quinta-feira, março 08, 2012

Ricardo's Time Machine IX

A time machine de hoje calhou mesmo em cima do dia internacional da mulher , ou seja nada de post temático.
Coincidência ou não, ontem uma das séries de animação que marcou a minha geração fez 20 anos (é verdade, 20 anos), coisa que as leitoras se devem lembrar bem. 
Por isso, vamos lá falar de uma bela guerreira, que luta(va) pelo amor e pela justiça blablabla! 
É isso mesmo, vamos falar de:

Navegante da Lua / Sailor Moon
Quem é que viveu uma infância nos 90's e não ouviu este genérico (vá, ou este em Brasileiro)?
Oh hell I did! E não tenho vergonha nenhuma em dizer que gostava muito.
Foi um dos primeiros animes que vi, no antigo Buéréré e mais tarde no Batatoon, a par com a mítica série Dragon Ball  e o Samurai X(dos quais falarei em posts futuros) e era completamente viciado naquilo.

A animação era longe de ser perfeita - mas tenhamos em conta que o anime foi feito entre 92 e 95 mais ou menos - perdia-se metade do episódio a ver transformações e ataques cheios de glitters e luzes psicadélicas, e pernas muito, muito compridas (como podem ver pela minha interpretação artística abaixo).

Eu era um artísta aos 5 anos, não acham
A série consistia nas aventuras de uma rapariga desmiolada e comilona (Bunny a eterna cabeça de serradura) que tinha um gato falante (Luna) e juntamente com um grupo de raparigas (inicialmente eram 5 depois passaram a 9), as belas guerreiras do sistema solar... que como o nome indica tinham cada uma o poder de um planeta, e se transformavam em guerreiras navegantes para lutar contra monstros que queriam destruir o mundo, de mini saia e saltos altos, isto de forma muito muito compacta.
Foi um fenómeno de popularidade e as meninas tinham tudo e mais alguma coisa com as navegantes estampadas.

Montanhas de gente via aquilo, embora agora nem toda a gente admita  - vá-se lá saber porquê - e as minhas colegas de escola andavam aos tapas para ver quem era a Bunny, e quem era a Joana, a Rita e a Ami (uma colega minha chegou a partir a testa a imitar as poses da animação em cima de um muro).


Uma das coisas que mais associo a esta série é a dobragem.
Era cheia de falhas, tinha episódios em que era literalmente um amontoado de gritos histéricos, mas não deixam de ser as vozes que ouvi enquanto criancinha,e de certa forma têm o seu carisma.
Para começar, quando receberam o anime em, um dos dobradores(António Semedo, que já morreu em 2009) viu a gata falante , achou piada ao bicharoco, e quis dobrar-lhe a voz, sendo por isso Portugal o único país onde se trocaram os sexos aos gatos, o que foi extremamente interessante porque pelos vistos mais à frente tiveram que alterar uma data de coisas nos episódios para a gata passar a gato.
Depois, as dobragens incluíam saídas hilariantes referentes a programas e personalidades actuais, que não tinham absolutamente nada a ver com a dobragem original,mas que partiam uma pessoa de riso
Não se lembram? Ora vejam lá estes:
Ensinava - como quase todos os bonecos da época - os valores da amizade e essas coisas todas que agora fazem muita falta aos bonecos actuais,tudo com muitas situações cómicas pelo meio.

Vendo bem as coisas, a série meteu relações lésbicas, transexuais/travestis, suicídios, mortes e infidelidade pelo meio (não, não estou a inventar nada disto), e acho que nós, putos da altura não ficámos grandemente marcados por essas coisas, éramos crianças resistentes.
Já não se fazem bonecos como antigamente...

E vocês?
Chegaram a assistir a esta série?
Ainda se lembram das personagens? e da história?
Leitoras, que artigos tiveram das navegantes?
Que assunto gostariam de ver abordado na próxima time machine?


Comentem, leiam e subscrevam, ou em nome da lua, vou castigar-vos! (não resisti)

quarta-feira, março 07, 2012

I'm obsessed with Taylor Momsen








A sério, não estou minimamente interessado em que me apontem que ela parece estar vestida numa mistura de Heidi com um manequim duma sexshop especializada em bondage, graças a Deus tenho olhos, só sei que aquela voz dá cabo de mim, e que gosto da atitude "não gosta não come" -acho que muita gente a devia adoptar em vez de ficar com medo do que possam ou não pensar - E é sexy duma maneira meio perturbada que eu não sei explicar.
Agora estou a ouvir o novo EP e acho que vou outra vez repetir o CD de "The pretty Reckless" umas quinhentas vezes antes de ir dormir, porque ADORO a sonoridade.
Era só isto.
God, eu acabei de fazer mesmo este post?
well whatevs, não se esqueçam de comentar yada yada yada.

terça-feira, março 06, 2012

Hasta la vista Lloret?

Para quem não sabe, Lloret del Mar (em Espanha) é um dos destinos mais populares - se não o mais popular - para as viagens de finalistas das escolas secundárias Portuguesas, e durante 10 dias aproximadamente recebe centenas de jovens de todos os pontos do país.
English: A view of main beach in Lloret de Mar
Image via Wikipedia
Acho que a ideia é dar umas semanas memoráveis aos alunos, deixá-los conhecer uma cultura diferente e todas aquelas tretas muito politicamente correctas, em que ninguém sem ser os professores acredita, embora para nós alunos Lloret fosse sempre associado a bebida e sexo fácil, e praia.

De há uns 5 anos para cá aproximadamente, essas viagens de finalistas começaram a ser notícia nos telejornais pelos piores motivos.

Alcoolizados os putos vandalizam a localidade, poluem as vias públicas, fazem toda uma panóplia de ilegalidades -conhecem a moda do balconing? teve grande popularidade nas viagens de finalistas dos últimos anos, e levou muitos miúdos para o hospital depois de se atirarem de varanda em varanda - e comportam-se como selvagens durante esses 10 dias.
Chegava a ser um bocado constrangedor ver aquilo nos telejornais.

Hoje no facebook alguém partilhou uma notícia referente a Lloret Del Mar. 
Ora, os Espanhóis às tantas fartaram-se, e a câmara municipal local decidiu instaurar multas pesadas no que toca ao consumo excessivo de álcool e ao comportamento na via pública, passando pela prostituição (Se quiserem ler a notícia na íntegra, vão aqui ).

Agora vem a parte engraçada, vendo os comentários (num outro site que também partilhou a notícia), montanhas de pessoas ficaram muito indignadas com a atitude, acham que eles estão a fazer uma grande burrada e a arruinar as férias aos miúdos...
Ahm...então era para fazerem o quê? deixarem que lhes vandalizassem a casa só porque durante uma dúzia de dias lhes esvaziam o stock dos bares?

Vamos lá a ver.... eu vivo numa àrea altamente túristica na altura do Verão - Albufeira - E acho que eles deviam ter tomado essas medidas muito mais cedo, quer dizer, se eu que moro um bocado longe das ruas dos bares daqui levo umas quantas vezes com bandos de bêbedos à janela, para quem lá vive deve ser horrível levar com bandos de selvagens sem civismo a mijar no meio da rua e a vomitar-lhes à porta de casa...

Ninguém está a proibir os jovens Portugueses de irem a Lloret na viagem de finalistas, estão apenas a pedir-lhes limites, coisa que nunca matou ninguém.
Não é preciso transformar a cabeça num balão de hélio e o fígado numa destilaria para se divertirem.

Acho que hoje vou fazer dois posts (uai!).
E vocês?
Chegaram a ir a Lloret?
Acham que Lloret vai "morrer" com estas imposições?
Acham que se está a perder aos poucos o civismo?
O que pensam do assunto?
Vá, toca a ler, comentar, subscrever e essas coiss todas!

segunda-feira, março 05, 2012

Pirata Moderno?

Ora, eu – e todas as crianças dos 90's e antes disso– vivi na época das cassetes de fita, e quando passava uma música de que gostava no rádio, lá punha eu uma cassete, carregava no “record” e gravava a dita cuja. Muitas vezes ficava com as vozes dos locutores imortalizadas no fim ou no princípio da canção... E não pagava nada.
Estava a prejudicar o artista? Não me parece.
Então como é que isso é tão diferente de tirar músicas da internet?

Agora vocês podiam dizer “Ah e tal, é pirataria isso”... mas eu não estou num barco, não tenho um papagaio ao ombro nem uma pala no olho... e também não ando a vender produtos contrafeitos, que são os dois únicos tipos de pirataria que conheço.

Hoje enquanto procurava uma coisa no disco externo, encontrei um print screen da minha biblioteca de música em Novembro de 2010 que tirei para este post, e comparei com a biblioteca actual, só para me aperceber que em pouco mais de um ano tenho mais 3000 músicas.
E agora ficava mesmo muito bem aqui dizer que comprei toda e cada uma delas, mas eu não sou rico, e se pusermos cada música a custar um euro, estava seriamente endividado só para poder encher o mp3, tendo em conta que tenho 8000 e tal músicas, e o último CD que comprei foi há coisa de ano e meio.
Se me sinto mal por isso? Não, nem por isso.
Valorizo os artistas, divulgo e comento, e chega.
Acho uma grande hipocrisia virem dar lições de moral quanto à “pirataria”, fazendo parecer que estamos a tirar o pão da boca dos desgraçadinhos dos cantores e actores, quando na sua grande maioria são milionários.

Há uns meses que se anda a falar na PIPA, na SOPA, e na ACTA, que ,entre muitas coisas, tencionam punir severamente a partilha de dados com direitos de autor em qualquer forma, alegando pirataria e roubo de propriedade intelectual, que provavelmente me fazia a mim, e a 90% de vocês leitores pagar multas por não comprar a música que ouvimos ou não irmos ao cinema ver os filmes.

Comprar um CD cada vez mais é um luxo, se tivermos em conta que comprar 3 CDs de preço médio – que ronda os 15 euros – é basicamente o mesmo que comprar um passe nos transportes públicos para um mês inteiro.
O mesmo se aplica com os filmes.
No sábado passado esteve cá a minha melhor amiga,e ficámos de combinar qualquer coisa.
A minha primeira ideia foi ir ao cinema, afinal, já não vamos lá há milénios, e uma boa dose de filmes e pipocas só faz é bem.
Claro, esta ideia só me ficou no cérebro até ser confrontado com o convidativo preço de 7 euros por bilhete, sem pipocas nem bebida. Isto sem falar na bendita moda do 3D que torna tudo muito mais caro, para ver filmes medíocres na sua maioria, mas medíocres em 3D, como se a vida não tivesse mediocridade e 3 dimensões que chegue.



Ora a maneira perfeita de acabar isto só pode ser uma pergunta:
E vocês?
Usavam muito as cassetes para gravar música/filmes? 
Há quanto tempo é que não compram um cd?
Costumam ir muitas vezes ao cinema?
Condenam a “pirataria”?
Vá, toca a ler, comentar e subscrever, que vou ver se consigo responder aos comentários, que este fim de semana estive de férias para o blog.

domingo, março 04, 2012

Perguntas de Fim de Semana XLIX

Este Fim de Semana estive de volta de um projecto, e lembrei-me:
O que é que vos inspira?
Alguma coisa em especial? alguma pessoa?
Vá, toca a responder, ler, subscrever, seguir no facebook e tal e coiso.
Bom fim de Fim de semana.

quinta-feira, março 01, 2012

Ricardo's Time Machine VIII

A time machine de hoje é muito Portuguesa.
Quem visita do outro lado do oceano - desculpem =( - , não deve conhecer a série de que vou falar, mas marcou a minha infância e provavelmente a de muitas pessoas cujas infâncias decorreram nos 90's.
(e com as notícias sobre a Sara Norte a toda a hora, não parava de me lembrar disto a semana toda)
Hoje vou falar de:

Quando vejo as séries Portuguesas de hoje em dia tenho quase sempre a tendência de comparar com estes “marcos” da minha memória – dentre os quais, médico de família – e tendo sempre a pensar que “já não se fazem séries como antigamente.
Mas já se sabe como é, nas memórias tudo parece mais intenso, mais dramático, mais colorido.
Hoje quando descobri no youtube uma série de episódios de Médico de família, tive a distinta sensação de que as minhas recordações de infância iam ser atropeladas pela dura realidade de que a série não era boa, e que a única razão para continuar a assistir àquilo se prenderia à ligação emocional, como aconteceu tantas vezes.... mas fiquei agradavelmente surpreendido.

Temos que ter em conta as limitações da época no que toca a qualidade de equipamento e assim, e obviamente que os actores não eram tão bons como eu me lembrava, mas continua a ser uma série que não me importaria de rever na TV – mesmo estando completamente desactualizada em milhentos aspectos.

Médico de Família foi uma série que passou nas TVs portuguesas entre 98 e 2000 e que foi um sucesso estrondoso.
A série rodava em torno de um médico (se o título não fosse completamente explicito nesse aspecto), viúvo e com três filhos.
Mudam-se de Lisboa para uma aldeia, juntamente com o avô, depois de a mãe morrer num acidente de automóvel.

E durante 2 anos era quase um ritual ligar a TV à noite para seguir as peripécias da família Melo.
Os episódios saltitavam entre as peripécias familiares co avô José(Henrique Mendes) e os miúdos, Pedro (Francisco Garcia) e Mariana(Sara Norte) – que era razão mais que suficiente para nos prender a nós putos – e a vida no centro de saúde onde o Diogo (Fernando Luís) trabalha, fazendo paragem pelas confusões com a Empregada “do norte” Lucinda (Maria João Abreu) – Quem é que não se lembra do “óh troilaré”? - e do namorado mecânico (Rui Paulo) e o colega (José Raposo) e toda uma panóplia de personagens secundárias das quais eu não me lembro completamente.
Toda a gente torcia pelo romance entre a tia Teresa (Rita Blanco) e o pai, que engonhou praticamente até ao fim da última temporada, claro, triunfando no fim, e à medida que crescíamos, os personagens pequeninos da novela cresciam connosco.
Era quase como uma visita à Família.
O que não deixa de ser estranho, porque agora tenho a sensação que tenho uma prima postiça presa por tráfico de droga, nice Job Sara Norte..

E vocês?
Viam médico de família?
Do que se lembram melhor da série?
Vá, toca a ler, comentar e subscrever!

Preciso da vossa ajuda...

Ora bem, ligaram-me há bocadinho duma companhia de seguros, chamada Cigna, a oferecer um plano de seguro dental, e eu estou tentado a acreditar que é um esquema qualquer.
Algum leitor conhece/tem algum tipo de experiência com a dita companhia?
Se sim, digam-me na comment box se vale a pena e se é de fiar.
Este post fica aqui só um dia, só quero saber a vossa opinião sobre o assunto.
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