Antes de mais nada:
Feliz Dia Nacional do Pijama!
Vamos celebrar efusivamente este dia tão importante para o país, ficando todos em casa de pijama a enfardar bolachas, nutella e café com leite e a ver os programas da tarde?
Não?
E ir trabalhar por mim?
Também não?
Porra, nunca querem fazer nada vocês!
_____________________________________________________________
Passando à frente.
Juntei-me - por arrasto - esta semana à crescente parcela da população que tem uma máquina de café toda pipi.
A minha mãe pelo contrário, pobre criatura caféinómaniaca, sonhava com uma há imenso tempo, já desde que o amigo George Clooney se lembrou de vir para Portugal fazer publicidade à famigerada Nespresso e se seguiram todas as primas tias e afilhadas da dita cuja.
Esta semana no Alentejo, pelo meio de muitos suspiros, flirts e fungadelas, lá trouxe a minha mãe debaixo do braço uma Delta Q (igual à da foto), que já ocupa espaço de destaque na cozinha, onde é alvo de adoração incondicional.
Continuo sem perceber todo este fascínio que agora aí anda com as máquinas de café ,que em vez de café em pó leva cápsulas (oh, as cápsulas).
Se calhar porque não gosto de café, ou se calhar porque quando olho para as máquinas de café, me parecem todas fritadeiras de última geração sei lá.
Acho que parte de todo o allure está na publicidade.
Quer dizer, tantas publicidades uma pessoa vê meses a fio de máquinas em salas impecavelmente decoradas, com manequins jeitosas - ou com o George Clooney( Se calhar deviam contratar outra pessoa mais jeitosa do que o Bruno Nogueira para promover o café da Delta, já agora) - a carregarem no botão, tirando um expresso digno de um "hmmmmmmmm" orgásmico, enquanto passam a imagem do café cheio de espuma numa chávena toda XPTO - que já agora não vem dentro da caixa da máquina e custa 30 euros cada 4 chávenas - que eventualmente, mesmo não bebendo café, uma pessoa fica a morrer de curiosidade de tirar um café na bendita máquina.
E se querem que vos diga, a publicidade é uma grande aldrabice.
Fui comprar as cápsulas - o grande argumento de que "sai mais barato que ir a um café e nhenhenhenhenhe - ao supermercado, meti a água, liguei à corrente e esperei que a luz ficasse verde.
Nervosamente carreguei no botãozinho, à espera de uma experiência que mudasse a minha interpretação da vida ....
E saiu café!
Em vez de uma música de fundo sensualona, houve um BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e a chávena encheu-se de café.
Não houve câmara lenta.
Não houve espuma de 3 centímetros, nem aquele pingo final em que o café salta para o lado e nos promete que o dia vai ser uma maravilha.
Fez exatamente o mesmo que uma cafeteira do Lidl que tive cá em casa há uns 6 anos.
Segundo a minha mãe disse, com um brilho nos olhos que me faz ter medo de qualquer dia ser vendido para o mercado sexual para ela comprar cápsulas, o café é muito bom, mas fiquei com a sensação de que sei como se sente uma virgem que vai para a cama com um senhor com ejaculação precoce.
My heart is broken, alcachofras.
Feliz Dia Nacional do Pijama!
Vamos celebrar efusivamente este dia tão importante para o país, ficando todos em casa de pijama a enfardar bolachas, nutella e café com leite e a ver os programas da tarde?
Não?
Também não?
Porra, nunca querem fazer nada vocês!
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Passando à frente.
Juntei-me - por arrasto - esta semana à crescente parcela da população que tem uma máquina de café toda pipi.
A minha mãe pelo contrário, pobre criatura caféinómaniaca, sonhava com uma há imenso tempo, já desde que o amigo George Clooney se lembrou de vir para Portugal fazer publicidade à famigerada Nespresso e se seguiram todas as primas tias e afilhadas da dita cuja.
Esta semana no Alentejo, pelo meio de muitos suspiros, flirts e fungadelas, lá trouxe a minha mãe debaixo do braço uma Delta Q (igual à da foto), que já ocupa espaço de destaque na cozinha, onde é alvo de adoração incondicional.
Continuo sem perceber todo este fascínio que agora aí anda com as máquinas de café ,que em vez de café em pó leva cápsulas (oh, as cápsulas).
Se calhar porque não gosto de café, ou se calhar porque quando olho para as máquinas de café, me parecem todas fritadeiras de última geração sei lá.
Acho que parte de todo o allure está na publicidade.
Quer dizer, tantas publicidades uma pessoa vê meses a fio de máquinas em salas impecavelmente decoradas, com manequins jeitosas - ou com o George Clooney( Se calhar deviam contratar outra pessoa mais jeitosa do que o Bruno Nogueira para promover o café da Delta, já agora) - a carregarem no botão, tirando um expresso digno de um "hmmmmmmmm" orgásmico, enquanto passam a imagem do café cheio de espuma numa chávena toda XPTO - que já agora não vem dentro da caixa da máquina e custa 30 euros cada 4 chávenas - que eventualmente, mesmo não bebendo café, uma pessoa fica a morrer de curiosidade de tirar um café na bendita máquina.
E se querem que vos diga, a publicidade é uma grande aldrabice.
Fui comprar as cápsulas - o grande argumento de que "sai mais barato que ir a um café e nhenhenhenhenhe - ao supermercado, meti a água, liguei à corrente e esperei que a luz ficasse verde.
Nervosamente carreguei no botãozinho, à espera de uma experiência que mudasse a minha interpretação da vida ....
E saiu café!
Em vez de uma música de fundo sensualona, houve um BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e a chávena encheu-se de café.
Não houve câmara lenta.
Não houve espuma de 3 centímetros, nem aquele pingo final em que o café salta para o lado e nos promete que o dia vai ser uma maravilha.
Fez exatamente o mesmo que uma cafeteira do Lidl que tive cá em casa há uns 6 anos.
Segundo a minha mãe disse, com um brilho nos olhos que me faz ter medo de qualquer dia ser vendido para o mercado sexual para ela comprar cápsulas, o café é muito bom, mas fiquei com a sensação de que sei como se sente uma virgem que vai para a cama com um senhor com ejaculação precoce.
My heart is broken, alcachofras.

















