segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Nostalgia

Nota não relacionada com o texto: Resolvi fazer uma página do facebook pró blog, mas como tenho imensa sorte, o widget não funciona, por isso a quem tiver facebook e quiser fazer “like” deste blog, vá aqui ;)


Ok, eu adoro esta música, mas resolvi usá-la mais por uma parte especifica da letra, do que pela mensagem no geral, que hoje não estou com vontade de falar de amores e desamores e é disso que ela fala.
A parte da música que queria mostrar era:
So long my love sick youngsters,
goodbye my use to be friends.
I remember each vacation,
each day we wasted,
it felt so different then.
e é exactamente sobre isto que queria falar.
Nostalgia.
Eu sou uma pessoa com tendência a ter enormes ataques de nostalgia (embora não seja uma pessoa triste, fico facilmente melancólico e com isso vem a nostalgia em doses cavalares).
É engraçado porque basta uma pequena coisa para despoletar um enorme jorro de recordações, e só passado imenso tempo param, quando já estou cansado de me lembrar do que já foi e de o comparar com o que ainda é.
Nunca ao passarem em algum sítio, algum cheiro, ou ruído, ou uma imagem específica vos transportou para as vossas recordações?
Todos os verões, sempre que passo numa loja qualquer que seja frequentada por turistas daqueles que se banham – literalmente – em protector solar, sou imediatamente arrastado de volta aos meus 7 anos.
Vivo desde pequeno numa cidade costeira, e todos os verões ia com a minha mãe (e umas poucas vezes com o meu pai) para a praia, que ainda ficava a aproximadamente 3/4 quilómetros de minha casa, e não tendo carro, íamos a pé pelas ruelas, e parávamos em imensas lojinhas de artesanato, ou a comer gelados, ou sentávamo-nos nos bancos que ficavam em pequenos parquinhos pelo caminho.
E por mais distraído que esteja na altura, sempre que passo por esse cheiro lembro-me.
E fica sempre aquela sensação que é um bocadinho complicada de passar para palavras, porque não é um sentimento fixo, e nem sempre se sente da mesma maneira.
Fica-se com aquele sorriso distante na cara, e uma certa apreensão, como se provássemos um doce que não sabemos como saborear, sendo por isso difícil decidir se gostamos ou não dele.
Quantas vezes já abriram um álbum de fotografias, olharam para alguma em específico e se lembraram exactamente de tudo o que se passou naquele momento em que a foto foi tirada, e acabam por ter um flashback momentâneo?
Ainda na semana passada falei sobre como as pessoas conseguem morrer para nós, sem que nos apercebamos… e quando elas não morrem?
O que é comum em todos os acessos de nostalgia é aquela sensação de que alguma coisa parecia diferente na altura.
Não pior, não melhor, apenas diferente.
O gelado que comia parecia-me mais doce, mais frio.
As cores eram mais vivas, e tudo era maior.
Na altura em que tiramos fotos com antigos amigos, a ligação que partilhamos era quase inquebrável, as promessas infindáveis, e todo o tempo do mundo esperava por nós.
Ao olharmos agora para essa mesma foto reparamos que muitas vezes já nem conhecemos as “versões actuais” das pessoas que habitam essa fotografia, mas ainda assim não deixamos de nos sentir qualquer coisa, mesmo sabendo que nem tínhamos assim tantas coisas em comum, nem nos conhecíamos tão bem, e que nem estávamos muito interessados em tentar fazê-lo.

E de vez em quando ela volta, sem aviso ou motivo, e damos por nós a pensar no que terá mudado, para além de nós mesmos, porque embora pareça simples, nessas alturas não encontramos nenhuma resposta plausível para esta pergunta.

Ficam facilmente nostálgicos?
O que vos costuma causar esse sentimento?
O que acham que muda para além de nós próprios?
Acham que há uma “boa” e uma “má” nostalgia? assim ao estilo de se ficar triste ou feliz consoante?
Não têm nenhum cheiro “de estimação”? e um som? um cenário? um sabor?
Comentem o assunto, leiam, "laikem" e subscrevam!

[A ouvir: All the boys - Keri Hilson]
[Humor: Ahm... Nostálgico né? xD]

domingo, fevereiro 20, 2011

Perguntas de Fim de Semana X





Pelo que é que vocês são maníacos?
Quais os vossos vícios, paixões, aquilo que nunca é demais.
Ah e nada de respostas politicamente correctas estilo "A minha família" ou "o meu xuxu", essas não contam, sejam materialistas saxavor que eu não me importo!
Se responderem coisas interessantes, digo-vos qual é a minha

[A ouvir: Sample In a Jar - Phish]
[Humor: Divertido]

Ps: eu sei que esta semana fiz poucos posts, mas tive pouco tempo e inspiração. pra semana prometo que há mais ;)

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Alucinação



Abri os olhos.
Tudo era vidro.
Eu era vidro claro e cristalino, numa prateleira exposto como um troféu.
E paralisado esperei que a minha virtude desaparecesse atacada pelo tempo.
E quando o vidro de que era feito se tornou baço e manchado, a mão que me colocara na prateleira deitou-me fora.
E flutuei.
Flutuei no meio de chumbo leve como uma pluma.
E ri.
E chorei.
E entreguei-me a uma falta de nexo que pouco me importou.
E agredi pessoas que não estavam lá, com as minhas palavras, que queimavam ao sair.
E sangrei, de ódio.
OH O ÓDIO.
E o amor afagou-me a cabeça vestindo trajos fúnebres enquanto me acalmava.
E drogou-me.
E as espirais sufocantes feitas de algodão e ácido queimavam-me os olhos lacrimejantes.
Quanto mais evitava chorar, maior era o fluxo.
Até que a tinta começou a escorrer dos meus olhos, azul, vermelha, roxa, amarela, laranja, e negra.
E todo aquele turbilhão de cores engoliu-me automaticamente, naquele momento que eu nada era.
Passei o outro lado do espelho e gritei “NÃO HÁ UM COELHO BRANCO”
E o espelho quebrou-se em estilhaços, como que gozando de mim.
E de cada estilhaço saiu um eu.
Escolhi uma silhueta e ataquei.
Sorri quando o apunhalei com um estilhaço dos meus sonhos.
Sorri por sentir a sua dor prazenteira e por me aperceber que ele era eu, e que era o meu sangue que derramava com as armas do destino.
E a sala encheu-se de todos os meus eus, no tecto, no chão e em cada partícula de ar que respirava, rindo em uníssono, uma gargalhada azeda e jocosa.
E senti-me vivo ao morrer.

E ao morrer percebi que já não estava louco, porque a loucura de que todos padecemos, só é loucura até ser entendida.

[A ouvir: Music- September]
[Humor: Louco]

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Alguma vez mataram alguém?

Eu tive um amigo, chamemos-lhe J, e passados uns quantos anos de convivência acabamos por nos afastar, por diversos factores (que agora não vêm ao caso), até que a dada altura acabei por me “desamigar” – esclareçam aqui esse termo - dele por, não o considerar assim tão amigo quanto isso, e pela distancia, e por todos os factores dos quais (não) falei acima.
Aqui há uns dias estava a ver TV, e por causa de uma expressão qualquer que disseram na altura, lembrei-me dele (Sabem, quando alguma coisa fica para sempre associada a alguém, não importa quanto tempo se passe?)

E então aconteceu-me a coisa mais estranha.
Sabem aquela sensação de quando vão dizer alguma coisa, mas se esquecem do quê?
Eu não me lembrava dele.
E fiquei aproximadamente 5 minutos congelado a olhar para a televisão sem ver efectivamente nada do que se estava a passar, enquanto percorria as minhas memórias a tentar dar sentido À tal frase que associei àquela pessoa… mas não consegui.
Quer dizer, eu lembrava-me dele, eu sei que o J existiu e que nos demos relativamente bem, mas não me lembrava dele como uma pessoa.
Lembrava-me dele como me lembro do sofá da casa da minha avó, aquele que ela tinha quando eu tinha 8 anos.
É uma espécie de ideia base, uma vaga memória ou uma referência de algo que esteve lá, mas já não está.
Não me lembrava de como era a voz dele, De se ria alto ou baixo, De se dava gargalhadas, de se tinha os olhos castanhos pretos verdes ou azuis, de se era crava ou se cantava bem.
No lugar onde esteve um dia uma pessoa no meu cérebro, formou-se um borrão impreciso (muito ao estilo da imagem ao lado). Uma mescla indefinida de uma existência que já não existe para mim.
Já não era uma pessoa.
Já não era, simplesmente mais do que uma sombra a preencher as réplicas dos cenários onde o verdadeiro J um dia esteve dentro da minha cabeça.
É uma situação complicada de descrever, que sinceramente não tem nenhuma carga emocional, a não ser a frustração com que fiquei por não me conseguir lembrar de porque é que fiz a associação entre aquela frase e aquela pessoa que não passa afinal de um estranho que num outro tempo acabei por conhecer.
Até comentei com a Cruz que é muito raro isto me acontecer.
Sabem como em todos os filmes, novelas, livros e por aí com carga emocional em que morre alguém, há quase sempre aquele típico comentário”O *nome do personagem morto* estará sempre vivo enquanto te lembrares dele” ?
Acabei por perceber finalmente o que quer isso dizer.
E nessa altura soube que matei o J.
Não foi preciso dar-lhe um tiro, atropelá-lo, ou desejar que ele morresse com todas as forças dentro de mim.
Não houve armas.
Não houve sangue.
Não houve velório.
Não houve lágrimas.
Mas houve uma morte.
Não o matei deliberadamente (acho eu) nem de forma brusca e enraivecida.
Deixei que a sua memória morresse no meu interior até se tornar numa mera referência na minha cabeça.
E o que me fez mais confusão no meio disto tudo foi pensar que não senti nada ao aperceber-me disto.
Não senti nada.
E quanto mais pensei no assunto, mais percebo que como o J, tenho umas outras tantas “sombras” a vaguear pela minha memória, por exemplo:
Tenho a B, a minha maior crush de verão dos últimos 4 anos +-, sei que era morena, e lembro-me que usava muito perfume e que tinha a pele extremamente macia – Não sei o que vos passou pela cabeça mas eu passava-lhe imensas vezes o bronzeador – , mas não me lembro de mais grande coisa.
Ou a Daniela (Ok eu tinha de dizer este nome porque prontes) que foi a minha melhor amiga dos 10 aos… 12 anos +- e só me lembro que tinha a cara muito redonda e usava trança.
Ou do F, que ia lá à minha casa imensas vezes e com o qual fiz o primeiro acto de vandalismo (que envolvia um pedregulho maior que a minha cabeça e um carro. Não foi bonito, vos asseguro), e só sei que ele usava óculos redondos.
Não é preciso odiar alguém para que essa pessoa morra para nós.
Eu não odiava nenhuma destas pessoas (até gostava imeeeenso da B), mas elas morreram todas uma a uma “pelas minhas mãos” e sem grande coisa que eu pudesse fazer, até serem apenas silhuetas do que foram ou representaram para mim.

E eu pergunto-vos:
Já “mataram” alguém?
O que acham que é preciso para que tal aconteça?
Conseguem dar outro ponto de vista nesta sensação tão estranha? Ou interpretam isto de uma outra forma?
Alguma vez reencontraram alguma pessoa que tenham “matado”?
Se sim, qual é a sensação (nunca me aconteceu)?
Digam o que acham do assunto, subscrevam, e leiam ;)
Ah e não se esqueçam da votaçããão!

[A Ouvir: Drive -Dana Fuchs]
[Humor: Pensativo]

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

O Ricardo e o divórcio

Nota não relacionada com o texto nº1: Como devem ter reparado, uma mão cheia de comments mais recentes desapareceram. Fui eu sem querer que os apaguei, porque ao experimentar uma coisa nova pró blog fiz a proeza de duplicar TODOS os comments, ou seja fiquei com 3000 e tal comentários e tive que andar a eliminar os duplicados. Por arrasto foi um comentário da Shell Maria, um da Ana e um da Inês sem querer (isto sem contar que tive que responder aos posts todos outra vez porque os meus também foram. Por isso não estranhem se tiverem feito um comment e eu não lhe responder. Posso tê-lo apagado sem querer. Se não for incomodo e o tiverem feito, agradecia que comentassem outra vez.  
Nota não relacionada com o texto nº2: agradecia imenso que respondessem a uma votação que vou abrir ainda hoje e que vai estar mesmo ali ao lado, sobre comentários, preciso de saber a vossa opinião para saber se adopto um novo estilo de caixa de comentários mais abrangente. Agradecia a colaboração.

Podes ficar com as jóias, a casa, o carro, mas não ficas ca Bimbyyyy 
Ok, eu não resisti, achei completamente apropriado de uma forma retorcida. Para quem não sabe – e acredito que haja muita gente que nem faça ideia – O dia de São Valentim existe graças a um padre chamado Valentim na época dos Romanos, que fazia casamentos contra as proibições do imperador Cláudio II (que acreditava que sem família os jovens iriam mais depressa para a guerra. E casados tinham família… e pronto, percebem a ideia) e no dia 14 de Fevereiro de 270 decapitaram-no por isso mesmo (simpáticos huh?).
Pasmem-se alminhas que pensavam que era quando o cupido fazia anos (LOL)
É que de uma forma barbáricamente retardada, a ideia que há – mesmo depois de 1741 – é que um casamento é o passaporte para uma felicidade garantida, depois de uma bela festa, um vestido ridiculamente caro que nunca mais vai ser usado, e uma batelada de dinheiro para convidar aquela família que vemos uma vez por ano e que provavelmente nem conhecemos assim tão bem, e os amigos e conhecidos que trazem o seu “plus one” (or two) e fazem com que dê a impressão de que conhecemos 200 pessoas em vez das reais 50.
Mas e quando não é?
Sim, porque não é á toa que a taxa de divórcios tem vindo a escalar em velocidades perigosas ano após ano, por este mundo fora.
Não consigo acreditar naquela história de “até que a morte vos separe” porque a não ser que se tenha um enfarte fulminante na noite do casamento, é muito mais provável que se acabe mais cedo o “encanto” e o casamento vá para o espaço.
O casamento não vai tornar o entendimento mais ou menos fácil, bem como uma união de facto, ou o caso de viverem juntos.
Isso é história para boi dormir.
O grande problema está exactamente na romantização.
Como estamos numa sociedade tão individualista e apologista do sucesso pessoal numa base competitiva (nem vou referir os posts em que já falei disto, já foram uma penca deles), há uma pressa maior de se ser bem sucedido, e um medo de acabar sozinho (por ser de certa forma antagónico ao pretendido numa vida bem sucedida).
Uma pessoa bem sucedida tem que o ser a todos os níveis, amoroso incluído.
Esse desespero acaba por toldar o raciocínio a muitas alminhas, que pensam que sentir calores ao nível da virilha pelo namorico actual é o mesmo que encontrar o amor de uma vida, e então saltam desesperadamente etapas para o casamento de sonho.
O que estraga toda esta lógica com pouca lógica, é que para se fazer qualquer uma das coisas acima (viver juntos, casar ou ter uma união de facto) não basta uma paixão fulminante.
Isto não é um livro da Stephnie meyer, em que uns quantos “amo-te” dão direito a um casamento eterno. É uma coisa mais complexa. Quando as pessoas se casam devem ter em conta aquilo que sentem, avaliar se sentem algo suficientemente forte pelo outro para o deixarem entrar na sua vida de forma tão .

Obviamente que depois, 85% destes casamentos relâmpago – todos muito românticos, muito felizes, muito apaixonados e genuínos – acabam por nem durar dois anos (e isto sou eu a ser simpático) , e não é por falta de amor. É por inexistência do mesmo.
O amor é aquela coisa da tolerância e blablabla, e quando não suportamos todos os defeitos do outro, não há cá amor, por mais incrível que seja o sexo.

E então entra aqui (ou deveria) o divórcio.
E o que é engraçado, é que em pleno século XXI que é supostamente o da tolerância, ainda há muitos tabus a rondar o assunto.
O divórcio tem por base a separação do casal, é mais uma formalização do que outra coisa, é como eu lhe chamo “o break up dos adultos”.
Digo que é uma formalização, porque se analisarmos bem as coisas, é mais que óbvio que a separação não acontece de um dia para o outro e não é por artes mágicas que alguém se quer desagregar de alguém com quem partilhe a vida de forma tão directa. A separação já está lá quando se opta por tomar a medida mais drástica.
Sou total e completamente apologista do divórcio, desde que haja motivos para isso. Vamos ser realistas, há casamentos que não têm salvação por mais boa vontade que haja de ambas as partes.
Como por isto de maneira simples… Um casal é como um conjunto de engrenagens. Se não encaixarem uma na outra (isto soa tão, mas tão pornográfico) por mais que tentemos não e o mecanismo não vai funcionar.
Mas as pessoas têm muito medo, e então acomodam-se. Deixam andar, e vivem numa espécie de dormência afectiva que pode durar toda uma vida.
E usam exactamente os medos: medo de ficar sozinhas, medo de não encontrar mais ninguém, medo de recomeçar, medo de admitir que não conseguiram manter um casamento (por mais insustentável que este possa ser, e não estou aqui a falar daqueles casos de violência doméstica, isso é um caso que não vai de encontro ao que eu quero especificar)…. Ou então usam os filhos como desculpa.
E eu pergunto, mas e o que é que ganham com isto?
As crianças podem sofrer inicialmente num divórcio, mas habituam-se e até acabam por encarar na maioria dos casos a mudança como benéfica. Porque manter uma relação de fachada é muito mais doloroso para elas. Ser jogado no meio das brigas dos pais e achar que é normal é muito menos saudável do que a dor temporária que um divórcio lhes causará.
Quanto ao resto… mais vale só que mal acompanhado, digo eu. Nunca me divorciei, mas não vejo sentido em estar numa relação que não seja emocionalmente proveitosa para ambos (ai que frase tão finesse).
Claro que também há o outro reverso da moeda. Aquelas pessoas que pensam no divórcio como primeira instância para resolver qualquer discussão mais acalorada.
Não sei se conhecem algum caso, mas eu acho ridículo aquelas pessoas que se divorciam, e passado menos de 8 meses se voltam a casar e andam neste ciclo vezes e vezes sem conta, sem saber se querem carne ou peixe. Nunca percebi muito bem qual é a ideia. Um casamento/vida conjunta requer cedências, adaptação e alguma presistencia… pode parecer que me estou a contradizer mas é uma coisa completamente diferente, acima refiro-me àqueles casamentos que se arrastam e nunca desenvolvem por mais que se tente. Neste caso é mesmo falta de vontade de tentar ver outros pontos de vista e adaptar-se às opiniões do outro em alguns casos.
Casamento não é o mesmo que um namorico que se acaba quando já não há interesse. Temos de ter em conta que a nossa vida romântica não é a novela das 8 com uma paixão infinita e uma pessoa perfeita ao nosso lado, e que não é do pé pra mão que se encontra a alma gémea e se dá um passo tão importante como juntar os trapinhos, para depois se voltar atrás quando aquele encanto inicial se evapora.
É muito engraçado se compararmos. A geração dos nossos pais é a que tem sempre mais picuinhices com esse assunto, e a nossa geração usa o divórcio sem pensar muito se vale a pena, parece que ainda não se conseguiu chegar a um meio-termo geral.
Resumindo: Por mais drástica que seja esta solução, há muitos casos em que é a única volta a dar ao assunto porque arrastar uma vida de infelicidade não é solução para ninguém… no entanto há outros casos em que o divórcio é usado como ferramenta para fugir aos trabalhos que dá uma relação séria, o que acaba por distocer um bocado a ideia que se tem de relações sérias hoje em dia e da maneira de lidar com elas, que não é sempre a mais fácil.

E vocês?
São contra, ou a favor do divórcio?
Conhecem algum caso dos acima descritos?
Já passaram por tal coisa, ou alguém próximo passou por isso?
Acham que se banalizou muito a ideia de uma relação séria?
As pessoas estão a ficar tãtãs e não conseguem distinguir paixão de algo mais?
Vá, comentai, e subscrevei saxavor! 
e se gostarem do dia (não é o meu caso, odeio, cambada de consumismo idiota associado a uma hipocrisia geral, mas prontes) Bom dia de S. Valentim.

[A ouvir: Yeah Yeah - Cheryl Coleft. Travis Mc. Coy]
[Humor: Filosófico]

domingo, fevereiro 13, 2011

Perguntas de Fim de Semana IX

Gostem ou não da Gaga, eu oiço e mai nada.
Anyway:
Quando foi a última vez que estiveram completa e idioticamente alegres e felizes, já faz muito tempo?
Qual foi o motivo?
Em que se riram só pelo simples prazer de o fazer?
Acham que as pessoas se esquecem cada vez mais de serem felizes?
Tenham um fim de semana feliiiiz


[A ouvir: Can't Hold us Down - Christina Aguilera] (música 100% feminista, mas não me interessa minimamente xD)
[Humor:Feliz]

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Guia de sobrevivência à aborrecência


antes de mais nada,Ke$ha amiga, eu sei que lés isto regularmente,a sério, mais valia não fazeres vídeos. Coisas mais pirosas a cada vez que sai um vídeo novo.

É verdade, toda a gente já apanhou pelo menos uma conversa chata.
Infelizmente nem toda a gente consegue ser sexy, de tirar o fôlego, divertida, interessante, simpática, linda, maravilhosa e espectacular como eu (ah, e modestas, LOL), há sempre aquelas pessoas… nhe! e por haverem as pessoas nhe, existem as conversas chatas (isto sem contar com as testemunhas de Jeová sem noção de limites de espaço pessoal).
Essas pessoas bem se esforçam, e com alguma prática até acabam por conseguir dominar a arte da conversação interessante. Mas há sempre as recaídas, e quando damos por nós passamos de falar de um filme que deu na TV para o Joanete da avó Joaquina, ou pras enxaquecas que andam a fazer-se sentir… e o engraçado é que parece que o assunto nunca mais se vai esgotar, porque uma conversa chata é como pastilha elástica no cabelo, uma porra para nos livrarmos dela completamente, parece que estica e se prende e repuxa durante milénios.

E o que fazer quando estamos presos num vórtice de aborrecimento conversacional (Para além da sedutora opção “dar com uma cadeira na cabeça do chato a ver se se cala”, que ainda não percebi muito bem porquê, mas é sempre mal vista em público)?
Não podemos obviamente fazer como no vídeo acima e atar a pessoa com fita-cola, nem fazer como na ferramenta divina de seu nome “Messenger” e bloquear a pessoa, para evitar conversas chatas… por isso sugiro uma série de técnicas de concentração e equilíbrio mental:
·         As vocalizações: Numa conversa chata, muitas vezes o que interessa ao nosso interlocutor é que nós estejamos calados a ouvir. Usem e abusem do “Hmm” do “Hmhm” do “Ai é?” e do “pois”. Nunca digam frases muito concretas, isso prende-vos a uma opinião qualquer que depois têm que justificar. E nós não queremos isso, pois não? NÃO, só queremos dar a sensação que nos interessamos.
·         A mudança repentina de assunto: é uma técnica arriscada e penosa, mas costuma ser eficaz. Têm que ouvir tudo o que a pessoa diz, e quando apanharem uma palavra ou uma expressão que possam relacionar directa ou indirectamente com alguma coisa, mudam de assunto. Com a confusão momentânea, a pessoa nhe fica confusa e não insiste mais no assunto chato.
·         O Acenar: se não vos apetecer vocalizar, mantenham o contacto visual e abanem a cabeça, estilo “pois, estou a ver” a conversa quase toda.
·         Mandar sms: Deus inventou o telemóvel por alguma coisa. Não foi para telefonar. Foi para mandar sms enquanto ouvimos a Y a falar mal da vizinha de baixo e a dizer que o dentista é careiro.
·         O Blablafier (leia-se “blábláfaier”, óh pra mim a inventar palavras, coisa mai linda): É um exercício complicado de dominar completamente, mas muito útil. Substituam todas as palavras que ouvirem por “Blah” ou por “Mõ” (também resulta). A dada altura o “Blablablablablabla”/”mõmõmõmõ” já parece o barulho de carros na estrada ou assim. Claro que se vos fazem perguntas correm o risco de as não ouvir, mas isso é o único contra.
Claro que há aquela opção politicamente incorrecta, de mandar as pessoas nhe às couves e arranjar companhias mais interessantes, mas pronto, não aconselho (a parte do mandamento às couves).
E vocês?
Como reagem a conversas chatas? São pacientes (como eu, que parece que atraio pessoas chatas quase tão bem como as malucas)?
Já alguma vez utilizaram alguma destas “técnicas” descritas por moi?
Sabem de alguma cura para conversas chatas (que não envolva elementos psicotrópicos e pancada saxavor que isto é um blog de família, mais ou menos)
? por exemplo fingir que receberam uma chamada urgente ou assim?
Vá, toca a comentar, que eu respondo a tudo no final da semana.
Ah e saxavor de subscrever, e ler, e comentar, e essas coisas todas.

[A ouvir: Frogs and Princes - Natasha Bedingfield]
[Humor: Feliz]
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