segunda-feira, janeiro 31, 2011

Portugal tem talento? claro que tem! quando eu for viver pra fora é que já não sei...

Ontem na SIC estreou mais um programa de entretenimento.
Desta feita foi o “Portugal tem talento”
E por muito que vos aprazasse saber que eu acho que a Barbara Guimarães parece um caniche ensopado com aquele cabelo, e que o júri chega a ser bocejante, e que o programa é um bocadinho uma grande salganhada de idades e “talentos” que não têm nada a ver uns com os outros, não é isto que vão ler aqui.

Porque é que toda a gente hoje em dia pensa que tem um talento?
Não, a SÉRIO?
A televisão, e a internet proliferam hoje em dia em concursos de talentos, em buscas de estrelas e por aí… mas isto não quer dizer batatas.
Ora vejamos o que é “talento” segundo o dicionário da língua portuguesa:
talento
nome masculino

1.conjunto de aptidões, naturais ou adquiridas, que condicionam o êxito em determinada actividade

2.nível superior de certas capacidades particularmente valorizadas

5.pessoa que sobressai pela aptidão excepcional para determinada actividade

Se quiserem ver tudo, vejam aqui

Vamos por partes…

É assim, A aptidão a que o dicionário se refere, não é “ser otário” bem como a actividade que nos faça sobressair o talento não é “fazer figuras extremamente infelizes”.
O que há de tão difícil de perceber ali?

Pessoas, meus amores… 80% das pessoas no mundo inteiro nascem com talentos tão importantes como “respirar muito bem” ou “assoar-se silenciosamente” (dom que infelizmente não partilho) mas não passam daí. É normal… não se sintam frustrados, se fossemos todos talentosos, o talento não importava para nada.

O problema é que praí 90% das pessoas que aparecem nesses concursos, querem é ser famosas. Aparecer na televisão, mesmo que estejam em… cuecas? (pareceram me cuecas), e sentadas numa sanita a cantar – Mal – sobre… merde.
O que interessa é aparecer, afinal, estamos na era da partilha.
As redes sociais estão em alta, e as informações (necessárias ou não) propagam-se com uma facilidade maior que o pé de atleta num chuveiro público.
Ora se alguém aparece na TV. Em 5 minutos vai parar ao youtube, e ao twitter, e ao facebook. Nem que seja pela boca dos amigos.
E isso cria uma espécie de fama instantânea. Mas essa fama não se mantém, a não ser que haja mesmo talento.

No entanto cada vez mais, há pessoas lesadas que apresentam diversos argumentos para se arrastarem para os programas de talento:

  • Os meus amigos dizem que eu sou muito talentoso – é assim, meu(minha) caro(cara) se tu fizeres mesmo lindas figuras, os teus amigos são bem capazes de te incentivar a ir a um programa de talentos, só para te verem a afundares-te. Eu pelo menos era. E se tiveres um talentozinho meio fosco, eles são capazes de o enaltecer. É o trabalho deles.
  • A minha mãe/O meu pai/Os meus pais dizem que eu sou muito talentoso e persistente – *suspiro* A ver se nos entendemos. Pais: Não digam aos vossos filhos que eles são capazes de tudo. Disseram isso ao Zé cabra e vejam onde para a criatura agora (só por acaso nem faço ideia, nem me interessa). Ás vezes nem com esforço…Filhos: Elogio de pai não conta. Não querendo chocar possíveis pais que leiam isto, mas toda a gente sabe que os pais têm apetência a dar-nos auto-estima. A melhor opinião é a dos desconhecidos.
  • Ai Eu tenho uma banda – e se eu quiser ando de saltos agulha. Não vai ser uma visão bonita para ninguém, mas estamos num país livre apesar de tudo. Também posso ter um carro e não saber conduzir. É tudo permitido.
  • Ah e tal, eu dou espectáculos e faço festas – Ahm… há álcool nessas festas? Então amigo(a) tá descansadinho, que quando tas a fazer a tua actuação já tá tudo tão bêbedo que só vê silhuetas e ouve ecos. Se não… estás a ter muita sorte e a ser alvo de caridade alheia.
  • Eu sinto qualquer coisa dentro de mim – Das duas uma, ou tens uma ténia, ou andas a ouvir vozes. De qualquer das maneiras, vai a um médico.
Claro que eu estou a escrever isto pró boneco, porque mesmo assim, todos os anos aparecem milhares de desesperados destes pelo mundo, que querem fama, mas não têm talento para oferecer, acabando por fazer coisas destas:

E eu juro que chorei a rir quando vi este vídeo pela primeira vez.
Nem sei o que foi melhor. Se a cara de pânico da Cheryl Cole, se o silencio lá pró fim, se o minuto 3:16 xD ou se as vozes em si. Cada vez que o vejo não evito umas risadas.


Amigos, nem precisam de tanto.
Agora, se quiserem ser famosos, basta fazer-se uma sex tape, ou dar umas cambalhotas com a pessoa certa (gajas, escolham futebolistas. Gajos, apontem pras actrizes das novelas da TVI ou pra modelos), e swooosh. Lá vamos nós como uma pedra na fisga… o giro é que tão depressa quanto subimos, tornamos a descer.

E vocês?
Costumam ver programas de talentos?
mesmo fora deles, reparam que as pessoas pensam todas que têm um talento?
Nunca vos calhou a sorte de ter de dizer a alguém que não tem o tal talento que pensa?
porque acham que estas coisas acontecem?
Porque é que as pessoas sem talento  não percebem que não o têm?
O video não tá hilário? xD
(e sim o título é a gozar...mais ou menos... tá?)

[A ouvir: You'll never be alone - Anastacia]

[Humor: Cáustico]

domingo, janeiro 30, 2011

Perguntas de Fim de Semana VII


Depois de ouvir a música, olhando Para trás, Hoje são pessoas diferentes do que eram, de certeza, e o que eu quero saber este fim de semana, é:
O que mudou a vossa vida? e o que mudou NA vossa vida (para pior ou melhor, à escolha do freguês)?
O que deu uma volta ao vosso mundo?
PS: não meto aqui "quem é que mudou a vossa vida" porque isso geralmente leva sempre as pessoas a falarem dos relacionamentos actuais ou dos antigos, e não é esse o foco que quero pro post.

[A ouvir: I wanna Be your Marianne - Amy Cook]
[Humor: Preguiçoso]

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Pro caralhinho com...

... Pessoas sem sentido de humor, ou com sentido de humor muito rudimentar
... Blogs sem conteúdo que conseguem ter 70 comments empáticos por fazerem um post a dizer que lhes dóí a cabeça, enquanto eu me esfalfo a fazer posts decentes (e sim faz-me confusão. não gostam? suck it up)
... Amigos de ocasião, aqueles que quando não têm que fazer se lembram de nós
... Favas (odeio)
... Pessoas com medo de arriscar
... Aquelas pessoas que se dão comigo há mais de 13 anos e ainda não me conhecem
... Aquelas pessoas que não se dão comigo e se auto intitulam de "amigos"
... Pessoas burras que tentam dizer coisas inteligentes e se espalham ao comprido
... Pessoas inteligentes que têm sempre que vincar que são inteligentes
... Pessoas frustradas
... Pessoas mentirosas compulsivas
... Pessoas sem imaginação
... A vizinha do 2º andar que é uma cusca do caraças e vai à porta cada vez que vamos ao supermercado para ver o que comprámos, mas não se dá ao trabalho de nos ajudar a carregar as coisas
... O cabrão do cão da vizinha do lado que ladra 24/7
... Os meus amigos que às vezes só me dão dores de cabeça
... Comigo que às vezes sou demasiado insuportável até para mim mesmo
... Pessoas que falam mal umas das outras mas usam sempre o "Ah, mas eu não gosto de falar mal" ou "Ah mas eu não quero saber nada da vida de X"
... O facto de não ter carro e haverem saldos no shopping da Guia a 70% a TUDO, e eu estar a panicar porque podem haver qualquer coisa lá que eu queira
...
... O facto de ultimamente só ir sair uma vez a cada dois meses à noite a horas ridiculamente curtas só porque os amigos que aqui estão ficam todos com sono antes da uma da manhã enquanto eu estou ca pica toda
... O facto dos meus amigos se zangarem comigo quando aponto isso
... Pessoas que têm de mostrar que estão muito bem na vida quando não estão
... Pessoas que perguntam "Como estás" quando não querem mesmo saber
... Pessoas sem a lata de me dizerem as criticas na cara, e precisarem de mandar boquinhas para se sentirem realizadas. comprem um dildo e metam no cu.
... Pessoas que não gostam de mim, mas fingem que gostam
... Pessoas que gostam de mim, mas fingem que não gostam
... O facto de nunca vir a ter um six pack ( e obviamente não estou a falar de cerveja)
... O célebre lema de vida "faz o que eu digo, não faças o que faço"
... As ondas da blogosfera, e de fora dela. ele é cupcakes, , acordo ortográfico, origamis, animes, waffles, all stars, carlos castro, Casa Pia, Mostrar mamas nos blogs, falar no papa, A porra do nome da filha da Luciana Abreu, whatever. aquela coisa de que toda a gente tem de falar ainda não entendi muito bem porquê. um louvor À mediocridade de ideias.
... Pessoas ca mania da perseguição
... Pessoas idiotas que pensam que conseguem fazer as outras todas de burras
... Maus mentirosos (odeio, se não sabem mentir, não mintam)
... Querer uma palhinha em forma de clave de sol e não querer
... Pêgas que ficam muito ofendidas quando lhes chamam pêgas
... Pessoas puritanas
... Pessoas sem noções de limites
... Idiotas que não entendem sarcasmos ou ironias,. linguagens que falo fluentemente
... Sonsas
... Pessoas que pensam que a vida delas é uma tragédia e se queixam non stop. eu não sou um confesionário cacete!
... Pessoas que não dizem o que pensam
... Pessoas com mau carácter
... Wishlists. NINGUÉM QUER SABER O QUE É QUE VOCÊS QUEREM COMPRAR
... Pessoas que fazem promessas para ficarem bem vistas
... As pessoas que fiquem ofendidas com alguma destas coisas, porque tecnicamente não é directamente para elas o post, se lhes enfia o barrete, temos pena

E vocês?
O que é que mandavam pro caralhinho AGORA MESMO?
Aquela coisa que nunca disseram ou aquela coisa que dizem imensas vezes e não se cansam de dizer?
aproveitem e libertem as coisas que vos incomodam!

PS: o blog é meu, e se eu me apetecer faço um post destes todos os dias, fiquem chocados ou não, apeteceu-me dizer as coisas que me desagradam.

[A ouvir: Lonely - Bebel Gilberto ]

[Humor : Enjoado]

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Partilhas musicais

Estas ultimas semanas ando nas redescobertas musicais.
Juntando a isso que me aborrece de momento estar com grandes testamentos e receber as mesmas, Agora queria algo diferente.
Ando a viajar pela minha curta vidinha musical, e a ouvir novamente aquelas músicas que ouvia há 10 anos (o que até nem foi há tanto tempo assim, mas para mim já é uma meia vida)

E com 10 anos eu ouvia isto:



E é engraçado, porque mesmo com 10 anos em cima, não acho que esteja assim tão pirosa como isso. Claro que isto se calhar tem a ver com o facto de eu ser um bocadinho facilmente nostalgico... ou então foi porque sempre tive um gosto impecável *cof cof*.
Agora queria uma coisa mais interactiva
Partilhem aqui:
Uma música que vos tenha marcado há dez anos atrás.
E uma música que vos tenha marcado quando tinham 10 anos.
E uma música que vos tenha marcado mais recentemente... quando estavam nessa faixa etária.
Não interessa se acham que é mega pirosa, ou se agora odeiam, o que era giro era compararem, os vossos gostos actuais e os antigos.
E eu depois pego nas musicas q gostar e ponho-as na página das músicas, que anda às moscas xD

[A ouvir: Keke Palmer - Edit (You out my life) ]
[Humor: Nostálgico]

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Eu amuh vce? - CIALTM parte V



~

Ok, hoje deparei-me com isto.

E a sério que tentei mas não consegui resistir.
Depois de ter tido uma trombose com todo aquele amontoado de erros ortográficos e a imbecilidade do discurso (sim jovem, se tas a ler isto, és uma debilóide que não sabe escrever) pus-me a pensar. Eu sempre tive a minha ideia própria de amor, com poucos floreados, e a tentar ser realista… mas depois deparo-me com estas coisas e dou por mim a perguntar a ninguém em particular:

“Mas afinal, alguém me explica qual é a definição de amor hoje em dia? É conhecer alguém via msn e catrapuz já está?” Como não obtenho resposta, acho que podiam ser vocês a responder. xD

Não vou obviamente falar de relações cibernéticas. Disso já falei no ano passado aqui, se quiserem vejam por vocês mesmos e comentem lá o assunto em específico. 

Porém, tenho a impressão de que hoje em dia há cada vez mais pessoas lesadas (emocionalmente e não só), que não sabem muito bem para onde é que se hão-de virar, e ao mínimo calorzinho pensam que encontraram o amor da videca delas.
Vamos a ver se nos entendemos.

O amor não é fácil.
Não percebo muito bem como é que as pessoas cada vez mais têm aquela sensação de que um dia estando sentadinhas aparece aquela pessoa que se encaixa perfeitamente em nós (isto soou completamente pornográfico, mas era mais um ponto de vista sentimentalão xD) e que de repente a vida é um mar de rosas.
Desenganem-se se pensam que vão viver uma história estilo novela das 8 com uma pessoa perfeita, pelo simples motivos que elas não existem. O amor é exactamente aceitar os defeitos do outro, e ajudar na sua correcção se possível. Caso contrário, viver com eles. São muitas cedências de ambos os lados, até se encontrar o equilíbrio. Não é um mar de rosas porque as pessoas não andam sempre felizes, e não estejam à espera dum namorado que dê puns que cheirem a menta, ou uma namorada que fique super feliz e contente em vez de ter TPM. Quer dizer, se tomarem psicotrópicos suficientes até são capazes de arranjar alguém assim, ou pelo menos vêm-nos assim.
O amor não existe sem semelhanças… e diferenças
Há muito aquela ideia de que arranjar alguém como nós é o mais acertado. E eu compreendo o ponto de vista, mas no entanto, às vezes as pessoas serem demasiado semelhantes acaba por as afastar, por não haver aquela… faísca. Bem como pessoas demasiado diferentes se afastam por não haver espaço para um entendimento. O melhor é um meio-termo, mas pessoalmente se tiver de pender mais para um lado, acho que pessoas mais diferentes acabam por resultar melhor. Por exemplo, um labrego e uma conservadora conhecem-se, fazem um casalinho engraçado e tales, e toda a gente diz que “fazem um belo par”, ficam juntos e acabam por ter uma ninhada de labreguinhos e ficam felizes para sempre. Mas muito provavelmente o labrego até ficava melhor com uma citadina toda trendy, e a conservadora era bem servida com um hippie pró activo, por mais destoantes que ficassem a olho nu, porque acabavam por complementar os pontos de vista uns dos outros.
O amor não nasce dum dia para o outro.
Isso é a paixão, e a paixão vai e vem, tal como o interesse físico, a atracção, ou o que quer que lhe queixam chamar. Por eu dar um beijo à francesa a alguém, não descubro imediatamente a minha alma gémea, Meus queridos isto não é o avatar (o filme), em que mal eles ligavam lá os rabixos ficavam apaixonados para sempre e lalalala. Isto é a vida real. O amor vai se construindo. Claro que se começa pela simples atracção (que em alguns casos até só existe mais tarde), passa a paixão, depois a cumplicidade. E assim indefinidamente, porque é muito subjectivo, e cada pessoa demora o seu tempo a sentir o tal amor.
O amor precisa de mais coisas para além de falinhas mansas e promessas exageradas
C’mon toda a gente sabe que no inicio fazemos todos promessas que não tencionamos cumprir. Ela promete a ele que não vai ser muito controladora, e ele diz-lhe que vai prestar atenção a tudo o que ela diz. São aquelas promessas feitas da maior boa fé, mas que nunca dão em nada, e que são feitas na altura em que não há ainda confiança suficiente, ou aceitação suficiente do próximo para haver amor. E essa fase das falinhas mansas e de se ter muito cuidado com tudo o que se diz ou faz acaba por passar mais lá pra frente, é normal. O que não é normal é toda uma relação ser feita por demasiado controlo, como hei de explicar… tipo estarem um bocadinho presos e terem muita cerimónia um com o outro por não saberem bem em que território pisam e pensarem que se forem permissivos e dóceis tudo corre melhor. Quando isso acontece o amor ainda não existe.
Dizer “amo-te” não é um contracto verbal.
Por uma pessoa dizer a palavra “a” que assina um contracto de fidelidade e adulação ao outro.
É uma palavra, como “telemóvel” ou “colher”. O que interessa é o significado que se atribui ao que se diz. As pessoas romantizam a palavra “a” demais. É por essas e por outras que muita gente depois de ser traída levar cós pés ou dar pró torto, fica extremamente  desolada porque “o K disse que me amava, e era mentira”.  Podia não ser mentira… isto leva ao ponto seguinte.
O amor não é eterno ou inquebrável
É só um sentimento. Ok, é um bocado mais valorizado que todos os outros… mas isso não o faz necessariamente mais duradouro que os outros… o amor também se vai à vida se houver condições para tal, é o mesmo que meteres um cacto (a planta mais resistente a condições adversas) dentro dum frasco com sabonete. Ele morre. Não acredito que de um dia para o outro uma pessoa deixe de amar a outra, mas gradualmente tal pode acontecer.

E agora vocês?
O que acham que é o amor?
O que é preciso para o manter?
Anda mesmo toda a gente atrás dele(do amor)?
Já apanharam assim muitos imbecis a par da autora do lindo texto de amorz acima?
Não acham que cada vez mais as pessoas confundem tudo?
Porque acham que isto acontece?
Quantas vezes é que já disseram ou ouviram um “amo-te” não completamente sentido?
Já “desamaram” alguém?
Comentai!

[A ouvir: Beautiful Heartache - Shapeshifters]

[Humor: Venenoso]

Atitudes modernas - pt.VI

Hoje em dia está na moda mostrar-se o que não se tem.
Estamos na década (ainda é demasiado cedo para dizer que é no século, visto que o século só agora começou) das aparências, e para as manter acaba por valer tudo. 
E o modo mais comum de manter as aparências, é mesmo ostentar.

Há diversos tipos de ostentação, mas sinceramente eu nunca os consegui diferenciar de maneira eficaz. Acabam por me parecer todos o mesmo, a única distinção que sei fazer, é entre ostentação boa e má. 
A ostentação boa é quando mostramos algo sem precisar de o fazer. 
E depois há a má, aquela em que se faz ou mostra alguma coisa só para se ficar “bem no rolo” como dizem os nossos conterrâneos brasileiros ^^.
E toda a gente ostenta uma ou outra vez.
Até por isso acho que a ostentação má não é propriamente má. é… piorzinha vá.

É por isto que eu acho um chorrilho de tretas, quando as pessoas dizem que “não reparam” no que os outros possam dizer sobre elas, quando na sua maioria fazem de tudo para contrariar aquilo que têm medo de ouvir, quando podem simplesmente escolher não atribuir importância.
E como a percentagem de pessoas que escolhem não atribuir importância ao que os outros dizem é “piquinina”, a percentagem de gente que exagera para fazer boa figura é inversamente proporcional.

Como não consigo distinguir os tipos de ostentação, distingo os tipos de ostentadores como pseudos:

Os Pseudo Ricos
Actualmente o mundo está em crise e blablabla. Por todo o lado ouvimos pessoas a queixarem-se de como a vida deu uma grande reviravolta, e como dantes tinham uma vida muito boa e de repente estão na miséria… e a parte irónica, é que – pelo menos – metade daquelas pessoas que se queixam non stop, viviam acima das possibilidades, numa vida que não podiam pagar. E depois acabam a fazer o choradinho nas Oprahs deste planeta porque afinal não ganhavam o suficiente para ter as filhas na equitação e manter o BMW descapotável, e aquela mansão germinada com Piscina era mais cara que o T2 onde viviam antes, mas na altura era bonito mostrar que se tinha. Porque pessoas com posses são mais felizes… tecnicamente.
Lição a retirar: Se não tem dinheiro, não compra. se tem compra.
Os Pseudo interessantes:
Outro óptimo exemplo disto são os exageros.
Quer-se dizer, eu nem condeno que se exagere um bocadinho aqui e ali quando se fala de alguma coisa, desde que não se tire a veracidade da história. É quase como acrescentar sal a uma refeição. Sem ele comia-se perfeitamente bem, mas com ele é bem mais saborosa. O grande problema do uso dos exageros, é que muitas pessoas não sabem ser moderadas, e usam tanto exagero, que acabam por transfigurar completamente um acontecimento para parecer bem… e isso acaba por passar de “exagero” para “mentira de 5ª”, o que acaba por ser até deprimente… a tender para o ridículo.
Por exemplo:
Facto: “Eu quando era piquinino esbarrei contra a Bonnie Taylor umas duas vezes...”
Exagero: “… E fiquei extremamente envergonhado. E ela foi uma querida e disse que eu era muito giro”
Exagero em excesso: “… e ficámos muito amigos, ainda falamos hoje em dia, e até me vai dar uma ajuda a entrar na indústria da música, e apresentou-me uma data de pessoas famosas”
Lição a retirar: O dito popular é “quem conta um ponto, acrescenta-lhe um ponto” não é “quem conta um conto acrescenta dezenas de reticências”.
Os Pseudo Felizes
Outro tipo de ostentação que eu amodoro (amo+adoro) é a “ostentação da vida amorosa de folhetim”.
É o campo mais sensível de todos.
O campo dos amores, dos afectos.
E muitas vezes vende-se uma imagem completamente maquilhada só para não mostrar que algo não está bem.
conheço uma data de casais assim. O que interessa é serem o “casal maravilha” quando saem, quando falam da vida amorosa ou quando se mostram. Mesmo que nos bastidores a vida seja mais fria que um iceberg, e mesmo que toda a gente esteja careca de saber que não é bem assim na vida privada, um mar de rosas sem fim.
Isto sem falar nos relacionamentos por desespero. Aquele dito do “mais vale só que mal acompanhado” (que rege imenso a minha vida desde sempre) consegue ser completamente distorcido à vontade do freguês. Quem não conhece aquela solteirona infeliz que inventa um namorado À família, só para se sentir menos criticada?
 Lição a retirar: Para se saber estar com alguém, tem que se saber estar sozinho.

No fim de contas, temos que ter em mente uma coisa.
Toda a gente tem limitações.
Não interessa de em que campo em específico, mas toda a gente as tem.
O grande problema hoje em dia, é que quase ninguém gosta de admitir as limitações que tem, nem tentar ultrapassá-las se possível.
Preferem ignorá-las e fazer de tudo para passar a imagem do anúncio de margarina cá para fora (sabem aquela imagem da pessoa com uma vidinha nojentamente feliz?). Têm medo de ser julgadas como fracassadas quando se vem a saber que a vida que mostra não é a que têm, quando são mais fracassadas por se darem ao trabalho de mostrarem aquilo que simplesmente não têm.

E vocês?
Conhecem muitas pessoas que precisem de mostrar o que não têm?
Porque acham que o fazem?
Acham que a dada altura não se torna cansativo ter que carregar o peso de todos os pequenos exageros que mostram diariamente?
Qual destes tipos de ostentação vos irrita mais? os pseudo felizes, ricos ou interessantes? algum a acrescentar?
O que sentem por estas pessoas? pena? empatia? desprezo?
Vá a comentar, que eu vou dormir (distraí-me a escrever, deu nisto)

[A ouvir: Beautiful Heartache -Shapeshifters]
[Humor: Pensativo ]

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Guilty Pleasures

Okay , consegui responder a todos os comments finally.
Hoje ia abordar um tema mais filosófico, mas pensei “meh, que sa lixe”(literalmente).

O que é um Guilty Pleasure?
É assim, sabem quando gostam de alguma coisa, mas sabem que não deviam porque… não é muito… normal? (mais provavelmente ridículo) mas fazem à mesma, só que não dizem nada a ninguém, porque têm um bocadinho de sentido de auto preservação?
Isso são os guilty pleasures.

Quer dizer... não contemos com aquelas coisas tipo matar porcos para satisfação sexual... ou mexer raquetes de badmington no c... you get the idea. iss é só doentio. não é guilty pleasure nenhum xD
E eu como não podia deixar de ser, tenho os meus… não são assim muito secretos, mas encaixam-se na definição:

Ver filmes românticos ou dramáticos daqueles nojentamente melosos – Nunca percebi muito bem porque é que gosto tanto de ver. Eu odeio melosices. Eu não tenho paciência para filmes de romance demasiado… românticos… mas qualquer coisa me arrasta para ver esses filmes em que há muita lágrima, e que anda tudo muito infeliz e perdido e depois encontra alguém no mesmo estado, e acaba tudo a casar-se e blablabla. E É COMPLETAMENTE DEPRIMENTE, mas gosto de ver, com um balde de pipocas no colo e muita disposição ruminante para dizimar as pipocas enquanto suspiro com tanto mel, ou tristeza sentimentaloide. Por mais que odeie admitir.
Jogar Gameboy – E não, não é daqueles mais recentes. É um gameboy color roxo. Muito trendy que combina muito bem com umas Jeans e com… um olho negro? xD. E eu tenho a completa noção de que é completamente ridículo andar na rua com um gameboy roxo a jogar aos pokemons ou ao super mário, mas whatever, é giro.
Desejar que hajam acidentes em directo – ou barracas, ou qualquer coisa. É isso que dá a magia aos directos. Não estou falar de acidentes fatais, mas estive mais ou menos metade das galas do “Ídolos” a desejar que o Teleponto se avariasse para ver como é que a Cláudia Vieira ia reagir a apresentar. Ou a desejar que a luz se fosse abaixo no estúdio a meio duma daquelas galas todas pipis das Televisões publicas xD.
Ouvir Música Pimba – Mas não é um pimba qualquer, é “pimba pumba”, aquele que leva tudo pra cueca. Tipo isto:

E não consigo ouvir estas coisas sem me partir a rir. E à Pala disto tenho um cd (sacado) da Ana Malhoa um do quim Barreiros e por aí…. Eu sei, degredante.

E para fechar com chave de ouro:

Ver Bonecos animados velhos – Let’s face it, sou uma criança dos 90’s (nasci em 89, mas pronto) e digo que os melhores bonecos animados já feitos estão algures entre 86 e 99. Mesmo que só me lembre de bonecos a partir de 95. E já estou a ser muito simpático na brecha temporal. E como bom revivalista que sou, de vez em quando lá arranjo temporadas inteiras de bonecos animados que vejo em estilo overdose. Actualmente estou a ver esta pérola da Hasbro:

Os desenhos são pirosos, as animações limitadas, as dobragens são horrivelmente mal sincronizadas, está cheio de erros de argumentos e é tudo meio fuzzy, mas ainda assim adoro ver 3/4 episódios disto seguidos. Se me perguntam, digo que é uma boa técnica para treinar o inglês xD E isto é um guilty pleasure, porque o que é chique hoje em dia é ver animes. Os animes são fancy, e toda a gente acha normal que as pessoas vejam animes, já o resto… o resto é pra putos. É tudo bonecos minha gente. BO-NE-COS. E eu escolho ver dos mais velhos. Shame on me.
E vocês?
Quais são os vossos Guilty Pleasures?
Comem macacos do Nariz? roubam coisas das lojinhas dos chineses?
Vá partilhai!!!

[A ouvir: Lady is a Tramp- Glee]

[Humor: Divertido]
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