sexta-feira, agosto 13, 2010

Ricardo apresenta: CIALTM parte I

Como sabem eu sou uma pessoa muito maravilhosamente generosa, e então hoje enquanto cortava o cabelo pensei “como é que eu posso ajudar as pobres alminhas solitárias deste mundo a serem mais felizes, sem ter que jogar a mão á carteira?” e veio-me uma ideia completa e totalmente maravilhosa. Tão maravilhosa que deu origem a um curso de interacção Amorosa Leccionado por um Tagarela Maluco “CIALTM” Da minha autoria.
Todos os exemplos são baseados em factos verídicos… ou não.

Oh, o primeiro encontro.
Momento mágico… momento profundo para a verdadeira formação ou destruição de um pseudo casal.
É daqueles momentos em que qualquer acção tem um peso enorme e em que a probabilidade de se meter o pé na argola é completamente monumental.
Como toda a gente sabe há sempre aquelas coisas que não se devem dizer ou fazer num primeiro encontro.
O que leva á Lição número 1 : coisas a não fazer dizer/fazer num 1º encontro (e possivelmente nos 5 a seguir)
  • Referir constantemente o/a ex durante maior parte da conversa – isso é dos maiores turn offs que existem á face da terra. Por exemplo : Eu:”gostas do taglietelli?” pessoa denominada por A, de aleatória “ Gosto. O meu namorado fazia muitas vezes esta receita”. Uma pessoa sente-se desconfortável com todas essas referencias porque significa que mal ou bem na pessoa que existiu antes continua a assombrar o tempinho em que estão juntos.
  • Trocar anéis - Ehrm… é preciso mesmo explicar?
  • (para eles) “Lembras-me imenso a minha mãe” - okay, meus caros, entre dizer isto e dar á donzela que tentam conquistar uma valente lambada sem razão aparente, chamando-lhe “gorda” de seguida, acho que tinham maiores hipóteses de ter um segundo encontro com a segunda. Nunca digam isto pelo menos no primeiro encontro, por mais que pensem que estão a elogiar… dão a sensação de ter um sindroma de Édipo mal resolvido. E isso é… mau?
  • (para elas) “mostrar fotografias fofinhas dos animais de estimação ao encontro” – se quiserem passar instantaneamente de “mulher independente e misteriosa” para “obssessiva com falta de vida social” é só mostrarem aquela foto adorável que têm do vosso gatinho com o barrete de pai natal… ou aquele vídeo amoroso dos vossos cãezinhos vestidos com roupinhas estranhas vestidas. Passam de “potencial namorada” para “potencial amiga maluquinha na hora”. os rapazes podem fingir u interesse extremo mas estão-se positivamente nas tintas que o "Pippy" seja alérgico a uvas-passas e que a Dorotheia goste de se deitar em cima da máquina de lavar a loiça. a sério
  • Apresentar os pais – mai Gode… isso é o mesmo que ter um néon em cima a dizer “desesperado/a” . a sério.
  • Tentar converter religiosamente o vosso encontro – por mais pecaminoso que achem que o vosso encontro é, ler-lhe passagens da bíblia ao jantar não é uma boa técnica de aproximação. Se fosse assim, todas as testemunhas de Jeová encalhadas casavam-se em três tempos só por ir ao testemunho de porta em porta. Digo eu.
  • Rir das próprias piadas … mesmo que não as tenham dito em voz alta – okay, dizer umas piadolas e rir até nem é uma má ideia, mas começar a gargalhar por causa de algum pensamento que vos cruzou a cabeça… dá a sensação que estão a ouvir uma daquelas “vozinhas” que as pessoas ouvem antes de pegarem fogo a outras pessoas ou de explodirem com um restaurante .
  • Dizer “Amo-te” – Okay, é assim, mesmo que seja uma daquelas situações “estou-a-sair-com-aquela-pessoa-por-quem-estou-apanhado-há-milénios” NUNCA se diz a palavra A no primeiro encontro. É uma espécie de repelente instantâneo, é suposto flirtar e fazer joguinhos de olhares, e ser ariscos. A “palavra A” anula isso tudo na hora. (Da ultima vez que isso me aconteceu ficamo-nos pelo primeiro encontro e umas conversinhas ocasionais no msn, e uma vontade enorme de pedir uma providência cautelar)
Agora sigam estes conselhos sábios e vão meus caros, vão e tenham maravilhosos encontros. Fico á espera dos pagamentos por transferência bancária depois de obterem espantosos resultados só com uma lição.

[a ouvir: Stone Cold Hit -Atlanta Rhythm section]
[Humor: doido
]

quarta-feira, agosto 11, 2010

Olhem e apetece.me dêem o desconto de aniversário

OKay, faço anos então tenho direito a um post sentimentalóide.
Há dez anos era uma criança feliz e despreocupada.
Há dez anos... há dez anos tinha 11 anos.
Há dez anos nem sabia o que era a vida
Há dez anos não queria saber.
Há dez anos obrigava a minha tia preferida a gramar com esta música OVER AND OVER AND OVER again (quando encontrei o cd no outro dia até me emocionei xD)coca cola
Há dez anos gostava de smarties com geleia. e agora também gosto.
Há dez anos o tempo passava devagar. agora passa a correr.
sinto saudades do passado, mas não tenho vontade de para lá voltar. por isso a toda a gente que faz anos no mesmo dia que eu, parabéns. a quem fez anos antes de mim parabéns, a quem faz anos depois de mim parabéns.
sejam felizes.
*snif snif*

for the record isto e´um micro post porque não me apetece escrever muito e mai nada.

segunda-feira, agosto 09, 2010

O efeito rebanho

Estamos em pleno Agosto e por alguma espécie de castigo kármico eu estou aqui todo ranhoso e com dor de cabeça e garganta, a espirrar como se não houvesse amanhã.E por mais incrivel que pareça tenho tido preguiça de vir aqui ao blog quando estou a produzier mais ranho que uma betoneira industrial - até quase me assoei ao lenço de limpar os óculos tal é o desespero - mas mesmo assim, achei por bem pegar e vir escrever um artigo depois de vir do trabalhito porque me apeteceu (e vir responder aos comments que me foram deixando os meus caros leitores).
lembrei me duma coisa supé gira e pumbas cá tou eu (uau até rimei, isto hoje promete).
___________________________________________________________________
Como eu adoro antecipar-me ás coisas, não vou esperar um mês e umas semanas para que comece o bendito ano escolar para poder falar disto.
Todos os anos – mesmo TODOS os anos – as televisões Portuguesas lá destacam meia dúzia de repórteres para andarem pelas universidades do País a filmar os "rituais de iniciação ao aluno", aka praxes.
E é curioso porque toda a gente quase que eu conheço que já foi para a universidade vai nos primeiros dias aterrorizada com a ideia das mesmas. (eu incluído, no primeiro Dia Jesus Maria José, foi há dois anos mas lembro-me bem…) mas mesmo assim pegam e vão.
Aqui é a parte engraçadíssima.
Os académicos/doutores dizem que as praxes são um método de integração do aluno, que é para ele se enturmar com os colegas e fazer amiguinhos para a vida toda.
E os otários dos caloiros dizem todos logo que sim, que é por isso que se sujeitam a esse processo nem sempre muito saudável.
TRETAS.
Uma pessoa consegue enturmar-se sem precisar de passar pelas praxes.
Colegas meus que não foram praxados integraram-se tão bem ou melhor que eu, não foi por andarem a fazer de palhacitos para os alunos mais velhos ou não que se integraram melhor na vida académica.
Não me estou a queixar das minhas praxes, porque mal por mal até me diverti – mesmo com as coisinhas tristes que andamos a fazer só para levantar o ego dos académicos – e apareci numa revistinha como podem ver na FOTO (andar com uma cabeça de porco espetada num pau e um colar de cabeças de peixe no pescoço o dia todo parece atrair todo o tipo de atenções sobre nós… não sei bem porquê, e estou em melhor forma agora que na altura, thank God).
Mas acho curioso que estes anos todos toda a gente engula a desculpa que é pelo bem da socialização do aluno e para se ambientar e não sei quê.
Tenho uma justificação muito mais simples para a existência das praxes.
Muitos destes alunos atemorizados pelas coisas que acham que lhes vão fazer, para e pensam algo estilo isto “oh porra não vou passar a vergonha de não ir ás praxes e ser o único”
Então pegam e vão.
E estão lá todos em filinha a tiritar.
só porque sim.
chama-se a isto o efeito rebanho.
“que é o efeito rebanho?” pergunta o leitor extático pela informação (não muito) preciosa que vou partilhar com ele
E eu respondo:
O efeito rebanho é basicamente seguir a multidão.
É o vulgo “Eu vou porque eles vão” ou, “se toda a gente faz porque não faço eu também?”
Eu chamo a este comportamento humano “efeito rebanho” porque é mesmo assim que um rebanho de ovelhas (extremamente inteligentes) funciona.
Se uma ovelha começa a correr para a esquerda, em dois segundos estão todas a ir para a esquerda.
Porquê?
Porque viram a outra fazer.
E depois ainda me dizem que o ser humano é uma coisa muito complicada de compreender…
tsc tsc…
Eu falei das praxes como um exemplo, porque é uma das coisas em que mais se verifica o efeito rebanho, o propósito do artigo (era mais para mostrar a minha linda foto ok?)
E isto existe em tudo e mais alguma coisa.
Não pensemos já que é só na cabeça da juventude desocupada e supostamente altamente influenciável.
Nããããão, nada a ver.

Querem um exemplo mais abrangente?

A MERDA DA POWER BALANCE
A power balance é uma pulseirinha de silicone com um holograma em cada ponta que custa 30 euros +- mas que deve custar aos chulos de merda… quer dizer aos fabricantes por volta do um euro e meio. E supostamente quem usar tem mais equilíbrio. E tem mais sorte. E anda melhor. E dorme melhor. E ouvi dizer que em certos casos até são capazes de cagar notas de 500€ se tiverem um pensamento extremamente positivo.
Esta é uma outra forma magnífica de demonstrar o efeito rebanho.
Agora ao que parece toda a gente quer uma coisa daquelas, e quando questionaram uma das senhoras numa entrevista sobre o motivo que a levou a adquirir uma pulseirinha de borracha por 30€ , a senhora olhou muito sorridente para a câmara e disse “ah pois porque toda a gente usa e eu também quis experimentar”.
Quem fala na power balance fala em muitas outras coisas, como o bendito Iphone. Mal saiu em Portugal, os actores e actrizes deste país pegaram e compraram logo todos um iphone pela módica quantia de 500€, só porque sim, porque estava na moda.
Acho piada porque estamos todos susceptíveis a este comportamento e nem damos por ela.
Podemos tentar ser originais, tentar ser diferentes e não seguir a corrente, mas eventualmente uma situação qualquer desperta em nós o efeito rebanho e quando damos por ela estamos no meio dela a fazer exactamente o mesmo que o resto do “rebanho”.

Vá e agora vós meus caros leitores, como foram as vossas praxes? Foram/planeiam ser praxados? O que acham das praxes? O que acham do efeito rebanho? Já foram arrastados por ele muitas vezes? querem uma power balance? Comentem!

[a ouvir: Pump Up The Jam - Technotronic]
[Humor: adoentado
]

sábado, agosto 07, 2010

Ricardo o Rapaz da reposição explica... IV

  • Hoje fiz uma coisa completamente terrível ... eu hoje roubei. quer dizer tecnicamente, hoje fui ao lixo tirar coisas... quer dizer... hoje fui aos produtos danificados - no armazém há uma espécie de bancada onde se metem os pacotes de bolachas rebentados, as latas abertas, as garrafas rotas e assim, tudo o que não vai ser vendido e que vai pro lixo - e tirei 4 cubos de gelo. estava calor, o saco estava roto, e ia para o lixo, e eu estava com sede, e agora vou parar ao inferno por isto, e porra tenho uma dor de garganta descomunal...
  • Okay, querem correr riscos sérios de vida? então vejam o diagrama ao lado direito. a faixa castanha são as prateleiras de cerveja, no outro lado do corredor , a centímetros de distancia estão as águas na parte azul. se eu por acaso estiver a arrumar águas na parte azul, não peguem numa garrafa de água mesmo á minha frente para depois a poisarem com a maior lata do planeta na parte castanha e irem á vossa vidinha. o ultimo casal que fez isso foi quase atropelado por um carrinho cheio de garrafas de cerveja com uma pessoa extremamente stressada a dirigi-lo xD
  • Por incrivel que pareça as pessoas no supermercado parecem ficar todas lesadas cerebralmente. há apenas uma porta para a nossa entrada e saída com as mercadorias, mais precisamente para nós sairmos com carrinhos enormes cheios de coisas para por nos corredores. mas por algum motivo que eu não percebi ainda, as toneladas de pessoas que se juntam no super mercado, tem uma atracção qualquer para ficarem especadas bem á frente da porta a impedir a passagem, mesmo com os avisos enormes e bem visíveis,
  • Frases e situações especificas que me fizeram desatar a rir:
  1. Eu de joelhos a arrumar garrafas e um colega de lado noutra prateleira. eu olho pra ele e digo super sério "porra pára que já não aguento mais, uma de cada vez" (ataque de riso depois de dizer a frase obviamente)
  2. Estou eu com um carregador de paletes (uma coisa tipo isto) na mão, e um dos meus colegas vira-se pra mim "eh pah, vai lá e põe essa palete no armazém, sabes meter isso né?" ao que eu respondo "claro que sei, mas eu não sei como é que ela (a minha chefe) quer que eu meta. se for pa meter mais fundo vai-se por trás, se for mais aqui á ponta, meto mesmo de frente" (acabei de dizer isto e desmanchei me a rir com as imagens mentais que me assombraram a cabeça)
  3. estou na secção dos cereais a arrumar caixas de... cereais obviamente. olho com atenção para uma das marcas de cereais e largo uma enorme gargalhada eram uma marca branca do super mercado... de seu nome .... eh pah vejam aqui, não quero estragar a surpresa. eh pah, na minha terrinha... crica é outra coisa... a ver com genitália feminina? xD
E pronto por hoje é tudo do mundo supermercadónico. AI MENTIRA NÃO É NADA!
hoje vi a ... Marina Fragioia e tenho uma coisa a dizer (sem contar com o facto de ela não levar matinal no cesto de compras).
a maquilhagem faz magia minhas caras.
a sério.
ela parecia um zombie, mas ainda assim bastante reconhecivel.
E agora sim é que é tudo (já viram que excitante é a minha vida?)

[a ouvir: Like Whoa - Aly & AJ]-----------> Okay isto deve ser a gozar, eu escrevo a ultima frase e começa a tocar esta música com este titulo. é mesmo "tipo whoa!" xD
[Humor: nem sei
]

sexta-feira, agosto 06, 2010

I'm No backup Plan

Dizem que a idade nos muda.
Muito sinceramente nunca engoli essa.
Não acredito muito na capacidade de mudança do ser humano.
Okay as pessoas podem mudar de gostos e de amigos, de ambiente e de roupas, mas as pessoas não mudam de alma.
Não quero com isto dizer algo do género “as pessoas são uma merda”
apenas estou a afirmar que não acredito que uma pessoa mude de carácter por ficar mais velha.
Apenas amadurece o carácter com que veio ao mundo, com todos os seus defeitos e qualidades já embutidos.
Como tal, nunca mudei muito as minhas opiniões acerca de grande parte das coisas (pelo menos daquelas com as quais tenho uma visão directa , para poder formar uma opinião. Até hoje acho que deve ser nojento comer gafanhotos fritos, mas só posso saber isso se comer um… e não me apetece lá muito) , e com quase quase 21 anos em cima (faltam uns míseros 5 dias) posso dizer que tolero muitas coisas.

Mas e isto tudo porquê?

Porque vou falar duma coisa que por mais anos passados nunca consegui engolir (e que suspeito que nunca vá resultar comigo)

Amizades ocasionais.

Não estou a falar de amizades de verão - daquelas que duram um verão, com direito a juras de eternidade quando as férias acabam e a um esquecimento gradual até o completo afastamento de ambas as partes em 90% dos casos - acho isso um processo de amadurecimento e uma forma interessante de se conhecer pessoas (e se formos a ver só fazemos dessas amizades até certa idade… depois deixamos de nos fascinar por pessoas que sabemos que não vão mesmo fazer parte da nossa vida) . estou mesmo a falar de amizades que só existem quando somos precisos.
De certeza que já vos aconteceu um dia qualquer estarem muito bem e aquela pessoa com quem não falam há séculos aparecer do nada e dizer “ai queres vir á piscina?” ou “olha bora dar uma volta?” sempre com uma frase do estilo “já tenho saudades tudas” pelo meio, como se de um engodo se tratasse, uma manobra qualquer para nos fazerem sentir especial.

Até aqui tudo bem, mas sinceramente perde um bocadinho a piada toda quando nos apercebemos que fomos relegados a Backup plan.
Passamos a ser aquele cromo ou croma que está na lista dos contactos só para num caso de cataclismo social de não ter ninguém com quem passar umas horinhas se ligar - com uma amizade muito bonita, muito sóóólida e muito instantânea, que acaba mal arranjam novamente planos e nós voltamos á agenda ao lugar de backup plan - até à próxima emergência.
Porra eu não sou um back up plan.
Nunca fui e nunca hei de ser.

Isto talvez seja o meu egocentrismo leonino a falar,
talvez não,
mas a única certeza que tenho é que nunca lidei muito bem com essas situações.
Acho que um amigo está connosco porque gosta de estar connosco, não porque não tem com quem mais estar. que lhe apraz a nossa companhia e que pensa em nós primeiro e não como aquela camisola horrorosa que a tia avó Henriqueta nos deu no natal e que usamos quando não temos mais roupa à mão.
De inicio podia deixar-me enrolar nessas conversas, mas há já uns bons pares de anos que sei detectar essas conversas da treta a léguas.
E sabem que mais?
Sou bem capaz de recusar um convite se sequer suspeitar que fui despromovido a Backup plan, mesmo que esteja num tédio absoluto.
Se isto fosse um livro de auto ajuda podia dizer-se que estou a exercitar o meu amor próprio, mas como é a vida real, digo que estou a evitar fazer papel de otário.
E eu não quero.
Dispenso que me prometam amizades eternas só porque na altura não têm com quem ir á praia, ou que me digam que sou uma pessoa muito especial só para eu ir lá a casa fazer uma visitinha e ouvir as confissões amorosas que mais ninguém tem aparentemente pachorra para ouvir, ou fazerem-se de imensamente preocupados com a minha vida quando há meses não me dirigem palavra e agora só estão a falar porque não têm nada melhor para fazer e porque provavelmente sou a única pessoa online no msn xD.
Já cortei com muitos amigos ocasionais, e corto com muitos mais que me apareçam, porque não valem a pena.
Se querem ser meus amigos, sejam-no sempre.
Não só quando vos dá jeito.

Este post não se baseia em nenhum facto que tenha acontecido recentemente, e não estou com isto para aqui a vitimizar-me e a fazer-me coitadinho que só tem pessoas interesseiras á volta á espera para atacar.
Honestamente não é nada o meu estilo.
E irrita-me super profundamente quem se queixa de ser usado over and over again, e que acusam esses amigos ocasionais de serem uns monstros sem sentimentos e consideração pelos seus sentimentos.
Pois bem, uma pequena novidade:
“só se deixa usar quem quer”

e Vós caros leitores? tÊm muitos amigos ocasionais? reagem bem ou mal a isso? (conheço quem até fique feliz por ser... usado assim xD)
[a ouvir: Don't Stop The Music - Jamie Cullum] ----- > nem que eu me esfalfe todo eu vou ver o Jamie! Allgarve FTW
[Humor: muito muito cansado
]

quinta-feira, agosto 05, 2010

Ricardo o Rapaz da reposição explica... III

  • é impressão minha ou no meu tempo não havia nada destas paneleirices todas de variedades de leite a dar co pau? quer dizer, leite sem lactose okay, entende-se porque há pessoas intolerantes á lactose... mas depois vêem aquelas variedades todas que são uma óptima maneira de enganar o consumidor e que ainda não percebi qual é a diferença. ele há o "enriquecido com cálcio", o "leite com vitamina D", o "leite com ómega três", o leite com ferro e os leites especiais de crescimento. mas se derramamos um pacote de um destes leites finíssimos que custam balúrdios para o chão, é exactamente a mesma merda que o leite de marca branca sem adições de nada. suspeito que as vacas de onde sai o leite até são as mesmas.
  • Descobri que nos outros corredores não falo com as garrafas, mas faço coisas interessantes quando me dá o tédio. no outro dia fiquei no corredor das bolachas e já estava quase a sair... e a fazer dois pacotes de oreos de halteres a fingir xD. isto sem contar com os meus ataques de riso espontâneos.
  • Aqui no Algarve é uma panóplia de pessoas todos os verões... cheguei há uns dias á conclusão de que podemos separar os tipos de turista pelos conteúdos do carrinho de compras três exemplos:
  1. As tiazitas ou dondocas levam no carrinho leite matinal - Só bebem leite matinal, só mesmo. há um corredor com milhões de marcas de leite, mas se não houver leite matinal não se leva leite - produtos light no carrinho;- mesmo que aquilo não seja nada light - e cremes, ou bronzeadores. não compram legumes (córror isso é aqui pros pobrezinhos, não é pras dondocas de férias)
  2. Os labregos levam cerveja batatas fritas e possivelmente carvão para uma bela churrascada
  3. Os putos que têm a sorte de virem de férias sem pais atrás levam... well tudo e mais algua coisa que tenha álcool na sua composição.
  • As pessoas são muito solidárias nos supermercados. como sabem (ou não) sou um desastre ambulante. a única vez que carreguei uma caixa de tampões tropecei na bainha das calças e foi vê-los a voar em meu redor em camara lenta, e as pessoas ajudaram? naaah, vamos ver o gajo da reposição apanhar OB's é um passatempo legitimo, logo ao lado de tirar compulsivamente macacos das mucosas.
  • Vamos fazer um raciocínio lógico. quando vamos á Inglaterra falamos inglês. quando vamos á França falamos francês. mas os cabrões dos francius e dos bifes recusam-se a falar português -.- a sorte é que eu me desenrasco com o francês e não há problemas com o inglês...
E pronto, vou-me deitar (não tarda nada faço anos e não tenho idades pra estas andanças xD), espero que gostem de saber mais maravilhas sobre o mundo supermercadónico dos Algarves.

[a ouvir: Pure Pressure - Lullabye]
[Humor: calorento
]

terça-feira, agosto 03, 2010

frontalidades?

“Eu digo tudo o que penso sempre”
“Eu sou muito frontal”
“Ai eu nunca falo mal de ninguém pelas costas, digo tudo na cara”
Há montes e montes de pessoas que apregoam isso aos sete ventos, talvez para se afirmarem como pessoas muito verdadeiras, como pessoas confiáveis, como pessoas espontâneas…
mas não funciona bem assim…
Acho um piadão descomunal ao pormenor de que 80% das pessoas que dizem isto não percebem que as linhas que separam o “frontal” ou “directo” do “completamente idiota” ou do “desnecessariamente cruel” são demasiado ténues para serem vistas a microscópio.

Analisemos cada uma das três opções:

  • Dizer tudo o que me vem á cabeça nem parece uma coisa de todo saudável… really.
Exemplifiquemos, o nosso fluxo de ideias é água numa cafeteira. As idiotices que nos passam pela cabeça são borras de café. O café na cafeteira é o que nós dizemos, e as chávenas são as pessoas com quem falamos.
Dizer tudo o que nos ocorre é o mesmo que servir um café cheio de borras.
E eu não sou grande fã de borras…
Quer dizer agora neste preciso momento pensei que era agradável estar numa piscina cheia de m&m’s… esta informação serve-vos de alguma coisa?
I didn’t think so.
  • Pois tá bem… eu também sou muito frontal, e não tenho rodeios. E tambem gosto muito de ser mauzinho ás vezes… de dizer aquela coisa que lixa mesmo A,B ou C.
É uma espécie de verdade universal, Meter o dedo na ferida é uma espécie de prazer que acho que só os seres humanos têm o privilégio de sentir, mas que [(in)felizmente] muitos têm vergonha de admitir.
Podemos ser frontais e dizer as coisas sem ser cruéis com as pessoas (sim eu sei que há muita gente efectivamente frontal mas não é desses que tou a falar).
Mas tal como eu, vocês, caros leitores devem estar azuis de saber que isso não tem nem metade da piada que… ser moderadamente cruel
Para aquelas pessoas pudicazinhas que agora estão completamente chocadas a ler isto e a pensar “Ai Jesus amado do céu, que pessoa sem consciência” eu explico uma coisa (antes de berrar “BITE ME” e dar um açoite no nalguedo) :
Acho que a consciência é uma coisa que tem uma espécie de horário de funcionamento específico, que varia de pessoa para pessoa. A minha funciona 24/7 mas tira pausas quando me apetece. Consciência a mais queima neurónios táh?

Querem um exemplo?
Okay isto aconteceu mesmo.
Aqui há uns anos fui sair com uns amigos e encontrei uma amiga com a qual estava meio chateado - Vamos já aqui esclarecer que uma das minhas maiores pancadas é lenços e cachecóis (já tenho mais de trinta, e só não compro mais porque ando completa e totalmente liso) – e essa amiga tinha um cachecol horrível. Se eu quisesse ser frontal dizia “não gosto nada do teu cachecol” mas eu quis mesmo ser desagradábel e disse “AAAAH a minha avó tem um tapete com esse padrão medonho ^^” (e só por acaso tinha mesmo). E começamo-nos os dois a rir imenso mal eu disse aquilo – logo depois de ela me chamar cabrão se eu não estou em erro – porque já nos conhecíamos há muito muito tempo… but thats not the point.
Isto tudo para explicar que algumas dessas pessoas pensam que sendo tomadas por pessoas… directas e frontais, deixa de ser perceptível quando querem dizer alguma coisa desagradável porque sim. É quase Uma espécie de… “eu digo que sou frontal porque assim posso dizer coisas más sem ser levado a mal” do que outra coisa.
Conselho de amigo (ou não): isso não cola, se quiserem ser maus, sejam. Toda a gente é quando quer.
  • Quanto á última frase… Eh pah… LOL devem estar a gozar comigo. Seriously.
Toda a gente fala mal de toda a gente pelas costas. É um bocadinho… sistemático. Como a minha “idola” kathy griffin disse uma vez (e eu morri a rir nesse espectáculo dela). É uma espécie de código social.
E nem vale a pena virem pra cima de mim com puritanismos. Toda a gente faz (não falemos de percentagens que não me quero já sentir mal tá bem?)

…


Por isso da próxima vez que se quiserem afirmar como pessoas muito dignas e honestas… eh pah, digam outras frases que não estes clichezões.
A sério.
(Já tinha saudades de ter um destes ataques de veneno só porque sim xD. Ricardo is back.)
Conhecem pessoas que tenham a necessidade de afirmar a sua frontalidade assim? Gostam de ter os vossos ataques de crueldade ou serei só eu? *beicinho* comentem que a comment box não morde (se não comentam, a catraia da foto sai debaixo da cama e arreia-vos).

[a ouvir: You've changed-Sia] --------> adoro a SIA. tenho que fazer um review dos álbuns dela
[Humor: Venenoso
]
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