Vá, para terminar a semana em beleza, deixo uma pergunta: Quais são as 5 coisas que mais detestam no vosso país? E as 5 de que mais se orgulham? (Isto o Ricardo não é esquisito por isso não pôs exclusivamente Portugal)
Coisa mai linda priscilla!
Vá, comentem, subscrevam, e façam um gosto na página do facebook de caminho.
Bom fim de semana.
Era uma vez uma rapariga, que se embeiçou por um rapaz.
Aconteceu tudo por acaso, conheciam-se da escola (acho eu), eram relativamente amigos, e ela lá se apercebeu que gostava dele.
Uma coisa assim toda romântica, bonita e cor de rosinha, com flores e cheiro a rosas.
Um dia, a rapariga encheu-se de coragem, chegou-se ao rapaz e disse:
Pronto, Okay, talvez não tenha dito assim - se tivesse dito, talvez até tivesse melhor resultado - , deve ter dito "I labe iu".
O rapaz aparentemente não gostava dela, então deu-lhe a conhecida tirada do "és muito especial, mas somos só amigos".
A rapariga disse Ok.
E eu - ingénuo narrador - pensava que esta história ficasse por aqui, mas não.
A rapariga disse ok, porque no fundo sentia que se fosse mesmo boa amiga, mesmo uma companheiraça e uma grande confidente, o rapaz um dia a olhasse nos olhos e dissesse:
E fossem os dois dançar ao luar, comemorando o belo amor renascido, numa bela cena capaz de provocar vómitos à alma mais resistente, e fazer outras coisas menos próprias (que estou certo que vocês atingem sozinhos).
Não é preciso ir ao final da história para saber que isso correu de todas as maneiras menos da planeada.
O rapaz, convencido que a rapariga se contentava com o lugar de amiga (uma coisa muito plausível), começou a confidenciar-lhe a vida amorosa, as paixonites e os interesses românticos. Contou-lhe das namorada, pediu-lhe conselhos e ainda lhe pediu ajuda para escolher prendas às ditas.
E a rapariga sorria e apoiava, ainda presa naquele sonho fantástico, sem querer perceber - grande idiota - que às vezes "não" é mesmo "não".
E aos poucos e poucos a rapariga tornou-se uma má balada:
Uma canção da Adele, daquelas deprimentes - espera, isso são todas - que uma pessoa só tem vontade de desligar por já saber como acaba.
E passaram-se 5 anos.
Pelo que sei a rapariga continuou amiga do rapaz durante esse período, na esperança que algum dia ele se lembrasse de olhar para ela e ver o que "está a perder", por mais pessoas que a tenham aconselhado a esquecer essa ideia idiota, porque a vida não é uma comédia romântica, e muitas vezes quando uma pessoa não está interessada, não está mesmo interessada.
Criou um blog onde derrama as suas mágoas constantemente, e espera, passiva que a sua história de amor se desenrole, qual twilight... we all know where that's going to end, don't we?
E acredito que esta rapariga é só mais uma de tantas.
porque todos vocês de certeza já viram uma história destas.
Com outro rapaz e outra rapariga (talvez um deles tenha sido vocês), talvez com os papéis trocados, mas sempre com o mesmo final, não muito feliz.
E vocês?
Já viram muitas histórias dessas?
Tentaram interferir?
Já viveram alguma?
Não vos dá uma camada de nervos ver uma coisa destas?
Vá, toca a ler comentar e subscrever alcachofras!
Estava a dar na SIC uma reportagem sobre as mudanças da vida dos portugueses nos últimos 20 anos.
Aparentemente agora o povo Português está a regressar ao campo e a deixar as cidades.
É ver as tias todas muito apologistas de uma vida mais "verde".
E viva os passarinhos, e a hortelã num canteiro no quintal, e a vizinha arminda que cria galinhas, e os passarinhos a cantar, e o sol a brilhar, e o ar puro nos pulmões e as àrvorezinhas, e as vaquinhas, cabrinhas e coisas assim supé rurais.
Agora com a crise ainda temos mais um rol de desculpas para essa migração. os jovens vão porque recebem incentivos, as famílias vão porque o stress da cidade é desgastante, e porque as casas são mais baratas, e muitas pessoas vão par apoderem cultivar os próprios legumes na sua própria horta, e aproveitar e fazer uma sopinha caseira no verdadeiro sentido da expressão.
Numa frase? Deus me livre.
Cada vez que vou à aldeia da minha avó, Acabo quase sempre a morrer de tédio.
Não que odeie aquilo - que não odeio - mas aquela calmaria - que é muito boa, terapêutica e relaxante para mais de meio mundo - para mim é uma tortura.
Talvez por ter vivido numa cidade a minha vida toda (e sim, eu tenho noção que Albufeira não é uma cidade convencional) nunca me passe pela cabeça ir passar a viver no dito campo.
Podia incorrer aqui em milhões de argumentos, mas o principal é que detesto o tédio do campo.
Sempre que vou a uma aldeia, sou confrontado com 3 alternativas para passar o serão.
Ou o passo em casa, a ver TV, de volta da lareira,
ou vou a um dos mil cafézinhos superpovoados e a cheirar a tabaco e com 30 pessoas a gritar ao mesmo tempo que há em todas a esquinas,
ou vou para o parque da aldeia, sentar-me num banco conversar e congelar até à morte.
É como se houvesse um fuso horário diferente, às 11 da noite, o campo "desliga-se".
As pessoas não andam na rua. Não se ouvem conversas, não se ouvem os carros, (banda sonora da de qualquer cidade), não se ouvem carros de polícia ou ambulâncias. só se ouvem os grilos. e muitas vezes nem isso. dà a sensação que o mundo acabou lá fora e alguém se esqueceu de nos dizer.
Talvez daqui a uns anos olhe para isto, e me ria, quando nalgum universo paralelo viver numa quinta algures no Norte rural e cultivar as minhas próprias couves, mas por enquanto, vida no campo, thanks, but no thanks.
E vocês?
São mais virados para a cidade ou para o campo?
Considerariam ir viver para o campo?
Sim, não?
Deixem as respostas na comment box, que eu vou ali cavar umas batatas.
Ainda aqui há umas semanas, uns ingleses, beberam uns iogurtes, deitaram os pacotes no chão do supermercado, e não os pagaram.
Quando foram alertados pelo segurança, e obrigados a pagar, fizeram um escândalo de todo o tamanho - a bifa ia batendo numa brasileira que estava na fila - , olharam para mim, cobertos de indignação e disseram “Nunca mais cá metemos os pés”.
E eu não sei, se calhar estavam à espera que eu rasgasse a camisa, e gritasse “NÃO, NÃO SE VÃO EMBORA, O NEGÓCIO VAI Á FALÊNCIA” enquanto chorava baba e ranho,ajoelhado a seus pés, em pleno supermercado, em vez de lhes responder “Okay, too bad, it’s 3,51€”.
Se calhar esperavam que eu seguisse a bela lógica de “o cliente tem sempre razão”.
Desde que me entendo por gente, ouço aqui e ali esta expressão, já bem antes de ter começado a trabalhar.
É uma espécie de sabedoria popular, passada de boca em boca e geração em geração, uma tradição bem enraizada.
Porque somos ensinados desde cedo a dar sempre razão ao cliente, porque... bem, porque sim.
Não sei que lógica é esta que faz com que o cliente deva ser automaticamente tratado como superior hierárquico, não, melhor, como um querido um membro da família a quem devemos lamber as botas e beijar o rabiosque, mesmo que esteja a ser um otário mal educado que não sabe ler etiquetas de preços.
Não percebo porque é que temos que ficar ali caladinhos, quais quengas assustadas com medo de não receber, e de língua travada sem largar um pio quando o adorado cliente nos tenta enxovalhar só porque teve que pagar o selo do carro com multa ou porque lhe veio o período, e lhe apetece descarregar.
E no fim, ainda temos que largar um belo sorriso, e agradecer do fundo do coração sermos mal tratados, porque afinal eles são clientes, e os clientes têm sempre razão.
Claro, acho muito bem que se trate os clientes bem. Quer dizer, ser moderadamente simpático, e fingir algum interesse (ninguém acredita mesmo que estamos todos interessados na vida da Dona Deolinda que tem artrite e compra alcachofras, pois não?)… são ossos do ofício, mas ficam-se por aí.
Quer tratamento especial?
Vá ao terapeuta.
Eu, como todos vocês, sou cliente e nessa condição digo:
Os clientes Às vezes são umas antas do caralho, e se têm alguma razão, enfiaram-na algures onde não brilha o sol.
Fiem-se muito nessa condição superior de cliente quando vêm á minha caixa que nem sabem como elas vos batem. Antas.
E vocês?
acham que o cliente tem sempre razão?
Vêm lógica nesta prática?
Quem já trabalho com atendimento ao publico, qual foi o pior cliente que já vos apareceu?
Vá, toca a comentar ler e subscrever. (estou há mais de uma semana sem folgar e ainda faltam 3 dias, por isso não se admirem deste blog andar completamente a meio gás alcachofras.)
Está muito na moda ser antisocial.
É isso e ter depressões.
Sei lá, se calhar é por sair mais barato que comprar umas Jeffrey Campbell ou um iphone 5.
Para ajudar as alminhas indecisas que se perguntam sobre se estarão socialmente aptas, o Ricardo deixa aqui uma lista de FAQ(frequently asked questions) sobre o assunto:
Passo muitas horas na internet. Serei anti-social?
Segundo a tua avó e a tua mãe provavelmente sim.
Mas como a internet é uma aldeia global, e passas lá muito tempo, pode-se dizer que és um turista em part time, tal como provavelmente quase toda a gente que estiver a ler isto.
Bem vindo ao século XXI.
Não gosto dos meus colegas de curso/trabalho. Serei anti-social?
Não.
Nem percebo porque é que há aquela ideia imbecil de que porque se partilha um local de trabalho, se tem que formar alguma espécie de elo emocional.
Não sobrevivemos a nenhum ataque terrorista. Só trabalhamos no mesmo sítio, e infelizmente muitas vezes alguns colegas são simplesmente demasiado imbecis.
Nunca vou aos jantares da empresa/de curso. Serei anti social?
Não.
É só seguir a linha de pensamento acima.
Comer churrasquinho barato e ouvir a Ana da contabilidade dizer como ainda tem dores da cesariana? Rir das piadas do chefe? Thanks but no thanks.
Não gosto de interagir com os meus vizinhos. Sou anti-social?
Não.
Os vizinhos são chatos, coscuvilheiros e geralmente têm gostos duvidosos para músicas – eu próprio tenho uma alminha que de vez em quando põe maratonas de Jennifer Lopez a tocar tão alto que eu consigo ouvir. Eu moro no 4º andar. A alminha mora no 2º. – porque haveríamos de nos dar com eles?
Não gosto de quase ninguém dos meus contactos do facebook. Serei Anti-social?
Falas com alguma dessas pessoas na vida real?
Estás com elas?
Têm gostos em comum para além dos likes via facebook?
Então qual é a dúvida mesmo? Fazes parte de 85% da população Portuguesa, não és antissocial, só aceitas demasiados pedidos de amizade.
Muitas vezes prefiro ficar a ler um livro em casa, a sair num sábado À noite. Serei anti-social?
Não.
Provavelmente os teus sábados à noite com os amigos são um verdadeiro tédio. That’s all.
Nunca fui beijada/o nem tenho namorado/a, por mais que tente arranjar um/a. Serei anti-social?
Não.
Estás só desesperada/o.
Se tens menos de 25 anos, ainda vais a tempo, I guess.
Se tens mais de 25 anos… well, ouvi dizer que os conventos agora têm bom serviço de wireless.
Conheço um rapaz e embora nunca nos tenhamos falado, estou loucamente apaixonada por ele. Sei que autocarro ele apanha, onde ele estuda, vou ao facebook dele e até sei os horários dele, No entanto nunca tenho coragem para lhe falar. Sou anti social?
Não filha.
A não ser que antisocial agora seja sinónimo de stalker.
Se chegares a falar com ele, não lhe digas isso, ou ganhas um par de patins e uma ordem de restrição.
Eu rapto os gatos da vizinhança, empalho-os e tenho relações sexuais com eles. Sou anti-social?
Ahm…
Não, quer dizer, acho que fazes interações sociais com os gatos, né?
Não digas é isso às pessoas.
Já agora, relativamente À casa dos segredos:
Muito obrigada pela oferta aliciante pessoas do facebook e dos blogs, mas se quiser desenvolver lesões cerebrais bato com a cabeça na parede até ver estrelas. (ou leio os posts da minha amiga facebookiana que pensa que é manicure)
Hoje vai-se embora a minha melhor amiga, e com ela vai-se o meu Verão, mesmo continuando a haver temperaturas próximas dos 30º no Algarve.
E claro que estou um bocadinho triste com a ideia, mas não há de ser nada.
Por isso bon voyage Joana, e essas coisas todas.
(so appropriate)
Dito isto, o blog vai voltar a mexer mais, porque eu também quis umas fériazinhas sem grande emissão de ondas cerebrais.
Como o Perguntas de fim de semana não faz sentido sem uma pergunta, respondam-me: O que vos apetece ler por aqui? (que tipo de post)
Vá, surpreendam-me.
Não se esqueçam de votar ali ao lado --------------->
E se quiserem, passem pela página defacebook do blog, que está menos zombie que o blog em si.
PS: Só eu é que leio Lisboa em vez de 60 ao ver LX?
As pessoas estão-se a revoltar com o Passos pelo facebook, como já é ,aliás, hábito.
Clamam revolução, um novo 25 de Abril, porque estão completamente cansadas deste Primeiro ministro mentiroso, que nos está a levar à falência e a destruir o país, e nhenhenhe.
E fazem-se mensagens corrente e uma data de petições aqui e acoli.
Sinceramente, acreditam que isso vai mudar alguma coisa?
Muda tanto como aquela famigerada mensagem imbecil que o sodotor Passos coelho espetou no facebook, que para além de meia tonelada de comentários e "likes" nada fez para mudar para melhor ou pior a situação de quem quer que seja.
Se estão À espera de um texto com grandes ambições políticas, podem fechar a janela e ir ler o público, ou abrir o facebook, encontram lá uns quantos.
Os grandes argumentos da revolta de muitas das pessoas que nem percebem o que é que se está a passar em redor deixam-me um sorriso nos lábios:
"Ah e tal, ele prometeu e não cumpriu!"
Vamos por aí meus chuchus?
Sabem que isso é praticamente o mesmo que dizer que um ginecologista vê vaginas, right?.
São políticos.
Numa época de eleições abraçam criancinhas, beijam velhinhas sem acesso a Veet,vão aos arraiais, às fábricas, ao campo, e à quinta da ti margarida que exporta compota de alfarroba, fingir que querem saber do eleitorado. e a carneirada vai toda atrás.
Ah e tal, mas ele não está a fazer o trabalho dele como deve ser.
São políticos.
Num mundo ideal eles lutariam por uma democracia digna de revista, e por fazer a nossa vida melhor e por melhores condições de vida, e pelos ideais dos partidos que representam - que até hoje não sei distinguir- mas o que eu vejo é uma catrefada de urubus a rondarem a cadeira de governantes, para terem poder sobre tudo e mais alguma coisa, e não fazerem nada de especial quanto a isso. O partido -A, B, C ou D - não quer dizer nada.
Se o Primeiro ministro fosse o do partido tal era diferente!
São políticos
Se estão na oposição opõem-se (por mais redundante que isto possa parecer, as pessoas nem sempre percebem), mas estão todos atrás dum tachinho, e quando o arranjam, largam mais depressa os ideais do que o que eu demoro a escrever supercalifragilisticexpialidocious.
E ninguém pára para pensar que se não fosse esta alminha a aterrar em belém, tinha sido outra - O querido Socras que nos meteu noutras enrascadas que tais - e que nem por isso íamos estar melhor.
E quando as pessoas se sentissem traídas por não lhes cumprirem as promessas de menos impostos, combustível mais barato e cirurgia plástica aos feios, iam cair novamente na mesma coisa.
Os mesmos insultos e promessas de revolução, e bonecos nos carros alegóricos de Carnaval.
E gira o disco e toca o mesmo, porque no final de contas... são políticos.
E eu continuo a assistir a isto tudo de camarote, para apreciar quando daqui a uns tempos, vierem as eleições, metade desta gente muito revolucionária e cheia de traquejo político ficar com as nalgas no facebook e não for votar.
É coisa que nunca entendi, porque não me acontece.
Na presença de uma criança de colo, vulgo bebé, é ver os QI's das pessoas descerem 30 a 50 valores em 3 segundos, e sou transportado para um mau filme do Jim Carrey, sem pipocas ou direito a intervalo.
Não me interpretem mal, Eu gosto de crianças, razoavelmente, e pelo que me dizem até tenho certo jeito com os putos, mas nunca vi grande piada em incorporar - qual possessão demoníaca - falas estranhas, grunhidos e bilubilus, como se não houvesse amanhã.
Uma pessoa vai na rua, passa um bebé, e tão certo como a água ser molhada, alguém vai saltar na frente do carrinho, fazer caretas, piscar o olho, e fazer o velho truque do cucu -como se as crianças fossem todas retardadas e não percebessem que atrás das mãos fechadas está a vossa fronha sorridente.
A situação ainda se torna mais constrangedora quando vamos na rua, e não há como escapar a uma sessão de "ai que coija maix bunhiiita, buxexinhax tão gaaaandes" (porque obviamente, as crianças só nos vão perceber se falarmos assim, e muito devagar, e a abrir muito os olhos, como toda a gente sabe), Por parte do nosso acompanhante - e a vontade que dá de espetar uma naifada, hein?
Sim, porque é dos momentos mais constrangedores possíveis de conceber. Uma pessoa não pode dizer "despacha-te" porque vai imediatamente ser rotulada de "pessoa insensível que odeia crianças", mas se ficar muito tempo a olhar, passa a ser "a pessoa sinistra que está a olhar demasiado para a criancinha". Seriously.
E por muito que me fascine todo o vasto leque de afetados pelo babytalk, que têm de soltar a sua faceta Xana toctoc em plena calçada, os pais não se lhes ficam atrás.
Não bastando um adulto descontrolado e mentalmente debilitado - temporariamente - juntam-se o pai, a mãe, a avó, o avô e toda uma panóplia de pessoas em roda da criança, a guinchar, gurgulhar, saltar e cantarolar, em vozes apalermadas, num quase ritual tribal, temperado por intensa partilha de informações extremamente interessantes, desde a quantidade de vezes que a criança mama, até a quantas vezes se borra, e elogios exagerados de como o rebento é "a cara do pai" ou whatever.
Aparentemente, só a mim é que me passa pela cabeça que alguma daquelas velhinhas amorosas com cheiro a naftalina e dentes postiços, poderá querer raptar-lhes o filho, para substituir a Esmeralda, gata siamesa empalhada em cima da lareira, que morreu por comer quiche fora do prazo.
Esfolei o joelho a jogar vólei.
Manquei até ao trabalho.
Vi uma alforreca e passarinhos a meio metro da minha toalha.
Bebi cerveja com tequilla e Piña colada com vodka.
Vi o Batman - e a Anne Hathaway está perfeita, as usual - e não aconteceu nenhum tiroteio.
Descobri o Ben&Jerry, e compreendi finalmente a quantidade de pessoas obesas que culpam estes dois senhores.
Continuei a odiar alpercatas e calções às flores e às bolinhas.
Tirei fotos demasiado embaraçosas para postar no facebook.
Comecei a abrir muitas vezes o armário dos casacos e a sentir-lhes a falta.
Sentei-me ao lado de um casal a procriar na praia - viva a miopia.
Comecei a escrever 3 posts e distraí-me com todos os itens acima, mas hey, também tenho direito a férias.
Eu já falei deste assunto com imensos amigo em conversas, mas acho que nunca o cheguei a abordar efectivamente aqui no blog -I'm so totally smart.
Hoje o assunto voltou à baila pela milionésima vez, e pronto cá vim eu pedir opiniões
Para vos contextualizar vamos lá abrir o assunto:
Eu estou na blogosfera desde 2007 (como se pode facilmente ver no meu perfil público), e quando cá entrei, a blogosfera – Portuguesa, que foi a única que explorei – era um recantozinho meio esquecido, quase totó, onde só iam os que tinham paciência de escrever qualquer coisa sem esperar nada em troca.
A Pipoca mais doce era só mais uma blogueira, do arrumadinho nem cheiro, e por todo o lado havia blogues estilo diário (mas no verdadeiro sentido da palavra, tipo: "hoje comi um iogurte de ananás e caiu-me mal". O drama, O horror, boo ooh).
Eventualmente as coisas começaram a mexer.
A Internet já estava ao dispor de toda a gente, e sejamos realistas, ouvir falar de TPMs e namoros só rende até certo ponto.
O número de assuntos abordados cresceu quase tão exponencialmente como o número de blogues a serem criados. E quando nada o fazia prever- há coisa de 2 anos aproximadamente -, deu-se o boom da blogomoda na blogosfera Lusa.
As antigas meninas (e meninos) dos diários virtuais, aperceberam-se que aquilo já era e abriram na sua maioria blogues de moda, e atualmente 5 em cada dez blogs criados por cá são de moda e derivados.
Não sendo eu grande expert em modismos – talvez por achar que o universo das tendências é demasiado volátil para eu perder tempo a segui-lo – comecei a achar estranho subitamente tanta gente se ter interessado pelo mesmo assunto do nada.
Lendo 4/5 seguidos, começamos a reparar nas pequenas semelhanças.
Promovem-se as mesmas marcas, falam-se das mesmas lojas, das mesmas cores e dos mesmos assuntos, numa fatia considerável desses blogs.
Ao invés de se criarem tendências, repetem-nas indefinidamente.
E aqui começa o debate.
Quem de vocezes tem um blog de moda? manifestai-vos!
Até que ponto contribuem estes blogs para o consumismo dos leitores?
O que acham que leva a uma tão grande afluência dos bloggers para esta área?
Pessoalmente, pendo para os patrocínios.
As lojas e marcas gostam de exposição, então “patrocinam quem queira divulgar”, e há muito quem goste de borlas descaradas.
Acham que a moda em si beneficia da existência – e do foco de interesse trazida – dos blogs da especialidade?
Vá, manifestem-se,Comentai e essas coisas todas, que estou aqui à espera.
PS: Como já devem ter entendido eu não costumo responder aos comentários nos posts, mas hoje abro uma excepção e vou responder a todos os comentários neste post, - até porque tive que cortar mais de metade do que tinha escrito por estar a dar uma opinião pessoal, quando o que quero é que vocês me digam as vossas .
Okay, hoje estava a navegar pela internet (por um site que me mostraram ónte), e fui dar a uma coisa que achei tão ridiculamente engraçada que não resisti.
Alguns de vós, pequenas alcachofras, são - como eu - bloggers.
Não interessa a que título, se profissional ou amadoramente, têm o vosso cantinho e tals.
Ora, vós, alcachofra que não tendes blogue, tendes aqui uma grande oportunidade de negócio:
Um blog para oferta!
Sim, uma querida blogger resolveu que não queria mais o seu blog e presenteou-nos com a seguinte oferta:
Tá afim de ser a dona deste blog "Garota Pomposa"? O blog tem:
127 seguidores
barra de ferramenta "Cat Us"
LinkWhitin
facebook com mais de 210 amigos
e e-mail pronto?
Uma pessoa lê isto e fica logo em histeria completa.
I mean, quem é que não sonha em ter logo de chapa 127 seguidores que não sabem que somos nóses, que não nos conhecem nem sabem os nossos interesses, E um email pronto? Eu confesso que fiquei tentado a participar... pelo menos até continuar a ler.
Então é simples:
Preencha o formulário abaixo com seus dados corretos;
Dê um lance acima de R$60,00 ( dê o lance apenas se você puder pagá-lo - o valor é à vista através de depósito bancário)
...
Ahn?
Espera, ai está a vender o blog?!
OBS: Os lances poderão ser dados de hoje, dia 24/02, até o dia 01/02. O maior lance leva o blog (lembre-se NÃO É SORTEIO, você pagará pelo lance dado).
Ninguém saberá qual foi seu lance, apenas eu;
Dê um lance que realmente você ache justo e possa pagar, talvez você dê o lance de R$100,00 e a pessoa que deu o lance de R$101,00 leva o blog. Então pense bem.
NONONONONO.
Ela está a leiloar o blog.
Então vejamos, a alminha está a oferecer-nos para venda, um blog, que podemos criar de graça, um facebook, que podemos criar de graça, e um e-mail, que podemos incrivelmente criar também de graça.
E tudo isto pelo preço base de 60 reais (mais ou menos 25 aérios).
Vão já a correr!
Pode ser que ainda apanhem esta maravilhosa oportunidade aqui!
Haja lata neste mundo.
(será que alguém lhe mandou uma oferta?)
Já começaram as campanhas de regresso às aulas, mesmo estando nós em pleno mês de Agosto, e para celebrar a volta da time machine, resolvi fazer uma viagem aos nosso tempos de escolinha.
Em vez de falar só de uma coisa, vou falar de vários itens que fizeram parte da vida escolar dos nossos "mini eus":
Tabuada do ratinho
Quem é que não se lembra deste mítico livrinho?
Haviam à venda em qualquer papelaria ou supermercado, e custavam 200 escudos - 1 euro -, se não estou em erro (já faz tanto tempo)
Tinham todas as tabuadas, que na altura deviam ser o pesadelo da criançada, uma cábula com a numeração romana (que muito jeito me deu na altura, e me dava agora para as rúbricas), E um conjunto de páginas dedicado à conversão de centavos em escudos (moedas já não existentes).
Na altura de implementação do Euro, foram re-editadas, e eventualmente deixaram de ser fabricadas, há coisa de uns 2 ou 3 anos.
"O nosso Amiguinho"
A revista infantil das crianças dos 90's.
Todos os meses recebíamos na sala de aula um pacote enoooorme de revistas, que eram prontamente distribuidas por todos os alunos, e que nos punham imediatamente agarrados às suas páginas coloridas.
Tinha diversas secções, uma dos passatempos - Oh, a loucura que era montar os puzzles de cartolina, e fazer os recortes, daqueles bonequinhos de cartão, que se transformavam em brinquedos super interessantes - "artigos" informativos, e pequenas histórias que ensinavam sempre lições de moral.
Havia também uma secção com contos bíblicos, da qual muito honestamente não me consigo lembrar, e a secção do ambiente, em que nos ensinavam a reciclar e todas aquelas coisas amorosas que nós, pequenas esponjas, absorvíamos avidamente.
Não me sobrou um único exemplar para contar a história, por mais cuidado que tivesse a guardá-los em caixas para livros algures na despensa.
Pirilampo Mágico
O pirilampo mágico é a mascote de uma campanha solidária, que contribui para a CERCI, que trata de crianças com deficiências mentais e problemas económicos.
Ora, por cada pirilampo comprado x dinheiro ia para a instituição, e uma das melhores maneiras de conseguir apoiantes, era ir às escolas primárias.
Não faziam nada de especial, tinham uma fitinha colada à base e só serviam para enfeitar o tablier do carro, o que não me impedia de impingir um pirilampo a cada pessoa da família, só porque ia ajudar. Não faço ideia de se os 200 escudos por pirilampo ajudaram efetivamente alguma coisa, mas por falta de contribuição destas partes não foi.
Eventualmente, a campanha foi perdendo popularidade, e deixou de se ouvir falar nos pirilampos mágicos algures entre 2005 e 2008.
O Leite escolar
Ora, sobre isto não há grande coisa a dizer... quer dizer, era leite com chocolate que davam na escola.
Só me lembro de ter havido uma campanha pelas escolas primárias nacionais para escolher a ilustração que ficaria nos pacotes de leite.
E não foi a minha, que era muito mais linda bonita e maravilhástica!
Vá, digam de vossa justiça:
Quem é que teve uma tabuada do ratinho?
E daqueles lápis com a tabuada impressa?
E quem leu o nosso amiguinho?
Lembram-se de todos os itens aqui?
Que outros itens marcaram a vossa "escolinha"?
Ainda têm os vossos antigos livros escolares? (eu tenho)
Partilhem na comment box, e se gostaram do post, dêm-lhe um like!
Ora, comprei um tablet como prenda de anos - não não vou postar mil fotos do bicho nem fazer muita inveja... principalmente porque estou com muita preguiça para tal - e queria que vocês, piquenas alforrecas me dissessem: que aplicações me recomendam para baixar?
O famigerado angry birds? (não lhe acho assim tanta piada como isso)
O instagram?
Algum outro que eu desconheça e que seja muito trendy?
Vá, comentai, que eu logo posto qualquer coisa de jeito...
Como devem saber, aqui há uns tempos aventurei-me a mandar uma carta ao eu passado, assim em jeito de brincadeira.
Como ontem fiz anos, pus-me a pensar naquelas coisas que precisamos todos de ouvir nas determinadas fases da vida, e que geralmente ninguém tem coragem de dizer…
O que é que eu diria ao meu futuro eu?
Tanta coisa….
Tanta coisa, que nasceram estas notas aos eus futuros
Então vamos separar isto por faixas etárias:
30
Tu, larga a nutella, desliga o computador e inscreve-te no ginásio – ambos sabemos que provavelmente não meteste lá os pés tipo… nunca - o metabolismo deixou de funcionar decentemente lá atrás, aos 21.
Mentalizado que não vais ser tudo o que as pessoas esperavam de ti? Por agora não te esqueças de não deixar de tentar ser o que tu esperas ser (ai que estou tão profundo, credo senhores)
Continua a sonhar em ser milionário, quem sabe ainda acontece.
Não deixes de ser desconfiado, tenho pressentimento que dará mau resultado.
Não uses só sapatilhas, por mais desconfortável que seja andar regularmente de sapatos.
Aproveita o facto de conseguires pensar pela tua própria cabeça.
Acho que vai ser uma mais valia.
Se tens o azar de ainda morar com os pais – quer-se dizer, não sei onde vai parar esta crise – vai-te prostituir para alugar um apartamento, que isto é uma vergonha.
40
A vida começa aos quarenta, é isso?
Pois não sei, mas já te conheço.
Para de olhar ao espelho e ver as brancas e as rugas, que já me estás a enervar.
Não comeces a ficar rezingão.
Toma vitaminas, fuma erva, faz muito sexo, o que quiseres, mas sabemos os dois – espero que reler isto não me pareça tão estranho como escrever, honestly – que ninguém tem paciência para pessoas ranzinzas.
Não deixes de gozar com tudo só porque pisas os calos a algumas pessoas, elas que se f*dam
Não te aborreças nem esqueças do blog.
Ainda não ficaste milionário? Há tempo!
50
… Não foste ao ginásio, pois não?
Okay, estás prestes a entrar na crise de meia-idade.
Não compres uma mota, não vás pra cama com ninguém 30 anos a menos que tu, não faças tatuagens nem comeces a andar de cabedal. Não vais ficar mais novo por nenhuma destas coisas.
Podes sempre ir para o ginásio, mas não me vires fisioculturista… okay esquece, percebi o ridículo disto mal acabei de escrever, not goin’ to happen.
Se te sentires mal com a tua vida, vai ao facebook procurar ex colegas de secundária. acredita em mim, há sempre alguém pior, mais parolo e mais gordo que tu.
Não pintes o cabelo, supostamente homens grisalhos são sexy.
Se ainda não aprendeste a descartar imediatamente as pessoas que se aproximam de ti só por interesse, lamento informar, mas és um grande atrasado mental.
Talvez seja por agora que ficas milionário, não?
60
Estás quase na reforma (quer dizer, em 2012 estarias quase na reforma, não sei se avançaram a idade ou não), e já conheço a tua faceta dramática.
Não comeces a ver lares, e a pensar que vais morrer como aquela velhota que foi comida pelos gatos, ela tinha prai 80 anos.
Não te esqueças de como se ri. Isto pode parecer idiota, mas há quem se esqueça, e nós não queremos isso pois não?
Não vires conservador.
Se as rapariguinhas se veste como prostitutas, não te choques, em 2012 já se vestiam assim.
Se chegaste a ir ao ginásio, ou não estás morbidamente obeso, fica assim.
E já estamos milionários?
70 - 90
A idade de ouro hein? Pergunto-me como estarás a ler isto, sim, porque palpita-me que os computadores já sejam coisas super ultrapassadas.
Não comeces com a conversa do “no meu tempo é que era”. Toda a gente sabe que isso é uma treta.
Se tiveres netos, não vás ter conversas de sexo com eles, acho que ainda te lembras de quando a ‘vó tentou explicar-nos e à A. Como é que os casais faziam.
Não morras tão cedo, que ainda és um gajo novo.
Se não estás milionário… bem acho melhor mentalizares-te que não vais ser, pelo menos nesta encarnação, há sempre a próxima.
E vocês?
O que têm a dizer aos vossos “eus futuros”?
Deixo aberto o desafio a quem quiser fazer nos seus blogs, já sabem, é só linkar no vosso, e podem deixar aqui nos comments para eu dar um olhinho.
Depois de o arrumadinho lançar um livro sobre como fisgar um gajo, a Pipoca mais doce vai lançar um de como se vestir bem.
Se estes dois têm um filho, o puto ainda escreve um livro de como cagar as fraldas com estilo.
E vira best seller.
... Como um bolinho e umas velinhas acesas a custo na praia, e uns parabéns aparvalhados no meio da praia, um par de beijinhos e a simples noção de que algumas pessoas gostam de mim, mesmo sendo um totó desbocado, e são essas que me interessam.
E foi assim que se passou a noite, ao som das gargalhadas, a comer bolo de chocolate, a ouvir parabéns em francês dum gajo qualquer que nunca vi mais gordo que emprestou o isqueiro, e a jogar conversa fora deitados na areia.
Levou-me quase os 23 anos que fiz para entender que não me faz falta que toda a gente se lembre de mim e me venha a correr dar os parabéns - por isso é que não fiz um post de aniversário ontem - quando sei que por muito boa intenção que haja nisso, 90% dessas pessoas não simplesmente não fazem parte da minha vida... e eu não tenho grande pena nisso.
E pronto, é só isto, fiz anos, já sabeis, se quiserdes deixar parabéns atrasados, okay, senão, não vos odiarei por isso queridas alcachofras.
Agora culixença, vou-me vestir e ala prá praia.
Fiquem à espera, que posts novos estão pra vir :P, entretanto respondam-me:
Qual foi a surpresa mais engraçada que já vos fizeram num aniversário?
Comecemos por dizer que não, não vi a casa dos segredos.
Não obstante, sei quem é a Fanny.
Aliás, acho que metade de Portugal sabe quem é a Fanny.
Parece um bocadinho a linda história de Guida-a-virgem-que-já-não-é-virgem-mas-ficou-famosa-como-virgem-e-fala-disso-sempre-que-aparece-na-TV, excepto que a Fanny não é virgem, só é atrasada mental.
Pois, o problema da Fanny, é que ao contrário de todas as outras "estrelas de reality show" se recusa a desaparecer, arranjar um trabalho e recolher-se à parolalândia, onde iria À pesca todos os domingos e se casaria com o talhante da terrinha, pronta a produzir - literalmente - belos leitões.
Não, a Fanny vai mais longe e a cada 2 semanas aparece numa capa de revista, ou a dizer que está deprimida, ora que foi atacada por um javali (que provavelmente a confundiu com uma javaloa e quis procriar), ora que está apaixonada (provavelmente pelo javali acima).
O grande mal disto tudo- para além do facto de ela ter 22,289 likes no facebook - é que algures pelo caminho, os holofotes da fama atingiram aquela pobre cabecinha com força suficiente para a cachoupa pensar que é cantora.
E não bastando dar-nos esta bela prenda no principio do ano, com o menino do bacalhau quer alho:
Em que demonstra os...ehr...dotes vocais, acompanhada da temática do programa;
Esta :
Em que... demonstra como até com autotune parece um bezerro
...Há uns dias, um senhor vindo das profundezas do inferno - ou da margem sul, sei lá - lembrou-se de a convidar a fazer um "hit" de verão.
A música mostra a profundidade artistica de Fánocas no seu melhor, a dizer-nos incessantemente que gosta de vida louca... basicamente é só isso.
Para acrescentar um certo charme, levamos com as belas catch phrases "se a ti te gusta, a mi me encanta" (nostalgia do porno dobrado <3), e toda uma descrição do sex appeal da Fanny, que é apelidada de bomboca, assediada, e no fim, carregada por 3 marmanjos(alcoolizados) - só 1 não podia com ela provavelmente - que nos querem levar a crer que vão com ela para um gangbang no areal (embora tenha a esperança de que o intuito daquela abdução seja para a atirarem ao mar)
Para fechar em chave de ouro, olho para a descrição e vejo a seguinte frase:
Informo que NÃO ESTÃO AUTORIZADOS qualquer tipo de REMIX ou ALTERAÇÕES na Música Original.
Sendo apanhado qualquer tipo de plagio, poderão ser denunciados e processados.
... Quem é que vai honestamente plagiar isto?
O que se segue? pergunto eu:
Uma capa na Playboy? ou na National geographic?