terça-feira, novembro 30, 2010

Vómito de palavras

O vómito de palavras (VP) poderia caracterizar-se como uma espécie de projecção astral muito á frente.
Mas neste caso, em vez de saírem do vosso próprio corpo para… sei lá ir correr o mundo a voar por entre as nuvens, ou ajudar a resolver um triplo homicídio, ou procurar um tesouro enterrado se usar pás… limitam-se a ver-vos a vocês próprios… a dizer exactamente o que não deviam dizer… a quem não deviam dizê-lo. E infelizmente nesta altura as cordas vocais têm vida própria, e só se conseguem calar depois de dizer tudo.
Deixo aqui uma espécie de FAQ (Frequently Asked Questions)
  • Como funciona?:
Não sei se estão familiarizados com o que é um aneurisma.
Em termos de leigo, um aneurisma é uma coisa que se forma no cérebro (acho que é um coágulo ou assim, querem mais detalhes, Google it) e que incha, e depois pode rebentar.
E se rebentar é mau.
Mau tipo “morreste, ahah” mau.
O vómito de palavras é exactamente o mesmo.
Uma minúscula bolha de pensamentos forma-se a dada altura de uma interacção social (uma conversa uma discussão, um debate whatever).
Mas é um pensamento que por algum motivo não deve ser partilhado (ou pelo menos não com o interlocutor actual).
Esse pensamento fica portanto preso naquela pequena bolha.
E os outros assuntos desenvolvem-se.
Por algum motivo no entanto, em caso de vómito de palavras, essa bolha de pensamento vai inchando, e inchando, e inchando.
E quanto mais incha mais difícil nos é afastarmos esse pensamento da cabeça, e das cordas vocais.
E depois, sem qualquer espécie de aviso, a bolha em que aprisionamos esse pensamento rebenta, e quando damos por ela estamos a ter um violento ataque de vómito de palavras, capazes apenas de pensar “Oh Porra, outra vez”.
  • Porquê a miiiiim?
O VP acontece a toda a gente.
Tudo reside num reactor (eh pah trigger é muito melhor, mas é inglês).
Pode ser um segredo vosso. Uma surpresa que estão a morrer por revelar, ou apenas alguma coisa desagradável que por senso comum simplesmente não se diz. O que interessa é que existe sempre um reactor que despoleta o VP. Ninguém é imune a criar um reactor.
Sintomas possíveis antes de um ataque:
  • Como prevenir?
A Maneira mais obvia possível. Mudando de assunto definitivamente. Enquanto o assunto do reactor vier á tona há SEMPRE o risco de um belo ataque de VP. Curiosamente parece que quanto mais se quer evitar um assunto mais ele vem á tona xD.
  • Sintomas pré V.P.
Língua com formigueiro – é um formigueiro mental, que vai intensificando quanto maior é a frequência com que pensam no pensamento “tóxico.
Impaciência a meio da conversa – quando se está prestes a ter um ataque de VP, olha-se imenso para o relógio, tamborilam-se mais os dedos na mesa, olha-se para ambos os lados. É uma espécie de aviso subliminar fisiológico para se mudar de tema de conversa antes que seja tarde demais.
Falta de concentração total na conversa – um mecanismo psicológico de autodefesa. Prestamos menos atenção ao que nos dizem, ficamos mais aéreos, talvez para evitar que o reactor… reaja xD.
  • Sintomas durante o VP
Só há um, a Falta de controlo sobre as cordas vocais – falamos e falamos e falamos. Em modo automático, sem qualquer tipo de intervenção. Panicamos completamente, mas não há nada a fazer.
  • Há Cura?
Bem… não há nenhuma comprovada, mas há pessoas que a dada altura aprendem a racionar os seus momentos de VP. Pode-se prevenir como disse acima, mas uma cura efectiva não há.

Para ajudar à festa, eu – não me faltava mais nada - sofro de vómito de palavras agudo.
E porque é que é agudo?
Porque não tenho nenhum daqueles sintomas descritos acima, e porque me acontece mais vezes e de forma mais intensa que o regular joe.
O que faz estas situações:
Cenário: porta do cinema.
Amiga 1 : Oi
Eu : Oi… quem é aquele idiota com cara de atrasado mental a olhar fixamente praqui?
* Silêncio constrangedor *
Amiga 1 : É o meu namorado
* Silêncio ainda mais constrangedor *
Tornando a minha videca numa constante alegria. notem que na altura eu não conhecia o rapazico (a ideia do cinema era irmos conhecer-lhe o namorado... que por acaso era um otário e já não é namorado dela xD)

E vocês? Sofrem de Vómito de palavras muitas vezes?
Qual foi a situação mais engraçada de VP que vos aconteceu?
Alguma ideia de uma cura?
Comentai!

PS: eu respondo aos comments assim que puder, tenho umas quantas coisas pra fazer em atraso. só tenho a dizer que estou a trabalhar num novo "olhar sobre a blogosfera" fiquem atentos ;)

[A ouvir: That's not my name - The Thing Things]
[Humor: Divertido (e feliz porque hoje tive uma data de visitas á pala da Loira xD)]

segunda-feira, novembro 29, 2010

Abanai o Rabiosque, vendei uns cdzicos...Mai Gode, meti a Ana Malhoa num post.

Comecemos este post com uma lição de história musical.
A indústria da musica foi revolucionada quando , por volta de 1960, nasceram os videoclips.
a partir desse momento foi possível associar imagens às musicas, sob a forma de vídeo.
Nos anos oitenta, com o nascimento da MTV, o seu enaltecer foi evidente, e a importância do videoclip foi reforçada, qualquer musica que interessasse tinha que ter um videoclip que prendesse a retina.
Nos anos 000 (é só para ser bem claro que foi mais a partir de 2000) nasceu graças aos videoclips um novo fenómeno musical.

Antes de começar a explicar qual, deixem me dizer, viva a emancipação da mulher, e viva a liberdade pessoal de cada um. Como liberalista que sou é para o lado que durmo melhor.
Mas não sou cego, e sei perfeitamente que elas existem cada vez em maior quantidade... e falar mal não mata ninguem. pelo contrário xD

Estou a falar das SlutBands.

Nas slutbands o que interessa referir não é propriamente a música.
A música até nem é nada de muito terrivelmente mau em vários casos, até se ouve bem.
E eu tenho umas quantas músicas de slutbands.
O que importa referir é a maneira como elas vendem o peixe (neste caso a música)

Vou tentar explicar isto de maneira resumida:

O Objectivo pretendido: Uma girlsband de raparigas jeitosas que mostrem a imagem de uma mulher sexy e provocativa, mas sempre com classe e com algum estilo.

O resultado obtido: Uma Girlsband de raparigas jeitosas que mostram. Mostram muito. E que se abanam extremamente bem. E que conseguem transformar o “atirei o pau ao gato” num sub produto porno (afinal até tem “pau” na letra… e berros.).

Não acreditam? Vejam o exemplo maravilhoso que eu descobri há uns mesitos:


Estive indeciso entre usar este video para este post ou para outro que comecei também hoje, mas aqui acho que fica melhor.

Muito honestamente, se o vídeo tivesse mais um minuto, acho que acabávamos a ver as meninas nuas, numa luta lésbica numa piscina cheia de gelatina. Ou a espalhar chocolate umas nas outras… ou qualquer coisa do género xD.

  • Os números fazem a força: São sempre entre 3 a 6 gaijas. Nunca menos que isso. Acho que é pelo efeito manada, em que se olharmos para elas todas no conjunto parecem muito giras, mas se formos ver uma a uma, nem são nada de especial. Um bom exemplo disto foram as falecidas (sim porque já romperam) Pusses… ou o seu nome original Pussycat Dolls, que vou usar como principal exemplo por ser deste género a banda que mais segui. Aquilo começaram umas 15, passaram pra 6 depois para 5 e depois lá foram elas. Uma jovena sozinha seminua a cantar, ou duas chega a ser demasiado deprimente para vender (óh pra Ana Malhoa aqui por exemplo - - this is just sad xD ).
  • O patinho feio: A melhor técnica que uma pessoa pode exercer para parecer mais bonita é ter alguém feio ao pé. Nas slutbands isto acontece sempre. Há sempre uma desgraçada que não deve grandes dotes à beleza, e então entra nos vídeos um bocadinho como enaltecimento das camaradas
  • Pouco tecido: Estamos em tempos de crise pah! Para quê gastar o dinheiro em roupa quando podemos gastá-lo em… extensões, unhas falsas da Hello Kitte, Mamas falsas e PURPURIIIINAAAAS (nas slutbands elas são pegas. Não estou a falar de pegas como em vaquinhas. Estou a falar em pegas que têm uma tara qualquer por coisas brilhantes)? Vá agora a sério. A partir do minuto 2 do vídeo acima, eu deixei de prestar atenção à música. Por mais banais que fossem as mocelitas do vídeo. After all, a lingerie ajuda a distrair dos vocais.
  • Muito rebolation: Quanto mais se abanarem nos vídeos melhor. Olhem por exemplo Buttons das pusses. Eu gosto munto do vídeo, e da musica… não sei quando desse muito se deve à dança da cadeira. Mas tem o seu peso.
  • Sentimentalismo QB: é assim que nascem as baladinhas pop mais lamechas. As slutbands têm que vender para lá dos vídeos badalhocos, e mulher não vai comprar um cd de outras mulheres a dizer que se roçaram aqui e ali e que se sentem sexy. Então pegam, a dada altura da carreira e fazem a bela da baladinha a dizer que os homens são todos uns trastes, e que o namorado lhes pôs os palitos. Ou as musicas a apelar para uma irmandade do mulherio, em que não precisam dos homens pra nada (I don’t need a Man das pusses por exemplo)
  • As Sluts são moçoilas de família: por mais porcalhotas que queiram mostrar-se nos vídeos, nas entrevistas estas mocitas são todas muito recatadas e discretas, muito sensíveis e até tímidas. Nunca me encaixou bem essa ideia mas pronto, elas lá sabem
No fim acontece sempre sempre sempre o mesmo.
A Slutband vai á vida, porque uma das participantes quer ir fazer uma carreira a solo, e caga pró grupo.
Como as outras a vêm ir a solo, fazem o mesmo, e da slutband acabam por sobrar apenas as recordações.
Mas a tristeza não dura muito, porque mal uma slutband desaparece, outra materializa-se no seu lugar, parece o ciclo reprodutório das bactérias ou assim.
Longe vai o tempo das Girlsbands que duravam mais de 3 anos, sem separações ao meio, e que mesmo não tendo grandes vocais, não alçavam a perna para mostrar o grelo e vender mais uns quantos álbuns.
R.I.P spice girls xD.
É pena que se ande a perder cada vez mais a ideia de sexy. ás vezes nem precisam de mostrar nada para serem sexy... mas pronto.
(Uau e tive o post quase todo sem usar a palavra mamas. acho que me traumatizaram com o movimento da loira e da Polo Norte xD)

Nota (só apra previnir possiveis desentendimentos) : Não condeno nenhuma mulher por mostrar o corpo, se se sentirem bem com isso não há nenhum problema, mas faz-me confusão usar o corpo para divulgar o trabalho... faz-me confusão elas objectificarem-se por ser mais fácil vender a musiqueta. e por mais que me digam argumentos, vai sempre fazer-me confusão.


E vocês?
quais são os exemplos que conhecem mais de slutbands?
No mundo artístico qual é o equivalente masculino? Eu acho que são aqueles actores que só arranjam papeis em que estão mais de 80% do tempo sem camisa, só para mostrar o corpitxo, e disfarçar a bronquidão da representação.
Acham que é neste exibicionismo evidente que está o verdadeiro caminho para o reconhecimento (já há muito tempo feito por muitos homens) do valor da mulher?
O que acham do fenómeno?
Acham que estas bandas têm potencial para durarem muito tempo?
depois de velhas o que é que elas mostram (LOL)?
Comentai!

[A ouvir: Bad Day - Daniel Powter]
[Humor: Friorento]

domingo, novembro 28, 2010

O meu olhar sobre a Blogosfera I

Finalmente tenho net.

Eu no outro dia - okay, tecnicamente ontem À noite enquanto não tinha net - pensei :
"A Blogosfera é acima de tudo uma quantidade massiva de interpretações"
A maneira como interpretamos os posts,o autor ou o blog determina a nossa afinidade com o mesmo.
Então resolvi criar uma espécie de (auto) desafio.
Dar-vos a conhecer a "minha" blogosfera.
é minha porque é como eu a vejo, como eu a "leio".
Como gosto muito de desenhar, e não tinha propriamente muito que fazer à uma da manhã pus mãos à obra.
A ideia destes posts (para alem de eu exercitar a minha veia criativa Of course) é vocês tentarem adivinhar quem é que estou a representar através das pistas que forneço. se se aborrecerem de tentar descobrir, vejam o spoiler no fim da página, onde está o Link e o nome do blogger em questão:
Cliquem para aumentar.
Pistas:
  • Well, obviamente é uma bloguista, e é-o desde Dezembro de 2009
  • É do signo Aquário
  • Tem um sobrinho de que fala uma data de vezes no blog dela
  • Tem uns sapatos iguais aos do desenho (pelo menos são da mesma cor I Guess)
E isto de não dar pistas muito óbvias é difícil...Se não chegaram lá por aquelas pistas, tá aqui uma mais óbvia:
  • Gosta de desportos radicais, mas tem uma coisa qualquer por BTT (sorry a Bike não deve ser de BTT, mas pelo menos parece uma bicicleta)

E a bloguista sorteada foi :

Pois é, ali em cima é Vera a Loira, vista por moi. como referências usei duas fotos que ela meteu no blog, uma para fazer a blusa e outra para a cor dos sapatos. Espero que gostes Loira. como és uma "gaija" radical mas que gostas de andar toda pipi achei que a conjugação de bicicleta e equipamento, com brincos e saltos a condizer (a bike condiz cos saltos) era engraçada.
Deviam ir ver o Blog da Loira porque:
  • É divertido,
  • Não é lamechas, nem fala de relacionamentos amorosos melosos sem contar com a bike dela, mas isso é um Aparte
  • Não mete vernizes
  • Ela responde sempre aos comentários
  • E porque eu estou a dizer que deviam ir ver. ponto
Quem acham que devia representar de seguida?
Associaram logo, ou tiveram que ir cuscar a solução?
Comentem, para sugestões ou qualquer outra coisa.

Para serem desenhados(as) por mim, eu tenho que vos ler e ter uma ideia. pode ser alguém da minha lista de blogs, como alguém da minha lista de seguidores, como alguém que nem apareça na lista. se o sorteado não vier aqui comentar regularmente, eu notifico-o do acontecimento e é livre de usar a imagem para o que quiser.
Caso queiram fazer algo do género no vosso blog, como um desafio estão á vontade. não se esqueçam de dizer quem vos desafiou ;P

Bom restinho de Weekend

[A ouvir: Bright and Early - Mezzoforte ]
[Humor: Criativo]

sábado, novembro 27, 2010

Aparentemente a minha internet este fim-de-semana mantêm-se de pé tanto tempo quanto o badalo de um velho de 90 anos sem viagra.

...Ou menos.
Por algum motivo sobrenatural, este fim de semana(tecnicamente é desde sexta feira) fui abençoado com um wireless Idiota que cai a cada 3 minutos.
O que é óptimo, porque estou desde de manhã a tentar ter uma conversa no msn, fazer um post aqui na joça e ler blogs alheios, mas a mensagem que mais leio é “sem ligação”.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH.
Tinha um post mesmo giro para publicar, mas como esta coisa idiota nem me deixa carregar uma imagem sequer, parece que vai ter que esperar até eu ligar para a SAPO com uma ameaça Bombista.
Tenham um bom fim-de-semana, e não se preocupem que respondo aos vossos comments assim que os conseguir ler decentemente (e a uns que tinha lido decentemente mas tinha deixado pró dia seguinte e que deu nisto).
(para terem uma ideia da situação deprimente, este post foi feito no Word, e fiquei à espera que a internet ligasse para colar á pressa e publicar sem sequer editar grandes coisas (devia saber decor a porcaria dos códigos de tamanhos de letra, mas nãããão xD)

[A Ouvir: Run Away From Trouble-Frankmusik ]
[Humor: Hum… Hello? Furioso xD – o panda tirou folga]

sexta-feira, novembro 26, 2010

SSD/Síndrome da Solteirona Desesperada

Antes de começar a desenvolver o assunto, deixo dois pontos para não ferir susceptibilidades alheias:
  1. Uma mulher solteira não é automaticamente uma solteirona
  2. Não conheço o equivalente masculino da solteirona, não digo que não existe mas ainda não vi nenhum exemplar. Se conhecerem estão super á vontade para me iluminar sobre o assunto na caixa de comentários.
Dito isto vamos lá ao que interessa.
A pressão que a sociedade em geral exerce sobre nós para arranjar alguém o mais rapidamente possível é demais para algumas pessoas, que não contentes em serem encalhadas ou solteiras, evoluem para um novo estágio.
A Solteirona.
A Solteirona - ao contrário do usualmente associado - nem sempre é a típica quarentona viciada no trabalho ou feia demais para atrair atenção ou apenas embrenhada noutras coisas que deixou passar a hipótese de constituir família quando podia e agora está sozinha e infeliz.
Oh não, não é.
As solteironas não tem uma idade especifica, e cada vez se formam mais cedo e de forma mais repentina.
E depois…começa tudo com uma pergunta:

(sendo o “you” ou a humanidade no geral, ou em particular um qualquer jovenzinho disponível pelo qual a solteirona está desesperada e que não lhe passou cartão tempo demais... tinha que partilhar o video xD)
E a partir dessa pergunta a Solteirona ergue-se das cinzas da depressão, do chocolate e dos filmes românticos até às duas da manhã.

E não é nada agradável.

O SSD tem 5 fases:
A fase pré-Solteirona, que para motivos de divulgação científica é sempre bom saberem, para prevenir o SSD nas vossas conhecidas, amigas e familiares.
  • A fase “está tudo Ok” – Depois de um longo período “na seca” a jovem ganha um sorriso enjoado permanente…e passa a ter sempre um tom insinuante de que está tudo mal… mas cada vez que perguntamos se se passa algo recebemos um “está tudo ok” ou “está tudo bem”, um claro pedido de ajuda disfarçado. Depois em casa soltam a Emo interior, e desfazem-se em lágrimas e lamúrias.
E depois fazem a tal pergunta, e tornam-se solteironas, e vêm as outras fases.
  • A fase maneater: Como um toxicodependente ressaca por uma dose, a solteirona ressaca por um par de calças (ou um rabo de saias, isto não faz diferença nenhuma) 24/7. E esta frase aplica-se em TODAS as fases do SSD. Tecnicamente a solteirona não chega a “ter sorte”, o que não a impede de tentar… ponham ênfase no tentar. Numa saída á noite, a solteirona faz de tudo para chamar a atenção. Enchumaços no soutien, dançar em cima da coluna, não levar cuecas, atirar-se a qualquer coisa que se mexa na sala (literalmente), embebedar-se e mostrar-se de bastante acesso… enfim, muito provavelmente acaba com uma “one night stand” e volta à estaca zero, porque o que ela quer é um relacionamento.
  • A fase da amiguinha - muitas jovens com SSD ficam presas a esta fase grande parte da vida. Depois de uma traumática fase Maneater que resulta em tudo menos em arranjar namorado/marido/whatever, A Solteirona contenta-se em ser a amiguinha… dos casais. Vá isto de certeza que já viram. Aquela alminha penada que anda sempre colada a um casal de amigos, obviamente a ser a 3ª roda da bicicleta, que vai com eles ao cinema, e as vezes faz até de motorista do casalinho enquanto eles se comem no banco de trás. E enquanto faz de amiguinha lança o olho gordo ao casalinho. Não tem propriamente inveja porque não gosta do namorado da amiga por aí alem… mas não se importava nada se ele descobrisse que está loucamente apaixonado por ela e desse um pé na bunda à amiga.
  • A Fase do fim de saldos – Nunca viram as pessoas às compras no fim de saldos? Já repararam que muitas vezes só o facto de estarem em saldo é o suficiente para as peças serem vendidas num ápice? Com a solteirona é assim a dada altura. Já estão num desespero tão grande que o que quer que apareça na rede é peixe. Não interessa que o novo namorado o… “Yuri” ainda seja casado lá na Ucrânia, e que a mulher dele tenha desaparecido sem deixar rasto, e que ele tenha cumprido 5 anos preso… desde que esteja com ela é um partidão. (ok isto não acontece só ás solteironas, mas é maioritariamente a elas que sucede). É nestas alturas que as nossas amigas arranjam os piores namorados possíveis, e que qualquer comentário leva a um “TU TENS É INVEJA DE EU ESTAR FELIZ!” e uma big discussão.
  • A fase do desespero total – Depois de se descobrir que o Yuri matou a mulher e fez hambúrgueres dela, e ir preso, a solteirona volta a ficar solteirona. E a partir daí é o descalabro. Vale tudo para não ser solteira (a dada altura é já uma corrida contra o tempo). Desde inventar alguém (oh yeah é uma óptima ideia, não tem namorado/marido/whatever? Faça um á medida. Depois não o pode levar a festas de família ou à rua - excepto dentro do seu cérebro - mas pelo menos não está tão sozinha), a namoros virtuais, passando pela (in)feliz ideia de casar sozinha como fez Chen Wei-Yih fez (para quem quiser ler em PT está aqui a mesma noticia) (uma coisa tão... idiota que nem vou perder tempo a comentar)… e há muitas mais loucuras que a vitima de SSD faz, o que é mais ou menos triste porque está a fazer figurinhas tristes e não o percebe)
A SSD pode curar-se, obviamente, nem é uma coisa muito difícil de fazer.
Mas a cura não está em arranjar um par, por mais perfeito que seja. Já vi muita solteirona comprometida, que tem necessidade de mostrar que desencalhou, que usa o namorado como peça de exibição e como cãozinho de companhia, para poder dizer “AHAH desencalhei bitch
A SSD é uma coisa real, que existe cada vez mais. Previna-se, save as suas familiares e amigas divulgando a mensagem! (isto dava uma boa publicidade)
Uma jovem que eu prevejo que desenvolva um bom SSD vai ser a querida Margarida Menezes, a virgem de Portugal, assim que perceber que em vez de atrair homens com o seu discurso os está a repelir como moscas do vinagre.

E vocês? Conhecem muitas jovens com SSD?
O que acham do assunto?
Qual é a pessoa que acham que é mais provável sofrer de SSD num futuro próximo? a vossa vizinha de baixo, a professora de matemática.... whatever?
Comentai, gentes, comentai, que eu tenho que ir fazer o mesmo ainda hoje a uma data de blogs xD

[A Ouvir: Why Don't You Love Me- Beyoncé]
[Humor: Venenoso]

quinta-feira, novembro 25, 2010

Uma imagem vale mais que mil palavras... e uma música vale mais que mil imagens

A Sara diz "And I don't feel like singing tonight, the same song"
E eu estou assim.
(adoro completamente esta música, e sim, hoje a música está lá mais para ser ouvida do que para servir de exemplo)
Podia escrever imensas coisas, mas hoje não me apetece escrever muito.
Estou apinhado de ideias, mas hoje não acho que ninguém mereça lê-las
Não estou com vontade de vos pedir comentários, ou que leiam, ou que façam o que quer que seja, porque honestamente hoje tenho a sensação que era o mesmo que pedir a um Dedal para me cozinhar uma mousse.
Não estou com um humor definido para o publicar aqui. deixo-vos com a imagem que preencheu a minha retina hoje... porque é por isto que gosto do outono.... e Porque como diz o Titulo, uma imagem vale mais que mil Palavras.


Não se preocupem que amanhã já estou outra vez tagarela... ou depois, depende de quanto tempo eu ache que devo ficar assim.
E tenho dito.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Ossos do Ofício...

Toda a gente chega a um ponto em que pensa “vou fazer isto ou aquilo da vida”.
Aqui o Snoopy pelos vistos decidiu ser um cão.

Seja ir para a Berma da estrada com uma saia tigresse e a pastilha na boca, tirar um bacharelato em química orgânica, ou fazer dobragens de filmes de animação infantil, toda a gente acaba por escolher uma profissão.

E somos incentivados a isso desde pequenos com o “o que é que queres ser quando fores grande?” e com os passeios ao trabalho dos pais onde nos deixam brincar aos empregos… o que interessa é que um dos picos da maturidade é arranjar um emprego, para sermos alguém.

Hoje em dia no entanto embora longe de acabada essa tendência está simplesmente a alterar-se. Já vi casos em que é preferível ter um canudo completamente obsoleto ( e por mais que custe a muito boa gente, existem cursos completamente inúteis por este mundo a fora) do que arranjar um trabalho. Mas de qualquer maneira teos que seguir um rumo., e muitas vezes essas pressões até levam as pessoas a seguir rumos que não as satisfazem, só para agradar a família, o namorado, o cão o gato ou o periquito...

Independentemente de se tirar ou não um curso (que neste caso era só um exemplo e não o tema), eventualmente acabamos por ter que arranjar um ocupação, de entrarmos no mundo profissional... E pelos vistos na escola da vida e na escola mesmo esquecem-se de nos ensinar uma coisa importante.
Há uma espécie de cláusula contractual para todo e qualquer tipo de profissão.
Há os requisitos mínimos, e depois há aquilo que nos fará ter mais ou menos sucesso na profissão:
  • Um Politico não pode exercer sem saber mentir- vá, processa-me Sócrates, vou usar o teu nome como exemplo, mas nem é por nada. Se não souberem mentir não avançam na carreira, porque o politico honesto acaba por dizer que embora não possa prometer nada, vai tentar o seu melhor. E o povo infelizmente prefere ouvir promessas como o nosso primeiro ministro fez. Sem promessas não há sucesso politico. E sem capacidade de mentira, não há promessas.
  • Um dentista não pode ter os dentes em mau estado- Oh pelo amor de Deus, os dentistas são médicos dos dentes, e andam a estudar muito e blablabla… mas (e já me aconteceu) entrar no gabinete de um dentista com halitose e dentes estragados tira logo a vontadinha de lá voltar.
  • Um nutricionista não pode ser gordo- vamos ao básico. Vamos a um nutricionista para perder peso, ou pelo menos manter não é? Se nos aparece um senhor estilo pai natal, por mais simpático que seja há sempre aquele pé atrás... porque devia dar o exemplo... digo eu.
Estes são só alguns exemplos, que dão bem para perceber a ideia.

Ainda no tema de profissões… No outro dia enquanto estava a ver uma reportagem sobre pessoas que trabalham no esgoto na TV, pus me a pensar que empregos de snho são giros, mas ainda mais giros são os empregos que nunca nos imaginamos a fazer.... peguei nessa ideia e aqui estão os meus 5 empregos que não hei de fazer por muito mal que isto ande... muito provavelmente por não ter jeitinho nenhum, Nada contra quem os faz ou fez .
  1. Cobaia de testes- isto não é oficialmente uma profissão, mas há quem ganhe a vida a fazê-lo. Quando compram um After shave hipo alérgico, ou um protector solar para peles sensíveis, eles não vem directos da fábrica mal a ideia nasce. Muitos são testados em animais, outros podem nem ser, mas quando se trata quer de cosméticos quer de medicamentos, há quase sempre teste em seres humanos. As pessoas vão á fabrica, dão uma lista de alergias, e experimentam durante um período de tempo o produto. Claro que isto é feito numa fase em que não há grande perigo de algo dar pró torto. Mas as cobaias são para garantir que nada dá pró torto.
  2. Dobrador de Porno – (para quem não sabe dobragem ou em brasileiro “Dublagem” é emprestar a voz para filmes séries e bonecos animados) Ok, é assim há os bonecos animados normais, há os filmes de animação, há as dobragens de filmes e séries estrangeiras… e depois há a dobragem porno. E aposto com qualquer pessoa que queira testar, que mal fosse altura de começar a dizer “oooh, aaah, sim” entre outras frases nada family friendly eu me partia a rir. Vamos ser muito honestos é completamente deprimente estar trancado numa salinha, com um micro e uns fones a olhar para duas pessoas…. Ou mais, a fazer o treco lareco, enquanto nós ficamos ali sentados a… gemer? Isto sem falar nas dobragens de hentais (que são basicamente porno de bonecos, a coisa mais idiota que já vi na minha vida. Tão sexy como uma búfala a dar á luz), que ainda deve ser mais idiota xD.
  3. Pessoa da audiência -Quem é que já viu os programas da Tarde, das manhãs ou alguma coisa estilo Oprah? Bem, a plateia é geralmente contratada, e depois há mesmo os que se tornam “assistentes” regulares, por isso considero isto uma profissão. A vida de pessoa da audiência é uma seca. Basicamente está uma pessoa ao lado das câmaras sem ser nunca vista em casa, e essa pessoa diz-nos quando bater palmas, quando nos calarmos, e suspeito que nos mandam fazer cara séria triste ou feliz de acordo com o tema abordado.
  4. Mágico ou palhaço de festas- Eu adoro crianças, a sério que adoro. Mas já reparei que sempre que há um mágico ou um palhaço pelo meio, a festa acaba sempre em lágrimas, e muitas vezes nem são das criancinhas. É uma espécie de massacre colorido barulhento e pegajoso (crianças+ festas de ano = demasiado açúcar e crianças peganhentas)
  5. Phone Hookers (expressão By Joana) – Conhecem o termo Phone sex? Como o nome indica é sexo por telefone. Ridículo, i Know. E há empresas que são especializadas nisso, as linhas eróticas. Tive uma perspectiva maior dessa “profissão” quando vi o Filme “Valentines Day”, onde a Anne Hathaway (adoro-a xD) interpreta o papel duma rapariga que trabalha para uma dessas empresas. O trabalho não é nada sexual, e nem me faz impressão por isso, só que é incómodo. Assinam o contrato com a empresa e o vosso telefone não para de tocar. E depois tem conversas badalhocas ao telefone. O que deve ser um gozo honestamente, porque mete sempre aquelas perguntas “como é que és” e “o que tens vestido” que pedem tipo implicitamente para aldrabar um bocadinho... xD
E vocês? têm alguma profissão que nunca se achariam capazes de fazer? ou talvez uma listinha? porque não se vêm a fazer tais trabalhos?
tem um emprego de sonho? e algum rumo que já vos tenham tentado impingir?
da lista de cláusulas contratuais... alguma sugestão a acrescentar?
Comentem, subscrevam, leiam, comam chocolate. acima de tudo aproveitem a greve xD.

[A ouvir: Bought & Sold - Belleruche]
[Humor: Curioso]

terça-feira, novembro 23, 2010

Vidas de sonho? temos todos

“Ai a/o X tem uma vida de sonho”
Esta expressão sempre me confundiu muito.
Obviamente que entendo o que as pessoas querem dizer com isso, que se referem a vidas cheias de realizações… Pessoais, profissionais, familiares (uma pessoa pode ser realizada a nível pessoal, mas não o ser familiarmente. Duas coisas diferentes), Materiais, é só escolher.
Quando eu oiço essa famosa frase, o primeiro pensamento que me ocorre desde que me lembro é:
Temos todos uma vida de sonho.
Confusos?
Não sei porquê.
Se pensarmos bem o que é que nos move? O que nos mantém vivos? O que é o combustível do ser Humano?
O sonho.
Não falo obviamente de sonho como “conjunto de ideias e de imagens que perpassam o espírito durante o sono“ nem como “fantasias(embora haja quem viva preso a fantasias, mas isso seria tema para um post por si só)
Já dizia António Gedeão que “O sonho comanda a vida", e acho que é das frases que mais sentido fez para mim desde sempre.
Nós vivemos por causa dos sonhos. Das aspirações.
Somos formados da cabeça aos pés por sonhos, ambições e medos.
Sonhamos com o dia em que compramos uma casa nossa, e consequentemente com o dia em que conquistamos independência.
Sonhamos com o nosso primeiro emprego a sério, com aquilo em que vamos gastar o 1º ordenado.
Sonhamos com amor. Sonhamos com O amor.
Não interessa se é um sonho material, emocional ou do que quer que seja, eles estão lá.

E também lá estão os nossos medos, que nos movem e influenciam.
Como penso nas ambições como sonhos, é mais que normal que aos medos e receios associe os pesadelos.
Medo de sermos esquecidos.
Medo de perder tudo.
Medo de não ter o que perder….
Os Sonhos e os Pesadelos dividem-se em três grupos:
  1. Os sonhos /Pesadelos Irracionais, que embora tenhamos noção que não seja possível tornarem-se reais, não deixam de nos ocupar os pensamentos de uma forma quase sistemática.
  2. Os sonhos/pesadelos passageiros, que mudam de tempos a tempos. Podem ser as resoluções de ano novo por exemplo que são sonhos que temos, mas eventualmente nem são assim tão importantes quanto isso e acabam por ser postas de lado para dar lugar a novas ambições. Sei lá, pode ir de uma coisa simples como um croissant com chocolate, até algo mais profundo como inscrever-se no banco nacional de dadores de sangue (inscrevam-se BTW que há quem precise. Eu este ano tenho que ir dar sangue, que fique aqui registado)
  3. Os sonhos/pesadelos de Vida ou Fixos, que são os que ficam a nossa vida toda no fundo da nossa cabeça, e para os quais nunca sabemos se estamos efectivamente preparados até estarmos face a face com a sua hipótese de realização.

E a nossa vida é feita exactamente disso.
De sonhos que nos movem para os alcançarmos, e pesadelos que nos fazem avançar para nos afastarmos deles.
A partir do momento em que atingimos um sonho, um novo sonho nasce no seu lugar, para nos permitir avançar.
A partir do momento em que deixamos de sonhar, deixamos de viver.
Tenho para mim que os sonhos são de tal forma importantes que deve ser a falta de sonhos (não interessa de que tipo) que causa a morte natural das pessoas, começando a matá-las por dentro, psicologicamente, e acabando por cessar as funções dos órgãos.

Por isso vos digo: Sonhem muito.

Qual é a importância que dão aos sonhos?
Qual é o vosso maior sonho de vida? Um relacionamento bonito, uma casa magnifica, dinheiro? Alguma coisa específica seria mais giro, “felicidade” e “saúde” é muito giro, mas são mais necessidades que desejos.
E qual é o vosso maior medo?
Qual é o vosso sonho Irracional que mais vos marcou? Acreditar em magia? Ter medo de entrar em combustão espontânea?
O que acham mais que é influenciado pelos sonhos e medos, para alem do sugerido no texto?

[A ouvir: Bum Like You-Robyn]
[Humor: Confiante]

segunda-feira, novembro 22, 2010

Conheçam as personagens, saibam do Twitter e aceitem o Desafio

Bem, eu geralmente não faço dois posts no mesmo dia, mas hoje apeteceu-me.

Para começar, tinha um twitter há uns séculos inactivo (a ultima vez que o usei foi em Janeiro de 2009) hoje peguei, e reciclei-o. apaguei todos os tweets e associei-o ao blog. quem tiver twitter e quiser associar-se pode carregar ali no passarinho por cima do menu.

No principio deste mês, caso não se lembrem comecei um Webcomic. podem ver aqui a 1ª "tira".
Disse que ia depois apresentar-vos as personagens, mas os temas foram divergindo e nunca mais me lembrei de o fazer decentemente.
O webcomic foi começado mesmo por diversão, como uma forma divertida de critica social...mas é claro que é melhor se vocês gostarem do que vêm.
Antes de lerem, as fichinhas, deixo-vos um desafio, dois, aliás. Sugiram-me:
  1. nomes para a vaca e para a Morsa, nomes que achem graça, que achem que ficam bem.
  2. um tema para a próxima tirinha.

Pois bem, aqui estão elas.

Nome conhecido: Vaca zarolha
Gostos: Asfixia Auto-erótica, Sarcasmo, corpetes, música deprimente, fadas e espiritismo (diz que consegue falar com o além através de uma técnica que envolve ovos estrelados e um fio de cobre), cantar (nunca ninguém lhe disse que só sabe mugir)maquilhagem.
Bio: Sempre viveu na quinta da Dona Clotilde, até ao dia em que ao ruminar uma Vogue temática de halloween que ficou obcecada com corpetes. não se consciencializa que é uma vaca e pesa meia tonelada, e roubou um corpete ortopédico da Dona e fugiu depois de descobrir que o seu inevitável destino era acabar transformada em Bifes de Novilho numa prateleira do talho.
Fez um corte de cabelo emo e fugiu da quinta onde , vivendo agora num apartamento arrendado a meias com a sua amiga Morsa.


Nome conhecido: Morsa Daltónica
Gostos: Famosos, purpurinas, Justin Bieber, Hello Kitty, brilhantes e bijouteria
Bio: Há uns anos houve um escândalo num parque zoológico marinho. um dos tratadores mantinha relações amorosas com uma das morsas em cativeiro. a Morsa Daltónica é o resultante do cruzamento dessa morsa e do tratador do zoo marinho e por isso nunca se integrou no meio das outras morsas e é meio anti-social. é viciada na hello kitty... e em tiaras... e em tudo o que seja brilhante. É daltonica e não sabe conjugar as cores da roupa e foi presa uma vez por invadir a casa do Bill dos tokio hotel e lhe ir cheirar as cuecas
tem um desvio de personalidade e é extremamente crédula. tem tendência a"abrilhantar as coisas" e quando ouve a hélice de um helicoptero começa a gritar "cenouras cozidas com mel" e a bater na testa. nunca consegue concentrar-se por muito tempo numa conversa.


E a nova "aquisição". tava a ouvir uma música da Ke$ha e pensei "era engraçado uma ovelha com face paint fluorescente". e depois vi um videoclip da Gwen stefani daqueles da fase em que ela andava com aquelas 4 japonesas, as Harajuku Girls... misturam isso tudo e têm:


Nome Conhecido: $heepah
Gostos: Party! Discotecas, drogas, cerveja, dar nas vistas, popularidade, acessórios.
Bio: é prima em 45º grau da Ovelha Dolly, e isso é que a catapultou para a fama. teve uma epifania quando um dia por engano o filho do pastor lhe meteu LSD no bebedouroas outras primas morreram todas de overdose mas ela sobreviveu. tem meio milhão de amigos no facebook e já apareceu em filmes independentes umas quantas vezes. ficou famosa com uma sextape que foi parar à internet, e já tem uma água de colonia, lançou um cd em parceria com a Ke$ha e tem um salão onde dá aulas de hip hop e danças do varão. Gosta de invadir festas e de destruir quartos de hotel. é irreverente e é o ídolo da Morsa. é cleptomaníaca, e odeia a Lady Gaga (já lhe vandalizou o carro).





[A ouvir: The Foreign exchange-Maybe She'll dream of me]
[Humor: Criativo]

O efeito Câmara

Ando há uma semana com isto entalado na cabeça, só porque me faltava a fagulha que acendesse a labareda de palavras.
E hoje depois de ver os ídolos, enquanto escrevia a minha review (*), ganhei uma data de fagulhas.
Bem, eu nunca achei graça nenhuma a reality TV.
Admito que sou capaz de ter visto um ou dois assim muito por alto (excluindo claro o 1º Big Brother. Esse toda a gente quase viu) mas nada de por aí alem.
E continuo a pensar – como já disse há uns bons meses (faz amanhã um ano) aqui - que a maioria da reality TV é trash TV (nada contra quem vê. Cada um faz o que lhe der mais gozo, é como comer caracóis. Pode ser muito bom, mas tal coisa não entra na minha boca. Só a ideia dá-me “gómitos e tanturas”).
O principal motivo pelo qual não vejo é mesmo o motivo do post.

É assim, vamos dar um exemplo.

Eu agora inscrevia-me nos ídolos, mandava a smszinha (aliás eu mandei, mas não fui porque tava a trabalhar e não tava pra perder um dia de ordenado para ficar a secar numa fila interminável para no fim nem chegar ás galas talvez. Eu tenho noção da realidade) ia aos castings todos, sempre a passar em frente e chegava às galas.
Depois chegado à primeira gala, os apresentadores perguntavam-me
Ah Ricardo, então e agora se fosses tu a sair? Estás nervoso com a possibilidade?
A resposta que eu daria seria algo como:
Ia ficar mal. Deu-me imenso trabalho chegar até aqui, e estou atrás dum sonho, por isso é claro que estou nervosoe depois apelava descaradamente ao voto.
Mas a resposta que eles dão todos, é algo do género:

Oh, eu sei que é um concurso, e podemos sair todos, mas o que importa é a experiência fantástica, e os amigos que fiz pra vida e saio daqui muito mais rico(a) musicalmente”.
Ah, e acompanhem a isto o sorriso bonzinho amarelo que eles desencantam todos nesta altura



Oh.
Ok.
Então passamos por meses de castings (sim isto os castings começam em Julho e as galas começam em Outubro basicamente) para… fazemos amigos e aprendermos música? Apresento-vos o facebook e o livro de “como tocar guitarra para totós” pelos vistos o resultados seriam os mesmos.

Voltando ao tema da reality TV, as pessoas entram nesses concursos por apenas dois motivos.
Dinheiro e fama.
E pelo amor da santa, não me venham dizer que o Zé Maria queria enriquecer a sua experiencia social de vida. Que não foi para o BB com a ideia de ganhar o dinheiro (que já deve ter torrado todo nos seus imensos meltdowns ao longo dos anos). Ou que agora estes marmanjos da casa dos Segredos (só sei que há um António porque a Claudjinha falou disso lá no blog dela senão não sabia o nome de ninguém) vão para lá travar amizades?
Então porque é que quando estão nesses programas as pessoas tem a necessidade de mostrar que é tudo uma amizade incrível que se dão muito bem uns com os outros, e que não querem saber do prémio?

A isso se chama o efeito câmara.

Os nossos conterrâneos Brasileiros têm uma expressão que eu adoro completamente que é “ficar bem no rolo” e é basicamente nisso que se resume o efeito câmara.

As câmaras não são só objectos tecnológicos que nos permitem imortalizar momentos inesquecíveis em fotos e vídeos.
Uma câmara é um objecto místico com poder de controlo mental, que não deixa ninguém imune.
Em frente a uma câmara de TV parece que toda a gente tem uma espécie de intimação para ser o mais… politicamente correcto possível, uma versão mais boazinha de si próprio.
Como se isso promovesse melhor a imagem… quer dizer realmente promove melhor, mas nem sempre é verdade.
Nem toda a gente tem o bom perder que mostra nos programas, e muitas amizades 4ever feitas nos mesmos duram no máximo uns mesinhos e depois as pessoas afastam-se. (quantos de vocês apostam comigo que os candidatos da edição anterior dos idolos não se falam na sua maioria?)

Demorei uns anos a perceber o porquê, mas toda a gente tem a necessidade de mostrar alguma coisa á frente duma câmara, e curiosamente acho que varia um bocadinho consoante a câmara, mas o fundamento é o mesmo.
Creio que no entanto, quase toda a gente o faz inconscientemente.
Uns mostram irreverência, outros mostram inocência, outros limitam-se a mostrar felicidade, cada um faz o papel de comerciante que monta a sua montra na lente da câmara… e vende o que mais lhes convêm.

O exemplo mais banal disso é o das fotos de família.
Acho que toda a gente tem uma foto de família pelo menos.
Se não tiverem, shame on yoooou xD.
O que acontece nessas fotos é que toda a gente tem que parecer feliz.
Tenho uma praqui algures no PC duma viagem que fiz com os meus pais. Nesse dia tivemos uma discussão horrível, mas depois passadas umas horas, alguém se lembrou de tirar uma foto… e lá estamos nós todos sorridentes.
Quem não sabe de nada pensa que estamos todos muito felizes e contentes.

Agora a parte da teoria.
O efeito câmara existe pela necessidade e auto-preservação da imagem de cada um, e pela necessidade que temos em mostrar uma imagem pessoal que nos agrade aos outros. À frente de uma máquina fotográfica mostramos o que queremos que vejam. À frente de uma câmara de vídeo mostramos o que achamos mais correcto segundo os padrões de comportamento (nos vídeos de família, toda a gente fica subitamente bem educada no momento em que a câmara está a filmar. Mal se desliga quem diz palavrões volta a lembrar-se deles magicamente.)

E vocês?
Quantos casalinhos com problemas conhecem vocês que tem as fotos mais amorosas possível espalhadas pelas redes sociais?
Quantas pessoas frustradas conhecem vocês que gostam de se mostrar super confiantes atrás de uma câmara para afastar fantasmas do passado?
Quantas vezes vão sair à noite, e vêm tipo duas moças que se odeiam a tirar fotos e a fazer vídeos abraçadas como se fossem as melhores amigas?
Porque é que acham que eles fazem isso? Acreditam na teoria do efeito câmara, ou têm outra explicação/teoria?
Já vivenciaram o efeito câmara?
Experimentam os mesmos efeitos referidos?
E já observaram o mesmo vivido por outras pessoas?
Irrita-vos? (a mim nem me incomoda)

(*)é verdade, agora faço reviews de TV… quer dizer é só aos ídolos por enquanto, mas está a ser uma experiencia giríssima, se quiserem ir vendo, vão aqui

[A ouvir: A wish for something More – Amy MacDonald]
[Humor: Inspirado]

sábado, novembro 20, 2010

O fim de semana perfeito seria…

  • acordar depois das 9 da manhã. Mas como tenho que ir ao centro de saúde todas as manhas isso não vai acontecer.
  • … não levar com a Leopoldina a Popota As Barbies os Nenucos, os Action Mans e a porra das publicidades de natal do Pingo doce a cada 5 segundos. Mas isso também não vai acontecer, a não ser que caia um meteoro no satélite de emissão das TVs.
  • …Satisfazer a minha gula e comer porcarias o dia todo (ou qualquer outro dos 7 pecados... mas a Gula de preferência)… mas como não moro sozinho e os meus pais andam com a mania de comprar comidas de dieta, fico-me pelas barrinhas de chocolate culinário que compro de vez em quando ao pé do centro de saúde. (isto é efectivamente deprimente)
  • …Ter programação de jeito na TV… eu não tenho TV cabo, e sobrevivo bem sem ela. Mas porra custava muito aos canais generalistas deixarem de repetir a porcaria da casa dos segredos e dos ídolos, e da porra do preço certo em euros e dar filmes? Ou séries (a horas decentes)? ou pelo menos calarem-se com a porcaria da cimeira da NATO? Já me basta a programação vomitante durante a semana.
  • … escrever tudo e mais alguma coisa que me venha a cabeça. Como tenho a minha tendência genética para o overthinking, penso em tantas coisas que nem sei qual esolher para desenvolver. Pelo menos não me posso queixar , o meu pc nunca mais me obrigou a blogar À mão xD.
  • … Receber comments e novos leitores … okay, esta está completamente fora das minhas mãos.
Ora bem em 6 satisfiz zero (até agora).
Podiam ao menos ajudar-me a satisfazer um... e como não vos estou a ver virem me instalar a TV cabo em casa, ou comprar me guloseimas... ou ir por mim ao centro de saúde, visitem todas estas hiperligações, leiam comentem e se gostarem subscrevam que Fim de semanão é dia de apelação. (LOL)

_____________________________________________________
Nota para compreensão do post:

É de conhecimento geral que vocês caros leitores, no fim de semana vão ás vossas vidinhas e não comentam coisa nenhuma. e como isso tá male, resolvi pegar e fazer uma espécie de reivindicação.
Eu apelo ao comentário.
já fiz isto num outro post

Por isso não vos resta muito a fazer senão comentar... e subscrever.
Entendem a eficiencia do meu plano maquiavélico?
MUAHAHAHAHAHAHAAHAHAH
(e agora de certeza que pensam que eu não tenho tudo na caixa craniana)

[A ouvir: Beep - Pussycat Dolls]
[Humor: Entediado]

sexta-feira, novembro 19, 2010

Já Dizia o anuncio do Sumol... sejam originais

Originalidade
nome feminino
1. qualidade de original
2. criatividade; inovação
3. singularidade
4. excentricidade, extravagância
(De original+-i-+-dade)

Sempre me considerei uma pessoa original, nem me vou por aqui com falsas modéstias. Não estou com isto a dizer que sou melhor que alguém. Mas gosto muito de poder fazer coisas diferentes que a maioria das pessoas simplesmente não faz, apenas para afirmar que é das pequenas diferenças que somos feitos.
Nem toda a gente é assim, há pessoas completamente formatadas que pensam e agem em massa, mesmo por predisposição, e só dou graças aos céus de não ter nascido assim.

Muitos esforçam-se para serem originais… o que nem sempre dá bom resultado. Olhem por exemplo os grupos sociais.
Tá muito na moda as pessoas serem alternativas, porque sai-se da corrente normal de pensamentos e actos e bablabla (e porque é uma desculpa para usar piercings e rastas vermelhas e dizer a toda a gente que o fazem porque “são alternativos”) mas na realidade as pessoas alternativas acabam por ser uma esécie de cópias umas das outras, porque por sair do mainstream acabam por se ajuntar e copiar comportamentos umas das outras, matando até grande parte do que era único. (óh prós góticos como exemplo. Caveirinhas, xadrez preto e muita maquilhagem, é tudo igual, na sua tentativa frustrada de ser diferente.)

O meu lema pessoal -que já disse a uma data de pessoas - é algo do género "vou tentar sempre fazer algo diferente. pode ficar uma bosta, mas pelo menos não há bosta igual"
Óh o meu blog por exemplo.
Desde que o criei que tinha a pancada de o tornar único. Comecei pela coisinha de assinar com os pandas, porque nunca tinha visto ninguém fazer algo do género… e passei pros looks, não só por gostar do lado estético da coisa, mas porque queria chamar a tenção dos leitores (e uma imagem diferente chama muito mais a atenção).
andei uns meses com um template que saquei dum site, mas ia tendo uma sincope quando descobri outro blog a usar o mesmíssimo template.
e quando vi isso fiquei acordado até às 4 da manhã a fazer o meu 1º template. que ficou horroroso BTW.
mas ficou diferente.
De certeza que ninguém tinha um igual pela net, porque o fiz eu e o usei só para mim.
E só isso dava me uma satisfação imensa de vir aqui ao blog, porque sabia que tinha feito alguma coisa verdadeiramente única (não sei se repararam que não disse que era lindo, só diferente xD)
E infelizmente a originalidade está a desaparecer.
Já ouvi muitos "colegas" bloggers queixarem-se de como há falta de imaginação na blogosfera ,e uns outro tantos que até tiveram o azar de serem copiados (Até já me dei ao trabalho há uns bons meses de me registar num site de copyright só pra evitar cá merdes com pessoas sem imaginação xD) e até eu já vi um post baseado num que eu fiz ainda foi só um mas pronto. não sou famoso não posso pedir muito mais.
Aqui há uns dois anos inscrevi-me num fórum (sim eu também andei nos fóruns) e havia por lá concursos de wallpapers, e signs e avatares e por aí - foi assim que aprendi a mexer no photoshop aliás - e houve uma fase em que apareciam pessoas que se limitavam a pegar no trabalho dos outros e copiar à descarada ou a pegar nesse mesmo trabalho, alterar ligeiramente e dizer que era um original.

E eu achava isso completamente idiota.
“E Porquê?” – perguntam vocês
“Porque perde a piada toda copiar qualquer coisa, seja de que forma for” – respondo eu.
A ideia de qualquer um dos casos é criar-se algo.
quer seja nos blogs, quer seja a fazer qualquer tipo de montagem.
E por muito difícil que seja de compreender, pegar em peças disto e daquilo para fazer outra coisa não é propriamente uma boa ideia.
Leiam o Frankenstein, e comprovam a minha teoria.
Acabamos por ter uma espécie de amostra deslavada do original.

Criar é uma das coisas mais priviligeadas que temos ligada à condição de ser humano. não percebo porque é que as pessoas não o sabem aproveitar muitas vezes.
O imaginar algo que não existe – não interessa o quê, um texto, uma música, uma imagem, algo que não haja no nosso universo de percepções. – O tentar e falhar em reproduzir o que apenas conhecemos intuitivamente, da nossa cabeça, até ao final quando conseguimos fazer exactamente o que imaginámos de uma maneira que talvez nem tenhamos pensado.

Acho que passo por esse processo de criação em cada post que faço, o que me leva a pensar onde e que está o gozo de pegar nalguma coisa que não é nossa, copiar parcial ou completamente e afirmar que é nossa? No fundo sabemos que não é.
E por mais sucesso que faça não é verdadeiramente nossa porque não passámos pelo processo de criação.

Será que anda a desaparecer a capacidade das pessoas para inovar? para serem bons por apenas serem diferentes?

Um exemplo disto são as versões.
No cinema e no mundo da música, as versões são uma coisa completamente normal. Pegar numa música ou num filme já existente, e entregá-lo a uma nova voz, ou a novos olhos (realizador) e cruzar os dedos para que tudo corra bem.
As versões são uma coisa muito difícil de classificar porque a meu ver, algumas versões conseguem ser muito mais originais que o tema original, porém o original tem sempre um maior impacto… o que não me deixa decidir qual é melhor no geral, tendo uma opinião diferente quase de caso para caso. Pelo menos a nível da musica, porque a nível dos filmes o original é quase quase quase sempre melhor.
Rara é a excepção.




Neste post as músicas são novamente um exemplo e não o assunto do post. (acho que ainda não fiz um post em que tenha usado uma música sem ser para exemplificar algo BTW xD) oiçam as duas e avaiem.
A 1ª (da apetitosa Cheryl Cole… beeewbs) foi editada 1ª que a 2ª (cantada pela Ingrid. se reconhecem a voz, é aquela que canta “I just wanna be okay, be okay, be okay), sendo por isso oficialmente a versão original… no entanto parece que a 2ª parece ter alguma coisa que não sei explicar. Parece sair mais naturalmente.
Alguém sabe porquê?
Porque a musica foi na verdade escrita (e/ou composta, não tenho a certeza) pela Ingrid, a 2ª cantora.
O que lhe parece dar uma maior naturalidade a cantar a música do que a Cheryl… e neste caso, qual das musicas deve ser considerada a original? Por um lado, a 1ª versão foi editada em 1º lugar cronologicamente, o que lhe dá a vantagem de tempo de existência maior.
Mas por outro lado, a 2ª versão é cantada pela compositora. Por quem efectivamente criou a música.

E vocês?
O que pensam?
Qual das duas versões da música é a mais original?
E qual deve ser considerada a “versão” ou o “cover”?
Porque acham que cada vez mais é difícil ver coisas originais seja a que nível for?
Já alguma vez foram plagiados em alguma coisa?
Já alguma vez copiaram alguém?
Versões no cinema e na música, sim ou não?
Uma coisa tem mais valor por ser diferente, ou preferem algo que se misture melhor a multidão?
É melhor uma coisa muito boa mas banal ou uma coisa razoável mas completamente única(sendo que talvez ganhe um pouco por ser diferente)?
Acham este blog - e o autor por arrasto – original? (se não acharem eu descubro onde vocês moram e dou-vos com uma soca de madeira na testa ^^)

[A Ouvir: Oh No! - Marina And The Diamonds]---> um bom exemplo de criatividade. muy buena
[Humor: Inspirado]

quinta-feira, novembro 18, 2010

A "Men’s Health"


Como tenho muitas leitoras, sempre lhes mostro como se processa o mundo da revistagem masculina no geral, e de uma revista no particular. Os leitores podem sempre dizer se concordam ou não.

O universo de revistas femininas é vastíssimo.
E nem consigo enumerar todos os tipos de assuntos que abordam, vai das decorações às fofocas, passando pelas de maquilhagem e nunca acabando…
Até deixo um desafio aqui de me catalogarem todos os tipos de revistas femininas.
I dare you.
Já as revistas masculinas dividem-se em quatro grandes subtipos.
  • As revistas de mamas –Let’s face it. Nenhum dos senhores que entra na papelaria e compra a Playboy, ou a Hustler, ou aFHM está interessado em saber que a menina da capa com umas belas copas D está a estudar para ser veterinária e que a sua cor preferida é o púrpura da índia. Quando compramos revistas dessas é pra ver mamas.
  • As Revistas de carros – é tipo uma espécie de tortura. Abre-se a revista e quanto mais se folheia maiores são os preços. E depois é só paneleirices, tipo carros com assentos que fazem massagens tailandesas e com um telescópio incorporado no tubo de escape. Coisas que nunca hão-de ser utilizadas mas que são extremamente dispendiosas.
  • As Revistas de Desporto - a.k.a. de Futebol. Porque em Portugal é mais Futebol e outros desportos. Tipo uma paginazinha prós outros e o resto é pró Futebol. ok, ok, também há revistas de outros desportos, just kiddin.
  • As Revistas de Geeks – Nunca vi uma mulher a comprar a Exame informática, mas devem existir… mas é como os homens que compram a Cosmopolitan, que os há, há mas eu nunca vi. Deste grupo fazem parte as de informática e as de gadgets, estas ultima são um tédio porque nunca se tem dinheiro pra comprar nem o gadget mais barato nas paginazinhas da porra da revista.

E depois há a Men ‘s Health(MH).

A MH é um híbrido muito complexo. É uma mistura de “revista de gaja” e “revista de mamas” com uma pitada de “catálogo de compras” e outra de “revista culinária”.
Acho que comprei um ou dois exemplares… mas fiquei-me mais pelas revistas de mamas. A MH sempre me despertou arrepios desconfortáveis.
O meu pai comprou umas quantas edições da mesma (e eu estive a dar uma vista de olhos antes de vir escrever o artigo) e sempre que faço viagens e passo por uma estação de serviço, lá está uma men’s Health algures no mar de revistas á disposição.

Basicamente isto é um esqueleto da capa de uma MH, sou um artista poh (eu pus nºs e quadradinhos coloridos para serem mais facilmente identificadas as secções, caso não consigam ler bem os nºs):

  1. O bronco Musculado - seria de esperar que todas as revistas masculinas tivessem gajas ou carros nas capas né? Nããããão, a MH tem homens. E não são uns homens quaisquer. São homens que parecem saídos de um ginásio… ou de um desfile de modelos. Só este ponto é logo um corta interesse enorme. Honestamente. E querem fazer-nos passar por idiotas e acreditar que aquilo é só esforço, não há ali sequer um photoshopzinho... yeah Right, e eu sou a Rainha Isabel II
  2. O apelo à fé (em vermelho) – “Ganhe músculo rapidamente”, “Fique em forma em 9 dias”, “tenha um corpo de meter inveja” ou ainda o ultra cliché “fique como o modelo da capa em 15 dias”…. Basicamente são listas de exercícios. Exercícios tipo… flexões e abdominais, e supinos e dorsais e não sei mais o quê… coisas que o leitor sabe que ajudam a manter a forma… mas que nunca chegam para ficar sequer com 10% da imagem do bronco musculado na capa. Para se ficar em forma é preciso mais que uns abdominais em frente ao sofá quando se repara na barriguinha da cerveja.
  3. Dietas (em azul) – A Men’s Health tem imensas vezes artigos de dietas. After all o Health tá ali não é so de enfeite. Adoro quando muitos jovens se armam em machistas, e dizem que “dietas são coisas de gaja”, e depois é vê-los quais marias madalenas a tentar preparar a receita de salada de frango com mozzarella de búfala que vem na página 73 a dizer que faz bem aos músculos deltóides (claramente em estado dormente naquela altura, mas quem sabe depois da salada talvez cresçam miraculosamente)
  4. Mariquices (em verde) – sim, muitas coisas que não interessam a ninguém… como saber que se pode aplicar botox á prostata… ou que os SMS funcionam como bom anti-tabaco…
  5. Ir á cueca (em amarelo) – não, não estou a falar da blogueira Rosa cueca, é mesmo um apelo ao “amiguinho” (é tão sinistro chamar amiguinho ao senhor pene, mas pronto) é o ÚNICO sitio na capa onde aparece um elemento do sexo feminino. E geralmente é numa foto minúscula e numa pose muito badalhoca, acompanhada de um belo “Tenha sexo escaldante” ou “faça-a ter orgasmos múltiplos” ou o meu personal favourite que saiu mesmo numa das revistas que tenho á minha frente “SEXO: UMA MULHER DIFERENTE TODAS AS NOITES!” okay, se precisamos de instruções para fazer o treco-lareco, é porque alguma coisa está a correr mal... digo eu xD
E por dentro a revista não desenvolve muito mais do que os pontos acima descritos. Só tem mais uma secção que raramente é publicitada na capa. A secção das compras. Ele é produtos de beleza masculinos, roupa, carros, gadgets, e por aí alem. Acho que deve ficar mal por numa revista deste calibre que promente… ai promete músculos de aço sem uma ida ao ginásio, por algures na capa a secção de compras. Pouco… masculino.

Uma coisa que também há muito nesta revista é a tentativa de descodificação feminina. Os sinais que elas mandam e o que querem dizer, como abordar certos assuntos e como perceber o que ela está a pensar. Curiosamente as revistas femininas fazem exactamente o contrário… e pelo que vi nenhuma delas consegue acertar muito… acho que fomos feitos pra isto, os homens entendem tanto as mulheres como as mulheres entendem os homens.

Para finalizar dizem que a faixa etária que compra a MH é maioritariamente entre os 40 e os 50 anos, e que são maioritariamente empresários ou pessoas com trabalhos maioritariamente de escritório… ou seja, juntamos a crise da meia-idade que todo o homem acaba por ter com a frustração de um trabalho extremamente empírico e temos o nicho de mercado mais repleto de crédulos da população masculina. (isto sem contar com todos os adolescentes mirradecos que querem ficar jeitosos como o outro do “crepúsculo” pras mocinhas andarem todas atrás deles e seguem estas dietas e exercícios como autenticas bíblias.)

O que têm a dizer do assunto?
Comentem! (e subscrevam)

AAAAH e Já agora, tirei aqueles share buttons do fim dos posts e meti uma barrinha de likes, se gostarem mesmo laikem! xD

[A ouvir: Do it Like a Dude - Jessie J]
[Humor: venenoso ]

quarta-feira, novembro 17, 2010

Desconstrução do beijo

Sexyyyy

Ok, Este post começou ontem á noite, quando eu podre de tédio, a fazer zapping nos 4 canais públicos (no cable for me) reparei que um dos actores de uma das novelas da noite tinha uma quantidade extrema de língua inserida na boca da parceira…. E comentei com a Sara (Na altura aquilo pareciam duas enguias a fazer wrestling)… e conversa puxa conversa começámos a falar de beijos.
conclusão: A Sara é uma péssima influência para mim.

E verdade seja dita, é um tema interessante.
Quem é que nunca deu um beijo?
À mãe, ao pai (sem língua espero) ao namorado ou à namorada, a um amigo, ao cão, sei lá a qualquer pessoa? Na bochecha, na testa no nariz na boca no pescoço…
Quem é que hoje não deu um beijo?
Se não deram deviam!
Lamechices à parte, toda a gente gosta imenso de um bom beijo… e toda a gente já apanhou Beijos, mas beijos incrivelmente MAUS.
Falando especificamente de beijos na boca, há rácios ou percentagens a ser cumpridas. Nada de dentes a mais, nada de língua a mais, nada de saliva a mais, nada de agarranços a mais… entre outros quando os rácios não são cumpridos dá nalgum destes casos:
  • O beijo trituradora – Um beijo (na boca) é acima de tudo, uma questão de sincronia. Uma dança de línguas cronometradas… mas há algumas pessoas que não sabem fazer isso… e então metem os dentes. E é completamente horrível um beijo com dentes. isto acontece quando uma das pessoas que está a participar do beijo se esquece de manter a boca aberta, permitindo a entrada de língua alheia, o que dá como resultado numa trituração impiedosa da língua da outra pessoa.
  • O beijo Vórtex (aka aspirador do dentista) – numa palavra? Sucção. O que dá direito a barulhos extremamente… coisos. A sensação que fica no fim é falta de ar. Deve-se, do ponto de vista romântico, a uma das pessoas querer absorver ao máximo a outra (LOL ca noja).
  • O beijo DL – O género que começou este post… é tipo ver um sufocamento em directo… a pessoa que leva com o DL (demasiada Língua) a dada altura fica roxa porque a língua do demo lhe tapa as vias respiratórias. Por ter demasiada língua, nas viragens de pescoço é ver uma coisa cor-de-rosa babosa a sair e entrar da boca (isto soa tão porno… mas verdade seja dita é mais disturbing que outra coisa)
  • O beijinho são bernardo – Já alguém mexeu num São Bernardo? São aqueles cães muito lindos que fazem resgates na neve. São muito meigos e muito obedientes… e babam-se IMENSO. É tipo… ew. Os beijinhos são Bernardo são basicamente isso. Muita e muita troca de fluidos. É do género de depois de acabar um beijo desses se parar, respirar fundo e limpar a baba das bochechas.
  • O beijo Gemente – tenho uma tendência enorme a apanhar disto quando estou á espera dos transportes públicos ou do táxi. Aqueles casalinhos adoráveis que gemem quase tanto a dar um beijo como a “dançar o canguru perneta” não é agradável.
E aposto que há muito mais beijos terrivelmente maus, mas não vos quero traumatizar com mais imagens mentais.
Depois claro que há a outra face da moeda… os beijos mesmo bons:
  • O beijinho doce – Okay tenho um belo trauma com uma música com este mesmo nome xD. Mas vejamos se me explico. Estão a ver quando estão a comer qualquer coisa doce e dão uma bela beijoca? Pode ser um chocolate, um chupa chupa (oka isto não dá lá muito jeito né, mas pronto) gomas, whatever… é óptimo, pelo menos pra mim que sou guloso xD
  • O beijo de cinema – É o beijaço. Adoro, é aquele beijo de pegar e dobrar a espinha, e levantar o pé no ar e assim… um beijo “txan” acho que toda a gente gosta deste xD
  • O beijo roubado – depois de uma discussão afogueada um beijo bem roubado mesmo que seguido de uma bela lambada é das melhores coisas que existe, mesmo que hajam lágrimas ao meio acaba por resultar quase sempre nalguma coisa boa
Como quando se fala em beijo vem sempre á cabeça o primeiro venho aqui falar do meu 1º beijo. Foi uma coisa completamente cómica, foi num elevador, e não sabia muito bem o que se estava a passar, na minha cabeça devem ter passado milhentos pensamentos mas curiosamente só me lembro de pensar que a textura da língua dela era mais macia do que eu pensava (dêem o desconto, ainda era um pirralho de 11 ou 12 - não me lembro da idade certa - anos). E de repetir uma data de vezes o acto (beijatório) no mesmo dia.

E vocês?
Consideram-se bons beijadores?
Que outros tipos de beijo terrível conhecem? E de beijo bom?
Já apanharam muitos beijos maus/bons? E algum dos acima descritos?
Já deram um beijo a alguém hoje?
Como foi o vosso 1º beijo?
Acham que o beijo vicia?
Comentem e ganham um beijo de um super modelo sueco (o sexo muda consoante os gostos do leitor xD)

[A ouvir : We R Who We R - Ke$ha]
[Humor: Feliz]

terça-feira, novembro 16, 2010

Somos todos um bocadinho loucos né?

Não sei se alguma vez vos aconteceu andar com um tema semanas e semanas a querer sair, mas a não sair como deve ser?
Este post foi o parto mais difícil na minha maternidade blogosférica xD.

Nós somos feitos de quê?
  • De defeitos?
Eu tenho muitos defeitos… por exemplo, sou extremamente efusivo… a roçar o impaciente. Mandei um segredo pró shiiiu hoje de manhã mas eles não há modo de o publicarem. E eu sei que devem receber toneladas de mails. O que não me impede de ir lá ver 50000 vezes por dia se já publicaram alguma coisa xD.
  • De qualidades?
Também tenho algumas qualidades… como por exemplo a capacidade de ouvir os outros sempre que eles precisam (o que me deu um quase diploma em comportamento humano)…
  • E não há nada no meio?
Eu por exemplo depois ainda tenho algumas… características, que estão algures entre uma qualidade e um defeito, mas que não deixam de estar lá mesmo estando indefinidas.
A minha “característica” mais vincada resume-se numa frase.
Eu a-do-ro ter razão.
E é uma coisa quase patológica.
Não faço por ter sempre razão, atenção (aliás por isso é que não vejo isto como um defeito). Quando erro calo-me e aceito, porque… bem tentar negar só me faz fazer figura de urso. I’m too cute to be a bear xD.
Mas dá-me um prazer extremamente anormal ter razão sobre o que quer que seja.
Eu gosto de ter razão sobre o tempo
Eu gosto de ter razão sobre preços
Eu gosto de ter razão sobre pessoas normais
Eu gosto de ter razão sobre pessoas malucas
Então se for motivo de teima e eu tiver razão, não consigo conter lá muito bem a minha gargalhada maléfica – Oh, sim meus caros, eu tenho uma gargalhada maléfica… not pretty – o que dá uma espécie de engasganço nada agradável xD.
Para vos explicar melhor, é mais ou menos uma mistura de sensações que junta a nostálgica “manhã de natal quando recebes tudo aquilo que pedes”, o “beber um copo de água quando se está completamente desidratado” e o mágico “encontrar uma nota no chão”.
Nunca soube explicar muito bem porque é que tenho esta pancada (se perdesse tempo a explicar as minhas pancadas nunca escrevia no blog né?) mas nem me importo nada de a ter.
Estão a ver aquele amiguinho que vocês tem que vos diz “eu odeio ter que dizer isto… mas eu avisei”? Eu é mais “AHAH BITCH! EU DISSEEEEEEEE!” o que já me valeu veladas ameaças de morte e cabeças de porco com velas pretas e estrelas satânicas desenhadas á porta de minha casa com bilhetinhos de amor tipo “quando estiveres a dormir meto-te uma garrafa de melaço por dentro das narinas e tapo te a boca ^^” (ou não… por enquanto ainda ninguém me fez nenhum miminho desses ;-;).
E essa característica vem com uma outra colada, nunca me esqueço de quando tive razão (esquecer coisas boas não é comigo)

E hoje não me apetece mais escrever… vou actualizar mais mil vezes o shiiiu a ver se aparece lá alguma coisa. E o e-mail também, a ver se recebo o mail que tou há espera há uns séculos.

Como tal quero que vocês, leitores me digam:
Qual é o vosso pior defeito?
E a vossa melhor qualidade?
E a vossa “característica” mais marcante (vejam o meu exemplo. Escolham alguma coisa que não seja nem um defeito nem uma qualidade)?
Qual é o pior defeito e a melhor qualidade que alguém pode ter para vocês?

[A ouvir: Anytime - Kelly Clarkson]
[Humor: muito doido (mais que o costume)]

segunda-feira, novembro 15, 2010

O efeito Dominó

Gosto muito de pensar que cada pessoa é dona do seu percurso de vida, e que desde que não prejudiquem de forma drástica a vida de ninguém, são livres de fazerem o que bem entenderem.
O que hei-de fazer? Acho que sempre fui um liberal xD.
Seguindo essa linha de raciocínio, sempre houve uma coisa que me deu que pensar.
Destino.
Okay eu admito que às vezes (okay quase sempre) sou uma pessoa difícil de entender, mas por mais incoerente que isto pareça, eu acredito no Karma, mas não acredito no destino.
Nunca engoli muito a ideia de nascermos e termos a historinha toda escrita (Porra se fosse assim, devem-se ter esquecido de me entregar o meu guião porque há dias que não sei muito bem se não me enganei e saltei um capítulo do mesmo xD).
Acredito sim em … “acidentes” digamos.
Acho que a vida se constrói de pequenos desvios, desvios estes causados, muito mais por escolhas alheias ou escolhas instintivas, do que escolhas conscientes.
Todas as acções acarretam consigo uma cadeia de acontecimentos posteriores, sobre os quais não temos controlo, mas que influenciam a nossa vida. No entanto temos controlo sobre a acção inicial, a pecinha que faz os dominós caírem num determinado sentido.
Chamo a isto o efeito Dominó.
Para explicar melhor, peço que vejam o vídeo abaixo.


(Podia começar por dizer que esta música foi a minha música de verão, e que não me cansava de ouvir. Ou podia dizer que a Natasha é das minhas cantoras pop favoritas porque as letras dela tem sempre alguma história por trás, mas este post não tem nada a ver com música.
O vídeo é meramente um exemplo, para verem o que eu acho da música tem de ir á pagina de músicas
.)
Depois de verem todo o vídeo (e se prestarem atenção à letra ela fala disso) tudo se baseia numa pequena escolha.
Se ela tivesse escolhido as sandálias, ia á sua vidinha e nunca havia de conhecer o jovenzito de olho azul, e acabava aqui a historia, com ela podre de bêbeda com montes de cookies no estômago.
Se levasse os saltos altos vermelhos podia tropeçar, derramar o café, sujar o homenzinho, adiar a reunião do outro, conhece-lo na festa que dava em casa, e tinha (pelo menos) uma noite bastante agradável.
Mas para derramar o café, teve que passar a estrada para ver o bendito vestido na bendita boutique no outro lado da estrada. (está tudo na letra, podem ver aqui se não tiverem prestado atenção).

Tudo está ligado.

É como diz a teoria do caos (não sei de quem é nem do que fala e nem me interessa) “o bater de asas de uma borboleta na china é capaz de despoletar um tufão no outro lado do mundo” … claaaro que é numa maneira muito menos radical, mas dentro do mesmo conceito.
O que leva à explicação de como posso acreditar no Karma e não no destino.
A minha "versão" de Karma está aqui (para quem não leu), e pegando no que tenho estado a dizer, se escolhermos fazer alguma coisa má a alguém de propósito, despoletamos uma possível coisa má para nos acontecer.
Mas fazemo-lo por uma escolha semi consciente.
Não acontece porque “assim tinha que ser”

O(s) universo(s) é(são) uma coisa espantosa se formos a pensar.
Porque por escolhermos uma torrada em vez de cereais podemos ter um dia completamente diferente – sabem lá, podemos encontrar um dedo humano na caixa de cereais, e ir a um advogado processar da fábrica dos mesmos, ao passo que com uma torrada o máximo que acontece é queimá-la (sou bastante bom nessa actividade.) e ficar sem pequeno-almoço – e isto leva-me a um pensamento. Como já devem saber se seguem este blog há muito tempo, não sou grande amigo do famoso “e se…” quando usado como queixume (se não seguem, vejam aqui). O que não quer dizer que odeie suposições.
E já por diversas vezes pensei que podia ter acontecido tudo de maneira diferente se tivesse sei lá… dado 5€ áquela Dinamarquesa junky que andava sempre atrás de mim a cravar-me e a dizer que precisava de dinheiro pró bilhete pra Lisboa (que trocando para linguagem de junkies é algo como “uma dose das rechonchudas”)… talvez ela me desse um bocado da dose dela, e por esta altura era eu toxicodependente, e andava a roubar as loiças da família pra vender e trocar por droga (não estou a gozar com quem passou por isso, é uma coisa perfeitamente possível de acontecer a qualquer um).
Ou se eu tivesse seguido letras há 12 anos atrás, talvez agora tivesse todo um ciclo social diferente (muito provavelmente teria)…
não estou com isto a dizer que estou arrependido de não ter dado os 5 € á dinamarquesa, nem de não ter seguido letras, só que as possibilidades são tantas que é assunto para me deixar pensativo por bastante tempo.
Este ano fiz uma data de escolhas e ainda estou para ver a que reacções me levam.
Oh, por exemplo. escolhi cagar pra minha nova BFF, a querida Mariazinha, a fã sem humor do Filpe Pinto, que merecia um manguito... mas mais vale ignorar.

Todo o efeito dominó que referi aqui também leva a pensar nas coincidências.
Mas como também quero que vocês escrevam, deixo as perguntas:
Acreditas em destino? E em coincidências? (não e sim respectivamente, são as minhas respostas) já alguma vez pensaste nas reacções que o acto mais pequeno pode ter despoletado na tua vida? Algum exemplo? Comentai leitores, comentai (E subscrevei).
PS: tenho que ir comentar os blogs do costume, mas hoje não me apetece... que reacção é que isso trará?

[A ouvir : If You're Gonna - Natasha Bedingfield]
[Humor: Filosófico(não se nota?)]
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