiplas personalidades para o avacalho, e porque algumas pessoas são infelizes e gostam de implicar com as outras pessoas protegidas na sua máscara de anónimos, quando não se apercebem que são todos anónimos, porque na vida real 90% das pessoas se estão a cagar para se têm um blog famoso ou um blog com 5 visitas semanais, e que era melhor partilharmos as opiniões como pessoas civilizadas (minimamente)

E vocês?
Que tipos mais de anónimos conhecem – falando a nível de internet – e de que tipos já vos foram parar aos blogs?
Qual o comentário mais desagradável que já receberam de um anónimo? 
E o mais agradável?
Acham que as pessoas levam os blogs demasiado a sério?
O que têm a dizer sobre o tema?
Toca a ler comentar e subscrever!

[A ouvir: If it’s Love - Train]
[Humor: Desiludido]

sexta-feira, julho 29, 2011

Online Dating, o último recurso


Os sites de encontros são, em poucas palavras, o último recurso. Quando já se tentou o speed dating, os arranjinhos dos amigos deram todos pró torto, e os anúncios no correio da manhã não resultaram em nada, há sempre aquela luzinha meio fosca que diz aos mais desesperados “Hey, tu também podes encontrar o amorz”… okay, geralmente nem chega a ser uma vozinha, é mais uma bendita janelinha de pop up que aparece quando menos se espera.
E entramos num outro universo.
Se nas redes sociais o que interessa a muita gente é mostrar que se tem uma vida fantástica e preenchida de diversão, nos sites de encontros, temos que mostrar que somos um bom partido.
Podíamos voltar à linda história da carochinha de “o que interessa é a beleza interior” e nhenhenhe, mas quero muito honestamente que me digam meus ricos leitores, quantos de vocês reparam na beleza interior duma pessoa que não conhecem de lado nenhum e com a qual vão ter um encontro.
Ah pois.
Há toda uma arte nas fotografias dos sites de encontro, que envolve músculos (se existirem alguns) e mamas (idem), e que de qualquer maneira servem para vender a personagem.
Quando a pessoa é realmente feia, tira fotos à distância numa grande paisagem, só para disfarçar, e até dá todo um ambiente de amor á natureza, e toda a gente sabe que ser verde está na moda. Se tiver mamas grandes, tira uma foto com o maior decote que houver. O que interessa é vender a personagem.
E nem me deixem começar a falar no Photoshop, que aqui entra como ferramenta do demo, para iludir os mais incautos.
E então entra um chorrilho de clichés.
Eles abraçam a sua faceta sentimental, e dizem que gostam de passear na praia ao luar, e de ver comédias românticas com a Reese witherspoon. E apregoam que gostam de longas conversas sobre sentimentos.
Porque acham que é isso que elas querem.
Elas pelo seu lado mostram-se mais desinibidas que nunca, atrevidas e disponíveis para tudo – literalmente – moças que não têm tabus e que gostam de se divertir. Mulheres espontâneas e desinibidas pululam por esses sites fora.
Porque acham que é isso que eles querem.
E depois quando acabam por acontecer encontros resultantes da consulta desses perfis de personagens, a coisa dá para o torto, porque em vez duma amazona destemida pronta a fazer bunjee jumping da ponte 25 de Abril sai na rifa uma amante de gatos que considera desporto radical fazer jogging ao ar livre, e em vez dum gajo sensível e pronto a partilhar sentimentos, temos um nerdzão que esteve próximo duma mulher apenas pela altura da amamentação.
Aqui o que interessa é encontrar alguém. Nem que para isso tenha que se adulterar completamente toda uma personalidade, afinal, estamos na geração do já. Esta história do cortejar e esperar e falhar redondamente, dá muito trabalho.
Vamos antes usar a amiga internet.

Os sites de encontros online para mim sempre serão uma espécie de submundo da internet, combinando toda a deprimência escondida nas redes sociais e toda a criatividade encontrada na blogosfera, no que toca a vender uma pessoa perfeita, uma maneira sofisticada de dizer “muita parra, pouca uva”.
E vocês?
Já alguma vez usaram sites de encontro?
O que acham do conceito?
Toca a comentar, ler, gostar no facebook e subscrever. amanhã vou tentar responder aos comentários em atraso, peço imensa desculpa pela demora desde já.

[A ouvir: Laptop - Jota quest]
[Humor: Ansioso]

segunda-feira, junho 20, 2011

Greve de Feicebuque (eu fiz)

O facebook é uma rede social maravilhosa que junta pessoas que não se vêm há muito tempo, e onde podemos partilhar informações e gostos e outras coisas com os nossos amigos mais queridos e onde… hey, perai, ninguém do facebook me está a pagar um chavo para eu falar bem deles.
O facebook é essas coisas todas acima, mas a dada altura para mim torna-se uma dor de cabeça do caraças.
Ando a ter uns dias bastante stressantes, e ultimamente entrava no facebook e tinha vontade de me exilar. Porque a verdade é que consigo ver mais ou menos 90 pessoas a falarem acerca de nada como se fossem assuntos completamente interessantes e indispensáveis.
No outro dia uma pessoa que me tem no facebook, que eu obviamente não vou referir quem é, disse-me “possa, nunca fazes likes das coisas que eu digo, ou das musicas que eu partilho”… e eu li aquilo e pensei “okay, chega”.
E comecei na segunda feira passada à noite uma greve de uma semana no facebook.
Não, não estou a tentar fazer um movimento social, tanto mais que nem avisei ninguém, nem divulguei a ideia. Foi uma semana clean de facebook.
1.       Não tive que ler os posts depressivos da T que afoga as mágoas no chocolate e nos romances em vez de ir viver a vidinha dela.
2.       Não tive que ver as conclusões brilhantes do F sobre os mais diversos assuntos.
3.       Não tive que recusar convites a jogos idiotas para tomar conta de casas de hambúrgueres, quintas, aquários, casas de antiguidades ou o diabo a quatro que para lá possam existir.
4.       Não tive que receber mensagens em corrente de pessoas que pensam que se vai pagar o msn daqui a uns tempos e que querem fazer uma revolução.
5.       Não tive que aderir a causas sociais via facebook, rede social onde toda a gente é maravilhosamente caridosa.
6.       Não vi aquelas fotos com bonecos em que possa ter sido taggado
7.       Não vi que o A o B e a C são amigos de 15 pessoas que provavelmente nem conhecem
8.       Não tive que recusar pedidos de amizade de pessoas da china ou da Tailândia que nunca vi na vida.
9.       Não fui chateado por aquele barulho irritante do chat do facebook
10.   Não tive que ver respostas a sondagens cheias de erros ortográficos sobre coisas completamente idiotas que não interessam a ninguém, só porque um dos meus amiguicos se lembrou de responder a essa sondagem.
E o mais importante… não tive aquela ânsia de ir abrir a página do facebook e ver nenhuma destas coisas. A minha cabeça ficou muito menos moída sem ter que ler picardias online, ou sem ter que ver os dramas de outras pessoas pelos quais toda a gente se finge interessado, quando só 1% dos comentadores realmente querem saber. E esta semana de férias soube-me bem. Fiquei completamente mais descansado comigo mesmo, já sei que não sou um facebook maníaco.

E vocês?
Qual foi o maior período de tempo que já ficaram sem ir ao facebook?
São aqueles utilizadores que partilham tudo a toda a hora, ou são mais selectivos?
Vá, o que têm a dizer sobre o assunto? Vou tentar responder aos comentários em atraso, peço desculpa, tenho andado sem cabeça.

[A ouvir: Ojalá que llueva café -Rosario]
[Humor:Ansioso]

segunda-feira, maio 23, 2011

Aquela vez em que o Ricardo disse Bye 5 ao Hi 5


Eu sou daquelas pessoas que fica meses sem limpar as caixas de e-mail do Hotmail, e então aquilo é às centenas de e-mails de cadeia e por aí. Hoje enquanto conferia os e-mails, deparei-me com um do hi5. Uma espécie de actualização de amigos ou algo o género.
A reacção foi mais ou menos semelhante á de quando encontramos na rua alguém que nos conhece, mas que nós quase não nos lembramos de conhecer.
Não entrei numa daquelas sessões de nostalgia. Preferi entrar mesmo no hi5.
E foi basicamente entrar numa máquina do tempo.

Há… 5/6 anos atrás, o hi5 era a febre. Toda a gente tinha um. Era ainda pior que o facebook, porque toda a gente tinha um hi5 e não havia cá os “ah e tal eu não quero saber de ai faives pra nada que isso é coisa de desocupados e delinquentes” Como há agora para o facebook. Aliás, acho que na altura o elitismo ainda nem era uma coisa muito recorrente. Era mesmo o efeito rebanho no seu melhor.

Ora bem, depois de umas 3/4 tentativas falhadas de me lembrar da password, lá consegui entrar.
E lembrei-me imediatamente de porque é que na altura me enjoei daquilo. Toda aquela interface pesada e cheia de inutilidades – ainda mais do que o facebook – e sparkles e publicidades em todos os cantinhos disponíveis fazia-me imensa confusão.
E o hi5 tentou melhorar.
Eu sei que tentou. Até fez uns upgrades, meteu mais coisas inúteis e encheu mais a página de informações desnecessárias, como uma tentativa de sobreviver ao fenómeno facebook.

Não metia lá nada desde 2009 – mesmo tendo deixado de lhe mexer em meados de 2008 – e escusado será dizer que estava completamente às moscas.
Foi basicamente como se o fim do mundo tivesse chegado ao hi5 há uns 3/4 anos, e tudo tivesse congelado naquele momento.
É nestas alturas que se consegue ver imparcialmente como funciona uma rede social, quando ela já não está a funcionar a 100%.
Dos 147 amigos que tinha, aproximadamente 80 eram avatares – contas inexistentes – e dos outros 67 só conhecia aproximadamente 10.
O que é uma coisa bonita.
Não sei se alguma vez foram a um cemitério à noite, mas é basicamente a mesma coisa que entrar no hi5. Com um bocadinho mais de inovação tecnológica, mas com a mesma mortandade cerebral. Em vez de uma rede social temos um velório de conversas já esquecidas e de memórias não tão valiosas como isso, misturadas com toda uma sensação de inutilidade latente.
Não consegui deixar de sentir aquela nostalgia patente ao contacto com a primeira rede social. Afinal, o hi5 surgiu quando a internet ainda era assim uma coisa a que nós jovens não tínhamos lá muito acesso, uma espécie de BI cibernético às nossas irreverências.
E foi com o hi5 que aprendi o que era uma rede social.
E foi no hi5 que durante uns meses fui amigo da Rita pereira (mesmo que se ela me vir na rua não vá saber quem eu sou, nem tenhamos falado uma única vez).
Foi no hi5 que fui perseguido pela primeira maluca que engraçou comigo, uma tal Diana não sei das quantas que me chamava de príncipe dos olhos verdes dela e me contava os sonhos eróticos lindos que tinha comigo, depois de me tentar adicionar como amigo 50 vezes e de querer marcar encontros comigo (se não tivesse cara de psicótica quem sabe, talvez eu estivesse a esta hora preso nua cave em Espanha a ser explorado sexualmente, ou a trabalhar numa minha clandestina)
E foi no hi5 que percebi que os amigos não se medem pelas redes sociais.
E depois de todas estas considerações todas, e de ver todas as fotos antigas e os comentários pré históricos às mesmas, resolvi apagar a minha conta.
E embora sendo uma decisão relativamente fácil, foi como quando deixo a cadela no quintal à noite e ela me faz aqueles olhinhos de quem quer entrar. A derradeira arma secreta do hi5 foi lembrar-me de tudo o que poderia “perder”:
Perdes os teus amigos (“amigos” com os quais não falo há anos)
Perdes todas as tuas fotos (que tenho todas em discos diferentes)
Perdes os teus comentários (Ahm… wow)
Perdes os teus pokes (… Não há um argumento melhor hi5? É que assim já me pareces desesperado)

E tenho a sensação que quando carreguei em “encerrar conta” se ouviu baixinho na internet um “não me abandonem, eu ainda consigo ser popular” que o hi5 me deitou já conformado com o abandono.

E vocês?
Redes sociais... como é que elas se tornam em cemitérios virtuais?
Têm conta em alguma rede social que nunca usam?
No hi5?
Já apagaram alguma conta numa rede social em desuso?
Alguma coisa a acrescentar?

[A ouvir: Invited - Triplexity]
[Humor: Feliz]

sábado, fevereiro 26, 2011

As subtilezas do msn Pt.IV

msn-priest
No msn há uma opçãozinha de criarmos “grupos” – o que nem é uma ideia tão inovadora, tendo em conta que o fazemos com os amigos reais – onde diferenciamos a “familia” dos amigos, e dentro dos amigos separamos em vários subgrupos.
Embora não tenha paciência para fazer efectivamente os grupos, tenho os amigos categorizados, e vocês devem todos tê-los também, não é uma coisa má nem discriminativa, é só para termos uma noção.
Temos os amigos da parvalheira (aqueles com os quais trocamos piadas e vídeos engraçados), os amigos dos jogos, das partilhas de música, os das conversas filosóficas e por aí afora… - como também os há fora do pc (e às vezes até desempenham papeis diferentes atrás do ecrã e À frente dele) – E no meio de uma infinidade de tipos de contactos que possamos ter, encontra-se um espécimen em particular
:
O amigo confessionário virtual.
O amigo CV(abreviando) está lá com um propósito muito especifico: Ler tudo o que temos a dizer sobre as amarguras da vida.
É uma coisa fantástica como 70% dos meus contactos me enquadram nesse espaço que eu tão benevolamente renegaria se me dessem escolha.
Nós os CV’s não temos voto na matéria. Somos escolhidos através de critérios aleatórios e incontroláveis, e quando damos por ela já não há maneira de fugir a esse rótulo que fica como um código de barras virtual.
O CV serve para ouvir problemas conjugais, para ler sobre desencontros amorosos, sobre traições, sobre infelicidade no geral, sobre problemas de desemprego e financeiros, enfim, para tudo o que mais ninguém parece ter paciência para ouvir.
E vocês perguntam: “mas não é uma coisa boa confiarem em nós para nos contarem os seus problemas?”
Errado.
É bom que confiem em nós.
É bom que partilhem as coisas connosco, mas é uma merda autêntica quando a partilha é unilateral, quando só querem falar dos seus problemas e nós não existimos.
E um CV é do mais unilateral possível.
Servem para ouvir e dar opiniões quando pedidas, mas o CV aos olhos do confessor não tem uma vida própria, ou por outra tem uma mas é facilmente posta de lado, para ser sobreposta pelos seus problemas pessoais.

E é engraçado, porque toda a gente gosta muito do seu CV.
O seu CV é um amigo muito… como é que era mesmo…. Ah! “Especial”! Uma pessoa que compreende e não julga, e que está lá sempre solícita a ouvir tudo com a maior das atenções.
O bonito é que as pessoas tendem a só se lembrar de que o CV é uma pessoa especial quando acordam na fossa e precisam de desabafar.
Uma conversa com um CV processa-se invariavelmente da seguinte maneira:
Pessoa: Oi, tudo bem (é uma pergunta retórica, não lhes interessa a resposta)
CV: oi, tudo e tu?
Pessoa: nem por isso… (and here we go)
CV: ai é? Então?
Pessoa: *vómito de assuntos desinteressantes*
Sim, e depois começam os choradinhos...
E pelos vistos o CV tem que ficar extremamente interessado na conversa, por mais mínimo ou desinteressante que seja o "problema monumental"... acho que está na cláusula contractual... de um contracto que assinam por nós e nem nos mostram.
E depois quando o CV se revolta e diz “olha vai dar uma volta que não estou para ouvir os teus queixumes, depois de não falares comigo não sei quanto tempo” as pessoas ficam extremamente ofendidas, porque foram “mal interpretadas”.
O que é giro é que cada vez mais pessoas se valem dos outros para vomitar os problemas, com a desculpa de “os amigos são para estas coisas” ora porra, mas se um amigo serve só para ouvir as coisas más, começo aqui já a cobrar à hora e a passar recibos, e viro psicólogo.

E vocês?
Já foram CV de alguém?
têm um CV?
Toca a ler, comentar , subscrever e gostar no facebook, que pra semana que vem tenho os comments todos em atraso respondidos

[A ouvir: Number One-John Legend ]
[Humor: Meh]
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