Mostrando postagens com marcador Teorias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teorias. Mostrar todas as postagens

sábado, fevereiro 04, 2012

O Ricardo e o Além

Nos sábados da SIC costuma dar um programa que mete mediuns ao barulho, em busca da verdade escondida em casos mediáticos. E se querem que vos diga, é hora e meia que queimo todas as semanas a ver dois ingleses de meia idade a dar para o parolinho com a Rita Ferro Rodrigues a fazer o papel de "céptica convertida" enquanto eles "desvendam" coisas que no fim de contas nunca trazem absolutamente nada de novo aos casos.


Ora como devem ter percebido, não sou propriamente crédulo no que toca a estas pessoas "dotadas" de capacidades extraordinárias para comunicar com os espíritos - parte do gozo de ver o programa está justamente em ficar maior parte do mesmo a criticar tudo. -
Acho imbecil a ideia de haverem fantasmas a rondarem nos, só porque não têm nada melhor para fazer na pós vida, e o paraíso e o inferno nunca me convenceram, mas já por umas quantas vezes me questionei se não existirá mesmo um além, ou uma outra vida (espiritual) ou até reencarnações.

E vocês?
Acreditam em médiuns, videntes, pessoas "paranormais", ou não passa tudo de um esquema?
Acham que existe vida depois da morte?
Vá, respondam ás perguntinhas.
Bom fim de semana.
(Isto era para ser uma pergunta de fim de semana, porque é tecnicamente isso, mas tem mais texto por isso não é.)

sexta-feira, janeiro 27, 2012

estranho - amigo - estranho. O ciclo da vida


A F. foi uma amiga de infância.
Não foi de longe a mais chegada, mas crescemos juntos, passámos pelos anos de conformismo infantil e pelos de rebeldia adolescente, e éramos peças presentes no cenário um do outro. Vi as suas “fases” passarem a velocidade supersónica e ela aturou as minhas (como o fiz com todos os amigos)
Estávamos juntos grande parte do tempo, e os pais dela já se tinham habituado à nossa presença pela casa. Fizemos todos projectos – como manda a norma - na altura da universidade, de irmos para a mesma faculdade, e ficarmos na mesma cidade e todo um chorrilho de divagações muito típicas de pessoas que não sabem mesmo o que querem da vida.
Há 4 anos a F. foi viver para Lisboa, e eu – bem como os restantes amigos mais chegados – fiquei por cá no Algarve. Não tivemos nenhuma divergência grave de opiniões, não deixámos de nos dar bem, e nem houve uma despedida atribulada.
Levou a mala cheia de roupa e a cabeça cheia de sonhos, e no processo, resolveu afastar-se.
Cansou-se de nós, o seu grupo de amigos de sempre.
E se querem que vos diga, é uma coisa muito desagradável.

Quero que percebam que não estou a querer de modo algum pintar a F. como a vilã nesta história, até porque deixei de a ver como tal há muito tempo atrás.
Acho que não há vilões nesta história, nem coisa que se pareça.
Sofremos de síndroma do membro ausente, estávamos demasiado habituados a que a F. fosse a “nossa F.”, e vê-la fugir-nos foi no mínimo estranho, e levou imenso tempo a ser processado.
De uma forma muito gradual, a F. foi fugindo das nossas vidas, deixando de ser uma figura presente e passando a ser uma memória muito evocada.
Durante muito tempo tentámos dar o desconto. Tentámos incluí-la sempre que possível...
Mas a F. não queria. Esquivava-se, dava desculpas, ou “perdia o telemóvel” ou “não tinha os nossos contactos” ou “não tinha internet”, e ficava invariávelmente incontactável até ter necessidade de se sentir novamente integrada e se vir juntar a nós pelo meio de milhões de desculpas e promessas de “um cafezinho” ou dois, que nunca passavam disso mesmo, acho que nos tomou por garantidos.
E de um momento para o outro estivemos mais de um ano sem ouvir dizer nada da F. eclipsou-se totalmente.

Ora, na teoria é muito bonito dizer que a distância não abala uma amizade, mas isso não funciona assim na prática.
Por demasiada boa vontade que haja por parte de toda a gente, a dada altura dá-se o click.
E aqui reside o mito comum de que o click se vai dar de forma audível. Que um dia qualquer acordamos e ouvimos um BOOM na cabeça e que isso quer dizer que A, B ou C perderam o lugar,
Acho que no fundo esperávamos todos que esse dia não chegasse, por muito magoados que estivessemos com a F. e com a maneira como nos tratou.
Mas ele chegou e não deixou mensagem.
Passado mais de um ano sem sequer por a vista em cima da F. ela reapareceu, sem qualquer tipo de justificações, e inseriu-se no nosso grupo como se nada fosse.
E se querem que vos diga, foi o momento mais constrangedor da minha vida até hoje.
Algures pelo caminho, a F. deixou de ser nossa amiga.
Toda aquela empatia que se foi desenvolvendo ao longo dos anos, gastou-se com os golpes de indiferença e a cumplicidade era menos que nula. Não tive vontade de lhe contar nada da minha vida, nem consegui desenvolver uma conversa com ela que passasse do estado do tempo - e não fui o único.
Ela passou de amiga a desconhecida.
E não era má vontade, rancor ou mágoa, como eu esperava vir a sentir.
Resumidamente... não era nada. É como quando vamos ao pote do café a contar que esteja cheio, e ele está vazio, e tiramos uma colher cheia de ar.
E enquanto estávamos todos num bar a conversar e a rir e a F. ficava a um canto sem se conseguir inserir, por ter simplesmente perdido o lugar – voluntariamente – não consegui deixar de sentir pena dela.


Vivemos à base de engrenagens, que giram em diversas velocidades muito próprias.
Vejo cada engrenagem como uma pessoa que conheço, e a velocidade com que roda determina em que fase nos encontramos. Nem todas são essenciais para o funcionamento da máquina, e eventualmente algumas deixam de funcionar.
Não chegam a ser substituídas, são apenas removidas.
A F. é uma dessas engrenagens, que decidiu deixar de funcionar e agora deixou de ter lugar na minha máquina.

E vocês?
Já tiveram alguma F. nas vossas vidas?
Vá, hoje não tenho grandes perguntas. toca a ler comentar subscrever etc. etc.

quinta-feira, novembro 17, 2011

A roleta russa das compras online





          Fazer compras online é uma prática comum, e agora praticamente tudo o que é loja tem uma secção de compras online, para além do mercado de sites de venda de artigos diversos estar em grande expansão em Portugal.
          Isto é tudo muito bonito, e eu ocasionalmente compro algumas coisas em diversos sites, mas quando comecei nisto das compras online ninguém me avisou que é um bocadinho como jogar à roleta russa, com a diferença que em vez de rebentarmos a mioleira, compramos gato por lebre.
Há dois tipos de sites de vendas. Os de empresas/lojas/marcas/whatever, e os de anúncios pessoais.
          Para começar, não podemos confiar nos nossos olhos completamente. As empresas com serviço especializado de vendas online tiram fotos muito apelativas, muito bem posicionadas... e muito bem photoshopadas. Se virmos uma camisola azul turquesa mesmo bonita, há uma probabilidade de 30% de a camisola ser na verdade azul acizentado. E não é para ser picuinhas, mas uma pessoa quer uma banana não fica satisfeita com um limão só porque também é amarelo. Digo eu.
Ler Post Completo »

quarta-feira, novembro 16, 2011

!!!Dieta MOR-FAB!!!


Caríssimo leitor:
Cansado de gastar dinheiro em produtos de emagrecimento?
O creme de baba de caracol em vez de lhe reafirmar a barriga, retesa-lhe a carteira?
Farto de largar € em plataformas vibratórias e cintas que dão choques?
Já tentou todas as dietas e mais alguma e não obteve resultados?
Pois bem, os seus problemas acabaram!

Com a revolucionária dieta MOR-FAB, vai ver resultados em poucas semanas!
A dieta MOR FAB é uma dieta cuidadosamente elaborada para todas as pessoas, de todas as idades e essas coisas todas, porque sim.
Para tal, deve apenas seguir 2 simples passos:
Ler Post Completo »

quarta-feira, novembro 09, 2011

Qual é a tua?

Nota prévia: Vou tentar escrever um post inteiro com o novo acordo ortográfico, não prometo que não me esqueça a meio

Reputação:
subst. f.
1. o que as pessoas pensam de alguém, algo:
Pela lógica, todos temos uma , afinal toda a gente pensa alguma coisa sobre toda a gente, mal, bem, assim-assim, não interessa, temos todos uma ideia sobre as outras pessoas. Os critérios com que essas ideias se espalham são imensos.
Pode ser porque pela maneira como nos comportamos, pela nossa popularidade, pela nossa conta bancária, é à escolha do freguês.
Só que ditas as coisas desta maneira, dá a sensação que a reputação é uma coisa que depende exclusivamente dos outros, que se não gostarem de nós temos automaticamente má reputação e vice-versa.O que não podia ser mais treta.
Ler Post Completo »

sexta-feira, outubro 21, 2011

Porque é que em inglês tudo vira chique?


Estava tentado a fazer um post dedicado ao “Outono-que-não-é-Outono-mas-sim-verão-e-que-já-começa-a-irritar-por-uma-pessoa-morrer-de-calor-quase-em-Novembro-o-que-é-uma-pouca-vergonha-porque-uma-pessoa-já-tem-roupas-quentes-para-estrear-e-não-pode", mas honestamente, já toda a gente falou nisso e eu não ia contribuir em nada à discussão geral.

Então depois de uns minutos de profunda reflexão filosófica veio-me um assunto à ideia:
Se na frase acima eu dissesse “closet” em vez de “armário” dava logo um ar muito mais chique à coisa. E vamos adaptando palavras da língua de vossa majestade no nosso discurso, porque sim.
A verdade é que é uma tendência comum“Inglesar” as frases.
Ou trocando por miúdos, pegar numa qualquer frase, e estampar pelo meio palavras em inglês, porque dá logo todo um ar internacional à coisa.

Ler Post Completo »

segunda-feira, agosto 22, 2011

Sobre os bebés... aqueles que não foram entregues pelo correio por uma cegonha.


Eu gosto de crianças, e elas percebem que eu gosto delas, tenho imensa paciência para lidarem com elas, por isso ter filhos é uma ideia que, embora não conste dos meus planos a curto prazo, não me assusta. Gostava de ter filhos, tipo uns dois ou três no máximo, mas até lá vou vendo os filhos dos outros, porque também não tenho vontade nenhuma de ter uma criança nos braços mais de 10 minutos por enquanto.
O que é verdade é que há toda uma parafernália de coisas que não compreendo relativamente a bebés.
E agora vocês poderiam pensar que isto era algum post digno da “Pais&Filhos” a falar de temperaturas de biberons e marcas de cremes anti assaduras, mas não. São outras coisas que eu não engulo:
Qual é a coisa de tocar em barrigas de grávidas? Eu não gosto de tocar em barrigas de grávidas, sei lá ainda me culpam de ter danificado a criança ou assim, acho que é um bocadinho uma invasão de espaço pessoal, principalmente porque montes de gente que pede para tocar na barriga nem tem uma relação próxima com a grávida, parecem os espanhóis a querer mexer na mercadoria ainda dentro do pacote.
Quem é que inventa as teorias tradicionais da gravidez? Não consigo estar ao pé duma grávida (já em estado avançado) sem que alguma velha diga “Ai vai ser menino porque tem a barriga inclinada não sei pra onde” ou “vai ter uma “hora” pequena porque tem as mamas pouco inchadas” e eu penso “Porra, antigamente não havia wikipedia, as velhas deviam-se divertir a inventar estas coisas e a escrever livros. Era isto e as mezinhas”
Depois há uma questão delicada, que toca às grávidas. Estou sempre a ouvir “A gravidez até te pôs mais bonita, estás mais luminosa”... pessoas, é feio mentir a uma mulher grávida. Já conheci grávidas que ficaram mesmo bonitas, e mais luminosas e tal... mas foram 2 em 30 praí. As restantes ficam... iguais , e algumas tenderam para o inchadas (estilo popota numa feira do chocolate de óbidos)?
Para que é que se compra roupa de marca aos recém nascidos? - É assim, estamos em recessão, e não vejo sentido em gastar uma dinheirama numas sapatilhas minúsculas da Nike, quando passadas duas semanas o puto cresceu o dobro e aquilo já não serve senão para deitar fora.
“É mesmo a cara do pai”- Acho ridículo quando vão visitar o recém nascido á maternidade e se saem com pérolas dessas. Não me venham com conversas de apreciar bebés recém nascidos, que acho que são todos iguais, avermelhados, enrugados, e pequeninos. E NUNCA parecem a mãe ou o pai. Parecem... um tomatinho fora do prazo? E sim, eu sei que é daquelas coisas que só mudam quando se tem um bebé nosso... mas até lá continuo com essa impressão.
“Os bebés são todos bonitos” – Ahm...É assim gentes, eu gosto de crianças e acho-as amorosas... mas só aí a partir do mês e meio é que consigo dizer essa conversa de “Ai que bebé bonito” e mesmo assim há bebés que são verdadeiramente feios (culpa dos pais). As pessoas dizem essas coisas só para serem simpáticos com os progenitores. Aliás, acho que é daquelas coisas “o nosso é sempre o melhor”
“Tem 18 mesinhos” - Quem é que implementou a contagem por meses? A sério? Faz sentido enquanto as crianças têm menos de 1 ano (12 meses) e depois começa a entrar no reino do ridículo 18 meses não, um ano e meio. Credo, parece que assim os putos ficam pequenos mais tempo.
“Ela é muito calminha” - Quando o meu primo nasceu tinha eu dez anos. O raio do puto parecia um alarme avariado, não se calava com aqueles berros estridentes. E eu só ouvia a minha avó e a minha tia dizerem a toda a gente “Ai, ele é muito calminho”. E eu ficava aterrorizado a pensar o que seria um bebé “não calminho”... até que me apercebi que 90% dos pais dizem isso, mesmo que não seja verdade. Porquê? Isso é publicidade enganosa sabiam? Shame on you!

E vocês? 
o que têm a dizer sobre o assunto?
Conhecem alguma sabedoria popular relativa a grávidas que não vos faça sentido nenhum?
Bebés, sim, não, talvez?
Toca a comentar, ler subscrever, gostar no facebook e votar na sondagem acima!

[A ouvir: I wanna Have your babies - Natasha Bedingfield]
[Humor: Preguiçoso]

quinta-feira, julho 21, 2011

O mítico menage a trois







Não sei, mas desde que despertei para o sexo – quando comecei a reparar no sexo não como uma palavra mas como qualquer coisa que se Deus quisesse havia de fazer umas quantas vezes – que me tenho deparado com o menage a trois como a fantasia sexual suprema. É como um grito qualquer à modernidade sexual, que os casais mais in lançam quando convidam uma mulher ou um homem para se juntar à festa.
Não vejo nada de mal nisso, e até acho curioso, porque vistas bem as coisas, o campo das fantasias sexuais é um universo de possibilidades, por isso acho engraçado que sempre que se fale do assunto, a maioria das respostas vá bater na mesma tecla.
Não digo que nunca faria um, mas não é uma coisa com que fantasie. Vejamos porquê:
1.       Um menage a trois é tão erótico em prática como deitar-me no cesto da roupa suja da casa de banho: Fazer sexo com alguém a dada altura implica odores corporais. As pessoas suam se aquilo for feito com intensidade suficiente, e se com duas pessoas é um cheiro que se tolera, acho que três pessoas no mesmo quarto às apalpadelas e a bafejar uns pra cima dos outros ia parecer mais um filme de terror, do que um filme erótico.
2.       O sexo da vida real não é um livro da “Sabrina”: Sabem aqueles livros fininhos eróticos que toda a gente já deve ter visto pelo menos uma vez na vida. O que interessa é que num livro temos “João beijou Maria e carregando-a nos braços gentilmente poisou-a na cama onde fizeram amor apaixonado por entre sussurros de cumplicidade até o sol raiar por entre as persianas” e na vida real era mais o João a levar a Maria meio encavalitada á cintura enquanto lhe desaperta o soutien, para depois a largar em cima da cama – não delicadamente – e irem ao treco lareco sem grandes sussuros de cumplicidade, são mais uns gemidos, e se tiver sorte tem uma hora de acção, depois acabam os dois a dormir e não vêm o sol raiar. Se juntarmos à equação uma terceira pessoa ainda é capaz de correr pior.
3.       A probabilidade de ser um menage “Mulher-Mulher-Homem” não é 100%: Acho que nem chega aos 50%. Se estão a pensar que a vossa mulher arranja automaticamente aquela amiga boazona que vocês não se importavam de levar num test drive… muito provavelmente ainda levam com o Zé manel da contabilidade por quem ela sempre teve muita admiração. E a verdade é que 90% dos homens nem querem pensar num desses.
4.       Há sempre a 3ª roda: Não sei porquê, mas tenho aquela sensação que a dada altura não conseguem estar as três pessoas a… coiso ao mesmo tempo. E o que é que faz a pessoa que está em lista de espera? Fica a olhar? Lê uma revista?
5.       Uma pessoa má na cama com uma pessoa, é provavelmente má com duas (e com mais então não se fala): Isto seguindo a lógica né? Claro que as pessoas pensam que menage a trois significa automaticamente bom sexo… mas não me cheira? Para alem de haver a remota possibilidade de as três pessoas envolvidas serem más de cama.
Acho que se tornou trendy dizer que se quer ter mais duas pessoas a partilhar uma queca, porque diz na Happy (revista feminina) que assim é que tem que ser, que assim é que as leitoras se tornam mulheres modernas e bem sucedidas. E o verdadeiro garanhão não só tem menages a trois dia sim, dia não, como o faz sempre com as gajas mais boazonas do bar, que saca com as sábias dicas da GQ (revista masculina).
Eu cá continuo na minha, não digo que desse pão de três farinhas nunca provarei, mas não é coisa que me imagine a cozinhar.

PS: só conheço duas músicas a falar deste tema e esta faz-me rir, por isso levam com ela.
E vocês?
Qual é a fantasia sexual que não vos diz nada?
Gostavam de fazer um menage?
O que acham do tema?
Toca a ler subscrever comentar e gostar no facebook. ah e votem ali no questionário, sim?

[A ouvir: Countdown-Beyoncé]
[Humor:Divertido]

quinta-feira, julho 07, 2011

Síndrome da gaja boa

Agora chega á época balnear, e pululam por aí alminhas que não estão apenas confortáveis com o seu corpo – o que até é uma coisa louvável, né? – mas têm tendência a achar que são dignos de passarelas internacionais, quando têm volume digno de um matadouro.
Embora Isto por si só já fosse uma coisa ligeiramente incomodativa, o bonito vem quando vemos essas mesmas divas do courato, a comentar o pneu da senhora da toalha do lado que deve ser … metade do seu?
A isto chamo Síndrome da gaja boa.
Podiam agora começar aqui com “Ah e tal, mas o que tem uma pessoa ser autoconfiante?” 
E eu respondo “Ahm… nada?”.
E ficamos por aqui, porque estou a falar de pessoas com inflamação de ego, e não de pessoas confiantes. 
É ligeiramente diferente.
Acho que o problema não está tanto no nervo óptico, como no cérebro, porque há pessoas que mesmo depois de operadas à miopia continuam com o síndrome de gaja boa bem acentuado.
A portadora (ou portador, que também os há), julga-se assim um achado. Uma bomba sexual de extrema potência que incendeia relvados com a sua passada confiante tão caliente que é. Uma Cláudia Schiffer de classe e elegância, capaz de escancarar os maxilares alheios com um piscar de olho.

Isto até podia correr muito bem, se não tivessem por isso a estranha apetência a fazer figuras tristes. 
E podemos tentar dizer-lhes que não são assim tão giras quanto isso. Que não são assim tão inteligentes ou irresistíveis quanto isso. Que não são lá muito discretas e elegantes. Mas não vale a pena. aos seus olhos, uma critica de tal género só tem origem em inveja.

E mostram uma certa prepotência e um narizinho empinado, típico das “gajas boas”… que verdade seja dito, nem mesmo a essas fica bem, quanto mais a estas wannabes.
Acaba por se tornar quase cómico.

Podemos vê-las agora por este facebook a fora, nossas amigas, amigas dos nossos amigos, e amigas desses amigos em 3º grau. Vemo-las nas fotos de praia, nos biquínis justinhos, nas maquilhagens exageradas de sábado à noite, nos saltos demasiado altos nos quais não sabem definitivamente andar. Nos vestidos justos que mostram mais do que deviam, nas roupas espampanantes, nas fotos de grupo com sorrisos amarelos.

E lá estão elas, sorridentes, e confiantes que são a última bolacha no pacote, e que podem andar com o nariz virado pró tecto como se estivessem a fazer um favor à humanidade com a sua formidável existência.

Não faz mal a ninguém achar que se é a ultima bolacha do pacote de vez em quando, mas também temos que ter em noção que se formos a ultima bolacha dum pacote de bolachas de que ninguém gosta, não é uma mais-valia.

E vocês? conhecem muitas alminhas com este síndrome?
Como é que lidam com elas, caso estejam na vossa esfera íntima?
Vá toca a comentar e a ler e a subscrever e essas coisas todas.

[A ouvir: Laughing at your plans - The foreign Exchange]
[Humor: Divertido]

sábado, julho 02, 2011

Ricardo a pessoa habilitada em direito, vulgo advogado

Como estou especializado em séries de advogados, posso com toda a certeza dizer que me formei com altas notas em direito televisivo (ou qualquer coisa do género).
Ao fim de aproximadamente 6/7 anos de aulas legais ricas em detalhe, posso com toda a certeza dizer que estou tão ou mais habilitado para entrar numa qualquer salinha de tribunal e defender um caso como um advogado todo pipi.
Diploma?
Pfff quem é que precisa duma coisa dessas?
Ora vejamos:

O meu amor pela lei começou com a Ally Mc Beal, que em 112 capítulos me ensinou tudo o que preciso saber para ter bases numa carreira legal:
Toda a gente dorme com toda a gente num escritório de advogados.
E pelo meio vi umas cenas lésbicas com a Lucy Liu, e percebi que a lei pode ser divertida, quando a Ally foi defender um caso de ressaca. A lei é no fim de contas uma coisa bonita e simples, que tem ligação directa com sócios, indecisões, namorados e namoradas – Com a Ally a descoberta legal acabava por ir dar invariavelmente ao vale dos lençóis.
Mais tarde fui dar com Boston Legal, quando o meu coração ainda sentia saudades da Ally Mcbeal e dos seus ensinamentos valiosos. E com Boston Legal aprendi que afinal um escritório de advogados é um sitio promíscuo por uma única razão:
Nunca há pessoas gordas feias ou velhas (sem ser a ocasional personagem cómica) a trabalhar num (escritório de advogados)
Ah, e por acréscimo, é um sitio onde pessoas malucas se concentram e vestem fatos de mergulho para irem a reuniões.
Mais tarde, quando já tinha aprendido tudo o que podia com Boston Legal, começou a dar Shark. E shark era uma série sobre um advogado dos maus, que passou a ser um advogado dos bons. Aqui aprendi que quando um gajo é rico o suficiente faz um tribunal em miniatura na cave de casa e pratica lá os casos. O que me levou à conclusão de que :
Apenas os advogados do ministério público sabem a lei. Os outros são todos maus.
Depois comecei a ver drop dead diva (que na SIC é “de corpo e alma”). E aqui aprendi até agora (que ainda estou a frequentar aulas nesta fase do meu curso legal) que a amiga loura burra e mamalhuda que não percebe nada de lei é que acaba por dar sempre as ideias para resolver os casos. Isso e que se pode partir uma janela do 12º ano com um bibelot e o chefe nem diz nada.

Agora que vos expliquei o meu extenuante percurso académico no mundo legal, vou dar-vos os três tópicos para serem uns advogados de sucesso:


  1. O cliente tem razão 99% das vezes – Tipo, os clientes que nóses defendemos, são sempre inocentes. nem vale a pena preocuparem-se com isso. As pessoas de bem vão sempre ter ca gente. Mais cedo ou mais tarde ganhamos o caso.
  2. A lei não interessa para nada – A sério, quem tem medo de estudar direito por causa daquela coisa dos códigos penais e não sei o quê, isso é tudo publicidade enganosa. A “lei” aparece mais como complemento do nome da série, ou da firma. O que interessa é dizermos as coisas com o coração. Qualquer pessoa consegue contornar um caso de homicídio involuntário, se tiver em atenção que a acusada tinha meias amarelas de poliéster, e que com meias amarelas de poliéster não dá para matar ninguém (duuh).
  3. Discursos sentimentais ganham sempre o caso - Vamos ser bastante directos, quando tudo o resto falha, usem o sistema lacrimoso. Derramem uma lagriminha, façam o júri sacar dos kleenexes e assoar-se como se não houvesse amanhã. Cai sempre bem e o caso é ganho num estalar de dedos.

E pronto, agora já podem ir ser advogados de renome, depois destas dicas, e de seguirem o plano de estudo intensivo do Ricardo, sem terem que gastar dinheiro em propinas ou horas em leis chatas e desinteressantes, quando podem ver soutiens e coisas assim.

E vocês? costuma ver séries de advogados?
Contratavam os meus serviços legais? xDDD
Acham que o que eles passam tem alguma coisa a ver com a realidade? eu pessoalmente acho que tem prai 20% de realismo, se for muito mais torna-se maçante.
Alguma coisa a comentar?
Usai e abusai da comment box, ela agradece.
AAAAH E 151! 
Vão ao blog do Iplagiator, leitor nº 150 aqui.

[A ouvir: (Drop Dead) Beautiful - Britney Spears]
[Humor: Doido]

quinta-feira, junho 09, 2011

O Ricardo e as Drogas

Enquanto estava a jantar deu uma reportagem sobre as drogas legais em Portugal – substâncias que ainda não foram proibidas legalmente para o comércio, e continuam a ser portanto legais – e a dizer que há gente a ter overdoses e nhenhenhenhe.
Eu achei isso tudo muito bonito e informativo, e achei completamente amoroso ver uma senhora que tem uma loja de drogas legais a fingir que se preocupa imenso com a clientela e a apregoar que é um estabelecimento responsável… enfim aquele chorrilho que se faz para se ficar bem na foto.
A única coisa que eu não consigo compreender é porque é que os media no geral lutam por manter aquela ideia de que todos os jovens se metem na droga por más companhias… ou que se metem na droga como uma espiral sem fundo que acaba com uma pessoa quarentona a pedir esmola para um café à porta do pingo doce.
Oh pelo amor de Deus.
As coisas já não se processam assim.
Vivemos no século XXI, e a coisa que mais há a dar com o pontapé é informação sobre tudo e mais alguma coisa. Há 15 anos atrás era quase impensável falar-se de toxicodependência nas escolas, porque os drogados eram marginais e prostitutas, e só pessoas de más famílias é que se metiam nesses vícios.
Mas isso era há 15 anos.
Hoje em dia fala-se das drogas nas escolas, e aprende-se desde cedo os efeitos imediatos e os efeitos secundários que eles trazem, eu com 15 anos já sabia muito bem o que é que o uso abusivo das drogas me podia fazer, e conhecia umas quantas denominações científicas de coisas que nem sequer cheirei (adorei a ironia acidental).
Eu uma vez fumei um charro.
Okay, eu uma vez dei duas passas num charro, mas pronto vai dar ao mesmo.
E para ser muito honesto com vocês leitores e leitoras, senti-me ligeiramente ludibriado. É como quando compramos – tecnicamente não comprei nada, mas pronto - um chocolate de renome internacional, e a porcaria do chocolate sabe a papelão. Foi muito por aí.
Eram os meus amigos todos a rirem (e demos todos as mesmas duas passas) ou a ficarem todos moles, enquanto eu fiquei aproximadamente 20 minutos a pensar “isto se calhar demora muito tempo a fazer efeito”.
Depois passei para o “Okay, se calhar sou daquelas pessoas que são resistentes a psicotrópicos”… mas ocorreu-me que – na altura – com 2 copos de qualquer bebida alcoólica ficava a saltitar de embriaguez.
Depois ocorreu-me “isto é muito efeito placebo”. E a verdade é que é provável. Podiam muito bem ter vendido relva de jardim seca ao rapaz com quem saímos naquela noite que preparou a mortalha e acendeu o charro, que só a ideia de ser “erva” deixava logo muitas mentes jovens e influenciáveis todas pedradas, mesmo que estivessem a inalar fumos de relva.
E isto chegou-me.
Não sei o que são drogas pesadas… nem quis saber. E estou muito feliz assim.
Aliás, acho que todos nós fizemos o mesmo – menos a K, que ainda fuma bastante erva, mas pronto é lá uma escolha dela – e não nos pusemos a experimentar para nos impressionar uns aos outros.
Experimentámos por sermos novos e querermos experimentar o mundo.
O que não faz de nós – na altura por volta de 15/16 anos – “jovens vítimas no mundo negro da droga” (uma frase bem possível de aparecer numa qualquer reportagem sobre este tema, num telejornal português bem dramático como nós os queremos).
Depois disto deixo aqui umas conclusões brilhantes:
Não é por nada, mas quem usa droga, usa porque quer.
Ninguém aponta uma arma à cabeça dos miúdos (ou graúdos) e lhes diz “vá toca a encharcares-te em cogumelos alucinógenicos, senão mato-te a mãe e violo-te o gato” (ou ao contrário, sei lá eu como funcionam estes ladrões modernos). Há diversos motivos, mas no geral a motivação vem de nós mesmos.
E quem continua a usar, continua porque quer.
A droga não vicia após um ou dois consumos. Quer dizer também depende da quantidade, mas mesmo assim acho que são necessárias umas quantas reincidências no consumo. Por isso a desculpa do “Ah e tal, depois fiquei agarrado” não é assim tão razoável quanto isso. É quase o mesmo que dizer que virei alcoólico porque bebi três garrafas de champagne no reveillon (se fosse por aí, acho que preciso de ir aos AA).
Não há boas ou más companhias.
Há as companhias que escolhemos, e há mentes mais ou menos influenciáveis. Uma pessoa pouco influenciável não segue ideias que acha más só para se afirmar. Isto serve para a droga, o álcool ou para qualquer outra coisa. Temos cérebros para alguma coisa.
Não acredito muito na história do “drogado coitadinho”
Aquela história de não largar o vicio porque não se consegue é uma desculpa. Aliás, já ouvi isto da boa de vários ex toxicodependentes. Se estiverem mesmo motivados para largar a droga seguem todo o caminho como deve ser. Senão não se aguentam. Acho que nem as pessoas que passam por esse vício e o ultrapassam gostam de serem vistas como coitadinhas. Se gostarem, pior para elas, que deste lado não levam nenhum.
As pessoas que consomem drogas NÃO são só bandalhos e vadias.
Há por aí muito senhor de estatuto e muita madame da alta roda que cheira uma dona branca de vez em quando. E se o fizerem como deve ser, ninguém chega a saber. As aparências iludem.

Só para finalizar – que isto já vai no dobro do tamanho inicial que tinha planeado para o texto – eu não estou a julgar ninguém que consuma/tenha consumido regularmente drogas de qualquer tipo. Nem acho que seja uma coisa assim tão errada quanto isso. cada um faz o que quer com a consciência do que está a fazer. Estou é a insurgir-me contra aquela tendência que as pessoas têm de culparem a droga. Não e a cocaína que salta para o nariz das pessoas sozinha. As pessoas fazem as suas escolhas, e pouco mais há a dizer.

E vocês?
Alguma vez experimentaram drogas?
O que pensam do assunto?
O que acham das "drogas legais"?
São contra ou a favor das drogas, é-vos indiferente, ou não têm opinião formada?

peço desculpa pelo super mega enorme post, mas descuidei-me com a escrita xD. 
Toca a ler comentar e subscrever ;)

[A ouvir: I Rather die young - Beyoncé]
[Humor: Pensativo]

segunda-feira, maio 30, 2011

Onde é que eu tinha a cabeça?

Aqui há uns dias enquanto revia fotos antigas com os amigos de sempre, deparei-me com uma das nossas milhentas fotos de grupo, de há uns… 5 anos (credo, parece que foi ontem).
Sabem como são, o cliché das fotos de amigos, com toda a gente em filinha a rir pra câmara e a fazer figuras. E esta seria também normal, se não tivesse lá no canto uma pessoa de quem eu não me lembrava completamente.
De inicio pareceu-me que fosse um emplastro… mas se fosse um emplastro era um emplastro bem atrevido porque estava encostado à K. e estava a rir para a câmara… e não me era totalmente desconhecida aquela cara.
Depois de torrar um bom bocado os miolos, cheguei á conclusão de que aquela pessoa lá ao canto da foto, não era um emplastro infame.

Era um “Onde é que tinhas a cabeça?”

Os “onde é que tinhas a cabeça?” são acontecimentos bastante comuns na vida de toda a gente.

Estas coisas dos amores desamores interesses químicas e afins sempre foram confusos para mim, porque verdade seja dita, as linhas que separam cada denominação são bastante finas e quebráveis. O que é verdade é que o “Onde é que tinhas a cabeça?” é quase sempre um falso amor.

Começa tudo com um interesse – recíproco ou não – que passa para atracção, depressa despoleta em química e acaba num enlace (amoroso sexual ou outra coisa do género). Como essa pessoa entra nas nossas vidas numa altura em que não se espera nada desses campos, acabamos por não… avaliar o produto. É um bocadinho aquela máxima de “a cavalo dado não se olha o dente”.
E andamos naquela fase de embriaguez, em que vemos tudo cor de rosa com rebordos encarnados ás bolinhas roxas. Tudo é perfeito, e todas as criticas que possam ser endereçadas ao objecto da nossa afeição são imediatamente descartadas. “Oh, cala-te ele não é nada retardado” “Oh, ela só bebe para ficar alegre”. E nessas alturas estamos cegos e surdos para o mundo exterior, porque estamos bem com o nosso “alvo” e nos sentimos bem com a confiança que disso obtemos e nhenhenhe…

Mas como nem tudo são rosas, a dada altura tanto mel começa a ser estranho, porque perfeição, só no Photoshop. E aí liga-se o sentido critico. A dada altura começamos a reparar que não estamos com a W ou o X ou a J, mas sim com uma imagem que temos criada dessa pessoa. Afinal a W não tem umas mamas tão bonitas quanto isso, e o X não é assim tão atencioso como parece… e a J não está a falar com um kit de mãos livres na casa de banho. Está mesmo a falar sozinha.
E obviamente que acaba por descambar, porque afinal namorar uma pessoa que tem como ídolo o Hitler já não parece tão sedutor como antes, e a flatulência acaba por não ser uma característica peculiar e adorável bem vistas as coisas.

E depois da água passar a ponte, lá seguimos com a nossa vidinha… e acabamos por evitar falar dessa pessoa, pelos simples motivo de ser um bocado constrangedor admitir a alguém que se namorou uma pessoa que tinha amigos imaginários. Ou simplesmente porque era muito má rés, e nos apanhou numa fase de profunda e efusiva rebeldia.
Não ficamos necessariamente a odiar essa pessoa, pelo amor de Deus, para cada pé há um sapato - e para os pés defeituosos há muito crok neste mundo.
Pelo caminho, a pessoa apaga-se mais ou menos. Já não nos lembramos tão bem das qualidades nem dos defeitos. E ficamos assim durante bastante tempo, até ao dia em que ao remexer num armário qualquer encontrarmos uma foto, um postal, uma prenda, qualquer coisa que tenha o dedo dessa pessoa, e quando damos por nós já  pensamos “Eish, onde é que tinhas a cabeça?”


E vocês?
Alguma vez tiveram um/uma “onde é que tinhas a cabeça?”
E foi uma coisa mais ou menos séria ou assim casual?
Como é que reagem quando algum amigo tem um "onde é que tinhas a cabeça?"
Alguma coisa a acrescentar ou a corrigir?

Vá, toca a comentar ler subscrever e gostar no facebook, que eu amanhã respondo aos comentários todos da semana passada, ainda estou com umas horas de sono em atraso da saída de ontem á noite, o cérebro não está a 100%.

[A ouvir: Just say yes - Snow Patrol]
[Humor: Sonolento (mas feliz)]

sexta-feira, maio 20, 2011

Feminista de ocasião

No outro dia estava a ver TV e passa um anúncio de um seguro da “Ok teleseguro”.
“Uau, que interessante Ricardo” pensam vocês.
O anúncio era a um seguro… para mulheres.
E se a principio aquilo não me disse nada – fui comer o belo do gelado e caguei-me prá publicidade num piscar de olhos – mas quanto mais vezes via o anúncio mais confusão me fazia.
E não percebia porquê, até começar a falar com uma amiga de igualdade de sexos.

É assim, eu sou totalmente a favor da igualdade de sexos. Acredito que já se tenham feito imensas injustiças com base em preconceitos sexuais. Mas caminhamos para aquela lenga lenga das Mesmas oportunidades, mesmo valor nhenhenhe e vira o disco… e acho muito bem que hajam por este mundo a fora mulheres (e homens) que lutem por isto.
O que eu não suporto de maneira nenhuma é quando entra o duplo padrão.
Vejamos a individua H. A H é uma mulher feliz e segura de si, que vive a sua vida de forma muito regrada e tranquila. E a H auto-intitula-se de feminista. Acredita que as mulheres devem ser todas tratadas exactamente da mesma maneira que os homens (agreed) com os mesmos direitos e os mesmo deveres. A H diz que se deve exigir ser tratada da mesma forma que um qualquer gajo, porque as mulheres são tão ou mais capazes que os homens (agreed).
A H não sai com gajos que não lhe paguem o jantar e a entupam de prendas.

Wait… what?

Sou só eu a ver aqui uma discrepância?
O mal nem seria nenhum, se fosse só a H. mas a H é só um exemplo fictício do que cada vez mais ai anda. As pseudo feministas de trazer no bolso. Aquelas senhoras que defendem que têm tanta capacidade de chefiar uma empresa como os seus colegas homens, mas depois arranjam um homem que lhes mude o pneu, porque são umas laides. As mesmas gajas que defendem que um homem deve ver a mulher como um igual, mas que vêm como uma mulher bem sucedida aquela amiga que se casou com um gajo podre de rico, que lhe paga o cabeleireiro e lhe oferece férias em cancun.
Ok, uma coisa é um gaijo ser cavalheiro e prontificar-se a dar a carteira, e a mimar a sua mais que tudo quando acha que sim… outra coisa é esse cavalheirismo ser visto como uma obrigação e um dado adquirido.

E esse duplo padrão irrita-me. Porque não é muito justo o que estão a pedir. Se por um lado querem igualdade, por outro lado querem que essa igualdade não seja de todo igual. Querem ter o cargo do ken, mas ser tratadas como uma barbie.
Deviam rever um bocadinho os vossos conceitos, porque no fim são quase sempre estas feministas de algibeira que acabam numa ladies night a enfrascar margaritas (ou cosmos, que é tão mais chic) a lamuriar-se “onde é que estão os homens decentes?”.

E vocês?
Já conheceram muitas mulheres assim?
Não acham que este tipo de atitudes atrasam ainda mais toda essa luta pela igualdade de género?
LeitorAs, acham-se feministas? façam o teste aqui
Vá, toca a ler comentar e subscrever. Este fim de semana respondo aos comments desta semana e aos da outra (que já tinha respondido mas o blogger fez o favor de apagar a minha resposta a todos eles -.-)

[A ouvir: E.T. - Katy Perry ]
[Humor: Venenoso]

terça-feira, maio 17, 2011

Desmistificando a Foda de boca

Eu ainda sou do tempo em que o sexo era tabu.
Mas pronto, tal como as cassetes VHS, os pudores – verdadeiros – de falar no sexo caíram por terra qual pardalito que levou com uma chumbada por azar num dia de caça.
E também já não há aquela coisa de serem mais os gajos a falarem do treco lareco, enquanto as madamas falam da novela das 8.
E a verdade é que toda a gente fala um bocadinho aqui e outro ali.
E depois há os que falam um bocadinho maior.

Ok, vou ser sincero, a culpa é da Rosa cueca que postou isto, e deu-me a ideia (espero que ela não se importe).
Como boa que sou, geralmente as pessoas gostam de me contar a vida toda delas. E quando digo toda, digo mesmo TODA. E – para meu grande desprazer – essas alminhas realizam muitas vezes a foda de boca.
Não gentes, não estou a falar de sexo oral… quer dizer tecnicamente estou. Pronto, é mais sexo verbal.

A “Foda de boca” consiste basicamente numa espécie de partilha de historias… só que neste caso são do foro seqçual. E a verdade é que eu podia escrever um livro erótico baseando-me nas histórias que me contam sem eu pedir. Basicamente é uma pormenorizada descrição da contabilidade dos “países baixos” de quem incorre nessa prática, com saídas e entradas todas muito bem discriminadas.
A verdade é que toda a foda de boca se assenta em 3 princípios básicos:
·         Exagero, always: ora, se “quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto”… quem conta uma queca acrescenta-lhe um orgasmo… ou 10 centímetros a mais… ou mais uns minutos de duração… ou preliminares… é à escolha do freguês… quer dizer, tecnicamente é a escolha do vendedor, que o freguês leva com a história quer queira quer não. No fim elas romantizam tudo e eles pornografizam tudo. As simple as that.
·         Grafismo a todo o vapor: Um simples “peguei no meu Zé e fomos dar uma rapidinha nos provadores da zara, com uma velha gorda no provador do lado a experimentar saiotes” não chegava. Nããão. Têm sempre que acrescentar detalhes que ficam (invariavelmente) gravadas a ferro e fogo na minha memória visual e auditiva. Isto não é a revista Maria meus amores, é a vida real, e eu não quero saber as posições que dão para fazer em cima do lavatório da avó. Se quiser saber, é por experiencia própria.
·         Enaltecer das qualidades(?) do próprio individuo e do parceiro: “Eh pah, a Y grita bué quando lhe meto * linguagem menos própria*, até os vizinhos ouvem. Isto NÃO É BOM PARA NINGUÉM! Especialmente para mim, que qualquer dia tomo café com a Y e não vou conseguir parar de a imaginar a mandar gritos ao estilo soprano. A sério. Nem quero saber das humidificações de ninguém, ou de quão dura estava a verga. Poupem-me os detalhes.

E nunca está nenhum deles em falta. Sempre que apanho uma foda de boca de alguém tem um bocadinho disto tudo.
A verdade é que quanto mais panhonhas eles forem e mais sonsinhas elas forem, mais prováveis são as histórias rocambolescas sobre a dança do Canguru perneta, e mais probabilidade há dessas histórias serem fruto de demasiada exposição a revistas eróticas e derivados, ou a maratonas demais do sexo e a cidade.
Já dizia o outro... cão que ladra não morde. deixo a adaptação a vosso critério

[A ouvir: I dreamed of you - Anastacia]
[Humor: Cáustico]

segunda-feira, maio 02, 2011

Como pintar as suas unhas dos pés de acordo com o seu signo ou... O poder da astrologia

Só porque mataram o Bin Laden (já vai tarde migo), e podemos seguir 20 gordalhufos numa herdade qualquer com a Júlia Pinhreiro a apresentar, não acho que um nem outro mereçam um postzinho. pelo menos hoje não.
Eu acredito que os astros nos influenciem, daí acreditar no horóscopo, e achar uma certa piada a toda essa faceta da astrologia na nossa vida.

Acho interessante ler as previsões da semana – principalmente se as ler só no fim da semana e vir que aconteceu mesmo alguma coisa – e acho mesmo que de certa forma o nosso humor, gostos vontades e atitudes são influenciadas pelos astros, afinal, a lua que é um simples satélite, influencia marés, porque raio não hão de as estrelas e os planetas nos influenciar a nós?

Pronto, eu acredito a astrologia, e por arrasto no horóscopo… E estou no limbo de achar o tarot uma coisa demasiado aleatória para ser plausível, mas dou o desconto, por causa de toda a minha faceta mística e não sei quê… mas depois vêm os absurdos.
No outro dia enquanto navegava num site com uma secção de astrologia, aparece-me um pop up, no qual eu carreguei (eu não tenho culpa dos benditos pop ups serem coloridos) e deu nisto: 
Aconselho mesmo a clicarem para aumentar, assim não dá pra ler nada.
 Ok, escusado será dizer que eu pensei automaticamente “quem é a alminha otária que gasta tempo a fazer um mapa astrológico para cortar o cabelo, seriously?”
Será que Por eu ter ascendente em balança devo fazer nuances roxas? e se for capricórnio, não pode usar ganchinhos encarnados?

E depois comecei a pensar… e tecnicamente, deve haver uma tonelada de pessoas dispostas a isso. 
Por Aqui há uns tempos, quando começou a conversa da crise apareceram logo uma data de astrólogos e tarólogos a dizer que “previram” a crise. E que era influencia de Plutão na casa “aquariana do 6º quadrante” (termos astrológicos, gotta love them). E depois apareceu uma senhora amorosa que fez um mapa astral de Portugal. E que disse que Portugal era do signo peixes e depois deixei de ouvir porque comecei a falar mal da mulher na hora. Quer-se dizer… se formos por aí, a minha sanita tem signo, e ascendente, e é influenciada por Marte Às 5ªs feiras à noite…

E isto é só um exemplo. Os astrólogos milagreiros que sabem as curas para todos os males e as respostas para todas as duvidas existenciais aparecem às dezenas, e supostamente devemos seguir os seus conselhos, porque os astros acham melhor que se pinte o cabelo de loiro 52 em vez do típico castanho 46, é assim uma espécie de influência cósmica na nossa aura astral do ascendente (a sério que adoro mesmo misturar estes termos todos)
E é por estas e por outras que as pessoas associam na grande maioria os signos a aldrabices. Por causa de indivíduos como a tia Maya – que de bruxa só a penca – que fazem a vida deles às custas da credulidade das alminhas mais desprevenidas, quando na verdade o horóscopo serve mais como ferramenta de auto conhecimento que outra coisa (pelo menos é assim que eu vejo)

E vocês?
Acreditam em astrologia?
Costumam consultar o horóscopo regularmente?
De que signo são?
Alguma coisa a dizer sobre o assunto?
Amanhã respondo aos comentários, hoje estou com demasiada preguiça, tsá?

[A ouvir: 3 Words-Cheryl Cole]
[Humor: Preguiçoso]

quarta-feira, abril 27, 2011

A linda História de Amor de Kate não sei quantas e o Principe William não sei quantos.

A verde o politicamente correcto. A vermelho o politicamente incorrecto.
Kate é uma jovem normal da grã-bretanha.
Kate nasceu com uma patareca incluída.
William é um príncipe em… 2º grau(sim porque a rainha nunca mais morre então já se acumulam os príncipes).
William nasceu com um pirilau incluido.
O William conhece a Kate.
A Kate já conhecia há milénios o William (pelo amor de Deus, se tinha um poster dele no quarto, sabia perfeitamente quem ele era), mas pronto, conhece-o em carne e osso.
Rola um clima entre os dois, e a Kate, que não é parva nenhuma, usa o charme, o vestido curto e mais tarde a patareca.
Subitamente uma fadinha fugida dos capítulos da floribella aparece, fazendo com que o amor surja. Então o William apaixona-se pela Kate e a Kate pelo William.
O William pede a Kate em casamento, depois de passar por um rigoroso processo de aprovação por parte dos reais cadáveres.
Ela aceita e casam-se e provavelmente têm príncipes em 4º, 5º e 6º grau, enquanto a Kate faz imensas obras de caridade e se torna uma pessoa melhor dentro do seu Dior e do seu Chanel.
Fim 
Há qualquer coisa seriamente errada nestes sorrisos,
mas não consigo descobrir o quê.
Cá pra mim a casa real deu drunfes aos noivos.
Moral da história: o amor não escolhe classes sociais, e etc etc.
Agora uma coisica, alguém acredita mesmo que nunca tenha pesado na cabecita da Katezita uma vezinha “Wow, tenho a vida feita! Saquei um príncipe”?
Por mais que me vendam a ideia do amorz lindo e nhanhanha isto pra mim o ele ser podre de rico também pesou um bocadiiiiinho na balança. Por mais boa pessoa que ela seja.
_____________________________________________________________________________
Agora vamos ao resto. A Kate e o William vão casar esta semana.
E o que é que eu tenho a ver com isso?
Ok, é interessante variar um bocadinho da conversa da crise… mas podiam era arranjar um assunto melhor.

Eu não queria saber que a Kate vai fazer um vestido neo clássico com decote nas costas e com flores de madragónia na testa e que o algodão do real tampão que ela vai levar na patareca foi colhido aqui em Portugal em Óbidos, pela fábrica da dona Arminda Manuela. A sério que não -
E isto é um gesto tão tipicamente português , enaltecer o que é nacional, por mais ínfimo que seja.
Por exemplo, há um acidente em que morrem dez mil pessoas. Se houver uma, UMA só, a notícia passa a ser “vítima portuguesa na tragédia que vitimizou 10000 pessoas em tal sítio”. Seriously guys… no one gives a shit! xD – tal como não me interessa saber que vão usar chapéus amarelos com rebiques roxos e rendinhas na ponta, ou que a rainha tem artrite no dedo mindinho do pé esquerdo. e já repararam como nunca, mas mesmo NUNCA são os próprios noivos, ou alguem sequer envolvido no bendito casamento a comentar? são sempre especulações. Jesus que enjoo!

O que eu gosto é como pegam numa noticia completamente desinteressante para a maioria das pessoas e a estendem infinitamente, como se fosse uma travessa de massa de pizza gigante. E essa mesma história dá origem a filmes, máscaras com a cara do casal, gu A coisa gira nestes acontecimentos, é que se vê aquelas pessoas todas pseudo intelectuais e pseudo profundamente espirituais que ficam em pulgas para saber de que cor é o vestido da Kate, ou se o noivo leva um fraque, ou um smoking, ou se servem foie gras, e se falam com o populacho que fica à porta a congelar só para ver um breve relance do calcanhar da noiva a entrar na igreja.

Não percebo qual é o fanatismo.
No fim do dia a minha conta continua com muito menos zeros do que eu queria (lixei me que ainda não desencantei ninguém da realeza que me sustentasse);
Quem se casa não sou eu, e nunca na vida vou conhecer os noivos.
E acho que chega de motivos.

Kate e William, ‘migos, casem-se depressa, a ver se deixam de me f*der o juízo com o vosso casamento, para o qual nem um mísero convite recebi no correio.

Atenciosamente, Eu.

[A ouvir: Feelin' Way Too Damn Good - Nickelback]
[Humor: preguiçoso (ainda)]

terça-feira, abril 12, 2011

A vida começa aos quarenta. então tecnicamente estão a ler um post feito por um homem morto.


Gosto daquele clichezão de a idade ser só um número.
A sério que gosto.
Exactamente por estar total e completamente ERRADO.
Claro que temos a idade de espírito, e que há pessoas que são sempre jovens a esse nível, e encaram a vida de forma jovial e positiva, o que é óptimo e muito aconselhável, bem como também há pessoas mais novas que eu (que ainda tenho 21) ou da minha idade, que parece que já estão a meio da crise da meia idade, e para as quais as queixas e os queixumes são um must.
É errado porque vivemos numa espécie de luta eterna de restrições entre o “demasiado novo para” e o “demasiado velho para”.
Sou muito novo para fazer um seguro de vida, mas muito velho para ir à Disneyland ( a não ser que tenha filhos, ai tenho a desculpa dos putos).
Muito velho para ponderar a existência de magia, e demasiado novo para encarar o mundo com um certo sarcasmo.

E a verdade é que os casos se sucedem e nunca parecemos estar do lado certo da barricada.
Quando somos pequenos queremos ser grandes e fazer o que “os grandes” fazem. Queremos conhecer o mundo e não ter regras como “os crescidos”. Depois crescemos mesmo e vemos que não era bem como parecia e queremos ser “pequenos” outra vez.
Embora seja muito propenso a nostalgias e saudades, sinceramente, não me apetece ser novamente uma criança. Gostei imenso da minha infância e tenho muito boas recordações, mas não sou pessoa de querer voltar atrás. Deus me livre ter que passar pela puberdade outra vez, e pela voz de ganso mal morto e aquelas erecções involuntárias a toda a hora (Oh Pelo amor de Deus, é normal. Quem não tem um bilau não faz ideia de que ele tem vida própria por volta dos 14/15 anos), salientando as benditas aulas de educação física em que os roça-roça eram quase obrigatórios. Estou muito bem por enquanto com a idade que tenho, e sinceramente acho que vou ficar assim mais uns anos.

Isto leva-me ao ponto da conversa.
Eu quero envelhecer, mas tenho pavor de ficar velho.
É inevitável que o tempo passe por nós, e ele passa por todos e não sei quê, mas é um dos meus maiores pavores – sim chamem-me fútil, whatever – acordar um dia, olhar-me ao espelho e ter 70 e tal anos e ver rugas, cabelos brancos e uma placa, estar internado num lar sem controlo da bexiga e sem vida. Não é morto, é sem vida. Tenho pavor da decadência que o tempo às vezes traz com ele, mas pelos vistos as pessoas ignoram propositadamente isso.

Uma frase que se tornou muito moda ultimamente é aquele motto de “a vida começa aos 40”. E isto sempre me pareceu um bocado idiota. Quer dizer, eu entendo a ideia de quererem dizer que aos 40 anos já estamos preparados para viver a vida e blablabla… mas e então até lá estive mos a fazer o quê? A vegetar? E porra ninguém nos avisou disto?

Então eu pergunto-me, se a idade é um número, se a vida começa aos 40 e por aí a fora, porque é que toda a gente quer ficar jovem o máximo de tempo possível? Para que é que são precisos os cremes, as plásticas e os tratamentos caríssimos para manter sempre um aspecto jovem? Sim, porque contradição maior eu pelo menos não encontro.

Porque as pessoas dizem essas coisas para não se sentirem mal por envelhecer.
Porque a verdade é que é preferível estar na metade da barricada que nos diz sempre que somos demasiado novos para tudo.
Porque quando somos novos, temos o mundo à nossa frente, e podemos tudo (alegadamente)
Porque por mais que velhos sejam os trapos, as pessoas mais velhas têm tendência a serem ostracizadas a todos os níveis, e porque embora "nunca seja tarde para alcançar os nossos sonhos", quanto mais tempo passa mais difícil fica de os alcançar.

E nem me venham com a conversa das rugas serem “o mapa da vida que já viveste até hoje” e blablabla, porque se for assim, prefiro que a minha cara fique um mapa da Sibéria, que não tem estradas nenhumas. Se quiserem saber o que eu vivi, perguntem-me, e continuem a dar-me 5/6 anos a menos como costuma acontecer durante muito muito muiiiito tempo.

E vocês?
Têm medo de envelhecer?
Gostavam de ficar jovens para sempre?
Se pudessem congelar numa idade (passada ou futura) qual seria? qual é para vocês a época áurea da vida de uma pessoa?
Qual é o vosso cliché relativo a idade mais despreferido?
O que é que são "muito novos para", e "muito velhos para"?
Vá, comentem, leiam e subscrevam, que eu amanhã respondo aos comments todos ;)

[A ouvir: Shattered - Sick of sarah]
[Humor: ácido]

quarta-feira, março 30, 2011

E.T.



Mais uma semana em que o mundo anda em alvoroço. É a guerra na Líbia, a crise em Portugal, as tragédias no Japão… e como este blog é anti crise, pus-me a pensar depois de ouvir este clássico. E pensei fora daquI. Fora destas coisas todas.
E cheguei à pergunta:

Será que existe vida extraterrestre?


Sim, neste universo tão vasto, será possível estarmos aqui só nós, que aproveitamos tão mal o mundo que temos? Custa-me imenso a crer.

Vou portanto partir do princípio que existem Aliens, não porque quero encontrar um ali ao virar da esquina, mas porque me parece muito mais lógico que tal seja real.
Uma coisa que a ficção cientifica faz vezes sem conta é frisar o encontro inerente entre seres de outros planetas com o nosso singelo planeta terra… mas porquê?

Não seria muito provável que os aliens teriam mais que fazer do que vir aqui para se arriscarem a levar com uma rajada de mísseis nas fuças, e serem feitos ratos de laboratório?
Ou ainda de outro ponto de vista, nunca ninguém pensa que os aliens podem simplesmente ser retardados e não saber construir naves espaciais?

Acreditam nos relatos de supostos OVNIS, por todo o mundo? (eu não BTW)
Como é que vocês imaginam um alien? Vão para o estereótipo comum do homenzinho cinzento, ou pensam nos aliens como plantas com pernas de cavalo?
Será que lêm blogs? (se lerem, claro que hão-de ler este né xD)
O que acham que aconteceria se de repente surgisse uma nave alienígena nos céus?
Acham que o mundo estaria preparado para tal encontro?
Como reagiriam as populações e os governos mundiais? Pânico geral ou recepções calorosas?
Será que os Aliens têm crenças religiosas, ou convenções sociais? Será que vivem sequer em sociedade? Será que eles vinham cá partilhar costumes e aprender connosco?
Serão eles pacíficos, ou mercenários em busca de conquista e riquezas?
Gostavam de viajar até outro planeta?
Se encontrassem um Alien, qual seria a vossa reacção?
Será que os Aliens acreditam na nossa existência, ou sequer a calculam?

E para acabar muito ao estilo X files, vocês acreditam? Eu acredito.

Vá toca a debater!

PS: esta semana ainda, vou tentar responder aos comments em atraso, ando com muito em mãos. sorry.
Agora toca a ler comentar subscrever e gostar no facebook!

[A ouvir: Kelly Rowland - Shake them hater off]
[Humor: Pensativo]

sábado, março 26, 2011

Teorias de passarela

 look  para uma típica dona de casa Primavera/Verão 2011!
Hoje é o último dia do Portugal fashion.
Agora vou esperar que esta frase assente.

…

…

…

Ok, já está.
Agora que já tiveram tempo de ficarem aterrorizados com o prospecto de que este blog agora fala de estilistas, vernizes roupas da zara e bardajonices do género… descansem, deixo isso para as minhas miguxas do blogosfera cor de rosa com purpurinas, que o fazem tão bem (se gostarmos do género).
Não desfazendo quem gosta muito e se dedica a ela (profissional ou prazenteiramente), mas o universo da moda sempre me pareceu um ninho de hipocrisias, duplos sentidos e de futriquices, o que está “in” e “out” muda com um estalar de dedos e quem não corre a seguir a tendência mais recente é olhado de lado.
Nestes quase 22 anos de existência, nunca consegui ver mais do que 1 minuto de um qualquer desfile de moda. Parece-me tudo igual.
Não se já repararam que:
·         Os modelos de passarela são como os carros – é tudo produzido em série. Eles, anormalmente altos, e elas anormalmente escanzeladas, parecem todos um cruzamento entre os gajos do avatar e aquele andróide doirado da guerra das estrelas.
·         Os modelos de passarela são cada vez mais feios – ainda me lembro da Claudia Schiffer e outras que tais, que eram lindas (e só me lembro da Claudia porque tive uma enorme paixonite por ela quando era puto). Agora não. São só cabides escanzelados com cara de snobs e incapazes de mandar um sorriso… se bem que “os modelos são os cabides” ou assim. Whatever.
·         Não existe expressão facial num desfile – Ahm… tecnicamente isto é mentira. Há acara de vómito, a cara de enjoo, e a cara de aborrecimento… um vastíssimo leque de expressões usadas e abusadas pelos modelos.
·         A little too much of too many stuff – eu conheço a expressão “ficar de tenda armada”, mas muito honestamente pensava que só se aplicava aos “países baixos” e não ao cabelo. Por mais que me venham cá com tretas de “ah e tal é para contar uma história” que eu percebo a história à mesma se o cabelo da gaja co vestido de noiva não parecer o kraken dos piratas das Caraíbas, isto sem falar que com a maquilhagem certa (NOT) há gajedo que fica a parecer travestis.
·         As músicas dos desfiles remetem sempre para uma overdose mal apanhada? – há sempre muito órgão eléctrico e muito Glam, e muito música de boutique, o que associado com as luzes do palco e os flashes dá a sensação de que se bebeu vodka estragada.
·         É tudo a mesma merdunfa – se eu estiver a ver dois segundos de um desfile, fazer zapping por 300 canais, e voltar ao mesmo canal, parece que o tempo congelou e quando voltei a esse canal voltaram a andar.
·         A roupa dos desfiles não se usa – o que só de si me deixa confuso. Se a roupa é só para exibir, e os modelos que são para o publico não são aqueles, aqueles são só para… como é que era mesmo? Ah “apresentar a ideia geral de uma forma mais agressiva” (isto segundo uma entrevista que a Fátima Lopes estilista deu há um ou dois anos para um jornal)pra que é que mostram aqueles? É tipo torrar tempo ou assim, mas atenção, torrá-lo com muito estilo e maquilhagem, e penteados  esquisitos.
E vocês?
Têm paciência para desfiles?
O mundo da moda (passarelas, sessões fotográficas, ateliers, haute couture) diz-vos algo?
Concordam?
Discordam?
Vá, toca a ler, comentar, subscrever e gostar no facebook! 


[A ouvir: Power's out - Nicole Scherzinger & Sting]
[Humor: Venenoso] 

segunda-feira, março 14, 2011

Uma mula pintada de doirado continua a ser uma mula


Eu já umas quantas vezes falei aqui de mudança.
Mudança de rumo, mudança de cenário, de companhias e de necessidades a vários níveis.
E há uma mudança que as pessoas tentam implementar a toda a força.
A mudança de espírito. E a mudança de espírito incentiva a pessoa a mudar a sua forma de ser para aquela que mais jeito lhe der no meio em que se insere, ou consoante a vida que queira levar.

Um exemplo maravilhoso disso vem numa coisa super simples, as novelas. Nunca reparam que há sempre uma personagem má, que a dada altura da novela resolve que já não quer ser má e converte-se numa boa samaritana (o que pode durar todo o resto da novela, ou só alguns capítulos).
E as outras personagens acabam por engolir sempre essa mudança miraculosa a dada altura, e atribuem a milagres, a consciência pesada ou até ao crescimento.
Sim, porque não sei se já repararam, mas as pessoas andam cada vez mais a associar automaticamente a mudança de espírito ao crescimento pessoal de cada um.
Há uns bons posts atrás falei de crescer. Como suspeito que vos aborreça ler aquilo tudo de novo, vou apenas dizer que sim, o crescimento é uma coisa composta por diversas mudanças. Todas as referidas no 2º parágrafo e mais uma mão cheia delas… mas não acredito na mudança de espírito.
Nós somos uma tela em branco quando nascemos. Vamos sendo pintados ao longo da nossa vida, e repintados por cima – os chamados recomeços – mas a tela é sempre a mesma por mais que a pintemos. Absorve as tintas (neste caso as vivências) sempre da mesma maneira e acaba por reagir consoante a saturação de tinta que tem em cima.
Podemos ser pinturas abstractas minimalistas ou simplesmente pintura de loja dos chineses, mas a base é sempre a mesma.
Não acredito portanto que uma pessoa mude de espírito. Salvo está (claro) quando acontece alguma coisa muito traumática… e mesmo assim é discutível.
Quanto muito, com o passar dos anos, passamos a ter maior controlo sobre as nossas próprias nuances e sobre a forma como as demonstramos aos outros.
A verdade é que passado algum tempo de convivência com as pessoas eu começo a lê-las com uma facilidade bastante agradável. É-me fácil prever como as pessoas reagem ao que diga ou faça. Isto acontece porque por mais fases que uma pessoa passe, acaba por ter sempre o mesmo núcleo, logo tem sempre a mesma forma de reagir Às coisas.
A pessoa é um livro. A história não muda. Desenvolve-se.
Daí eu não acreditar naquela frase “eu sou um/a homem/mulher diferente” podem mostrar-se diferentes, podem até agir de forma diferente, mas continuam as mesmas pessoas por dentro, nós é que podemos não as ver como são logo de início.

  • Eu gostava de ser uma pessoa melhor. A sério que gostava. Gostava de ter paciência para me ir inscrever naquelas acções todas de voluntariado, tipo dar sopa aos pobres … mas não sou. Por isso não vou dizer que faço. Nem vou forçar um sorriso e fazer contrariado. Pode ser que um dia ganhe vontade de levar com 300 “não tenho tempo” e uma data de caras feias só por dizer bom dia enquanto ando a fazer colheita de alimentos para o banco alimentar contra a fome… mas não vejo. Não faz o meu género.
  • Eu gostava de ser menos desconfiado. Era óptimo não ter sempre um pé atrás para 90% da a gente que conheço, mas não consigo. E a verdade é que esta desconfiança me tem safo muitas vezes, E não acho muito boa ideia andar a confiar em toda a gente. Não faz o meu género
  • Gostava de não ligar às coisas materiais. De me satisfazer com um colchão de palha e um tecto na cabeça. De não ir para os sites de compras online suspirar por coisas que custam mais do que todo o dinheiro que tenho na minha conta bancária… mas Não faz o meu género.

E nem percebo qual é o problema aí. Quer dizer… percebo. A verdade é que o mundo é um gigante baile de máscaras, onde quem não as quer usar acaba por ser visto de lado.
Tal como uma pessoa insensível não muda para uma Maria madalena, ou uma pessoa idiota muda para uma pessoa com neurónios.

Tal como diz o título:” Uma mula pintada de doirado continua a ser uma mula.” Uma mula ridícula, mas uma mula.

E vocês?
Acreditam na mudança de espírito?
Acreditam que uma pessoa mude?
Conhecem quem tenha tentado (bem ou mal sucedido)?
O que é que não faz completamente o vosso género?
Vá, toca a ler comentar subscrever e gostar no facebook, que eu prometo que até 4ª feira no máximo respondo aos comments da semana passada.

[A ouvir: G4L- Rihanna]
[Humor: Filosófico]
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...