Para quem não segue o facebook do blog, estou há 3/4 dias sem computador.
Como não gosto muito de escrever textos longos via tablet, tenho-me remetido ao desgraçado silêncio cibernético. O que para um tagarela crónico é, pardon my french um tédio de morte.
Quando eu era pequenino, perguntavam-me "e quando fores grande, que queres ser?".
E eu dizia " quero ser rico". Aparentemente ser rico não era resposta.
Acabei por me decidir por ser veterinário. Afinal, gostando eu dos bichinhos, pareceu-me a escolha lógica.... mas a lógica foi-se às urtigas quando vi o parto de uma vaca, do alto dos meus sete anos. Mais depressa congelaria o inverno , do que eu metia a mão nas intimidades da vaquiha mímosa.
Descartada essa possibilidade, quis ser as coisas mais mirabolantes, desde ladrão de bancos a psicoterapeuta - em minha defesa, eu lia coisas muito diversificadas.- mas obviamente, também passaram todas.
E cheguei aos 14, para escolher que área queria seguir dali em diante . "O que queres ser quando fores grande?"
Como se com 14 anos, tivesse espaço no cérebro que não fosse movido a hormonas, vaginas, pénis, coito, e todas aquelas palavras que nos faziam rir e corar com 14 anos.
Lá escolhi duma listinha, porque obviamente o nosso futuro tem que estar algures numa lista pré definida, ou não fará sentido.
Mais 4 anos e là vinha a bendita pergunta: "o que queres ser quando fores grande?".
Ora fouda-se, não se cansam de perguntar isso?
Tenho 18 anos, quero-me embebedar na areia e fazer mais sexo que um casal de coelhos em noite de lua cheia - 5 anos Depois acho que a ideia ainda é bastante apelativa. - mas tenho que escolher. Senão o mundo acaba, porque o meu eu adolescente não sabia para onde se virar, sei lá.
E queria ser jornalista.
E fui para engenheiro, escolha que se provou maior desastre do que a irmã do Ronaldo a escolher roupa.
Caguei-me naquilo ano e meio Depois, segui a minha vidinha e entretanto acho que fiquei "grande" (pelo menos cronológicamente).
E diz-se que as pessoas que não sabem o que querem da vida, são as mais interessantes.
Por isso devo assumir que mais interessante que eu não há.
Porque eu queria era ser rico, mas pelos vistos rico não dá, e "feliz" é resposta de miss.
quarta-feira, novembro 28, 2012
quinta-feira, novembro 22, 2012
E viveram felizes para sempre... ou sei lá, durante mês e meio
Conheci em tempos uma rapariga, chamemos-lhe E.
A E era daquelas pessoas,aposto que conhecem o tipo. Aquelas que têm que mostrar constantemente que são felizes contentes e realizadas,e que fazem tudo incrivelmente bem.
Basicamente, aquelas pessoas a quem uma pessoa tem vontade de espancar com um saco cheio de tijolos, ou assim.
Conheci a E acabada de começar a namorar - há coisa de um mês mais ou menos - com um rapaz, o W.
E ela e o W eram almas gémeas - obviamente.
O W era o homem perfeito, lindo, maravilhoso que a entendia, que lhe dava presentes e orgasmos - havia alguma dúvida? - e a quem ela confiava tudo.
Eram 3546541654165164651 fotos no facebook de todos os ângulos que uma máquina fotográfica consegue captar quando segurada sobre a cabeça.
Era o passeio de barco com o W, era o presente que o W lhe deu, era a discussão que tiveram antes de acabarem a fazer as pazes nus ao pé da lareira.
Todos aqueles pormenores íntimos que qualquer pessoa quer saber estampados - aparentemente - na blogosfera portuguesa, e recheado dos comentários semi invejosos de algumas leitoras encalhadas que queriam um igual.
O própio W tinha uma conta no blogger exclusivamente para lhe comentar o blog e causar a muito boa gente vómitos e azia durante semanas.
Aquele mel todo incomodava-me.
Peço desculpa mas não acredito numa fase de lua de mel que dure mais de 4 meses.
É simplesmente contra natura.
Não sei porquê, há sempre a conversa das invejas e dores de cotovelo. Não percebo essa lógica porque não gosto de couve de Bruxelas cozida e nem por isso tenho inveja dela.
Como toda a bela história de amor, veio o contratempo.
A E foi passar uns tempos para a Inglaterra, acho que foi trabalhar ou assim, e andava desolada, porque já estavam juntos há coisa de um ano e tal.
E foram as despedidas e os abraços e toda a descrição melosa de como ia sentir saudades e reu peu peu pardais ao ninho.
Uma semana depois de estar lá enrolou-se com um inglês qualquer e o W passou à história.
Admito que até me ri um bocadinho quando aconteceu isto... okay, pronto, ri imenso, shame on me.
Eh pah, eu não sou uma pessoa particularmente romântica, mas não consigo deixar de achar que há qualquer coisa de errado nestes romances instantâneos, que se fazem à base de uns beijos na boca e de umas quecas regulares e passado um mês são considerados amor vitalício.
Parece que estamos num qualquer filme da disney em que a princesa e o principe se conhecem, e passada uma hora e meia se casam e vão viver para o palácio sem saberem mais nada um do outro para além do primeiro nome.
Casam-se e 4 meses depois já se separaram, por divergências inconciliáveis, porque a fada madrinha em vez de oferecer um cérebro capaz de avaliar relacionamentos oferece um vestido que muda de cor.
E vocês, o que acham do assunto?
Já conheceram alguma E?
Vá, toca acomentar ler subscrever e essas coisas todas!
A E era daquelas pessoas,aposto que conhecem o tipo. Aquelas que têm que mostrar constantemente que são felizes contentes e realizadas,e que fazem tudo incrivelmente bem.
Basicamente, aquelas pessoas a quem uma pessoa tem vontade de espancar com um saco cheio de tijolos, ou assim.
Conheci a E acabada de começar a namorar - há coisa de um mês mais ou menos - com um rapaz, o W.
E ela e o W eram almas gémeas - obviamente.
O W era o homem perfeito, lindo, maravilhoso que a entendia, que lhe dava presentes e orgasmos - havia alguma dúvida? - e a quem ela confiava tudo.
Eram 3546541654165164651 fotos no facebook de todos os ângulos que uma máquina fotográfica consegue captar quando segurada sobre a cabeça.
Era o passeio de barco com o W, era o presente que o W lhe deu, era a discussão que tiveram antes de acabarem a fazer as pazes nus ao pé da lareira.
Todos aqueles pormenores íntimos que qualquer pessoa quer saber estampados - aparentemente - na blogosfera portuguesa, e recheado dos comentários semi invejosos de algumas leitoras encalhadas que queriam um igual.
O própio W tinha uma conta no blogger exclusivamente para lhe comentar o blog e causar a muito boa gente vómitos e azia durante semanas.
Aquele mel todo incomodava-me.
Peço desculpa mas não acredito numa fase de lua de mel que dure mais de 4 meses.
É simplesmente contra natura.
Não sei porquê, há sempre a conversa das invejas e dores de cotovelo. Não percebo essa lógica porque não gosto de couve de Bruxelas cozida e nem por isso tenho inveja dela.
Como toda a bela história de amor, veio o contratempo.
A E foi passar uns tempos para a Inglaterra, acho que foi trabalhar ou assim, e andava desolada, porque já estavam juntos há coisa de um ano e tal.
E foram as despedidas e os abraços e toda a descrição melosa de como ia sentir saudades e reu peu peu pardais ao ninho.
Uma semana depois de estar lá enrolou-se com um inglês qualquer e o W passou à história.
Admito que até me ri um bocadinho quando aconteceu isto... okay, pronto, ri imenso, shame on me.
Eh pah, eu não sou uma pessoa particularmente romântica, mas não consigo deixar de achar que há qualquer coisa de errado nestes romances instantâneos, que se fazem à base de uns beijos na boca e de umas quecas regulares e passado um mês são considerados amor vitalício.
Parece que estamos num qualquer filme da disney em que a princesa e o principe se conhecem, e passada uma hora e meia se casam e vão viver para o palácio sem saberem mais nada um do outro para além do primeiro nome.
Casam-se e 4 meses depois já se separaram, por divergências inconciliáveis, porque a fada madrinha em vez de oferecer um cérebro capaz de avaliar relacionamentos oferece um vestido que muda de cor.
E vocês, o que acham do assunto?
Já conheceram alguma E?
Vá, toca acomentar ler subscrever e essas coisas todas!
terça-feira, novembro 20, 2012
Delta o Quê?
Antes de mais nada:
Feliz Dia Nacional do Pijama!
Vamos celebrar efusivamente este dia tão importante para o país, ficando todos em casa de pijama a enfardar bolachas, nutella e café com leite e a ver os programas da tarde?
Não?
E ir trabalhar por mim?
Também não?
Porra, nunca querem fazer nada vocês!
_____________________________________________________________
Passando à frente.
Juntei-me - por arrasto - esta semana à crescente parcela da população que tem uma máquina de café toda pipi.
A minha mãe pelo contrário, pobre criatura caféinómaniaca, sonhava com uma há imenso tempo, já desde que o amigo George Clooney se lembrou de vir para Portugal fazer publicidade à famigerada Nespresso e se seguiram todas as primas tias e afilhadas da dita cuja.
Esta semana no Alentejo, pelo meio de muitos suspiros, flirts e fungadelas, lá trouxe a minha mãe debaixo do braço uma Delta Q (igual à da foto), que já ocupa espaço de destaque na cozinha, onde é alvo de adoração incondicional.
Continuo sem perceber todo este fascínio que agora aí anda com as máquinas de café ,que em vez de café em pó leva cápsulas (oh, as cápsulas).
Se calhar porque não gosto de café, ou se calhar porque quando olho para as máquinas de café, me parecem todas fritadeiras de última geração sei lá.
Acho que parte de todo o allure está na publicidade.
Quer dizer, tantas publicidades uma pessoa vê meses a fio de máquinas em salas impecavelmente decoradas, com manequins jeitosas - ou com o George Clooney( Se calhar deviam contratar outra pessoa mais jeitosa do que o Bruno Nogueira para promover o café da Delta, já agora) - a carregarem no botão, tirando um expresso digno de um "hmmmmmmmm" orgásmico, enquanto passam a imagem do café cheio de espuma numa chávena toda XPTO - que já agora não vem dentro da caixa da máquina e custa 30 euros cada 4 chávenas - que eventualmente, mesmo não bebendo café, uma pessoa fica a morrer de curiosidade de tirar um café na bendita máquina.
E se querem que vos diga, a publicidade é uma grande aldrabice.
Fui comprar as cápsulas - o grande argumento de que "sai mais barato que ir a um café e nhenhenhenhenhe - ao supermercado, meti a água, liguei à corrente e esperei que a luz ficasse verde.
Nervosamente carreguei no botãozinho, à espera de uma experiência que mudasse a minha interpretação da vida ....
E saiu café!
Em vez de uma música de fundo sensualona, houve um BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e a chávena encheu-se de café.
Não houve câmara lenta.
Não houve espuma de 3 centímetros, nem aquele pingo final em que o café salta para o lado e nos promete que o dia vai ser uma maravilha.
Fez exatamente o mesmo que uma cafeteira do Lidl que tive cá em casa há uns 6 anos.
Segundo a minha mãe disse, com um brilho nos olhos que me faz ter medo de qualquer dia ser vendido para o mercado sexual para ela comprar cápsulas, o café é muito bom, mas fiquei com a sensação de que sei como se sente uma virgem que vai para a cama com um senhor com ejaculação precoce.
My heart is broken, alcachofras.
Feliz Dia Nacional do Pijama!
Vamos celebrar efusivamente este dia tão importante para o país, ficando todos em casa de pijama a enfardar bolachas, nutella e café com leite e a ver os programas da tarde?
Não?
Também não?
Porra, nunca querem fazer nada vocês!
_____________________________________________________________
Passando à frente.
Juntei-me - por arrasto - esta semana à crescente parcela da população que tem uma máquina de café toda pipi.
A minha mãe pelo contrário, pobre criatura caféinómaniaca, sonhava com uma há imenso tempo, já desde que o amigo George Clooney se lembrou de vir para Portugal fazer publicidade à famigerada Nespresso e se seguiram todas as primas tias e afilhadas da dita cuja.
Esta semana no Alentejo, pelo meio de muitos suspiros, flirts e fungadelas, lá trouxe a minha mãe debaixo do braço uma Delta Q (igual à da foto), que já ocupa espaço de destaque na cozinha, onde é alvo de adoração incondicional.
Continuo sem perceber todo este fascínio que agora aí anda com as máquinas de café ,que em vez de café em pó leva cápsulas (oh, as cápsulas).
Se calhar porque não gosto de café, ou se calhar porque quando olho para as máquinas de café, me parecem todas fritadeiras de última geração sei lá.
Acho que parte de todo o allure está na publicidade.
Quer dizer, tantas publicidades uma pessoa vê meses a fio de máquinas em salas impecavelmente decoradas, com manequins jeitosas - ou com o George Clooney( Se calhar deviam contratar outra pessoa mais jeitosa do que o Bruno Nogueira para promover o café da Delta, já agora) - a carregarem no botão, tirando um expresso digno de um "hmmmmmmmm" orgásmico, enquanto passam a imagem do café cheio de espuma numa chávena toda XPTO - que já agora não vem dentro da caixa da máquina e custa 30 euros cada 4 chávenas - que eventualmente, mesmo não bebendo café, uma pessoa fica a morrer de curiosidade de tirar um café na bendita máquina.
E se querem que vos diga, a publicidade é uma grande aldrabice.
Fui comprar as cápsulas - o grande argumento de que "sai mais barato que ir a um café e nhenhenhenhenhe - ao supermercado, meti a água, liguei à corrente e esperei que a luz ficasse verde.
Nervosamente carreguei no botãozinho, à espera de uma experiência que mudasse a minha interpretação da vida ....
E saiu café!
Em vez de uma música de fundo sensualona, houve um BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ, e a chávena encheu-se de café.
Não houve câmara lenta.
Não houve espuma de 3 centímetros, nem aquele pingo final em que o café salta para o lado e nos promete que o dia vai ser uma maravilha.
Fez exatamente o mesmo que uma cafeteira do Lidl que tive cá em casa há uns 6 anos.
Segundo a minha mãe disse, com um brilho nos olhos que me faz ter medo de qualquer dia ser vendido para o mercado sexual para ela comprar cápsulas, o café é muito bom, mas fiquei com a sensação de que sei como se sente uma virgem que vai para a cama com um senhor com ejaculação precoce.
My heart is broken, alcachofras.
quinta-feira, novembro 15, 2012
O que é que se passa com a música hoje em dia?
Não bastando esta música ter ganho o MTV EMA de melhor música do ano:
Não bastando estes serem melhor artista masculino e feminino, respetivamente:
(I can't even...)
(A sério Taylor Swift, só sabes escrever músicas sobre os gajos que: te deram com os pés/foram teus namorados e foram uns merdas/não são teus namorados, mas tu ias lá porque aparentemente estàs desesperadíssima para desencalhar even though you're kinda cute?)
Não bastando levar com isto MESES a fio pelo facebook
(desafio-vos a dizerem-me o que percebem da música)
Não bastando dizerem-me que esta banda é de rock
Não bastando estes meninos terem esgotado o pavilhão atlântico em 7 horas
A Querida Lana Del Rey vai lançar um single em que diz que a sua patareca sabe a pepsi cola:
Por isso pergunto outra vez:
O que é que se passa com a música de hoje em dia?
Estou eu a ficar velho ou está toda a gente com cera nos ouvidos?
Vá, só para limpar um bocado os ouvidos.
E vocês?
O que acham da música que faz sucesso atualmente?
Vá, comentem, subscrevam, yada yada yada.
PS: eu não tenho vindo cá porque coiso.
A ver se agora tenho mais tempo minhas alcachofras!
Não bastando estes serem melhor artista masculino e feminino, respetivamente:
(I can't even...)
(A sério Taylor Swift, só sabes escrever músicas sobre os gajos que: te deram com os pés/foram teus namorados e foram uns merdas/não são teus namorados, mas tu ias lá porque aparentemente estàs desesperadíssima para desencalhar even though you're kinda cute?)
Não bastando levar com isto MESES a fio pelo facebook
(desafio-vos a dizerem-me o que percebem da música)
Não bastando dizerem-me que esta banda é de rock
Não bastando estes meninos terem esgotado o pavilhão atlântico em 7 horas
A Querida Lana Del Rey vai lançar um single em que diz que a sua patareca sabe a pepsi cola:
Por isso pergunto outra vez:
O que é que se passa com a música de hoje em dia?
Estou eu a ficar velho ou está toda a gente com cera nos ouvidos?
Vá, só para limpar um bocado os ouvidos.
E vocês?
O que acham da música que faz sucesso atualmente?
Vá, comentem, subscrevam, yada yada yada.
PS: eu não tenho vindo cá porque coiso.
A ver se agora tenho mais tempo minhas alcachofras!
quarta-feira, outubro 31, 2012
Momentos Uáte da Faque VIII
E a crise continua lá fora... mas só a monetária, porque em matéria de notícias assustadoramente idiotas, a crise nunca chega.
Para quem não tem vivido debaixo de um pedregulho nos últimos 5 dias, o Furacão Sandy atingiu esta semana os Estados Unidos, passando por New york, e New Jersey, sem destino certo para o seu rasto de destruição.
E pelo meio de notícias trágicas de pessoas mortas e casas destruídas e todas aquelas coisas muito típicas de uma catástrofe, heis que saída dos escombros,vemos a bela atriz brasileira, Nana Gouvêa:
Não, isto deve ser photoshop... Claro, é photoshop!
Bem, depois de ver mais meia dúzia de fotos do gênero em que a querida posa em cima de carros escangalhados, àrvores caídas e estradas cheias de entulho, assimilo que é verdade.
Imagino que devam dar uma bela fotografia de facebook.
Mas a cereja em cima do bolo vem com a profunda entrevista que Nana Dá:
No, really?
...Oh... acho que acabei de perceber para quê o vinho!
A parte mais tocante de toda esta entrevista é que nem uma vez a moça falou dos 30 mortos, ou lá da destruição que andou a fotografar com o marido.
Ou o homem é muito bom de cama, ou o furacão varreu lhe o juízo.
Ou os dois, sei lá.
Para quem não tem vivido debaixo de um pedregulho nos últimos 5 dias, o Furacão Sandy atingiu esta semana os Estados Unidos, passando por New york, e New Jersey, sem destino certo para o seu rasto de destruição.
E pelo meio de notícias trágicas de pessoas mortas e casas destruídas e todas aquelas coisas muito típicas de uma catástrofe, heis que saída dos escombros,vemos a bela atriz brasileira, Nana Gouvêa:
Não, isto deve ser photoshop... Claro, é photoshop!
Bem, depois de ver mais meia dúzia de fotos do gênero em que a querida posa em cima de carros escangalhados, àrvores caídas e estradas cheias de entulho, assimilo que é verdade.
Imagino que devam dar uma bela fotografia de facebook.
Mas a cereja em cima do bolo vem com a profunda entrevista que Nana Dá:
Mesmo presa dentro do apartamento com o marido, Nana disse que não sente tédio. Pelo contrário, tem aproveitado os momentos a sós com ele para namorar muito... Sim, num furacão, uma pessoa sente imenso tédio trancada em casa. Não haja dúvida.
"O furacão nos aproximou muito mais do que se fosse uma viagem comum com tempo normal e tenho que confessar que adoro hurricanes (furacões)!Vá, vamos lá dizer que somos poliglotas Nana. Qual a melhor maneira? dizer a palavra furacão e depois dizer hurricanes. só para mostrar que além de linda - E por acaso a moça é mesmo muito jeitosa - e diva, Nana fala inglês.
Nunca temos esse tempo todo pra ficar juntinhos e temos realmente passado a maior parte do tempo na cama! Só saí de casa para ir à academia e hoje, quarta, 30, só deixei o apartamento para fazer essas fotos.Ou seja, só saiu de casa para tirar as fotos e para ir ao ginásio... propósitos dignos para se ignorar a advertência da proteção civil lá da zona, não haja dúvida.
Esse é o segundo furacão presenciado por Nana (...) "O primeiro foi o Irene, justamente quando eu Carlos estávamos começando a nossa relação e era a minha primeira viagem a Nova York para ficar com ele durante uma semana aqui. Passamos a nossa primeira semana juntos trancados no apartamento dele, assistindo filmes, eu cozinhando e, claro, foi uma delícia de lua de mel".Eu quero comentar, juro que quero, mas o que é que posso dizer?
No, really?
Eu amo passar por hurricanes com meu amor! É muito romântico e hoje vou abrir uma garrafa de vinho", disse Nana ao EGO.Bem, se calhar sou eu que já estou desatualizado nestas coisas de romance... mas fouda-se, um furacão que mata pessoas e destrói cidades consegue ser uma lua de mel deliciosa? Só eu é que estaria cagado de medo a pensar que as janelas não iam rebentar, se o telhado não ia saltar, e se não vinha um tsunami de 8 metros costa fora?
...Oh... acho que acabei de perceber para quê o vinho!
A parte mais tocante de toda esta entrevista é que nem uma vez a moça falou dos 30 mortos, ou lá da destruição que andou a fotografar com o marido.
Ou o homem é muito bom de cama, ou o furacão varreu lhe o juízo.
Ou os dois, sei lá.
sábado, outubro 27, 2012
E o blog faz hoje 3 anos
Olhando para trás acho piada à noção que tinha de ter um blog.
Quando aqui entrei, um completo outsider, que escrevia... bem, maioritariamente escrevia para mim, ninguém me lia, porque obviamente ninguém me conhecia.
E tinha a ideia inocente de que conseguiria facilmente escrever um post por dia.
Por essas contas, tendo já 1095 dias de existência, este deveria ser o 1095º post.Talvez lá tivesse chegado, há sempre os looks do dia, e os derivados, mas sabem que não é disso que estou a falar.
Quem diz que ter um blog é fácil, nunca teve um blog.
Não é complicado - pelo menos para mim - ter assunto.
Não é complicado expressar-me.
Não é complicado lidar com opiniões contrárias - eu pelo menos adoro um bom debate.
É mais complicado saber do que quero falar, quando quero falar de 5 coisas ao mesmo tempo... e quando a escolha é muito difícil, remeto-me ao silencio (o que é uma espécie de tortura pra mim, trust me.).
Durante estes 3 anos, conheci pessoas muito porreiras, e outras que... vá de retro! Poderia culpar a blogosfera, mas a culpa é das pessoas, que são assim onde quer que vão.
Vi muitos blogs morrerem, porque os donos não tinham o que dizer, ou não queriam dizer mais nada, e pensei sempre "não, o meu não vai pelo mesmo caminho".
E não foi.
Se em parte foi por gostar do que faço, outra grande parte devo-a a vocês, leitores.
A vocês que comentam, aos que me seguem no facebook, e aos que passam por cá todos os dias.
Continuem a ler-me, porque eu, não vou parar de escrever tão cedo.
Como já é da praxe, dei uma repaginada no visual, nada de mais, mas queria deixar aqui um grande obrigado.
Quando aqui entrei, um completo outsider, que escrevia... bem, maioritariamente escrevia para mim, ninguém me lia, porque obviamente ninguém me conhecia.
E tinha a ideia inocente de que conseguiria facilmente escrever um post por dia.
Por essas contas, tendo já 1095 dias de existência, este deveria ser o 1095º post.Talvez lá tivesse chegado, há sempre os looks do dia, e os derivados, mas sabem que não é disso que estou a falar.
Quem diz que ter um blog é fácil, nunca teve um blog.
Não é complicado - pelo menos para mim - ter assunto.
Não é complicado expressar-me.
Não é complicado lidar com opiniões contrárias - eu pelo menos adoro um bom debate.
É mais complicado saber do que quero falar, quando quero falar de 5 coisas ao mesmo tempo... e quando a escolha é muito difícil, remeto-me ao silencio (o que é uma espécie de tortura pra mim, trust me.).
Durante estes 3 anos, conheci pessoas muito porreiras, e outras que... vá de retro! Poderia culpar a blogosfera, mas a culpa é das pessoas, que são assim onde quer que vão.
Vi muitos blogs morrerem, porque os donos não tinham o que dizer, ou não queriam dizer mais nada, e pensei sempre "não, o meu não vai pelo mesmo caminho".
E não foi.
Se em parte foi por gostar do que faço, outra grande parte devo-a a vocês, leitores.
A vocês que comentam, aos que me seguem no facebook, e aos que passam por cá todos os dias.
Continuem a ler-me, porque eu, não vou parar de escrever tão cedo.
Como já é da praxe, dei uma repaginada no visual, nada de mais, mas queria deixar aqui um grande obrigado.
sexta-feira, outubro 26, 2012
007 e a crise da meia idade
The name is bond, James Bond.
Mais que uma personagem de um franchise, James Bond é já um ícone.
Afinal, quem é que nunca viu um dos muitos filmes da interminável odisseia do mais famoso agente do MI6?
Estreou esta semana – mais precisamente hoje – o novo filme da saga de 007, (007 – Skyfall), o agente secreto que salva o mundo e parte corações por onde quer que passe, e, juntamente com a vontade de ir ao cinema vê-lo, veio-me a vontade para um post.
Calhou à Adele dar música ao 007 desta vez.
Afinal, desde 1962 – 50 anos, é obra! –, este agente secreto traz às salas blockbusters de ação, sedução e aventura que colam à tela miúdos e graúdos.
Eu sei que muitos vêm a personagem como um herói.
Um sedutor nato.
Um bom vivant.
Mas mais que isso tudo, para mim, James Bond é a personificação da crise de meia-idade.
007, já não é um “puto”.
Os seus tenros 20 anos há muito se foram, e provavelmente não interessariam a ninguém.
É mais sabido, gingão, recém-entrado nos 40, afinal é aí que a vida começa.
Por ter 40, não é – obviamente – “demasiado velho” para uma carreira na espionagem internacional de alto risco. Pff!
Comprovamos isso mesmo vendo-o nas suas missões mais que impossíveis.
Todas muito “de alto risco”, cheias de vilões com próteses douradas – nunca percebi muito bem porquê o dourado, enfim – , maquinaria infernal e planos diabólicos para dominar o mundo (ou um país algures na Antártica, qualquer coisa do género).
Juntemos uma bomba com temporizador, e temos a festa armada.
...quer dizer, não seria uma grande festa se não déssemos ao 007 os carrões (eternos propulsionadores do ego masculino) e os gadgets (vulgas engenhocas).
Não satisfeito, James Bond ainda é promovido a semideus sexual da testosterona e ganha as Bond Girls numa bandeja.
Uma, duas ou três de uma vez (por filme) é ver toda uma panóplia de femme fatales a desfilar no ecrã.
E o James Bond dà conta delas todas.
Não há aquele cenário altamente provável de uma franganita de 20 e poucos anos não querer nada com um quarentão. Oh no,É tensão sexual, do início ao fim.
De um confronto semi-violento – Hey, O James Bond é um cavalheiro, não bate em mulheres, mesmo que sejam assassinas psicóticas – de pistola na mão passavam umas atrás das outras para um quarto em meia-luz, um negligé semi transparente e um outro tipo de confronto, provavelmente mais violento – if you know what I mean.
Claro, no fim James Bond vai parar a Bomba, matar o vilão e comer a bond Girl, tudo isto ao som de explosões tiros, e gemidos.
E quando for muito velho para o trabalho, aparece outro James Bond, no questions asked.
E na plateia, aposto que muitos suspiros se ouvem, não do mulherio fascinado com o sex appeal do protagonista, mas de muitos senhores que dariam um braço ou uma perninha para poderem dizer:
The name is Bond, James Bond.
Digam lá de vossa Justiça:
Vá, comentem, leiam, subscrevam, e dêm gosto na página se gostaram do post, yada yada yada! Bom fim de semana!
Mais que uma personagem de um franchise, James Bond é já um ícone.
Afinal, quem é que nunca viu um dos muitos filmes da interminável odisseia do mais famoso agente do MI6?
Estreou esta semana – mais precisamente hoje – o novo filme da saga de 007, (007 – Skyfall), o agente secreto que salva o mundo e parte corações por onde quer que passe, e, juntamente com a vontade de ir ao cinema vê-lo, veio-me a vontade para um post.
Calhou à Adele dar música ao 007 desta vez.
Afinal, desde 1962 – 50 anos, é obra! –, este agente secreto traz às salas blockbusters de ação, sedução e aventura que colam à tela miúdos e graúdos.
Eu sei que muitos vêm a personagem como um herói.
Um sedutor nato.
Um bom vivant.
Mas mais que isso tudo, para mim, James Bond é a personificação da crise de meia-idade.
007, já não é um “puto”.
Os seus tenros 20 anos há muito se foram, e provavelmente não interessariam a ninguém.
É mais sabido, gingão, recém-entrado nos 40, afinal é aí que a vida começa.
Por ter 40, não é – obviamente – “demasiado velho” para uma carreira na espionagem internacional de alto risco. Pff!
Comprovamos isso mesmo vendo-o nas suas missões mais que impossíveis.
Todas muito “de alto risco”, cheias de vilões com próteses douradas – nunca percebi muito bem porquê o dourado, enfim – , maquinaria infernal e planos diabólicos para dominar o mundo (ou um país algures na Antártica, qualquer coisa do género).
Juntemos uma bomba com temporizador, e temos a festa armada.
...quer dizer, não seria uma grande festa se não déssemos ao 007 os carrões (eternos propulsionadores do ego masculino) e os gadgets (vulgas engenhocas).
Não satisfeito, James Bond ainda é promovido a semideus sexual da testosterona e ganha as Bond Girls numa bandeja.
Uma, duas ou três de uma vez (por filme) é ver toda uma panóplia de femme fatales a desfilar no ecrã.
E o James Bond dà conta delas todas.
Não há aquele cenário altamente provável de uma franganita de 20 e poucos anos não querer nada com um quarentão. Oh no,É tensão sexual, do início ao fim.
De um confronto semi-violento – Hey, O James Bond é um cavalheiro, não bate em mulheres, mesmo que sejam assassinas psicóticas – de pistola na mão passavam umas atrás das outras para um quarto em meia-luz, um negligé semi transparente e um outro tipo de confronto, provavelmente mais violento – if you know what I mean.
Claro, no fim James Bond vai parar a Bomba, matar o vilão e comer a bond Girl, tudo isto ao som de explosões tiros, e gemidos.
E quando for muito velho para o trabalho, aparece outro James Bond, no questions asked.
E na plateia, aposto que muitos suspiros se ouvem, não do mulherio fascinado com o sex appeal do protagonista, mas de muitos senhores que dariam um braço ou uma perninha para poderem dizer:
The name is Bond, James Bond.
Digam lá de vossa Justiça:
Concordam? Discordam?
Vão ver o novo filme?
Vão ver o novo filme?
Viram algum filme da saga?
Gostam?
Gostam?
Qual foi o vosso preferido?
Qual o melhor James Bond até agora, no vosso parecer? (Pierce Bosnan, cá pra mim)
E a melhor theme song?
Eu tinha que ir para esta:
Vá, comentem, leiam, subscrevam, e dêm gosto na página se gostaram do post, yada yada yada! Bom fim de semana!
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