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quinta-feira, outubro 11, 2012

Ricardo's Time Machine XVIII

A minha infância foi uma época feliz em que não havia tanta preocupação com a qualidade dos programas, audiências, ou luta pelo prime time, porque , let's face it, o público engolia tudo o que aparecia na TV, sem grande critério.
A minha televisão da sala vomitava luzes cor, música barulho e animação dia e noite.
Algures pelo meio, haviam os programas mais deprimentes, que eu, como boa esponja que era, assistia tão ou mais avidamente.

Entre todos eles - e nem foram assim tão poucos - o que melhor me lembro é do:

Ponto de encontro

Estreado na SIC em 1994/5, foi um grande sucesso em terras Lusas, e passou durante 5 anos (aproximadamente).
O conceito do programa era simples: reunir familiares e amigos afastados pelos mais diversos motivos.
Henrique Mendes - O eterno avô da série Médico de Família (se quiserem pode clicar no link e ler o post, e se gostarem, deixem um like). - fazia as vezes de apresentador e comentador das tristes histórias de vida que passaram em cascata pelos nossos ecrãs.

Digo-vos, este programa ganharia facilmente o globo de ouro na categoria "programa que deixou mais donas de casa com a lagriminha no canto do olho, logo a seguir ao telejornal"
Os "convidados" - à falta de melhor termo - vinham ao palco, passava em pano de fundo um slideshow de fotos geralmente em péssimo estado e alguma música deprimente, enquanto o apresentador contava toda a história que ouvíamos de seguida da boca do próprio convidado. e as histórias eram as mais variadas:
Era a Carla Soraia, cujo pai saiu de casa apenas com uma fotografia da piquena no bolso, o Armândio Fonseca, que perdeu contacto com o seu camarada de guerra, ou a Almerinda que tinha familiares em Angola que nunca chegou a conhecer.

90% das vezes, os casos acabavam com uma cortina a abrir-se, os familiares a encontrarem-se em abraços emocionados, e toda uma pequena plateia a bater palmas.
Havia os 10% restantes, em que o familiar já tinha morrido, ou não tinha sido encontrado, e acabava tudo a chorar na mesma - honestamente, acho que eles recebiam todos por litros de lágrimas choradas.
Independentemente do desfecho de cada caso, os concorrentes levavam sempre como oferta, uma piramide de cristal, com a gravação "ponto de encontro" e mais qualquer coisa que nunca cheguei a saber o que era porque não havia HD TV na altura, mas que reforçava toda a aura parola do dito programa.

Hoje em dia só o conceito de um programa do género é completamente ridículo, com a existência da internet, do facebook, e de milhares de sites criados com o intuito de encontrar pessoas com as quais se perdeu contacto... mas hey, eram os 90's! Acredito sinceramente que este programa deve ter feito a diferença na vida de muita gente... mesmo que tenha sido tudo regado a lágrimas, baba e ranho, música de piano e reencontros emocionados num palco com aproximadamente 2 metros quadrados.


Digam-me:
Viam este programa? (Ponho a mão no fogo a apostar que sim)
Ainda se lembram de alguma cena em particular?
Conhecem alguém que tenha ido ao programa? (that would be fun)
Que outras coisas adoravelmente deprimentes da vossa infância gostariam de ver aqui na time machine?
Já sabem, leiam, comentem, sigam, subscrevam, e se gostarem do post, façam um like.
Ah, e já agora, não se esqueçam de votar no inquérito ao lado, está quase a terminar!

quinta-feira, outubro 04, 2012

Ricardo's Time Machine XVII

Quando eu era pequenito a minha mãe começou a trabalhar numa papelaria perto de casa, e ficou por lá uns bons anos.
Eventualmente tornei-me a mascote da loja, e a patroa lá me oferecia algumas saquetas de cromos – que eu durante quase 12 anos de vida não conseguia colar diretos nos espaços respetivos da caderneta – ora me oferecia uma ou outra revista.
Ora parecendo que não, para uma criança nos 90’s - tendo em conta a quantidade de 7 cromos, cartas, revistas e coleções por fascículos que passaram pelas bancas - aquilo era o paraíso.
Pelo meio das dezenas de coleções que comecei a fazer e não acabei – levante a mão quem não fez isso – houve uma que ocupou um lugarzinho especial na minha caixinha de memórias… e numa gaveta do meu quarto.

Artista Júnior

Foi uma série de revistas que teve 52 fascículos, que introduzia os mais novos no mundo das artes, com a ajuda da cobra Cedric e da rata Marília (isto soou mal, mas é verdade). Ensinava a desenhar, técnicas de pintura, trabalhos manuais, e, para além de abordagem aos diversos estilos de pintura, em cada edição havia uma pequena biografia de algum artista plástico famoso, começando pelos mais conhecidos como o Da Vinci ou Michelangelo, e indo a uns que eu – enquanto estudante de ciências – nunca mais cheguei a ouvir falar sem ser ali, como … sei lá, Filippo Lippi, ou Piero della francesca (viva a cultura geral though).
De oferta com cada revista, vinha um artigo da giotto, desde aguarelas a guaches, passando por lápis de cera e canetas de sopro .

Dessas coisas todas ainda tenho alguns sobreviventes algures numa caixa de material de desenho. (estou com a sensação que começam a pensar que eu sou algum hoarder.)
Passei horas infindas a aprender a desenhar, fazer sombreados e conjugar cores.
E embora a internet cá em casa não existisse, não me fez falta nenhuma, era darem-me uma revistinha destas para as mãos e eu entrava lá no meu mundo em menos de 5 segundos.
De todos os 52 fascículos comprei 50, porque 2 deles esgotaram.
Corri tudo em busca deles, e ainda esperei que voltassem a editar a coleção, mas bem, já se passaram 12 anos desde que foi publicada, acho que é seguro concluir que já não o vão fazer.

Muitas das minhas férias de verão foram passadas de volta destas revistas.
Cada uma das revistas trazia uma ilusão óptica na última página – ou melhor, na contracapa – e lá ficávamos eu a minha prima e a minha avó sentados no chão da sala,
horas e horas a tentar adivinhar o que aparecia em cada imagem.
Olhem, até vos deixo aqui um exemplar (tive que digitalizar, que não encontrei uma única imagem disto na internet).
Vamos ver se conseguem descobrir a imagem escondida.

Cliquem para aumentar

E vocês?
Chegaram a ver esta coleção?
e a fazê-la?
Que outras coleções fizeram na vossa infância?
Conseguem ver alguma coisa aqui na última imagem?
O que querem ver falado na próxima time machine?
Vá, deixem aqui os vossos comentários, sugestões e já agora, o palpite da ilusão óptica! (E não se esqueçam do like se gostarem!)

quinta-feira, agosto 23, 2012

Ricardo's Time Machine XVI - Especial regresso às aulas

Já começaram as campanhas de regresso às aulas, mesmo estando nós em pleno mês de Agosto, e para celebrar a volta da time machine, resolvi fazer uma viagem aos nosso tempos de escolinha.
Em vez de falar só de uma coisa, vou falar de vários itens que fizeram parte da vida escolar dos nossos "mini eus":

Tabuada do ratinho
Quem é que não se lembra deste mítico livrinho?
Haviam à venda em qualquer papelaria ou supermercado, e custavam 200 escudos - 1 euro -, se não estou em erro (já faz tanto tempo)
Tinham todas as tabuadas, que na altura deviam ser o pesadelo da criançada, uma cábula com a numeração romana (que muito jeito me deu na altura, e me dava agora para as rúbricas), E um conjunto de páginas dedicado à conversão de centavos em escudos (moedas já não existentes).

Na altura de implementação do Euro, foram re-editadas, e eventualmente deixaram de ser fabricadas, há coisa de uns 2 ou 3 anos.

"O nosso Amiguinho"
 A revista infantil das crianças dos 90's.
Todos os meses recebíamos na sala de aula um pacote enoooorme de revistas, que eram prontamente distribuidas por todos os alunos, e que nos punham imediatamente agarrados às suas páginas coloridas.
Tinha diversas secções, uma dos passatempos - Oh, a loucura que era montar os puzzles de cartolina, e fazer os recortes, daqueles bonequinhos de cartão, que se transformavam em brinquedos super interessantes - "artigos" informativos, e pequenas histórias que ensinavam sempre lições de moral.
Havia também uma secção com contos bíblicos, da qual muito honestamente não me consigo lembrar, e a secção do ambiente, em que nos ensinavam a reciclar e todas aquelas coisas amorosas que nós, pequenas esponjas, absorvíamos avidamente.
Não me sobrou um único exemplar para contar a história, por mais cuidado que tivesse a guardá-los em caixas para livros algures na despensa.
Pirilampo Mágico
O pirilampo mágico é a mascote de uma campanha solidária, que contribui para a CERCI, que trata de crianças com deficiências mentais e problemas económicos.
Ora, por cada pirilampo comprado x dinheiro ia para a instituição, e uma das melhores maneiras de conseguir apoiantes, era ir às escolas primárias.
Não faziam nada de especial, tinham uma fitinha colada à base e só serviam para enfeitar o tablier do carro, o que não me impedia de impingir um pirilampo a cada pessoa da família, só porque ia ajudar. Não faço ideia de se os 200 escudos por pirilampo ajudaram efetivamente alguma coisa, mas por falta de contribuição destas partes não foi.
Eventualmente, a campanha foi perdendo popularidade, e deixou de se ouvir falar nos pirilampos mágicos algures entre 2005 e 2008.
O Leite escolar
Ora, sobre isto não há grande coisa a dizer... quer dizer, era leite com chocolate que davam na escola.
Só me lembro de ter havido uma campanha pelas escolas primárias nacionais para escolher a ilustração que ficaria nos pacotes de leite.
E não foi a minha, que era muito mais linda bonita e maravilhástica!

Vá, digam de vossa justiça:
Quem é que teve uma tabuada do ratinho?
E daqueles lápis com a tabuada impressa?
E quem leu o nosso amiguinho?
Lembram-se de todos os itens aqui?
Que outros itens marcaram a vossa "escolinha"?
Ainda têm os vossos antigos livros escolares? (eu tenho)
Partilhem na comment box, e se gostaram do post, dêm-lhe um like!

domingo, abril 29, 2012

Ricardo's Time Machine XV

Esta semana tenho andado com a inspiração a zeros, mas queria mesmo fazer uma time machine.
Como seria de esperar, tive pontaria e fui escolher 3 temas dos quais não consigo arranjar vídeos decentes, por isso tive que me virar para o rei dos tesourinhos deprimentes da década de 90.
Imaginem um circo.
Tirem lhe os palhaços.
Tirem-lhe os animais.
Tirem-lhe o algodão doce e os trapezistas.
Acrescentem um trintão híperactivo, 10 dançarinas semi nuas, e centenas de cantores pimbas, e temos o quê?

Oh yeah:

Big Show Sic

Se forem dizer “Ah e tal, eu não vi, pfff”.
Poupem o latim. Toda. A. Gente. Viu.*
É de salientar que o João Baião parecia ligado diretamente à corrente. Saltava, gritava, dançava, cantava, corria e fazia mil e uma coisas na hora e meia (ou mais) em que religiosa nos sentávamos a ver no sofá.
Chegava a correr suor em bica.
Not a pleasant sight.

Era um programa de variedades, sem grande substância – não querendo ofender ninguém – que conquistava por isso mesmo.
Começávamos com as coreografias de abertura, e depois os convidados entravam em catadupa. Não havia um critério específico, era mandar entrar. Como uma fila pro WC das mulheres num bar sábado à noite.
Geralmente era alguma coisa fantástica como uma Ruth Marlene, uma Ágata, ou os meninos abaixo:

E o playback reinava, juntamente com a laca, as purpurinas e o latex, coisas que agora podemos chamar vintage, mas na altura eram mais ou menos moda.
O povo gostava. 
O João encantava com toda aquela energia, quando entrava pelo palco aos saltos, e vinha “entrevistar” os convidados, dar duas beijocas, cantar uma música qualquer e chamar o próximo com aquele speed muito característico.
Entretanto vinha o intervalo, e lá era a Dona Ermelinda avisada.”Vá Dona Ermelinda, pode ir agora fazer o seu chichizinho, mas só no intervalo!” como se a SIC contratasse capangas para controlar o tempo de micção das espectadoras septuagenárias, que eram mais que muitas.

Pelo meio de tudo isto as dançarinas estavam lá, a dançar literalmente tudo e mais alguma coisa que tocasse, todas vestidas a combinar, cada programa com uma fatiota diferente, todas possivelmente compradas numa qualquer sex shop nas redondezas de Carnaxide.

Como bom programa dos 90, a dada altura a salganhada era tanta, que já tinha um bocado de tudo lá dentro. Ele eram concursos de cantores, acordeonistas, poetas, e outros que tais, para encher chouriços, dentre os quais o belo do momento da lágrima. 
Foram vários segmentos em que o Big Show Sic dava qualquer coisa às pessoas carenciadas, velhos, miúdos ou simplesmente pobretanas- no harm intended. E lá iam as camaras atrás, ver uma casa pobrezinha e fazer uma entrevista aos selecionados que ganhavam uma aparelhagem, uma TV ou uma máquina de lavar roupa enquanto choravam baba e ranho.

Para acabar a festa em Beleza, havia o mítico segmento do Macaco Adriano, que todos nós conhecemos bem. A dada altura, vinha aquele momento que toda a gente lembra com saudade, em que algum desgraçado num fato de gorila, corria de dentro de uma jaula para o meio do palco, saltava tocava a theme music do personagem, que interagia com os cantores – embora eu só me lembre de o ver a saltar pelo palco.
Ah, a TV dos 90 que não volta.

E depois desta exposição toda esperam que nós, jovens adultos vividos nos 90’s saiamos “normais”? really?

*A não ser que não vivam em Portugal.

sexta-feira, abril 13, 2012

Ricardo's Time Machine XIV

Sorry, ontem não tive tempo de postar a time machine, por isso cá vai água.
Já falámos de séries, programas, desenhos animados, músicas... mas ainda há tanto por onde explorar.
Hoje é dia internacional do beijo então pronto, vamos falar de coisas que iam directamente à boca. resolvi recordar os 90's e a maravilhosa dieta de fritos e açúcar que eu tal como muitas criancinhas vivemos, ainda antes da obesidade e das manias do comer saudável.
Hoje vamos atacar os:
Ring Pop
Descobri há uns meses um café que vende disso, embora só haja num sabor - o insípido morango - e acabei por comprar um, quase amputando o dedo quando tentei enfiar o anel.
Sofri um bocadinho quando constatei que pareciam muito maiores antigamente.
Os Ring pops são a guloseima mais féshion de sempre. Havia em praticamente todas as cores possíveis e imaginárias (ah, a alegria dos corantes em tudo o que era comida antigamente, nunca mais vai voltar), custavam 25 ou 50 escudos, e faziam uma boa figura até acabarem mordidos e nicados, e ficar só o pauzinho solitário sem qualquer réstia de chupa chupa.
Vendiam-se praticamente em qualquer estabelecimento de portas abertas e deram muitas cáries a milhões de criancinhas, agora jovens adultos com dentições perfeitas.
Eu tive uns mil, e tinha sempre aquela pateta ilusão de que "era desta" que ia conseguir ao impulso irresistível  de devorar o chupa chupa que parecia um diamante digno de um qualquer rapper na MTV...mas não. Acabava sempre sem chupa chupa e com um anel de plástico no dedo, a suspirar pelo próximo, que ia conseguir resistir sem comer... it never happened.
Um outro aspecto dos ring pops, era a carga emocional  - tan lindo.
Nós, como crianças inteligentes que éramos,  viamo-los como anéis de relacionamento perfeitos.
Não havia dinheiro para jóias a sério, que eram "coisas dos crescidos"  e a Bélinha do recreio ficava extremamente feliz se lhe déssemos um desses e um beijinho lambuzado na bochecha.
Quem é que não experimentou um qualquer momento pseudo romântico envolvendo estes - literalmente - doces acessórios?
Eu - ou melhor o meu mini eu - recebi e dei uns quantos destes em lindas declarações de amor durante o recreio, entre um jogo da apanhada e uma sessão de berlindes.. eram romances longos, que duravam o tempo que se demorava a comer o chupa chupa e eram trocados pela próxima pessoa que me oferecesse um.
Seguíamos à letra o sábio ensinamento da Beyoncé,"if you like it then you should have put a ring on it" Oh yeah.

E vocês?
Comeram disto?
Também trocaram declarações românticas acompanhadas de açúcar?
Vá, toca a ler, comentar e subscrever!

sexta-feira, abril 06, 2012

Ricardo's Time Machine XIII

Já viajámos por brinquedos, jogos e programas na time machine...
Porque não viajarmos por músicas?
Tendo em conta que quando era mais piqueno não era propriamente elitista musical... esperem para ver, porque hoje vou levar-vos numa viagem  (definitivamente não será a última) pelas bandas e músicas dos 90's que me marcaram e provavelmente a alguns leitores

É assim... é IMPOSSÍVEL falar dos 90's sem referir esta música.
Quem é que não conhece isto?
os aqua foram um fenómeno de vendas, música repetitiva e animada, um bom decote e uma voz aguda e irritante da vocalista Lene levaram-nos aos píncaros de vendas.
As músicas deles eram todas iguais, mas mesmo assim iam ao top de vendas num estalar de dedos.

Quem é que não se lembra da girlsband mais famosa dos 90s? (E as vezes que passou o filme delas na TV?)
Acho que toda a gente na altura sabia os nomes de todas elas, e toda a gente devia ter uma preferida.
As músicas não eram o apogeu de genialidade musical, mas cmon, não se faz pop como este (interpretem como quiserem).


Vengaboys:
Esta banda é aprova de que o autotune existe desde os primórdios da música industrial.
Aqui há uns meses fui ouvir umas músicas deles, nostalgia's sake, e reparei no quão badalhocos são os vídeos. acho que não há um que não esteja pejado de referências sexuais bastante explícitas.
O que não me impediu a mim e a muitas alminhas inocentes de ouvir e reproduzir essas músicas vezes e vezes sem conta.

Músicas soltas
(aquelas músicas que provavelmente toda a gente ouviu mas, na maior parte dos casos, ninguém se lembra de mais nada dos artistas)

Baila tu cuerpo alegria Macarena...eeeh Macarenaaaa!
Quem é que nunca fez esta coreografia?
Vá lá, não me façam sentir um fóssil!

Eu tenho um amigo que pensava que quem cantava isto era um homem.
Os milhões de vezes que ouvi isto, caredo.

Era esta e a livin la vida loca, acho que ouvi mais Ricky martin na minha infância do que seria aconselhável durante toda a minha vida.


Se eu disser que sei os versos todos desta música (pralem do refrão) não me acham muito deprimente, pois não? Gostava muito desta música, porque dava me a sensação de ter um grande domínio da língua Inglesa. thank you eiffel 65!


Será que este senhor alguma vez chegou a lançar mais alguma música?


la la la la laaaaa...really!


I don't...even...what should I say?

Como tinha tantas coisas para meter, resolvi guardar algumas para uma próxima.

E vocês?
Ouviam alguma destas músicas?
todas?
Que outras músicas pautaram a vossa infância?

quinta-feira, março 29, 2012

Ricardo's Time Machine XII

Hoje vamos viajar até Paris, onde vamos conhecer um cão espadachim.
That's Right, hoje vamos falar de :

Dartacão e os três Moscãoteiros
Acho que toda a gente com menos de 30 anos conhece esta música, sem exagero.
A série infantil é largamente baseada na quase homónima "Os três Mosqueteiros" de Alexandre Dumas.
Dartacão, sendo a maior diferença, o facto de todos os personagens serem animais (maioritariamente cães).

O personagem principal é um cão esgrimista que sonha juntar-se À elite dos espadachins, os três fenomenais moscãoteiros, guardas do rei. a aventura começa quando resolve sair de casa e perseguir esse sonho, França afora. Enquanto se dirige para  Paris, conhece Julieta, uma linda cadelinha loira, aia da rainha, pela qual se apaixona loucamente e acaba por defender de malfeitores.
acaba por se hospedar na casa do tio de Julieta e lá um rato, o Pompom - que suspeito tenha tido terapia intensiva derivado ao nome que lhe deram - que rapidamente se torna o seu fiel seguidor.

Com o seu grande talento de espadachim e a sua veia justiceira, Dartacão rapidamente se agrupa com os três moscãoteiros, Dogos,Mordos, e Arãomis para viver grandes aventuras.
Como nem tudo são rosas, o Cardeal Richelieur (primeiro ministro) quer roubar o trono ao rei e consequentemente acabar com os moscãoteiros, o que o leva a tentar de tudo pelos seus planos mirabolantes com ajuda dos diversos aliados maquiavélicos como a Gata Milady ou Widimer, o seu braço direito.

Teve direito a gelados, cadernetas de cromos, banda sonora e toda uma panóplia de souvenires com o Dartacão estampado, o que é uma faanha tendo em conta que a série passou aqui num largo espectro de anos, desde 1985 até 2000 se não estou em erro.
Passou e repassou na TV portuguesa em praticamente todos os canais, e as saudades são tantas que recentemente voltou a ser exibido na TV por cabo (no canal panda ou no Disney channel, não tenho bem a certeza).

De Espanha nem bom vento nem bom casamento, mas pelo menos veio o Dartacão e os seus duelos de capa e espada, donzelas em apuros e muita maluquice pelo meio, Com a certeza de que no fim é sempre derrotado, e de que o herói fica sempre com a donzela e com a ela tem eventualmente lindos cachorrinhos.

E é por estas e por outras que toda a gente conhece sempre alguém com um cão chamado... Dartacão.

E vocês?
Viam o Dartacão?
Ainda se lembram da história?
Sabiam que no youtube têm uma grande parte dos episódios em PT-PT? procurem
Conheceram alguém que tenha chamado ao cão Dartacão?
Vá, toca a ler, subscrever comentar e Essas coisas todas!

sábado, março 24, 2012

Ricardo's Time Machine XI

A time machine chegou atrasada esta semana, mas veio.
Hoje vou recordar um dos "marcos" da televisão infanto Juvenil Portuguesa, que contribuiu para a minha aceitação dos palhaços enquanto elementos produtivos da sociedade.
É isso mesmo, adivinharam, vou falar do:

Batatoon
Quem não se lembra do batatinha e do companhia, os dois palhaços mais famosos de Portugal?
Quando o saudoso Buereré e a sodona Ana Malhoa (já  aqui falei nela, no ano passado, embora qualquer dia fale no buereré). começaram a perder o gás, por volta de 98, os palhaços tomaram conta das audiências.
Durante 5 anos O batatoon (mais tarde super batatoon-acho que é um hábito nos programas infantis,meter "super" para tentar salvar do cancelamento) buzinava na minha TV.
Todos os dias, um bando de crianças extremamente sortudas estavam lá no estúdio a encher a plateia, enquanto nós, assistiamos do sofá às desventuras  do batatinha e do companhia, o palhaço com o vício do gel e dos penteados Fálicos.
O programa dividia-se no tempo em que passavam cartoons - Oh, a catch phrase, "chega-te à televisão, e carrega no botão" (ou qualquer coisa muito semelhante) - , tempo em que o Batatinha e o companhia faziam maluqueiras, e o companhia tentava roubar o programa ao batatinha, e os passatempos, que envolviam sempre prendas com a cara dos palhaços e dos personagens estampadas em todo o lado.
Haviam vários bonecos no estúdio, que nós, imbecis, acreditávamos estarem mais ou menos vivos, dentre os quais o sapo xixi, e mais tarde o irmão, cocó (quem viu sabe que é verdade), o urso João (que eu sempre vi como sendo um cão com crise de identidade) , a caixa do correio,(para onde era para ter mandado o desenho ao lado) e o microgaitas, que era um microfone - alegadamente - voador.
O sucesso foi crescendo e a dada altura toda a gente queria ir ao batatoon. as escolas "lutavam" para conseguir enviar uma turma aleatória lá - tenho uma prima velhaca que foi lá no dia de anos. Gosto muito dela, mas odiei-a naquele dia. - acabando por se tornar um franchise super lucrativo, que vendeu de tudo, desde lancheiras a puzzles, e até uma revista tiveram - que eu comprava religiosamente.

Quer dizer, nada poderia dar mal.
Eram engraçados, coloridos, andavam sempre ás turras, diziam piadas, e entupiam as criancinhas de bonecos animados e de passatempos....
Mas algo deu mal.
E por causa disso, o programa acabou, e passados dez anos, praticamente nunca mais ninguem viu o Batatinha ou o companhia.
Acho que este acontecimento é uma espécie de mito urbano Português.
Toda a gente ouviu dizer o que aconteceu naquela fatídica tarde de 2002 mas ninguém efectivamente se lembra de ter visto algo.
Pelo que contam, os palhaços andaram à batatada no estudio, com os miudos a ver e tudo. pararam a emissão do programa porque houve murros, pontapés e sangue.
Diz a lenda que o companhia competia por atenção,e se fartou de ser personagem secundário, indo ao trombil do batatinha.
Mais tarde acrescentaram-se laivos de badalhoquice quando me disseram que os palhaços andavam os dois enrolados, e que houve uma cena de ciumes.
Coisas que nunca saberei se são verdade.
E vocês?
Lembram-se do Batatoon?
Chegaram a ver a fatídica cena da batatada?
Vá, toca a ler comentar e subscrever!

quinta-feira, março 15, 2012

Ricardo's Time Machine X

Estou completamente perdido no tempo. Para mim hoje é terça feira, e a semana acabou de começar, daí a minha cara de tacho quando descobri que já é dia de time machine por uma colega de trabalho (que me disse que era quinta, não que me leia o blog), porque tinha imensos temas de que queria falar esta semana, e já estamos no fim da dita cuja, e ainda nem respondi aos comentários da semana passada.
Ora, depois de chatear metade dos meus amigufos À procura de inspiração procurar um bocadinho na minha memória lembrei-me do tema de hoje.


Pega-monstros 
(ou pega monstro, ou pegamonstro, sei lá)

Quem não se lembra de ter pelo menos visto um? 
Acho que estes pequenos foram o pesadelo de muitas mães e avós, bem como de pessoas com estabelecimentos com qualquer tipo de montras.
Não me lembro bem de como é que apareceram, mas sei que se espalharam rapidamente como brinde de batatas fritas, de gelado ou de uma outra coisa qualquer do género - a geração dos 90's podia perfeitamente ser a geração dos brindes, tendo em conta a facilidade com que qualquer coisa que saísse nos cereais ou nas batatas fritas nos consumia horas e horas - e a moda pegou (literalmente) por todo o lado. 

Eram pequeninos, gosmentos,havia em milhentas cores e feitios, desde mãozinhas com 4 dedos, a morcegos ou pés - o que na realidade não alterava em grande coisa o seu propósito... que era resumidamente, ficar colados a tudo e mais alguma coisa - e Toda a gente (ou quase toda a gente, vá) tinha um (ou mais) na altura, e era o furor. 
fazíamos concursos a ver quem conseguia chegar mais longe com o seu respectivo pega monstro, quem conseguia apanhar mais coisas com eles (era desde livros a lapizeiras, tudo o que ficasse colado a um pega monstro, entre outras coisas que em retrospectiva eram ligeiramente imbecis, não que na altura fizesse grande diferença.

De vez em quando vejo nas lojinhas do chinês uns quantos à venda, mas provavelmente já ninguém compra aquilo - a não ser pessoas malucas que fazem dos ditos cujos oferendas de aniversário, não é Sara?-Tão depressa como fizeram furor, evaporaram-se no ar, deixando em paz as superfícies polidas deste planeta.

E vocês?
Tiveram um - ou vários - Pega monstros?
O que faziam com eles ?(na minha cabeça esta pergunta soava muito menos porca do que agora)
Vá, toca a ler comentar e subscrever!

quinta-feira, março 08, 2012

Ricardo's Time Machine IX

A time machine de hoje calhou mesmo em cima do dia internacional da mulher , ou seja nada de post temático.
Coincidência ou não, ontem uma das séries de animação que marcou a minha geração fez 20 anos (é verdade, 20 anos), coisa que as leitoras se devem lembrar bem. 
Por isso, vamos lá falar de uma bela guerreira, que luta(va) pelo amor e pela justiça blablabla! 
É isso mesmo, vamos falar de:

Navegante da Lua / Sailor Moon
Quem é que viveu uma infância nos 90's e não ouviu este genérico (vá, ou este em Brasileiro)?
Oh hell I did! E não tenho vergonha nenhuma em dizer que gostava muito.
Foi um dos primeiros animes que vi, no antigo Buéréré e mais tarde no Batatoon, a par com a mítica série Dragon Ball  e o Samurai X(dos quais falarei em posts futuros) e era completamente viciado naquilo.

A animação era longe de ser perfeita - mas tenhamos em conta que o anime foi feito entre 92 e 95 mais ou menos - perdia-se metade do episódio a ver transformações e ataques cheios de glitters e luzes psicadélicas, e pernas muito, muito compridas (como podem ver pela minha interpretação artística abaixo).

Eu era um artísta aos 5 anos, não acham
A série consistia nas aventuras de uma rapariga desmiolada e comilona (Bunny a eterna cabeça de serradura) que tinha um gato falante (Luna) e juntamente com um grupo de raparigas (inicialmente eram 5 depois passaram a 9), as belas guerreiras do sistema solar... que como o nome indica tinham cada uma o poder de um planeta, e se transformavam em guerreiras navegantes para lutar contra monstros que queriam destruir o mundo, de mini saia e saltos altos, isto de forma muito muito compacta.
Foi um fenómeno de popularidade e as meninas tinham tudo e mais alguma coisa com as navegantes estampadas.

Montanhas de gente via aquilo, embora agora nem toda a gente admita  - vá-se lá saber porquê - e as minhas colegas de escola andavam aos tapas para ver quem era a Bunny, e quem era a Joana, a Rita e a Ami (uma colega minha chegou a partir a testa a imitar as poses da animação em cima de um muro).


Uma das coisas que mais associo a esta série é a dobragem.
Era cheia de falhas, tinha episódios em que era literalmente um amontoado de gritos histéricos, mas não deixam de ser as vozes que ouvi enquanto criancinha,e de certa forma têm o seu carisma.
Para começar, quando receberam o anime em, um dos dobradores(António Semedo, que já morreu em 2009) viu a gata falante , achou piada ao bicharoco, e quis dobrar-lhe a voz, sendo por isso Portugal o único país onde se trocaram os sexos aos gatos, o que foi extremamente interessante porque pelos vistos mais à frente tiveram que alterar uma data de coisas nos episódios para a gata passar a gato.
Depois, as dobragens incluíam saídas hilariantes referentes a programas e personalidades actuais, que não tinham absolutamente nada a ver com a dobragem original,mas que partiam uma pessoa de riso
Não se lembram? Ora vejam lá estes:
Ensinava - como quase todos os bonecos da época - os valores da amizade e essas coisas todas que agora fazem muita falta aos bonecos actuais,tudo com muitas situações cómicas pelo meio.

Vendo bem as coisas, a série meteu relações lésbicas, transexuais/travestis, suicídios, mortes e infidelidade pelo meio (não, não estou a inventar nada disto), e acho que nós, putos da altura não ficámos grandemente marcados por essas coisas, éramos crianças resistentes.
Já não se fazem bonecos como antigamente...

E vocês?
Chegaram a assistir a esta série?
Ainda se lembram das personagens? e da história?
Leitoras, que artigos tiveram das navegantes?
Que assunto gostariam de ver abordado na próxima time machine?


Comentem, leiam e subscrevam, ou em nome da lua, vou castigar-vos! (não resisti)

quinta-feira, março 01, 2012

Ricardo's Time Machine VIII

A time machine de hoje é muito Portuguesa.
Quem visita do outro lado do oceano - desculpem =( - , não deve conhecer a série de que vou falar, mas marcou a minha infância e provavelmente a de muitas pessoas cujas infâncias decorreram nos 90's.
(e com as notícias sobre a Sara Norte a toda a hora, não parava de me lembrar disto a semana toda)
Hoje vou falar de:

Quando vejo as séries Portuguesas de hoje em dia tenho quase sempre a tendência de comparar com estes “marcos” da minha memória – dentre os quais, médico de família – e tendo sempre a pensar que “já não se fazem séries como antigamente.
Mas já se sabe como é, nas memórias tudo parece mais intenso, mais dramático, mais colorido.
Hoje quando descobri no youtube uma série de episódios de Médico de família, tive a distinta sensação de que as minhas recordações de infância iam ser atropeladas pela dura realidade de que a série não era boa, e que a única razão para continuar a assistir àquilo se prenderia à ligação emocional, como aconteceu tantas vezes.... mas fiquei agradavelmente surpreendido.

Temos que ter em conta as limitações da época no que toca a qualidade de equipamento e assim, e obviamente que os actores não eram tão bons como eu me lembrava, mas continua a ser uma série que não me importaria de rever na TV – mesmo estando completamente desactualizada em milhentos aspectos.

Médico de Família foi uma série que passou nas TVs portuguesas entre 98 e 2000 e que foi um sucesso estrondoso.
A série rodava em torno de um médico (se o título não fosse completamente explicito nesse aspecto), viúvo e com três filhos.
Mudam-se de Lisboa para uma aldeia, juntamente com o avô, depois de a mãe morrer num acidente de automóvel.

E durante 2 anos era quase um ritual ligar a TV à noite para seguir as peripécias da família Melo.
Os episódios saltitavam entre as peripécias familiares co avô José(Henrique Mendes) e os miúdos, Pedro (Francisco Garcia) e Mariana(Sara Norte) – que era razão mais que suficiente para nos prender a nós putos – e a vida no centro de saúde onde o Diogo (Fernando Luís) trabalha, fazendo paragem pelas confusões com a Empregada “do norte” Lucinda (Maria João Abreu) – Quem é que não se lembra do “óh troilaré”? - e do namorado mecânico (Rui Paulo) e o colega (José Raposo) e toda uma panóplia de personagens secundárias das quais eu não me lembro completamente.
Toda a gente torcia pelo romance entre a tia Teresa (Rita Blanco) e o pai, que engonhou praticamente até ao fim da última temporada, claro, triunfando no fim, e à medida que crescíamos, os personagens pequeninos da novela cresciam connosco.
Era quase como uma visita à Família.
O que não deixa de ser estranho, porque agora tenho a sensação que tenho uma prima postiça presa por tráfico de droga, nice Job Sara Norte..

E vocês?
Viam médico de família?
Do que se lembram melhor da série?
Vá, toca a ler, comentar e subscrever!

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

Ricardo's Time Machine VII

Hoje não trouxe o tema por nenhuma razão em especial, lembrei-me.
Vou falar dos:


Um furby consistia num cruzamento entre um sapo, um coelho e um periquito (quer dizer, pelo menos sempre me pareceu isso) que respondia com voz robotizada, falava uma língua muito estranha, dançava, arrotava e peidava-se todo soltava gases.
Era literalmente só isto.

Nunca tive um nem nunca quis ter, mas a verdade é que a determinada altura os Furbies invadiram a minha vida de tal forma que seria impossível não os associar à minha infância.

Os Furbies apareceram no final dos 90's, aí por volta de 97/98, e eram uma espécie de “amiguinho imprevisível” - e provavelmente alien, ou mutante – para as criancinhas, e respondiam quando se falava com ele. Vinham em todas as cores do arco íris, tinham uma lâmpada LED na testa e uma colher para meter no bico, e acreditem em mim, era mais do que suficiente para toda a gente se por de volta de um exemplar como se aquilo fosse a maior maravilha do universo da robótica.
Ora, juntando à equação o facto de estarmos nos 90's e de as crianças serem todas por norma ligeiramente imbecis (independentemente da época), o Furby foi um sucesso de vendas total.

Era um brinquedo mais direccionado para as meninas – embora um ou outro rapazinho tivessem um (embora agora provavelmente neguem a pés juntos, para não serem gozados até à morte) – e era vê-las todas com os seus instintos maternais a fazer festinhas ao Furby e a ver se ele tinha febre – acho que já estou a inventar, porque não me lembro de a febre vir incluída – ou fome.
Era o mesmo que ter um nenuco com pêlos e a pilhas.

Ora, teoricamente era uma ideia inovadora ter um pequenino amigo electrónico, se não fosse o pequenino detalhe dos furbies serem completamente perturbadores.

Eram as vozes estranhas e nasaladas, as convulsões que tinham quando deviam “dançar” ou “ter cócegas” e o pormenor de de vez em quando se ligarem sozinhos e começarem a falar de forma completamente aleatória, o que era interessante, porque se estivessem dois perto um do outro, começavam a “conversar” até a pilha acabar ou algum dos adultos que vivesse em casa se suicidar com um tiro na cabeça.
Sei que eles tinham uma função que na teoria tinha tudo para ser gira e até enternecedora, que era cantarem em coro, mas quando em execução a mim parecia mais um coro satânico que outra coisa.
Tive uma amiguinha – ligeiramente maluca – que tinha dois ou três furbies – cada um com um nome diferente – espalhados pela casa, e enquanto eu lá estava apanhava sempre grandes cagaços , porque eles se ligavam sempre que eu ficava sozinho num e começavam a rir histericamente do nada.
Ou então desatavam a dizer palavras extremamente complexas estilo “Blobiduguijulaaaaa!” ou “Junquaaaaaaaami” enquanto vibravam em cima de uma qualquer cómoda.

E vocês leitores e leitoras?
Tiveram algum Furby?
Também os achavam perturbadores, como eu?
Vá, toca a ler comentar subscrever, e votar no questionário acima da zona de posts!
PS: Não tenho conseguido responder estes ultimos dias aos vossos comentários, porque a minha internet anda um pesadelo. 
Peço desculpa =<

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

Ricardo's Time Machine VI

Quando perguntávamos aos nossos pais se podíamos ter um cão ou um gato, o discurso que se fazia ouvir era invariavelmente o da responsabilidade. “ter um animal de estimação requer responsabilidade e tens que lhe dar de comer, e dar banho, e ir passear e assim, não são só brincadeiras no parque. Depois a mãe e o pai é que acabam a tomar conta dele”.e uma maneira fantástica que surgiu nos 90's de contornar toda essa conversa, foram os:


Eu sei que a ideia daquilo era bonita e construtiva, dar-nos um animal de estimação virtual/filhote (sim, que haviam os tamagotchis com bebés humanos) para as mãos.
Tamagotchi
Tamagotchi (imagem daqui: stopsign)
Queriam que tivéssemos mais a noção de como prestar atenção ás coisas e a melhor maneira de o conseguir era – alegadamente – através de um bonequinho em 8 bits.

E talvez até resultasse na teoria, mas o bonito fica-se por aí.
Porquê?
Para quem nunca mexeu num tamagotchi, eu explico como aquilo funcionava.
Quando se ligava o tamagotchi havia um ovo. Era sempre um ovo, quer saisse de lá uma galinha ou um elefante. O ovo chocava e tínhamos uma boa muito estranha que era alegadamente o nosso bebé.
E aquilo funcionava efectivamente como um bebé, muito, muito, muito chato. Como? Dizem vocês? Havia no mínimo 3 botões com as funções básicas, comer, banho, dormir.
E o raio do tamagotchi apitava cada vez que o bichinho queria alguma coisa, o que era sempre nas melhores alturas, e a toda a hora. E não era um apitozinho baixinho e suportável, era estilo mini despertador que ficava a apitar durante um bom tempo até alguém dar um hamburguês a fingir, ou uma sanita ao bicharoco.
Se não lhe satisfizéssemos os pedidos ele morria. Era um bocadinho deprimente ver o bicho ali com cruzes em cima dos olhos e a boiar até alguém carregar no “reset” e poder substituir o falecido por outro igual.

Eu tive aproximadamente 10 tamagotchis e escusado será dizer que morreram todos vezes sem conta, antes de se avariarem ou perderem no buraco negro que era o meu armário.
Oh yeah, infanticídio FTW.
Claro que havia sempre um coleguinha qualquer que conseguia que o tamagotchi crescesse e durasse meses, fazendo com que todos nós jovens pais negligentes nos sentíssemos um lixo com o genocídio digital que causámos anteriormente.

Mesmo sendo irritantes, e mesmo que quase ninguém conseguisse mantê-los vivos por mais de duas semanas consecutivas, os tamagotchis eram bastante populares.
A minha mãe trabalhava numa papelaria que vendia bugigangas dessas, por isso tive uma montanha deles, de todas as cores e feitios, todos com o triste destino que já conhecem.
Houveram umas quantas versões que eram basicamente todas iguais umas às outras, tirando o tamagotchi oficial dos pokemons que era uma pokebola com um ecrã e um pikachu lá espetado no meio.
Não me lembro concretamente como é que eles apareceram em Portugal, nem como se passou a palavra tão depressa, mas o facto é que de um dia para o outro toda a gente – pró menino e prá menina – tinha um tamagotchi.
Claro, quase tão rapidamente como se espalhou o furor, dissipou-se.
Acho que devem ter feito uma petição para acabarmos com os maus tratos infantis virtuais ou assim.

E vocês?
Chegaram a ter algum tamagotchi?
Matavam-nos todos como eu?
Vá, toca a ler, comentar, subscrever e partilhar ;P

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Ricardo's Time Machine V


Hoje vamos falar de 5 adolescentes em maillot, um careca cabeçudo e um aspirador falante.
Não adivinharam do que estou a falar?

Power rangers

Agora que penso nisto, diz-se que estamos a ficar todos mais tolerantes e tal, mas antigamente não havia tanta distinção entre os bonecos animados de menino e os de menina, nós papávamos praticamente tudo o que mexesse na TV como se não houvesse amanhã, sem grandes distinções.
Os power rangers não foram a excepção.

A história é muito simples, uma bruxa do espaço queria destruir a terra, fez uma base qualquer na lua, e então o seu arqui inimigo, o zordon (uma cabeça gigante careca) convocou uns adolescentes (Deveriam ser adolescentes, mas nenhum deles me parece ter menos de 20 anos na altura da série) e deu-lhes uns “transmorfadores” (não inventei o termo, era o que lhes chamavam) mágicos que os transformavam em guerreiros mascarados de maillot justo e capacetes gigantes, os fantásticos power rangers.

Podia aqui pregar-vos uma grande mentira e dizer que me lembro fanaticamente de todos os episódios tintim por tintim, e que sei como é que acabou a história (também não é preciso pensar muito no assunto), mas os episódios consistiam todos no mesmo. Basicamente todos os episódios a bruxa má, a Rita Repulsa, mandava um... monstro (alien, ou lá o que era) atacar a cidade de Angel Grove, eles davam-lhe tiros por um bocado, e andavam a dançaricar com ele, até ele se tornar gigante e os power rangers terem de invocar os seus megazords, que se encaixavam de mais maneira do que as existentes no kamasutra (a sério, aquilo era uma rebaldaria. Chegavam a juntar-se 7 robots de cada vez). E formavam o ultrazord e o megazord e superultra megazord, e todos aqueles robots que faziam qualquer rapazinho querer entrar no ecrã.

Posso não me lembrar da história toda, mas sinto efectivamente um bocadinho de saudades da faceta educacional dos power rangers. É uma coisa de que ainda me lembro relativamente bem na série, eram os pequenos conselhos e lições de moral que os actores deixavam no fim dos episódios (coisa típica nas séries infantis dos inícios dos 90s). Se por 20 minutos seguidos davam cabo do canastro à escumalha extraterreste, no fim do dia tinham sempre algum sábio conselho para nos dar, do género “não andes à pancada com os teus amiguinhos” ou “não brinques com facas”qualquer outra coisa que os pais aprovassem.

Vendo em retrospectiva não eram tão fantásticos quanto isso, as lutas eram demasiado coreografadas e os inimigos usavam quase todos fatos de borracha, para além de em todos os episódios os monstros gigantes espezinharem uns quantos arranha céus, e no episódio seguinte estar tudo reconstruído, e aparentemente ninguém se lembrar disso.
O que não nos impedia lá na escolinha de brincarmos grande parte dos recreios aos power rangers. toda a gente via os power rangers. Era uma coisa muito moderna, cheia de efeitos especiais, e lutas e luzes e monstros, não esquecer que estávamos nos 90s e animação digital era mentira.
Eu queria sempre ser o ranger azul (pensando bem sobre isso, acho que era um presságio para me avisar de que ia usar óculos num futuro próximo), e as meninas queriam todas ser a ranger cor de rosa, e andávamos pelas ruas com pistolas de plástico a fingir que estávamos a salvar o universo dos aliens malvados.

E vocês?
Viam os power rangers?
Chegaram a sofrer daquela praga dos artigos dos power rangers (pijamas, tshirts, cuecas, lancheiras, whatever)?
Vá, toca a ler, subscrever, comentar, fazer gosto no facebook, e por aí a fora. vou responder agora aos comentários em atraso.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Ricardo's Time Machine IV

Hoje estava a arrumar umas caixas, e deparei-me com uma mão cheia deles.
redondos, com bonecos,de plástico ou de cartão, tive-os às dezenas.
Sim, estou a falar dos:
Tazos
Quem é que não se lembra deles?
Das muitas bugigangas que preencheram gavetas e gavetas da minha criancice (e da minha casa, literalmente), os tazos são ocupantes de um dos primeiros lugares.
Eram coloridos, tinham desenhos, eram pequeninos e toda a gente os tinha.
Enfâse em TODA a gente.
Os meus resistentes
Era a febre da altura (dos falecidos 90s), e tenho a sensação que se criou uma grande fornada de pequenas lontras que se empazinavam em batatas fritas à custa dos tazos... Eu incluído.  
Houve imensas colecções por cá. Tazos dos pokemons, dos power rangers, dos looney tunes e de uma penca deles (a dada altura as empresas de cromos começaram a comercializar carteirinhas de tazos de colecções próprias, embora os da matutano tenham sido mais famosos) que pareciam todos muito mais interessantes do que efectivamente eram.

Lembro-me de que havia tazos normais, os super/mega/qualquer coisa tazos (que eram uma rodelonas de plástico super grosso, que nem sempre saíam nas batatas) e mais tarde apareceram os tazos voadores - que se encaixavam uns nos outros e tal. Era basicamente tudo a mesma trenta, mas alegadamente uns tinham mais "valor que outros" e "mais potência" - dizia-se por essas palavras.
Punhamo-nos em filinhas, como se estivéssemos a presenciar algum ritual deveras importante, e organizavamos esporadicamente jogos (Eu não me arriscava sempre a jogar, porque tinha uma maravilhosa pontaria.) E tentávamos derrubar as torres de tazos, enquanto ficávamos muito admirados quando algum coleguinha conseguia virar uma mão cheia deles - o que significava que passavam a ser dele.

Nessa altura, fazíamos fila nos supermercados para comprar as batatas da matutano e ganhar os tazos mais "raros", e depois ocupar o recreio a trocar tazos, e a tentar amarfanhar os tazos uns dos outros. Como era complicado andar com as famosas rodelinhas à solta na mochila, algum génio do marketing inventou os porta tazos. eram basicamente tubos de plástico - ou seriam de cartão? não tenho a certeza - próprios para o transporte dos nossos tazzos, sem o risco de se riscarem ou perderem, e por aproximadamente duzentos paus (1 euro hoje em dia) conseguíamos um porta tazos oficial.
Mais tarde foram aparecendo outros acessórios mas não os cheguei a comprar.

Sei que cheguei a ter mais de cem (tazos, não quilos.... se bem que à velocidade que eu papava aquelas batatas todas também podia ter lá chegado), e que um dos meus pequenos prazeres da altura era tirá-los da caixinha, e espalhá-los na cama como se fossem moedinhas, para olhar para eles. 
Eram o meu pequeno tesouro (isto soou bastante à senhor dos Anéis, I know).


E vocês?
Chegaram a ter Tazos?
Ainda têm algum?
Já sabem, leiam, comentem, subscrevam e se quiserem, sugiram coisas aqui para a time machine!

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Ricardo's Time Machine III

Viver num mundo sem internet, Computadores de ultima geração e consolas portáteis levava muitos rapazinhos a antros de testosterona em desenvolvimento – também haviam raparigas, mas em muito menor número – , música psicadélica, e pastilhas elásticas coladas em todas as superfícies.
Sim, estou a falar dos:

salões de Jogos 
(ou casas de arcade, não me lembro como se costumavam chamar isso)

Há coisa de 14/15 anos – Oh Meu Deus, já tenho idade para dizer coisas destas – Não era propriamente como agora.
Sim, porque no milénio passado, os computadores eram fraquinhos, e as consolas eram um luxo.
Até eu conseguir ter uma consola ou um computador, passaram uns bons anos e uns bons quilos de moedas ficaram para sempre no estômago das amigas máquinas de arcade.
Se a pessoa comum queria algum contacto com jogos informatizados (ou com o bom e fiável amigo pinball, no qual eu era um completo desastre), sujeitava-se a ficar falida para chegar aos níveis mais avançados (e as vezes que isso me aconteceu...).

Formavam-se filas enormes nas máquinas com os jogos mais populares e melhores, e era aí que estava a magia dos salões de jogo, ficar horas de pé, a olhar para o ecrã e a tentar não morrer , para deixar o nome no top das pontuações (e as vezes que tinha que me ir embora por já ser muito tarde, e acabava por largar o jogo com créditos a um ranhoso qualquer que ficava ali á caça? Tristes momentos), era uma espécie de código de honra semi geek, que não fazíamos muita questão de entender, mas que partilhávamos.

Ainda me lembro como se fosse hoje, da quantidade bruta de “rapazes crescidos” no alto dos seus 13/14 anos – tendo eu 7/8 anitos eles eram crescidos para mim – a gastarem a semanada toda a jogar ao metal slug, ou ao marvel vs capcom, ou a outros jogos de pancadaria e explosões, com toda a beleza que uma imagem a 32 bits e muitos pixels poderia proporcionar.
Mexiam no stick com uma destreza que eu nunca cheguei a adquirir – nem fazia parte das minhas ambições futuras – e era uma coisa fixe para a altura, uma espécie inocente de integração.

O meu jogo favorito dessas máquinas todas, era o puzzle Bobble.
Quem é que não conhece os manos dinossauros que rebentavam bolinhas de sabão?
Não tenho bem a certeza de quantas horas dediquei ao bendito jogo, mas foram mais de muitas, passava horas agarrado à máquina a desperdiçar moedas de 50 e 100 escudos ( 25 e 50 cêntimos respectivamente), sempre ao som da mesma música, com um bando de pirralhos da minha idade a olhar como se fosse um evento extremamente importante eu estar a gastar dinheiro para rebentar bolinhas.

E embora hoje em dia seja absurdo gastar dinheiro em máquinas de jogos, com o acesso tão fácil e tão variado de jogos mais ou menos razoáveis quer nos computadores quer nas consolas, mas ainda sinto um bocadinho de saudades daquela sensação de estar ali a deixar a minha marquinha á custa de umas quantas moedas e de muitas horas de esforço para não “morrer”.

E já que estamos numa de partilhar, olhem joguem:

Para começar a jogar, têm que carregar em cima do jogo, e iniciam com o Enter.
mexem com as setinhas do teclado,
disparam a bola com a barra de espaço,
fazem pausa com o botão “P”.
Já sabem, 25 cêntimos por jogo :P

E vocês?
Chegaram a jogar nas máquinas de arcade?
Tinham algum jogo preferido?
Vá, toca a comentar, ler e subscrever (e se quiserem, a jogar. podem ver o site do jogo aqui)

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Ricardo's Time Machine II

Eu cresci na rua do limoeiro, com o Cebolinha e o Cascão a darem nós às orelhas do Sansão e a fugirem das coelhadas da Mônica (Não é Mónica, é mÔnica). Enquanto isso a Magali devorava melancias e pãezinhos da padaria do Quinzinho, O Franjinha Criava maquinetas fantásticas e o Chico Bento na roça com o Zé Lelé e a Rosinha roubavam Goiabas ao Seu Bento.
Sim, adivinharam, hoje vim falar-vos de:
A turma da Mônica
Hoje em dia, é muito provável que grande parte dos miúdos ache uma seca agarrar-se a uma meia dúzia de páginas com desenhos e ler uma historieta, com todas as opções disponíveis, a começar pela internet, e a acabar na TV cabo, mas quando penso na minha infância, ler "gibis" é uma das coisas que mais associo, e das quais sinto mais saudade.
Lia livros aos quadradinhos do tio patinhas, do pato donald e companhia, mas nada me marcou como a turma da mônica.

Durante muitos anos a minha mãe trabalhou numa papelaria, e eu era obrigado a passar lá grande parte do dia enquanto o meu pai ia para o trabalho dele, porque não podia ficar sozinho em casa, como não haviam muitas crianças da minha idade nas redondezas, acabei por me entreter com os livros, coisa que não faltava por lá, e por ganhar uma espécie de vício.
Viajava pelo espaço com o Astronauta, Ria-me das traquinices do Cebolinha - que trocava os "R" por "L"- e do Cascão- que nunca tomava banho, compreendia os ataques de gula da Magali (a minha personagem preferida), tinha uma tara pelo Bidu e pelo Mingau (o cão e o gato do Franjinha e da Magali, respectivamente) porque não podia ter animais de estimação, ria-me com o do contra - não é preciso explicar, certo?- e com o Nimbus que eram irmãos mas não tinham nada a ver, e podia ficar aqui a noite a recitar personagens porque me lembro de praticamente todas.

Um dos rituais que tinha era pegar na minha colecção de gibis, estender uma manta algures no quintal da minha antiga casa e sentar-me com umas pantufas estilo animais felpudos enormes e com olhos gigantes, um pacote de bolachas  e fazer um piqueninque a ler os gibis todos duma ponta à outra. uma ou duas vezes até passaram casais de velhos turistas que achavam piada e tiravam fotos (pedófilos -.- ).

Tentava imaginar como se diziam aquelas palavras que não conhecia, foi por lá que aprendi uma data de expressões tipicamente brasileiras, um bocado antes das famosas novelas da Globo virarem ritual na TV lá de casa, e foi por causa deles que comecei a infernizar a minha mãe com comidas que não se conheciam cá (andei montes de anos a querer comer quindins e paçocas ás custas dos benditos gibis).

De vez em quando, quando vou comprar o jornal, demoro-me pela secção de livros infantis, e folheio um ou outro gibi, e tenho umas certas saudades.

E vocês?
Liam a turma da mônica?
Se sim, qual era o vosso personagem favorito?
Vá, toca a comentar, ler e subscrever

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Ricardo's Time Machine I

Há uns 2/3 dias estava a ver genéricos de programas antigos, que via quando criança, e comentei no facebook do blog com a Afal que ainda fazia um post sobre o assunto eles.

O problema começou logo aí. Quanto mais pesquisava, mais coisas queria meter. 
Ás tantas não só tinha vídeos que queria partilhar, como fotos de coisas que foram existindo durante a minha infância, então resolvi criar uma rubrica.
Todas as quintas feiras, vão ser transportados na minha Time machine a um bocadinho da minha infância, seja por brinquedos, programas televisivos, marcas, músicas, é à escolha do freguês. 
Quem sabe se não reencontram aqui algo que já quase tinham esquecido?

A mandala

Vivo numa cidadezinha turística no sul de Portugal desde sempre, e quando me lembro dos Verões da minha infância invade-me a memória o cheiro a bronzeador e sorvetes e o barulho dos comerciantes de rua que se espalhavam pelas avenidas a vender bijutaria brilhante e souvenirs artesanais.
Foi numa dessas imensas barraquinhas que comprei, há muitos anos atrás, um dos meus brinquedos favoritos de sempre, por 150 escudos (75 cêntimos actuais, convertendo para euros).
Não era nada de terrivelmente sofisticado ou moderno, não funcionava a pilhas e nem pesava mais de 50 gramas.
Consistia numa série de arames entrançados que faziam uma data de formas quando moldados da forma correcta, mas eu perdia horas de roda daquilo, como se fosse uma grande descoberta da astrofísica.
Todos os Verões comprava um, e todos os Outonos o perdia, partia ou estragava, até que deixaram de os vender por cá uns 5 Verões depois.
Passados quase quinze anos - e depois de quase meia hora de pesquisa no google sem ter a mais pequena noção do que estava à procura - soube finalmente que aquilo que tanto me entreteu se chama mandala e que embora sirva como joelharia e brinquedo, é uma espécie de utensílio de meditação criado pelos monges tibetanos há mais ou menos 2000 anos atrás, sendo a constante mudança de forma uma maneira de afastar o Stress.
Vendo bem as coisas, não passava de uma figura simples de arames, mas não deixa de ter marcado a minha infância.
Acho que por isso é que fui sempre uma criancinha bastante calma, devia ser a mandala.

Já sabem, partilhem as vossas opiniões sugestões e tudo o resto na caixa de comentários.
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