Mostrando postagens com marcador Efeitos e síndromes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Efeitos e síndromes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, abril 29, 2011

O efeito Comparação, a odisseia para a beleza

O universo da beleza é uma coisa tão extensa, que os blogs do género se reproduzem como micoses numa casa de banho pública.
E os “beauty blogs” – que a meu ver são mais blogs “eu comprei e tu não, por isso vou só mostrar desesperadamente tudo aquilo em que torrei o ordenado/mesada” – falam de muitas coisas úteis. Embora não tenha paciência para os ler, a verdade é que todos os beauty blogs a dada altura vão falar sobre acessórios. E entram naquele debate de qual é O acessório.
Os sapatos, que realçam a roupa.
As echarpes que realçam os olhos.
As pulseiras que realçam a pele.
Os fios que realçam o decote.
Os brincos que realçam a cara…
E depois entramos numa lista infindável que mete de tudo, desde aparelhos dos dentes, a laçarotes no cabelo e passando pelos óculos escuros. Não percebo nada de moda, e não me rejo pelo que estas divas abençoadas dizem do alto das suas sabedorias maquiadas, mas cá para mim, que façam bom proveito com esses acessórios todos. O acessório não é nada daquilo.
O melhor acessório, é o/a amigo/a feio/a
Porquê? Porque o amigo feio realça a pessoa ao lado.

Vamos a ser realistas.
Toda a gente tem um.
Aquela pessoa que é muito amorosa, pode ser super simpática e sociável, ou apenas compreensiva e querida connosco, mas não deve muito ao espelho. E por mais que gostemos genuinamente dessa pessoa, parte da amizade deve-se a uma espécie de pena intrínseca… o que é verdade, é que quer tenhamos pena ou não, andar com ela acaba por ser triplamente proveitoso. Por um lado mostramos o quão desinteressados somos na aparência (o que na realidade quase toda a gente é no que toca a amigos, mas pronto as pessoas parecem não querer ver isso), por outro lado passamos tempo com o/a amiguico/a, e por outro lado parecemos sempre mais giros.

Isto deve-se tudo ao efeito de comparação.
O  efeito de comparação é uma ilusão óptica mental. Quando em grupo as pessoas destacam-se ou fundem-se. Num grupo grande, fica tudo homogéneo, num grupo pequeno as diferenças saltam à vista. Se entramos numa loja de cristais e vemos duas jarras, uma rachada e uma normal, reparamos logo, mas se vemos 20 jarras de entre as quais 3 são defeituosas, nem dá para reparar.
É quase uma ciência exacta. E a verdade é que muita gente a usa. Afinal, leitores, quantas “gajas bouas” tinham uma amiga apocalíptica ao lado quando as conhecemos, e depois de estarem longe dela já não eram tão bouas como isso?

Se quer que reparem nos seus olhos, amigo feio vesgo.
Se quer que reparem nas suas mamas, amiga feia e tábua rasa.
Por isso, já sabe, um/a amigo/a feio/a por grupo.
Com mais que um, o efeito é exactamente oposto.
Por isso juventudes, não gastem dinheiros em maquiages, roupas caras e géis para o cabelo. amiguem-se dum camafeu.
Sinto-me realizado a dar estes conselhos de beleza xD.
 Agora podem entrar os apologistas da beleza interior e dizer que nem sempre a beleza externa é a que mais interessa e yada yada yada, I don’t give a shit. É tudo muito bonito, muito empírico, muito certinho, mas verdade seja dita, looks do count. Tanto mais que muitas dessas pessoas apologistas de “o aspecto não conta” professam a sua fé todas arranjadinhas, em vez de andarem vestidas como maltrapilhas e assim.claro que há beleza interior, mas eu se for num blind date não quero saber se a Jorgina tem uma beleza interior magnifica, visto não a conhecer de lado nenhum e ela ter uma crocunda, a beleza interior é só para quem nos conhece há tempo suficiente.


Nota: Não se esqueçam que isto é um blog para descomprimir, e o post é feito num tom humorísitco, embora tenha pelo meio as minhas opiniões. Se se sentirem visados provavelmente não são, mas pronto, só para prevenir.as pessoas com fácil amargo de boca ou falta de sentido de humor.

E vocês?
Já foram vítimas do efeito de comparação? conheceram alguém que parecia muito mais giro quando em grupo, mas depois era simplesmente "meh"?
Têm ou já tiveram um/a amigo/a feio/a?
Vá, toca a comentar, e essas coisas todas que eu vou ver TVD ;P

[A ouvir: Weight of the world - Evanescence]
[Humor: Corrosivo]

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Graus de Saturação

Não sei se já alguma vez vos aconteceu terem uma overdose de alguém.
Já me aconteceu algumas vezes.

Quando X nos diz olá e nós nos imaginamos a espancá-lo com um taco de basebol. Ou quando damos por nós a pensar que o riso do X é nocivo aos ouvidos. Ou quando qualquer coisa que ele faça nos dê vontade de nos lavarmos com lixívia e mudar de cidade a correr.
E se já passaram por isso, aposto que vos passou pela cabeça “mas o X não me fez nada, sou uma pessoa horrível pah” ou alguma coisa do género.

Não, vocês não são pessoas horríveis (excepto tu… sim tu aí com o poster do leão marinho pornográfico na parede. Tu és uma pessoa horrível)
Até podem reparar que isso não é (na maioria dos casos) permanente.
É um processo muito simples.

Isto acontece porque cada pessoa tem um grau de saturação específico para cada interveniente na sua vida social.
O grau de saturação representa a facilidade com que nos enchemos de uma pessoa.
É quase como as afinidades, mas de uma forma proporcionalmente inversa.
Com isto quero dizer que não temos necessariamente que nos dar bem com alguém para termos um baixo grau de saturação por essa pessoa.
Às vezes toleramos melhor pessoas mais afastadas que os amigos mais próximos.
  1. Quase todas as relações têm um prazo de validade. O que determina isso é o grau de saturação. Quanto menor for, mais dura a relação.
  2. Os graus de saturação funcionam para QUALQUER tipo de relacionamento. Não interessa se é amizade, romance, relação profissional, ou o que quer que vos ocorra. Todos esses relacionamentos existem ,aliás, por termos um menor ou maior grau de saturação a essas pessoas.
  3. O grau de saturação é desenvolvido pelas várias interacções sociais. Desde as conversas, até aos cumprimentos, passando pela linguagem corporal. Todos nós vamos absorvendo esses detalhes para calcular com cada vez mais precisão o grau de saturação de determinada pessoa.
  4. O grau de saturação que atribuímos a cada pessoa é feito da mesma maneira que como escolhemos a nossa cor favorita. embora tenha em conta as nossas vivências, mas podemos ter uma maior apetência para uma coisa do que para a outra. Eu, como já vos disse nuns posts atrás tenho aquela estranha tendência de atrair pessoas doidas, e acho que isso me valeu um menor grau de saturação às pessoas no geral. Sou muito mais tolerante do que deveria ser com desconhecidos, por exemplo.
  5. O grau de saturação não tem nada a ver com a quantidade de convívio, mas pode ser alterado por convívio excessivo. Embora possa dar essa impressão, se tivermos um Maior grau de saturação por alguém, por mais tempo que passemos com essa pessoa não nos vamos passar a dar bem magicamente. A não ser que haja daqueles “bolinhos mágicos” à mistura. Curiosamente o contrário acontece muito facilmente. Podemos ter uma grande tolerância a alguém (um menor grau de saturação portanto), mas por convivermos muito com essa pessoa “enjoamos”. É o mesmo que eu agora comer chocapic 3 meses seguidos. Por muito que goste de chocapic, ao fim do 1º mês já nem o cheiro suporto.

Depois temos todos os graus de saturação já predefinidos.
Ora vejamos o exemplo base disso.
Somos todos programados geneticamente para ter um grau de saturação menor para os pais, até atingirmos a maturidade emocional suficiente para reivindicarmos a nossa independência (claro que não estou a contar com a aborrecência, aquela fase em que se odeia o mundo e em que o mundo nos odeia completamente) porque é assim que tem que ser.

Eu tenho:
Grau de Saturação menor (maior tolerância portanto) a:
  • Pessoas espampanantes- Não sei explicar porquê, mas dou-me bem com pessoas assim, exageradas e divertidas. Demoro mais tempo que o normal a cansar-me delas.
  • Pessoas aventureiras – fascinam-me. Não me consigo cansar delas
  • Pessoas ácidas – Eu sou uma pessoa ácida. Falo fluentemente sarcasmês e não dispenso a minha ironia cruel para temperar as conversas, só é natural que goste de pessoas como eu.
Grau de Saturação maior (menor tolerância portanto) a:
  • Pessoas burras – não suporto pessoas lesadas que não entendem um sarcasmo ou uma ironia óbvias. Começo rapidamente a ficar irritado com elas, mesmo que as tenha acabado de conhecer.
  • Pessoas aldrabonas – As pessoas aldrabonas perdem um bocadinho a noção de quando estão a dizer coisas ridículas, e pensam que somos sempre idiotas ao ponto de “comprar” tudo o que nos dizem.
  • Pessoas Boazinhas – Já disse porquê aqui, leiam se quiserem saber mais.
  • Pessoas demasiado inseguras – Ok, não é por mal. Não odeio pessoas inseguras. Mas começo a saturar-me delas num ápice. Nunca percebi muito bem porquê. É aquela mistura dos pedidos constantes por atenção e o coitadismo incorporado. Irrita-me e pronto
Os graus de saturação são tão necessários como as alergias. Embora seja muito bonita a ideia de um mundo em paz, o ser humano é intrinsecamente conflituoso e isso não vai existir nunca. Por isso mais vale sabermos bem as pessoas com quem nos damos mesmo bem e as com que nos damos pior.

E vocês?
Já alguma vez tiveram uma overdose de alguém?
O que fizeram?
Digam-me, quais os vossos graus de saturação maior e menor. Usem os meus como exemplo.
Leiam, comentem, subscrevam!

[A Ouvir: I'll Call ya -Chris Brown]
[Humor: Venenoso]

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Sindroma Parasitário, ou vulgo lambe-botismo

A expressão do título não é minha.
É do Dexter (vaiam lá leri, que vale a pena o blog), mas eu achei tanta piada a “lambe-botismo” que resolvi utilizar no titulo.
Espero que ele não me meta um processo em cima (ainda pra mais é advogado e tá dentro da lei e não sei quê) que isto com a crise não me apetece responder a um processo.
Já no ano passado comentei que o pai natal tem tendências pedófilas, e estou à espera de um processo não tarda nada.
Bem, mas voltemos ao assunto do post
_________________________________________________________________________
Numa análise muito concreta, podemos chegar a um acordo comum de que o Mundo gira em torno do poder.
Podem pensar que é do dinheiro, da fama, ou de outra coisa qualquer, mas todas essas coisas, e
mbora tenham peso, não passam de vias secundárias na auto-estrada do poder, desvios que atraem as pessoas, mas que só chegam quando temos acesso ao poder em si.
Há vários tipos de poder, dependendo do campo em que nos encontramos.
Pode ser no trabalho, na escola, no lar, no círculo de amigos ou no círculo social (que envolve também conhecidos e relacionamentos mais fugazes).

O que interessa é que em qualquer uma dessas “esferas” existe sempre alguém que tem mais poder que todos os outros elementos, funcionando quase como um eixo em torno do qual as atenções giram de maneira quase involuntária.
Por exemplo, aposto que no vosso grupo de amigos mais próximos, há sempre alguém com maior predisposição para tomar as decisões, ou para influenciar as vossas, estilo a que restaurante vão, o que vão fazer sábado à noite, que filme devem ir ver… e não se importam com isso porque é natural que assim seja.

Isto porque todas as interacções sociais se baseiam em influências (Sendo que a capacidade de influenciar alguém advém da quantidade de poder que essa pessoa nos atribui, com ou sem o nosso conhecimento).

Geralmente essas pessoas são as que têm mais poder.
E onde há poder, há os lambe botas, ou minions como eu gosto de lhes chamar.
Uma promoção no emprego, uma grande herança, uma súbita ascensão na fama são o suficiente para eles aparecerem como moscas no mel.
O “Lambe-botismo” é uma relação parasitária entre o minion e o “mestre” (a pessoa de poder). Enquanto houver esperança no minion de lucrar com a proximidade com o seu mestre, ele mantém-se lá firme e forte. Mal vê o seu objectivo alcançado, ou o poder da pessoa a quem se acoplou evaporado, o minion parte para outra.
Há imensos tipos de minions, desde as caça fortunas, passando pelos graxistas da turma até aos queridinhos do patrão… e cada dia aparece uma espécie nova, mas no fim eles funcionam todos da mesma forma basicamente.
  • O minion desfaz-se em mil para agradar o seu mestre – tendo como objectivo de vida entrar no circulo social de alguém com poder - quiçá tornar-se alguém com poder, ou obter algo que conseguem só através dessa pessoa – o minion é a pessoa mais prestável e doce possível. Faz as vontadinhas todas em prol de um bem maior. O seu.
  • Os minions são bastante bons a concordar – desde que seja com o “mestre” e em público de preferência. Não interessam as suas convicções pessoais ou os seus valores, o que interessa na altura é não ficar mal visto pelo “mestre”.
  • Um minion só existe para nos atormentar, enquanto tivermos algo que lhe interesse - a partir do momento em que perdemos o tal “poder” e a influência de que o minion precisa, passamos a não valer nada para ele, e ele caga pra nós e vai atrás de outra pessoa que tenha poder suficiente.
  • Os minions são criaturas de hábitos – quando vemos um lambe-botas em acção uma única vez, é o suficiente para se saber como ele funciona sempre. O procedimento é sempre exactamente o mesmo. Só muda o alvo.
  • Os minions são no fundo umas vitimazinhas – mal existe a tal perca do poder dessa pessoa que os minions “idolatram” eles revelam o quanto sofreram nas mãso dessa pessoa. O quão explorador e inconveniente e por aí fora era. São até capazes de dar uma bela lagrimazinha de crocodilo.
Não consigo arranjar uma explicação plausível para a sua existência, mas aposto ou na falta de confiança nas próprias capacidades, que leva a procurar atalhos para atingir os meios - neste caso a influencia de alguém com poder - que mais ambicionam. ou a falta de atributos para conseguirem atingir as coisas de modo normal, sem intermediários.

Um bom exemplo de íman de minions é o Cristiano Ronaldo.
A família deles é só minions.
Tenho a certeza quase absoluta que se ele um dia perdesse tudo no jogo, ou num bar de strip, as irmãzinhas cagavam para ele, a mãe ficava lá na casinha dela, os amigos admitiam que ele é um bronco, e a Irina não sei das quantas e todas as outras modelos descerebradas que faziam fila para dar uma voltinha, admitiam que ele até nem é assim tão giro, e que sem aqueles milhões na conta bancária, é um bocadinho estrábico e tem cara de cigano.

Mas é que nem punha a minha mão no fogo pelo contrário.

E vocês?
Conhecem muitos minions/lambe botas?
Faz-vos impressão esta atitude?
que tipos de minions conhecem?
Causa? efeitos? cura?
alguma vez tiveram um minion só vosso?
Comentai. comentai e subscrevei.

[A Ouvir: Shawty Get Loose -Chris Brown, Lil' Wayne, Lil Mama ]
[Humor: Divertido]

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Noção do Ridículo: Recomenda-se e é bonito

Nota: não recomendável a pessoas com falta de sentido de humor.

Para quem alguma vez se perguntou qual era o barulho que uma ninhada de gatinhos recém espancados, amarrados num saco e a serem afogados numa panela cheia de óleo a ferver, acho que é basicamente isto, mais coisa menos coisa.

Bem… eu podia agora dizer que esta jovena com cara de atrasadeca mental não as deve apertar todas, e que é por estas e por outras que o acesso a webcams e microfones (e youtube) devia ser só um bocadinho restrito.
Mas como eu sou uma pessoa muito querida não vou dizer nada disso, remetendo-me ao silêncio.


…ou não.


É assim, eu nem duvido nada que ela goste muito de cantar.
Nem critico isso, é lá com ela.
Também não duvido nada que se divirta imenso a fazê-lo…
Mas ou:
a) Ela tem os ouvidos afinados numa frequência diferente da do comum mortal, o que lhe dá a noção que canta tão bem como um rouxinol, e por isso pensa ter todos os requisitos necessários para postar na net uma centena de vídeos a cantar (não estou a exagerarr, ela tem mesmo centenas de vídeos a… cantar?)

b) É ligeiramente lesada e apercebe-se que canta imensamente mal, mas de qualquer maneira mete os vídeos no youtube porque pensa que mais ninguém há de reparar

c) É simplesmente masoquista porque sabe que vai receber montes de comentários a gozar com ela.


Isto tudo para quê?
Porque o mais provável é que a jovena não tenha nenhum daqueles problemas referidos acima.
O problema mais provável dela, é a falta de noção do ridículo (FNR para abreviar).
É uma coisa que eu tenho vindo a reparar cada vez mais.

Muitas pessoas simplesmente fazem as coisas mais ridículas e usam como desculpa aquela história para boi dormir de “se te sentires bem contigo próprio, nada mais importa”.
Isso é tudo muito bonito e muito verdade, mas tal como tudo na vida tem limites.
O que eu sei é que independentemente de nos sentirmos ou não bem a fazer qualquer coisa, temos que pensar também nas repercussões das nossas acções.
Depois podemos sentir-nos mal connosco mesmos por termos feito figurinhas, para além da mancha social que isso deixa no fim xD.
Fazer o que se quer é bom, mas temos que saber filtrar e adequar os nossos impulsos com o meio e as nossas capacidades.

Por exemplo:
Nunca tiveram uma amiga feia como um bode, que se pintava toda e era toda assanhada? Podia perfeitamente sofrer de FNR.
Ou aquelas pessoas que tem uma banda. Aliás uma pseudo banda, mas que cantam mal como o caraças, e mesmo assim gravam demos e não percebem porque é que não singram no mundo da música?

Tenho a certeza que se se lembrarem de pessoas assim, vão pensar automaticamente “que ridículas”
E depois – para meu deleite - as pessoas com FNR ficam extremamente indignadas quando são gozadas.
Pegando num tema recorrente, A Dama de cinzas fez há umas semanas um post sobre bullying (bastante tocante diga-se de passagem), e muitas pessoas com FNR quando são avacalhadas por andarem a fazer figuras tristes, dizem que são vítimas de bullying.
Nada a ver.

Isto até me irrita, porque no meio destas pessoas todas que fazem figuras tristes porque querem e se sentem ofendidas quando lhes apontam o dedo, deixam passar às vezes os verdadeiros casos de Bullying.
O Bullying raramente tem um motivo específico para acontecer a A B ou C.
Mas estas avantesmas com FNR dão os motivos todos para serem gozadas numa bandejinha de prata com folhinhas de hortelã a enfeitar as bordas.

E eu já tentei perceber o porquê desta ascensão exponencial do problema… ou mesmo o porque do problema… mas por mais que moa a mioleira não entendo.

E vocês?
Conhecem muitas pessoas sem noção do ridículo?
Qual é o tipo de pessoas sem noção do ridículo que mais vos irrita?
O que acham que causa isto?
Alguma ideia para uma causa?
Ou de como se combate?
Gostaram imenso do video? xD
Comentem!

[A Ouvir: These Broken Hands of mine-Joe Brooks]
[Humor: Feliz]

terça-feira, novembro 30, 2010

Vómito de palavras

O vómito de palavras (VP) poderia caracterizar-se como uma espécie de projecção astral muito á frente.
Mas neste caso, em vez de saírem do vosso próprio corpo para… sei lá ir correr o mundo a voar por entre as nuvens, ou ajudar a resolver um triplo homicídio, ou procurar um tesouro enterrado se usar pás… limitam-se a ver-vos a vocês próprios… a dizer exactamente o que não deviam dizer… a quem não deviam dizê-lo. E infelizmente nesta altura as cordas vocais têm vida própria, e só se conseguem calar depois de dizer tudo.
Deixo aqui uma espécie de FAQ (Frequently Asked Questions)
  • Como funciona?:
Não sei se estão familiarizados com o que é um aneurisma.
Em termos de leigo, um aneurisma é uma coisa que se forma no cérebro (acho que é um coágulo ou assim, querem mais detalhes, Google it) e que incha, e depois pode rebentar.
E se rebentar é mau.
Mau tipo “morreste, ahah” mau.
O vómito de palavras é exactamente o mesmo.
Uma minúscula bolha de pensamentos forma-se a dada altura de uma interacção social (uma conversa uma discussão, um debate whatever).
Mas é um pensamento que por algum motivo não deve ser partilhado (ou pelo menos não com o interlocutor actual).
Esse pensamento fica portanto preso naquela pequena bolha.
E os outros assuntos desenvolvem-se.
Por algum motivo no entanto, em caso de vómito de palavras, essa bolha de pensamento vai inchando, e inchando, e inchando.
E quanto mais incha mais difícil nos é afastarmos esse pensamento da cabeça, e das cordas vocais.
E depois, sem qualquer espécie de aviso, a bolha em que aprisionamos esse pensamento rebenta, e quando damos por ela estamos a ter um violento ataque de vómito de palavras, capazes apenas de pensar “Oh Porra, outra vez”.
  • Porquê a miiiiim?
O VP acontece a toda a gente.
Tudo reside num reactor (eh pah trigger é muito melhor, mas é inglês).
Pode ser um segredo vosso. Uma surpresa que estão a morrer por revelar, ou apenas alguma coisa desagradável que por senso comum simplesmente não se diz. O que interessa é que existe sempre um reactor que despoleta o VP. Ninguém é imune a criar um reactor.
Sintomas possíveis antes de um ataque:
  • Como prevenir?
A Maneira mais obvia possível. Mudando de assunto definitivamente. Enquanto o assunto do reactor vier á tona há SEMPRE o risco de um belo ataque de VP. Curiosamente parece que quanto mais se quer evitar um assunto mais ele vem á tona xD.
  • Sintomas pré V.P.
Língua com formigueiro – é um formigueiro mental, que vai intensificando quanto maior é a frequência com que pensam no pensamento “tóxico.
Impaciência a meio da conversa – quando se está prestes a ter um ataque de VP, olha-se imenso para o relógio, tamborilam-se mais os dedos na mesa, olha-se para ambos os lados. É uma espécie de aviso subliminar fisiológico para se mudar de tema de conversa antes que seja tarde demais.
Falta de concentração total na conversa – um mecanismo psicológico de autodefesa. Prestamos menos atenção ao que nos dizem, ficamos mais aéreos, talvez para evitar que o reactor… reaja xD.
  • Sintomas durante o VP
Só há um, a Falta de controlo sobre as cordas vocais – falamos e falamos e falamos. Em modo automático, sem qualquer tipo de intervenção. Panicamos completamente, mas não há nada a fazer.
  • Há Cura?
Bem… não há nenhuma comprovada, mas há pessoas que a dada altura aprendem a racionar os seus momentos de VP. Pode-se prevenir como disse acima, mas uma cura efectiva não há.

Para ajudar à festa, eu – não me faltava mais nada - sofro de vómito de palavras agudo.
E porque é que é agudo?
Porque não tenho nenhum daqueles sintomas descritos acima, e porque me acontece mais vezes e de forma mais intensa que o regular joe.
O que faz estas situações:
Cenário: porta do cinema.
Amiga 1 : Oi
Eu : Oi… quem é aquele idiota com cara de atrasado mental a olhar fixamente praqui?
* Silêncio constrangedor *
Amiga 1 : É o meu namorado
* Silêncio ainda mais constrangedor *
Tornando a minha videca numa constante alegria. notem que na altura eu não conhecia o rapazico (a ideia do cinema era irmos conhecer-lhe o namorado... que por acaso era um otário e já não é namorado dela xD)

E vocês? Sofrem de Vómito de palavras muitas vezes?
Qual foi a situação mais engraçada de VP que vos aconteceu?
Alguma ideia de uma cura?
Comentai!

PS: eu respondo aos comments assim que puder, tenho umas quantas coisas pra fazer em atraso. só tenho a dizer que estou a trabalhar num novo "olhar sobre a blogosfera" fiquem atentos ;)

[A ouvir: That's not my name - The Thing Things]
[Humor: Divertido (e feliz porque hoje tive uma data de visitas á pala da Loira xD)]

sexta-feira, novembro 26, 2010

SSD/Síndrome da Solteirona Desesperada

Antes de começar a desenvolver o assunto, deixo dois pontos para não ferir susceptibilidades alheias:
  1. Uma mulher solteira não é automaticamente uma solteirona
  2. Não conheço o equivalente masculino da solteirona, não digo que não existe mas ainda não vi nenhum exemplar. Se conhecerem estão super á vontade para me iluminar sobre o assunto na caixa de comentários.
Dito isto vamos lá ao que interessa.
A pressão que a sociedade em geral exerce sobre nós para arranjar alguém o mais rapidamente possível é demais para algumas pessoas, que não contentes em serem encalhadas ou solteiras, evoluem para um novo estágio.
A Solteirona.
A Solteirona - ao contrário do usualmente associado - nem sempre é a típica quarentona viciada no trabalho ou feia demais para atrair atenção ou apenas embrenhada noutras coisas que deixou passar a hipótese de constituir família quando podia e agora está sozinha e infeliz.
Oh não, não é.
As solteironas não tem uma idade especifica, e cada vez se formam mais cedo e de forma mais repentina.
E depois…começa tudo com uma pergunta:

(sendo o “you” ou a humanidade no geral, ou em particular um qualquer jovenzinho disponível pelo qual a solteirona está desesperada e que não lhe passou cartão tempo demais... tinha que partilhar o video xD)
E a partir dessa pergunta a Solteirona ergue-se das cinzas da depressão, do chocolate e dos filmes românticos até às duas da manhã.

E não é nada agradável.

O SSD tem 5 fases:
A fase pré-Solteirona, que para motivos de divulgação científica é sempre bom saberem, para prevenir o SSD nas vossas conhecidas, amigas e familiares.
  • A fase “está tudo Ok” – Depois de um longo período “na seca” a jovem ganha um sorriso enjoado permanente…e passa a ter sempre um tom insinuante de que está tudo mal… mas cada vez que perguntamos se se passa algo recebemos um “está tudo ok” ou “está tudo bem”, um claro pedido de ajuda disfarçado. Depois em casa soltam a Emo interior, e desfazem-se em lágrimas e lamúrias.
E depois fazem a tal pergunta, e tornam-se solteironas, e vêm as outras fases.
  • A fase maneater: Como um toxicodependente ressaca por uma dose, a solteirona ressaca por um par de calças (ou um rabo de saias, isto não faz diferença nenhuma) 24/7. E esta frase aplica-se em TODAS as fases do SSD. Tecnicamente a solteirona não chega a “ter sorte”, o que não a impede de tentar… ponham ênfase no tentar. Numa saída á noite, a solteirona faz de tudo para chamar a atenção. Enchumaços no soutien, dançar em cima da coluna, não levar cuecas, atirar-se a qualquer coisa que se mexa na sala (literalmente), embebedar-se e mostrar-se de bastante acesso… enfim, muito provavelmente acaba com uma “one night stand” e volta à estaca zero, porque o que ela quer é um relacionamento.
  • A fase da amiguinha - muitas jovens com SSD ficam presas a esta fase grande parte da vida. Depois de uma traumática fase Maneater que resulta em tudo menos em arranjar namorado/marido/whatever, A Solteirona contenta-se em ser a amiguinha… dos casais. Vá isto de certeza que já viram. Aquela alminha penada que anda sempre colada a um casal de amigos, obviamente a ser a 3ª roda da bicicleta, que vai com eles ao cinema, e as vezes faz até de motorista do casalinho enquanto eles se comem no banco de trás. E enquanto faz de amiguinha lança o olho gordo ao casalinho. Não tem propriamente inveja porque não gosta do namorado da amiga por aí alem… mas não se importava nada se ele descobrisse que está loucamente apaixonado por ela e desse um pé na bunda à amiga.
  • A Fase do fim de saldos – Nunca viram as pessoas às compras no fim de saldos? Já repararam que muitas vezes só o facto de estarem em saldo é o suficiente para as peças serem vendidas num ápice? Com a solteirona é assim a dada altura. Já estão num desespero tão grande que o que quer que apareça na rede é peixe. Não interessa que o novo namorado o… “Yuri” ainda seja casado lá na Ucrânia, e que a mulher dele tenha desaparecido sem deixar rasto, e que ele tenha cumprido 5 anos preso… desde que esteja com ela é um partidão. (ok isto não acontece só ás solteironas, mas é maioritariamente a elas que sucede). É nestas alturas que as nossas amigas arranjam os piores namorados possíveis, e que qualquer comentário leva a um “TU TENS É INVEJA DE EU ESTAR FELIZ!” e uma big discussão.
  • A fase do desespero total – Depois de se descobrir que o Yuri matou a mulher e fez hambúrgueres dela, e ir preso, a solteirona volta a ficar solteirona. E a partir daí é o descalabro. Vale tudo para não ser solteira (a dada altura é já uma corrida contra o tempo). Desde inventar alguém (oh yeah é uma óptima ideia, não tem namorado/marido/whatever? Faça um á medida. Depois não o pode levar a festas de família ou à rua - excepto dentro do seu cérebro - mas pelo menos não está tão sozinha), a namoros virtuais, passando pela (in)feliz ideia de casar sozinha como fez Chen Wei-Yih fez (para quem quiser ler em PT está aqui a mesma noticia) (uma coisa tão... idiota que nem vou perder tempo a comentar)… e há muitas mais loucuras que a vitima de SSD faz, o que é mais ou menos triste porque está a fazer figurinhas tristes e não o percebe)
A SSD pode curar-se, obviamente, nem é uma coisa muito difícil de fazer.
Mas a cura não está em arranjar um par, por mais perfeito que seja. Já vi muita solteirona comprometida, que tem necessidade de mostrar que desencalhou, que usa o namorado como peça de exibição e como cãozinho de companhia, para poder dizer “AHAH desencalhei bitch”
A SSD é uma coisa real, que existe cada vez mais. Previna-se, save as suas familiares e amigas divulgando a mensagem! (isto dava uma boa publicidade)
Uma jovem que eu prevejo que desenvolva um bom SSD vai ser a querida Margarida Menezes, a virgem de Portugal, assim que perceber que em vez de atrair homens com o seu discurso os está a repelir como moscas do vinagre.

E vocês? Conhecem muitas jovens com SSD?
O que acham do assunto?
Qual é a pessoa que acham que é mais provável sofrer de SSD num futuro próximo? a vossa vizinha de baixo, a professora de matemática.... whatever?
Comentai, gentes, comentai, que eu tenho que ir fazer o mesmo ainda hoje a uma data de blogs xD

[A Ouvir: Why Don't You Love Me- Beyoncé]
[Humor: Venenoso]

segunda-feira, novembro 22, 2010

O efeito Câmara

Ando há uma semana com isto entalado na cabeça, só porque me faltava a fagulha que acendesse a labareda de palavras.
E hoje depois de ver os ídolos, enquanto escrevia a minha review (*), ganhei uma data de fagulhas.
Bem, eu nunca achei graça nenhuma a reality TV.
Admito que sou capaz de ter visto um ou dois assim muito por alto (excluindo claro o 1º Big Brother. Esse toda a gente quase viu) mas nada de por aí alem.
E continuo a pensar – como já disse há uns bons meses (faz amanhã um ano) aqui - que a maioria da reality TV é trash TV (nada contra quem vê. Cada um faz o que lhe der mais gozo, é como comer caracóis. Pode ser muito bom, mas tal coisa não entra na minha boca. Só a ideia dá-me “gómitos e tanturas”).
O principal motivo pelo qual não vejo é mesmo o motivo do post.

É assim, vamos dar um exemplo.

Eu agora inscrevia-me nos ídolos, mandava a smszinha (aliás eu mandei, mas não fui porque tava a trabalhar e não tava pra perder um dia de ordenado para ficar a secar numa fila interminável para no fim nem chegar ás galas talvez. Eu tenho noção da realidade) ia aos castings todos, sempre a passar em frente e chegava às galas.
Depois chegado à primeira gala, os apresentadores perguntavam-me
“Ah Ricardo, então e agora se fosses tu a sair? Estás nervoso com a possibilidade?”
A resposta que eu daria seria algo como:
“Ia ficar mal. Deu-me imenso trabalho chegar até aqui, e estou atrás dum sonho, por isso é claro que estou nervoso” e depois apelava descaradamente ao voto.
Mas a resposta que eles dão todos, é algo do género:

“Oh, eu sei que é um concurso, e podemos sair todos, mas o que importa é a experiência fantástica, e os amigos que fiz pra vida e saio daqui muito mais rico(a) musicalmente”.
Ah, e acompanhem a isto o sorriso bonzinho amarelo que eles desencantam todos nesta altura
…
…
…
Oh.
Ok.
Então passamos por meses de castings (sim isto os castings começam em Julho e as galas começam em Outubro basicamente) para… fazemos amigos e aprendermos música? Apresento-vos o facebook e o livro de “como tocar guitarra para totós” pelos vistos o resultados seriam os mesmos.

Voltando ao tema da reality TV, as pessoas entram nesses concursos por apenas dois motivos.
Dinheiro e fama.
E pelo amor da santa, não me venham dizer que o Zé Maria queria enriquecer a sua experiencia social de vida. Que não foi para o BB com a ideia de ganhar o dinheiro (que já deve ter torrado todo nos seus imensos meltdowns ao longo dos anos). Ou que agora estes marmanjos da casa dos Segredos (só sei que há um António porque a Claudjinha falou disso lá no blog dela senão não sabia o nome de ninguém) vão para lá travar amizades?
Então porque é que quando estão nesses programas as pessoas tem a necessidade de mostrar que é tudo uma amizade incrível que se dão muito bem uns com os outros, e que não querem saber do prémio?

A isso se chama o efeito câmara.

Os nossos conterrâneos Brasileiros têm uma expressão que eu adoro completamente que é “ficar bem no rolo” e é basicamente nisso que se resume o efeito câmara.

As câmaras não são só objectos tecnológicos que nos permitem imortalizar momentos inesquecíveis em fotos e vídeos.
Uma câmara é um objecto místico com poder de controlo mental, que não deixa ninguém imune.
Em frente a uma câmara de TV parece que toda a gente tem uma espécie de intimação para ser o mais… politicamente correcto possível, uma versão mais boazinha de si próprio.
Como se isso promovesse melhor a imagem… quer dizer realmente promove melhor, mas nem sempre é verdade.
Nem toda a gente tem o bom perder que mostra nos programas, e muitas amizades 4ever feitas nos mesmos duram no máximo uns mesinhos e depois as pessoas afastam-se. (quantos de vocês apostam comigo que os candidatos da edição anterior dos idolos não se falam na sua maioria?)

Demorei uns anos a perceber o porquê, mas toda a gente tem a necessidade de mostrar alguma coisa á frente duma câmara, e curiosamente acho que varia um bocadinho consoante a câmara, mas o fundamento é o mesmo.
Creio que no entanto, quase toda a gente o faz inconscientemente.
Uns mostram irreverência, outros mostram inocência, outros limitam-se a mostrar felicidade, cada um faz o papel de comerciante que monta a sua montra na lente da câmara… e vende o que mais lhes convêm.

O exemplo mais banal disso é o das fotos de família.
Acho que toda a gente tem uma foto de família pelo menos.
Se não tiverem, shame on yoooou xD.
O que acontece nessas fotos é que toda a gente tem que parecer feliz.
Tenho uma praqui algures no PC duma viagem que fiz com os meus pais. Nesse dia tivemos uma discussão horrível, mas depois passadas umas horas, alguém se lembrou de tirar uma foto… e lá estamos nós todos sorridentes.
Quem não sabe de nada pensa que estamos todos muito felizes e contentes.

Agora a parte da teoria.
O efeito câmara existe pela necessidade e auto-preservação da imagem de cada um, e pela necessidade que temos em mostrar uma imagem pessoal que nos agrade aos outros. À frente de uma máquina fotográfica mostramos o que queremos que vejam. À frente de uma câmara de vídeo mostramos o que achamos mais correcto segundo os padrões de comportamento (nos vídeos de família, toda a gente fica subitamente bem educada no momento em que a câmara está a filmar. Mal se desliga quem diz palavrões volta a lembrar-se deles magicamente.)

E vocês?
Quantos casalinhos com problemas conhecem vocês que tem as fotos mais amorosas possível espalhadas pelas redes sociais?
Quantas pessoas frustradas conhecem vocês que gostam de se mostrar super confiantes atrás de uma câmara para afastar fantasmas do passado?
Quantas vezes vão sair à noite, e vêm tipo duas moças que se odeiam a tirar fotos e a fazer vídeos abraçadas como se fossem as melhores amigas?
Porque é que acham que eles fazem isso? Acreditam na teoria do efeito câmara, ou têm outra explicação/teoria?
Já vivenciaram o efeito câmara?
Experimentam os mesmos efeitos referidos?
E já observaram o mesmo vivido por outras pessoas?
Irrita-vos? (a mim nem me incomoda)

(*)é verdade, agora faço reviews de TV… quer dizer é só aos ídolos por enquanto, mas está a ser uma experiencia giríssima, se quiserem ir vendo, vão aqui

[A ouvir: A wish for something More – Amy MacDonald]
[Humor: Inspirado]

segunda-feira, novembro 15, 2010

O efeito Dominó

Gosto muito de pensar que cada pessoa é dona do seu percurso de vida, e que desde que não prejudiquem de forma drástica a vida de ninguém, são livres de fazerem o que bem entenderem.
O que hei-de fazer? Acho que sempre fui um liberal xD.
Seguindo essa linha de raciocínio, sempre houve uma coisa que me deu que pensar.
Destino.
Okay eu admito que às vezes (okay quase sempre) sou uma pessoa difícil de entender, mas por mais incoerente que isto pareça, eu acredito no Karma, mas não acredito no destino.
Nunca engoli muito a ideia de nascermos e termos a historinha toda escrita (Porra se fosse assim, devem-se ter esquecido de me entregar o meu guião porque há dias que não sei muito bem se não me enganei e saltei um capítulo do mesmo xD).
Acredito sim em … “acidentes” digamos.
Acho que a vida se constrói de pequenos desvios, desvios estes causados, muito mais por escolhas alheias ou escolhas instintivas, do que escolhas conscientes.
Todas as acções acarretam consigo uma cadeia de acontecimentos posteriores, sobre os quais não temos controlo, mas que influenciam a nossa vida. No entanto temos controlo sobre a acção inicial, a pecinha que faz os dominós caírem num determinado sentido.
Chamo a isto o efeito Dominó.
Para explicar melhor, peço que vejam o vídeo abaixo.


(Podia começar por dizer que esta música foi a minha música de verão, e que não me cansava de ouvir. Ou podia dizer que a Natasha é das minhas cantoras pop favoritas porque as letras dela tem sempre alguma história por trás, mas este post não tem nada a ver com música.
O vídeo é meramente um exemplo, para verem o que eu acho da música tem de ir á pagina de músicas
.)
Depois de verem todo o vídeo (e se prestarem atenção à letra ela fala disso) tudo se baseia numa pequena escolha.
Se ela tivesse escolhido as sandálias, ia á sua vidinha e nunca havia de conhecer o jovenzito de olho azul, e acabava aqui a historia, com ela podre de bêbeda com montes de cookies no estômago.
Se levasse os saltos altos vermelhos podia tropeçar, derramar o café, sujar o homenzinho, adiar a reunião do outro, conhece-lo na festa que dava em casa, e tinha (pelo menos) uma noite bastante agradável.
Mas para derramar o café, teve que passar a estrada para ver o bendito vestido na bendita boutique no outro lado da estrada. (está tudo na letra, podem ver aqui se não tiverem prestado atenção).

Tudo está ligado.

É como diz a teoria do caos (não sei de quem é nem do que fala e nem me interessa) “o bater de asas de uma borboleta na china é capaz de despoletar um tufão no outro lado do mundo” … claaaro que é numa maneira muito menos radical, mas dentro do mesmo conceito.
O que leva à explicação de como posso acreditar no Karma e não no destino.
A minha "versão" de Karma está aqui (para quem não leu), e pegando no que tenho estado a dizer, se escolhermos fazer alguma coisa má a alguém de propósito, despoletamos uma possível coisa má para nos acontecer.
Mas fazemo-lo por uma escolha semi consciente.
Não acontece porque “assim tinha que ser”

O(s) universo(s) é(são) uma coisa espantosa se formos a pensar.
Porque por escolhermos uma torrada em vez de cereais podemos ter um dia completamente diferente – sabem lá, podemos encontrar um dedo humano na caixa de cereais, e ir a um advogado processar da fábrica dos mesmos, ao passo que com uma torrada o máximo que acontece é queimá-la (sou bastante bom nessa actividade.) e ficar sem pequeno-almoço – e isto leva-me a um pensamento. Como já devem saber se seguem este blog há muito tempo, não sou grande amigo do famoso “e se…” quando usado como queixume (se não seguem, vejam aqui). O que não quer dizer que odeie suposições.
E já por diversas vezes pensei que podia ter acontecido tudo de maneira diferente se tivesse sei lá… dado 5€ áquela Dinamarquesa junky que andava sempre atrás de mim a cravar-me e a dizer que precisava de dinheiro pró bilhete pra Lisboa (que trocando para linguagem de junkies é algo como “uma dose das rechonchudas”)… talvez ela me desse um bocado da dose dela, e por esta altura era eu toxicodependente, e andava a roubar as loiças da família pra vender e trocar por droga (não estou a gozar com quem passou por isso, é uma coisa perfeitamente possível de acontecer a qualquer um).
Ou se eu tivesse seguido letras há 12 anos atrás, talvez agora tivesse todo um ciclo social diferente (muito provavelmente teria)…
não estou com isto a dizer que estou arrependido de não ter dado os 5 € á dinamarquesa, nem de não ter seguido letras, só que as possibilidades são tantas que é assunto para me deixar pensativo por bastante tempo.
Este ano fiz uma data de escolhas e ainda estou para ver a que reacções me levam.
Oh, por exemplo. escolhi cagar pra minha nova BFF, a querida Mariazinha, a fã sem humor do Filpe Pinto, que merecia um manguito... mas mais vale ignorar.

Todo o efeito dominó que referi aqui também leva a pensar nas coincidências.
Mas como também quero que vocês escrevam, deixo as perguntas:
Acreditas em destino? E em coincidências? (não e sim respectivamente, são as minhas respostas) já alguma vez pensaste nas reacções que o acto mais pequeno pode ter despoletado na tua vida? Algum exemplo? Comentai leitores, comentai (E subscrevei).
PS: tenho que ir comentar os blogs do costume, mas hoje não me apetece... que reacção é que isso trará?

[A ouvir : If You're Gonna - Natasha Bedingfield]
[Humor: Filosófico(não se nota?)]

segunda-feira, agosto 09, 2010

O efeito rebanho

Estamos em pleno Agosto e por alguma espécie de castigo kármico eu estou aqui todo ranhoso e com dor de cabeça e garganta, a espirrar como se não houvesse amanhã.E por mais incrivel que pareça tenho tido preguiça de vir aqui ao blog quando estou a produzier mais ranho que uma betoneira industrial - até quase me assoei ao lenço de limpar os óculos tal é o desespero - mas mesmo assim, achei por bem pegar e vir escrever um artigo depois de vir do trabalhito porque me apeteceu (e vir responder aos comments que me foram deixando os meus caros leitores).
lembrei me duma coisa supé gira e pumbas cá tou eu (uau até rimei, isto hoje promete).
___________________________________________________________________
Como eu adoro antecipar-me ás coisas, não vou esperar um mês e umas semanas para que comece o bendito ano escolar para poder falar disto.
Todos os anos – mesmo TODOS os anos – as televisões Portuguesas lá destacam meia dúzia de repórteres para andarem pelas universidades do País a filmar os "rituais de iniciação ao aluno", aka praxes.
E é curioso porque toda a gente quase que eu conheço que já foi para a universidade vai nos primeiros dias aterrorizada com a ideia das mesmas. (eu incluído, no primeiro Dia Jesus Maria José, foi há dois anos mas lembro-me bem…) mas mesmo assim pegam e vão.
Aqui é a parte engraçadíssima.
Os académicos/doutores dizem que as praxes são um método de integração do aluno, que é para ele se enturmar com os colegas e fazer amiguinhos para a vida toda.
E os otários dos caloiros dizem todos logo que sim, que é por isso que se sujeitam a esse processo nem sempre muito saudável.
TRETAS.
Uma pessoa consegue enturmar-se sem precisar de passar pelas praxes.
Colegas meus que não foram praxados integraram-se tão bem ou melhor que eu, não foi por andarem a fazer de palhacitos para os alunos mais velhos ou não que se integraram melhor na vida académica.
Não me estou a queixar das minhas praxes, porque mal por mal até me diverti – mesmo com as coisinhas tristes que andamos a fazer só para levantar o ego dos académicos – e apareci numa revistinha como podem ver na FOTO (andar com uma cabeça de porco espetada num pau e um colar de cabeças de peixe no pescoço o dia todo parece atrair todo o tipo de atenções sobre nós… não sei bem porquê, e estou em melhor forma agora que na altura, thank God).
Mas acho curioso que estes anos todos toda a gente engula a desculpa que é pelo bem da socialização do aluno e para se ambientar e não sei quê.
Tenho uma justificação muito mais simples para a existência das praxes.
Muitos destes alunos atemorizados pelas coisas que acham que lhes vão fazer, para e pensam algo estilo isto “oh porra não vou passar a vergonha de não ir ás praxes e ser o único”
Então pegam e vão.
E estão lá todos em filinha a tiritar.
só porque sim.
chama-se a isto o efeito rebanho.
“que é o efeito rebanho?” pergunta o leitor extático pela informação (não muito) preciosa que vou partilhar com ele
E eu respondo:
O efeito rebanho é basicamente seguir a multidão.
É o vulgo “Eu vou porque eles vão” ou, “se toda a gente faz porque não faço eu também?”
Eu chamo a este comportamento humano “efeito rebanho” porque é mesmo assim que um rebanho de ovelhas (extremamente inteligentes) funciona.
Se uma ovelha começa a correr para a esquerda, em dois segundos estão todas a ir para a esquerda.
Porquê?
Porque viram a outra fazer.
E depois ainda me dizem que o ser humano é uma coisa muito complicada de compreender…
tsc tsc…
Eu falei das praxes como um exemplo, porque é uma das coisas em que mais se verifica o efeito rebanho, o propósito do artigo (era mais para mostrar a minha linda foto ok?)
E isto existe em tudo e mais alguma coisa.
Não pensemos já que é só na cabeça da juventude desocupada e supostamente altamente influenciável.
Nããããão, nada a ver.

Querem um exemplo mais abrangente?

A MERDA DA POWER BALANCE
A power balance é uma pulseirinha de silicone com um holograma em cada ponta que custa 30 euros +- mas que deve custar aos chulos de merda… quer dizer aos fabricantes por volta do um euro e meio. E supostamente quem usar tem mais equilíbrio. E tem mais sorte. E anda melhor. E dorme melhor. E ouvi dizer que em certos casos até são capazes de cagar notas de 500€ se tiverem um pensamento extremamente positivo.
Esta é uma outra forma magnífica de demonstrar o efeito rebanho.
Agora ao que parece toda a gente quer uma coisa daquelas, e quando questionaram uma das senhoras numa entrevista sobre o motivo que a levou a adquirir uma pulseirinha de borracha por 30€ , a senhora olhou muito sorridente para a câmara e disse “ah pois porque toda a gente usa e eu também quis experimentar”.
Quem fala na power balance fala em muitas outras coisas, como o bendito Iphone. Mal saiu em Portugal, os actores e actrizes deste país pegaram e compraram logo todos um iphone pela módica quantia de 500€, só porque sim, porque estava na moda.
Acho piada porque estamos todos susceptíveis a este comportamento e nem damos por ela.
Podemos tentar ser originais, tentar ser diferentes e não seguir a corrente, mas eventualmente uma situação qualquer desperta em nós o efeito rebanho e quando damos por ela estamos no meio dela a fazer exactamente o mesmo que o resto do “rebanho”.

Vá e agora vós meus caros leitores, como foram as vossas praxes? Foram/planeiam ser praxados? O que acham das praxes? O que acham do efeito rebanho? Já foram arrastados por ele muitas vezes? querem uma power balance? Comentem!

[a ouvir: Pump Up The Jam - Technotronic]
[Humor: adoentado
]

quarta-feira, junho 23, 2010

SCC

Ao longo da minha vida conheci diversas pessoas com diversas pancadas e manias, mas de longe a que mais me irrita chamo-a de SCC.

“O que é SCC?” - perguntam intrigados os caros leitores

No meu Dicionário de português pessoal poderão encontrar esta entrada :
SCC
Abreviatura para Sindroma do Coitadismo Crónico.

“O que é o Sindroma de coitadismo Crónico?” -voltam vocês a perguntar extremamente interessados (hopefully)

Bem vamos a ver se eu explico decentemente.
Toda a gente tem dias maus e dias bons, e a todas as pessoas acontecem coisas más ou desagradáveis… mas para um coitadinho (pessoa que sofre de coitadismo) esses acontecimentos são encarados com um dramatismo digno de uma novela de horário nobre.

Basicamente e resumindo tudo o que escrevi em uma frase simpática “SCC é uma forma chique de abreviar aquelas pessoas que nos f*dem o juízo com fábulas intermináveis que contam o quão miserável e infeliz é a sua vidinha (mesmo que não o seja na realidade)”

O ponto assente em todos os coitadinhos dignos de nota é serem todos uns incompreendidos.
A sério, nunca ninguém compreende um coitadinho, daí as queixas intermináveis né? (pelo menos é a explicação mais plausível para mim). Não compreendemos o quão difícil foi a sua infância solitária de nerdzinhos abandonados pela sociedade, nem o quão difícil é estar sozinho no mundo e não ter ninguém com quem falar (embora na realidade despejem os pseudo problemas todos em cima de qualquer pessoa indiscriminadamente).

Outro também importante: a vida de um coitadinho crónico é muito mais difícil que a de uma pessoa normal. Nem vale a pena explicar porquê né? Tudo lhes corre contra a vontade e não parecem ter controlo sobre mais nada para alem das cordas vocais que usam para aborrecer até á morte as outras pessoas com as suas queixas intermináveis.

Outro ponto assente: os coitadinhos Não têm verdadeiros amigos. Se pensarmos um bocadinho é super óbvio porque sendo obviamente pessoas fantásticas que se importam muitíssimo com o bem-estar dos outros só servem para serem aproveitados e jogados fora. Todos os outros são pessoas horríveis e falsas que usam os coitadinhos para os seus propósitos de domínio mundial e extermínio de crias de condor careca da amazónia (que está em extinção, daí a sua maldade latente)

O coitadismo é um sindroma muito complexo. Tão depressa se culpa o facto da torrada estar queimada á “sorte malvada” enquanto se lamuriam de como nada lhes corre bem, como passam a culpar Deus ou o diabo de lhes dificultarem a vida pelo simples prazer de os verem sofrer. A ideia principal é que nunca têm culpa do que lhes acontecem, é sempre culpa do universo que conspira contra o seu mau estar numa manobra diabólica de tortura mental e física xD (adoro essa fuga constante á responsabilidade pelos próprios actos).

Todos temos os nossos ataques de coitadismo como é óbvio, mas são coisinhas passageiras, como se fossem alergias sazonais, nada de muito grave ou permanente, e nunca tão intensas como um coitadinhos crónico.

cura para o SCC? eu não conheço nenhuma que resulte para além do típico "vai dar uma curva" que não cura mas afasta tais criaturas infectadas com SCC. se conhecerem uma cura viável é favor dizer.

[A ouvir : Hole- Kelly Clarkson ]
[Humor : Preguiçoso]
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...