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sábado, dezembro 10, 2011

Coisas que só nos filmes



Toda a gente vê filmes (ou séries), por mais ocasionalmente que seja, certo?
Pois eu pelo menos vejo filmes e séries em doses industriais quando a inspiração me bafeja, e há coisas que eu acho que às vezes os argumentistas não têm bem a noção de como são na vida real:

As pessoas normais escrevem a um ritmo mais ou menos normal – Nunca reparam quando alguém está em frente a um computador, ou a um teclado de qualquer espécie e tem que escrever qualquer coisa, os dedos mexem-se super rápido e em todas as direcções e eles escrevem montanhas de texto em espaços de tempo mínimos?
Ninguém escreve daquela maneira na vida real.
Eu escrevo rápido e não olho para o teclado quando escrevo, e mesmo assim tenho a noção de que se escrevesse como se vê no cinema, os meus posts iam ficar alguma coisa tipo:
 “DUHSFUDKSHDN KSFHVlhuodfklgjsrphgaufg QGEFQOUGQogfsuioghsiugafkbgoadighoaf´lseko+gbsf ado ndbaosg adsoigwe'hgq«o asofjqa+tf'agj ºskgas
agaegsd
sgsgsgs”
(eles dão sempre imensos parágrafos e carregam montes de vezes no enter)
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quinta-feira, outubro 13, 2011

O egoísmo musical


Talvez seja algum acesso esquizofrénico da minha parte, uma pancada inexplicável, mas a verdade é que eu vejo os meus cantores e bandas favoritas como sendo meus, e gosto que as coisas se mantenham nesse patamar.
É um prazer um bocadinho retorcido quando partilho músicas deles e recebo claro desinteresse por parte da plateia, ou um vago “Ah até não é mau”.
Acho que me devia sentir insultado por não gostarem das músicas que me enchem a cabeça e o coração, mas em vez disso penso sempre com uma satisfação descabida que isso só quer dizer que elas continuam a ser “minhas”.
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sexta-feira, outubro 07, 2011

Ricardo's Fashion Night Out

(devia ser In, por ser no blog, mas ninguém quer saber xD)
Ah... le mode...
Como toda a gente sabe, eu tenho uma grande costela fashionista...
Okay, não tenho.
Não obstante, acho interessante comentar as “novas tendências” quando me dá na alheta.
Mais precisamente quando as “novas tendências” me dão toda uma parafernália de comichões.
  • O vintage/retro – Num dia é velho, e de repente no outro estão-se a usar tecidos do género dos que os meus bisavó tinham nas roupas de domingo, e a usar acessórios que deixaram de se usar há praticamente 30 anos e que agora estão na moda de novo. E é exaustivo tentar perceber quando é que deixa de ser velho e passa a retro, e quando passa de retro pra velho novamente. É tudo num piscar de olhos. Acho amoroso ir ver o meu álbum de fotos de quando tinha... 5/6 anos, e reparar que tinha uns óculos de sol do modelo que agora toda a gente usa. E a minha mãe podia vestir a roupa daquela altura agora, que passava muito bem despercebida.
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quarta-feira, outubro 05, 2011

Mitos do amor



Pelos mundos das revistas e das televisões há sempre frases bonitas que me ficam no ouvido sobre os amores. Coisas que passam de boca em boca e que se tornam verdadeiros mitos urbanos do amor, pequenas crenças sobre as relações e almas gémeas e essas tretas todas.. Hoje peguei nalguns de que me lembro melhor e resolvi “desmistificar” um bocadinho:

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segunda-feira, setembro 26, 2011

Livro VS Filme

Eu adoro ler.
Acho que o que mais me agrada é uma liberdade quase total de criar os personagens e imaginar o mundo onde eles se encontram, dentro dos limites que nos dão as descrições do livro. gosto de saber que mais ninguém vê as personagens da mesma forma que eu, porque eu as construo como bem quero, e tornam-se um bocadinho parte de mim na altura em que leio o livro, mesmo que seja só por uma meia dúzia de dias.
Posso por isso considerar-me um purista. gosto dos pequenos detalhes, gosto daqueles pormenores que rondam cada personagem e algumas situações chave, aqueles detalhezinhos que me ficam para sempre na memória, cada vez que leio o nome de algum livro que li algures.
E por ser um purista, uma das maiores torturas para mim, é ver filmes "baseados no livro".
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segunda-feira, setembro 05, 2011

(Con)viver com a hipocondria


Já vi relatos de familiares de pessoas com as mais variadas doenças, mas nunca ninguém se deu ao trabalho de contar os dramas de lidar com a hipocondria, o que é um bocadinho falta de consideração para nós, os que temos que nos desenmerdar a lidar com a situação sozinhos e abandonados.
A hipocondria existe em maior abundância do que se possa pensar, e afecta milhares de pessoas pelo mundo fora.
É uma doença bastante perigosa para a saúde do doente, maioritariamente pelo risco em que se põe ao infernizar a vida aos familiares com os milhões de doenças que vão adquirindo como cromos numa caderneta (tão imaginários como as doenças que têm).
Convivi (e convivo) com alguns casos de perto e bem, não há nada como uma inside vision (das minhas então, ui), pois não?
Nota: uso "hipocondríaco" como exemplo geral, e não a referir-me a ninguém em particular.

Hipocondríaco + Internet = mau resultado. A Internet é uma fonte infinita de conhecimento, e o Google é uma boa ferramenta para acedermos ao mesmo... mas nas mãos do doente o Google é um portal para o país das queixas. A pesquisa torna-se uma forma de comprovar que tem qualquer coisa grave e de preferência crónica, isto porque o hipocondríaco tem que estar SEMPRE doente. Mesmo que tenha tanta saúde como um boi de cobrição alimentado a erva fresca o ano todo, o “doente” sente sempre sintomas das mais variadas doenças. Se tem uma enxaqueca, é provável que comece a espalhar aos sete ventos que tem um tumor no cérebro, se tem vista cansada vai dizer que tem glaucomas na família, ou pode desmaiar, e depois andar a contar que esteve em coma (true story) é mais ou menos o mesmo que todos os sintomas através duma lente que multiplica por 10 todo e qualquer sintoma.
Uma boa maneira de identificar um hipocondríaco é olhar para as pessoas que mais se queixam dos médicos. Obviamente que existem casos de negligência (maior ou menor, não vem ao caso), mas o hipocondríaco vê o médico como uma figura incompetente que não percebe a gravidade de uma situação – imaginária – tão grave como a que está de momento a passar. A verdade é que o hipocondríaco sabe mais de saúde do que o próprio médico. É perfeitamente idiota não ser logo metido de quarentena porque deu dois espirros e diz que tem a gripe das aves (H1N1).
Dizer-lhe que tem uma boa saúde, é o mesmo que espancá-lo com um berbequim ligado à corrente. Ficam indignados com a ideia de que estão sãos que nem um pêro, e vão (novamente) alegar a incompetência dos médicos e procurar novos sintomas no Google para se queixarem de novas coisas.
Um hipocondríaco efectivamente doente é tão agradável como beber uma garrafa de coca cola com ácido enquanto se faz o pino (cheira-me que seja bastante desagradável, mas nunca testei). Lembram-se do exemplo da lente? Pois, se serve para os sintomas, também serve para as doenças. Uma simples gripe torna-se caso de cuidados semi paliativos, e as dores de corpo são piores que as dores que Cristo passou na cruz.
A regra de ouro para a sobrevivência agradável com um hipocondríaco é nunca partilhar problemas de saúde (a não ser em casos extremos), porque a hipocondria é uma doença que se processa por osmose. Passo a explicar: Se partirem um dente e vos doer, e comentarem com o hipocondríaco, no dia seguinte ele vai ter dor de dentes. É fatal como o destino. E mesmo que a dor seja produto da imaginação, obviamente que vai ser pior que a vossa – que originou o “contágio” - e quem fica pior são vocês, que para além de terem tido dor de dentes a sério, têm que levar com as lamúrias infinitas do hipocondríaco.
A hipocondria é uma doença que mata!

Okay... não mata pessoas, mas mata paciências!
E acreditem que a minha é bastante grande e já tentou o suicídio umas quantas vezes.

E vocês?
Conhecem alguém que tenha este mal?
Como é que lidam com pessoas assim?
Comentem, leiam, subscrevam, gostem no facebook, e dêem um olhinho ao meu outro blog que não tem nada a ver com este.
(Não se esqueçam, é um post humorístico, não estou a menosprezar doenças alheias e nhenhenhe, só para evitar dramalhões)

[A ouvir: Fight For This Loe - Cheryl Cole]
[Humor: Divertido]

quarta-feira, agosto 24, 2011

Ricardo ensina Antiqueta (Etiqueta digna de Antas)

 Posso não ser nenhuma Paula Bobone* , mas eh pah, vamos lá a ver, isto mesmo não sabendo comer com 50 talheres (por acaso sei comer com até 4 pares de talheres, o que já nem é mau) ainda tenho umas noçõezitas do que manda a etiqueta... e do que é a Antiqueta (O seu oposto portanto, palavra © por moi xD):

Os dedos são para estar na mão
Eu sei que é tentador, toda a gente pelo menos uma vez na vida já sentiu o prazer de enfiar um dedo – ou mais se forem elásticos – no nariz , mas acho que há alturas e locais para o fazer, não sendo nenhuma delas durante a viagem nos transportes públicos nem enquanto passeando pela rua. E vou confessar-vos que há poucas coisas que me dão tanta vontade de rir como ir na rua e na direcção oposta passar alguém, claramente distraído com os seus pensamentos a fazer uma escavação narigal em busca do macaco dourado de shangri-la. Especialmente quando depois, muito disfarçadamente, quando pensam que ninguém está a ver, limpam o dedo maroto ao casaco.
Gases, só na bebida
Juro, a sério, Juro que não entendo a piada de dar arrotos depois de acabar de beber. É isso e puns barulhentos, para depois fazerem aquela cara de “Uh Oh, vem aí bomba atómica” enquanto trocam gargalhadas. E acreditem em mim, nem é uma coisa assim tão difícil de encontrar.
Partilhar é bom I
… mas dispenso partilha de comida da vossa boca gentes. É uma coisa que eu aprecio profundamente, ir comer com alguém, e conseguir ver esse alguém a comer. Literalmente. Porque há aquelas pessoas que sentem necessidade de continuar a falar, com meio peito de frango parcialmente digerido na boca, o que acaba por sempre trazer aquele eventual bocadinho fugitivo que me vai saltar para a lente dos oculos enquanto penso que almoçar com uma vaca era capaz de ser mais higiénico.
Partilhar é bom II
… mas não precisam de dizer que tiveram bruta diarreia por causa dos panadinhos do Mc Donalds. Muito menos que tiveram prisão de ventre e viram um filme na casa de banho até fazerem o serviço (já me disseram essa). E ainda menos dizer isso tudo à hora de qualquer das refeições (especialmente ao pequeno almoço, que uma pessoa fica logo sem fome para o dia todo)
Partilhar é bom III
… mas por favor, não falem dos vossos ciclos menstruais enquanto se come qualquer coisa com ketchup. A sério, é mau, podem traumatizar um homem para a vida.
Palitar vem de Palito
Não se palitam os dentes com garfos, cartões de crédito, folhas de revista, pacotes de açúcar, envelopes , e nem se chupa os dentes para sair as coisas que lá possam estar presas. Deus inventou o fio dental por duas razões (uma para cada tipo de fio dental)
Apreciar arte, é no museu
Nunca vos aconteceu irem na rua e verem algum sujeito (ele ou ela) assoar-se? Claro que já?
Não acham um tremendo toque de classe quando acabam de se assoar, e depois abrem o lenço e ficam a olhar para o resultado? Parece que querem mostrar ao mundo a veia artistica que têm no nariz.

E vocês? Que outras normas de antiqueta (más educações portanto) vos tiram do sério?
Já vos aconteceu alguma das acima?
Como é que reagem?
Toca a ler comentar e subscrever, amanhã é dia de responder a comments!
*Para os Leitores que não sejam de Portugal, Paula Bobone é uma senhora que entre algumas coisas que eu desconheço, dá aulas de etiqueta. só para vossa informação, que o Ricardo importa-se.

[A ouvir: Ego - Beyoncé]
[Humor: Divertido]

quinta-feira, julho 28, 2011

O mundo é um grande hipermercado - II

Às vezes há erros de etiquetação.
Vamos a passar no corredor e vemos que o frasco de gel de banho daqueles todos caros custa metade do preço habitual e levamos.
Nem íamos comprar o gel de banho, mas é um negócio tão irresistível que acabamos por levar.
Vamos convencidos toda a viagem que fizemos um óptimo negócio com o gel de banho, e ficamos felizes da vida.
A verdade é que o gel de banho não tem promoção nenhuma e custa a mesma exorbitância do costume.
Ao supermercado interessa que levemos aquele gel de banho, ou porque ninguém o compra, ou porque já está ali há muito tempo, o que é verdade é que ninguém vai rectificar o erro, e a etiqueta faz o serviço dela, deixando-nos usar um gel de banho com sabor a ironia.
Às vezes as pessoas são como a etiqueta errada, mostram-nos uma coisa e fazem outra diferente, e como nós só temos acesso à etiqueta e não ao código de barras, acreditamos piamente que estamos a levar gel do banho do bom a um preço reduzido, pelo menos até nos darmos ao trabalho de olhar para o talão de compra e repararmos que fomos roubados, ou até usarmos o gel de banho e vermos que não é assim grande coisa. O que é verdade é que a devolução não é possível.

sexta-feira, julho 22, 2011

O mundo é um grande hipermercado - I




Às vezes entramos no supermercado, vemos o corredor dos iogurtes, e levamos aqueles com a embalagem vistosa e imensas promessas de um sabor único e de um prazer inigualável. e levamos também daqueles com a embalagem mais simplezinha, porque são mais baratos, assim para desenrascar quando acabarmos os outros.
Chegados a casa provamos os iogurtes vistosos, e reparamos que sabem um bocadinho a remédio, e que não é tão agradável estar a prová-los quanto nos dão a parecer pela embalagem. Acabamos por os desiludir porque investimos uma bela quantia neles e acabamos por provar eventualmente dos baratinhos, que não nos diziam nada. E é aí que nos surpreendemos porque são exactamente o iogurte que procurávamos e trouxemo-los para casa quase por acidente.
Os amigos são como os iogurtes.
ás vezes aqueles que nem esperamos que o sejam revelam-se melhores que aqueles que se apregoam ser.

E se eu agora recebesse comissão da danone, ou da yoplait, acabava com algo do género "e os iogurtes X são verdadeiramente nossos amigos"... mas não. vocês é que perdem, companhias iogurteiras. Vocês é que perdem.
[A ouvir: Promisse This - Cheryl Cole]
[Humor: Calorento]

segunda-feira, julho 04, 2011

Futebol profissional: uma nova forma de prostituição.

Okay, eu compreendo que as pessoas gostem de ver futebol. Vá, é aquela coisa da adrenaina da competição entre equipas e o renheunhéu de ver quem dá uma cabazada a quem e quem passa para a fase seguinte. Eu não vejo futebol porque no meu cérebro aquilo resume-se a 20 marmanjos a correr atrás duma bola enquanto dois ficam á baliza á espera de levarem com ela na tromba… mas não nos afastemos do tópico inicial.
Acho normal que gostem de ver o desporto e de apoiar a equipa e essas coisas todas. Mas fiquemo-nos só por aí.
Aquela história de seguir atentamente os dramas de balneário e de ver quem diz o quê, e quem muda de equipa e essas coisas todas, parece-me a mim toda uma perca de tempo.

Basicamente, uma equipa de futebol é uma casa de alterne de luxo.

Temos o chulo – que neste caso é o presidente – que é quem contrata as prostitutas de luxo, por quantias exageradamente altas, e dá à meretriz – neste caso impersonada pelo treinador – o trabalho de manter as meninas – os jogadores – a render como deve ser.
Os clientes – nesse caso os adeptos – pagam por coisas desnecessárias, para olhar para as meninas, ou porque têm muita admiração pelo actual chulo e gostam de fazer o que ele lhes manda.

  • As meninas, como boas quengas que são, vão todas para onde receberem mais. Enquanto tiverem um bom ordenado, o bordel é o melhor do mundo. Se o vizinho do lado acena com um cheque mais rechonchudo, vão de saia levantada para o bordel concorrente, e dizem que aí sim é que são felizes.
  • As meretrizes, são peças perfeitamente substituíveis. Já não dão para atender a clientela – neste caso seria jogar um joguinho – por isso estão sempre presas aos resultados que as suas pupilas lhes dão, contratam meninas novas, que sabem fazer coisas novas, e rezam. Se a época for boa, são aplaudidas e ganham um bónus. Senão, vão para outro bordel, até o processo se repetir.
  • Os chulos, como bons chulos que são, metem a mão na massa, dizem o que lhes apetece e têm uma vida boa, até ficarem muito velhos para controlar aquele território e serem depostos por um chulo melhor, com visões mais visionárias de como se faz o bom alterne (neste caso futebol).
  • Quanto aos clientes, bem os clientes ou se fidelizam ao bordel, porque foi lá que o pai e o avô perderam os três, e foi lá que o levaram, ou porque há uma menina que lhes chama muito a atenção. O que interessa é que no fim quem vai para casa depauperado é ele, enquanto as quengas vão conduzir os seus ferraris e o bordel factura graças ao que eles lá gastam.


E pronto, aqui fica a minha visão sobre o mundo do futebol.
E vocês?
Ligam ao futebol? Só ao jogo em si, ou também áquela historia das transferências milionárias e dos processos entre clubes e essas coisas?
Alguma coisa a acrescentar ?
Vá, toca a ler comentar e subscrever. Amanhã respondo aos comentários.
[A ouvir: Freak of Nature -Anastacia]
[Humor: Feliz]

sábado, julho 02, 2011

Ricardo a pessoa habilitada em direito, vulgo advogado

Como estou especializado em séries de advogados, posso com toda a certeza dizer que me formei com altas notas em direito televisivo (ou qualquer coisa do género).
Ao fim de aproximadamente 6/7 anos de aulas legais ricas em detalhe, posso com toda a certeza dizer que estou tão ou mais habilitado para entrar numa qualquer salinha de tribunal e defender um caso como um advogado todo pipi.
Diploma?
Pfff quem é que precisa duma coisa dessas?
Ora vejamos:

O meu amor pela lei começou com a Ally Mc Beal, que em 112 capítulos me ensinou tudo o que preciso saber para ter bases numa carreira legal:
Toda a gente dorme com toda a gente num escritório de advogados.
E pelo meio vi umas cenas lésbicas com a Lucy Liu, e percebi que a lei pode ser divertida, quando a Ally foi defender um caso de ressaca. A lei é no fim de contas uma coisa bonita e simples, que tem ligação directa com sócios, indecisões, namorados e namoradas – Com a Ally a descoberta legal acabava por ir dar invariavelmente ao vale dos lençóis.
Mais tarde fui dar com Boston Legal, quando o meu coração ainda sentia saudades da Ally Mcbeal e dos seus ensinamentos valiosos. E com Boston Legal aprendi que afinal um escritório de advogados é um sitio promíscuo por uma única razão:
Nunca há pessoas gordas feias ou velhas (sem ser a ocasional personagem cómica) a trabalhar num (escritório de advogados)
Ah, e por acréscimo, é um sitio onde pessoas malucas se concentram e vestem fatos de mergulho para irem a reuniões.
Mais tarde, quando já tinha aprendido tudo o que podia com Boston Legal, começou a dar Shark. E shark era uma série sobre um advogado dos maus, que passou a ser um advogado dos bons. Aqui aprendi que quando um gajo é rico o suficiente faz um tribunal em miniatura na cave de casa e pratica lá os casos. O que me levou à conclusão de que :
Apenas os advogados do ministério público sabem a lei. Os outros são todos maus.
Depois comecei a ver drop dead diva (que na SIC é “de corpo e alma”). E aqui aprendi até agora (que ainda estou a frequentar aulas nesta fase do meu curso legal) que a amiga loura burra e mamalhuda que não percebe nada de lei é que acaba por dar sempre as ideias para resolver os casos. Isso e que se pode partir uma janela do 12º ano com um bibelot e o chefe nem diz nada.

Agora que vos expliquei o meu extenuante percurso académico no mundo legal, vou dar-vos os três tópicos para serem uns advogados de sucesso:


  1. O cliente tem razão 99% das vezes – Tipo, os clientes que nóses defendemos, são sempre inocentes. nem vale a pena preocuparem-se com isso. As pessoas de bem vão sempre ter ca gente. Mais cedo ou mais tarde ganhamos o caso.
  2. A lei não interessa para nada – A sério, quem tem medo de estudar direito por causa daquela coisa dos códigos penais e não sei o quê, isso é tudo publicidade enganosa. A “lei” aparece mais como complemento do nome da série, ou da firma. O que interessa é dizermos as coisas com o coração. Qualquer pessoa consegue contornar um caso de homicídio involuntário, se tiver em atenção que a acusada tinha meias amarelas de poliéster, e que com meias amarelas de poliéster não dá para matar ninguém (duuh).
  3. Discursos sentimentais ganham sempre o caso - Vamos ser bastante directos, quando tudo o resto falha, usem o sistema lacrimoso. Derramem uma lagriminha, façam o júri sacar dos kleenexes e assoar-se como se não houvesse amanhã. Cai sempre bem e o caso é ganho num estalar de dedos.

E pronto, agora já podem ir ser advogados de renome, depois destas dicas, e de seguirem o plano de estudo intensivo do Ricardo, sem terem que gastar dinheiro em propinas ou horas em leis chatas e desinteressantes, quando podem ver soutiens e coisas assim.

E vocês? costuma ver séries de advogados?
Contratavam os meus serviços legais? xDDD
Acham que o que eles passam tem alguma coisa a ver com a realidade? eu pessoalmente acho que tem prai 20% de realismo, se for muito mais torna-se maçante.
Alguma coisa a comentar?
Usai e abusai da comment box, ela agradece.
AAAAH E 151! 
Vão ao blog do Iplagiator, leitor nº 150 aqui.

[A ouvir: (Drop Dead) Beautiful - Britney Spears]
[Humor: Doido]

sexta-feira, julho 01, 2011

Podia, pois podia, mas há coisas que são para ser assim


Podia ter um daqueles blogs intelectualóides profundos.
Daqueles em que se ouve tshaikovsky e se fala de politica – Gostava de falar do governo e saber efectivamente do que estou a falar – de falar de assuntos de grande interesse social.
Podia falar-vos aqui dos grandes compositores de música clássica, ou dos grandes chefes de estado que certamente seriam todos meus ídolos, fazendo-vos sentir a todos uns acéfalos de primeira.
Podia ter um daqueles blogs espirituais.
Podia falar-vos aqui de como o Gandhi curou as cataratas através de horas de intensiva meditação, e dizer-vos de que maneira se alinham melhor os chackras, e como fazer feng shui com os champôs da casa de banho. Mas talvez estivesse tão ocupado a atingir Zion que não ia ter tempo para comunicar com vocês, mundanos.
Podia ter um blog “fashion”.
Podia entupir-vos os olhos com as compras que fiz esta semana. Podia reflectir sobre a importância de um bom verniz, ou sobre se a pantene é verdadeiramente a melhor marca de champô. Podia fazer-vos sentir mal arranjados feios e desleixados, enquanto esfregava por todo o lado os meus patrocínios do boticário e da body shop.
Podia ter um blog naturista.
Ia entupir-vos de conselhos. Dizer-vos para fazer supositórios de alcachofra e azeite, e pastilhas para o hálito de botões de margarida. Podia mostrar-vos como sou superior por ser vegan, suas carcaças comedoras de bichinhos vivos! Aliás, eu até teria cuidado para não respirar pela boca, não fosse ingerir um mosquito ou uma bactéria com família.
Podia ter um blog emocional.
E dizer o que sinto.
Podia dizer que sinto uma tristeza profunda quando o sol se põe, porque tenho medo que ele fuja, ou então que vou para as vacarias do Alentejo ver os bezerros a nascer enquanto choro pelo lindo milagre da vida. Podia confidenciar com vocês as minhas inúmeras angustias, ou então dizer que tenho pensado na vida.
Podia ter um blog elitista.
Dizia que não via tv nenhuma, porque a televisão é muito banal. Que não ouvia música comercial, porque toda a gente ouve (Lady Gaga? Que bicho é esse?), fazer-vos sentir uns tristes por conhecerem as coisas que toda a gente conhece.
Podia fazer um blog de casal.
E entupia-vos com declarações dengosas de amor.
E com medos que a paixão se vá. E com prendas foleiras que dou à mais que tudo. E com fotos dos passeios, e das bebedeiras, e dos abracinhos, e do pezinho enroscado no pezinho, e dessas coisas todas acabadas em inho.

Mas o que é verdade é que não tenho necessidade que sou mais esperto que vocês, que tenho grandes propósitos espirituais, que me visto melhor que vocês, que tenho uma vida mais saudável que a vossa, que sinto mais que vocês, que sou melhor que vocês ou que tenho uma vida amorosa melhor que vocês .

Deixo isso para os outros, enquanto oiço a bela da canção pastilha elástica acima, como umas pipocas repletas de gorduras e polisaturados, num pijama dos ciganos À espera da novela da SIC, com a companhia dos periquitos.

Life can be good.
(lembrei-me disto por causa dum post do Dexter ontem)


[A ouvir: You make me feel the - Cobra starship]
[Humor: Encalorado]

terça-feira, junho 28, 2011

Workshop de beleza de verão – primeira aula

OláÁáÁáÁh mygos e mygas!
Hoje venho falar-vos da crise.
A crise deixa as pessoas tipo… feias.
Porque com a crise as pessoas não gastam dinheiro na sua aparência, e então desleixam-se, e é uma maçada. Em vez de vestidos aos folhos da zara, usam sacos de papel da conforama, e em vez dos loubotins usam a bela da chinela da feira, e deixam o cabelo mal tratado, e isso tudo deixa o Ricardo extremamente deprimido.
Em altura desta malfadada crise, resolvi portanto dar-vos as dicas de beleza para se manterem lindos e seqces todo o verão, tendo em conta a poupança que é necessária, tipo para… comer e essas coisas.

Um sorriso perfeito:
Gostavam de ter aquele sorriso branco e radioso das estrelas de cinema e das nóvelas da TVI? Toda a gente pensa automaticamente em sessões de branqueamento, e em pastas dentífricas especiais, mas a ideia aqui é poupar uns trocos, portanto vamos tomar medidas mais eficazes para ter aquele sorriso de sonho todo o ano.
Material necessário:
Uma lata de tinta branco mate robiallac. Eu recomendo o para exteriores e metais, adere melhor. Recomendava a tinta em spray da Dyrup resistente a altas temperaturas, mas deixa as gengivas brancas por arrasto.
Procedimento:
Com um pincel piqueno, daqueles dos chineses, passem nos dentes que querem branquear. Tenham cuidado para não usar tinta demais, depois os dentes ficam muito brancos. Se quiserem dar um toque realista, podem sempre acrescentar um bocadinho de tinta aquosa amarela na tinta original, para dar aquele ar mais normal aos dentes. Não se preocupem com os vómitos nos três ou quatro dias seguintes à aplicação, os vómitos deitam foram a tinta em excesso. Ah para as pessoas com mau hálito, recomendo aquela tinta com cheiro a maçã…. Não sei a marca. O que interessa é que têm tinta na lata suficiente para dois ou três anos de tratamentos dentários contínuos, muito mais barato que uma ida ao dentista. Se tiverem dores, analgésicos, que sempre fazem o mundo mais colorido… ai não esperem, isso são as dorgas.

Um corpo de sonho:
Isto agora com o verão é só vibroplate para cá, obesimed para lá, ginásio acolá, enfim, uma data de coisas para ficarmos todos com um corpo de sonho. O que é verdade é que isso implica tudo despesas. Há uma forma muito melhor de conseguirem um corpo invejável.
Material necessário:





Uma pistola.

Procedimento:
Vão a um banco na vizinhança. Digam que é um assalto e aquelas coisas todas, dêm um tiro na velha que começar a chorar primeiro, mas um na perna ou no braço. Partam umas quantas coisas, façam xixi em cima do balcão, aquelas Cóisas todas que se fazem nos assaltos de bancos. Esperem que a polícia venha e conseguem um corpo perfeito… okay, esqueci-me de explicar como. Vão parar À prisão. Aquilo lá tem ginásio, e rações mínimas, logo num instante perdem os quilos a mais, e noutro ficam todos tonificados. Com sorte até ganham uma daquelas tatuagens de prisão super fashions. É uma situação win win. Saem por bom comportamento, expandem o vosso círculo social, e ainda ficam em forma.

Um olhar de parar o trânsito:
Meninas (e alguns meninos), todos sabemos que vocemecês gostam de usar sombras ou blushes ou lá que coisas são aqueles pozinhos que passam nos olhos, e isso é tudo muito bonito, mas com o dinheiro duma merdunfa de um pacote com 15 gramas de pó que se gasta num instante sempre podem comprar coisas essenciais tipo um ralador de queijo.
Material necessário:

Uma ou duas garrafas de tequila, dois copos e uma pessoa da qual não gostem particularmente
Procedimento:
Convidem a pessoa que não gostam a vossa casa. Embebedem-se. Provoquem a pessoa, e rezem para ela vos dar um soco em cada olho… e xaram! Os vossos olhos ficarão lindos e destacados de forma natural num belo carmesim ou vermelho escuro… se for com muita força até são capazes de ter nuances de roxo. E a melhor parte, é de graça! Okay, gasta-se na tequila, mas não têm que aplicar maquiagem nos olhos por uns bons dias!

E assim começa uma odisseia pela beleza acessivel e fácil de obter.
Vá leitores e leitoras, façam as vossas perguntas, querem saber como fazer uma boa manicura?
Como fazer depilação de graça?
fazer a barba?
fazer lentes de contacto caseiras?
O Ricardo propõe-se a responder Às vossas dúvidas do foro da beleza!
toca a comentarz, lerz, gostarz no facebookz e essas coisas todaz.

[A ouvir: No one's gonna love you - Jennifer Hudson]
[Humor: Maluco]
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