Mostrando postagens com marcador Ai a minha vida.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ai a minha vida.... Mostrar todas as postagens

sexta-feira, março 01, 2013

O open day do Ricardo

Se não andam a viver debaixo de uma pedra sem TV nem wi-fi, já devem ter visto uma data de reportagens sobre os famosos open days da emirates airlines, que começaram a causar concentrações em massa algures no ano passado e não têm parado desde então, sem que eu pessoalmente tenha percebido porquê.

Aqui há uns tempos, durante um café, uma amiga minha perguntou-me se queria ir com ela a um open day que ia acontecer cá no Sul, e eu disse imediatamente que sim, que ia dar um bom texto pro blog – Eu sei, é um bocado deprimente, gozem comigo, I don’t care.
Sim, porque sejamos honestos, ir para o Dubai ver camelos areia e calor insuportável, tudo a preços extravagantes não é propriamente o sonho da minha vida.
 

Antes que desse por ela, Lá estava eu, ás oito da manhã , todo engravatado, num lobbie de hotel que mais parecia um anúncio ao el corte inglés, apinhado de rapazes e raparigas, todos à espera de causar uma excelente impressão com roupa claramente comprada na semana anterior nos saldos da zara – Ou da primark, I don’t judge.

Enquanto ouvia pequenos chiliques com comprimentos da saia, das unhas de gel, do cabelo, cores da gravata e tamanhos de currículos, começava lentamente a assentar algures no meu cérebro que não ia provavelmente haver um qualquer acontecimento extraordinariamente interessante que justificasse arrastar-me da cama às seis e meia da manhã para fazer a barba e fazer o nó à gravata.

Claro, quase para me contrariar do elevador emerge um mulherão (literal e figurativamente) digno de uma capa de revista, muito sorridente que nos pede, o rebanho em business attire para a seguir ao primeiro andar onde finalmente começaria o open day.

Por esta altura eu já estava com fome e esperava sinceramente que começassem a disparar fogos de artifício e a distribuir gift bags depois do tédio que tinha sido a espera - mal sabia eu - , ou a despachar as “entrevistas” que fantasiei na minha cabeça.
Em vez disso dão a cada um flier e uma cadeirinha, e passam duas horas a mostrar vídeos promocionais da companhia com lindas hospedeiras muito felizes e contentes com tudo e mais alguma coisa, e um hospedeiro careca (a sério), e a falar da vida diária, costumes e tradições do Dubai, – Curiosamente naquela sala, ninguém ficou preocupado quando se falou do pormenor da comida ser cara, mas ia havendo uma apoplexia geral quando se disse que era preciso pagar uma licença para consumir álcool. Really. – e claro, do trabalho em si.
Depois disto tudo, ficámos 3 horas numa fila mais lenta que a da segurança social, para entregar um bendito currículo, e falar minuto e meio com a entrevistadora, que muito simpaticamente nos diz que "mais tarde contacta se for seleccionado".

Acabei por sair de lá exatamente como entrei, sem perceber qual o fascínio por esta companhia aérea em particular, e com imensa pena daqueles desgraçados que vieram da outra ponta do país gastar um dia inteiro para entregar um currículo, quando essas coisas geralmente se podem fazer via e-mail, com o mesmo resultado final, menos as dores de pernas e a obrigação de usar gravata.

terça-feira, novembro 20, 2012

Delta o Quê?

Antes de mais nada:
Feliz Dia Nacional do Pijama!
Vamos celebrar efusivamente este dia tão importante para o país, ficando todos em casa de pijama a enfardar bolachas, nutella e café com leite e a ver os programas da tarde?
Não?

E ir trabalhar por mim?
Também não?
Porra, nunca querem fazer nada vocês!

_____________________________________________________________

Passando à frente.

Juntei-me - por arrasto - esta semana à crescente parcela da população que tem uma máquina de café toda pipi.

A minha mãe pelo contrário, pobre criatura caféinómaniaca, sonhava com uma há imenso tempo, já desde que o amigo George Clooney se lembrou de vir para Portugal fazer publicidade à famigerada Nespresso e se seguiram todas as primas tias e afilhadas da dita cuja.
Esta semana no Alentejo, pelo meio de muitos suspiros, flirts e fungadelas, lá trouxe a minha mãe debaixo do braço uma Delta Q (igual à da foto), que já ocupa espaço de destaque na cozinha, onde é alvo de adoração incondicional.

Continuo sem perceber todo este fascínio que agora aí anda com as máquinas de café ,que em vez de café em pó leva cápsulas (oh, as cápsulas).
Se calhar porque não gosto de café, ou se calhar porque quando olho para as máquinas de café, me parecem todas fritadeiras de última geração sei lá.

Acho que parte de todo o allure está na publicidade.
Quer dizer, tantas publicidades uma pessoa vê meses a fio de máquinas em salas impecavelmente decoradas, com manequins jeitosas - ou com o George Clooney( Se calhar deviam contratar outra pessoa mais jeitosa do que o Bruno Nogueira para promover o café da Delta, já agora) - a carregarem no botão, tirando um expresso digno de um "hmmmmmmmm" orgásmico, enquanto passam a imagem do café cheio de espuma numa chávena toda XPTO - que já agora não vem dentro da caixa da máquina e custa 30 euros cada 4 chávenas - que eventualmente, mesmo não bebendo café, uma pessoa fica a morrer de curiosidade de tirar um café na bendita máquina.

E se querem que vos diga, a publicidade é uma grande aldrabice.
Fui comprar as cápsulas - o grande argumento de que "sai mais barato que ir a um café e nhenhenhenhenhe - ao supermercado, meti a água, liguei à corrente e esperei que a luz ficasse verde.
Nervosamente carreguei no botãozinho, à espera de uma experiência que mudasse a minha interpretação da vida ....

E saiu café!

Em vez de uma música de fundo sensualona, houve um BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e a chávena encheu-se de café.
Não houve câmara lenta.
Não houve espuma de 3 centímetros, nem aquele pingo final em que o café salta para o lado e nos promete que o dia vai ser uma maravilha.
Fez exatamente o mesmo que uma cafeteira do Lidl que tive cá em casa há uns 6 anos.

Segundo a minha mãe disse, com um brilho nos olhos que me faz ter medo de qualquer dia ser vendido para o mercado sexual para ela comprar cápsulas, o café é muito bom, mas fiquei com a sensação de que sei como se sente uma virgem que vai para a cama com um senhor com ejaculação precoce.
My heart is broken, alcachofras.

domingo, setembro 09, 2012

Diorama de um sábado à noite

Ora, isto, é um bar, visto de cima - eu sei, terei algum futuro em arquitetura someday
Agora quero que vocês adivinhem onde é que eu acabo sempre.
Dica: Estou como esta alminha

quinta-feira, setembro 06, 2012

Nos capítulos anteriores de "Blah Blah Blog about it":

Esfolei o joelho a jogar vólei.
Manquei até ao trabalho.
Vi uma alforreca e passarinhos a meio metro da minha toalha.
Bebi cerveja com tequilla e Piña colada com vodka.
Vi o Batman - e a Anne Hathaway está perfeita, as usual - e não aconteceu nenhum tiroteio.
Descobri o Ben&Jerry, e compreendi finalmente a quantidade de pessoas obesas que culpam estes dois senhores.
Continuei a odiar alpercatas e calções às flores e às bolinhas.
Tirei fotos demasiado embaraçosas para postar no facebook.
Comecei a abrir muitas vezes o armário dos casacos e a sentir-lhes a falta.
Sentei-me ao lado de um casal a procriar na praia - viva a miopia.
Comecei a escrever 3 posts e distraí-me com todos os itens acima, mas hey, também tenho direito a férias.

domingo, agosto 19, 2012

Notas aos meus "Eus" futuros

Como devem saber, aqui há uns tempos aventurei-me a mandar uma carta ao eu passado, assim em jeito de brincadeira.

Como ontem fiz anos, pus-me a pensar naquelas coisas que precisamos todos de ouvir nas determinadas fases da vida, e que geralmente ninguém tem coragem de dizer…
O que é que eu diria ao meu futuro eu?
Tanta coisa….
Tanta coisa, que nasceram estas notas aos eus futuros

Então vamos separar isto por faixas etárias:



30
Tu, larga a nutella, desliga o computador e inscreve-te no ginásio – ambos sabemos que provavelmente não meteste lá os pés tipo… nunca - o metabolismo deixou de funcionar decentemente lá atrás, aos 21.
  • Mentalizado que não vais ser tudo o que as pessoas esperavam de ti? Por agora não te esqueças de não deixar de tentar ser o que tu esperas ser (ai que estou tão profundo, credo senhores)
  • Continua a sonhar em ser milionário, quem sabe ainda acontece.
  • Não deixes de ser desconfiado, tenho pressentimento que dará mau resultado.
  • Não uses só sapatilhas, por mais desconfortável que seja andar regularmente de sapatos.
  • Aproveita o facto de conseguires pensar pela tua própria cabeça.
  • Acho que vai ser uma mais valia.
  • Se tens o azar de ainda morar com os pais – quer-se dizer, não sei onde vai parar esta crise – vai-te prostituir para alugar um apartamento, que isto é uma vergonha.

40
A vida começa aos quarenta, é isso?
Pois não sei, mas já te conheço.
  • Para de olhar ao espelho e ver as brancas e as rugas, que já me estás a enervar.
  • Não comeces a ficar rezingão.
  • Toma vitaminas, fuma erva, faz muito sexo, o que quiseres, mas sabemos os dois – espero que reler isto não me pareça tão estranho como escrever, honestly – que ninguém tem paciência para pessoas ranzinzas.
  • Não deixes de gozar com tudo só porque pisas os calos a algumas pessoas, elas que se f*dam
  • Não te aborreças nem esqueças do blog.
  • Ainda não ficaste milionário? Há tempo!


50
… Não foste ao ginásio, pois não?
Okay, estás prestes a entrar na crise de meia-idade.
  • Não compres uma mota, não vás pra cama com ninguém 30 anos a menos que tu, não faças tatuagens nem comeces a andar de cabedal. Não vais ficar mais novo por nenhuma destas coisas.
  • Podes sempre ir para o ginásio, mas não me vires fisioculturista… okay esquece, percebi o ridículo disto mal acabei de escrever, not goin’ to happen.
  • Se te sentires mal com a tua vida, vai ao facebook procurar ex colegas de secundária. acredita em mim, há sempre alguém pior, mais parolo e mais gordo que tu.
  • Não pintes o cabelo, supostamente homens grisalhos são sexy.
  • Se ainda não aprendeste a descartar imediatamente as pessoas que se aproximam de ti só por interesse, lamento informar, mas és um grande atrasado mental.
  • Talvez seja por agora que ficas milionário, não?


60
Estás quase na reforma (quer dizer, em 2012 estarias quase na reforma, não sei se avançaram a idade ou não), e já conheço a tua faceta dramática.
  • Não comeces a ver lares, e a pensar que vais morrer como aquela velhota que foi comida pelos gatos, ela tinha prai 80 anos.
  • Não te esqueças de como se ri. Isto pode parecer idiota, mas há quem se esqueça, e nós não queremos isso pois não?
  • Não vires conservador.
  • Se as rapariguinhas se veste como prostitutas, não te choques, em 2012 já se vestiam assim.
  • Se chegaste a ir ao ginásio, ou não estás morbidamente obeso, fica assim.
  • E já estamos milionários?


70 - 90
A idade de ouro hein? Pergunto-me como estarás a ler isto, sim, porque palpita-me que os computadores já sejam coisas super ultrapassadas.
Não comeces com a conversa do “no meu tempo é que era”. Toda a gente sabe que isso é uma treta.
Se tiveres netos, não vás ter conversas de sexo com eles, acho que ainda te lembras de quando a ‘vó tentou explicar-nos e à A. Como é que os casais faziam.
Não morras tão cedo, que ainda és um gajo novo.
Se não estás milionário… bem acho melhor mentalizares-te que não vais ser, pelo menos nesta encarnação, há sempre a próxima.

E vocês?
O que têm a dizer aos vossos “eus futuros”?
Deixo aberto o desafio a quem quiser fazer nos seus blogs, já sabem, é só linkar no vosso, e podem deixar aqui nos comments para eu dar um olhinho.

Ah, e continuem a votar na enquete ao lado!

domingo, agosto 12, 2012

Poucas prendas de anos sabem tão bem...

... Como um bolinho e umas velinhas acesas a custo na praia, e uns parabéns aparvalhados no meio da praia, um par de beijinhos e a simples noção de que algumas pessoas gostam de mim, mesmo sendo um totó desbocado, e são essas que me interessam.

E foi assim que se passou a noite, ao som das gargalhadas, a comer bolo de chocolate, a ouvir parabéns em francês dum gajo qualquer que nunca vi mais gordo que emprestou o isqueiro, e a jogar conversa fora deitados na areia.



Levou-me quase os 23 anos que fiz para entender que não me faz falta que toda a gente se lembre de mim e me venha a correr dar os parabéns - por isso é que não fiz um post de aniversário ontem - quando sei que por muito boa intenção que haja nisso, 90% dessas pessoas não simplesmente não fazem parte da minha vida... e eu não tenho grande pena nisso.

E pronto, é só isto, fiz anos, já sabeis, se quiserdes deixar parabéns atrasados, okay, senão, não vos odiarei por isso queridas alcachofras.

Agora culixença, vou-me vestir e ala prá praia.
Fiquem à espera, que posts novos estão pra vir :P, entretanto respondam-me:
Qual foi a surpresa mais engraçada que já vos fizeram num aniversário?

domingo, julho 15, 2012

Ai e tal, que eu tenho filhos

Hoje estava a sair do trabalho, e na brincadeira com uma colega perguntei-lhe se não queria fazer uma tarefa por mim.
Isto tudo na brincadeira, ao que a criatura se vira toda bruta, como se eu a tivesse mandado lavar-me os boxers e cortar-me as unhas dos pés:
"Queres ir buscar a minha filha À ama e fazer-lhe o jantar, é?"
E eu fiz o meu risco constrangedor, virei costas e vim-me embora, embora no meu cérebro palpitasse algo como:

Ora bem, vamos lá a ver porque é que usar os filhos como atestado de ocupação é imbecil:
a) até as pulgas se reproduzem. not a big deal. Por isso todo aquele ar de superioridade porque se tem uma criança não faz grande sentido para mim.
b) Uma criança não aparece por obra do espírito santo, se tens uma é porque a fizeste.
c) Bem... se fizeste a criança foi porque quiseste e eu, vulgo mortal, não tenho nada a ver com o assunto.
d) Não quer a criança? há sempre a santa casa.
e) Quer a criança? então está a queixar-se do quê?
E nem é uma coisa tão incomum quanto isso, usar-se os filhos como desculpa para uma vida de mártir, como se os putos tivessem culpa do que quer que seja.
Porque não há melhor forma de se mostrar muito grande do que dizer que se tem o rebento em casa pronto a mudar as fraldas às 5 da manhã.
É a mesma coisa que eu agora fazer um crédito para comprar um jipe e andar a pagar aquilo o resto da minha vida, e sempre que discuto com alguém atire em cara que tenho prestações para pagar, quando fui eu quem fiz o crédito porque quis.

Flashnews: se eu quiser um, tenho pelo menos metade do material, é só trabalhar nisso.

avantesmas pah.

Conhecem alguém que use os filhos como desculpa?
Também têm sentimentos homicidas para com eles?

terça-feira, junho 19, 2012

Sobreviver ao Verão no Algarve

O verão chegou.
E, como todos os anos, já começou a bela romaria de turistas cá para o Algarve, todos em filinha indiana prontos a levar para casa a fatia do “sonho Algarvio”, a par de uns souvenires pirosos e uma data de fotografias tiradas na rotunda das minhocas, no Inatel ou nalgum dos bares da rua da oura, com a bela da caipirinha na mão.
E acabam por se publicitar as férias no Algarve como a ideia de aproveitar tudo o que a terra tem para oferecer, o bom tempo e relaxar na semana e meia de férias que conseguiu desencantar em pleno Agosto.
Afinal, é isso que faz sentido… certo?

…Pois, nem por isso.
Parece que para além de todos os novos géneros trendy de turismo que andam a aparecer - o ecoturismo, o turismo rural, etc, etc - temos no Algarve um outre pelos Algarves temos o lontraturismo, em que chegada a hora da verdade, naqueles dias de tórrido calor, em vez de andarem pela praia, a visitar a serra de Monchique, ou a… sei lá nadar no slide and splash, as pessoas preferem encafuar-se num supermercado a reclamar que a promoção das minis e do camarão não está bem explicada.


É qualquer coisa doentia que não deixa de ser deliciosa de observar por nós – os locais, relegados a segundo plano nesta odisseia das férias de Verão – visto que chegados a Agosto, não bastando termos que praticamente lutar por um lugar ao sol – ou á sombra – numa qualquer praia das redondezas, arriscamo-nos a ser engolidos por entre as multidões que não contentes com os centros comerciais de casa, querem vir ver os da região, mexer em tudo, reclamar dos preços, comprar o mais barato, e esperar que dure o mesmo que o mais caro.

Como se não bastasse, para juntar à festa, há sempre aquele nicho de pessoas sempre com o belo do comentário simpático "Ah e tal, em Lisboa isto, no Porto aquilo, no cu de Judas aqueloutro", sempre com aquele ar de superioridade, todos muito chiques e snobs, independentemente de se vivem numa barraca ou num palácio lá na santa terrinha.
Vêm para cá como se mandassem no pedaço, prontos a reclamar de tudo e mais alguma coisa, porque obviamente, o Algarve é uma terrinha, cheia de gente burra e não formada, à disposição de bandos de pessoas mal formadas tão aptas a partilhar espaços públicos como eu a pilotar uma aeronave.

 E a melhor maneira de sobreviver a isto tudo.... é sorrir.
Não me perguntem porquê, funciona. as madames e as enxaquecas, o senhor Hernani e o menino Duarte, a senhora que perdeu a mala e pensa que nós a metemos ao bolso tornam-se ligeiramente mais suportáveis, a praia não parece tanto uma lata de sardinhas, e curiosamente as pessoas antipáticas sentem-se mal se lhes responderem a tudo com um sorriso - e há melhor que dar azia a um qualquer trombudo?

Não me interpretem mal, não tenho nada como os turistas – nem sou nada de regionalismos – só contra os mal educados, que nem são tão poucos quanto isso.
Sem falar que já enjoa um bocadinho levar com os posts sobre o “verão no Algarve“, fruto de semana e meia de férias dos queridos blogueiros turistas, em que pensam conhecer o litoral Algarvio como a palma da mão, embora não deixem de o resumir como hotel, caipirinhas e restaurantes/tasquinhas típicas, enquanto reclamam das pessoas rudes que povoam o algarve, esquecendo que metade das pessoas que os incomodam são turistas mal educados que não sabem ser turistas.
Ah, a magia do verão.

E vocês?
Já alguma vez vieram para o Algarve?
Turistas mal educados, apanham-nos muitas vezes?
Como lidam com as criaturas?

PS: Acho que ando a ver demasiado Murder she wrote, não se nota?

segunda-feira, maio 21, 2012

Parabéns Ma.

Como eu sou uma pessoa simpática resolvi fazer este post para vocezes, leitores, darem os parabéns À senhora minha mãe.
Para lhe darem os pesames de ter um filho como o je e aquelas coisas todas.
Ah, e ela está a aceitar vales oferta de 50 euros pra cima na worten, fnac, e naquela loja de chocolates do shopping.
Ou vá, como já vi prai tanto giveaway, podem lhe dar uns óculos da partyglasses.
Merci.
Ah e já agora, vou tatuar alguma coisa deste género na bochecha. fancy, uh?

quinta-feira, maio 17, 2012

Parece-me que entrei na crise da Meia-meia-idade.

No outro dia fui ao banco, e o senhor que me atendeu - que já me conhece a mim e aos meus pais - foi muito simpático e até me sugeriu uma aplicação bancária qualquer que era "mesmo boa para mim". Como eu estava com pressa, disse-lhe que não estava interessado em fazer nada disso naquele dia, que depois dava uma vista de olhos no dito cujo produto.
Hoje volto ao banco, e tiro um panfleto do tal produto, porque segundo o que o senhor disse até me interessava.
Primeira frase no panfleto:
"Tu, que tens entre 26 e 32 anos tens aqui blablabla"
"blablabla" quer dizer que não li o resto porque fiquei em choque e a ponderar colocar uma bomba no banco.

Eu tenho 22 anos.

segunda-feira, março 26, 2012

Queridos vizinhos

Obrigado aos vizinhos de baixo, o primoroso casal de leste que vive com a sogra.
Obrigado por estarem a "treinar o puto" para dormir sozinho, porque com o cagaçal que  a criança faz toda a noite aos berros, acho que ninguém dorme até ele dormir. É um "dormir sozinho" colectivo.
Obrigado por me estarem a instruir na cultura russa patente nas musiquetas, festarolas e programas que ouvem aos altos berros todo o dia, e com as quais começam os meus Domingos de manhã.

Obrigado aos vizinhos de cima, que eu não faço ideia de quem sejam, mas sei que são duas famílias diferentes.
Aos que fazem sexo hardcore e não se importam de partilhar a "banda sonora comigo" - acho que me querem oferecer material masturbatório - e à vizinha que resolveu tirar um curso de "como andar de saltos altos em casa e parecer uma manada de bisontes em fúria". obrigado também por arrastar os móveis todas as semanas pelo menos 3 vezes, sei que com a crise o feng shui da casa precisa de alinhamentos novos, por isso compreendo.

Obrigado à vizinha do lado, que vive com 2 cães e 2 gatos num T1, enche o meu hall de pelo e cheiro a canil, ouve quizomba e é grande adepta do incenso do chinês, e ainda reclama se eu tenho o azar de deixar cair um papel de rebuçado no hall de entrada.

Obrigado à senhora da varanda do 1º andar, por me ter fanado 2 colchas, um par de calções, meias e molas com fartura, e o meu saco de praia. Obrigado por nunca ter aberto a porta quando eu lhe fui pedir essas coisas lá abaixo.

Obrigado à senhora das limpezas que repara mais em quem é que anda enrolado com quem, e quem é que anda "por maus caminhos" do que nas adoráveis teias de aranha que se formam no elevador, dignas de um qualquer Peter Parker.

Obrigado aos inquilinos de Verão, que travam o elevador no andar em que estão e me fazem descer e subir 4 lances de escadas só porque sim, e aos velhotes que cismaram que eu ando de patins no corredor e cago aquilo tudo, quando eu nem tenho patins que me sirvam há mais de 5 anos.

Obrigado aos inquilinos que nadam nus na piscina quando apanham a bela da bebedeira, e me dão sempre vontade de ir nadar com máscara de mergulho para não engolir algo que não deva.

Obrigado aos vizinhos que pegam nos cães e os põem a fazer chichi literalmente à porta do prédio,e a arrear o calhau ao pé do portão da piscina. graças a vós, o passeio parece um terreno minado. em vez de minas tem cocós secos, mas pronto.

Todos vocês fazem os meus dias especiais, por isso, um grande bem haja.

E vocês?
Vizinhos malucos?
Têm algum? muitos?
Vá, toca a ler comentar subscrever, yada yada yada

quarta-feira, março 21, 2012

As maravilhas de uma gripe

Ter uma gripe é como realizar uma viagem ao futuro, quando tivermos 90 e muitos anos.
As articulações doem, as costas doem, a cabeça dói, não temos fome, andamos com a velocidade de um zombie coxo, gastamos mais papel a assoar-nos num dia que uma fábrica da Navigator produz num mês, vemos demasiados programas da manhã, ficamos a instantaneamente a soar como a Fran Drescher - e eu não estou a exagerar. o meu nariz entope com a rapidez que um gatuno esvazia uma joalheria. - Entupimo-nos em chás e comprimidos, tudo nos irrita e só queremos dormir

Eu para estrear bem a primavera estou com uma de todo o tamanho em cima.
Suspeito que amanhã vá contagiar metade de Albufeira no supermercado.

PS:
Finalmente, consegui responder aos comentários todos 

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Uma aventura com o apoio ao cliente: starring Ricardo, Zé Manel e Carla Andreia

Acho que já todos tivemos pelo menos uma vez que lidar com o famigerado apoio ao cliente, que independentemente do serviço que apoia, é – na maioria – via telefone.
Todo o teor desta chamada é fictício. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência (ou previsibilidade dos sistemas de atendimento)

Para começar, temos o atendimento computadorizado. Gravam a voz de uma senhora simpática, e ela oferece-nos um leque de opções, para agilizar o processo.... supostamente. o que acontece é mais ou menos isto:
Voz gravada: Boa tarde, bem vindo ao apoio ao cliente da Vodafone. Seleccione uma das seguintes opções: 1 para adesões e serviços, 2 para tarifários e facturação, 3 para dúvidas relacionadas com telefones,4 para serviços e 0 para falar com um operador. Para voltar a ouvir as opções, prima a tecla cardinal (#)
*Ricardo carrega no 4*
Voz gravada: Operação não reconhecida. Seleccione uma das seguintes opções: 1 para adesões e serviços, 2 para tarifários e facturação, 3 para dúvidas relacionadas com telefones,4 para serviços e 0 para falar com um operador. Para voltar a ouvir as opções, prima a tecla cardinal (#)
*Ricardo carrega no 4*
Voz gravada: Operação não reconhecida. Seleccione uma das seguintes opções: 1 para adesões e serviços, 2 para tarifários e facturação, 3 para dúvidas relacionadas com telefones,4 para serviços e 0 para falar com um operador. Para voltar a ouvir as opções, prima a tecla cardinal (#)
*Ricardo suspira e carrega na tecla 0*
Voz gravada: Pretende falar com um operador? O custo da chamada será 24 cêntimos por minuto. Se quiser regressar ao menu anterior, carregue tecla estrela (*), se quiser falar com um operador, aguarde.
E agora supostamente, passavam a chamada a um dos muitos tele operadores, falávamos sobre o nosso problema,e ficava tudo resolvido, certo?
ERRADO.

Voz gravada: Por favor aguarde enquanto processamos a sua chamada.*música começa a tocar*
Agora começa a maratona de música de elevador, se bem que podemos levar com Celine Dion ou com uma repetição incessante de 30 segundos da mesma música. Depende do serviço.
*interrompe a música passados 20 segundos*
Voz gravada:Ainda não nos foi possível atender a sua chamada – really? - por favor aguarde.
*Música recomeça*
*Ricardo aguarda*
Voz gravada: Ainda não nos foi possível atender a sua chamada por favor aguarde.
Ricardo:Ahm...já tinha percebido
E isto pode prolongar-se dos 15 minutos aos 40, sempre EXACTAMENTE a mesma música, com as interrupções da nossa amiga voz que nos pede paciência. Ora, eu – que sou um gajo muito paciente – começo por esta altura a resmungar de mim para mim. Até que...:
*música para*
Voz desconhecida: Boa tarde, daqui fala o Zé Manel Fonseca, tenho o prazer de estar a falar com?
Ricardo: Ricardo, nº de cliente tal, nº de telefone tal.
Zé Manel: E em que posso ser-lhe útil sr Ricardo?
E agora vocês leitores pensam esperançados “ai pronto, agora ele pergunta o que se passa, o Ricardo responde e o problema resolve-se”... Ahm pois. É mais assim:
Ricardo: Bem, tenho desde sempre o serviço de roaming activo. Hoje precisei de ir a espanha e o telemóvel não recebia qualquer tipo de rede, mesmo com o saldo em dia.
Zé Manel: Ah... pois... mas isso não é comigo... Isso é com a assistência técnica. Vou transferir a chamada. Aguarde por favor.
E isto acontece quase sempre. As opções que nos oferecem no inicio da chamada, são só para nos baralhar. Nunca ligamos para o sitio certo à primeira. Entramos então no universo das transferências:
Ricardo: Okay (mentalmente: NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!!)
*15 minutos a meia hora de música, SEMPRE A PAGAR, depois*
voz desconhecida 2: Boa tarde, daqui fala a Carla Andreia da Silva, em que posso ser-lhe útil?
Ricardo: Bem, o seu colega Zé Manel passou-me a chamada, presumo que lhe tenha explicado a situação
Carla Andreia: Não, apenas transferiu a chamada.
*Ricardo suspira e repete tudo*
Carla Andreia: Ah pois, mas isso é com os serviços, vou transf...
Ricardo: Mas o seu colega dos serviços transferiu-me para aqui.
Carla Andreia: Ah... mas deve ter sido um mal entendido.*mais música*
Ora bem, eu sou um gajo porreiro, mas por esta altura já tenho vontade de mandar toda a gente meter um ovo cozido no c*
Zé Manel: A minha colega passou-me a chamada,diga lá o seu problema novamente.
Ricardo: Ahm... *respira mesmo muito fundo e repete*
Zé Manel: Deixe-me só verificar.*poisa o telefone ao lado – ou então encosta-o à boca e arfa como se estivesse a cavar batatas – e carrega nas teclas muitas vezes durante 5 a 7 minutos*
Zé Manel: Obrigado por ter aguardado. Pois senhor Ricardo, realmente vejo aqui uma discrepância no roaming,mas... deixe-me verificar novamente.
*volta a poisar o telefone e deixa o Ricardo a pensar em mandar antrax para a vodafone*
Zé Manel: Senhor Ricardo, muito obrigado por ter aguardado outra vez – you said it bitch – pois, o problema foi um erro no sistema. Estamos a fazer upgrades nos servidores e o sistema não está a funcionar a 100 % agora está tudo operacional. Mais alguma coisa em que o possa ajudar?
Ricardo: … Não, é tudo.
Zé Manel: Obrigado pelo seu contacto – e pelos euros que gastou à espera – disponha sempre.
E aqui têm a desculpa suprema que devem ensinar a todos os tele operadores pelo mundo fora.
A CULPA É DO SISTEMA. Ou porque está em baixo, ou porque está em cima, ou porque tem gente a mais ou a menos, o sistema é que tem a culpa de toda e qualquer avaria que os senhores no outro lado da linha não saibam resolver. E hey, não podemos reclamar com o sistema, não é?

E cada vez que ligo para o apoio a cliente de qualquer serviço, alguma coisa destas acontece – Se não todas – Os meus problemas ficam quase na mesma porque é culpa do sistema, e gasto uma dinheirama em telefone no processo.

E vocês?
Costuma-vos acontecer o mesmo nas linhas de apoio ao cliente?
Têm paciencia com as pessoas?
Vá, partilhem histórias engraçadas sobre o assunto se quiserem, leiam comentem e subscrevam!

sexta-feira, janeiro 27, 2012

estranho - amigo - estranho. O ciclo da vida


A F. foi uma amiga de infância.
Não foi de longe a mais chegada, mas crescemos juntos, passámos pelos anos de conformismo infantil e pelos de rebeldia adolescente, e éramos peças presentes no cenário um do outro. Vi as suas “fases” passarem a velocidade supersónica e ela aturou as minhas (como o fiz com todos os amigos)
Estávamos juntos grande parte do tempo, e os pais dela já se tinham habituado à nossa presença pela casa. Fizemos todos projectos – como manda a norma - na altura da universidade, de irmos para a mesma faculdade, e ficarmos na mesma cidade e todo um chorrilho de divagações muito típicas de pessoas que não sabem mesmo o que querem da vida.
Há 4 anos a F. foi viver para Lisboa, e eu – bem como os restantes amigos mais chegados – fiquei por cá no Algarve. Não tivemos nenhuma divergência grave de opiniões, não deixámos de nos dar bem, e nem houve uma despedida atribulada.
Levou a mala cheia de roupa e a cabeça cheia de sonhos, e no processo, resolveu afastar-se.
Cansou-se de nós, o seu grupo de amigos de sempre.
E se querem que vos diga, é uma coisa muito desagradável.

Quero que percebam que não estou a querer de modo algum pintar a F. como a vilã nesta história, até porque deixei de a ver como tal há muito tempo atrás.
Acho que não há vilões nesta história, nem coisa que se pareça.
Sofremos de síndroma do membro ausente, estávamos demasiado habituados a que a F. fosse a “nossa F.”, e vê-la fugir-nos foi no mínimo estranho, e levou imenso tempo a ser processado.
De uma forma muito gradual, a F. foi fugindo das nossas vidas, deixando de ser uma figura presente e passando a ser uma memória muito evocada.
Durante muito tempo tentámos dar o desconto. Tentámos incluí-la sempre que possível...
Mas a F. não queria. Esquivava-se, dava desculpas, ou “perdia o telemóvel” ou “não tinha os nossos contactos” ou “não tinha internet”, e ficava invariávelmente incontactável até ter necessidade de se sentir novamente integrada e se vir juntar a nós pelo meio de milhões de desculpas e promessas de “um cafezinho” ou dois, que nunca passavam disso mesmo, acho que nos tomou por garantidos.
E de um momento para o outro estivemos mais de um ano sem ouvir dizer nada da F. eclipsou-se totalmente.

Ora, na teoria é muito bonito dizer que a distância não abala uma amizade, mas isso não funciona assim na prática.
Por demasiada boa vontade que haja por parte de toda a gente, a dada altura dá-se o click.
E aqui reside o mito comum de que o click se vai dar de forma audível. Que um dia qualquer acordamos e ouvimos um BOOM na cabeça e que isso quer dizer que A, B ou C perderam o lugar,
Acho que no fundo esperávamos todos que esse dia não chegasse, por muito magoados que estivessemos com a F. e com a maneira como nos tratou.
Mas ele chegou e não deixou mensagem.
Passado mais de um ano sem sequer por a vista em cima da F. ela reapareceu, sem qualquer tipo de justificações, e inseriu-se no nosso grupo como se nada fosse.
E se querem que vos diga, foi o momento mais constrangedor da minha vida até hoje.
Algures pelo caminho, a F. deixou de ser nossa amiga.
Toda aquela empatia que se foi desenvolvendo ao longo dos anos, gastou-se com os golpes de indiferença e a cumplicidade era menos que nula. Não tive vontade de lhe contar nada da minha vida, nem consegui desenvolver uma conversa com ela que passasse do estado do tempo - e não fui o único.
Ela passou de amiga a desconhecida.
E não era má vontade, rancor ou mágoa, como eu esperava vir a sentir.
Resumidamente... não era nada. É como quando vamos ao pote do café a contar que esteja cheio, e ele está vazio, e tiramos uma colher cheia de ar.
E enquanto estávamos todos num bar a conversar e a rir e a F. ficava a um canto sem se conseguir inserir, por ter simplesmente perdido o lugar – voluntariamente – não consegui deixar de sentir pena dela.


Vivemos à base de engrenagens, que giram em diversas velocidades muito próprias.
Vejo cada engrenagem como uma pessoa que conheço, e a velocidade com que roda determina em que fase nos encontramos. Nem todas são essenciais para o funcionamento da máquina, e eventualmente algumas deixam de funcionar.
Não chegam a ser substituídas, são apenas removidas.
A F. é uma dessas engrenagens, que decidiu deixar de funcionar e agora deixou de ter lugar na minha máquina.

E vocês?
Já tiveram alguma F. nas vossas vidas?
Vá, hoje não tenho grandes perguntas. toca a ler comentar subscrever etc. etc.
Alguém me explica porque raio é que eu não consigo fazer o bendito bolo da caneca?
É uma coisa completamente frustrante, visto até criancinhas de oito anos serem capazes de misturar os benditos ingredientes, meter no micro e comer um bolo.
Já fiz 50 receitas diferentes e acho que me está a falhar algum pormenor ligado à metafísica do chocolate e do fermento.


Hoje não há pão em casa, e não estou esfomeado que chegue para um ovo estrelado. sigo a receita à risca, meto no micro o tempo dito e fico a ver o bolinho crescer, qual milagre da culinária.
Isto é tudo muito bonito a não ser que mal abro a porta do micro, lá vai aquilo vertiginosamente a descer para ficar com a consistência de uma borracha e a aparência de uma poia.
Deve ser karma. agora gastei chocolate em pó, um ovo e farinha, e tenho a sensação que mais logo vou ter uma longa conversa com a sanita.
Não, este não é o "post do dia", mas apeteceu me reclamar.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Já sobrevivi a 4 fins do mundo

Eu e o fim do mundo temos uma relação especial, quase um “oh, és tu outra vez? Anda lá com isso que tenho que ir ver a novela das oito”.

O primeiro fim do mundo a que sobrevivi foi o mítico “novo milénio”. 
Não me lembro precisamente do que diziam que ia acontecer, mas haviam uns 2 ou 3 maluquinhos da conspiração que comentavam que ia acontecer alguma coisa de terrível e na virada do ano virava tudo churrasquinho. Não me deixou mossa e nem liguei muito.
No ano seguinte, uma amiguinha minha (que para que conste já não é minha amiga e tinha em falta diversos parafusos) andou a apregoar queera qualquer coisa sobre o segredo de nossa senhora de Fátima, e que era em 2001 que o mundo ia acabar, e que só algumas pessoas se iam safar, ela incluída, claro. – vendo em retrospectiva as pessoas que me rodeavam desde tenra idade, não admira que eu às vezes não as bata todas. - Chegou 2001 e com ele veio o Euro (pelos vistos era esse o segredo de Nossa srª de Fátima) e o mundo continuou cá.
E até aqui eu nem ligava muito a essas coisas. Afinal, eu tinha 10 anos e comecei a pensar que o fim do mundo era mais uma tradição qualquer que eu tinha desconhecido até então, e nem liguei muito.
Passaram 10 anos, e em 2011 o ano supostamente acabava duas vezes. Se tivesse acabado em Outubro, acabava comigo a escrever um post aqui no blog. Se tivesse sido em Novembro, acho que acabava comigo a ir passear a cadela, já não me lembro.
E agora em 2012 diz-se que acaba o mundo – outra vez – porque os pólos vão mudar e vai tudo sofrer uma enchente enorme e morre quase toda a gente e blablabla.
E verdade seja dita, já começa a ser um bocadinho cansativo levar com dezenas de vídeos de pastores evangélicos no youtube a dizerem para nos arrependermos dos nossos pecados, e de notícias de imbecis que se suicidam para se escapar ao fim do mundo e por aí fora.

... Mas por outro lado, há que salientar que eu com 11 anos fiquei traumatizado com o fim do mundo.
Para quem me lê há pouco tempo e não sabe, a minha avó paterna é testemunha de Jeová. Isto só para vos situar.
Ora bem, a senhora andou 2 anos a levar-me ás congregações, a assistir às celebrações, a ouvir leituras da bíblia e tal. Aquilo a dada altura já me estava a começar a ficar entranhado na cabeça (o método da imersão é o melhor para converter uma criança) e uma certa noite de verão, a minha avó resolveu falar do armagedão. Em 2001 as coisas não eram como agora, que qualquer bandalho vai ao google e se vê banhado com milhentas informações sobre tudo e mais alguma coisa. 
E pronto, a minha avó fez o favor de me dizer que o mundo ia ser destruído, e que íamos todos ao julgamento final, e que as pessoas que não pregassem a palavra do senhor, ou tivessem fé e yada yada yada – ou por outras palavras, que não fossem testemunhas de Jeová – morriam. E isso incluía os meus pais. Ora, por muito inteligente que uma criancinha seja, não deixa de ser uma criancinha, e ser portanto um bocado mais imbecil do que cresce (na maioria dos casos), e isso resultou numa noite de intensas insónias a rezar (Oh sim, eu já ia na fase em que já rezava até para ir ao WC) e a chorar porque pensava que os meus pais iam morrer porque não andavam de bíblia debaixo do braço a oferecer revistas aos transeuntes que não querem ser incomodados.
Não faço ideia se cheguei a contar aos meus pais, mas acho que nunca falei do assunto, passados uns anos comecei a achar completamente imbecil todo aquele conceito de religiosidade, e desenvolvi uma mente mais ou menos funcional, mas a verdade é que mesmo já se tendo passado mais de 10 anos desde essa noite, fiquei com um trauma bruto com a conversa do fim do mundo.
Não me tornei particularmente supersticioso quanto ao assunto, mas em cada “dia de fim do mundo” dou por mim a pensar “e se acaba mesmo?”

Se acabar este ano, só sei que vou ficar muito insatisfeito com a gerência.
E tenho dito.

E vocês?
Ainda se lembram do que estavam a fazer nos "fins do mundo"?
Como é que reagem a isso? 
Acreditam que vá acontecer alguma coisa este ano? 
Querem emigrar comigo prá Lua?
Vá, toca a ler, subscrever e comentar. 

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Eu já usei...

Estava mesmo agora a ter uma conversa com uma amiga minha, e mostrei-lhe uma foto velha em que estava com uma... crista.
E aquilo ficava-me francamente mal. Naquela foto em específico nem se notava particularmente, porque era de longe, e no seguimento disso, comentei que já tentei seguir algumas "modas" que me ficavam francamente mal. Ainda me lembro da minha linda poupa aqui há uns anos, que segundo o meu pai me fazia parecer o Tintin. E lembro-me que nem era bem uma coisa que gostasse, mas... toda a gente usava.
Verdade seja dita, acho que já todos fizemos isso pelo menos uma meia dúzia de vezes, ir atrás de alguma tendencia do momento, porque "toda a gente usa".
Bye Bye Acne
O exemplo mais recente (ou o de que eu me lembro melhor de momento) foi o lenço palestino (eu sabia o nome disto, mas não me lembro).
Aqui há coisa de 2/3 anos (foi em 2009 se não me engano) de um dia para o outro toda a gente tinha uma coisa destas.
TODA a gente.
Não percebi de onde veio a moda, nem para onde foi, porque foi uma coisa muito rápida mesmo
Eu comprei um quando o furor disto andava no auge. essa foto que estão a ver foi a única vez que o usei (também foi só um euro), porque - para além da minha avó dizer que eu parecia um terrorista - Não gostava daquilo. só comprei porque... sim?
Tenho a certeza que no meu armário devo ter mais peças dessas, e quem sabe não partilhe outro dia qualquer uma outra com vocês.


O que eu quero que vocês me digam é:
Já alguma vez seguiram uma tendência porque na altura estava na moda, mas agora olhando para trás pensam "porra eu nunca devia ter experimentado isto?"
Partilhem as experiencias na caixa de comentários...
E desafio-vos a postarem nos vossos blogs as fotografias embaraçosas!

terça-feira, dezembro 13, 2011

merda merda merda merda merdaaaaaaaaaaaaaaa!


Acabei de me aperceber que faltam 11 dias para o natal, e ainda não comprei prenda nenhuma para ninguém.
Okay, só tenho que comprar... hmmm.... 4 prendas (ou 5 praí)...
O que já devia ter começado a fazer.
Estou liso mas tenho o meu fundo de natal (eu sei que é ridículo não comprar coisas para mim tendo o dinheiro ali à espera de ser usado, mas tenho sempre que guardar dinheiro para o Natal, é mais forte que eu) e vão começar as dores de cabeça, porque aquela história de "Ah e tal quando conheces bem uma pessoa sabes bem o que ela quer e é fácil comprar uma prenda" funciona de modo inverso comigo, porque perco horas a ver as infinitas possibilidades e nunca tenho certeza de se comprei a coisa certa até ao último instante.
E isto demora praí uma semana...
coisa que eu quase não tenho.
Oh! Como eu sofro.
E vocês?
Já compraram as vossas prendas este ano?
[A ouvir - Aborrece-me ir ver o nome da musica que está a tocar, mas é qualquer coisa dos lovers electric]
[Humor: Stressado]



terça-feira, dezembro 06, 2011

O Ricardo e o vandalismo bibliotecário

Sou membro da biblioteca daqui da zona desde que abriu (há uns 4 anos +-). 
De 15 em 15 dias lá vou eu buscar 3 livros, o que verdade seja dita é muito mais em conta do que comprar tudo o que leio (estamos em crise, temos que poupar)
Sempre fui muito rato de biblioteca, gosto do cheiro a livros e essas coisas todas, e uma biblioteca tem maioritariamente Prós.
Uma coisa que sempre ouvi dizer fazer parte de toda a “mística” de uma biblioteca, é que temos a noção de que cada livro já passou por várias mãos tão diferentes (a versão politicamente correcta de um bordel portanto), e que deixam um bocadinho de si lá.

Isto era tudo muito bonito... se não fosse LITERAL.
Eu tenho muito cuidado com coisas emprestadas, do género de andar com os livros dentro duma bolsa à parte para não se sujarem/molharem/rasgarem, por isso tinha aquela sensação de que as outras pessoas que vão à biblioteca buscar livros também tivessem um cuidado especial (Da primeira vez que derramei um bocadinho de água em cima dum livro requisitado fui a correr buscar um secador do cabelo e uma toalha e fiquei meia hora a secar aquilo e a ver se não tinha deixado marca).
Oh não, não têm.
Ler Post Completo »

segunda-feira, novembro 28, 2011

Oh Mai Gode, O Ricardo é Adoptado!

Acho que fomos separados à nascença.
Será que se eu for ter co Tóni ele me dá alguns trocos? 
Ou se calhar mudo o nome para Ricardo Carreira, lanço um cd e pronto é logo sucesso.
Para quem não percebeu nada deste post, leia este.
Se têm amor à vida, nada de "Ah e tal até são parecidos". 
Eu descubro onde vocês moram e vou aí com a minha faca de mato.

[A ouvir: All That I'm living for -Evanescence]
[Humor: Divertido]
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...